INDASA recebeu Secretário de Estado da Internacionalização

No dia 21 de Abril tivemos o privilégio de receber o Dr. Eurico Brilhante Dias, Secretário de Estado para a Internacionalização, com quem partilhámos a nossa visão sobre a evolução do mercado em tempos de pandemia e as dinâmicas comerciais a ela associadas nos mercados externos.

in INDASA, 22-04-2021


Foi também o momento certo para apresentar e visitar o nosso projeto de investimento que está a decorrer e cuja data de conclusão está prevista para Abril de 2022.

 

https://www.indasa-abrasives.com/

 

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Portugal quer estar na cadeia de abastecimento de baterias elétricas mesmo que não fique com a fábrica da Volkswagen

“Queremos estar na cadeia de abastecimento e reter a maior parte de volume possível. E o valor não está necessariamente na montagem da bateria”, diz Eurico Brilhante Dias.

in ECO, por Mónica Silvares, 17-03-2021


Volkswagen quer ter seis novas unidades de produção de baterias até 2030. Duas já têm localização — Suécia e Alemanha em 2023 e 2025, respetivamente. Mas a terceira, planeada para 2026, pode ficar em Portugal, Espanha ou França, de acordo com a empresa. Portugal até poderá não ficar com a fábrica em si, mas “quer estar na cadeia de abastecimento de baterias elétricas”, disse ao ECO, o secretário de Estado da Internacionalização.

“Queremos estar na cadeia de abastecimento e reter a maior parte de volume possível. E o valor não está necessariamente na montagem da bateria”, explicou Eurico Brilhante Dias.

No capítulo de atração de novos investimentos, o responsável revelou que está “a trabalhar” para atrair mais investimentos no setor farmacêutico e aeronáutico. “Este ano está a correr particularmente bem até agora”, sublinha.

O investimento da Zendal angariado o ano passado, mas fechado já este ano, é um bom exemplo da capacidade de Portugal se posicionar na corrida de atração de empresas para produzir vacinas. A fábrica de Paredes de Coura deverá estar pronta e a encher vacinas ainda este ano. Mas Portugal também pode marcar pontos ao nível dos serviços. “Portugal é um excelente território para a localização de serviços de apoio ao processo de vacina, recolha de dados e tratamento de dados que permitam melhorar a vacina e servir melhor os utilizadores da vacina”, defendeu.

Fala-se da possibilidade de Portugal poder acolher uma fábrica de baterias da Volkswagen. Qual a real capacidade de a fábrica ser instalada no país? Já está a haver movimentações de bastidores?

Essa afirmação foi feita pela Volkswagen a partir da Alemanha e não das entidades em Portugal, da Autoeuropa. É só essa que comento. As diligências que tomaremos, a partir do embaixador de Portugal na Alemanha ou aqui em Portugal, são de demonstrar à Volkswagen a nossa abertura para discutir esses temas e investimentos. Portugal tem excelentes condições para, a partir das matérias-primas, mesmo importadas, de ter unidades de conversão de lítio. Há centros de investigação que trabalham essa conversão e transformação em células de lítio podendo gerar uma parte fundamental da bateria. Sabemos que este é um processo competitivo em função da estrutura da cadeia de abastecimento, a fábrica de baterias tende a ficar mais próxima da linha de montagem ou da produção dos componentes da bateria. Essa é uma decisão da Volkswagen, mas Portugal dará todos os instrumentos para que a empresa possa tomar a melhor decisão.

Sem prejuízo disso, Portugal poderá sempre estar na cadeia de abastecimento da fábrica de baterias, sem prejuízo de ter uma fábrica de baterias ou não. Queremos estar na cadeia de abastecimento e reter a maior parte de volume possível. E o valor não está necessariamente na montagem da bateria.

Mas Espanha anunciou a criação de um consórcio público-privado com a Volkswagen, Seat e Iberdrola para a primeira fábrica de baterias elétricas.

O grande anúncio de Barcelona foi feito ao abrigo de instrumentos que ainda não estão fechados, em particular dos Planos de Recuperação e Resiliência que ainda estão a ser discutidos em Bruxelas, quer do ponto de vista regulamentar, quer dos seus conteúdos. Parece-me que foi um pré-anúncio de que tomamos boa nota. Mas Portugal manifestará perante as autoridades da VW todo o empenho para que tomem a melhor decisão possível e escolham Portugal, mas compreendemos que há dimensões diferentes a avaliar.

Como vai a capacidade de Portugal atrair Investimento Direto Estrangeiro, depois da quebra do ano passado?

Sim, houve uma quebra do fluxo, mas Portugal o ano passado não perdeu stock. A perda líquida de IDE foi inferior ao fluxo que entrou, permitindo um aumento do stock. E tivemos um aumento do stock até mais expressivo sem as special purpose entities (SPE) que são unidade específicas, recetáculos de investimento, que não necessariamente produtivo ou nas atividades económicas. Sem special purpose entities aumentámos o stock em cerca de quatro mil milhões de euros. Isto porque nas SPE houve um decréscimo. O crescimento do stock foi de cerca de 1,6% e atingimos um recorde. Nos últimos cinco anos aumentámos o stock sem SPE uns 30 milhões de euros, o que é um valor admirável para o padrão da economia portuguesa e angariámos 35 projetos. Não houve uma redução significativa em termos de números a nível da angariação, foi relativamente igual a 2019, temos é manifestamente investimentos em que houve um certo ponderar do avanço do investimento e das quantidades que se avançam o que é normal dada a pandemia.

Mas como está a correr este ano?

Este ano está a correr particularmente bem até agora. A Zendal é uma angariação de 2020, mas o investimento concretizou-se este ano. O contrato foi fechado este ano, mas a decisão de vir para Portugal foi tomada o ano passado. Estamos a trabalhar noutras angariações, algumas no setor farmacêutico e, na próxima semana, tenho uma nova reunião com uma empresa do setor aeronáutico onde temos mais um excelente investimento. É um investimento no qual estamos a trabalhar e espero continuar. A dinâmica deste ano é positiva. O pipeline continua relativamente cheio, o que é muito importante para irmos fechando os que perdemos, mas também convertendo os que ganhamos.

O país, o ano passado, aumentou muito significativamente a sua posição relativa como marca país, que é uma perceção externa. Num dos rankings Portugal foi considerado a segunda melhor marca pais da Europa, só atrás da Alemanha, na área de investimento e exportação, muito pelo excelente comportamento que tivemos na primeira vaga da pandemia. Na área de turismo fomos número um. Agora com a recuperação que tivemos depois de um janeiro difícil, em que Portugal está novamente entre os melhores, vamos relançar a nossa campanha de Portugal open for business.

Quando?

Em abril, para colar já ao relançamento e à retoma. Será uma campanha na Europa, para suportar o bom desempenho que tivemos no último ano, e noutros países como EUA e Canadá.

E para além do investimento da Zendal já há outras empresas interessadas em produzir vacinas em Portugal?

O investimento da Zendal, em Parede de Coura, é para produzir vacinas víricas, que que significa que pode produzir a da Covid-19, têm contrato com a Novavax que está em processo de autorização e licenciamento na EMA. A Novavax teve financiamento não só da administração norte-americana, mas também da fundação Bill & Melinda Gates. Temos fundadas esperanças que comece a encher vacinas até ao fim deste ano. Não será apenas para Portugal, mas para fornecer a nível global. Há uma semana estive em Paredes de Coura, a fábrica está a avançar a bom ritmo. Claro que é uma fábrica de vacinas e por isso terá de ter um conjunto de certificações que teremos de acompanhar, mas poderemos transformar Portugal num exportador de vacinas. Temos a perspetiva de que vamos precisar de mais vacinas, vamos ter de ser vacinados ao longo dos próximos anos, com alguma recorrência, para garantir a imunidade de grupo. Há a expectativa de que outras possam vir a fazer unidades de produção e enchimento de vacinas. Há alguns sinais importantes.

A GenIbet mostrou as nossas capacidades no quadro de desenvolvimento de produtos no quadro da biotecnologia e estamos a falar de vacina que atuam nessas áreas. A Bluepharma anunciou também um grande investimento, onde cabe também uma unidade para injetáveis e isso já é uma boa notícia. E dos grupos que estão ligados, a Pfizer, a Moderna, a Johnson & Johnson também foram contactados. Já contactámos mais de 40 entidades diferentes. Há contactos que se vão estabelecendo, apesar de as vacinas estarem em diferentes estádios de desenvolvimento e, por isso, há mais incerteza. Também estamos a abrir caminhos noutras áreas como os serviços e a prestação de serviços, mas nem todos relacionados com as vacinas, mas também muito interessantes.

stá a correr particularmente bem em função das minhas expectativas originais, porque há um bom acolhimento de Portugal. Achamos que, durante este ano de 2021 e em 2022, haverá novas oportunidades de acolher investimento do setor farmacêutico. Porque o verdadeiro objetivo, para além da questão imediata das vacinas, que é uma emergência e urgência global, é posicionar Portugal como uma localização de investimento idónea para acolher o setor farmacêutico e um setor em particular na área da biotecnologia. Portugal tem demonstrado grandes capacidades. Muitas vezes quando mostramos o caso português há do outro lado uma certa surpresa. Temos uma empresa como a Hovione que faz o ativo do Remdesivir para o mundo inteiro, temos uma empresa de origem jordana que é a Hikma que embala cá o Remdesivir para toda a Europa. Para além da GenIbet, na área da investigação e desenvolvimento, temos a Immunethep em Cantanhede, que desenvolveu uma vacina nasal que ainda está em ensaios pré-clínicos. Com um projeto interessante, acabou de assinar um acordo com a Merck para desenvolver imunoterapias bacteriana. Temos outras empresas que participam no setor da própria logística das vacinas como é o caso da empresa que desenvolve caixas específicas para transporte de vacinas da Pfizer.

Estamos a construir um cluster nessa área?

Temos tido participação quer na área do medicamento, especialmente nos antivirais e retrovirais como é o caso da Hovione; quer na dimensão logística, da investigação e desenvolvimento. Portugal vai construindo um cluster associados às vacinas e ao setor farmacêutico muito interessante. Temos ainda a Bial e a Medinfar, duas empresas excelentes. A Bial ainda recentemente anunciou um grande investimento nos Estados Unidos. Portugal como país, como uma marca que acrescenta valor ao que se faz cá, é muito importante estar bem posicionado no setor da saúde e das tecnologias de informação e comunicação em geral. Economias desenvolvidas com elevado valor acrescentado têm setores da saúde com competências e capacidade produtiva e de investigação e é isso que estamos a tentar demonstrar para puxar pelo país e em particular pelo setor farmacêutico.

Que serviços é que Portugal poderá captar nesta área da pandemia?

Por exemplo, de forma ilustrativa sem citar nenhum caso concreto, a aplicação destas vacinas a nível global vai obrigar a um elevadíssimo suporte da aplicação da vacina, que é muito especializado, que tem a ver com a forma como se faz a inoculação, mas também com o seguimento e com a recolha de dados que sobre a aplicação das vacinas, os efeitos secundários que possam ter, etc. Isso obrigará a centros especializados de acompanhamento do processo de vacinação. Portugal é um excelente território para a localização de serviços de apoio ao processo de vacina, recolha de dados e tratamento de dados que permitam melhorar a vacina e servir melhor os utilizadores da vacina. E como isso vai ser um negócio global e planetário evidentemente que os grandes produtores de vacinas pensam onde poderão localizar os seus centros de serviços e de competência associados às vacinas para poderem servir os seus clientes espalhados pelo mundo. O mais provável é que a Pfizer, a Moderna, a Janssen e a AstraZeneca — que terão inoculações da sua vacina espalhadas pelo mundo inteiro — precisem de centros de competência próprios que suportem essas operações e os SNS na utilizam de vacinas. E é isso que creio que Portugal tem grandes capacidades e competências para realizar.

A este nível de serviços já há algum acordo fechado?

Nessa área temos duas ou três leads [intenções] de investimento que estamos a trabalhar, mas não posso dar mais detalhes. Deste processo já resultaram contactos com produtores de vacinas onde podemos explorar esta área.

 

 

Governante em roteiro empresarial pelo distrito de Santarém para relançar actividade económica e exportações

O secretário de Estado da Internacionalização visitou na quinta-feira, 4 de Junho, a fábrica da Mitsubishi Fuso (MFTE) em Tramagal, Abrantes, para promover o relançamento da actividade económica nacional e “relançar as bases” para a dinâmica exportadora verificada em 2019.

in Correio do Ribatejo, 05-06-2020


“Se Portugal já tinha uma boa imagem externa antes desta crise [pandémica], a verdade é que internacionalmente reforçou essa boa percepção externa e temos de vantagens [dessa boa percepção] para fazer o relançamento das exportações e do trabalho que temos feito de angariação de investimento directo estrangeiro”, disse à Lusa Eurico Brilhantes Dias, no final da visita à fábrica da Mitsubishi Fuso Truck Europe (MFTE), empresa ligada ao sector automóvel e considerada a maior exportadora do distrito de Santarém no ano passado.

Depois de ter visitado os distritos de Leira, Lisboa e Setúbal, o governante decidiu visitar três empresas da região de Santarém, a MFTE, fábrica de montagem de camiões, a Renova – fábrica de papel em Torres Novas, e a Filstone, em Fátima (Ourém), ligada ao comércio de rochas, visita integrada num roteiro empresarial que vai decorrer até ao final do ano em todo o país no âmbito da iniciativa #PortugalOpenforBusiness.

“Portugal em 2019 atingiu um recorde em angariação de investimento directo estrangeiro, atingimos em 2019 o recorde de contratos de investimentos assinados pela Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), e tínhamos atingido no final de 2019 um recorde de exportações, 93,6 mil milhões de euros de exportações em 31 de Dezembro de 2019 e aquilo que temos de fazer é de relançar as bases para voltar a esses números o mais cedo possível e é esse o trabalho que estamos a fazer”, notou o governante.

O ‘périplo’ nacional que o secretário de Estado da Internacionalização encetou tem por objectivo promover – interna e externamente – o relançamento da actividade económica nacional, e envolve visitas a empresas e associações de diversos sectores em vários distritos, mas também acções de sensibilização nos principais mercados de destino das exportações nacionais.

Em 2019, as exportações de bens da região de Santarém ascenderam a 1.777 milhões de euros, um aumento de 5,6% comparativamente a 2018, segundo dados da secretaria de Estado tutelada por Eurico Brilhante Dias.

A visita a três empresas do distrito de Santarém começou na fábrica automóvel da MFTE com o objectivo de “dar visibilidade a uma unidade industrial muito importante para o concelho, para o distrito e para o país, que é investimento estrangeiro, mostrar que está a trabalhar e que está aberta, e que é uma ilustração do que levaremos para o mundo de como esta unidade, essencialmente exportadora, está preparada para exportar e servir os mercados externos”, disse o governante.

A promoção das empresas portuguesas e o relançamento da economia nacional em termos de exportação e de uma “imagem de um país aberto” assenta num “trabalho de diplomacia económica, através das embaixadas e delegações da AICEP”, tendo Eurico Brilhante Dias dado conta do objectivo de “entrar em 2021 a recuperar nas exportações” nacionais.

“O nosso objectivo de chegar a 50% do peso das exportações do PIB [Produto Interno Bruto] não se alterou. Pode ser um bocadinho mais tarde do que inicialmente previsto mas continua a ser o nosso objectivo”, vincou.

O secretário de Estado falava aos jornalistas no final de uma visita à fábrica de automóveis da Mitsubishi Fuso Truck Europe (MFTE), em Tramagal, no concelho de Abrantes, a única unidade a produzir veículos eléctricos no país, incluindo o camião eléctrico eCanter desde 2017.

Questionado sobre a necessidade há muito reivindicada de melhores acessibilidades à fábrica da MFTE, o governante confirmou que na reunião que teve hoje com o director executivo da unidade fabril, Jorge Rosa, e com o presidente do município de Abrantes, Manuel Jorge Valamatos, foram manifestados alguns dos constrangimentos a um melhor desempenho da fábrica, nomeadamente do ponto de vista logístico, abastecimento e escoamento de produção, tendo afirmado estar a par de uma “velha aspiração” referindo-se à há muito reclamada travessia sobre o Tejo de ligação à A23, entre Tramagal e Abrantes, no âmbito do IC9 e do respectivo enquadramento no Plano Rodoviário Nacional.

A fábrica da MFTE emprega cerca de 400 trabalhadores directos, em 2019 fabricou 11.036 veículos, sendo mais de 90% para exportação para o mercado europeu e também para os Estados Unidos, Israel, Turquia e Marrocos.

A empresa facturou cerca de 222 milhões de euros em 2019, sendo o maior exportador do distrito de Santarém.

Com o fabrico contínuo do modelo Canter desde 1980, a unidade de Tramagal especializou-se em camiões ligeiros, tendo começado a montar o eCanter em 2017, o primeiro camião totalmente eléctrico a ser montado em série e actualmente em utilização em diversas cidades, como Lisboa, Nova Iorque, Amesterdão, Londres, Berlim e Tóquio.

 

AFIA participou em Missão Empresarial à Índia

A Missão Empresarial organizada pela AICEP ocorreu por ocasião da visita do Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa à Índia, 13 a 15 de Fevereiro.

in AFIA, 21-02-2020


A agenda da Missão, que foi dividida por Nova Deli e Mumbai, incluiu uma Sessão de Negócios Índia – Portugal, um Sessão de Network Índia – Portugal, um Pequeno-almoço de trabalho com Empresários Indianos e um Fórum Económico Multissectorial.

A comitiva portuguesa integrou empresas e associações, representando vários sectores de actividade Construção e Infra-estruturas; Ambiente e Automóvel.

A indústria automóvel portuguesa foi representada por Adão Ferreira e Fernando Machado, secretários-gerais da AFIA e MOBINOV, respectivamente.

A participação da AFIA e da MOBINOV inseriu-se numa dupla vertente por um lado promover a atractividade e as vantagens de Portugal como destino para desenvolvimento de projectos de investimento na indústria automóvel; e por outro lado divulgar as vantagens competitivas e as competências instaladas em Portugal neste domínio, em termos de oferta de produtos/serviços/soluções.

A AFIA e a sua congénere indiana ACMA estão a estudar formas de cooperação e que passam pela prospecção de oportunidades de negócio e estabelecimento de parcerias.

A participação da AFIA nesta missão está enquadrada no SIAC Internacionalização “PT2WM – Portugal to World Mobility”, uma iniciativa em copromoção da MOBINOV, ACAP e AFIA no âmbito do Portugal 2020, com cofinanciamento da União Europeia através do FEDER – Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional.

O projecto PT2WM visa reforçar a cooperação entre as PME e outras entidades com vista a reforçar a presença internacional do sector automóvel pela captação de investimento para Portugal e pelo incremento da presença integrada ao nível internacional.

Ficha do projeto: PT2WM

 

 

 

Pelo segundo ano consecutivo, Portugal bate meta de mil milhões de investimento contratualizado

No ano passado, Portugal conseguiu contratualizar 80 novos projetos de investimento de 15 países diferentes. Cerca de 75% dos mil milhões de euros contratualizados em 2019 são de estrangeiros.

in ECO, por Mónica Silvares, 17-01-2020


Portugal voltou a conseguir ultrapassar a meta de mil milhões de euros de investimento contratualizado, em 2019. Em causa estão 80 novos projetos, sendo que 75% é de origem estrangeira, mais exatamente de 15 nacionalidades diferentes, revelou ao ECO pelo secretário de Estado da Internacionalização. Os investimentos alemães, franceses e espanhóis foram os mais avultados

“A Aicep contratualizou mais de mil milhões de euros em investimento estrangeiro e português. São investimentos de 15 proveniências diferentes e em 15 setores”, avançou Eurico Brilhante Dias, em antecipação ao balanço que o Executivo vai fazer esta sexta-feira após a assinatura de vários contratos fiscais de investimento. Em declarações ao ECO, o responsável frisou que a diversidade de setores e de investidores “permite abrir o portfolio de negócios onde Portugal tem vantagens competitivas”.

“Não é uma vantagem única, um mono produto”, disse Brilhante Dias revelando que entre os setores com maior volume de investimento se destacam “a indústria automóvel e de componentes com mais de 200 milhões de euros contratualizados, em 15 novos projetos”, mas também “a indústria agroalimentar e o turismo que, no ano passado, superou os 425 milhões de euros contratualizados”. O secretário de Estado fez ainda questão de sublinhar a importância da indústria química e metalomecânica.

Em termos de nacionalidade, foram os alemães que mais investiram em Portugal, com um total de 150 milhões de euros contratualizados o ano passado com a Aicep. Em segundo lugar surgem França e Espanha ambas com investimentos superiores a 100 milhões de euros. Eurico Brilhante Dias sublinhou que “três quartos dos mil milhões de euros contratualizados são da responsabilidade de investidores estrangeiros” e destacou ainda os cerca de 50 milhões de euros da responsabilidade de investidores norte-americanos.

O ministro da Economia já tinha avançado na quinta-feira, na sua audição no Parlamento no âmbito da discussão da proposta do Orçamento de Estado que “mais uma vez os contratos de investimento estrangeiro captados pela Aicep atingiram um novo máximo”. “Ou seja”, disse Pedro Siza Vieira, “o investimento empresarial privado no país cresceu 9,2%”.

Em causa estão 80 contratos de investimento, que comparam com 52 contratualizados em 2018, apesar de em ambos os anos o volume global ser de mil milhões de euros. E tudo aponta para que, em 2020, a fasquia volte a ser ultrapassada. “O pipeline está cheio de potenciais investimentos de diferentes proveniências”, sublinhou ao ECO Eurico Brilhante Dias assegurando que “este será um bom ano de contratualização”.

Será possível ultrapassar a meta dos mil milhões este ano

“Andamos continuamente a gerar expectativas e objetivos cada vez mais difíceis de alcançar, mas olhando para o pipeline, em função do que está em negociação ou em fase de decisão e que tem Portugal na short list, acreditamos que 2020 pode ser de possível voltar a ultrapassar a meta dos mil milhões contratualizados”, afirmou o secretário de Estado, precisando que em causa estão dois mil milhões de euros de investimento potencial, “com maturidades diferentes”, em áreas como indústria química, componentes de automóvel, apoio aos componentes na mobilidade elétrica e energias renováveis.

Entre estes projetos em negociação está, por exemplo, a nova fábrica de automóveis especializada na produção de veículos todo-o-terreno, em Estarreja. Um investimento de 300 milhões de euros que deverá criar 600 postos de trabalho. A produção do modelo da Ineos em Estarreja deverá arrancar dentro de dois anos. “Este investimento como ainda não foi fechado do ponto de vista formal, não foi contabilizado nos números de 2019”, explicou Eurico Brilhante Dias.

Estes são alguns dos dados que serão revelados no balanço que será feito esta sexta no âmbito da assinatura de oito contratos fiscais de investimento com a Bosch Tecnologia; Borgwarner Emissions Systems Portugal; Lauak Grândola; Natixis (sucursal em Portugal); Nozul Algarve; Panpor – Produtos alimentares; TMG – Tecidos Plastificados e outros Revestimentos para a Indústria e Vila Galé Internacional – Investimentos Turísticos. Estes são projetos que já tiveram apoios financeiros, mas que agora vão receber apoios fiscais. A soma de ambos os incentivos tem de respeitar a regra de minimis.

De sublinhar que estes investimentos contratados não são investimentos executados, já que a realização dos mesmos está prevista para os três anos seguintes com marcos específicos em termos de criação de postos de trabalho, Valor Bruto Acrescentado e apoio concedido. Por exemplo, os 80 projetos de investimentos contratualizados em 2019 comprometem-se a criar mais de 7.200 postos de trabalho e a manter outros 20 mil.

Eurico Brilhante Dias não avançou o valor da despesa fiscal associada aos contratos de investimento, mas explicou que a lógica subjacente aos apoios concedidos pelo Executivo português: “Aquilo que contratualizamos é um euro de incentivo gerar dez euros de exportações em ano cruzeiro e cada euro de incentivo alavancar três a quatro euros de investimento privado“.

Na cerimónia vão ainda ser entregues incentivos financeiros à Bial, Bosch Car Multimédia, Bluepharma, Hilodi, Kirchoff Automotive Portugal e Stelia. Projetos que numa fase seguinte terão também apoios fiscais.

 

 

AFIA assiste à 3ª Conferência Internacional Business on the Way

No âmbito do programa Portugal Business On the Way, que todos os anos desenvolve dezenas de acções em vários mercados, a AEP – Associação Empresarial de Portugal organizou, a 28 de Novembro no seu auditório a 3ª Conferência Internacional “Business On the Way” subordinado ao tema “Os actuais desafios da globalização”.

in AFIA, 29-11-2019


Com este encontro anual, a AEP pretende criar um espaço para fomentar o contacto entre empresários e gestores, desenvolver competências para abordar e analisar mercados de alto potencial e apresentar as melhores práticas, oportunidades, processos e estratégias de internacionalização.

A sessão de abertura ficou a cargo de Luís Miguel Ribeiro, Presidente da AEP, e o encerramento foi efectuado por Augusto Santos Silva, Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros.

O evento contou com conceituados oradores nacionais e estrangeiros, entre os quais Luís Castro Henriques, Presidente da AICEP que abordou as “Vantagens competitivas de Portugal nos mercados externos”.

Refira-se que a AFIA e a AEP assinaram em 2016 um protocolo de cooperação para promover internacionalmente a indústria portuguesa de componentes automóveis e no âmbito da qual têm sido realizadas diversas participações em feiras e missões empresariais.

 

 

 

 

 

Prifer Fundição | A importância da oferta de uma cadeia de valor integrada

Trabalha exclusivamente para a Europa, com foco na Europa Central, em indústrias como o automóvel, mobiliário, eletrodomésticos, iluminação, eletricidade e equipamentos. Tem 163 colaboradores e, em 2018, faturou 20,5 milhões de euros.

in Negócios, por Filipe S. Fernandes, 26-11-2019


Prifer Fundição Menção Honrosa Exportação + Emprego

PRÉMIOS EXPORTAÇÃO & INTERNACIONALIZAÇÃO

 

A Fundifás era uma empresa familiar de serviços de fundição injetada e fabrico próprio de produtos como ferragens para o setor da construção civil, que tinha como principal cliente a Prifer.

Em 2012 esta empresa constatou o potencial do negócio, decidiu que era estratégica e adquiriu a unidade industrial, que passou a Prifer-Fundição. “O objetivo é oferecer de forma diferenciada das restantes empresas do setor, a possibilidade aos seus clientes de fundir, acabar e revestir as peças produzidas, colmatando desta forma uma dificuldade dos clientes e integrando verticalmente a cadeia de valor”, diz Filipe Prior.

Em parceria com clientes fazem o desenvolvimento de peça, projeto de molde, industrialização, e respetiva produção série dos seus produtos.

Trabalha exclusivamente para a Europa, com foco na Europa Central, em indústrias como automóvel, mobiliário, eletrodomésticos, iluminação, eletricidade e equipamentos. Tem 163 colaboradores e, em 2018, faturou 20,5 milhões de euros.

A Prifer Fundição é 100% detida pela Prifer sgps, que, por sua vez, é controlada por Carlos Neves (50%) e João Prior (50%). Estes dois sócios têm ainda 29% da J. Prior, que foi a empresa onde se iniciou a atividade industrial da família, e participações minoritárias em empresas como a Prilev e Prilux. “Atualmente, a sua ligação ao grupo Prifer é de parceira e parte integrante das soluções oferecidas aos clientes”, referiu Filipe Prior.

Cadeia de valor integrada verticalmente

O Grupo Prifer funciona de forma integrada entre as suas associadas na oferta de soluções de produção e montagem de componentes para a indústria nacional e internacional, e conta, além da Prifer fundição (PDC), com Prifer Metals (PMS), Prifer Technical Molds (PTM), Tecma (TGS), MOP e Prinemo, empresas em que o grupo detém a totalidade ou a maioria do capital.

Como refere Filipe Prior, “a estratégia de cadeia de valor integrada verticalmente, a equipa multidisciplinar e as tecnologias produtivas de vanguarda permitem apoiar os projetos dos seus clientes em todas as fases da cadeia produtiva, apresentando soluções rápidas, eficazes e completas”. O que fazem em domínios como a engenharia & desenvolvimento, produção de moldes e de peças em plástico, alumínio, zamak e metal, acabamento e revestimento de superfícies dos mais variados substratos e assemblagem de componentes.

Em 2018 o grupo atingiu um volume de negócios aproximado global de 80 milhões de euros com as exportações a representar aproximadamente os 70%. Tem nove fábricas e mais de 700 colaboradores.

 

Prifer – Fundição e Moldoeste II recebem Prémios Exportação & Internacionalização

Os Prémios Exportação e Internacionalização, uma iniciativa NOVO BANCO e JORNAL DE NEGÓCIOS numa parceria com a IBERINFORM Portugal destinada a premiar e promover o sucesso das empresas nacionais na exportação e internacionalização da sua actividade.

in AFIA, 30-10-2019


A Prifer – Fundição, SA recebeu uma Menção Honrosa no prémio Exportação + Emprego

A Moldoeste II Indústria Plásticos recebeu uma Menção Honrosa na categoria Revelação

Estas distinções de Associados da AFIA confirmam uma vez mais a qualidade e inovação das empresas nacionais da indústria automóvel, reconhecendo a sua aposta no desenvolvimento sustentado quer das próprias organizações, quer dos seus colaboradores.

A cerimónia de atribuição dos Prémios Exportação e Internacionalização teve lugar no Hotel Montebelo Vista Alegre, Ílhavo.

 

 

Empresas Portuguesas de Componentes Automóveis Presentes no Salão Automóvel de Frankfurt

A AFIA em parceria com a AEP promove novamente a indústria portuguesa de componentes automóveis no Salão Automóvel de Frankfurt

in AFIA, 02-09-2019


A AFIA – Associação de Fabricantes para a Industria Automóvel, no âmbito do acordo de colaboração para a promoção internacional da indústria portuguesa de componentes para automóveis celebrado com a AEP – Associação Empresarial de Portugal, promove pela segunda vez a participação nacional no Salão Automóvel de Frankfurt, que decorrerá entre os dias 10 a 13 de Setembro naquela cidade alemã.

A IAA – Internationale Automobil-Ausstellung é um certame bienal organizado pela VDA – associação alemã da indústria automóvel, e é muito mais do que um salão automóvel, sendo o verdadeiro fórum da mobilidade, onde são revelados os mais recentes desenvolvimentos, inovações e tecnologias ligadas ao mundo da mobilidade, sob o mote “Driving Tomorrow”.

No stand colectivo promovido pela AFIA e AEP, marcarão presença:

  • CR MOLDES, empresa especializada na concepção, gestão, fabricação e optimização de moldes para injecção de termoplásticos e fundição injectada. www.crmoulds.pt.
  • EDAETECH, empresa de engenharia e tecnologia para a indústria automóvel, aeronáutica e metalomecânica (desenvolvimento e fabrico de protótipos, produção de pequenas séries de componentes metálicos). www.edaetech.pt.
  • GENSYS (grupo PINTO BRASIL), concebe e implementa soluções informáticas inovadoras para planeamento, controlo e programação da produção em ambientes de grande complexidade e diversidade. www.gensys.pt.
  • SOPLAST, especializada no desenvolvimento e produção de componentes técnicos obtidos pelo processo de moldação por injecção para as indústrias automóvel, electrónica e construção. www.soplast.com.

O principal objectivo desta participação é mais uma vez dar a conhecer as capacidades e competências da indústria portuguesa de componentes automóveis e estabelecer contactos para aumentar as exportações.

A Europa é o principal destino das exportações das empresas nacionais, absorvendo 90% das vendas ao exterior. Sendo que o mercado alemão por si só absorve 20% das produção dos fabricantes de componentes portugueses.