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Grupo VW reforça em Portugal. Abre hub de engenharia em Lisboa

Depois de abrir em 2018 o VW Digital Solutions (VWDS), o grupo automóvel alemão decidiu apostar num centro dedicado apenas às áreas de engenharia para produto, o Innovation N Engineering Hub.

in ECO, por Ana Marcela, 10-08-2022


O grupo VW abriu um novo hub em Lisboa dedicado às áreas de engenharia, sob alçada da VW Group Services. O novo Innovation N Engineering Hub está instalado no Bairro Alto e acolhe o segundo centro da MAN no país, apurou a Pessoas/ECO e confirmou junto da empresa. Até ao final do ano querem duplicar equipa, para 40 colaboradores.

Depois de abrir em 2018 o VW Digital Solutions (VWDS), o grupo automóvel alemão decidiu apostar num centro dedicado apenas às áreas de engenharia para produto, o Innovation N Engineering Hub.

Sob gestão da VW Group Services (VWGS) — empresa que presta serviços, como logística, gestão de frotas, contabilidade, payroll, recrutamento ou comunicação e marketing, exclusivamente para companhias do grupo VW –, o Innovation N Engineering Hub, entre outros projetos, passou a integrar o novo MAN Engineering Hub em Portugal.

“Esse hub da MAN está dentro de um centro do VWGS: o Innovation N Engineering Hub, no Bairro Alto, onde temos diversos serviços que prestamos diretamente à VW ou à VWGS, na casa mãe”, adianta João Sousa, managing director da VW Group Services, à Pessoas/ECO.

O segundo hub da MAN em Lisboa resulta da vontade de separar as áreas de engenharia do digital. “No decorrer de alguns contactos entre empresas do grupo surgiu o interesse da MAN em ter o nosso apoio para criar um centro tecnológico exclusivamente para engenharia”, conta o managing director da VWGS.

A VWGS assegura a prestação de serviços para outras empresas do grupo, mas a gestão de hubs é algo com o qual está familiarizada. “Já tínhamos tido há uns anos, em parceria com a FCT. Fizemos um hub que funcionou durante dois anos e meio para tudo o que era para fazer testes a sistemas ao VW Golf”, lembra João Sousa.

Duplicar equipa até ao final do ano

Atualmente, o Innovation N Engineering Hub tem cerca de 20 colaboradores –– dos quais três quartos ligados ao centro da MAN — mas há planos de crescimento da equipa e de angariação para o hub de novos projetos. “Recebemos três projetos que estavam com a VWDS, classificados como de engenharia — que trabalham sobre as comunicações entre o camião e os data centers, atualização dos mapas — e temos ainda no pipeline alguns outros projetos”, revela João Sousa. “Até ao final do ano iremos reforçar com mais 20 colaboradores, para outros projetos para todo o hub.“

O hub tem implementado um modelo híbrido de trabalho, com a presença no escritório a ser gerida consoante as necessidades do projeto e equipa.

“Todas as empresas do grupo VW têm uma política de responsabilidade social transversal e obrigatória para todas e depois temos as nossas próprias políticas de compensação. Através da remuneração, e com todo o conjunto de benefícios de pertencer ao grupo VW, acreditamos que somos competitivos”, diz João Sousa.

“As pessoas já não olham só para o pacote de remuneração, olham para o seu desenvolvimento, para o projeto, o ambiente de trabalho. Tudo isso influencia muito o mercado de trabalho. Foi isso que fez com que tivéssemos a necessidade de abrir este hub em Lisboa, para sermos atrativos, do que, por exemplo, estarmos em Palmela ou outra localização onde já tínhamos instalações”, explica o gestor.

VW Digital Solutions reforça

A saída das áreas de engenharia do hub da MAN sob a alçada da VW Digital Solutions (VWDS) — um dos três instalados em Lisboa — não abrandou a aposta no braço digital do centro tecnológico. Até à separação entre o digital e a engenharia, o hub da MAN tinha cerca de 120 colaboradores e, mesmo depois de alguns terem saído (acompanhando os projetos) para o Bairro Alto, o hub cresceu: hoje já são entre 150-160 colaboradores, adianta Mark Jacobi, managing director da VWDS, à Pessoas/ECO.

Até 2023, a VWDS quer duplicar equipa. Hoje são cerca de 300 e o objetivo é, este ano, atingir cerca de 400 colaboradores e alcançar 450 pessoas no próximo ano. “Estamos no bom caminho.”

A concentração dos três hubs da VWDS espalhados por Lisboa — em escritórios no Rato, na Avenida da República e o terceiro perto da embaixada da Rússia — num único espaço é que não se irá concretizar este ano. “Continuamos na mesma. Estamos no mercado. Já não vai acontecer este ano”, diz Mark Jacobi.

Procuram um espaço que permita acolher os colaboradores — em modelo híbrido — em Lisboa, servido por uma boa rede de transportes. O Hub Criativo do Beato poderia ser opção? “Não tem grandes acessos à rede pública (de transportes): não tem metro. Neste momento não é zona para nós.”

 

 

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