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J. Prior Empresa familiar com dimensão global

J.PRIOR TEM NO MERCADO NACIONAL GRANDE PARTE DOS CLIENTES, MAS ESTÁ A APOSTAR FORTE NOS MERCADOS INTERNACIONAIS.

in Diário Económico, Suplemento PME Líder, 18-06-2015

Criada em 1977, em Vagos, por José Creoulo Prior, a J.Prior- Fábrica de Plásticos, Lda. tinha como actividade principal a concepção e produção de produtos em plástico destinados à agricultura. Agora é muito mais do que isso, dividindo-se em dois sectores bem defi nidos e com objectivos autónomos: o desenvolvimento e produção de sistemas de rega, comercializadas com a marca ‘marlux’ e serviços de injecção de plástico para a indústria em geral.

O sucesso da empresa deveu-se fundamentalmente à capacidade inventiva do seu fundador, que também era produtor agrícola. Agora, é mais conhecida e de maior dimensão, mas continua a ser uma empresa de cariz familiar, tendo dois sócios herdeiros e mantendo uma gestão comum a um grupo de empresas, de constituição mais recente que, explica Carlos Neves, um dos três gerentes da empresa, “aproveita sinergias de grupo e procura as vantagens da complementaridade entre elas, com o objectivo último de estarmos no mercado com resposta

global nas áreas em que operamos” Esta PME Líder do sector da indústria, que tem ainda como gestores João Prior e Fátima Prior, tem vindo a crescer nos últimos cinco anos entre 10% e 15% ao ano, tendo em 2014 ultrapassado um volume de negócios de 9,5 milhões de euros.

E se o mercado nacional ainda é o mais importante, o ano passado a empresa passou a barreira dos 20% de exportação directa. Além disso, Carlos Neves explica que “como na injecção de plástico fornecemos empresas fortemente exportadoras, a exportação indirecta representa cerca de 50% da nossa produção”.

No mercado intracomunitário, a J.Prior exporta para Espanha, o principal mercado, França e Polónia. Fora da Europa exporta para os Estados Unidos, onde está há pouco tempo. Carlos Neves admite que a entrada neste país é o início de “uma nova fase” da internacionalização. “Temos como objectivo que as exportações cresçam a uma taxa claramente superior à taxa de crescimento das vendas”, revela. Para tal, a empresa sentiu necessidade de investir de forma signifi cativa em meios humanos e técnicos.

No futuro, a estratégia passa por continuar a apostar nas duas áreas de negócio, sendo que na injecção de plásticos “o enfoque de crescimento será o mercado externo” e, nomeadamente, o alargamento para outros mercados.

Além de uma ainda maior aposta nos mercados externos, a empresa está também empenhada em “reforçar as componentes inovação e desenvolvimento, com o objectivo claro de termos uma presença importante ao longo da cadeia de valor”. Para isso, Carlos Neves esclarece ter em curso projectos de I&D, com a colaboração de universidades, visando “desenvolver produtos e ganhar competências”.

E porque apresentar cada vez melhores serviços e produtos é uma das preocupações da empresa, Carlos Neves garante ainda haver um trabalho “permanente na adaptação da estrutura produtiva aos critérios de exigência dos nossos clientes”.

Clientes esses que têm perfis diferentes de acordo com o que procuram. No sector das regas “temos dois tipos de clientes: o cliente nacional, pequeno produtor agrícola, relacionado com o minifúndio”. Este é mesmo o tipo de cliente mais antigo, uma vez que a empresa possui desde a sua fundação um produto específico, “adequado a este tipo de produção”. No sector da rega há ainda o grande produtor agrícola, “com necessidades específicas” e para o qual a J. Prior vai desenvolvendo novos produtos, que ajudaram a empresa a entrar no mercado espanhol.

No sector da injecção de plásticos, a J.Prior tem clientes de referência, quer no mercado nacional quer no mercado externo, dos vários sectores da indústria, desde o sector automóvel ao de electrodomésticos e electrónica, entre outros. São exemplos as marcas Teka, Roca, Samoa, Legrand, Shark, Ria Blades.

Actualmente, a J. Prior tem 135 colaboradores. Contratou 20 novos trabalhadores no último ano, e, como consequência do projecto à qual se candidatou recentemente, no âmbito do Portugal 2020 SI. Inovação Produtiva, irá crar mais 20 postos de trabalho, “a maioria com formação superior”.

Quanto à importância da distinção de PME Líder, Carlos Neves não tem dúvidas de que tem grande impacto na imagem positiva da empresa. Aliada ao estatuto de Excelência, “transmite confi ança aos parceiros de negócio”. Mas o gerente destaca que ser PME Líder ou Excelência “não é um objectivo, mas sim o resultado de um esforço de todos os colaboradores da empresa”.


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