AFIA participou nas XVI Conferências de Valença

Dando Continuidade a uma iniciativa que visa a interacção com a comunidade socioeconómica, a Câmara Municipal de Valença e a Escola Superior de Ciências Empresariais promoveram, 10 de Maio, as XVI Conferências de Valença, subordinadas ao tema “Estratégias para o Desenvolvimento da Euro-região”.

in AFIA, 18-05-2018


Adolfo Silva, Director da AFIA, foi uma dos oradores convidados numa mesa redonda que debateu a “Economia: O (futuro) do sector automóvel e o desenvolvimento da Euro-região”.

Além de Adolfo Silva participaram:

  • Gonçalo Lobo Xavier – Assessor do Conselho de Administração da AIMMAP – Associação dos Industriais Metalúrgicos, Metalomecânicos e Afins de Portugal
  • José Enrique Ares Gómez – Professor Catedrático no Departamento de Fabricação da Universidade Vigo
  • Luís Ceia – Presidente da CEVAL – Confederação Empresarial do Alto Minho

 

O debate foi moderado por Joám José Santamaria Conde – Colégio de Economistas de Pontevedra.

 


 

Na visão da AFIA (Associação dos Fabricantes para a Indústria Automóvel), a "morte" dos motores de combustão é manifestamente exagerada.

Motorizações alternativas “não são ainda competitivas”

Na visão da AFIA (Associação dos Fabricantes para a Indústria Automóvel), a “morte” dos motores de combustão é manifestamente exagerada.

in Jornal das Oficinas, 08-05-2018


A sua substituição por motorizações alternativas “será mais lenta do que se anuncia” e só será possível através de “enormes subsídios”. Os modelos elétricos “não são ainda economicamente competitivos”, diz o presidente, Tomás Moreira.

O mercado dos “elétricos/híbridos é ainda incipiente, apesar dos grandes incentivos à compra por parte dos Estados”, diz a AFIA, a partir da evolução do mercado. Em 2014, venderam-se, na União Europeia, 12,5 milhões de automóveis – 485 mil de motorizações alternativas. Em 2017, comercializaram-se 15,1 milhões e apenas 853 mil eram da gama híbridos/elétricos/gás natural (6%).

A AFIA regista que, em termos absolutos, o crescimento do segmento convencional (2,2 milhões) bate por larga margem as versões alternativas (400 mil).

Portugal segue a tendência: a venda de elétricos tem duplicado (1.640 unidades em 2017), mas a quota permanece residual (1,1% no primeiro trimestre de 2018). A generalização da “rede de carregamento em Portugal e a expansão da oferta dos fabricantes” são fatores que impulsionam a venda de veículos elétricos, diz Hélder Pedro, da Associação Automóvel de Portugal (ACAP).

O gestor nota que “há uma correlação forte entre a riqueza de um país e a opção pelas soluções alternativas” e admite que a meta europeia de 20% para 2025 ”seja demasiado otimista para o mercado português. Na Noruega, a quota elétrica já está nos 25%.

No futuro, os veículos “serão movidos por uma combinação de tecnologias que procuram transferir energia para o movimento”. Mas o quadro legal deverá acolher “todas as soluções”, sem decretar “qual a alternativa utilizar”.


CO2 targets for trucks are seriously challenging – Smart strategy for emission reduction is necessary

The European Commission has proposed today for the first time binding EU emission standards for trucks. The proposal contains a reduction of CO2 emissions from trucks by 15% in 2025 against a 2019 baseline and at least 30% in 2030. The parameter recognises payload and mileage and is expressed as the number of grams CO2 per tonne kilometre (g/tkm). A fine of 50€ per g/tkm will be imposed on manufacturers which miss the target. A bonus will be awarded for vehicles emitting 350g CO2/km or less.

 

in CLEPA, 17-05-2018


Sigrid de Vries, Secretary General of CLEPA comments: “The Commission has made a seriously challenging proposal today to help ensure that the transport sector fulfils its contributions towards the Paris agreement. Automotive suppliers actively support realistically ambitious targets and are key contributors to vehicle innovation in pursuit of safe, sustainable and smart mobility. However, the sector urges policy makers to maintain technology neutrality in the regulation and opt for a smart strategy in reducing CO2 emissions which reconciles European competitiveness and environmental protection.”

 

Highly ambitious CO? and fuel consumption reduction will only be possible with strong electrification of the fleet as well as additional policy measures, for example by strengthening the uptake of alternative fuels such as CNG (Compressed Natural Gas) and LNG (Liquified Natural Gas), paving the way for climate-neutral synthetic fuels, incentivising eco-innovations, improving infrastructure and rolling out intelligent traffic and transportation systems. Regulation should reward emission reductions, regardless of how these are achieved.

 

The automotive supply industry argues in favour of making the next steps towards a Well-to-Wheel approach and, in a further stage, Life-Cycle Assessment to take into account the carbon performance of fuels, energy source and vehicle manufacturing, address CO2 emissions beyond the tailpipe and reap the full benefits of technology neutrality. Furthermore, targets need to reflect the different transport tasks and the particularities of vehicle classes and powertrains. The industry also underlines the need to use robust data. CLEPA supports the VECTO tool, but the proposed reduction baseline of 2019 raises concerns as very little time will be left between the availability of the data and the application of the mid-term target. The inclusion of supercredits is seen as positive as it incentivises alternative powertrain technologies and adds flexibility towards meeting the targets.

 

Europe is a world leader in manufacturing efficient trucks with best-in-class technology. The regulatory framework should facilitate progress towards even higher efficiency, without prescribing specific technology.

 


 

Bosch aumenta vendas em Portugal e destaca importância da fábrica de Braga

in Dinheiro Vivo, 04-05-2018


Com quatro localizações a operar em Portugal, a fábrica de Braga, responsável pelo fabrico de painéis de instrumentos para carros e motas de diversos fabricantes, teve uma faturação recorde no ano passado. A operação de Braga é a responsável pelo desenvolvimento das áreas de soluções de mobilidade, para diversas marcas, como o grupo PSA, BMW, Audi ou a Nissan. Em 2017, a fábrica de Braga contribuiu em 68% para o volume total de vendas da empresa em Portugal, com uma faturação de mil milhões de euros.

Em comparação com o ano anterior, a fábrica bracarense cresceu 49%. Esta operação foi fortemente impulsionada por soluções como o sistema eCall, que passou a ser obrigatório a partir de março de 2018. A ideia deste sistema é que, caso de acidente ou um problema com o condutor, seja feita automaticamente uma comunicação para os serviços de emergência.

Recrutamento de quadros qualificados continua a ser um desafio

Em 2017, o grupo Bosch investiu cerca de 84 milhões de euros em Portugal, especialmente para a expansão das fábricas de Aveiro, Braga e Ovar – mas a investigação e desenvolvimento não fica de fora desta equação. Do total de 84 milhões de euros, 25 milhões foram investidos em investigação e desenvolvimento, em Portugal. Em Aveiro, são desenvolvidas soluções tecnológicas no centro de desenvolvimento e investigação para soluções de água quente. Algumas dessas soluções, como uma plataforma que permite gerir o aquecimento da água ou da casa através de uma aplicação no desktop, já são utilizadas no mercado alemão, por exemplo.

Uma das faces do investimento de 84 milhões de euros feito pelo grupo passará pela fábrica da Bosch em Braga, que vai crescer em dimensão até ao final deste ano. Segundo Carlos Ribas, a ideia é expandir a fábrica nessa localização, ao acrescentar 21 mil metros quadrados de área coberta à estrutura.

Com o aumento da fábrica e com o grupo a dedicar cerca de 10% da sua faturação à inovação, muita dela feita em território nacional, há uma consequência clara: a necessidade de recrutamento de quadros qualificados, muito deles da área da engenharia. No ano passado, foram criados mais 450 postos de trabalho no grupo Bosch em Portugal, totalizando 4450 colaboradores em Portugal. Até ao final do ano, a marca ainda pretende contratar mais 300 pessoas.

“Vamos crescer tanto quanto o mercado nos permitir crescer”, explicou Carlos Ribas. “Temos mercado para centenas de engenheiros, o mercado é que não tem tantos engenheiros para nos dar”, acrescentou o responsável da Bosch, referindo os desafios de recrutamento de pessoal qualificado no mercado português.

“Temos várias atividades em curso para tentar atrair mais engenheiros”, acrescentou, durante a conversa com os jornalistas. “[Os concorrentes] descobriram que a educação em Portugal era tão boa quanto no resto da Europa… “. A estratégia da Bosch neste momento passa por recrutamento em mercados como a Venezuela, Índia ou Angola. “Mercados onde provavelmente ainda existem alguns recursos”, acrescenta Carlos Ribas.

Nas estratégias para manter os colaboradores que já têm, a operação portuguesa passa pelas estratégias habituais do mercado: permitir trabalho remoto, oferta de transportes, torneios de futebol, etc. “Mas aquilo que pode ajudar a cativar mais os colaboradores é dar-lhes um projeto que os cative”, assume.

A importância da “Internet de todas as Coisas”

No que toca à Internet das Coisas, a marca quer que “100% dos seus produtos possam estar ligados à Internet, em 2020?. Isto é um dos passos, mas a ideia é que também seja possível apostar na digitalização dos sistemas que já existem. “A Bosch quer ligar o mundo digital ao mundo real”, explicou Javier González, presidente da Bosch para Portugal e Espanha. “A Internet das Coisas não pode ser feita sozinha”, refere o responsável, explicando que a marca já conta com 28 parceiros, incluindo a assistente digital da Amazon, a Alexa. “Afinal, há crianças que antes de aprenderem a dizer mamã ou papá, já sabem dizer Alexa”, referiu.

Horas antes da apresentação de resultados da operação nacional, em visita com os jornalistas à fábrica de Braga, Carlos Ribas, representante da Bosch em Portugal, era claro na aposta da marca em IoT: “aqui e agora é a Internet de todas as Coisas, aquilo que não está ligado não vale”. O responsável acrescentava que a “Internet das Coisas acabou, agora quer-se é a Internet de todas as coisas”, numa realidade em que tudo está ligado à Internet, desde o frigorífico até aos carros. E, nesta questão, a Bosch defende que a condução autónoma também pode ter um toque português: “uma grande parte da condução autónoma do futuro vai ser feita em Portugal”, concluiu Carlos Ribas.

A AFIA dá as boas-vindas ao novo Associado: EPALFER

in AFIA, 04-05-2018

A EPALFER – Engineering & Tooling iniciou a sua actividade em 2002 e dedica-se desde então à concepção e fabrico de cunhos, cortantes, ferramentas transfer e progressivas para a indústria automóvel.

A EPALFER tem sede em Águeda e encontra-se em processo de certificação pela norma ISO 9001:2015.

 

Para mais informações, consulte o site da EPALFER em:

 

www.epalfer.com