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Exportações de componentes automóveis voltam a aumentar

Mais um mês, mais um recorde absoluto: as exportações do setor cresceram até setembro 7% face ao período homólogo do ano passado, atingindo os 6,2 mil milhões de euros.


 

De janeiro a setembro deste ano, as vendas de componentes automóveis ao exterior, de acordo com os dados apurados pela Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel (AFIA), atingiram os 6,2 mil milhões de euros, o que representa um aumento de 7% face ao mesmo período de 2017.

A associação enfatiza que o volume de exportações atingido constitui um novo recorde em termos de exportações – que conseguiram atingir um crescimento de 64% ao longo desta década.

O crescimento representa, em termos de percentagem, um ligeiro abrandamento face aos 8% registados nas exportações acumuladas até agosto, o que pode ficar a dever-se ao aumento do total em referência. Os cálculos da AFIA têm como base as Estatísticas do Comércio Internacional de Bens divulgados a 9 de novembro, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

A União Europeia continua a ser o bloco económico para onde vai a grande maioria das exportações do setor: cerca de 90%, com uma taxa de crescimento que atingiu os 7,2% no acumulado até ao final do mês de setembro, um pouco abaixo da taxa de agosto. O resto do mundo responde por apenas 10% das compras, com uma taxa de crescimento da ordem dos 3,2%, idêntica à atingida no mês anterior.

O mercado espanhol – onde estão concentrados alguns dos clusters mais importantes da indústria automóvel – Vigo (onde a PSA tem sentido algumas dificuldades de crescimento) e na Catalunha – continua a ser aquele que maior produção industrial adquire a Portugal. Entre janeiro e setembro, Espanha absorveu mais 8,6% das exportações de componentes automóveis nacionais, com um volume de negócios que ascendeu a mais de 1,55 mil milhões de euros.

Logo a seguir surge o mercado alemão, que absorveu quase 1,3 mil milhões, e que continua a crescer acima do mercado espanhol: quase 12% no período em referência, o que demonstra que o cluster alemão continua a impor a sua força.

O mercado francês expandiu 2,9%, para os 886 milhões de euros – um crescimento que é bem menos pujante que o registado para os oito primeiros meses do ano, e que havia sido de 5,6%. As compras do Reino Unido continuam a registar sucessivas quedas face ao período homólogo do ano passado: a faturação de 627 milhões de euros representa uma queda de mais de 12%, o que terá a ver com as indefinições que continuam a existir em relação ao Brexit.

 

 

 

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