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Declarações do Presidente da AFIA ao Dinheiro Vivo sobre a Reindustrialização

Automóvel quer metas

Para a Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel, os ataques dos huthis aos navios no Mar Vermelho vieram mostrar que há ainda muito para resolver. “É imperativo e necessário rever toda a cadeia de valor na Europa e repensá-la como uma estratégia industrial europeia de longo prazo. É necessário impor metas para a concretização e avaliar os avanços, de forma a não termos falsas surpresas”, defende o presidente da AFIA, que considera que a Europa “está muito exposta a acontecimentos imprevistos” e que, por isso, “é necessário fortalecer a cadeia de produção no território europeu e diversificar e fortalecer as cadeias de abastecimento”.

José Couto acredita que a evolução tecnológica do automóvel, como a limitação de emissões, a alteração de motorização, a condução autónoma e o aumento da conectividade, “criam janelas de oportunidade para a indústria automóvel em Portugal”. E o país deveria ter um plano de contacto com todos os construtores de automóveis e com os grandes fornecedores/integradores internacionais de componentes (os “Tier 1”) para captar os seus projetos e investimentos, defende.

“Deveríamos promover a imagem do país no exterior com vista à captação de mais investimento estrangeiro, com particular enfoque na necessidade de atrair um novo construtor automóvel para estabelecimento de uma nova linha de montagem. Que possibilitaria um elevado impacto de alavancagem para toda a indústria de componentes automóveis”, sustenta, lembrando que esta indústria investiu, desde 2015, mais de 6000 milhões de euros, o que representa 16% do investimento total da indústria transformadora. No mesmo período, foram criados mais de 14 500 postos de trabalho, com as 350 empresas da fileira a assegurar, diretamente, mais de 63 mil empregos.

A AFIA reconhece, por outro lado, que o regresso de unidades industriais à Europa “traz consigo o grande desafio de reativar ou promover indústrias-chave, fornecedoras das cadeias de produção, como é o caso do ecossistema da mobilidade”, mas considera que “é crucial incrementar o nível de competitividade do setor e estabelecer políticas europeias que ajudem as empresas, isto porque a mudança constrói uma nova realidade que necessita de um pensamento estratégico global”.

 

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in Dinheiro Vivo, por Ilídia Pinto, 10-02-2024


 

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