Risk is rising in global auto market, uncertainty remains high

The entire global vehicle market is facing flat-to-falling sales for the foreseeable future, says Jeff Schuster, president of global forecasting at LMC Automotive.

in Automotive News Europe, by Danielle Szatkowski | Automotive News, 06-08-2019


“Risk to auto sales globally is rising, and uncertainty remains high,” Schuster told Automotive NewsEurope sister publication Automotive News.

The mature markets of Western Europe, the U.S., Japan and Korea will likely contract in volume over the next five to seven years, Schuster said, which means the industry’s global growth opportunities will rely on emerging markets.

“This leaves countries that are highly volatile — Brazil, Russia, India, Turkey, China — to drive growth globally,” Schuster said. “But right now, many of these countries are in a decline, and that’s a risk to the long-term global market.”

Schuster forecasts that global light-vehicle sales will decline 2.6 percent in 2019 to 92.2 million units. Through 2025, he expects sales to muster a compound annual growth rate of just under 2 percent.

Trade friction and tariffs will continue to generate risk in global planning, especially with the European Union.

At the same time, more stringent emission regulations, especially in the form of new carbon dioxide requirements in Europe and China, have automakers counting more heavily on sales opportunities in electrification, Schuster said.

China accounted for 60 percent of battery-electric vehicles sold in 2018, totaling 770,000 units, Schuster said, and in 2030, China’s battery-electric vehicle count is expected to reach 6.4 million.

“The challenge in China and Europe is that these manufacturers need their battery-electric vehicles to hit the emission standards,” Schuster said. “There are price and infrastructure challenges that manufacturers will have to face. They also need consumers to buy the vehicles.”

 

 

PSA takes plant efficiency ‘to another level’

Critics of PSA Group’s acquisition of Opel/Vauxhall said Carlos Tavares would have to either lay off thousands of workers, close plants or do both to make the former General Motors unit profitable.

in Automotive News Europe, by Peter Sigal, 05-08-2019


Two years later, Opel’s workforce has been reduced only by about 10 percent to 15 percent, largely through attrition and buyouts. Capacity utilization is on an upward trend, even though sales volumes have dropped at Opel.

PSA assembly plants are running at about 75 percent capacity on average, just inside the margin considered to be profitable, said Justin Cox, a production analyst at LMC Automotive. By 2022 that rate is projected to increase to 85 percent, a figure that will be reached through “repatriation” of models that had been built elsewhere or by other automakers under contract or through joint ventures, Cox said.

Among the models that are expected to help fill PSA factories in Europe are the Opel/Vauxhall Mokka X, a strong-selling small SUV with an average annual volume of about 150,000. The Mokka X had largely been produced at GM’s factory in Bupyeong, South Korea. The next Mokka will have a PSA architecture and will likely be built in Poissy, France.

Production of Opel’s revamped light commercial van lineup, including the Combo, Vivaro and Movano, is being transferred to PSA factories, with the Combo added to plants in Portugal and Spain; the Vivaro at Luton, England; and the Movano eventually going to Gliwice, Poland. PSA will supply versions of its compact vans to Toyota, deepening the collaboration between the automakers in Europe.

“At first I thought Tavares would have to do drastic surgery on his footprint because he has too many factories that are not making enough cars,” Cox said. Tavares has a plan to boost capacity utilization, “even if he has had to do some trimming” at some plants, including reducing the number of production lines and shifts, he said.

Among the plants that have shown sharp utilization rate increases under Tavares are Rennes, France, which went to 45 percent in 2018 from 25 percent in 2016; Zaragoza, Spain, to 98 percent from 79 percent; and Sochaux, France, to 118 percent from 83 percent.

In fact, four of 14 PSA factories in Europe are operating at 100 percent capacity or higher, including lower-wage sites in Trnava, Slovakia, and Mangualde, Portugal. PSA will start production of the Peugeot 208 at a new factory in Kenitra, Morocco, this year.

Volumes have fallen, however, at former GM plants — Luton and Ellesmere Port in the UK; Opel’s German plants at Ruesselsheim and Eisenach; and at Gliwice.

“Tavares is quite happy to let sales and production fall so that they don’t have these huge inventories that they have to discount or sell at a loss or very low margins,” Cox said.

Tavares has said GM plants were much less efficient than PSA’s, which have been sharpened by internal competition for products.

“Most automakers do it, but PSA takes the internal competition between plants to another level,” said Philippe Houchois of Jefferies. “I’m sure it’s a bit tense — you are only as safe as the life cycle of the product.”

 

 

Levante III – conceber e desenvolver um novo conceito de autocarro de longo curso, para o segmento de turismo

A empresa

A CaetanoBus, com sede em V. N. de Gaia, tem como “Core Business” o desenvolvimento e produção de carroçarias para veículos pesados de passageiros destinados aos serviços de turismo, aeroporto, interurbano e urbano, montadas em chassis de fabrico próprio ou dos “Original Equipment Manufacturers”.

in COMPETE 2020, por Miguel Freitas, 05-08-2019


A origem da empresa remonta, a 1946, ano em que foi fundada a primeira fábrica em Portugal a produzir estruturas totalmente metálicas para autocarros.

Alguns dos dos marcos de relevo na história da empresa são:

– A obtenção da certificação NP EN ISO 14001:1999 pela APCER, em 2004;

– A nomeação/conquista de diversos prémios entre os quais se destacam a nomeação pelo ”Design Management Europe Awards”, o reconhecimento das boas práticas de gestão do design da Empresa, a menção honrosa no “Green Project Awards” pela Agência Portuguesa do Ambiente, o reconhecimento do trabalho subjacente ao desenvolvimento de um autocarro 100% elétrico em 2011 e a nomeação para finalista na categoria “Inovação” nos “European Business Awards 2012-2013”, em 2012;

– O desenvolvimento de novos produtos no contexto de projetos inovadores.

Para a concretização dos referidos marcos, muito tem contribuído a realização de importantes investimentos, por parte da CaetanoBus, bem como o precioso auxílio do programa “COMPETE 2020”, que muito contribui para suporte das bases do processo de inovação,” afirmou Jorge Guedes, responsável do projeto.

Enquadramento

A expansão registada no transporte terrestre de passageiros na União Europeia tem sido marcada por grandes desafios para os OEM´s e fabricantes de carroçarias destes veículos, sendo dois desses desafios considerados críticos. São eles a questão das exigências técnicas relacionadas com a proteção ambiental e a forte e crescente concorrência proveniente de países asiáticos, que se têm vindo a impor, em função do baixo custo, no próprio mercado doméstico dos fabricantes tradicionais europeus.

Quanto ao primeiro ponto da proteção ambiental e num sector ainda fortemente dependente de veículos cuja tecnologia é ainda em grande parte baseada em motorizações à base de combustíveis fósseis (potenciadores de emissões de gases poluentes CO2 que têm constituído foco de várias políticas e legislação europeia com vista à obrigatoriedade de minimização das mesmas) as soluções passam pelo desenvolvimento de motorizações que utilizem combustíveis, ambientalmente menos nocivos, (Gás, Eléctricos, híbridos etc.), redução de uso de solventes como a cola de adição de base solvente ou pelo desenvolvimento de autocarros mais leves; menor resistência ao ar (mais aerodinâmico) e eficientes do ponto de vista energético, com um menor consumo de combustível por km e passageiro transportado.

Para a questão da concorrência, a estratégia da CaetanoBus enquanto carroçado, passa pela aposta na diferenciação de produto, enquanto porta de acesso a nichos de mercado muito específicos, onde é requerida a criação de soluções com elevado nível de customização, cujas pequenas séries, são habitualmente pouco atrativas para os grandes fabricantes (OEM), cuja atividade se rege por estratégia focada no fornecimento de produtos estandardizados e consequente obtendo os seus lucros na economia de escala, ou mesmo flexibilidade construtiva.

No caso específico da CaetanoBus, a resposta aos problemas de contexto enunciados no ponto anterior passa por uma dupla aposta. Por um lado através da realização de parcerias com os fabricantes europeus de chassis mais tecnologicamente evoluídos, (com provas dadas na redução de consumo de combustível e emissões de CO2) e com o desenvolvimento de carroçarias mais leves e aerodinâmicas que potenciem a redução de peso e consequentemente o combustível consumido. Por outro lado e tentando ultrapassar a desvantagem das pequenas séries das suas carroçarias, desenvolvê-las de raiz a pensar na produção “Design for assembly”, (por forma a otimizar os tempos de fabrico reduzindo custos) e de forma modular, aumentando a flexibilidade de utilização dos componentes comuns a diversos modelos de carroçarias, obtendo uma outra forma de economia de escala, baseada na estandardização de componentes.

O Projeto

O desenvolvimento do Levante III é assim fruto da estratégia nascida neste contexto, como parte do desenvolvimento contínuo de novos modelos de autocarros distintivos da concorrência, através da novidade tecnológica, qualidade e flexibilidade proporcionada pela customização. Este projeto teve assim como objetivo geral, conceber e desenvolver um novo veículo pesado de transporte de passageiros de longo curso para o segmento de turismo, cuja carroçaria é desenvolvida tendo em vista a modularidade e standardização de elementos comuns, permitindo-lhe carroçar dois modelos distintos de chassis nas tipologias 3 e 2 eixos. O Novo veículo contém características inovadoras e distintivas (face ao atual estado da arte no referido segmento, incluindo o atual modelo do autocarro Levante, da CaetanoBus) a nível multidimensional (redução de massa, “design” de carroçaria com baixo coeficiente de resistência aerodinâmica, conforto e ergonomia, acessibilidade e eficiência energética).

Os objetivos Técnico Científicos Específicos do Projeto elencaram-se pelas seguintes atividades:

a. Realizar estudos preliminares, com vista ao levantamento aprofundado das tecnologias, das soluções construtivas e dos materiais aplicados aos veículos pesados do segmento de turismo (incluindo a identificação das limitações associadas a essas tecnologias), bem como à identificação, junto de agentes relevantes ligados ao referido segmento, das principais necessidades e tendências existentes e perspetivadas;

b. Efetuar a especificação técnica completa do novo modelo de autocarro (integrando a nova carroçaria para diferentes modelos de chassis, nas versões de 3 e 2 eixos), bem como o levantamento dos normativos aplicáveis para homologação do referido modelo, nas diferentes versões a conceber e desenvolver;

c. Efetuar investigação fina, com vista à aquisição e desenvolvimento de novos conhecimentos e competências específicas em áreas relevantes para a execução do projeto, nomeadamente: i) materiais mais leves e mais confortáveis no âmbito dos componentes de revestimento interior e exterior; ii) soluções de “design”, numa lógica integrada e multidimensional, com vista à obtenção de melhorias a nível de massa, modularidade/transversalidade, aerodinâmica, estética, conforto e ergonomia, acessibilidade e eficiência energética em autocarros de turismo de longo curso; iii) soluções de modularidade, nomeadamente, em termos de carroçaria, tejadilho, pis o e casa de banho; iv) soluções de climatização, nomeadamente ao nível da carroçaria, que inclui a interação de 3 sistemas, ar condicionado, desembaciador e piso aquecido; v) sistemas de remoção de odores na casa de banho; vi) sistemas de melhoria da acessibilidade, direcionadas a pessoas com mobilidade reduzida;

d. Conceber e desenvolver uma carroçaria com estrutura modular, transversal a dois modelos de chassis, nas versões de 3 e 2 eixos, (sobre 4 tipologias de chassis). Serão efetuadas simulações e validações numéricas das estruturas metálicas das carroçarias e dos respetivos componentes. Este desenvolvimento da estrutura da carroçaria será alvo de estudos aerodinâmicos em túnel de vento e de simulações numéricas por softwares específicos como o Ansys.

e. Construir meios auxiliares, “mock-ups”, provetes e protótipos necessários para a realização dos testes e ensaios conducentes à validação do novo modelo de autocarro, nas versões de 3 e 2 eixos e para as duas tipologias de chassis;

f. Realizar testes e ensaios sobre as “mock-ups” e provetes e sobre dois autocarros completos e funcional,(de 3 e 2 eixos) com vista à validação e homologação das soluções desenvolvidas. Alguns destes testes decorrerão em laboratórios independentes, reconhecidos internacionalmente, (os que necessitam de relatórios independentes), os destinados a testes funcionais de desenvolvimento serão realizados nos nossos laboratórios internos.

COMPETE 2020

O projeto, que teve o seu início em 1 de outubro de 2016 e fim em 31 de março 2019, conta com o apoio do COMPETE 2020 no âmbito do Sistemas de Incentivos à Investigação e Desenvolvimento Tecnológico, envolvendo um investimento elegível de 1,2 milhões de euros o que resultou num incentivo FEDER de cerca de 599 mil euros.

Este apoio do programa “COMPETE 2020” traduziu-se numa incondicional mais valia, com a cooperação dos processos de inovação tecnológica, que a Caetanobus considera fundamental na sua área de atividade,” referiu Jorge Guedes.

 

SITE: http://caetanobus.pt/pt/

LINKEDIN: https://www.linkedin.com/company/caetanobus/

 

 

 

TrimNW na Techtextil

Na estreia em Frankfurt, a TrimNW Moulded Parts and Nonvowens destacou os não-tecidos, uma das áreas de negócio da empresa, que trabalha também peças moldadas têxteis.

in Portugal Têxtil, 01-08-2019


«Trabalhamos essencialmente para a área automóvel, por isso é que estamos aqui nesta feira», justificou Ricardo Fernandes, sales manager da empresa, que fornece o tejadilho dos táxis de Londres. O objetivo desta primeira presença foi, essencialmente, «apresentar os nossos produtos e aquilo que conseguimos fazer com os nossos não-tecidos», admitiu, reconhecendo ter recebido contactos da Índia, Malásia, República Checa, Rússia, Espanha, França e Inglaterra, «tudo dentro do segmento automóvel».

 

 

BMW: EUR 28 million in investments for its Salzburg site

The BMW Group is investing more than EUR 28 million to expand its facility in Salzburg.

in Austrian Business Agency, 31-07-2019


An innovative office complex with an integrated education and training centre covering an area of more than 12,000m² will be built by the year 2020. According to BMW, the expansion is due to the strong structural growth achieved over past decades. Salzburg has served as the headquarters of the sales company of the BMW Group in Austria for more than 40 years. Today the site encompasses four companies of the brand which are present in twelve countries in South East and Eastern Europe. Last year close to 72,000 vehicles were sold in twelve markets from BMW’s base in Salzburg, generating revenue of about EUR 3 billion.

At present, people from 18 different nations are employed at the BMW site in Salzburg. The office location should fulfil the latest requirements and serve as both an education and training centre in order to promote the international working atmosphere and professional development. The new BMW Group concept of the “New Worlds of Work” will also be implemented at the site.

 

 

Portugal lidera digitalização na Mehler

Com uma nova imagem corporativa, a Mehler tem vindo a apostar fortemente em Portugal. Na unidade produtiva de Vila Nova de Famalicão, onde trabalham cerca de 300 pessoas, a empresa investiu 5 milhões de euros nos últimos três anos para a trazer para a indústria 4.0, num modelo que irá replicar nas restantes fábricas.

in Jornal Têxtil, 24-07-2019


O foco do investimento esteve na indústria 4.0 e na digitalização e permitiu simplificar o layout interno da unidade produtiva portuguesa, uma das nove fábricas da Mehler, que constitui a unidade de negócio Engineered Products do Grupo KAP. «Do ponto de vista da digitalização, a que está mais avançada é a empresa portuguesa», afirma Alberto Tavares, CEO da Mehler. «Neste momento já reunimos em todas as máquinas – temos cerca de 100 teares em Portugal – informação de velocidade, de produção, paragens, causas de paragens… Essa informação é extraída automaticamente da máquina e vai para o nosso sistema de gestão. Ou seja, não há ninguém a introduzir dados nem ordens de produção. Já é tudo automatizado», explica ao Portugal Têxtil, acrescentando que «agora vamos replicar às outras unidades industriais do grupo».

Outra área que faz parte das valências da Mehler em território luso é a investigação e desenvolvimento de novos produtos, com o departamento responsável dividido entre Portugal e Alemanha. «Na Alemanha temos uma grande proximidade à indústria química, que é um dos grandes impulsionadores de muitas mudanças. Novos materiais, novas fibras, novas estruturas. E em Portugal também temos uma equipa forte, que está muito ligada ao CeNTI, ao CEiiA, ao Citeve e à Universidade do Minho também, com quem fazemos grandes desenvolvimentos», enumera Alberto Tavares.

Inovação em foco

Entre as áreas em destaque, o CEO da Mehler refere, entre outras, a mobilidade, que, de resto, «é o que tem maior peso no nosso volume de negócios», que em 2018 rondou os 170 milhões de euros. «Estamos a trabalhar em novos projetos para a mobilidade elétrica mas ainda não são produtos no mercado, são projetos de desenvolvimento», sublinha. Em parceria com o CEiiA e a Universidade do Minho, a Mehler está a trabalhar «em produtos para baixar o peso da bateria dos automóveis. Ainda não são produtos finais, são produtos que estão em estudo e desenvolvimento. Mas, claramente, a redução do peso dos carros elétricos é uma área em que estamos focados neste momento», clarifica.

Uma outra área que esteve em destaque na última edição da Techtextilfoi a indústria farmacêutica, onde a Mehler mostrou um produto usado no processo de produção das borrachas de silicone dos frascos de insulina. «As borrachas de silicone têm de ter uma característica: quando se tira a seringa, tem que voltar a fechar, para o líquido não evaporar nem sair. O nosso tecido serve para dar uma determinada característica ao silicone, que depois faz com que ele feche quando tira a seringa. Portanto, não está incorporado o tecido no silicone mas é autorizado no processo de fabrico do silicone», esclarece o CEO.

A oferta da empresa em Frankfurt incluiu ainda os tecidos para corrimões de escadas rolantes, para o sector mineiro, para sistemas de filtragem e mangueiras e correias de distribuição para o motor de automóveis, mas tem vindo a alargar-se. «Outro sector onde temos feito uma aposta é o da defesa/aeroespacial, muito focado nos EUA, onde temos tecidos para sistemas de vigilância aérea, aquilo que se chamam os zeppelins. Também fazemos tecidos para os coletes à prova de bala», destaca.

Exportação a 100%

Em Portugal, contudo, são os produtos para a indústria mineira que têm mais peso, juntamente com os artigos para as correias de distribuição dos motores, o que faz com que a exportação seja total. «Não vendemos nem um euro em Portugal, porque os nossos produtos são para aplicações para as quais não existem processos industriais em Portugal», revela Alberto Tavares.

Apesar do abrandamento sentido na Europa, que levou a uma estabilização dos negócios da Mehler, a unidade lusa continuou a crescer em 2018, atingindo um volume de negócios de 41 milhões de euros. «Em Portugal crescemos as vendas em 12%», indica Alberto Tavares, adiantando que o aumento esteve relacionado com «uma recuperação do sector mineiro».

Quanto às perspetivas da Mehler para 2019, a instabilidade deverá fazer-se sentir. «O mercado, em termos de números, está similar ao ano passado, neste momento. Tem havido uma quebra de vendas relacionadas com o sector automóvel, mas o comportamento é diferente de região para região. Os EUA continuam a crescer, mas temos tido quebras de venda na Europa e na China», desvenda o CEO da Mehler, que aponta uma «redução do crescimento da economia chinesa, com uma redução do consumo de automóveis» como um dos fatores.

Como tal, «2019 vai ser um ano com alguma incerteza e ainda com alguma instabilidade», acredita. «Temos medidas mais protecionistas, temos o Brexit que é uma história que nunca mais termina e isso cria instabilidade no comportamento das próprias pessoas e dos investidores», considera Alberto Tavares, estimando que «o nosso volume de negócios em 2019 seja similar a 2018».

No que concerne ao longo prazo, as apostas na inovação são para manter e reforçar. «Entendemos que, se não o fizermos, em 10 ou 20 anos podemos estar fora negócio, porque a velocidade com que as coisas mudam hoje em dia na sociedade é muito mais rápida. Temos que estar atentos às tendências. Portanto, a longo prazo, a única coisa que temos a certeza é que temos de continuar a apostar neste processo de inovação e desenvolvimento de novos produtos e procurar novos segmentos de mercado para não estarmos tão dependentes do sector da mobilidade ou da construção. Daí estarmos a apostar mais forte na indústria aeroespacial e na indústria da defesa. E há uma aposta também em tudo o que são aplicações que requerem resistência ao fogo e à temperatura, que achamos que é uma tendência bastante grande. A terceira área é a indústria da mobilidade elétrica – é aí que estamos a focar a nossa aposta para médio e longo prazo», conclui Alberto Tavares.

 

 

Mangualde deixa Reino Unido por causa do Brexit e ressuscita Opel Combo

A fábrica de Mangualde do grupo Peugeot-Citroën (PSA) vai começar a produzir três modelos a partir de outubro. O Opel Combo irá juntar-se na linha de montagem aos modelos comerciais Citroën Berlingo e Peugeot Partner, substituindo a produção de carros com volante à direita que vão deixar de ser exportados para o Reino Unido por causa do brexit.

in Dinheiro Vivo, por Diogo Ferreira Nunes, 19-07-2019


“A partir de outubro, vamos deixar de fabricar carros com volante do lado direito, que são exportados, sobretudo para o Reino Unido, para nos protegermos do brexit e dos seus impactos políticos e económicos”, explica a PSA Mangualde em declarações ao Dinheiro Vivo. “Assim, é mais fácil adaptar a produção ao Opel Combo”, sem necessidade de novos investimentos ou reforço das equipas.

O primeiro Combo made in Mangualde saiu da linha de montagem na terça-feira, mais de 12 anos depois do último carro produzido pela Opel em Portugal. Para já, é um veículo em pré-série “para verificar se o processo está preparado ao nível dos sistemas informáticos, meios, peças e formação”.

Na primeira semana de setembro, irá decorrer a segunda fase de pré-séries, em que serão montadas 12 unidades. O ritmo de produção irá aumentar até ao início da montagem em série, agendado para outubro. Nessa altura, este modelo da Opel irá representar 12% da produção da fábrica de Mangualde, entre 10 500 e 12 000 veículos ainda neste ano. Serão produzidas as variantes comercial e de passageiros.

Portugal, Espanha, França e Itália serão os quatro principais mercados do Opel Combo, que será produzido em conjunto com a unidade de Vigo, tal como já acontece com a Citroën Berlingo e a Peugeot Partner.

A PSA Mangualde assinala ainda que “este novo produto vai possibilitar uma maior estabilidade e flexibilidade dos volumes de produção, para responder a um mercado automóvel volátil e cada vez mais exigente”.

Nos primeiros seis meses de 2019, a fábrica de Mangualde produziu 38 mil automóveis, mais 15,1% do que no mesmo período do ano passado (33 mil unidades). Desde abril de 2018, a fábrica do grupo liderado por Carlos Tavares labora com três turnos diários de trabalho. Este ano, prevê bater o recorde de produção, ao produzir entre 70 mil e 80 mil automóveis.

O último Combo feito em Portugal tinha sido fabricado em dezembro de 2006, quando foi encerrada a fábrica da Opel em Portugal na Azambuja – na altura, a marca pertencia ao grupo General Motors.

Arranque no meio de greve

O início da produção do Opel Combo ocorre num momento em que os trabalhadores da fábrica de Mangualde estão a fazer greve ao trabalho aos sábados até ao final do ano. Os operários exigem negociar com a administração um novo regime de banco de horas. A administração já ameaçou fechar a unidade do distrito de Viseu se não houver um regime de trabalho flexível.

Desde 13 de julho e até ao final deste mês, os operários estarão seis dias consecutivos, na linha de montagem, com turnos diários de até 10 horas. Em troca, a PSA Mangualde diz que vai pagar um prémio extraordinário de 17 euros por cada sábado de trabalho a mais. Este cenário vai repetir-se em agosto: apesar de a fábrica parar três semanas, será necessário trabalhar nos sábados e domingos, na semana antes e depois da pausa de Verão. Por esses quatro dias a mais, a PSA Mangualde compromete-se a pagar um prémio extraordinário de 50 euros.

 

 

Exportações de componentes automóveis aumentam 5%

As exportações de componentes automóveis atingiram um valor de 3700 milhões de euros para o período de Janeiro a Maio. Comparativamente com período homólogo do ano transacto, este valor representa um crescimento de 5%.

in AFIA, 19-07-2019


Este vigoroso crescimento do valor das exportações está muito acima do crescimento global do mercado, e em particular do mercado europeu para o qual é esperada uma estagnação para o ano de 2019. Isto quer dizer que a indústria portuguesa de componentes para a indústria automóvel continua a conquistar quota de mercado, crescendo a taxa bem acima da taxa de crescimento do mercado automóvel.

As exportações de componente são dirigidas maioritariamente para o mercado europeu, Espanha e Alemanha são os destinos prioritários, logo seguidos de França e Inglaterra. Estes quatros países absorvem 71% do total das exportações de componentes, os restantes 29% vão para destinos diversos, como: restante países europeus, Estados Unidos da América, Marrocos, China e México.

Os componentes de automóveis fabricados em Portugal representaram nos cinco primeiros meses deste ano 15% do total das exportações portuguesas de bens e serviços transaccionáveis.

Os cálculos da AFIA têm por base as Estatísticas do Comércio Internacional de Bens divulgados pelo INE – Instituto Nacional de Estatística.

 

Para mais informações clique aqui (ficheiro pdf).

 

 

 

 

 

 

Portugal com terceira maior subida na produção

O aumento de 67,7% na produção automóvel em Portugal no ano passado coloca o país como 29.º maior produtor mundial. Este ano deverá passar a ser classificado como um “país produtor automóvel”, ao superar a barreira das 300 mil viaturas fabricadas.

in Negócios, por Pedro Curvelo, 12-07-2019


A indústria automóvel portuguesa atingiu um máximo histórico de produção no ano passado e o volume registado colocou Portugal à beira de entrar para o “clube” de países produtores de automóveis, uma classificação atribuída a partir de 300 mil unidades produzidas.

O aumento de 67,7% no número de veículos fabricados, que somaram 294.366 unidades, foi o terceiro maior a nível mundial, segundo os dados da Organização Internacional de Construtores Automóveis (OICA).

Portugal apenas foi superado pelo Egito, com uma subida de 95%, e pela Áustria, com um crescimento de 69,7%. No entanto, ambos os países têm volumes de produção inferiores aos de Portugal, com 71.600 e 164.900 veículos fabricados em 2018, respetivamente.

O “salto” de quase 113 mil veículos produzidos nas fábricas portuguesas permitiu ao país ascender à 29.ª posição entre os maiores produtores automóveis, três lugares acima face a 2017.

O que significa ser um país produtor automóvel?

Mas, afinal qual é a importância de Portugal ser um país produtor automóvel? “Muita”, garante Hélder Pedro, secretário-geral da Associação Automóvel de Portugal (ACAP).

“Em primeiro lugar, o país torna-se um produtor automóvel de pleno direito, ganhando peso nos fóruns internacionais do setor e sendo visto como um ‘player’, refere ao Negócios.

“E para o país é de uma enorme importância como fator extra para atrair investimento estrangeiro, para a instalação de ‘hubs’ tecnológicos dos grandes fabricantes, como já assistimos com a Volkswagen, Daimler e BMW, esta em parceria com a Critical Software”, acrescenta. “O setor automóvel tem um peso muito significativo na economia nacional e, sobretudo, nas exportações”, diz ainda.

Adicionalmente, o dirigente da ACAP destaca que, ao alcançar um patamar de produção de 300 mi veículos, gera-se um “ambiente favorável à criação de sinergias em todo o ‘cluster’ automóvel”.

Já Adão Ferreira, secretário-geral da Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel (AFIA), indica que “apesar do forte aumento no ano passado, a produção portuguesa é um décimo da de Espanha”. O responsável considera, ainda assim, que o crescimento da produção é “positivo”, até porque gera novas oportunidades para as empresas nacionais de componentes.

Entre janeiro e abril deste ano, as exportações de componentes cresceram 4%, “com um dinamismo superior ao das vendas totais”, atingindo os 2,9 mil milhões de euros, indica Adão Ferreira.

O presidente da AFIA, José Couto sublinha por seu lado que “o efeito de arrasto do aumento da produção em Portugal não é muito elevado paras as fabricantes de componentes, uma vez que os mercados internacionais absorvem a grande maioria das vendas da fileira”.

Admite, ainda assim, que “gostaríamos de ter uma maior incorporação de componentes produzidos em Portugal nos veículos que são fabricados no país”. “Não estamos satisfeitos com os níveis atuais e consideramos que há margem para aumentar essa incorporação”, frisa José Couto.

Marca dos 300 mil será batida este ano

Este ano a fasquia das 300 mil viaturas produzidas será “seguramente” superada em Portugal, refere o secretário-geral da ACAP.

Nos primeiros cinco meses do ano – os dados de junho serão divulgados na próxima semana -assistiu-se a uma subida homóloga de 22,8%, para 155.384 veículos.

Na segunda metade do ano o crescimento homólogo deverá diminuir, uma vez que a Autoeuropa aumentou o número de turnos no segundo semestre do ano passado.

Hélder Pedro refere que a tendência deverá ser de “consolidar os volumes de produção acima dos 300 mil”, admitindo que as taxas de crescimento serão bastante menores, “uma vez que a Autoeuropa, que tem grande peso na produção total, está próxima da capacidade máxima”.

Sem a entrada de outro fabricante “dificilmente poderá haver uma subida muito acentuada”, conclui.

 


 

A FAVOR I CONTRA

As oportunidades e os desafios no horizonte

 

O setor tem a forte concorrência dos países de leste e de Marrocos para captar investimento. O elevado nível de qualificação técnica é apontado como uma vantagem portuguesa.

 

A FAVOR

QUALIFICAÇÃO

Portugal tem uma “escola” de técnicos muito qualificados no setor automóvel, defende o secretário-geral da ACAP, Hélder Pedro.

“CLUSTER” AUTOMÓVEL CONSOLIDADO

Apesar de não ter muitas unidades de montagem de veículos, Portugal conta com uma importante rede de empresas de componentes para a indústria automóvel e que têm sabido adaptar-se, diz a AFIA.

“HUBS” TECNOLÓGICOS

A tendência recente de instalação de centros de desenvolvimento tecnológico de fabricantes automóveis, como a BMW, Volkswagen e Daimler Mercedes-Benz é um fator de atração.

 

CONTRA

PERIFERIA FACE À EUROPA

Portugal enfrenta uma forte concorrência dos países do leste europeu para a atração de investimento e instalação de novas unidades. A situação geográfica desses mercados, no centro da Europa, é um obstáculo para Portugal.

ELETRIFICAÇÃO

A tendência do setor automóvel de aposta em veículos eletrificados é um desafio para as fábricas em Portugal, que teriam de ser reconvertidas, e para toda a fileira. A AFIA indica que as empresas de componentes portuguesas estão “vigilantes” e já produzem para carros eléctricos ou híbridos da Tesla, BMW, Nissan e Renault, por exemplo.

 

 

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in OPTIMAL, 22-06-2019


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