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“Esta quarta revolução vai aumentar o desemprego”

O vogal do conselho director da Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel (AFIA) entende que a “quarta revolução” vai contribuir para o aumento do desemprego em Portugal.

in Jornal Correio de Azeméis, suplemento Azeméis Faz Bem, 20-07-2016

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O desemprego continua a aumentar e é evidente que esta quarta revolução vai agravar essa situação”, afirmou Fernando Ferrinha, ligado à empresa Simoldes Plásticos, S.A..

Partindo do pressuposto que “empresas inteligentes são empresas que não precisam de mão de obra”, o responsável chama a atenção para a existência de um “anacronismo”.

Há um problema grave de desemprego em Portugal e quer-se fazer uma revolução industrial que ainda vai agravá-lo mais, quando não temos nenhum plano de industrialização do país, nenhum plano de reeducação e transformação da mão de obra”, afirmou Fernando Ferrinha.

Vamos querer as empresas todas inteligentes o mais rapidamente possível? E depois quem sustenta o resto da população? Vamos virar cinco por cento trabalhadores e 95 por cento desempregados?”, questionou.

Para Fernando Ferrinha, contudo, esta revolução, à semelhança das restantes três, vai ter um processo lento. “Vai ocorrer muitas das vezes sem termos consciência de que estamos a participar nela e as empresas vão participar com velocidades diferentes, dependendo do capital que tenha e do tipo de produto em que está inserido”, sublinhou.

O responsável afirmou, por outro lado, que Oliveira de Azeméis é um dos concelhos de Portugal que tem crescido a nível de implantação da indústria de componentes para automóveis. “Existem aqui alguns importantes fornecedores da própria indústria automóvel e indústria diversificada, não só ligada aos moldes como aos plásticos, e há também empresas ligadas à indústria automóvel que se destacam, como por exemplo a SLM, que tem uma actividade fora do que é normal” afirmou.



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