Outlook automotive suppliers worsens considerably, latest survey shows

A survey of automotive supplier companies in Europe to gauge the impact of the COVID-19 crisis shows that the sector’s outlook has worsened considerably over the past weeks.

in CLEPA, 08-05-2020


Over 90 percent of businesses expect a drop in revenue in 2020 of at least 20%, up from 60% in March. 35% percent expect a reduction of more than 30%. Profitability will take an even harder hit, with more than half of respondents now expecting to make a loss before taxes. The perspective of a quick recovery worsened significantly as well. Three out of four businesses fear that it will take more than a year to recuperate, whereas 4 weeks ago the consensus tended towards 6-12 months. One third of respondents counts with a timeframe of 2 to 3 years.

CLEPA, the European Association of Automotive Suppliers, surveyed its membership between April 27 to 30. The input was aggregated by consultancy firm McKinsey this week.

 

90% of respondents rank volatility of demand as the most critical issue for the automotive supply chain

Volatility of demand is considered the most critical issue for the automotive supply chain at the moment, with almost 90% of respondents ranking this topic their number one concern. Often, also, production restarts at very low levels. This makes fixed cost rocket compared to turnover. The further outlook depends very much on demand for vehicles and, hence, for automotive components picking up substantially. In this light, CLEPA together with the other European sector associations representing the automotive value chain, has urged governments to launch EU-coordinated vehicle renewal schemes to kickstart economic recovery and support the relaunch of the sector.

 

On health and safety 85% of respondents indicates to be well prepared and apply proactive risk mitigation measures

To cope with the crisis, a large share of businesses (84%) plan to cut investment and reduce workforce (78%). Almost 40% have already taken steps to cut R&D budgets, with 32% undecided and 30% at this stage decided against. Automotive suppliers are among the largest private investors in R&D, contributing significantly to the competitiveness of the automotive sector in Europe. Revision of manufacturing footprint is also considered.

Half of respondents plan to adjust investment and workforce already in the short-term. The remainder foresees such measures to be taken in the next 6-12 months. To date, the jobs of more than 1,1 million Europeans employed by vehicle manufacturers are affected by factory shutdowns. The wider automotive employment impact is even more critical: the general multiplier counts with 3 jobs in the immediate supply chain and another 3 for the value chain further down the line.

Health and safety on the work floor remains a matter of high priority both during and after the ramping-up of production. 85% of respondents indicates to be well prepared and apply proactive risk mitigation measures. Personal protective equipment (PPE) is seen as the main measure applied on the shop floor, with usage expected beyond the next three months. Distancing measures and decoupling of shifts are widely applied as well.

 

Fábricas do sector automóvel reiniciam actividade de forma gradual

Depois de semanas encerradas, as unidades de produção de reconhecidas marcas do sector automóvel retomam a sua actividade de forma gradual e segura. É exemplo disso, o Centro de Produção de Mangualde do Groupe PSA que reinicia esta quarta-feira a sua actividade industrial, depois de serem implementadas medidas sanitárias reforçadas desde a paragem da fábrica. No dia 6 de Maio terão início os trabalhos de preparação nas unidades de ferragem e pintura, e, a partir de 7 de Maio, estarão em laboração todas as áreas de produção.

in Logística Moderna,05-05-2020


Yann Vincent, director industrial do Groupe PSA refere que: “Proteger os nossos colaboradores e as nossas actividades económicas continuam a ser os dois princípios intocáveis das nossas operações. O nosso protocolo de medidas reforçadas confere um elevado nível de protecção aos nossos colaboradores e é o primeiro critério para a retoma de actividade nas nossas fábricas. Com a actividade industrial a ser impulsionada pela actividade comercial, que é o nosso segundo critério, vamos relançar, de forma gradual e segura, o nosso aparelho industrial para produzirmos os veículos que são necessários aos nossos clientes. Estes dois critérios irão guiar as nossas decisões durante as próximas semanas e meses.”

O reinício da produção nas fábricas do Grupo ocorrerá nas próximas semanas, com uma primeira fase de reaberturas parciais da actividade industrial, entre 4 e 11 de Maio (a partir de 11 de maio em França), tendo em conta o contexto comercial (desconfinamento, reabertura dos concessionários e situação comercial de cada modelo) e a normalização progressiva dos fluxos de fornecimento de componentes.

Ford inicia produção em Espanha, Alemanha e Roménia
Também a Ford retomou no passado dia 4 de Maio a produção na sua fábrica de veículos de Almussafes em Valência, em linha com a reabertura anunciada na maioria das suas principais fábricas de veículos e de motores na Europa, a partir desta data. Com a reabertura é retomada a produção do novo Ford Kuga, o veículo mais electrificado da Ford.

A produção recomeça de forma faseada na fábrica de veículos Saarlouis e na fábrica de montagem e de motores em Colónia, na Alemanha, na fábrica de montagem de veículos de Valência em Espanha e nas fábricas de motores e veículos de Craiova, na Roménia. A produção retomará na fábrica de motores de Valência a 18 de Maio, enquanto que as fábricas de motores de Dagenham e Bridgend, no Reino Unido aguardam ainda uma data definitiva para o regresso à produção. Segundo a empresa, «a produção retomará lentamente, dando prioridade aos pedidos de veículos já vendidos a clientes pelos concessionários, aumentando gradualmente nos próximos meses até alcançar a plena velocidade de produção. Os planos de produção têm em consideração a disponibilidade dos fornecedores, as restrições de deslocações em cada país e a reabertura dos concessionários nos principais mercados, bem como a procura de consumo».

Foi implementada uma lista de standards globais na Ford, assente no distanciamento social e em acções de segurança e saúde nas fábricas da Ford e em outras instalações em toda a Europa.

A Ford está a produzir máscaras para utilização nas suas instalações em toda a Europa. Acredita que é uma forma de ajudar a reduzir a procura nas cadeias de fornecimento de equipamentos de protecção individual, necessários nos serviços médicos bem como em outras indústrias.

 

ACEA, CECRA, CLEPA e ETRMA propõem 25 medidas para um forte regresso do setor automóvel

Quatro das mais importantes associações sectoriais europeias ligados ao automóvel (ACEA, CECRA, CLEPA e ETRMA), publicaram um documento com 25 pontos de ação para um forte recomeço do setor.

in Pós Venda, por Paulo Homem, 05-05-2020


O COVID-19 tem tido um grande impacto na economia europeia e mundial, com as atividades de retalho e de produção a serem prejudicadas sem precedência, levando a preocupações crescentes no sentimento do consumidor.

O setor automóvel europeu, que foi particularmente afetado, propõe um plano composto por 25 ações-chave para garantir um forte reinício do setor e da economia em geral.

Visando os poderes de decisão a nível nacional de cada Estado e da UE, o plano de ação lista recomendações tangíveis para sair com êxito da crise do Covid-19. É emitido pelas quatro associações que representam toda a cadeia automóvel: de fornecedores de equipamentos e pneus, fabricantes de veículos, revendedores e oficinas (ACEA, CECRA, CLEPA e ETRMA). Juntos, querem contribuir para uma resposta política ao Covid-19 que garanta a saúde pública, minimize o impacto na economia e mantenha o foco nos objetivos gerais de nosso tempo: a sociedade digital e neutra em carbono.

Como parte do plano de ação, o setor exige esquemas coordenados de renovação de veículos para todos os tipos e categorias de veículos em toda a UE. Isso irá impulsionar a procura privada e comercial, apoiar a recuperação económica em geral e acelerar o rejuvenescimento da frota de veículos nas estradas da Europa.

Os incentivos à compra e ao investimento devem basear-se em critérios semelhantes em toda a Europa, com base em financiamento nacional e da União Europeia. Tais esquemas devem ser aprimorados com incentivos e devem levar em consideração as ambições da sociedade e os objetivos de eficiência de recursos, em conjunto com o impacto económico.

Eric-Mark Huitema, diretor geral da ACEA, a associação de fabricantes de automóveis declarou: “Agora é crucial colocar toda a cadeia de valor automóvel em movimento. Precisamos de um relançamento coordenado da atividade industrial e de retalho, com liquidez para as empresas. Medidas direcionadas precisarão ser tomadas para acionar a procura e o investimento. O estímulo à procura aumentará a utilização da nossa capacidade de fabricação, salvaguardando empregos e investimentos”.

Bernard Lycke, diretor geral da CECRA, a associação de concessionárias e oficinas de automóveis, afirma: “Para relançar a mobilidade e a atividade económica, será essencial que os concessionários de veículos e oficinas de automóveis reabram o mais rápido possível nos países onde ainda estão fechadas. Incentivos de compra direcionados e esquemas de veículos em fim de vida para todas as categorias de veículos, além de estimular a recuperação, contribuem positivamente para a neutralidade do carbono e a segurança nas estradas”.

Sigrid de Vries, Secretário Geral da CLEPA, a associação da indústria de fornecedores de automóveis na Europa diz: “O reinício do setor automóvel atuará como um mecanismo de recuperação económica geral, devido ao impacto significativo no emprego e ao efeito imediato de outros setores. O investimento em pessoas e I&D também é fundamental. A Europa precisa de um forte ecossistema automóvel para permanecer competitiva e avançar com ambiciosas metas ambientais, digitais e de segurança nas estradas”.

Fazilet Cinaralp, Secretário Geral da ETRMA, Associação Europeia de Fabricantes de Pneus e Borrachas: “O setor automóvel está comprometido em emergir desta crise mais forte do que antes. Um reinício bem-sucedido requer uma estrutura reguladora de suporte que proteja a saúde pública, minimize o impacto na economia e garanta a transição para uma economia circular e neutra em carbono. Em estreita colaboração com a Comissão Europeia, queremos contribuir para uma resposta política que traga uma recuperação bem-sucedida do COVID-19”.

25 MEDIDAS (ACEA, CECRA, CLEPA e ETRMA)

  1. Emitir orientações harmonizadas sobre as precauções de saúde e segurança no local de trabalho;
  2. Isentar o transporte de mercadorias dos fecho de fronteiras e alinhar as medidas de controle de fronteiras;
  3. Manter a fonte central de informações sobre medidas de fronteira definidas pela Comissão;
  4. Exemplos uniformes concedidos para deslocações transfronteiriças e viagens necessárias;
  5. Considerar flexibilidades temporárias nas regras da concorrência;
  6. Utilizar as flexibilidades de diferimento oferecidas pelo Código Aduaneiro da União;
  7. Retornar concessionárias e oficinas de veículos automóveis o mais rápido possível;
  8. Introduzir esquemas de renovação imediata de veículos para todas as categorias de veículos na EU;
  9. Esquemas de renovação reforçada com financiamento direto da EU;
  10. Ferramentas diretas de financiamento da UE para compras públicas direcionadas aos veículos novos;
  11. Inicie do projeto piloto anunciado para a infraestrutura de tarifação e combustíveis alternativos, sem mais demora;
  12. Acelere e facilite o investimento em infraestrutura digital de próxima geração;
  13. Adie todas as consultas públicas não essenciais por pelo menos dois meses;
  14. Avaliar o impacto da crise do Covid-19 na legislação relevante do setor;
  15. Reinicie o processo de aprovação de tipo o mais rápido possível, para facilitar a implementação contínua dos requisitos regulamentares;
  16. Reforçar a fiscalização no mercado da UE da legislação aplicável;
  17. Propor ambiciosas recomendações das diretrizes para a “Infraestrutura de Combustíveis Alternativos” já no terceiro trimestre de 2020;
  18. Acelerar as propostas legislativas para apoiar a absorção de combustíveis com baixo teor de carbono e com baixo teor de poluentes;
  19. Reflitir a “Transição justa” e a recuperação do Covid-19 na “Skills Agenda”;
  20. Acelerar o trabalho regulatório sobre digitalização nos transportes;
  21. Garantir um orçamento ambicioso da “Horizon Europe” para apoiar um sistema de transporte rodoviário neutro em termos climáticos;
  22. Melhorar a contratação pública centrada na inovação em transporte e mobilidade através dos ESIF;
  23. Ampliar as futuras iniciativas de mobilidade do EIB para financiar a inovação;
  24. Apoiar e capacitar novamente a força de trabalho;
  25. Estabelecer rapidamente um pacto setorial de competências para o setor automóvel.

 

Veja AQUI o documento completo com as 25 medidas.

 

Motor vehicle taxation brings in €440.4 billion for governments in major European markets

New data shows that motor vehicles generate more than €440 billion in taxation for national governments in the major EU markets plus the UK, the European Automobile Manufacturers’ Association (ACEA) reports.

in ACEA, 28-04-2020


Motor tax revenues collected by governments have increased by almost 3% compared to the previous year, and the grand total of €440.4 billion is equivalent to more than two and a half times the total budget of the European Union.

“This just goes to show the sheer scale of the importance of the automobile industry to Europe,” stated Eric-Mark Huitema, ACEA Director General. “It is clearly paramount to the overall health of the EU economy, and government budgets in particular, that we can successfully re-launch our industry in the aftermath of the COVID-19 crisis.”

ACEA published this new data today in the 2020 edition of its Tax Guide, which compiles the latest information about taxes on vehicle acquisition (VAT, sales tax, registration tax), ownership (annual circulation tax, road tax) and motoring (fuel tax) in the EU and other key markets around the world.

The top 5 countries with the highest motor tax revenues are:

  1. Germany ? €93.4 billion
  2. France ? €83.9 billion
  3. Italy ? €76.3 billion
  4. United Kingdom ? €54.1 billion
  5. Spain ? €30.0 billion

According to the new Guide, 24 countries levy car taxes partially or totally based on the CO2 emissions and/or fuel consumption of a vehicle. The three countries that do not apply CO2-based taxation are Estonia, Lithuania and Poland. Several countries still tax cars on their power, price, weight, cylinder capacity, or a combination of these factors.

The Tax Guide also shows that stimuli for electrically-chargeable cars are available in 24 out of the 27 EU states now. However, just 13 member states offer purchase incentives, such as bonus payments or premiums, to buyers of electric cars. Most countries grant only tax reductions or exemptions.

 

The full 2020 edition of the ACEA Tax Guide is available here.

 

 

Exportações de moldes recuam para o nível de há quatro anos

A produção global do ano passado também representa uma desaceleração

in Região de Leiria, por Carlos Ferreira, 09-04-2020


As exportações da indústria portuguesa de moldes recuaram no ano passado para níveis inferiores a 2016, atingindo os 614 milhões de euros, segundo o relatório anual revelado esta quinta-feira, dia 9, pela Associação Nacional da Indústria de Moldes (Cefamol).

Há quatro anos as vendas no exterior chegaram aos 630 milhões de euros e, desde então, apresentavam sempre evoluções anuais positivas.

A produção global do ano passado, de 682 milhões de euros, também representa uma desaceleração, no caso para valores semelhantes aos de 2015. Há cinco anos foi de 690 milhões e até agora tinha-se mantido anualmente em crescimento.

Na perspetiva da Cefamol trata-se do “quarto melhor ano de sempre da indústria em termos de produção e exportação, facto representativo de que Portugal, ao longo dos anos, tem demonstrado uma elevada capacidade de adaptação às necessidades dos seus clientes e às evoluções, quer dos mercados, quer das tecnologias”.

O saldo da balança comercial regista uma tendência de crescimento, tendo passado de 248 milhões de euros em 2010, para 443 milhões de euros em 2019.

O sector dos moldes possui 536 empresas, a maioria de pequena e média dimensão e emprega 11 mil trabalhadores.

O nosso país encontra-se entre os principais fabricantes a nível mundial, nomeadamente na área da injeção de plásticos (8º no mundo, 3º na Europa), exportando 90% da produção.

As vendas no exterior chegaram a 84 países. Mantém-se a preponderância do mercado europeu, principalmente comunitário, representando nos 10 últimos anos, em média, 80% do total de exportações, atingindo em 2019 um valor de 87%.

Os cinco principais destinos das exportações foram: Espanha (23%), Alemanha (19%), França (12%), República Checa (7%), Polónia (5%) e EUA (3%). O “top ten” é completado pela Eslováquia, Reino Unido, Rússia e Itália.

A indústria automóvel é o principal cliente dos moldes, tendo evoluído de 14%, em 1991, para 82% em 2018. Outra indústria em destaque é a embalagem, que representa 8% da produção. Regista-se ainda a presença de outras áreas, como a indústria aeronáutica e de dispositivos médicos.

As exportações da indústria de moldes tiveram o seguinte comportamento nos últimos anos: 560 milhões de euros em 2014; 591 milhões de euros em 2015; 630 milhões de euros em 2016; 675 milhões de euros em 2017; 668 milhões de euros em 2018, e 614 milhões de euros em 2019 (neste ano dados provisórios).

Quanto à produção, os resultados foram os seguintes: 660 milhões de euros, em 2014; 690 milhões de euros em 2015; 750 milhões de euros em 2016; 794 milhões de euros em 2017; 796 milhões de euros em 2018; e 682 milhões de euros em 2019 (neste ano dados provisórios).

 

Cerco Sanitário de Ovar – Momento Dramático na Indústria

Cerca de 800 pequenas, médias e grandes empresas, a laborar no concelho de Ovar, com mais de 10.000 colaboradores, têm demonstrado perante as autoridades a sua extrema preocupação com a situação de fecho imposta pelo cerco sanitário ao concelho.

Grupo de Empresas de Ovar, 02-04-2020


Com um volume de negócio estimado de 2,2 biliões de euros, maioritariamente destinado à exportação, representantes de diversas empresas do concelho apelam para que o cerco acautele a atividade empresarial, uma vez que, com milhares de postos de trabalho em risco, os efeitos da pandemia poderão ser demolidores. Já lidando com o facto de alguns dos seus clientes procurarem outros fornecedores, estas empresas, de setores de atividade, desde a madeira, a têxtil, a calçado, à metalomecânica, indústria automóvel, elétrica e eletrónica, preparam com ímpar responsabilidade o regresso dos seus trabalhadores em segurança, adotando medidas extraordinárias de proteção individual, higiene e limpeza, num hercúleo esforço de conjugação de saúde pública e direito ao trabalho.

Assumindo que na proposta de reabertura a prioridade é a segurança individual, o grupo de trabalho elencou diversas propostas de cooperação que passam, por exemplo, pelo arranque gradual da laboração, redução do horário de trabalho, utilização inicial de trabalhadores residentes no concelho de Ovar e claro, sempre que possível, a utilização de mecanismos de trabalho à distância.

Reconhecendo que a atual e extraordinária conjuntura impôs a adoção de medidas excecionais, as empresas assumem desta forma, com os seus trabalhadores e com o estado, o compromisso de manter e criar emprego assim como riqueza tributável para manutenção do estado social, impulsionando as sinergias que sustentam as inúmeras famílias do concelho, algo que só se consegue em atividade.

 

 

 

Interactive map: Employment impact of COVID-19 on the European auto industry

This interactive map shows the employment impact of the coronavirus / COVID-19 crisis on the European auto industry for each of the 27 EU member states plus the United Kingdom.

in ACEA, 30-03-2020


Employment impact, by country

Status on: 30/03/2020

  • The jobs of at least 1,110,107 Europeans working in automotive manufacturing are affected by factory shutdowns as a result of the current crisis.
    • That is out of a total of 2.6 million direct manufacturing jobs in the EU auto sector.
  • This figure only refers to those people directly employed by car, truck, van and bus manufacturers, the impact on the wider automotive supply chain is even more critical.

  • These are conservative estimates based on data currently available.
  • The actual number of people affacted is much higher, as there is a delay in data reporting and (complete) figures for various countries and/or production plants are not available yet.

Overall impact, by country

Disclaimer

  • This is by far the most comprehensive EU-wide overview currently available, combining all known information and available sources.
    • The data is aggregated by ACEA and updated on a weekly basis using multiple sources, including IHS Markit, MarkLines, national automobile manufacturers’ associations and (public) announcements by manufacturers.
  • Nevertheless, it is important to stress that ACEA fully acknowledges that this overview is non-exhaustive, it merely serves as a tool to show the EU-wide impact of the crisis.

 

European sales forecast to plunge amid virus shutdowns

With factories and dealerships closed by the coronavirus crisis, European auto sales could fall by up to 20 percent this year, representing millions of vehicles, industry analysts and financial ratings services say.

in Automotive News Europe, by Peter Sigal, 30-03-2020


“The global auto industry is expected to witness an unprecedented and almost instant stalling of demand in 2020,” said IHS Markit, whose forecasts are used by many automakers and suppliers as a basis for strategic decisions.

IHS said it had downgraded its forecasts across “virtually all regions.”  The firm called the coronavirus pandemic “the single biggest risk factor facing the auto industry for many years.”

Global sales will fall by more than 12 percent this year to 78.8 million units, IHS forecasts, a downgrade of 10 million units from the company’s January forecast.  In comparison, the two-year “peak to trough” decline during the global recession in 2008-2009 was 8 percent.

Near-term global sales are forecast to fall sharply, followed by a slow recovery.

The company has downgraded its 2020 forecast for Europe (western and central Europe) by 1.9 million units, to 15.6 million, a decline of 14 percent over earlier forecasts.

The region “faces months of rolling disruption as the conjoined health and economic crises play out across economies,” IHS said.

U.S. auto sales are forecast to be 14.4 million this year, a 15 percent decline, and 2.4 million units fewer than prior forecasts.

Another forecaster, LMC Automotive, expects 2020 global light vehicle sales to fall below 77 million, a decline of nearly 14 million, or 15 percent below the 2019 level. “The environment remains extremely dynamic,” LMC said.

In the worst case, LMC said global sales could fall to 69 million. LMC said it had removed about 3 million units each from sales forecasts for China, North America and western Europe.

In January, LMC had forecast global sales to be flat from 2019, at 90.1 million units.

“A global market, with some growth headwinds from a slowing economy and trade still a risk in the background, quickly changed to a global market in chaos, a situation that is likely to remain for some time,” LMC said.

Morgan Stanley said European auto sales in 2020 will be around 12.5 million units compared with 13.7 million in its earlier prediction. In percentage terms, it now expects the market to fall by 13 percent compared with an earlier prediction of a 4 percent drop.

Global sales will fall by 8 million in the first half, Morgan Stanley said, representing a nearly 20 percent drop. It added that a previous forecast that 50 percent of that loss could be recovered in the second half “now seems unlikely.”

Chinese sales will fall by an additional 3 million units, or a 15 percent decline, and the U.S. market will fall by an additional 1 million units, Morgan Stanley said.

Europe 20% drop

Scope Ratings, a credit-rating service based in Germany, was the most pessimistic of the forecasters.

It said western Europe sales would fall about 20 percent for the year — representing some 3 million units — a decline worsened by a push to move higher-polluting models at the end of 2019 ahead of new EU emissions targets. That push artificially inflated sales last year, Scope said.

Scope also forecast that in economies dependent on crude oil and natural gas, such as Russia, demand could fall by more than 50 percent this year. Prices for those commodities have fallen sharply during the coronavirus crisis.

 

Fabricantes de componentes automóveis estimam quebra de 3,5 mil milhões este ano

Os fabricantes portugueses de componentes para automóveis estimam uma quebra de 3,5 mil milhões de euros no volume de negócios este ano, o que corresponde a uma descida de 30%, devido ao impacto da covid-19. E admitem que este cenário “até poderá ser otimista”.

in Negócios, por Pedro Curvelo, 24-03-2020


As empresas portuguesas fabricantes de componentes para automóveis estimam que a faturação do setor este ano sofra uma quebra de 3,5 mil milhões de euros, o que equivale a 30%, devido à pandemia da covid-19.

Em comunicado divulgado esta terça-feira, a AFIA – Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel refere que as primeiras projeções “indicam quebras abruptas na atividade de 50% neste mês de março”.

Mas para abril e maio o cenário é bem mais negro: as previsões da associação apontam para uma diminuição na ordem dos 90%.

E, acrescenta a AFIA, “só a partir de novembro a indústria portuguesa de componentes para o automóvel começará a recuperar”. Assim, “para a totalidade do ano de 2020 é projetada uma descida de 30% no volume de negócios, o que se traduz, numa diminuição de 3,5 mil milhões de euros face aos valores registados no ano passado”, sublinha.

Ao Negócios, o secretário-geral da AFIA, Adão Ferreira, admite que estas projeções “até poderão ser otimistas”. “Tudo vai depender da duração do encerramento das fábricas das construtoras automóveis e também da retoma da confiança dos consumidores para voltarem a comprar veículos”, refere.

E outro aspeto bastante importante será a retoma do turismo, “uma vez que o segmento do rent-a-car tem um peso significativo nas vendas dos produtores automóveis”.

Confirmando-se as projeções da AFIA, “este será o pior ano para o setor desde 2015”, indica Adão Ferreira.

A AFIA lembra que o setor contribui com 6% do PIB, 8% do emprego na indústria transformadora e 16% das exportações de bens transacionáveis. No ano passado, recorda, o volume de negócios cifrou-se em 12 mil milhões de euros, valor que deverá encolher este ano para 8,5 mil milhões.

Nesse sentido, a associação apela ao Governo que adote medidas “urgentes, flexíveis e eficazes”.

Entre as reivindicações contam-se a criação de uma linha de crédito específica para as empresas deste setor, a alteração do regime de lay-off, “de modo a permitir o acesso imediato a este regime para as empresas que tenham tido uma quebra de faturação superior a 40% nos últimos trinta dias, mas medidos depois do final do período pedido para o lay-off e comparando com a média mensal dos últimos 2 meses anteriores a esse mesmo período, devendo resultar claro deste regime a possibilidade de lay-off parcial e, ainda, pela alteração do regime de férias de modo a permitir, desde já, a sua marcação”.

Por último, a AFIA requer ainda a “criação de medidas de proteção dos postos de trabalho”, lembrando que o setor emprega diretamente cerca de 59 mil trabalhadores.

 

Fábricas de componentes automóveis temem oito meses de recuperação

Indústria tem produção praticamente parada e tenta salvar 58 mil empregos. Sindicatos alertam para “pilhagem aos direitos”.

in Dinheiro Vivo, por Diogo Ferreira Nunes, 22-03-2020


Bastaram dois dias para as fábricas de peças para carros em Portugal chocarem com o novo coronavírus. As encomendas desapareceram, a produção praticamente parou e salvar os 58 mil empregos neste setor tornou-se prioritário. A recuperação desta indústria deverá levar pelo menos oito meses porque as fábricas de automóveis apenas deverão retomar a produção em maio, dizem as empresas do setor. Os sindicatos, entretanto, alertam para a “pilhagem aos direitos” dos trabalhadores.

“Até meados da semana passada, os clientes estavam a fazer encomendas. Em dois dias, começaram a fechar fábricas em toda a Europa e deixámos de ter encomendas. 90% da produção caiu e grande parte das empresas estão a trabalhar residualmente. Temos uma situação de paragem completa da atividade”, retrata ao DN/Dinheiro Vivo José Couto, líder da AFIA, a associação que representa as empresas de componentes.

Esta indústria representa atualmente 16,3% das exportações de bens portuguesas. O envio de peças de carros para o estrangeiro valeu 9,749 mil milhões de euros no ano passado, mais 86% do que em 2010. Para este ano, o covid-19 destruiu mesmo o pior cenário.

“O consumo vai cair mais de 70% na Europa. Depois de passarmos o pico do contágio, o arranque desta indústria vai ser muito lento. Vai demorar entre oito meses e um ano para retomar a produção normal”, antecipa José Couto. “As empresas têm de preparar-se para o pós-covid-19. Muitas delas terão de reformular o contexto de custos para poderem reagir a este desafio.”

O líder da AFIA avisa também que “há fábricas da primeira linha que podem parar entre seis e oito semanas” e que, por conta disso, “muitas empresas de componentes não terão tesouraria para suportar estas paragens”.

Paragem polémica

José Couto destaca que as empresas de componentes querem salvaguardar os empregos “porque houve muitos custos de formação nos últimos anos que não podem ser desperdiçados”. Para proteger os empregos, “algumas empresas estão a tentar antecipar as férias deste ano e a esgotar os bancos de horas. Muitos trabalhadores propõem-se a encontrar soluções com as empresas”.

Os sindicatos defendem que “é preciso manter a produção, assegurando as normas de proteção, saúde e higiene no trabalho”. Mas os relatos que têm chegado à Fiequimetal, federação intersindical associada à CGTP e que inclui a indústria automóvel, não vão nesse sentido.

“Há um processo de pilhagem patronal aos direitos dos trabalhadores: há fábricas que estão a forçar férias compulsivas e não estão a ser distribuídas proteções às pessoas. Assistimos ainda à aplicação de um lay-off [suspensão temporária do contrato de trabalho] selvagem, sem preenchimento dos requisitos”, denuncia Rogério Silva, dirigente da Fiequimetal.

No parque industrial da Autoeuropa – a maior fábrica de automóveis de Portugal – “há alguns fornecedores em que os trabalhadores temporários rescindiram contratos por decisão da empresa e que vão ter de ir para o desemprego”, refere Daniel Bernardino. “Nesta fase, as empresas não deviam despedir pessoas”, entende o coordenador das comissões de trabalhadores daquele parque industrial.

Da parte da AFIA, apela-se à intervenção do Estado. “2020 vai ser um ano muito complicado e é o nosso desafio ultrapassá-lo. Isto não vai lá só com a imaginação dos empresários. Se não houver um plano específico do governo e do Ministério da Economia para a indústria automóvel, vamos sucumbir. Se não formos competitivos, os clientes vão procurar soluções a outro lado.”