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Mercado automóvel pós-venda vai entrar em consolidação

Mercado do “aftermarket” engloba a importação e distribuição automóvel e as oficinas. Nestas últimas há uma diferença substancial entre as que trabalham em rede, e que estão a crescer, e as outras que estão em dificuldades. A análise é da Baker Tilly

in Oje / Baker Tilly, 22-03-2016

Os analistas da Baker Tilly, responsáveis por esta análise, consideram que este é um mercado que entrará em consolidação. Também o setor da distribuição vai sofrer com a saturação do negócio, nomeadamente a nível de peças.

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O mercado de “aftermarket”, também designado por mercado automóvel de pós-venda, engloba o fabrico, a importação, venda, distribuição e instalação de peças e acessórios para automóveis. Pode-se, assim, dividir este mercado em dois subsetores distintos: o de importação e distribuição e as oficinas.

O parque automóvel português tem-se mantido constante desde 2010, resultando no seu envelhecimento e no aumento do número médio de km percorridos. A evolução destes dois drivers resulta num crescimento consistente do setor de “aftermarket” nos últimos anos, tendo a faturação das 100 maiores empresas do setor crescido 5,5%, em 2014 (Fonte: Top 100 Aftermarket 2015). No entanto, e apesar do crescimento do setor, nem todas as categorias de players que constituem este mercado têm vindo a apresentar performances positivas.

Oficinas

As oficinas independentes em rede apresentam um maior crescimento, em detrimento das oficinas marca/multimarca e independentes (sem rede), que têm visto quota de mercado reduzir.

As oficinas independentes em rede têm maior capacidade de negociação junto dos distribuidores de peças, oferecendo ao consumidor final o que este procura: estruturas bem dimensionadas, organização profissionalizada, acesso às mais recentes tecnologias, preços competitivos e principalmente confiança.

Neste sentido, a consolidação do “aftermarket” – aumento de oficinas em rede, através da agregação de oficinas sem rede – assume um papel fulcral na sustentabilidade do setor, uma vez que a grande maioria das oficinas independentes (sem rede) assistirá a uma redução abrupta das suas margens de rentabilidade, caso não consigam adequar a sua estrutura à realidade atual do mercado.

O mercado de “aftermarket” apresenta uma forte tendência de consolidação, obrigando a uma reestruturação dos players com piores performances.

Importação e distribuição

Em Portugal, denota-se uma saturação do mercado, ao nível de armazenistas/importadores de peças de marca, sendo expetáveis algumas alterações relevantes na estrutura deste mercado, nos próximos anos. Por outro lado, a penetração cada vez mais acentuada de redes de distribuição e retalho de peças para automóveis equivalentes às originais no mercado (por parte de grupos económicos, associações de retalhistas e importadores), leva à consolidação dos players mais pequenos, por forma a evitar que as suas margens de rentabilidade sejam esmagadas e garantir a sobrevivência.

Aftermarket português em números

Foi recolhida e analisada uma amostra de mais de 800 empresas portuguesas com volume de negócios compreendidos entre 500 mil euros e 34 milhões de euros e cuja atividade principal é a manutenção, reparação, distribuição e venda de componentes automóveis (fonte: Sabi).

Com base nessa amostra, verificam-se as seguintes conclusões:

  • o “aftermarket” é constituído maioritariamente por empresas de pequena dimensão (81% das empresas analisadas tem uma faturação anual inferior a 2 milhões de euros).
  • As empresas com maior volume de faturação, apresentam melhores taxas de rentabilidade, alcançando um EBITDA médio na ordem dos 7,4% do volume de negócios (face aos 5,8% das empresas com um volume de faturação entre 500 mil e 1 milhão de euros).

Refere a consultora Baker Tilly que “o presente documento tem como objetivo explanar o entendimento da Baker Tilly sobre a necessidade de consolidação no mercado de “aftermarket”. Na preparação do presente documento, tivemos em consideração informação de carácter público, tendo assumido, sem uma verificação independente, que esta é correta e completa. A Baker Tilly, ou qualquer seu responsável ou colaborador, não assumem qualquer responsabilidade expressa ou implícita, no que respeita à fiabilidade, exatidão ou extensão da informação fornecida neste documento.”



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