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CIP pretende mais apoio financeiro para as empresas portuguesas

O presidente da Confederação Empresarial de Portugal, António Saraiva, alerta para a “necessidade de um novo fôlego para o Programa Capitalizar”, e defende o “fortalecimento” do banco de fomento.

in Jornal Económico, por Rodolfo Alexandre Reis, 27-02-2019


A Confederação Empresarial de Portugal (CIP) quer mais apoios financeiros para as empresas portuguesas. Esta vontade foi expressa pelo presidente da CIP, António Saraiva, que falou à margem do seminário CIP-BEI “Financing Investment in Africa“, realizado esta quarta-feira em Lisboa.

António Saraiva sublinhou estar ciente de que as “dificuldades de acesso ao financiamento têm constituído um sério constrangimento a um relançamento mais forte do investimento das empresas portuguesas em Portugal e no estrangeiro”, mas insistiu “na necessidade de um novo fôlego para o Programa Capitalizar, com particular ambição para a sua dimensão financeira, que é onde encontramos mais medidas por executar, algumas das quais particularmente importantes para a criação de novas fontes de financiamento e capitalização das empresas”

O presidente da CIP afirmou que “o sistema bancário, apesar de mais capitalizado e dispondo de mais liquidez, continua a não cumprir cabalmente a sua função de intermediação entre poupança e investimento, falhando na canalização de recursos financeiros para o setor produtivo”.

Uma situação que António Saraiva caracteriza como “particularmente perturbadora”, já que “uma das fragilidades estruturais do nosso tecido empresarial é a excessiva dependência de crédito bancário, sobretudo de curto prazo”.

O presidente da Confederação Empresarial de Portugal relembrou que tem “defendido o fortalecimento da Instituição Financeira de Desenvolvimento (IFD) [também conhecido como banco de fomento], por forma a desempenhar cabalmente a sua missão como instrumento dinamizador de diversificação, quer das fontes de financiamento e de capitalização das pequenas e médias empresas (PME), quer dos instrumentos à sua disposição”.

António Saraiva assumiu que “a dificuldade de acesso ao financiamento tem afetado também, evidentemente, o investimento das empresas portuguesas no exterior, nomeadamente nos países de África, Pacífico e Caraíbas (ACP)”, e que “tendo em conta o volume de financiamentos disponibilizado pelas organizações internacionais para a cooperação e o desenvolvimento nestes mercados, era para nós evidente que estávamos a passar ao lado de oportunidades que não podiam ser desperdiçadas”.

O presidente da CIP frisou a importância de “capacitar a Sociedade para o Financiamento do Desenvolvimento, Instituíção Financeira de Crédito (SOFID), em capital e em recursos humanos, para que possa cumprir com eficácia a sua missão, proporcionando às empresas portuguesas o acesso aos instrumentos de “blending” e a outros mecanismos de financiamento disponíveis na União Europeia (e não só) para investirem em África e noutros mercados em desenvolvimento, com particular destaque, naturalmente, para os países lusófonos”.

António Saraiva olha com “esperança” para os passos que estão a ser dados “na implementação da nova estratégia da SOFID e, em particular no aprofundamento da cooperação entre o Banco Europeu de Investimento e a SOFID, já concretizado com o primeiro contrato de financiamento para uma linha de crédito destinada a financiar projetos das PME nos países ACP”.

 

 

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