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CEiiA mostra como ventilador Atena nasceu em 45 dias (vídeo)

O CEiiA partilhou um vídeo onde mostra o processo de criação do ventilador português Atena, narrado pelo diretor de projeto Tiago Rebelo.

in Dinheiro Vivo, por Cátia Rocha, 22-05-2020


 

 

Em pouco mais de dois minutos de vídeo, é recordado o processo de desenvolvimento do Atena, aquele que é o primeiro ventilador português e que em breve chegará além-fronteiras.

No espaço de poucas semanas, o CEiiA (Centro de Excelência para a Inovação da Indústria Automóvel) adaptou-se para desenvolver um ventilador que pudesse ser utilizado em contexto hospitalar para enfrentar a pandemia. As primeiras notícias sobre o projeto do centro de Matosinhos chegavam ainda em março, no início do confinamento. “Ambicionámos fazer um ventilador quando a pandemia estava mais agressiva”, é possível ouvir no vídeo, pela voz do diretor de projeto Tiago Rebelo.

O projeto quis dar resposta à necessidade deste tipo de equipamento nos hospitais portugueses, vistos em muitos casos como uma peça-chave para o tratamento em quadros clínicos mais delicados de infeção de covid-19.

Assim, o projeto Atena obrigou a uma reconversão do centro, mais habituado a produzir equipamentos para a indústria automóvel, por exemplo. Engenheiros espaciais, engenheiros eletrotécnicos e da área de software juntaram-se a profissionais da área da saúde para desenvolver o ventilador português. Se tudo começou como um protótipo, neste momento o Atena já é um produto em produção, com as primeiras cem unidades já a chegar aos hospitais desde o início do mês.

O projeto contou com o apoio de vários mecenas, como a EDP, a Fundação La Caixa/BPI, a REN, Gulbenkian ou a família Américo Amorim, mas também com o apoio da sociedade. No vídeo, é possível ouvir Tiago Rebelo a agradecer aos “96 mil portugueses que contribuíram para esta causa”.

Ainda em março, durante uma visita de António Costa ao CEiiA, os responsáveis pelo projeto mostravam como estava a ser desenvolvido o ventilador e quais seriam os próximos passos, que passam por uma produção descentralizada de ventiladores.

“Hoje já é um produto, que está a chegar aos hospitais. É uma tecnologia que já não é de recurso, que se quer equiparar à tecnologia usada nos hospitais”, afirma Tiago Rebelo no vídeo.

O ventilador português não ficará apenas pelos hospitais portugueses. Esta semana, o Jornal de Negócios avançou que o ventilador Atena já tem um total de 700 encomendas para as regiões brasileiras do Rio de Janeiro e de Minas Gerais. Cada ventilador será vendido por 15 mil dólares (13,84 mil euros), segundo a informação avançada.

 

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