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CELOPLÁS: “Seria impossível continuar neste nível sem investir de forma permanente em I&D”

Na Celoplás, PME Inovação em 2014, os clientes são os principais parceiros na inovação. São os seus desafios e exigências que obrigam a empresa de Barcelos a manter-se na linha da frente, assegura João Cortez, diretor-geral da empresa.

in Dinheiro Vivo, 25-11-2022


O que representa na Celoplás crescer pela inovação? Qual o primeiro passo, o que significa aqui?

A Celoplás está num mercado altamente técnico e competitivo e trabalhamos afincadamente sermos considerados players globais como os nossos clientes são globais. Não seria possível continuarmos com este nível sem que investíssemos, de forma permanente, parte dos nossos recursos em I&D. Na nossa estratégia o cliente é o nosso principal parceiro, em segundo lugar estão os fornecedores e em terceiro as instituições de I&D. Temos clientes que, do ponto de vista do volume de negócios não são atrativos mas que mantemos porque os desafios que nos lançam, ao nível dos novos materiais e dos novos componentes, obrigam-nos a refletir e a redirecionar a nossa estratégia para o futuro.

A aposta na inovação tem tido retorno?

No nosso modelo de gestão criámos, além dos 24 indicadores de gestão, dos 11 indicadores estratégicos e sete indicadores ambientais, cinco indicadores de inovação. Medimos as ideias com potencial de inovação, medimos qual a eficiência e eficácia da inovação, o impacto da inovação e medimos o conhecimento. O ROI (return of innovation) é medido de uma forma muito simples: em média 10% dos nossos projetos atingem o seu fase out todos os anos. Para continuarmos a crescer temos de encontrar entre 10 a 15% de novos negócios, de montante equivalente, para podermos crescer de forma orgânica, 5 a 10% ano.

Qual a mais-valia de se terem juntado à Cotec?

No nosso processo de inovação fazemos inovação disruptiva e incremental. Neste momento temos cinco patentes e teremos a sexta dentro de uma semana. A aprendizagem na COTEC, através das normas 44/57, tem a ver com o facto de podermos inovar em novos produtos, em processos, na parte organizacional e no marketing. A influência da COTEC permitiu-nos regular e perceber o significado da inovação e deu-nos oportunidade de estar em contacto já há uma década com o Innovation Scoring, uma ferramenta de autoavaliarão que depois de traduz numa reflexão estratégica.

 

https://celoplas.pt/

 

 

 

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