Vendas aumentaram 10%, atingindo recorde de 70 mil milhões.
in Diário Económico / Agência LUSA, 28-01-2016
Os lucros da Bosch atingiram os 4,5 mil milhões de euros em 2015 e as vendas aumentaram 10%, batendo o recorde de 70 mil milhões de euros, segundo os resultados preliminares hoje divulgados pela empresa.
Em comunicado, a Bosch divulgou que os lucros, corrigidos de efeitos extraordinários, ascenderam a cerca de 4,5 mil milhões de euros e que os resultados antes de juros e impostos (EBIT), incluindo efeitos extraordinários, subiram para cerca de 5 mil milhões de euros.
A margem do EBIT foi de aproximadamente 6,5%, o que calculado numa base comparável, supera o do ano passado, diz o comunicado.
“Alcançámos os nossos objectivos de negócio”, refere o presidente do Conselho de Administração da Robert Bosch GmbH, Volkmar Denner, citado no documento.
Denner acrescentou ainda: “Graças à nossa capacidade inovadora, fomos capazes de continuar com êxito a nossa tendência de crescimento num ambiente de negócios desafiador e numa série de mercados estagnados em 2015. Um dos principais motores desta evolução positiva foi o número crescente de soluções para o mundo conectado.”
As soluções de mobilidade “cresceram significativamente mais rápido que a produção de veículos” e o crescimento das vendas de tecnologia de energia e edifícios acelera.
A empresa salienta ainda que o crescimento de dois dígitos nas vendas na Ásia e América do Norte.
“Em 2015, melhorámos ainda mais a nossa posição de mercado e a competitividade em muitas áreas e ganhamos quota de mercado”, explica o director financeiro e vice-presidente do Conselho de Administração, Stefan Asenkerschbaumer, citado no documento.
Apesar do crescimento anémico na produção de veículos, acrescenta o documento, de acordo com dados preliminares, a área de negócio Soluções de Mobilidade da Bosch conseguiu aumentar significativamente as suas vendas.
Em Portugal, a Bosch conta com mais de 3.500 colaboradores distribuídos pelas quatro unidades em Aveiro, Braga, Lisboa e Ovar. Até 2018, a empresa prevê contratar mais 1.000 colaboradores, incluindo engenheiros altamente qualificados dedicados a projectos de Investigação e Desenvolvimento (I&D) nas diferentes localizações nacionais.
“Portugal está no ‘loop’ da investigação tecnológica mais avançada. Um bom exemplo é a divisão da Bosch Termotecnologia, em Aveiro, onde se situa o Centro de Competências mundial para o desenvolvimento de soluções de água quente, estando já em construção um segundo Centro de I&D, num investimento de 25 milhões de euros até 2020”, diz o documento.
Também na Bosch em Braga estão a ser desenvolvidos e produzidos sistemas de informação e entretenimento conectados que vão permitir aos condutores não apenas a condução, mas também a gestão das suas tarefas e necessidades diárias.
Para 2016, a Bosch estima um crescimento moderado de 2,8% em termos económicos globais.
“Temos de nos preparar para grandes flutuações nos nossos mercados, quer a nível regional quer em indústrias específicas”, disse Asenkerschbaumer.
Em termos geopolíticos, diz o comunicado, “a situação em 2016 continuará complexa e caracterizada por uma instabilidade considerável”.
Apesar disso, a Bosch pretende manter a sua tendência de crescimento e a crescer mais rápido que os mercados onde está presente.
Apesar dos grandes investimentos para garantir a viabilidade da empresa a longo prazo, os resultados e o EBIT devem ser melhorados, lê-se no documento.