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Do miniesquentador ao corta-relva, Bosch tem ADN português

Carlos Ribas, responsável pela Bosch em Portugal, diz que “o que não falta pelo mundo são produtos, tecnologias, e inovações” da empresa alemã 100% “made in Portugal”, muito graças ao talento nacional.

in Negócios, por Bárbara Silva, 24-07-2022


Chama-se Tronic 4001-8501i mas não é um robô do próximo filme da saga Star Wars. Este “miniesquentador” que parece saído de uma qualquer secção de tecnologia 5G, faz parte da nova geração de termoacumuladores elétricos instantâneos da Bosch, os primeiros 100% desenvolvidos em Portugal. Em Aveiro.

“Representa um passo estratégico para responder à tendência de eletrificação do mercado europeu, sobretudo às elevadas expectativas daquele que será o seu principal cliente – a Alemanha”, disse ao Negócios o CEO da Bosch Portugal, Carlos Ribas. Pela sua inovação tecnológica e classe de eficiência energética A, o equipamento “made in Portugal”, da ideia à construção, recebeu o selo de aprovação da casa-mãe da Bosch, na Alemanha, e será agora vendido em todo mundo. Na Hannover Messe, a maior feira industrial do mundo, esteve em grande destaque no pavilhão de Portugal, país convidado da edição deste ano.

Além de cumprir a diretiva de design ecológico da empresa, esta série levou à criação de cinco patentes. Na prática, tem elementos de aquecimento de baixa inércia térmica que permitem alcançar uma eficiência na transferência de calor superior a 99%.

Carlos Ribas destaca ainda “a melhoria dos algoritmos de controlo para a deteção de bolhas de ar no circuito hidráulico ou de calcário nas resistências de aquecimento e a implementação de um sistema de segurança eletrónico”. Esta nova geração de aparelhos já está em linha de produção e disponível no mercado desde março.

Quanto a outros produtos Bosch com ADN português, o responsável pela empresa no país diz que “felizmente o que não falta pelo mundo são produtos, tecnologias e inovações da Bosch ‘made in Portugal’”.

Isto porque “a Bosch está presente em Portugal há mais de um século, e ao longo desses anos a investigação e o desenvolvimento têm sido sempre, e de forma crescente, uma das áreas de maior aposta no país”.

Depois, destaca Carlos Ribas, há o corta-relvas robotizado Indego, parcialmente desenvolvido na Bosch em Ovar, que integra o sistema de “navegação inteligente” LogiCut. Pode parecer estranho um sistema de navegação para cortar a relva, mas o objetivo é “calcular a rota de corte mais eficiente”, poupando tempo e energia. Além disso, a componente de inteligência artificial permite ativar o sistema de SmartMowing, utilizando a previsão meteorológica para “agendar o corte da relva para o momento certo, nas condições meteorológicas adequadas”.

Resultado de uma parceria da Bosch em Ovar com a Universidade do Porto, a empresa apresentou na Hannover Messe o projeto de inovação “Safe Cities”, cujo objetivo é “responder e antecipar os desafios que enfrentam as sociedades urbanas modernas”. Estas estão a tornar-se cada vez mais dependentes da evolução tecnológica nos campos da “sensorização, transmissão de dados, armazenamento e processamento inteligente remoto, para garantir necessidades de segurança, privacidade, conforto e eficiência”.

“Temos muitos outros que poderíamos apresentar”, afirma Carlos Ribas. “A partir de Portugal, com talento português, a Bosch tem vindo a colocar muitas tecnologias e inovações em vários mercados.”

 

 

A Bosch tem uma nova geração de esquentadores “made in Portugal”.

D.R.

 

 

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