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PSA vende 7% da Faurecia por 308 milhões

O grupo liderado por Carlos Tavares alienou uma participação de 7% na Faurecia por 308 milhões de euros. A operação decorre do processo de fusão da PSA com a Fiat Chrysler Automobiles (FCA).

in Negócios, por Pedro Curvelo, 29-10-2020


O grupo PSA concluiu a venda de uma participação de 7% na Faurecia, fabricante de componentes automóveis, por 308 milhões de euros, anunciou esta quinta-feira o grupo automóvel francês liderado por Carlos Tavares.

A fabricante de componentes tem uma forte presença em Portugal, com unidades em Bragança, Vouzela, Nelas, São João da Madeira, Santa Maria da Feira e Palmela, e emprega cerca de cinco mil pessoas, tendo sido, em 2019, a oitava empresa com maior volume de exportações.

Esta venda surge no âmbito do processo de fusão da PSA com a Fiat Chrysler Automobiles (FCA) e assegura que a Stellantis, a nova empresa resultante da fusão, não controle a Faurecia.

A venda foi realizada através “de uma colocação de capital aberto a privados através da constituição acelerada do registo de intenções de aquisição (bookbuilding) reservado a investidores institucionais” e avalia a Faurecia em aproximadamente 4.400 milhões de euros.

“A receita resultante desta alienação será distribuída pelos acionistas da Stellantis, juntamente com uma distribuição em espécie dos restantes 39% da participação na Faurecia, em conformidade com o anunciado a 14 de setembro de 2020”, indica a PSA.

Esta alienação faz parte das “medidas tomadas para garantir que a Stellantis não venha a adquirir o controlo da Faurecia, de acordo com as disposições do acordo de fusão original. Isto deverá facilitar a obtenção das aprovações regulatórias necessárias relacionadas com a fusão”, assinala.

A liquidação e entrega desta alienação deverão ocorrer no dia 2 de novembro de 2020, conclui o comunicado.

A PSA e a Fiat Chrysler indicaram, na véspera, que mantêm a expectativa de conclui a fusão no primeiro trimestre do próximo ano, dando origem ao quarto maior grupo automóvel mundial.

Em setembro, a fabricante francesa e o grupo italo-americano aceitaram a adoção de remédios para responder às preocupações levantadas pelas autoridades de concorrência europeias, que haviam manifestado reservas no que toca ao mercado de comerciais ligeiros, onde os fois grupos teriam uma posição dominante em em 14 Estados-membros e no Reino Unido, incluindo Portugal.

A fusão anunciada em outubro do ano passado e cujo memorando de entendimento foi formalizado no final de 2019 dará origem ao quarto maior grupo fabricante automóvel do mundo.

A proposta de fusão entre iguais prevê que Carlos Tavares assuma o cargo de CEO da nova “gigante” do setor automóvel, sendo que o novo grupo terá a designação de Stellantis.

Os dois fabricantes frisaram, contudo, que esta designação será apenas para efeitos corporativos, indo manter-se os nomes das atuais marcas automóveis.

 

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