Injex investe em internacionalização para crescer

A Injex, fabricante de plásticos técnicos injetados, que fornece várias marcas de automóveis, está prestes a concluir um programa de investimentos de 500 mil euros que lhe vai permitir “aumentar por quatro” as exportações.

in Jornal das Oficinas, 25-07-2019


As palavras são de José Pinheiro de Lacerda, fundador e CEO da empresa que produz mais de 50 milhões de peças de plástico injetado por ano.

Os investimentos têm vindo a ser feitos com recurso, predominantemente, a capitais próprios e com o apoio do Compete 2020, nas áreas da internacionalização e da inovação produtiva, ao abrigo do programa operacional regional Norte 2020.

Os melhoramentos mais significativos passam pela ampliação da área fabril, pela modernização e crescimento do parque de máquinas, pela digitalização do processo produtivo e pela transição do referencial normativo do sistema de gestão de qualidade.

Tendo em vista a certificação deste sistema, ainda neste ano, de acordo com as normas IATF 16949, a referência padrão adotada na indústria automóvel, setor onde operam os principais clientes da empresa. Entre eles, contam-se os Grupos VW, PSA, Renault, Jaguar Land Rover e Volvo.

“Os símbolos das marcas que identificam alguns modelos desses grandes construtores mundiais são feitos em Famalicão, com muito orgulho”, diz José Pinheiro de Lacerda, engenheiro mecânico que fundou a Injex há 16 anos.

A digitalização do processo produtivo é outra das vertentes do programa de investimentos em curso. E há já resultados visíveis: a comunicação com os clientes faz-se, hoje, unicamente por via digital; a informação interna é inteiramente eletrónica e partilhada em rede; todos os operadores podem registar qualquer evento em tempo real.

Também no armazém de produtos acabados o uso do papel foi eliminado. A preparação de cargas é assegurada por via digital e foi desenvolvido um sistema próprio de alertas para a manutenção de moldes, abarcando desde os procedimentos preventivos até à necessidade de substituições.

Para consolidar os investimentos feitos nos últimos meses, a empresa projeta adquirir uma unidade de bi-injeção de plásticos e passar a oferecer tecnologia de alto brilho na produção em série.

 

 

Além da Autoeuropa, PSA também vai ter Clube de Fornecedores

Compete está a analisar o conjunto de entidades que vão integrar a lista de fornecedores da Autoeuropa e, agora, da PSA de Mangualde. Tem até ao fim do mês para se pronunciar. Clubes avançam depois.

in ECO, 17-07-2019


Foi a 23 de fevereiro de 2017 que a Bosch Portugal, a Universidade do Minho, cinco instituições de interface e 36 PME criaram oficialmente o Clube de Fornecedores. Passados mais de dois anos, e muita expectativa, há mais dois Clubes que estão prestes a ser formados. A Autoeuropa, mas agora também a PSA de Mangualde, são as empresas âncora que deverão incorporar mais PME nacionais como suas fornecedoras.

As listas de candidatos a fornecedores dos respetivos clubes foi entregue no Compete em março deste ano e a decisão de quem reúne os requisitos para obter apoios comunitários será tomada até ao final de julho. “As listas de ambas as empresas entrou em sistema em março e temos um acordo com a Aicep para que haja uma decisão até final de julho”, confirmou ao ECO fonte oficial do programa operacional para as empresas do Portugal 2020. Só depois deste passo será possível formalizar os dois novos Clubes de Fornecedores.

No âmbito do atual quadro comunitário de apoio foi aberto um concurso, em agosto de 2018, para escolher as empresas nucleares e em torno das quais será criada a rede de fornecedores. O passo seguinte será o de lançar concursos dedicados à capacitação das empresas que integram essa rede. Até agora só foi criado o Clube de Fornecedores com a Bosch. No caso da multinacional alemã, estava previsto que investisse 100 milhões de euros e criasse 300 postos de trabalho, para além de conduzir a um acréscimo de 80 milhões de euros de compras da Bosch a PME nacionais.
Os senhores que se seguem são a Autoeuropa, tal como o ECO já tinha avançado, e a PSA, agora a braços com com uma greve que vai paralisar a fábrica aos sábados.

Cada empresa nuclear apresentou a sua proposta de PME que quer ter como fornecedoras. Agora cabe ao Compete avaliar se reúnem as condições para poderem receber incentivos comunitários. Isto porque a figura escolhida para conceder esses apoios é a de um convite — dirigido especificamente a essas empresas — e não de um concurso aberto a todas as PME.

Fazer parte desta lista não garante que as PME se tornam automaticamente fornecedoras das empresas nucleares. No caso da Autoeuropa, por exemplo, é preciso que seja aberto um concurso para o fornecimento de uma determinada peça. Entre os fornecedores certificados, aquele que apresentar a melhor proposta, em termos de preço e qualidade, ganha o contrato. No entanto, a avaliação desses dois critérios é feita na Alemanha, no departamento de controlo e qualidade. A partir do momento em que uma empresa é escolhida recebe o rótulo ‘fornecedor Volkswagen’ e pode trabalhar para qualquer fábrica do grupo.

Para criar esta bolsa de fornecedores do clube foi feito um trabalho prévio de identificação, iniciado ainda quando Pedro Marques era ministro do Planeamento e Infraestruturas. O ECO sabe que, no caso específico da Autoeuropa, muitos dos nomes propostos já são fornecedores da fábrica de Palmela, mas a ideia é permitir que se qualifiquem ainda mais através do acesso que vão ter a fundos do Portugal 2020, aumentando o seu potencial. O objetivo final é incorporar o máximo de produção nacional que permita reduzir os custos logísticos, tendo em conta a distância da Autoeuropa face à casa mãe.

A criação de Clubes de Fornecedores visa “aumentar o valor acrescentado nacional e arranjar novas condições de fixação do investimento direto estrangeiro”, sublinhou ao ECO o secretário de Estado da Internacionalização. “Fizemos com a Bosch. A Autoeuropa será seguramente a seguir”, afirmou Eurico Brilhante Dias.

Um processo atribulado
Quando foi criado o primeiro clube de fornecedores, com a Bosch, o objetivo era avançar com quatro projetos-piloto. Três meses depois, o ECO avançava que o Executivo estava a lançar uma operação de charme à Embraer para que fosse a empresa alavancar o clube seguinte. Mas embora não tenha desistido, tal como garantiu fonte oficial da empresa ao ECO — a proposta de joint-venture entre a Embraer e Boeing complicou o processo.

“O Clube de fornecedores da Embraer não avançou, entre outras coisas, porque quando estava para avançar surgiu a questão da joint- venture“, explicou o secretário de Estado da Internacionalização. “A joint-venture da Boeing com a Embraer é uma decisão que hoje está votada pela assembleia-geral da Embraer. Mas que não está fechada. Falta, no essencial, a posição dos reguladores: americano, mas também europeu. Até termos a decisão do regulador europeu é necessário sermos cautelosos”, sublinhou Eurico Brilhante Dias.

Em abril de 2018, o então ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral disse que o Executivo estava em negociações com quatro empresas, sendo que duas estavam numa fase mais avançada, embora não estivesse confiante que chegaria a bom porto com todas elas. A Autoeuropa era uma dessa empresas, mas “levou mais de um ano a aceitar o convite” que lhe foi dirigido pelo Governo português, disse ao ECO uma fonte próxima do processo. Fonte oficial da Autoeuropa garante ao ECO que “o processo foi entregue no tempo devido” e que apenas aguarda “os próximos passos”.

Questionado pelo ECO sobre o que falta para que o processo seja concluído, Brilhante Dias explicou que “na Autoeuropa a disponibilidade é total e a manifestação de interesse também”. “Falta-nos que esta procura chega às empresas portuguesas para acionamos o mecanismo dos incentivos”, concluiu.

Neste processo também houve um encontro de fornecedores com a Renault, em maio de 2018, para “potenciar e aprofundar o relacionamento da Renault Cacia e das restantes fábricas mecânicas do Pólo Ibérico do Grupo Renault com a rede de fornecedores nacionais”, segundo explicou fonte oficial da Aicep. O objetivo foi “explorar eventuais parcerias e oportunidades na área de plásticos e borrachas”, mas não foi constituído nenhum Clube de Fornecedores.

 

SECRETÁRIO DE ESTADO DA ECONOMIA VISITA A ERT

Na sequência de contactos em curso entre a administração da ERT e a Secretaria de Estado da Economia, João Neves visitou a empresa no passado dia 29 de maio, para se inteirar dos projetos de expansão e de internacionalização do Grupo ERT.

in Grupo ERT, 12-06-2019


A visita foi acompanhada por Fernando Alfaiate, vogal do COMPETE 2020 – PO Competitividade e Internacionalização, pelo Presidente do IAPMEI, Nuno Mangas e António Santos, Administrador da Agência Nacional de Inovação.

 

 

“Queremos liderar o carro elétrico a nível mundial”

Eurico Brilhante Dias – Secretário de Estado da Internacionalização

in Expresso, por Joana Nunes Mateus (textos) e António Pedro Ferreira (foto), 02-02-2019


O secretário de Estado da Internacionalização, Eurico Brilhante Dias, ambiciona bater novos recordes na captação de investimento direto estrangeiro (IDE), e transformar o desafio da reinvenção do sector automóvel numa oportunidade, posicionando Portugal como um país liderante no segmento emergente dos carros elé­tricos e híbridos.

A Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AI­CEP) bateu todos os recordes na captação e fixação de IDE em 2018. Que projetos destaca?

A AICEP, em nome do Estado, contratualizou incentivos financeiros e benefícios fiscais com meia centena de projetos para investirem €1150 milhões e criarem 4300 postos de trabalho. Foi o melhor ano de sempre em termos de contratualização. Mas também foi um ano muito bom para os projetos que não tiveram apoios para vir para Portugal. Dou-lhe os exemplos da Google ou dos centros de competências da Volkswagen para o digital e da BMW/Critical Software para o carro do futuro. No interior destaco o reforço do investimento tunisino na Coficab da Guarda ou francês na Faurecia de Bragança. E em Viseu, o terceiro turno da PSA de Mangualde.

Concorda com o Movimento pelo Interior quando defende o fim dos apoios a grandes investimentos no litoral?

O Governo já deu um sinal evidente ao interior ao alocar €1700 milhões da reprogramação do Portugal 2020 para incentivar o investimento. Mas é tão importante atrair, com o fixar e desenvolver o IDE que já está cá. Temos de continuar a ter instrumentos para que os investidores estrangeiros que já apostaram em Portugal continuem a investir e a aprofundar as suas raízes, criando barreiras à sua saída. Eu concorro com Espanha, França, Irlanda, países de Leste e outras opções no Magrebe pela atração de IDE e todos os meus concorrentes usam estes incentivos financeiros e fiscais de for ma muito agressiva.

Vai bater um novo recorde no IDE em 2019?

Desde que cheguei aqui, em julho de 2017, já contratualizei €1700 milhões, praticamente 1%do PIB em formação bruta de capital fixo de grandes projetos e empresas. Em dois anos do meu mandato , ou seja, até julho de 2019 , gostava de conseguir contratualizar €2200 milhões de investimentos. Obviamente isto é um trabalho coleti­vo que inclui a AICEP e a intervenção de vários membros do Governo, incluindo o primeiro-ministro.

Como correu a visita a Davos?

O ambiente foi muito positivo em relação a Portugal. Tivemos muitas reuniões com investidores e há um grande reconhecimento quanto à nossa qualidade de recursos humanos, estabilidade política e social, segurança e abertura e tolerância ao investimento e às pessoas. Mas ao mesmo tempo, estavam lá aqueles dois grandes elefantes na sala: o ‘Brexit’ e a tensão tarifária entre os EUA e a China…

… que vão desacelerar a economia e afetar os exportadores portugueses…

As empresas portuguesas têm ganho quota de mercado quase todos os anos pois temos crescido claramente acima daquilo que é a procura externa dirigida à economia portuguesa. Acredito que o nosso sector exportador é mais resiliente do que era há 10 ou 15 anos.

Não está, então, em risco a meta do Governo de chegar aos 50% do PIB antes de 2025?

Vamos fechar o ano de 2018 com as exportações·em cima dos 44% do PIB. E o Banco de Portugal diz ser expectável chegar aos 50% do PIB até 2021, o que para mim é uma agradável surpresa. Repare que para fazermos crescer as exportações até aos 50% do PIB até meados da próxima década, o Governo já está a colocar as exportações como o motor fundamental da economia e a crescerem 2% a 2,5% acima do produto. Ora a expectativa do Banco de Portugal é que o diferencial entre o crescimento das exportações e o crescimento do produto seja ainda mais acentuado do que aquele que nós estimámos.

Que sectores têm puxado pelas exportações além do turismo?

2018 foi o sétimo ano consecutivo de superavit na balança de bens e serviços. Os nossos défices das balanças energética e alimentar pareciam crónicos e a verdade é que as energias renováveis têm dado um contributo substantivo. Também houve uma progressão fantástica do sector agroali­mentar, desde vinho, azeite, vegetais , hortofrutícolas, ou na fileira florestal , com o sector da cortiça ou do papel.

Mas o sector que mais contribuiu para o aumento das exportações foi o automóvel…

… que sofreu um rombo com as greves nos portos. Que efeitos recessivos teve esta crise portuária?

Efeitos benéficos não teve. É evidente que teve um impacto negativo nas nossas exportações e não falo ape­nas da Autoeuropa. Foram fortemente afetadas muitas pequenas e médias empresas portuguesas que, no limite, tiveram de optar por portos espanhóis para fazerem sair as mercadorias . É um momento que eu gostava que não se repetisse, mas ninguém pode dizer isso taxativamente.

Teme a saída da Autoeuropa?

A Autoeuropa é um investidor antigo, que realizou um investimento muito significativo na plataforma onde está a fazer o T-Roc, e que sabe que são questões de conjuntura. Portugal não é o único país que tem greves. A Autoeuropa, tal como outros operadores no mundo inteiro , tem é o grande desafio que acompanhamos com cuidado: o desafio da transformação do sector automóvel.

É todo o cluster automóvel que o país já atraiu que terá de dar o salto. Isso preocupa-o?

Estamos a dar muita atenção a esta transformação para os carros híbridos e elétricos e temos dado esse sinal a nível internacional. Portugal está preparado para apoiar o próximo ciclo de investimentos do sector automóvel, em particular na adaptação das suas plataformas produtivas, de modo a posicionar-se como um país liderante, não apenas nas energias renováveis mas também no carro elétrico e nos híbridos. Já comunicámos isso a todas as grandes marcas automóveis. Queremos liderar o carro elétrico a nível mundial.

E tem condições para isso?

Portugal tem as componentes, os moldes, a metalomecânica, os compó­sitos… É todo um sector muito atrati­vo para o IDE porque temos competências e competitividade mundial.

Temos de preparar a fileira para este desafio que vai redesenhar as cadeira de valor  e  de  abastecimento  e  esse é um esforço que todos teremos de fazer em conjunto. As grandes empresas também vão poder usar Portugal como plataforma de investigação e desenvolvimento já que o próximo quadro comunitário vai ter incentivos ao seu I&D, o que nesta fase é decisivo.

O Fundo de Fundos para a Internacionalização sempre avança em 2019?

A primeira dotação já está no Orçamento do Estado para 2019 para começar este ano. É um novo instrumento que permitirá a Portugal atrair o investimento de grandes acumuladores de capital. Que remos angariar o investimento de fundos soberanos ou de grandes fundos de pensões com vista à criação de fundos regionais e sectoriais para a internacionalização das empresas portuguesas pelo mundo fora.

Ou seja, quer atrair investidores estrangeiros para investirem consigo em fundos especificamente desenhados para a internacionalização das construtoras portuguesas em África ou das empresas do agroalimentar na América Latina?

de fundos para apoiar o investimento direto português no estrangeiro nos mais diferentes·sectores, desde o agroalimentar ao automóvel, da construção às obras públicas, incluindo a participação de empresas portuguesas em concessões de linhas férreas, águas, resíduos; autoestradas ou abastecimentos elétricos.


 

INTERNACIONALIZAÇÃO

Fundo de fundos pode alavancar €1500 milhões

Eurico Brilhante Dias acredita que o Fundo de Fundos para a Internacionalização (FFI) pode vir a alavancar entre €1200 milhões a €1500 milhões junto de investidores internacionais para apoiar as estratégias de internacionalização, sobretudo em mercados de maior risco fora do mercado interno europeu e da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE). Isto significa multiplicar entre 12 a 15 vezes os €100 milhões que o Tesouro português apostou no FFI. A ideia é replicar a estratégia que franceses, italianos, gregos ou espanhóis já estão a usar para atrair o capital de fundos soberanos, de fundos de pensões, de bancos e de outros investidores privados. Entre os instrumentos de financiamento a disponibilizar às empresas contam-se o financiamento de médio
ou longo prazo a operações de investimento; a participação no capital de empresas; a prestação de garantias de boa execução, pagamento, contragarantias ou operações de resseguro; e o financiamento a médio ou longo prazo de operações de crédito ao importador ou exportador.

 

 

Safebag: Airbags made in Ponte de Lima equipam automóveis

NOVO BANCO / NEGÓCIOS | Prémios Exportação & Internacionalização

Safebag – Melhor exportadora de capital multinacional

in Negócios, por Filipe S. Fernandes, 18-12-2018


A empresa que pertence ao grupo alemão ZF, que é líder mundial em tecnologia de transmissão e chassis e na tecnologia de segurança activa e passiva e uma dos maiores empregadores no Alto Minho.

A Safebag faz montagem de módulo de airbags e instalou-se em Ponte de Lima em 2008, com base num contrato de investimento que incluiu outras empresas como a DMP-Dalphimetal Portugal e a Safe-Life, que pertenciam ao grupo TRW Automotive, que, em 2015, foi adquirido pelo grupo ZF Friedrischafen.

A Dalphimetal tem uma unidade industrial em Vila Nova de Cerveira, onde produz volantes, e a Safe-Life tem uma unidade fabril em Ponte de Lima, que produz sacos para módulos de air bags.

Centros de engenharia

O grupo tem dois centros de engenharia. O primeiro entrou em funcionamento, em 2001, em Vila Nova de Cerveira, que faz investigação dos materiais para volantes. O segundo foi inaugurado em 2017, e está vocacionado para o desenvolvimento, prototipagem e teste de módulos de ‘airbag’ e componentes têxteis.

A ZF é líder mundial em tecnologia de transmissão e chassis, segurança activa e passiva.

Foi comparticipado em cerca de quatro milhões de euros pelo Portugal 2020 e o investimento na construção do edifício foi na ordem de um milhão de euros. “Neste centro fazemos a investigação dos materiais para ‘airbag’ e produzimos o próprio ‘airbag’ na fábrica que temos aqui na zona industrial da Gemieira. Em Vila Nova de Cerveira fazemos o mesmo trabalho, mas relacionado com volantes”, afirmou Alexandre Mendes ao Diário de Notícias.

Têm cerca de 100 engenheiros e pessoal especializado, grande parte proveniente da Universidade do Minho. Há uma gestão única dos dois centros porque há recursos de departamentos transversais que trabalham em conjunto.

Líder mundial

A Safebag é fornecedora TIER 1, o que significa que equipa com os seus airbags directamente um significativo número de fabricantes de automóveis, com maior relevo para o grupo PSA (Peugeot e Citröen), Renault-Nissan, General Motors, Ford, Fiat, Volvo e o grupo VW. Os componentes produzidos em Ponte de Lima destinam-se, entre outros, aos fabricantes de automóvel instalados em Portugal, e ainda na China, Polónia, México e Estados Unidos. Em 2017 facturou 192 milhões de euros.

A DMP-Dalphimetal Portugal ,que tem unidade industrial em Vila Nova de Cerveira, fabrica de volantes e também é fornecedora dos principais fabricantes de automóveis europeus, tais como o grupo PSA (Peugeot e Citröen), Renault-Nissan, General Motors, Ford, Fiat, Volvo e o grupo VW.

A ZF é líder mundial em tecnologia de transmissão e chassis e na tecnologia de segurança activa e passiva e é um dos maiores fornecedores mundiais da indústria automóvel. A empresa possui cerca de 146 mil colaboradores, 230 unidades fabris em 40 países. Em 2017, a ZF teve vendas de 36,4 mil milhões de euros.

 

 

SLM: Peças de automóvel com vocação alemã

NOVO BANCO / NEGÓCIOS | Prémios Exportação & Internacionalização

SLM – Menção Honrosa – Melhor Grande Empresa Exportadora Bens Transaccionáveis

in Negócios, por Filipe S. Fernandes, 18-12-2018


 

Hoje no mundo circulam mais de 90 milhões de veículos com peças feitas pelas empresas do Schmidt Light Metal Group.

O Schmidt Light Metal Group produz peças em alumínio, por fundição injectada, exclusivamente para a indústria automóvel. Como diz Filipe Villas Boas, administrador do Schmidt Light Metal Group, “99% da nossa produção é exportada, sendo residual o comercializado em território nacional. Este ano iremos produzir cerca de 6,3 milhões de peças, sendo que circulam hoje no mundo mais de 90 milhões de veículos com peças feitas na nossa organização”.

A empresa nasceu, em 1989, pela mão de dois alemães, Hans Kupper e Ralf Schmidt, que conheciam a qualidade da produção de moldes e de peças para automóveis, e tendo por localização Oliveira de Azeméis, dada a sua tradição na área de injecção e moldes.

Em 2006, Hans Kupper vendeu a sua quota, e o capital passou a ser partilhado entre Ralf Schmidt, Marc Schmidt e Filipe Villas-Boas, pai do treinador de futebol André Villas-Boas. Foi esta saída que deu origem à renomeação de uma das empresas, a SLM, Fundição Injectada e a consequente criação do Schmidt Light Metal Group.

Mercado alemão

Esta origem viria a marcar as relações comerciais da empresa, que tem como principal destino das peças o mercado automóvel alemão e os seus construtores, que também têm fábricas na Áustria, Hungria, Eslováquia, Polónia e Bulgária. As peças são fornecidas para serem utilizadas no produto final que é o automóvel, por isso vendem tanto directamente a OEM (Original Equipment Manufacturer), por exemplo o grupo VW, que inclui a Audi, Seat, Skoda, Bentley, Porsche e Lamborghini, como indirectamente a Tier 1 (fornecedores directos das OEM).

Esta forte presença faz com que existam peças da empresa em quase todas as marcas de carros alemães. Um dos objectivos traçados na estratégia de crescimento para o futuro está a entrada no mercado automóvel britânico.

54 
Milhões de euros
É a previsão para o volume de negócios em 2018.

A empresa já fez grandes investimentos em robotização e automatização. Por isso o grande foco, é o desenvolvimento e a reconversão das pessoas. “A evolução tecnológica tem uma velocidade exponencial, para a qual as pessoas não estão preparadas. A importância do factor humano num mundo de máquinas é um foco que não devemos perder de vista e saber que competências humanas são essenciais para o sucesso num mundo dominado por tecnologia”, refere Filipe Villas Boas.

Cria soluções

O Schmidt Light Metal Group vai fechar o ano de 2018 com um volume de negócios de 54 milhões de euros, o que representa um aumento de 13,5% face ao ano anterior.

O grupo é composto por três empresas que se articulam para criar soluções integradas para os clientes. É uma fundição de ligas leves, como o alumínio, moldadas em moldes, que também fabricam, e são acabadas com maquinagem. Existe uma unidade central que é a Schmidt Light Metal, e depois duas especializadas, uma na fabricação de moldes, que a Autoconceptus, e outra na maquinagem.

Uma das particularidades na na indústria automóvel, é que o fornecedor de determinado componente, é o único fornecedor desse mesmo componente. o que gera uma relação de co-dependência entre o fornecedor e o cliente.

Esta tipo de relação levou a Schmidt Light Metal Group a investir nacapacidade de desenvolver uma solução para o cliente e não se ficar apenas pela produção da peça em fundição injectada. “A solução, de A a Z, de montante a jusante, até à entrega da peça, é pensada, desenhada e produzida por nós”, refere Filipe Villas-Boas.