Cluster do setor automóvel investe 132 milhões de euros em Viana do Castelo

A Howa Tramico inaugurou hoje, em Viana do Castelo, a sétima fábrica do grupo, que vai representar um investimento de 10 milhões de euros até ao final de 2019.

in Câmara Municipal de Viana do Castelo, 20-06-2018


Durante a visita às novas instalações, o Presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, José Maria Costa, assegurou que o investimento em curso em novas indústrias no concelho é de 230 milhões de euros, sendo que o setor automóvel representa 132 milhões de euros, prevendo-se até ao final de 2019 a criação de 1800 empregos.

No discurso, o autarca indicou que o município se tem vindo a afirmar como um concelho industrial, assumindo-se como o 16º concelho nacional com mais vendas ao exterior em 2017, num total acumulado de 831 milhões de euros, correspondendo a 1,5% das exportações nacionais. José Maria Costa referiu ainda que Viana do Castelo é o 12º concelho com maior subida entre 2013 e 2017, no que toca a exportações, que ascenderam a 191 milhões de euros.

Para o edil, este investimento é justificado pela boa localização e conectividade de Viana do Castelo por ar, mar e terra, sendo este um município amigo do investimento nos apoios e acompanhamento, com boas escolas de formação profissional e politécnicas, um ambiente empresarial favorável e diversificado no entorno industrial, destacando ainda a proximidade da Galiza e a qualidade de vida do concelho.

A fábrica agora inaugurada é a sétima unidade da Howa Tramico em Portugal e vai fazer a cobertura de toda a região ibérica, tendo uma área coberta de 7500 metros quadrados, com possibilidade adicional de 5000 metros quadrados. A empresa japonesa deverá atingir 15 milhões de euros de volume de negócios anual até 2019.

Atualmente, a fábrica emprega 40 pessoas, devendo chegar aos 70 trabalhadores num futuro próximo, já que foram já garantidos três contratos com dois fabricantes de automóveis.


Exportações de componentes automóveis aumentaram 10%

As exportações de componentes automóveis cresceram 10% até Abril, face ao período homólogo de 2017, atingindo 2800 milhões de euros, segundo a AFIA – Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel com base nos dados do comércio internacional de bens divulgados pelo INE.

in AFIA, 18-06-2018


De acordo com os dados da AFIA, os destinos das exportações mantêm também a tendência habitual com Espanha e a Alemanha a surgirem como os principais destinos, seguidos de perto pela França e Inglaterra. Estes quatro países representam entre si 71% do total das exportações, sendo que as restantes 29% estão distribuídos por outros países europeus e outros de fora da Europa, como os Estados Unidos da América, Marrocos, Turquia, Coreia do Sul e a China.

De notar que neste mesmo período as exportações portuguesas de bens transaccionáveis aumentaram 6%, ou seja, a indústria de componentes automóveis cresceu mais do que a média da restante indústria transformadora.

As exportações de componentes automóveis são responsáveis por 15% das exportações portuguesas.

 

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«No futuro, os robôs é que irão resolver problemas»

Fernando Merino, diretor de inovação da ERT, afirmou, em entrevista ao Jornal Têxtil, que a área automóvel continua a ser a galinha dos ovos da produtora de têxteis técnicos, que continua a investir em vários projetos de I&D em parceria com centros de saber, nomeadamente na área da saúde e da economia circular, para a revalorização de desperdícios.

in Jornal T, 13-06-2018


A empresa de S. João da Madeira apontou as baterias ao México e à China, onde pretende estabelecer-se no futuro, com o objetivo de se transformar num fornecedor global. Mas, para já, todas as atenções estão voltadas para a abertura de uma unidade em Marrocos.

Quando começaram nos anos 90, o negócio da ERT era bem diferente do que é hoje.

A empresa, quando foi constituída há 25 anos, basicamente atuava num monoproduto, mas desde o início que foi sempre de têxteis técnicos. Fala-se muito na reconversão das empresas, de passar dos têxteis tradicionais para os técnicos, mas a ERT começou logo com técnicos e que é um produto colado com uma espuma para o interior de um calçado, que hoje produz com muito menos expressão. A evolução que houve nestes anos foi que, fruto do domínio de uma tecnologia que era um processo de colagem por chama, se começou a fazer a colagem de têxteis com espumas para outras aplicações. E a partir daí entramos em estofos, nas utilidades domésticas e, oito anos depois do início de atividade, surgiu a oportunidade de trabalhar para o sector automóvel. Isso aconteceu em 2000, com a colagem de um têxtil para uma capa do assento de uma Chrysler Voyager, e daí para cá tem sido um caminho de crescimento, de investimento em tecnologias e em novos processos. A empresa deixou de ser apenas de colagem para também passar ao corte e costura e, além de trabalhar com têxteis, ainda estamos no corte de couro. Há dois anos que temos igualmente uma fábrica que injeta poliuretano. O nosso core hoje é o interior dos automóveis e tudo o que fazemos é para os maiores players mundiais de fornecimento das marcas e das linhas de montagem.

E quanto às outras atividades industriais da empresa?

A ERT nunca abandonou o negócio não-automóvel, que vale aproximadamente 10% do volume de negócios. Mas a atividade no sector automóvel está em franco crescimento – a empresa cresceu nos últimos anos a dois dígitos e continua a fazê-lo, maioritariamente devido à área automóvel. O que estimamos para o futuro é que continue a crescer neste segmento e também perspetivamos que possa continuar a aumentar naquilo que é considerado a mobilidade, como a ferrovia e a náutica. E, eventualmente, também nos aviões.

No caso dos aviões, qual é a estratégia?

Há seis anos que fazemos parte do painel de fornecedores da TAP, ou seja, somos consultados, para apresentar propostas quando há necessidade de recrutar fornecedores, nomeadamente no mercado nacional. Não fornecemos.

Estamos a espreitar oportunidades de entrar nessa área a nível da inovação que é o mesmo que estamos a fazer no caso da ferrovia. O negócio que temos na área da ferrovia é muito pequeno, mas há projetos de inovação em curso. Terminámos um recentemente e temos outro a decorrer, com parceiros nacionais. Estamos também com um projeto que em setembro, em parceria, vai estar em exposição em Berlim na maior feira do mundo [ferroviária].

Esta área da ferrovia já recebeu mais investimento do que agora, nunca se avançou com a Alta Velocidade. Este negócio tem futuro em Portugal?

Tem algum futuro tendo em conta que, com ou sem Alta Velocidade, são precisas melhorias no interior dos comboios, em várias linhas não só na do Norte, mas também nas suburbanas, que de xis em xis anos têm-se que reformular os interiores, e tudo isto são oportunidades.

É óbvio que o mercado externo é muito grande e queremos explorar. Por isso temos na nossa agenda estratégica a participação na InnoTrans em Berlim com os parceiros do consórcio, onde vamos mostrar o que somos capazes de fazer. Depois podemos identificar oportunidades e vender, no futuro, para o exterior.

São fornecedores da Autoeuropa?

Trabalhamos para empresas que fornecem a Autoeuropa, de segunda linha. Fornecemos a Volkswagen, a Porsche, a Skoda, a Audi…

Mas não têm nenhum tipo de dependência da Autoeuropa?

De maneira nenhuma. A maior parte do que exportamos é para Inglaterra, França, Espanha, Marrocos e Alemanha.

Localmente, estão presentes em quantos países?

Em alguns casos é apenas com escritórios, mas estamos presentes no negócio automóvel, com instalações industriais, em Portugal, República Checa, Roménia e, este ano, abrimos em Marrocos.

Qual é a estratégia para esse país do Magrebe?

Já tínhamos três grandes clientes em Marrocos e é um mercado de proximidade, que está a crescer muito – produz mais automóveis do que Portugal e conta com um investimento francês de grande dimensão, nomeadamente da Renault e da PSA. Nós trabalhamos para os nossos clientes que já lá estão e fornecem as linhas de montagem. Têm um negócio grande, por causa do investimento francês, e tendo em conta o crescimento desse mercado, decidimos também posicionar-nos em Marrocos, com laminagem, corte e costura.

A nossa estratégia para o mercado automóvel é transformarmo-nos num fornecedor global, ou seja, estar presente nos três principais continentes: Europa, América e Ásia. Ainda que África não seja uma prioridade, Marrocos foi, por uma questão de proximidade. Estamos perto de Espanha, que é o segundo maior construtor europeu de automóveis. A perspetiva de nos tornarmos um fornecedor global obriga a piscar o olho a investimentos no México e na Ásia, nomeadamente na China. Esses são os dois que estão em avaliação.

Em relação aos EUA, acha impossível?

Faz sentido fornecer os EUA de outra localização, nomeadamente do México.

Mantêm o investimento em projetos de I&D?

Desde há alguns anos que estamos a aproveitar o melhor possível as oportunidades proporcionadas pelo QREN. A nossa estratégia é criar parcerias com centros de investigação – universidades, centros tecnológicos, etc. Temos a colaboração da Universidade do Minho, já tivemos também da Universidade do Porto. Estamos agora a começar com Aveiro e a preparar projetos nessa área. Temos em curso projetos com o Citeve, o CeNTI e outros. Estamos a avançar com iniciativas em co-promoção, com o Instituto Superior Técnico e parceiros industriais. Nos primeiros quatro anos desenvolvemos projetos no valor de quatro milhões de euros. Estamos a preparar mais duas candidaturas, uma com a participação da Universidade de Aveiro e outra com a participação também do CeNTI e do Citeve.

Que projetos são esses?

Ainda estão a ser preparados, mas com a Universidade de Aveiro será no desenvolvimento de um dispositivo médico, com o Citeve e o CeNTI, e são projetos a que temos dedicado alguma atenção nos últimos dois anos, que têm a ver com a reutilização de materiais que são tipicamente desperdícios. Estamos a apostar forte na economia circular, com valorização de resíduos.

Temos em curso três grandes projetos, para terminarem entre 2018 e 2020. O projeto de inovação em consórcio, para comboios, deverá terminar este ano. Depois, temos projetos mobilizadores com o Citeve, no âmbito do TexBoost, para terminar em 2020.

A estratégia de aquisições, que já foi aplicada por exemplo na Roménia e na República Checa, poder-se-á estender a outros países?

Em 2006 foi quando começou o processo de internacionalização da ERT, em parceria com um cliente, a Coindu. Nesse ano instalámo-nos na Roménia e, depois, em 2009, essa parceria de 50/50 estendeu-se a um grupo têxtil francês, acabando por se transformar numa parceria a três, com distribuição de capital assimétrica. Em 2012 é que foi feito um investimento na aquisição de uma insolvência na República Checa, que tinha processos complementares aos nossos e acrescentava mais-valias que não tínhamos. Abria-nos um leque de clientes diferente, concorremos e a nossa proposta ganhou. No caso de outros países, nomeadamente o México, estão a ser avaliadas novas iniciativas, mas será sempre uma joint-venture, com parceiros internacionais. No caso da China, o parceiro poderá ser local.

Como correu 2017?

No sector automóvel, a ERT em Portugal fechou o ano com um volume de negócios de 54 milhões de euros e cerca de 400 trabalhadores – cresceu muito nos últimos anos e deixou de ser PME. Na República Checa, a faturação foi de 23 milhões de euros e na Roménia de 17 milhões. Ou seja, um total de 94 milhões de euros, para um conjunto de cerca de 700 trabalhadores.

Em Portugal, ainda há uma pequena parte que não é automóvel. No total, registámos um volume de negócios de 110 milhões de euros e temos aproximadamente 1.000 trabalhadores.

Quais são as prioridades para o corrente ano?

A abertura oficial da unidade em Marrocos e o desenvolvimento do projeto na América e na Ásia. Em termos de instalações será o projeto de construção de uma nova unidade em Portugal, que vai ser aqui [S. João da Madeira], num investimento de 10 milhões de euros.

Isso implica novas contratações?

As pessoas crescem em função dos projetos. Estamos a trabalhar no sentido de consolidar o futuro através da eficiência. Começou-se a olhar mais a sério para aquilo que é a indústria 4.0. Neste momento, estando muito dispersas as unidades na zona industrial, temos problemas em termos de logística e eficiência. Ao concentrar uma grande parte dos projetos automóvel numa só unidade, construída de raiz, seremos mais eficientes. Deste modo, podemos crescer no negócio sem ter que crescer em pessoas.

Esteve no iTechStyle Summit’18 a falar de tendências para o sector automóvel. O que pode destacar-nos?

Há um processo de identificação sobre aquilo que está a acontecer com o automóvel em particular, e com a mobilidade em geral, que tem a ver com, por um lado, a mobilidade elétrica, com processos de descarbonização, e por outro lado, com os veículos autónomos. Dentro de poucos anos, estima-se um número muito grande de veículos autónomos que deverá estar nas estradas, ou então noutro tipo de vias. A partilha de veículos e a conetividade serão centrais naquilo que vai acontecer, e que é naturalmente a reconfiguração dos carros face a esse tipo de mobilidade, a autonomia, e que tipo de superfícies e de matérias é que vão ser utilizadas.

Há carros autónomos a ter acidentes na estrada. Isso pode travar a aplicação das novas tecnologias?

Por vezes ficamos assustados com o aparecimento de novas tecnologias. Será que no futuro não vamos fazer nada? Será que nos vão roubar os postos de trabalho? No futuro, os robôs, as máquinas de Inteligência Artificial, é que irão resolver problemas. O impacto da tecnologia tem coisas muito positivas, como a visão artificial, a indústria 4.0, as pessoas que vão deixar de fazer operações de manuseamento de componentes e ferramentas, em que têm que ter proteções específicas nos joelhos, cotovelos e zona lombar, para não ganharem problemas de hérnias. No futuro serão as máquinas a fazer isso.

A nova unidade da ERT já vai ter alguma das características da indústria 4.0?

Estamos no início, mas vamos aproveitar o facto de construir uma unidade para pensá-la de raiz. Começou a haver processos robotizados. Com a nova unidade serão feitos investimentos de raiz, com um controlo mais rigoroso de produção, tratamento de dados.

Queria ainda salientar que estamos a lançar, em parceria com a Simoldes, uma “call for innovation”, que é um concurso que faz a ligação àquilo que são as tendências nomeadamente do sector automóvel. Este processo está no https://inovautomovel.pt/ e o que estamos a fazer é premiar novas ideias, numa iniciativa direcionada a incubadoras nacionais, parques de ciência e tecnologia e universidades. Estamos à procura de novas soluções, conceitos e funcionalização de materiais.


Protocolo prevê criação de Centro Tecnológico da Indústria Automóvel na Guarda

A Câmara Municipal da Guarda, o Instituto Politécnico e quatro empresas do setor automóvel, assinaram hoje um protocolo que prevê a criação de um Centro Tecnológico para a Indústria Automóvel naquela cidade.

in Diário de Notícias / Lusa, 11-06-2018


Segundo o protocolo hoje celebrado, as entidades parceiras assumem o compromisso de “criação de sinergias necessárias para a construção de uma parceria estratégica, nos domínios da experimentação, investigação, inovação, formação e transferência de conhecimento e tecnologia nas áreas da indústria automóvel do concelho”.

A autarquia da Guarda contribui com o apoio financeiro, logístico e institucional às atividades que os restantes parceiros acordem desenvolver, nomeadamente a criação de um Centro Tecnológico para a Indústria Automóvel, que tenha por principal objetivo apoiar as empresas do setor “na sua modernização e adaptação de novas tecnologias nos seus produtos e processos de fabrico”.

O Instituto Politécnico da Guarda (IPG) compromete-se a desenvolver programas de formação especificamente orientados para as necessidades das empresas do ‘cluster’ automóvel da região e a disponibilizar os seus recursos técnicos e humanos “para o desenvolvimento de projetos de investigação e transferência de conhecimento para as empresas”.

Por fim, de acordo com o documento, as empresas do setor automóvel disponibilizam-se a colaborar com o IPG “na construção e planeamento dos programas formativos que em conjunto considerem relevantes”, a acolher estagiários e a colaborar e propor o desenvolvimento de projetos de investigação e desenvolvimento de interesse mútuo.

O protocolo é justificado por o fabrico de componentes para o setor automóvel ser o mais representativo do concelho da Guarda, onde estão instaladas quatro empresas: Coficab Portugal – Companhia de Fios e Cabos Lda., ACI – Automotive Compounding Industry, Lda., DURA Automotive Portuguesa – Indústria de Componentes para Automóveis, Lda. e SODECIA Powertrain Guarda, S.A.

O presidente da autarquia da Guarda, Álvaro Amaro, disse aos jornalistas que o futuro Centro Tecnológico para a Indústria Automóvel servirá para “dar formação, para potenciar a hipótese de os mais jovens terem emprego, para se dedicarem à investigação”.

O autarca referiu que o município, o IPG e as quatro empresas também já contribuíram para a criação de um curso técnico superior profissional (TeSP) de Indústria Automóvel, que vai funcionar, no ano letivo de 2018-2019, na Escola Superior de Tecnologia e Gestão local.

Para o presidente do IPG, Constantino Rei, o protocolo é “um ponto de partida” para a criação de um centro tecnológico que “possa colocar a Guarda no radar das instituições formativas com capacidade técnica” no setor automóvel.

Fernando Amaral, da empresa ACI, desejou que o acordo seja o primeiro passo “de outros que se seguirão”.

Já João Cardoso, da Coficab Portugal, admitiu tratar-se do “primeiro passo de algo que pode ser estruturante” para fixar os jovens.

O representante da DURA, Fernando Grilo, espera que a parceria permita resolver o problema da falta de “capital humano”.

Por fim, Gabriel Alves, da empresa SODECIA, destacou a importância da criação do TeSP de Indústria Automóvel, pois “serve o interesse das empresas” que necessitam de “pessoas qualificadas”.


Indtech 4.0 na PSA Mangualde

Há um novo mundo a acontecer na Indústria Automóvel, que alia avanços tecnológicos e processos digitais para conseguirmos fabricar um produto adaptado às exigências do mercado. A este fenómeno chamamos 4ª Revolução Industrial ou, simplificando, Indústria 4.0.

in Jornal do Centro, 08-06-2018


O período de transformação industrial e digital que vivemos, desafia as empresas a serem criativas e arranjarem soluções adaptadas à era 4.0.

Esta enorme mudança do séc. XXI é uma oportunidade para o setor automóvel obter mais inteligência e eficiência do seu processo produtivo e logístico. Aplicando os processos inovadores da Indústria 4.0, conseguimos alcançar uma maior interligação e colaboração ao longo da cadeia de valor, do projeto à operação, permitindo maior inovação, eficiência e customização em massa.

A Indústria 4.0 permite gerar um leque de novas parcerias e oportunidades de negócio, devido ao papel mais relevante das tecnologias de informação e comunicação.

Esta nova era 4.0 não é uma imposição, mas sim uma oportunidade de adaptar o nosso contexto às novas tecnologias, em que, por exemplo, nos pode auxiliar na resolução de problemas na linha de produção que, anteriormente, não tinham solução.

Na fábrica da PSA em Mangualde os conceitos e tecnologias da Indústria 4.0 já estão presentes no processo produtivo desde 2015. No entanto, o grande projeto de inovação – INDTECH 4.0 – Novas tecnologias para fabricação inteligente – está só agora a iniciar a fase de execução.

Este projeto envolve um investimento que ronda os 10 milhões de euros e junta a PSA Mangualde, cinco parceiros tecnológicos e três universidades, assente nos seguintes eixos: sistemas robóticos inteligentes (robôs colaborativos), sistemas avançados de inspeção e rastreabilidade (visão artificial), sistemas autónomos de movimentação, fábrica digital e fábrica do futuro.

Após dois anos de preparação e negociação com a AICEP, o contrato de investimento foi assinado no passado mês de maio por todos os parceiros, que oficializaram o lançamento da execução do INDTECH 4.0.

A PSA Mangualde está integrada no Comité Estratégico da iniciativa Indústria 4.0, que coloca Portugal e o projeto PT2020 na rota da Quarta Revolução Industrial. De salientar que o projeto INDTECH 4.0 faz parte das 10 medidas mais emblemáticas da estratégia do Governo para a Indústria 4.0, porque vai ajudar a posicionar a indústria automóvel portuguesa nesta nova era.

A concretização deste projeto vai permitir aumentar a flexibilidade e a competitividade da fábrica, colocando-a em condições de ainda mais alta performance industrial, o que é fundamental para o seu futuro.


€54 billion spent on R&D by EU auto sector per year, latest data show

According to the latest data, annual EU investment into R&D by the automobile and parts sector has risen by 7.4% to reach an all-time high of €53.8 billion.

in ACEA, 08-06-2018


This, and many other facts about the industry, were compiled by the European Automobile Manufacturers’ Association (ACEA) in its ‘Automobile Industry Pocket Guide’, published on the occasion of the association’s Annual General Meeting earlier this week.

This contribution makes the automobile and parts sector the EU’s number one investor in R&D – ahead of pharma and tech. It is responsible for 27% of the region’s total R&D spending.

Compared to other world regions, the EU auto sector by far leads the way in terms of R&D investment. Japan comes second in the global ranking with an investment of €29.8 billion per year, followed by the US with €18.5 billion. In fourth place comes China with €5.4 billion, or just one tenth of the EU’s annual spending.

In addition, over 8,700 automotive patents were granted by the European Patent Office last year.

“This level of investment into innovation shows how serious we are about further decarbonising and digitalising transport, thereby supporting the EU’s policy aims,” underlined ACEA Secretary General, Erik Jonnaert.

Other key figures contained in the new Pocket Guide include:

  • 13.3 million people – or 6.1% of the EU employed population – work directly and indirectly in the sector.
  • The 3.4 million jobs in automotive manufacturing represent over 11% of total EU manufacturing employment.
  • Motor vehicles account for some €413 billion in tax contributions in the EU15 alone – almost three times the total EU budget.
  • The automobile industry exported 5.9 million motor vehicles in 2017, generating a trade surplus of €90.3 billion for the EU.

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Notes for editors

  • The 2018-2019 edition of ACEA’s ‘Automobile Industry Pocket Guide’ can be found online here: https://afia.pt/wp-content/uploads/2018/06/ACEA_Pocket_Guide_2018-2019.pdf.
  • The data on R&D investment by industry and region come from the EU Industrial R&D Investment Scoreboard (European Commission, JRC/RTD).
  • ACEA represents the 15 major Europe-based car, van, truck and bus manufacturers: BMW Group, DAF Trucks, Daimler, Fiat Chrysler Automobiles, Ford of Europe, Honda Motor Europe, Hyundai Motor Europe, Iveco, Jaguar Land Rover, PSA Group, Renault Group, Toyota Motor Europe, Volkswagen Group, Volvo Cars, and Volvo Group.
  • More information can be found on www.acea.be or @ACEA_eu.
  • Contact: Cara McLaughlin, Communications Director, cm@acea.be, +32 2 738 73 45 or +32 485 88 66 47.

 


 

 

i4.0 | Financiamento para formação de empresas

Está a decorrer, até 28 de dezembro, o prazo para submissão de candidaturas a um concurso que permite financiar projetos de formação de empresas, que estejam associados a investimentos em inovação e transferência de tecnologia, visando a adoção de tecnologia no domínio da Indústria 4.0.

in IAPMEI, 18-05-2018


O Aviso n.º 22/SI/2017 – Projetos Autónomos de Formação, surge integrado no Eixo 3: Qualificação do programa Capacitar, que visa qualificar as pessoas e as organizações para responderem aos desa?os da 4.ª revolução industrial que é caracterizada pela introdução de sistemas ciberfísicos, inteligentes e interligados, nos processos de produção, na cadeia de valor, na relação com o cliente e no modelo de negócio.

Este sistema de incentivo visa financiar projetos de formação de empresas que estejam associados a investimentos em domínios como a inovação e transferência de tecnologia, a adoção de tecnologia no domínio da Indústria 4.0, a internacionalização ou a qualificação das empresas, de modo a potenciar o desenvolvimento de atividades produtivas mais intensivas em conhecimento e criatividade e com forte incorporação de valor acrescentado nacional.

Mais informação aqui.

 


 

 

Autoeuropa. Administração admite negociar horários

Operários da fábrica de Palmela entregam abaixo-assinado a exigir melhores condições para aceitarem trabalhar aos domingos

in Dinheiro Vivo, por Diogo Ferreira Nunes, 05-06-2018


 

A administração da Autoeuropa está disponível para negociar as compensações pagas aos trabalhadores pela laboração ao domingo. A abertura ao diálogo surge depois de os operários da fábrica de Palmela terem exigido, em abaixo-assinado, que a empresa do grupo VW volte a negociar com a comissão de trabalhadores as compensações pela imposição de novos horários de laboração contínua.

“Na Volkswagen Autoeuropa, mantemos e manteremos sempre o diálogo com a comissão de trabalhadores, tal como sempre fizemos”, garante fonte oficial da empresa ao DN/Dinheiro Vivo, depois dos plenários realizados ontem na fábrica de Palmela para discutir a imposição do novo modelo laboral depois das férias de agosto.

A comissão de trabalhadores, liderada por Fausto Dionísio, exige que a administração “crie as condições para voltar à mesa das negociações no sentido de se encontrar uma solução para os trabalhadores abrangidos pelos horários de laboração contínua”.

Os representantes dos 5700 operários da fábrica assinalam que a imposição de horários da empresa “está a provocar um clima de descontentamento” e que “a administração não pode ficar indiferente a esta demonstração de unidade dos trabalhadores e de exigência de uma nova solução que melhor satisfaça as suas reivindicações.

Os trabalhadores, segundo a proposta da administração, vão ter apenas mais uma folga por mês por trabalharem aos domingos. A folga extra semanal será atribuída a cada quatro semanas, segundo nota interna enviada no final de maio. No novo modelo laboral, os operários vão ganhar ao domingo o mesmo que nos dias úteis e vão receber 100% de um dia normal de trabalho por mês por cada dois turnos trabalhados ao fim de semana; serão ainda pagos 25% trimestralmente “de acordo com o cumprimento do volume de produção”.

A Autoeuropa vai funcionar com 19 turnos de laboração depois das férias de agosto: três turnos diários de segunda a sexta e dois turnos diários ao sábado e domingo. Já está acordado com a administração liderada por Miguel Sanches que os trabalhadores terão uma semana de trabalho de cinco dias, com duas folgas consecutivas. Estes dias de descanso serão gozados ao sábado e domingo de duas em duas semanas.

Até às férias existirão dois tipos de turnos: o turno da noite funciona de segunda a sexta-feira, com as folgas fixas ao sábado e domingo; o turno da manhã e da tarde, de segunda-feira a sábado, mas com uma folga fixa ao domingo e uma folga rotativa. Em cada dois meses garantem-se quatro fins de semana completos e mais um período de dois dias consecutivos de folga. Este horário funciona desde 29 de janeiro e também foi imposto pela gestão.

A comissão de trabalhadores vai discutir hoje a situação da Autoeuropa com os sindicatos representados na empresa.


 

O que vai mudar na lei laboral? As 10 principais medidas do acordo

O Governo começou por defender a restrição dos contratos a prazo, mas acabou por assumir mexidas no período de experiência ou o alargamento dos contratos de muito curta duração. O banco de horas individual não acaba de repente e a nova taxa sobre a rotatividade admite excepções.

in Jornal de Negócios, por Catarina Almeida Pereira, 31-05-2018


Vieira da Silva começou por defender uma série de medidas para reduzir a duração dos contratos a prazo, mas acabou a ser elogiado pelos patrões. Conheça as principais medidas que constam do acordo fechado esta quarta-feira com a UGT e com as quatro associações patronais.

 

1. Alargar contratos de muito curta duração

O Governo quer alargar os chamados “contratos de muito curta duração”, que não estão sujeitos a forma escrita, em dois sentidos: por um lado, aumentando a duração de 15 para 35 dias (num máximo de 70 dias por ano com o mesmo empregador) e por outro permitindo que outros sectores, além da agricultura e do turismo, possam recorrer a esta forma de contratação, como pedia a CCP. “Alargar de 15 para 35 dias a duração máxima dos contratos de muito curta duração, em situação de acréscimo excepcional e substancial da actividade da empresa cujo ciclo anual apresente irregularidades decorrentes do respectivo mercado ou de natureza estrutural que não seja passível de assegurar pela sua estrutura permanente”. “Nomeadamente”, em actividade sazonal do sector agrícola ou de turismo, “preservando a duração máxima anual de 70 dias de trabalho com o mesmo empregador”.

2. Criar nova taxa mas admitir excepções

O Governo já tinha anunciado que queria criar uma taxa de até 2% a aplicar às empresas que mais recorram à contratação a termo face à média do seu sector. A ideia é que a média seja apurada no final deste ano, que o comportamento seja avaliado no próximo e que a taxa seja cobrada em 2020. Contudo, admitem-se agora excepções, que a agricultura quer aproveitar. Não serão considerados os contratos para substituição de trabalhadores ou aqueles que forem celebrados a termo por imposição legal ou “em virtude dos condicionalismos inerentes ao tipo de trabalho ou à situação do trabalhador”.

3. Limitar a contratação a termo e temporária

Tal como já tinha sido anunciado, as alterações prevêem a redução da duração máxima dos contratos a termo certo de três para dois anos, a limitação das renovações (que não poderão exceder a primeira duração do contrato), o corte da duração máxima dos contratos a termo incerto (de seis para quatro anos) ou a imposição de um limite de seis renovações ao trabalho temporário. Contudo, para este último limite não contarão os contratos feitos para “substituição directa ou indirecta de trabalhador ausente ou que, por qualquer motivo, se encontre temporariamente impedido de trabalhar”. Se o limite for violado, o trabalhador pode ser integrado no quadro da empresa utilizadora.

4. Restringir as justificações para a contratação a termo

Só as empresas com menos de 250 trabalhadores (em vez de 750) vão poder contratar a termo, sem mais justificação, quando lançam nova actividade ou abrem novo estabelecimento. Por outro lado, a contratação de jovens à procura de primeiro emprego ou de desempregados de longa duração (salvo quando procurem emprego há mais de dois anos) também passará a ter de ser justificada.

5. Alargar o período de experiência de jovens e desempregados

Em contrapartida, se os jovens à procura de primeiro emprego e os desempregados de longa duração forem contratados para o quadro, o período de experiência será de 180 dias (em vez de se aplicar a regra geral de 90 dias). Mas os estágios vão passar a ser descontados a todos os períodos de experiência, precisou o Governo.

6. Flexibilizar o contrato intermitente

O Governo também flexibiliza o contrato de trabalho intermitente, que permite que o período anual de trabalho tenha momentos de actividade e outros de inactividade. O acordo que ficou fechado esta quarta-feira em concertação social reduz o período mínimo de prestação de trabalho para cinco meses (em vez de seis) com um mínimo de três meses consecutivos (em vez de quatro). Além disso, caso o trabalhador exerça outra actividade o montante que recebe pode ser deduzido à compensação prevista.

7. Atrasar o fim do banco de horas individual

Estava previsto que o banco de horas individual desaparecesse. Mas, para atenuar os efeitos de uma das medidas mais contestadas pelos empregadores, e em especial pela grande distribuição, o Governo estabeleceu que os bancos de horas que já foram introduzidos por negociação individual poderão manter-se até um ano após a entrada em vigor da nova lei, que só deverá ser aprovada mais para o final do ano.

8. Facilitar o banco de horas grupal

Além disso, o Governo flexibiliza o banco de horas grupal, ou seja, aquele que pode ser decidido por uma maioria de trabalhadores de uma equipa, grupo ou secção, e imposto aos restantes trabalhadores, ainda que estes últimos não concordem. A ideia é poder aumentar o período normal de trabalho até duas horas diárias, com o limite de 50 horas semanais e de 150 horas por ano, caso isso seja aprovado “por voto secreto” por pelo menos 65% dos trabalhadores (em vez dos 75%). Este banco de horas pode vigorar por quatro anos.

9. Criar novos direitos na contratação colectiva

Quanto ao trabalho suplementar, os contratos colectivos só poderão estabelecer regras mais favoráveis do que a lei. O Governo mantém a caducidade, mas explica agora que o processo que a isso leva deve ser fundamentado. Um novo tribunal arbitral poderá ainda prolongar a vigência dos contratos por quatro meses. Quando as convenções caducarem, o trabalhador mantém os direitos da parentalidade e de segurança e saúde no trabalho.

10. Apoiar a conversão de contratos
O Governo promete reforçar os apoios que existem para a conversão de contratos a termo em contratos sem termo. Jovens e desempregados de longa duração terão programas especiais.

PSA marcará un nuevo hito en Vigo al fabricar un vehículo cada 47 segundos a partir de junio

Activa un cuarto turno que crea 1.300 empleos en todo el sector

in La Voz de Galicia, por M. SÍO DOPESO, 31-05-2018 


Un vehículo cada 47 segundos día y noche, sábados y domingos incluidos. Ese es el ritmo de producción de coches que saldrán de la planta de PSA Vigo a partir del 9 de junio. Esta fecha marca un nuevo hito en la automoción gallega, porque supone el arranque del cuarto turno de trabajo en la factoría gallega y en toda la cadena de proveedores que trabajan en síncrono con la cadena de montaje.

El plan actual prevé un volumen de producción de 1.800 vehículos por hora. Así, las 23 horas de cada día de actividad (la planta necesita una hora de puesta a punto) ininterrumpida equivalen a una media de un coche fabricado cada 59 segundos. A partir de la segunda semana de junio, a las jornadas de mañana, tarde y noche se sumará el cuarto turno, que abarca el fin de semana completo, y aumentará la producción al ritmo de una unidad cada 47 segundos.

Es una medida obligada por las necesidades de producción del triple lanzamiento (los nuevos comerciales de Peugeot, Citroën y Opel), que empezarán a llegar al gran mercado a finales del verano; y cuyos primeros ejemplares ya pueden verse recorriendo las circunvalaciones de Vigo, en donde están siendo testados por los ingenieros del centro.

Activar este cuarto turno requiere nueva mano de obra en la planta y en los proveedores. PSA ha dado la cifra de 900 nuevas incorporaciones, y para la industria de componentes cifra en unos 400 los nuevos contratos necesarios. En total, 1.300 puestos.

Contratación flexible

Fuentes sindicales de PSA afirman que ya se han incorporado medio millar de nuevos empleados. Porque, aunque sobre el papel el cuarto turno no empezará hasta junio, en la práctica ya puede decirse que está medio en marcha, dado que la dirección comunicó al comité que al menos los meses de abril y mayo se trabajará todos los sábados de noche y los domingos por la mañana.

Es precisamente en el turno de noche en el que están recibiendo formación los recién llegados, todos ellos con contrato temporal y con salarios que oscilan entre los 943 y los 1.128 euros brutos al mes, dependiendo de si la jornada que se les asigna es de 20 o de 24 horas semanales (10 o 12 el sábado y otras tantas el domingo).

Frédérich Puech, director de PSA Vigo, avanzó ayer que la factoría se encamina a cerrar el 2018 con un récord de fabricación. La cifra incluso podría llegar a las 500.000 unidades (430.000 el año pasado). «El lanzamiento de nuevos modelos supone un cambio importante tanto para la fábrica como para los proveedores», dijo Puech, quien anunció el inminente arranque de la producción en cadena de las furgonetas.