€54 billion spent on R&D by EU auto sector per year, latest data show

According to the latest data, annual EU investment into R&D by the automobile and parts sector has risen by 7.4% to reach an all-time high of €53.8 billion.

in ACEA, 08-06-2018


This, and many other facts about the industry, were compiled by the European Automobile Manufacturers’ Association (ACEA) in its ‘Automobile Industry Pocket Guide’, published on the occasion of the association’s Annual General Meeting earlier this week.

This contribution makes the automobile and parts sector the EU’s number one investor in R&D – ahead of pharma and tech. It is responsible for 27% of the region’s total R&D spending.

Compared to other world regions, the EU auto sector by far leads the way in terms of R&D investment. Japan comes second in the global ranking with an investment of €29.8 billion per year, followed by the US with €18.5 billion. In fourth place comes China with €5.4 billion, or just one tenth of the EU’s annual spending.

In addition, over 8,700 automotive patents were granted by the European Patent Office last year.

“This level of investment into innovation shows how serious we are about further decarbonising and digitalising transport, thereby supporting the EU’s policy aims,” underlined ACEA Secretary General, Erik Jonnaert.

Other key figures contained in the new Pocket Guide include:

  • 13.3 million people – or 6.1% of the EU employed population – work directly and indirectly in the sector.
  • The 3.4 million jobs in automotive manufacturing represent over 11% of total EU manufacturing employment.
  • Motor vehicles account for some €413 billion in tax contributions in the EU15 alone – almost three times the total EU budget.
  • The automobile industry exported 5.9 million motor vehicles in 2017, generating a trade surplus of €90.3 billion for the EU.

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Notes for editors

  • The 2018-2019 edition of ACEA’s ‘Automobile Industry Pocket Guide’ can be found online here: https://afia.pt/wp-content/uploads/2018/06/ACEA_Pocket_Guide_2018-2019.pdf.
  • The data on R&D investment by industry and region come from the EU Industrial R&D Investment Scoreboard (European Commission, JRC/RTD).
  • ACEA represents the 15 major Europe-based car, van, truck and bus manufacturers: BMW Group, DAF Trucks, Daimler, Fiat Chrysler Automobiles, Ford of Europe, Honda Motor Europe, Hyundai Motor Europe, Iveco, Jaguar Land Rover, PSA Group, Renault Group, Toyota Motor Europe, Volkswagen Group, Volvo Cars, and Volvo Group.
  • More information can be found on www.acea.be or @ACEA_eu.
  • Contact: Cara McLaughlin, Communications Director, cm@acea.be, +32 2 738 73 45 or +32 485 88 66 47.

 


 

 

i4.0 | Financiamento para formação de empresas

Está a decorrer, até 28 de dezembro, o prazo para submissão de candidaturas a um concurso que permite financiar projetos de formação de empresas, que estejam associados a investimentos em inovação e transferência de tecnologia, visando a adoção de tecnologia no domínio da Indústria 4.0.

in IAPMEI, 18-05-2018


O Aviso n.º 22/SI/2017 – Projetos Autónomos de Formação, surge integrado no Eixo 3: Qualificação do programa Capacitar, que visa qualificar as pessoas e as organizações para responderem aos desa?os da 4.ª revolução industrial que é caracterizada pela introdução de sistemas ciberfísicos, inteligentes e interligados, nos processos de produção, na cadeia de valor, na relação com o cliente e no modelo de negócio.

Este sistema de incentivo visa financiar projetos de formação de empresas que estejam associados a investimentos em domínios como a inovação e transferência de tecnologia, a adoção de tecnologia no domínio da Indústria 4.0, a internacionalização ou a qualificação das empresas, de modo a potenciar o desenvolvimento de atividades produtivas mais intensivas em conhecimento e criatividade e com forte incorporação de valor acrescentado nacional.

Mais informação aqui.

 


 

 

Autoeuropa. Administração admite negociar horários

Operários da fábrica de Palmela entregam abaixo-assinado a exigir melhores condições para aceitarem trabalhar aos domingos

in Dinheiro Vivo, por Diogo Ferreira Nunes, 05-06-2018


 

A administração da Autoeuropa está disponível para negociar as compensações pagas aos trabalhadores pela laboração ao domingo. A abertura ao diálogo surge depois de os operários da fábrica de Palmela terem exigido, em abaixo-assinado, que a empresa do grupo VW volte a negociar com a comissão de trabalhadores as compensações pela imposição de novos horários de laboração contínua.

“Na Volkswagen Autoeuropa, mantemos e manteremos sempre o diálogo com a comissão de trabalhadores, tal como sempre fizemos”, garante fonte oficial da empresa ao DN/Dinheiro Vivo, depois dos plenários realizados ontem na fábrica de Palmela para discutir a imposição do novo modelo laboral depois das férias de agosto.

A comissão de trabalhadores, liderada por Fausto Dionísio, exige que a administração “crie as condições para voltar à mesa das negociações no sentido de se encontrar uma solução para os trabalhadores abrangidos pelos horários de laboração contínua”.

Os representantes dos 5700 operários da fábrica assinalam que a imposição de horários da empresa “está a provocar um clima de descontentamento” e que “a administração não pode ficar indiferente a esta demonstração de unidade dos trabalhadores e de exigência de uma nova solução que melhor satisfaça as suas reivindicações.

Os trabalhadores, segundo a proposta da administração, vão ter apenas mais uma folga por mês por trabalharem aos domingos. A folga extra semanal será atribuída a cada quatro semanas, segundo nota interna enviada no final de maio. No novo modelo laboral, os operários vão ganhar ao domingo o mesmo que nos dias úteis e vão receber 100% de um dia normal de trabalho por mês por cada dois turnos trabalhados ao fim de semana; serão ainda pagos 25% trimestralmente “de acordo com o cumprimento do volume de produção”.

A Autoeuropa vai funcionar com 19 turnos de laboração depois das férias de agosto: três turnos diários de segunda a sexta e dois turnos diários ao sábado e domingo. Já está acordado com a administração liderada por Miguel Sanches que os trabalhadores terão uma semana de trabalho de cinco dias, com duas folgas consecutivas. Estes dias de descanso serão gozados ao sábado e domingo de duas em duas semanas.

Até às férias existirão dois tipos de turnos: o turno da noite funciona de segunda a sexta-feira, com as folgas fixas ao sábado e domingo; o turno da manhã e da tarde, de segunda-feira a sábado, mas com uma folga fixa ao domingo e uma folga rotativa. Em cada dois meses garantem-se quatro fins de semana completos e mais um período de dois dias consecutivos de folga. Este horário funciona desde 29 de janeiro e também foi imposto pela gestão.

A comissão de trabalhadores vai discutir hoje a situação da Autoeuropa com os sindicatos representados na empresa.


 

O que vai mudar na lei laboral? As 10 principais medidas do acordo

O Governo começou por defender a restrição dos contratos a prazo, mas acabou por assumir mexidas no período de experiência ou o alargamento dos contratos de muito curta duração. O banco de horas individual não acaba de repente e a nova taxa sobre a rotatividade admite excepções.

in Jornal de Negócios, por Catarina Almeida Pereira, 31-05-2018


Vieira da Silva começou por defender uma série de medidas para reduzir a duração dos contratos a prazo, mas acabou a ser elogiado pelos patrões. Conheça as principais medidas que constam do acordo fechado esta quarta-feira com a UGT e com as quatro associações patronais.

 

1. Alargar contratos de muito curta duração

O Governo quer alargar os chamados “contratos de muito curta duração”, que não estão sujeitos a forma escrita, em dois sentidos: por um lado, aumentando a duração de 15 para 35 dias (num máximo de 70 dias por ano com o mesmo empregador) e por outro permitindo que outros sectores, além da agricultura e do turismo, possam recorrer a esta forma de contratação, como pedia a CCP. “Alargar de 15 para 35 dias a duração máxima dos contratos de muito curta duração, em situação de acréscimo excepcional e substancial da actividade da empresa cujo ciclo anual apresente irregularidades decorrentes do respectivo mercado ou de natureza estrutural que não seja passível de assegurar pela sua estrutura permanente”. “Nomeadamente”, em actividade sazonal do sector agrícola ou de turismo, “preservando a duração máxima anual de 70 dias de trabalho com o mesmo empregador”.

2. Criar nova taxa mas admitir excepções

O Governo já tinha anunciado que queria criar uma taxa de até 2% a aplicar às empresas que mais recorram à contratação a termo face à média do seu sector. A ideia é que a média seja apurada no final deste ano, que o comportamento seja avaliado no próximo e que a taxa seja cobrada em 2020. Contudo, admitem-se agora excepções, que a agricultura quer aproveitar. Não serão considerados os contratos para substituição de trabalhadores ou aqueles que forem celebrados a termo por imposição legal ou “em virtude dos condicionalismos inerentes ao tipo de trabalho ou à situação do trabalhador”.

3. Limitar a contratação a termo e temporária

Tal como já tinha sido anunciado, as alterações prevêem a redução da duração máxima dos contratos a termo certo de três para dois anos, a limitação das renovações (que não poderão exceder a primeira duração do contrato), o corte da duração máxima dos contratos a termo incerto (de seis para quatro anos) ou a imposição de um limite de seis renovações ao trabalho temporário. Contudo, para este último limite não contarão os contratos feitos para “substituição directa ou indirecta de trabalhador ausente ou que, por qualquer motivo, se encontre temporariamente impedido de trabalhar”. Se o limite for violado, o trabalhador pode ser integrado no quadro da empresa utilizadora.

4. Restringir as justificações para a contratação a termo

Só as empresas com menos de 250 trabalhadores (em vez de 750) vão poder contratar a termo, sem mais justificação, quando lançam nova actividade ou abrem novo estabelecimento. Por outro lado, a contratação de jovens à procura de primeiro emprego ou de desempregados de longa duração (salvo quando procurem emprego há mais de dois anos) também passará a ter de ser justificada.

5. Alargar o período de experiência de jovens e desempregados

Em contrapartida, se os jovens à procura de primeiro emprego e os desempregados de longa duração forem contratados para o quadro, o período de experiência será de 180 dias (em vez de se aplicar a regra geral de 90 dias). Mas os estágios vão passar a ser descontados a todos os períodos de experiência, precisou o Governo.

6. Flexibilizar o contrato intermitente

O Governo também flexibiliza o contrato de trabalho intermitente, que permite que o período anual de trabalho tenha momentos de actividade e outros de inactividade. O acordo que ficou fechado esta quarta-feira em concertação social reduz o período mínimo de prestação de trabalho para cinco meses (em vez de seis) com um mínimo de três meses consecutivos (em vez de quatro). Além disso, caso o trabalhador exerça outra actividade o montante que recebe pode ser deduzido à compensação prevista.

7. Atrasar o fim do banco de horas individual

Estava previsto que o banco de horas individual desaparecesse. Mas, para atenuar os efeitos de uma das medidas mais contestadas pelos empregadores, e em especial pela grande distribuição, o Governo estabeleceu que os bancos de horas que já foram introduzidos por negociação individual poderão manter-se até um ano após a entrada em vigor da nova lei, que só deverá ser aprovada mais para o final do ano.

8. Facilitar o banco de horas grupal

Além disso, o Governo flexibiliza o banco de horas grupal, ou seja, aquele que pode ser decidido por uma maioria de trabalhadores de uma equipa, grupo ou secção, e imposto aos restantes trabalhadores, ainda que estes últimos não concordem. A ideia é poder aumentar o período normal de trabalho até duas horas diárias, com o limite de 50 horas semanais e de 150 horas por ano, caso isso seja aprovado “por voto secreto” por pelo menos 65% dos trabalhadores (em vez dos 75%). Este banco de horas pode vigorar por quatro anos.

9. Criar novos direitos na contratação colectiva

Quanto ao trabalho suplementar, os contratos colectivos só poderão estabelecer regras mais favoráveis do que a lei. O Governo mantém a caducidade, mas explica agora que o processo que a isso leva deve ser fundamentado. Um novo tribunal arbitral poderá ainda prolongar a vigência dos contratos por quatro meses. Quando as convenções caducarem, o trabalhador mantém os direitos da parentalidade e de segurança e saúde no trabalho.

10. Apoiar a conversão de contratos
O Governo promete reforçar os apoios que existem para a conversão de contratos a termo em contratos sem termo. Jovens e desempregados de longa duração terão programas especiais.

PSA marcará un nuevo hito en Vigo al fabricar un vehículo cada 47 segundos a partir de junio

Activa un cuarto turno que crea 1.300 empleos en todo el sector

in La Voz de Galicia, por M. SÍO DOPESO, 31-05-2018 


Un vehículo cada 47 segundos día y noche, sábados y domingos incluidos. Ese es el ritmo de producción de coches que saldrán de la planta de PSA Vigo a partir del 9 de junio. Esta fecha marca un nuevo hito en la automoción gallega, porque supone el arranque del cuarto turno de trabajo en la factoría gallega y en toda la cadena de proveedores que trabajan en síncrono con la cadena de montaje.

El plan actual prevé un volumen de producción de 1.800 vehículos por hora. Así, las 23 horas de cada día de actividad (la planta necesita una hora de puesta a punto) ininterrumpida equivalen a una media de un coche fabricado cada 59 segundos. A partir de la segunda semana de junio, a las jornadas de mañana, tarde y noche se sumará el cuarto turno, que abarca el fin de semana completo, y aumentará la producción al ritmo de una unidad cada 47 segundos.

Es una medida obligada por las necesidades de producción del triple lanzamiento (los nuevos comerciales de Peugeot, Citroën y Opel), que empezarán a llegar al gran mercado a finales del verano; y cuyos primeros ejemplares ya pueden verse recorriendo las circunvalaciones de Vigo, en donde están siendo testados por los ingenieros del centro.

Activar este cuarto turno requiere nueva mano de obra en la planta y en los proveedores. PSA ha dado la cifra de 900 nuevas incorporaciones, y para la industria de componentes cifra en unos 400 los nuevos contratos necesarios. En total, 1.300 puestos.

Contratación flexible

Fuentes sindicales de PSA afirman que ya se han incorporado medio millar de nuevos empleados. Porque, aunque sobre el papel el cuarto turno no empezará hasta junio, en la práctica ya puede decirse que está medio en marcha, dado que la dirección comunicó al comité que al menos los meses de abril y mayo se trabajará todos los sábados de noche y los domingos por la mañana.

Es precisamente en el turno de noche en el que están recibiendo formación los recién llegados, todos ellos con contrato temporal y con salarios que oscilan entre los 943 y los 1.128 euros brutos al mes, dependiendo de si la jornada que se les asigna es de 20 o de 24 horas semanales (10 o 12 el sábado y otras tantas el domingo).

Frédérich Puech, director de PSA Vigo, avanzó ayer que la factoría se encamina a cerrar el 2018 con un récord de fabricación. La cifra incluso podría llegar a las 500.000 unidades (430.000 el año pasado). «El lanzamiento de nuevos modelos supone un cambio importante tanto para la fábrica como para los proveedores», dijo Puech, quien anunció el inminente arranque de la producción en cadena de las furgonetas.

 


 

 

Renault plantea no renovar el tercer turno en las plantas de Palencia y Valladolid

Renault España ha informado, esta semana, a los representantes de sus trabajadores, en una reunión del Comité Intercentros, su intención de no renovar el tercer turno de trabajo en las factorías de montaje de Palencia y Valladolid.  La medida se llevaría a efecto en julio en la factoría de Palencia y en agosto en la factoría de montaje de Valladolid. “Los planes industriales de Renault en España han llenado de trabajo las líneas de montaje de las factorías de Palencia y Valladolid con la llegada de 6 modelos. Todo comenzó en 2012 con Twizy hasta que en febrero de 2018 se ha producido el lanzamiento de Mégane RS”, han informado fuentes del constructor francés.

Desde Renault, prosigue la información remitida por el constructor, siempre se ha dicho que es fundamental en todo momento ajustar la producción a las necesidades de los diferentes mercados y por ello se ha decidido plantear la no renovación de estos turnos complementarios. “La evolución de los diferentes mercados en el futuro es la que dictamina el tipo de organización a implantar. No hay que olvidar que desde Valladolid y Palencia se envían vehículos a los cinco continentes”.

En este contexto, la factoría de Palencia pasaría a producir en dos turnos a partir del próximo 23 de julio. El tercer turno de la factoría de Palencia ha estado vigente casi tres años, desde septiembre de 2015. Por su parte, la factoría de Valladolid finalizaría la producción en tres turnos el próximo 13 de agosto. El tercer turno de la factoría de Valladolid ha estado en funcionamiento casi cuatro años, desde septiembre de 2014. Ambas partes acordaron volver a reunirse el próximo día 7 de junio.

Empresas alemãs criam mais de 50 mil empregos em Portugal

Empresas alemãs criam mais de 50 mil empregos em Portugal

Angela Merkel visita hoje o novo centro tecnológico da Bosch, uma das empresas alemãs que cria mais emprego em Portugal

in Dinheiro Vivo, por Ana Sanlez, 30-05-2018


Foi em 2016 que Matthias Renninger trocou a Francónia pelo país “onde se vive de improviso”. Os últimos anos foram passados no centro tecnológico da Bosch em Braga a liderar uma equipa que cria software para carros autónomos. No final de agosto, Matthias estará outra vez de malas aviadas para a Alemanha. Quando lá chegar, poderá dizer que foi em Portugal que conheceu Angela Merkel. É no novo centro tecnológico da Bosch em Braga que arranca hoje a visita de dois dias da chanceler alemã a Portugal.

Quando Matthias Renninger chegou a Braga juntou-se a uma equipa com poucas dezenas de trabalhadores qualificados. Hoje, 240 milhões de euros de investimento depois, já tem mais de 250 colegas. Até ao final do ano deverão ser 400. Ao todo, a Bosch emprega cerca de 4450 pessoas em Portugal. É uma das empresas que contribui para que a Alemanha seja um dos maiores empregadores do país, logo a seguir ao Estado. Só as cinco maiores empresas alemãs têm mais de 20 mil trabalhadores.

“Os dados oficiais revelam que as empresas alemãs são responsáveis por cerca de 35 mil empregos diretos em Portugal mas sabemos que são mais. Calculamos que são aproximadamente 50 mil. A estes juntam-se os empregos indiretos, que não conseguimos quantificar, porque muitas industriais alemãs têm fornecedores locais”, explica ao DN/Dinheiro Vivo Hans-Joachim Böhmer, Diretor Executivo da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Alemã (CCILA). Em 2016, as cerca de 400 empresas alemãs que operam em Portugal registaram um volume de negócios próximo dos 10 mil milhões de euros. Quase metade desse valor resultou de vendas para o estrangeiro.

Mas o que procuram afinal os alemães em Portugal? “Sobretudo a qualidade dos recursos humanos, em particular na área da engenharia”, sublinha Miguel Franco, Presidente do Conselho Diretor da CCILA. “Destaca-se também o excelente domínio das línguas estrangeiras, uma boa rede de infraestruturas, o elevado nível de segurança, a estabilidade política e a boa abertura que Portugal sempre teve ao investimento estrangeiro. A ligação das empresas alemãs a Portugal é de longa data. Já nas décadas de 70 e 80 vieram para cá em força. Muitas ficaram e hoje estão a investir fortemente, como a Bosch, a Continental Mabor ou a Volkswagen, que é provavelmente um dos maiores investimentos estrangeiros de Portugal”, destaca o responsável da CCILA.

Carros são o motor das relações comerciais

Mas ao contrário do que acontecia no século passado, o investimento alemão em Portugal começou a esmorecer nas últimas décadas. “Com a queda do Muro de Berlim, Portugal saiu um bocadinho do radar das empresas alemãs. A CCILA está a tentar reativar o nome do país na Alemanha e já vemos alguns efeitos. A Eberspaecher abriu uma fábrica em Tondela no ano passado e criou 550 empregos”, afirma Miguel Franco.

Para Hans-Joachim Böhmer, o século XXI está a criar um novo paradigma nas relações comerciais entre os dois países. “Os exemplos da Bosh ou da Mercedes, com o Delivery Hub, são muito emblemáticos. O investimento alemão era muito industrial mas as empresas que vêm agora trazem mais conhecimento e tecnologia. E escolhem Portugal porque há engenheiros e informáticos que conseguem satisfazer as exigências alemãs. Essas empresas sabem que em Portugal o produto vai ser feito tal como seria na Alemanha, com qualidade. E no mercado do desenvolvimento de software não há os custos de transporte. É uma grande oportunidade para Portugal”.

O grande desafio do país nos próximos anos, sublinham os dois responsáveis, será alimentar a fome alemã com mão-de-obra qualificada suficiente.

“As empresas procuram talento, mas é preciso que ele exista”, diz Miguel Franco. Na escola de qualificação profissional da CCILA, a taxa de empregabilidade é de 95% e o sucesso tem sido “extremos”, conta o responsável. De lá saíram profissionais para a fábrica das máquinas fotográficas Leica em Famalicão. “E eles não podiam estar mais satisfeitos. Dificilmente terão a mesma qualidade noutros países”.

Entrevista a Hans-Joachim Böhmer, Diretor Executivo da CCILA

Que tipo de empresas alemãs investem em Portugal?

As que geram mais empregos são as industriais. Produzem em Portugal mas exportam quase toda a produção. Um caso típico é a Autoeuropa, que exporta 98% ou 99% do que produz. No geral, as empresas alemãs continuam a investir, mas neste momento há poucas novas empresas a vir para Portugal. Em compensação, hoje, as empresas alemãs têm uma produção com um valor acrescentado bem maior do que tinham há 20, 30 ou 40 anos. A Bosch é um bom exemplo de uma empresa que criou atividades de alto valor acrescentado, como investigação e desenvolvimento, que era algo que no passado as empresas alemãs não faziam.

Por que motivo há menos empresas a investir?

Empresas industriais quase não entram em Portugal, houve muito poucas nos últimos anos. As que cá estão mantêm-se e investem em capacidades maiores ou mais modernas. Mas o investimento alemão existe. Há empresas de serviços que estão a entrar agora, nomeadamente empresas médias e pequenas do setor da tecnologia. Mas o investimento tem pouca expressão nos balanços. Para uma Volkswagen fazer cá uma fábrica com quatro ou cinco mil colaboradores vai precisar de muitas máquinas e edifícios. O investimentos em ativos é muito grande. Mas se uma empresa vem cá para desenvolver software precisa de um escritório e pouco mais. No que toca à criação de valor acrescentado isso é muito bom, mas em termos de investimento, dinheiro trazido da Alemanha, é relativamente pouco.

As empresas industriais alemãs estão a optar por outros países?

Sim, tem que ver com o desenvolvimento histórico da Europa. A vaga de investimento industrial dos anos 1970 e 1980 em Portugal foi muito grande porque nessa altura o Leste Europeu estava fechado. Depois de cair o muro houve muito investimento para lá porque a distância geográfica era mais curta e a mão-de-obra mais barata.

 


 

 

L’usine PSA-Mulhouse est passée à une seule ligne de production

Après 400 millions d’euros d’investissements et une mise en place plus longue que prévue, l’usine PSA-Mulhouse à Sausheim (Haut-Rhin) travaille désormais sur une seule ligne de production.  Cette évolution, annoncée en 2014, permet à l’usine de produire des véhicules de gamme plus élevée qu’auparavant. 500 contrats d’intérim ne seront pas reconduits.

in L’Usine Nouvelle, par Didier Bonnet, 30-05-2018


L’usine PSA-Mulhouse à Sausheim (Haut-Rhin) a entièrement basculé au “mono-flux”, c’est à dire la production des différents modèles sur une seule ligne. Cette évolution entamée voici quatre ans, fait suite à la décision de PSA de transformer totalement le site mulhousien, dont la survie était en question au début du siècle. Ces phases de transformation ont entraîné des évolutions progressives dans l’organisation de l’usine. La dernière équipe qui produisait la Citroën C4 et la DS4 sur une ligne spécifique, uniquement pendant les week-ends, a été arrêtée fin mai, selon les syndicats. Près de 500 intérimaires ne verront pas leur contrat renouvelé.

L’Usine “moderne” est opérationnelle

L’usine concentre sa production sur une seule ligne pour trois véhicules : la Peugeot 2008, la DS7 et les premiers exemplaires de la nouvelle Peugeot 508. “Le montage des voitures a été entièrement réaménagé. Une des deux anciennes lignes a été entièrement démantelée et même les locaux ont été repensés, redécorés et réaménagés”, indiquait la direction du site à l’Usine nouvelle, en mars 2017.

Les véhicules sont assemblés sur des plateformes d’une trentaine de mètres carrés, sur laquelle agissent différents opérateurs. Il est désormais possible de faire monter ou descendre très facilement la voiture selon les tâches à accomplir ainsi que la taille des ouvriers. L’apport en pièces détachées est effectué dans des bacs avec des kits de pièces. Le full kitting est désormais effectif sur cette ligne, avec les réaménagements de la logistique en conséquence, notamment la réduction des stockages et l’automatisation complète des approvisionnements du montage : ce sont des chariots guidés par des réseaux magnétiques installés dans le sol qui desservent les plateformes.

Profitant des espaces dégagés par la réorganisation de l’usine, des sous-traitants ont commencé à s’établir à la proximité immédiate de la ligne de montage, pour l’assemblage des pots d’échappement ou le montage des planches de bord.

L’usine PSA-Mulhouse présente à ce jour un effectif de 6 550 salariés dont 1 500 intérimaires.

 


 

 

Novo Centro de Investigação e Desenvolvimento da APTIV cria 150 empregos em Braga

Só em 2017 a multinacional empregou mais 310 pessoas
A Secretária de Estado da Indústria, Ana Teresa Lehmann, inaugurou esta quarta-feira o novo Centro de Investigação e Desenvolvimento da Aptiv, estrutura que vai criar 150 novos postos de trabalho em Braga até final de 2019 e permitir o crescimento da empresa, que ocupa já o 6º lugar no ranking das maiores exportadoras nacionais.

in APTIV, 24-05-2018


Para Ana Teresa Lehmann, “a Aptiv sabe estar sempre na vanguarda da inovação. Estamos a assistir à quarta revolução industrial, que se baseia na digitalização. Esta organização é um exemplo deste progresso e tem dado um contributo assinalável para o crescimento da indústria automóvel.”

O novo centro tecnológico vai possibilitar que a multinacional, para além de produzir, possa também criar e desenvolver de raiz soluções de mobilidade inovadoras para as grandes marcas da indústria automóvel de toda a Europa.

“Com este Centro, a Aptiv vai, a partir de Braga, passar a desenvolver tecnologia de ponta para os grandes fabricantes da indústria automóvel de toda a Europa, o que nos permitirá aumentar a nossa competitividade”, afirmou Rui Enes, presidente do conselho de administração da Aptiv Portugal.

A mesma fonte destacou ainda “a localização estratégica” da empresa que, “muito próxima de Universidades de excelência, vai permitir desenvolver parcerias e captar os melhores quadros, de modo a que a Aptiv possa levar a engenharia portuguesa às grandes marcas do setor automóvel”.

Presentes na iniciativa estiveram também o presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio; o presidente da InvestBraga, Carlos Oliveira; e o Pró-reitor da Universidade do Minho, Guilherme Pereira, que reconheceram o papel que a Aptiv tem na região e o impacto significativo que a abertura deste Centro trará para a economia nacional.

Para além de desenvolver produtos de alta tecnologia, a Aptiv pretende ainda, com a nova estrutura, desenvolver parcerias com instituições locais, nomeadamente Universidades e outros Institutos.

Já em 2017, a multinacional tinha contratado 310 pessoas, contabilizando atualmente cerca de mil colaboradores em Portugal.

Em atividade há mais de 50 anos, a Aptiv em Braga produz sistemas de navegação, sistemas áudio e multimédia móvel, ecrãs tácteis, controladores de bordo, entre outros dispositivos com reconhecidos níveis de qualidade e eficiência.

Só na unidade fabril de Braga, a Aptiv produz mais de 17 mil unidades por dia, num total de 4 mil peças por ano. No portfólio de clientes, a empresa conta com marcas como a Audi, Porsche, BMW, Ferrari, Volkswagen, Fiat, Volvo, entre outras.

 


 

Merkel convidada para presidir à inauguração de novo espaço da Bosch em Braga

A chanceler alemã, Angela Merkel, foi convidada para ir a Braga, no dia 30 de maio, para presidir à cerimónia de inauguração de uma nova unidade industrial da multinacional Bosch, que envolveu um investimento de 38 milhões de euros.

in Jornal de Notícias, por Luís Moreira, 22-05-2018


Fontes ligadas ao processo disseram ao JN que a deslocação da governante, que está a ser tratada pela empresa, em cooperação com o Gabinete do Primeiro-Ministro, será acompanhada por António Costa.

A Bosch já tinha anunciado que, em 2018, iniciaria nova expansão do complexo industrial bracarense com a construção de um novo edifício de produção e escritórios, com uma área de 21 mil metros quadrados. Em 2015, tinha assinado um contrato de incentivos financeiros com a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), que viabilizou um investimento de 38 milhões na expansão, modernização e otimização dos processos produtivos concretizado e na fábrica de Braga.

Na ocasião, os responsáveis da Bosch apresentaram os projetos “Cockpit do Futuro” e “Sistemas Informáticos de Gestão em Manutenção”, que estão a ser desenvolvidos em parceria com a Universidade do Minho.

Entre 2013 e 2018, a parceria para inovação e desenvolvimento entre a Bosch e a U. Minho significa um investimento de 73 milhões de euros e envolve mais de 550 profissionais a trabalhar exclusivamente em novas soluções de mobilidade.

A Bosch conta atualmente com 3300 colaboradores em Braga para um volume de vendas de 681 milhões de euros em 2016, valor que crescerá em 2017 e 2018.