14 anos depois, Autoeuropa volta a ser maior exportadora

A Autoeuropa foi a maior exportadora em 2019, título que escapava à fábrica de Palmela desde 2005. A petrolífera Petrogal, que liderava o ranking há 10 anos, passou para segundo lugar. No total, as 10 maiores exportadoras foram responsáveis por 22% das exportações.

in Negócios, por Tiago Varzim, 13-02-2020


Em ano de produção recorde, a Autoeuropa aumentou as exportações de carros e chegou ao primeiro lugar do ranking das empresas que mais exportam em Portugal. A última vez que a fábrica de Palmela foi a maior exportadora foi em 2005.

A Autoeuropa destrona assim a Petrogal (universo da Galp) que foi durante 10 anos consecutivos, entre 2008 e 2018, a empresa portuguesa que mais exportou – neste caso, produtos petrolíferos refinados.

Esta é uma das conclusões que se pode retirar dos dados fornecidos pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) a pedido do Negócios. Estes dados de exportações referem-se apenas a bens, sem incluir serviços, são preliminares e ainda podem ser revistos.

Não é possível saber os valores nem os pesos concretos de cada uma das empresas, mas as próprias revelam alguns dos números. Desde logo, 2019 foi um ano de produção recorde da Autoeuropa com 256,9 mil unidades produzidas, das quais 255,3 mil foram exportadas. Além disso, a fábrica exportou 24 milhões de peças, o valor mais elevado de sempre.

Já a Petrogal, que detém as refinarias de Sines e de Matosinhos, registou uma queda das exportações de produtos petrolíferos até setembro – ainda não há dados anuais – por causa da menor disponibilidade de produtos.

A completar o pódio está a Navigator que mantém a posição apesar de 2019 ter sido um ano “adverso”. A papeleira registou uma “forte queda dos preços de pasta e redução da procura de pasta e de papel”, o que foi compensado pelo aumento dos volumes de venda de pasta e de “tissue”, segundo as contas de 2019. A empresa exporta 96% da produção, num valor da ordem dos 1.620 milhões de euros.

Exportações do setor automóvel dominam ranking

O preço dos bens que uma empresa produz e exporta leva o setor automóvel a dominar o ranking das maiores exportadoras em Portugal. No total, são sete empresas deste setor que estão no top 10.

Além da Autoeuropa, também a fábrica de Mangualde do grupo PSA, em sétimo lugar no top, registou uma produção recorde no ano passado de 77,6 mil veículos, sendo que 91,2% foi para exportação.

O ranking das maiores exportadoras tem, além das fabricantes de automóveis, empresas que também integram o setor: a Bosch Car Multimedia (4.º lugar), que desenvolve sensores e multimédia automóvel, a Continental Mabor (5.º lugar), que fabrica pneus, a Faurécia (6.º lugar) que produz sistemas de escape, a Visteon (8.º lugar) que faz aparelhos de rádio e televisão e a ex-Delphi, a Aptiv (10.º lugar).

A exceção, além da Petrogal e da Navigator, é a Repsol Polímeros, com fábrica em Sines, que produz matérias-primas que são utilizadas em várias valências, nomeadamente fibras. A empresa exporta cerca de 500 milhões de euros por ano.

Todas estas 10 empresas têm uma coisa em comum: o mercado interno tem um peso muito reduzido no destino da sua produção, focando a esmagadora maioria das vendas no mercado externo.

Face ao bolo das exportações de bens, as grandes exportadoras representaram 22% das vendas ao exterior em 2019, mais do que os 21,3% de 2018. Isto significa que estas 10 empresas – que representam 0,02% do universo de mais de 54 mil exportadoras – exportaram 13,2 mil milhões de euros. No total, Portugal exportou 59,9 mil milhões de euros.

 

Škoda Auto sees production record at its Czech plants in 2019

In 2019, Škoda Auto built more than 900,000 vehicles at its Czech plants in Mladá Boleslav and Kvasiny for the first time in its history. Having built a total of 910,000 vehicles, the Czech carmaker achieved a production increase of 2.25% compared to the previous year (2018: 890,000).

in Automotive Purchasing and Supply Chain, 24-01-2020


The Škoda Octavia, the brand’s bestseller, single-handedly accounted for 260,000 of the units that rolled off the assembly line. In 2020, just in time for the manufacturer’s 125th anniversary, Škoda is entering into a new era: serial production of the first Škoda to be based on Volkswagen Group’s MEB modular electric car platform is set to begin at the Mladá Boleslav plant. By 2025, Škoda Auto will have invested a total of €2 billion ($2.2 billion) in the development of alternative drive technologies and new mobility services.

In 2019, Škoda Auto produced a total of around 590,000 vehicles at its main plant in Mladá Boleslav. A whopping 260,000 units of the Octavia alone were made there; production of the bestseller’s fourth generation started at the end of October. In addition, models from the Fabia, Scala, Kamiq and Karoq ranges rolled off the assembly lines at the company’s headquarters.

On top of that, the Czech car manufacturer also built 570,000 engines and 570,000 MQ 200 and MQ 100 gearboxes as well as 4,000 batteries and more than 2,312,000 axles in Mladá Boleslav. Up to 168,000 bodies can be given their coat each year in the new paint shop, which opened in August 2019, taking the overall painting capacity at the brand’s headquarters to 812,000 units per year. Škoda Auto invested €219.6 million ($241.56 million) in the new building and created more than 650 new jobs. The facility is one of the most cutting-edge and eco-friendliest of its kind in Europe.

Over the past few years, the Kvasiny plant has undergone the most extensive modernisation and expansion in its history spanning more than 85 years. Škoda currently produces the Kodiaq large SUV, the Karoq compact SUV and its flagship – the Superb – at the site, including the Superb iV model variant featuring plug-in hybrid drive. The first electrified production model in the company’s history is built on the same line as the Superbs that are driven solely by a combustion engine. The carmaker invested a total of around €12 million ($13.2 million) in the necessary alterations to the manufacturing processes. Production of the SUPERB iV started in September 2019.

Vrchlabí is Škoda’s third location in the Czech Republic. The plant opened in 1864 and celebrated its 155th anniversary last year; it has been part of Škoda Auto since 1946. Initially, the manufacturer produced cars at the site, but in 2012 – as part of a profound transformation – Vrchlabí was converted from a vehicle factory into a state-of-the-art component facility. The approximately 1,000 members of staff based there built a total of around 556,000 DQ 200 automatic direct shift transmissions in 2019, which are used in Škoda models as well as in vehicles from other Volkswagen Group brands.

Škoda is active in over 100 markets around the globe, with China being the car manufacturer’s largest single market. In its home country, the Czech Republic, Škoda Auto is one of the largest employers and its products account for about 9% of the nation’s total exports. The company has been investing in the development of infrastructure in the regions surrounding its production sites and supporting projects to sustainably improve the quality of life there for many years now.

To this end, Škoda Auto works closely with partners from politics, administration and civil society. For Mladá Boleslav, the manufacturer set up an endowment fund in 2018 and provided it with a starting capital of €30 million ($33 million). The money from the fund was used, for example, to provide the local hospital with new equipment and for the popular Rekola bike-sharing service.

 

Autoeuropa atinge três milhões de carros este ano

A fábrica de Palmela do grupo Volkswagen deverá atingir o marco histórico ainda na primeira metade do ano.

in Negócios, por Pedro Curvelo, 16-01-2020


Após dois anos consecutivos com recordes de produção, a Autoeuropa terá um marco histórico a assinalar este ano: o automóvel número três milhões a sair da fábrica de Palmela.

Até final do ano passado, a unidade de produção do grupo Volkswagen contabilizava 2.917.240 veículos montados. Ou seja, o “número mágico” está a uma distância de 82.760 veículos. Com base na produção média da Autoeuropa, a fasquia dos três milhões deverá ser alcançada em abril. Desde 1995, ano em que a fábrica começou a laborar, a Autoeuropa foi responsável por mais de metade dos quase 5,4 milhões de veículos produzidos em Portugal. E só no ano passado, a fábrica de Palmela representou 74,3% das 345.688 viaturas que saíram de linhas de produção em Portugal.

A Autoeuropa, aliás, é a quinta maior fábrica de veículos de passageiros da marca Volkswagen em todo o mundo, excluindo a China, em termos de volume de produção com mais de 256 mil unidades no ano passado.

E, excluindo 2018 e 2019, o volume da Autoeuropa no ano passado superou a produção automóvel total nacional em todos os anos desde 1998.

Um “gigante” exportador

Em 2018, último ano para o qual existem dados, a Autoeuropa foi responsável por 5% das exportações de bens de Portugal e representou 1,6% do produto interno bruto (PIB). O volume de negócios da fábrica de Palmela cifrou-se nesse ano em 3.247 milhões de euros, um aumento de 68,6% face ao registado em 2017.

As exportações no ano passado ascenderam a 255.354 veículos, um novo máximo histórico e uma subida de 16,5% face a 2018. Os mercados externos são o destino de 99,4% da produção da fábrica.

O início da produção do SUV compacto T-Roc foi o “motor” da aceleração da Autoeuropa nos últimos anos. Sendo que a produção acumulada nos dois últimos anos totaliza 477.800 unidades, quase tanto como os 490.995 veículos que saíram da fábrica entre 2013 e 2017.

O T-Roc levou a Autoeuropa a aumentar o número de turnos semanais de 17 para 19 a partir da segunda metade de 2018, o que permitiu o crescimento acentuado da produção.

Aliás, a fábrica demorou nove anos a atingir um milhão de veículos produzidos, o que ocorreu em 2003. Para alcançar os dois milhões de unidades foi necessária mais uma década. Agora, serão apenas precisos sete anos para que a barreira dos três milhões seja superada.

 

 

Há um recorde histórico em Portugal na indústria automóvel

Portugal colocou no mercado automóvel mundial 346.688 veículos produzidos em 2019, mais 17,4% que no ano anterior. A maioria esmagadora saiu da Autoeuropa

in Expresso, por Vitor Andrade, 14-01-2020


A indústria automóvel em Portugal fechou o ano de 2019 com um recorde histórico, tendo atingido as 346.688 unidades produzidas, mais 17,4% que no ano anterior.

O número foi divulgado esta terça-feira pela Associação Automóvel de Portugal (ACAP), que chama ainda a atenção para o facto de no ano passado terem sido vendido 267.828 veículos automóveis, alguns dos quais produzidos em Portugal, pelo que a produção atingida neste ano superou as vendas em 77.860 unidades.

Só da Autoeuropa, em Palmela, este ano deverão ter saído cerca de 240 mil carros, 70% dos quais do novo modelo da Volkswagen T-Roc. Os restantes 30% dizem respeito aos modelos Sharan e Alhambra do monovolume, cuja produção se iniciou em 1995. Os números finais da construtora ainda não foram divulgados.

A informação estatística relativa ao ano de 2019 confirma, segundo a ACAP, a importância que as exportações representam para o sector automóvel “já que 97,3% dos veículos fabricados em Portugal têm como destino o mercado externo, o que, sublinhe-se, contribui de forma significativa para a balança comercial portuguesa”.

A ACAP nota ainda que a Europa continua a ser o mercado líder nas exportações dos veículos fabricados em território nacional – com 92,7% – com a Alemanha (23,3%), França (15,5%), Itália (13,3%), Espanha (11,1%) e Reino Unido (8,7%) no topo do ranking.

 

 

Produção da PSA Mangualde atinge máximos

No ano em que começaram a ser produzidos, pela primeira vez em Mangualde, os modelos da Opel Combo, a fábrica de automóveis repetiu novo aumento de viaturas. Segundo a administração da PSA, a produção atingiu em 2019 um total de 77 607 unidades produzidas, “um aumento de 23 por cento em relação a 2018” ano em que foram feitos mais de 63 mil veículos. “São já quatro anos consecutivos de crescimento”, refere a empresa.

in Jornal de Centro, 10-01-2020 


O valor de produção conseguido no ano passado permite à empresa atingir o maior volume anual da sua história, ao ultrapassar a marca de 64 mil carros produzidos no ano de 2007.

Na fábrica de Mangualde estão a ser produzidos para além da nova geração de veículos comerciais ligeiros e de passageiros das marcas Peugeot e Citroën, desde o passado mês de outubro também viaturas para a Opel, nomeadamente a Opel Combo Life e Combo Van. A produção do modelo Combo é partilhada com a fábrica de Vigo, em Espanha. No total dos modelos, refere a fábrica, saem diariamente das linhas de produção, 330 veículos. Em relação às expetativas para o ano de 2020, a Peugeot Citroën de Mangualde lembra que a “indústria automóvel vive um momento de mudança, por isso o cenário para 2020 ainda é muito incerto”.


Greve dos trabalhadores chega ao fim

Com o final do ano terminou a greve dos trabalhadores da PSA Mangualde ao trabalho extraordinário. O protesto, aos turnos dos sábados, tinha iniciado em junho de 2019 contra a bolsa de horas implementada na empresa há vários anos. O sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Atividades do Ambiente do Centro Norte tem agora expetativa de dialogar com a administração.

O sindicalista Telmo Reis, também trabalhador na PSA Mangualde, contou ao Jornal do Centro que o objetivo passa por “tentar chegar a um diálogo com a administração” e ver o que estão abertos a fazer no sentido de “melhorar ou acabar com a bolsa de horas“ em vigor até ao último trimestre de 2020.

Durante os vários meses de protesto e perante as queixas do sindicato à Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) foram, segundo o sindicato, levantados dois autos à fábrica de automóveis. “Um por violação do descanso das jornadas de trabalho e outro pelo não pagamento dos proporcionais do prémio de assiduidade aos trabalhadores grevistas que cumpriram sempre com as 40 horas semanais de trabalho”.

 

PSA: Em 55 anos de história, fábrica de Mangualde nunca produziu tantos automóveis como em 2019

A unidade nacional do grupo francês PSA atingiu um máximo de produção no ano passado, com os novos modelos, incluindo o regresso da produção da Opel em Portugal, 13 anos depois do encerramento da fábrica da Azambuja.

in Jornal Económico, por André Cabrita-Mendes, 08-01-2020


No ano passado, a fábrica da PSA produziu um total de 77.607 unidades, mais 23% face a 2018 quando foram produzidos 63.073 unidades, segundo a fabricante automóvel.

“Este valor de produção permitiu à empresa atingir o maior volume anual da sua história, ao ultrapassar a marca de 64.000 carros produzidos no ano de 2007”, revelou fonte oficial do grupo PSA ao Jornal Económico.

Analisando por modelos, a maioria da produção foi da marca Citroën Berlingo/Berlingo Van (52,6%), seguido dos Peugeot Rifter/Partner (45,3%) e dos Opel Combo Life/Combo Van (2,1%).

Os novos modelos da Citröen e da Peugeot começaram a ser produzidos nesta fábrica – que emprega mil trabalhadores repartidos por três turnos – em 2018, enquanto a produção em série dos modelos da Opel arrancaram em outubro de 2019.

Em julho de 2019, o diretor-geral da PSA em Mangualde anunciou que o grupo pretende investir até 25 milhões nesta unidade para produzir um novo automóvel a partir de 2023.

“Estamos a tentar adaptar o produto atual, o carro que temos, às normativas do CO2. Haverá uma versão que irá emitir menos CO2 e estamos a tentar convencer a direção-geral e, trabalhando já com o Governo português e com os trabalhadores da fábrica para, entre todos, conseguirmos ter um projeto a médio prazo e num contexto automóvel , que não é nada simples neste momento, há muitas dificuldades ligadas às emissões, para que tenha um futuro também para Mangualde”, disse José Maria Castro à Lusa em meados do ano passado.

Recorde-se que a Opel integrou o grupo PSA, presidida pelo português Carlos Tavares, em 2017. A marca alemã pertencia anteriormente à norte-americana General Motors.

A produção dos modelos da Opel em Mangualde representou o regresso da marca alemã a um chão de fábrica em Portugal, 13 anos depois da fábrica da Azambuja ter fechado as portas ao fim de 42 anos em produção.

Nesta unidade do distrito de Lisboa era então produzido, precisamente, o Opel Combo, que passou a ser fabricado em Saragoça, Espanha. O encerramento desta unidade deixou no desemprego mais de 1.100 trabalhadores.

A fábrica de Mangualde produz automóveis desde 1964, com o fabrico do mítico Citroen 2CV (Dois Cavalos). Desde o arranque da produção da primeira geração de Peugeot Partner e Citroën Berlingo em 1998 que esta unidade da PSA já produziu quase 900 mil unidades, mais de metade da produção total registada desde 1964, num valor próximo dos 1,5 milhões de veículos.

 

 

La producción de coches en España crecerá un 1% en 2019 y superará los tres millones en 2020

La patronal de los fabricantes de vehículos Anfac prevé que 2019 finalice con cifras similares a 2018, gracias a la recuperación de los mercados europeos.

in La Tribuna de Automoción, por Ignacio Anasagasti, Pablo M. Ballesteros, 20-12-2019


La producción de vehículos en España finalizará 2019 con un crecimiento interanual de alrededor de un 1%hasta las 2.891.036 unidades, según los cálculos realizados por La Tribuna de Automoción a partir de datos recopilados de fuentes del sector en cada una de las 13 factorías de montaje . Este desenlace, que supondría frenar una tendencia de dos descensos consecutivos (-1,5% en 2017 y -1% en 2018), contrastaría con las estimaciones de Anfac del mes de julio, que, con estadísticas cerradas del primer semestre (la fabricación caía un 5,64%), apuntaba que se podría registrar un descenso de entre un 5% y un 6%.

Este periódico informó en su edición en papel de agosto que el retroceso de la industria hasta junio se tornaría en incremento a final de año, concretamente de entre un 1,4% y un 3%. Una vez publicados los volúmenes de las plantas a mes de noviembre, que se situaron en las 2.644.933 unidades (-1,1%), la asociación de fabricantes ha declarado que el presente ejercicio acabará con «una cifra similar al cierre de 2018» (2.819.565), gracias a «la progresiva recuperación de los mercados europeos».

El ligero aumento que se experimentará en 2019 será posible a pesar el impacto que sufrió la factoría de Seat Martorell a causa del incendio de Faurecia Abrera, su proveedor de salpicaderos, que le restó de su programa anual unos 7.400 coches —se recuperaron 6.700 turismos fijando como laborales los 18, 19 y 20 de diciembre). No obstante, el centro de la marca española podría conseguir superar la barrera de las 500.000 unidades, el mejor datos desde el año 2000, cuando se ensamblaron 516.146.

El auge de la fabricación será posible por la mejora de los resultados respecto a 2018 de PSA Figueruelas, VW Navarra, Renault Palencia, Seat Martorell, que neutralizaron los descensos de PSA MadridNissan Barcelona y Ávila —dejó de montar camiones el 8 de agosto— y Ford Almussafes. Mientras que Iveco Madrid y Valladolid, Mercedes Vitoria, PSA Vigo y Renault Valladolid finalizarán con guarismos muy similares a los del curso pasado, con exiguas alzas o retrocesos según cada caso.

Más de 3 millones en 2020

A pesar de la inestabilidad y la incertidumbre de los mercados internacionales, las fábricas españolas vivirán un buen año en 2020, cuando se podría superar la barrera mágica de los tres millones de coches ensamblados, un hito histórico que fue perseguido por Anfac en su último plan estratégico denominado 3 millones, presentado en noviembre de 2012. En dicho documento se fijó como objetivo para 2017 llegar a ese volumen. Una vez que a finales de se ejercicio quedó patente la imposibilidad de hacerlo realidad, la patronal, por boca de su vicepresidente ejecutivo, Mario Armero, lo aplazó a 2018, ejercicio en el que tampoco se cumplió.

De acuerdo con las estimaciones recogidas por La Tribuna de Automoción a partir de fuentes sectoriales, se podrían contabilizar cerca de 3.042.683 vehículos —con una planta menos, la de Nissan Ávila, aunque su contribución era limitada en unidades—, lo que representaría un crecimiento superior al 5%. Detrás de este saldo, estaría la mejora de PSA Figueruelas, Vigo y Madrid, Mercedes Vitoria, Seat Martorell y Renault Valladolid. Del lado de las caídas estarían VW Navarra, Renault Palencia, Nissan Barcelona; mientras que acabarían en cifras similares Ford Almussafes e Iveco Madrid y Valladolid.

 

La producción anual de PSA Vigo crece y supera los 400.000 coches

La fábrica prevé adelantar la puesta en marcha de un nuevo turno debido a la gran demanda del todocamino 2008

in Atlántico, por Andrea Estévez, 21-12-2019


PSA Vigo recupera la senda del crecimiento tanto en producción como en empleo. La fábrica automovilística acaba 2019 con un volumen de producción ligeramente superior a los 400.000 vehículos tras la caída del 8% experimentada el año pasado, que le dejó en 398.400 coches. Las cifras también mejoraron en materia de empleo, al superar la barrera de los 6.000 puestos de trabajo, el nivel más alto de los últimos seis años.

La planta de Balaídos disparó la actividad en el último trimestre con el inicio de la producción en serie del todocamino Peugeot 2008 que ha superado con creces todas las previsiones debido a la fuerte demanda que está teniendo en el mercado. La empresa comunicaba esta misma semana al comité que la implantación del cuarto turno en la línea de ensamblaje de este modelo se podría adelantar al mes de marzo para dar salida a los volúmenes previstos para 2020. Y es que el SUV representará el 45% de la producción total de la factoría.

Otro coche que acaba de estrenar PSA Vigo es la furgoneta para Toyota y los dos modelos han supuesto la creación de nuevos turnos y la  generación de empleo, que continuará en enero.

Más del 80% de los vehículos fabricados en Balaídos se exportaron al extranjero entre las furgonetas Berlingo, Rifter y Opel Combo (más la nueva Toyota Proace City), el Peugeot 2008, los sedanes C-Elysée y 301 y el monovolumen C4 Picasso en sus versiones de cinco y siete plazas.

La fábrica retomará la actividad el próximo 2 de enero, tras el parón navideño, y afronta un 2020 de récord de producción ya que espera producir 550.000 coches, un nivel histórico para la planta que superaría el alcanzado en 2007 con 547.000 vehículos, aunque lo hará con la mitad de trabajadores (6.000 hoy frente a los más de 10.000 que tenía por aquel entonces).

Para el próximo ejercicio, la empresa tendrá que afrontar un nuevo reto con la negociación del convenio colectivo que arrancará el 10 de enero con propuestas de aumentos salariales y mejoras laborales que serán planteadas por los sindicatos.

Al igual que PSA Vigo, la mayoría de las plantas automovilísticas instaladas en España finalizan estos días la producción anual y la de Seat Martorell lo hará con un volumen superior a la viguesa con 498.000 coches frente a los 506.000 que tenía previstos pero que se redujeron al verse afectado el centro por las revueltas catalanas y por paros de proveedores.

 

Indústria automóvel alemã no nível mais baixo dos últimos 22 anos

Há 22 anos que a produção automóvel na Alemanha não era tão baixa.

in CCILA, 18-12-2019


Há 22 anos que a produção automóvel na Alemanha não era tão baixa. De acordo com um estudo do CAR-Institut da Universidade de Duisburg-Essen, em 2019 foram produzidos 4,67 milhões de automóveis no país, o que representa 5,9 porcento de toda a produção mundial, o equivalente a um em cada 17 veículos. Em 1997, a produção automóvel da Alemanha correspondia ainda a 11,8 porcento do total mundial. Ferdinand Dudenhöffer, autor do estudo, justifica esta quebra com a recessão mundial que afeta a indústria automóvel na sequência dos conflitos comerciais iniciados pelo presidente americano Donald Trump. Assim, a produção mundial terá sofrido uma redução de cinco porcento (menos 4,1 milhões de novos veículos) para um total de 78,8 milhões. Segundo Dudenhöffer, ”a redução da produção automóvel na Alemanha contribui para a perda de importância do país neste contexto. A fábrica da Tesla, planeada para a região de Brandenburg ajuda a atenuar este efeito, mas não o consegue reverter totalmente”. Para 2020, este especialista conta com uma nova quebra na produção automóvel da Alemanha, para 4,5 milhões de automóveis. Apenas em 2021 será de esperar um ligeiro aumento dos números de produção. Na opinião de Dudenhöffer, “a Alemanha perde importância a nível mundial no setor automóvel, ao contrário do que acontece com os construtores alemães”. Entre as soluções apontadas, Dudenhöffer defende uma maior aproximação à China, que é já o principal mercado para os construtores automóveis alemães. O país é já a principal localização da produção automóvel. “A China é o centro do mundo automóvel e as antigas nações dos automóveis como a Alemanha perdem significado”.

Fonte: dpa