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O peso de um setor fortemente exportador

A indústria automóvel em Portugal constitui um pilar importante da economia portuguesa, contribuindo fortemente para o PIB nacional.

in Portugalglobal nº 87, por Miguel Frasquilho, Presidente da AICEP, 30-05-2016

O fabrico de componentes para automóveis é o setor mais representativo nesta indústria, continuando a gerar emprego e exportando 84 por cento da sua produção.

O sucesso internacional de componentes fabricados em território nacional mostra que há investimento estrangeiro a apostar no setor, assim como crescentes competências técnicas instaladas, incorporação de I&D e uma cooperação cada vez maior entre as empresas e universidades e centros de engenharia, bem como a certificação em todas as áreas produtivas.

Estes são motivos suficientemente fortes para destacar o setor de componentes para automóveis na Portugalglobal de maio, que conta com uma entrevista a Tomás Moreira, presidente da AFIA, em que este revela os desafios que se colocam ao setor, mostrando-se otimista quanto ao crescimento de uma indústria que afirma ter já uma massa crítica significativa.

Outra área com evolução positiva registada nos últimos anos, em termos de retorno para a economia nacional, é o setor das multilaterais, tema também abordado neste número da revista. As multilaterais têm um papel crucial no financiamento ao desenvolvimento de um conjunto alargado de países, criando assim um mercado de oportunidades de negócio e de financiamento que pode, e deve, ser mais explorado pelas empresas portuguesas.

A opção, nesta edição, pelo mercado chileno resulta de dois fatores. O primeiro, decorre do facto do cenário macroeconómico do Chile ser positivo, com a economia a ser considerada a mais estável, competitiva e desenvolvida da América Latina, na sequência das reformas implementadas nas últimas décadas, o que lhe permitiu obter importantes vantagens estruturais e o melhor desempenho da região nos últimos 20 anos, com uma taxa média anual de crescimento de 5,7 por cento.

O segundo, e que considero não menos importante, resulta da urgente necessidade de se encontrarem mercados alternativos para as exportações portuguesas, na sequência da quebra das vendas de bens e serviços para mercados fora do espaço comunitário considerados tradicionais, como é o caso de Angola ou do Brasil.

O Chile pode, assim, constituir uma boa opção, tanto mais que não deve ser encarado como um objetivo estratégico único pelas empresas portuguesas, mas também como uma plataforma privilegiada para terceiros mercados, já que o país dispõe de uma excelente rede de acordos comerciais com peso na economia mundial.

Ora, considerando estes dois fatores, o Chile é um país e um mercado que não pode deixar indiferentes as empresas e os empreendedores portugueses que apostam no sucesso global.


MIGUEL FRASQUILHO
Presidente do Conselho de Administração da AICEP

 


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