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“O nosso foco é o carro elétrico”, diz o diretor-geral da Autoeuropa

Thomas Hegel Gunther, está de saída da gestão da fábrica de Palmela, mas garante que a vai deixar “em boas mãos”. A Autoeuropa já está a preparar a linha de produção para o futuro VW ID.Every1, totalmente elétrico

in Expresso, Vítor Andrade (Coordenador de Economia), Nuno Botelho (Fotojornalista), 26-02-2026


A Autoeuropa já não produz carros com motores a diesel. Thomas Hegel Gunther, que vai deixar a liderança da fábrica, sendo substituído a partir de 1 de março pela espanhola Anabel Lomero, diz que o foco está no carro elétrico, mas, por agora, produz-se o T-Roc, que vai ter uma versão híbrida. Faz um balanço “globalmente positivo” da sua passagem por Palmela.

Vamos assistir ao regresso aos carros com motores a diesel?

Regresso eu acho que não. Mas acredito que, no futuro, haverá sempre certos nichos e necessidades, mas acho que a maior parte dos carros será elétrica. Na Autoeuropa já não produzimos carros com motores a diesel, mas o grupo ainda produz, em alguns modelos.

O escândalo do ‘dieselgate’, em 2015, demonizou o motor a diesel?

Infelizmente, teve uma grande influência. Mas eu não acredito que exista ódio, tanto é que todas as motorizações existem.

Mas considera que os políticos, que estabelecem os regulamentos para o sector, criaram uma certa aversão ao diesel?

As políticas regulatórias existem por várias razões, não apenas por causa do ‘dieselgate’, mas também pelo mindset [mentalidade] do tempo que vivemos.

Vários grupos automóveis falam da alternativa do hidrogénio. A Volkswagen já a equacionou?

Não posso falar por todo o grupo, mas, logicamente, o grupo Volkswagen olha para todas as tecnologias. Mas o nosso foco principal é o carro elétrico. Claro que também apostamos nas versões híbridas, como o T-Roc, na Autoeuropa. Mas temos motores a combustão interna, nomeadamente para fora da Europa. O mercado sul-americano, por exemplo, é totalmente diferente do europeu e do norte-americano.

Que balanço faz destes quatro anos na Autoeuropa?

O balanço é muito positivo e diria que recebi a Autoeuropa de boas mãos e que a vou entregar, novamente, em boas mãos. Agora vou para a Alemanha, mas vou manter contacto com a unidade de Palmela.

Como foi a relação com a Comissão de Trabalhadores ao longo destes anos?

Em termos gerais, pacífica, e também construtiva. Na verdade, todos queremos o melhor para a fábrica. Todos querem que a fábrica evolua e que se desenvolva bem, mas, claro, houve situações em que não tivemos sempre a mesma opinião, mas acabámos sempre por chegar a acordo.

Houve algum momento particularmente crítico na relação com os trabalhadores?

[Curta pausa] Diria que não. Sempre conseguimos gerir muito bem essa relação.


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