Skip to main content

Prifer Group apresenta soluções globais desde a engenharia e desenvolvimento à produção e montagem de componentes industriais

O grupo português Prifer, sediado em Aveiro, distingue-se no setor industrial não só pela sua elevada componente tecnológica, como também pela sua cadeia de valor integrada verticalmente, podendo desenvolver e produzir os mais diversos tipos de peças, em metal, plástico ou alumínio, tendo ainda capacidade de produção dos moldes que lhes dão origem. Dos principais fabricantes automóveis às empresas de tecnologia e eletrodomésticos, os clientes da Prifer abrangem os mais diversos setores.

in Revista Actualidade, textos por Clementina Fonseca, foto DR, Outubro 2020


Encontrar uma solução completa (chave na mão) em áreas de fornecimento de elevado grau de incorporação tecnológica – como é o caso de quiosques interativos, eletrodomésticos ou máquinas de vending – representa uma importante mais valia, que poucas empresas podem dar. Segundo Bruno Bessa, diretor da divisão de Metal do grupo Prifer, localizado no distrito de Aveiro, “com as marcas a focarem-se cada vez mais no desenvolvimento dos seus produtos, subcontratando a sua produção, o grupo Prifer assume-se como um parceiro global para soluções globais, com uma cadeia de valor integrada verticalmente, que cobre desde a conceção e industrialização do produto, passando pelos processos industriais necessários à sua produção (incluindo os moldes e ferramentas) até à sua assemblagem e embalamento”, exemplifica Bruno Bessa.

No total, o grupo possui nove empresas, dedicadas a seis grandes áreas de atuação: engenharia e desenvolvimento, moldes, plástico, alumínio, metal e engenharia de superfícies (ver caixa).

“Temos ganho muitos clientes pelo facto de integrarmos muitas operações, nas mais diversas áreas”, evitando que estas empresas “tenham de recorrer a vários fornecedores apenas para a produção de uma peça”, afiança Bruno Bessa. Esta é a diferenciação que o grupo acredita garantir-lhes uma vantagem competitiva, por adicionar de uma forma clara valor aos clientes, mesmo em relação a grandes multinacionais de produção de moldes ou de máquinas,
nomeadamente no mercado espanhol. “Podemos realizar e integrar várias operações, através de um único ponto de contacto, evitando recorrer a vários fornecedores para os vários processos, reduzindo os erros e concentrando a responsabilidade pelo produto apenas em nós”.

Entre os principais clientes do grupo estão multinacionais estrangeiras como a Renault, Plastic Omnium, Ineos, Visteon, Faurecia, Bosch, JAC, Teka, Airbus, Indra, Roca, Schmitt, Shark ou Aspöck. “Os nossos clientes são um motivo de orgulho para nós, não só pela relevância que têm nas suas respetivas áreas de atuação, mas sobretudo pela relação de lealdade e confiança que têm connosco, acompanhando-nos há vários anos e incentivando o nosso crescimento e progresso, através dos desafios que nos lançam”.

O grupo exporta cerca de 80% da sua produção, para mais de 30 países, desde a China, a Marrocos, até aos EUA ou Canadá, e opera através de 13 fábricas.

A maior área de atividade continua a ser a dos moldes, que representa cerca de metade do volume de negócios do grupo e é “a divisão com maior presença internacional”. A divisão de moldes, com quatro operações em Portugal, produz moldes até 40 toneladas, para os mais diversos setores, com particular incidência na indústria automóvel.

A Prifer Metals é uma das 13 fábricas criadas pelo grupo administrado por Carlos Neves e João Prior. Aquando da sua criação, há 43 anos, o grupo dedicava-se ao fabrico de produtos de plástico, sobretudo para o setor agrícola, expandindo progressivamente a sua cadeia de valor para responder à procura do mercado e aos desafios lançados pelos seus clientes.

Crise com algum impacto na atividade

Atualmente, conta com mais de 700 colaboradores e depois de ter faturado cerca de 80 milhões de euros em 2018, o grupo encontra-se numa fase de ligeiro abrandamento, sobretudo nas áreas que sentiram mais a crise global, como o setor automóvel ou o setor de lazer (onde produz, por exemplo, máquinas de jogo slot e vending ). “Existirá, naturalmente, um abrandamento do crescimento de algumas das nossas divisões, derivado do abrandamento geral
da economia, devido ao fecho de determinados mercados e à incerteza provocada pela pandemia da covid-19. A estratégia de diversificação comercial que tem vindo a ser seguida pelo grupo atenuou definitivamente este impacto”,
realçou Bruno Bessa. No entanto, “temos boas perspetivas para outros negócios, no metal, para compensar outras áreas”, acrescenta o responsável. Esta é uma das áreas que tem vindo a crescer, desde que foi criada há cerca de um ano.

Novos investimentos para aumentar e modernizar produção

Para desenvolver as operações nas suas diversas áreas, o grupo tem em curso vários projetos de investimento, nas mais diversas áreas de atividade. O vasto plano de investimentos em curso e outros planeados para execução nos próximos anos destina-se à modernização tecnológica das várias divisões, ao aumento da sua capacidade produtiva e à expansão da sua presença na cadeia de valor, enquadra o mesmo responsável. “Com este plano ambicioso, o grupo Prifer pretende preparar as suas várias atividades para as indústrias do futuro, acompanhar a evolução tecnológica e responder aos desafios colocados pelos seus clientes. Novos projetos, muitas vezes exigem investimentos em novas soluções e tecnologias, e não faz parte do ADN da Prifer desconsiderar novos projetos apenas porque estes exigem que exploremos tecnologias que não temos de momento”, acrescentou Bruno Bessa.

Para alavancar o ambicioso plano de investimentos, a Prifer conta com incentivos concedidos ao abrigo do Portugal 2020 e de outros programas nacionais e comunitários.

O grupo mantém ainda uma forte colaboração com as universidades de Aveiro e do Minho e com a Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCT ) da Universidade Nova de Lisboa. Uma das vertentes de investigação que a Prifer está a desenvolver é a exploração de novas tecnologias, como a injeção de magnésio e a transformação aditiva.


Alta tecnologia e desenvolvimento de soluções integradas

O grupo Prifer é constituído por nove empresas dedicadas à área industrial, de engenharia e desenvolvimento ou à área comercial, pretendendo assim garantir uma solução global “chave na mão” para determinadas aplicações industriais.

Com uma forte presença internacional, exporta a grande maioria da produção a partir das suas unidades fabris e do
centro de competências, localizados na região de Aveiro. A maior empresa do grupo é a Prifer Technical Molds, que concebe, desenha e e produz moldes até 40 T de injeção de plástico, aluminio e zamak, tendo também capacidade interna de os ensaiar (500 T a 3,200 T, 2K e 3K). Estes são destinados a diversas peças, essencialmente para o setor automóvel. Outros setores procuram moldes para a produção dos seus equipamentos industriais (máquinas ou ferramentas) ou para os seus produtos finais.

A Prifer Metals é a empresa mais recente, criada no ano passado, com capacidade a nível de corte, puncionagem, quinagem e soldadura, e dedica-se à produção de pequenas e médias séries de peças e estruturas metálicas e à montagem de componentes. Esta empresa produz desde máquinas de jogos slot para casinos, máquinas de vending e venda de bilhetes, quiosques multimédia, até mobiliário urbano, peças para incorporação em elevadores, entre
muitos outros produtos.

Além da conceção e desenvolvimento dos moldes que dão origem às peças, bem como da sua produção, a Prifer faz ainda a montagem dos componentes eletrónicos que integram as máquinas, apresentando, assim, uma solução global, que poucas empresas de subcontratação conseguem oferecer.

A Prinemo é a operação do grupo dedicada à engenharia e desenvolvimento de produtos e ferramentas, tendo a capacidade de fazer o desenvolvimento e acompanhamento de um novo produto ou ferramenta, desde a sua conceção até à industrialização.

A Prifer – Fundição dedica-se à injeção de alumínio e zamak (100 T a 1,600 T) , tendo também capacidade interna a nível de maquinação, acabamentos de superfície (polimento, rebarbagem, granalhagem, vibração, etc.) e revestimentos de superfície (cromagem e pintura a pó e a líquido).

A J. Prior dedica-se à injeção e extrusão de plástico (50 T a 1,150 T), com capacidades a nível de acabamento e assemblagem de produto e com um centro logístico com frota própria.

Finalmente, a Prirev Surface Engineering dedica-se aos serviços de acabamentos de superfície técnicos e estéticos, numa grande variedade de materiais, através do PVD e WS2.

http://www.prifergroup.com/

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.