La Junta Directiva de SERNAUTO traslada a la Ministra de Industria sus propuestas de cara a la recuperación

El pasado 20 de octubre, la Junta Directiva de la Asociación Española de Proveedores de Automoción (SERNAUTO) se reunió con la Ministra de Industria, Comercio y Turismo, Reyes Maroto, con el ánimo de trasladarle las inquietudes del sector ante la compleja situación en la que está inmerso y reiterarle la máxima colaboración de cara al PERTE del vehículo eléctrico y conectado.

in SERNAUTO, 21-10-2021


Durante el almuerzo de trabajo celebrado en Madrid, los miembros de la Junta Directiva de SERNAUTO compartieron con la Ministra Maroto, el Director General de Industria, Galo Gutiérrez, y el equipo de Gabinete, las previsiones del sector de componentes de automoción que han ido empeorando en los últimos meses y la preocupación existente por la lenta recuperación prevista debida a diversos factores como la escasez de semiconductores y componentes electrónicos, el alza de precios y escasez de materias primas, así como por el incremento de los costes logísticos y energéticos.

La Ministra de Industria se mostró sensible a esta situación y comentó en detalle las líneas de financiación e iniciativas, nacionales y europeas, activadas por su cartera para tratar de minimizar este impacto.

Por otro lado, se le expusieron los proyectos en los que se está trabajando desde la Plataforma Tecnológica Española de Automoción y Movilidad “Move to Future”, coordinada por la Asociación, y las necesidades que tienen las empresas de cara a la convocatoria de las ayudas previstas en el PERTE VEC.

Desde SERNAUTO se considera que el PERTE VEC debe ser un proyecto sectorial para conseguir el fortalecimiento de la cadena de valor de la industria de automoción y de todo el ecosistema innovador para que España, no solo se convierta en un Hub Europeo de la Electromovilidad, sino del vehículo del futuro. Es necesario poner en valor el esfuerzo de las más de 100 entidades públicas y privadas involucradas en las Manifestaciones de Interés (MDIs) presentadas, con el fin de desarrollar nuevos proyectos e inversiones (industriales y de I+D+i) y anclar así en España la actividad del tejido industrial de automoción y la del resto de sectores implicados, algo fundamental para que los fondos europeos tengan realmente el impacto deseado.

Para ello, María Helena Antolin, Presidenta de SERNAUTO, afirmó que “es necesario aplicar inteligencia y estrategia-país para responder a las necesidades reales de todos los actores de un sector tan clave para la economía española y la generación de empleo. Esta visión de estrategia-país, dando cabida a las necesidades de un mayor número de organizaciones de toda la cadena de valor, fortalecerá el ecosistema y garantizará el nivel competitivo y posicionamiento global del sector de automoción español”.

En este sentido, Reyes Maroto manifestó la sensibilidad de su Ministerio respecto a la necesidad de ser ambiciosos en la concreción de los proyectos para que cojan forma y que lleguen a ser reales. Para ello, comentó que están trabajando en grupos interministeriales con eficacia y defendiendo la posición de España ante Europa.

Además, también se abordó el tema de los costes de la energía eléctrica y la problemática que encara en la actualidad el tejido industrial. El incremento progresivo del precio de la electricidad desde el mes de abril está afectando significativamente a todos los fabricantes de componentes, además de a los electrointensivos.

Finalmente, se trasladó la importancia de seguir trabajando en la mejora de la fiscalidad existente en materia de innovación para reforzar la competitividad de las empresas del sector de componentes instaladas en España frente a otros países. Este hecho resulta crucial para atraer proyectos de innovación a nuestro país, retener talento y conocimiento y seguir generando riqueza y empleo. La Ministra entendió la relevancia de esta cuestión y se mostró partidaria a trabajar conjuntamente con el sector en esta línea.

La Presidenta de SERNAUTO, en nombre de toda la Junta Directiva, agradeció a la Ministra Maroto y a los miembros de su equipo, su cercanía con el sector y su sensibilidad hacia las cuestiones planteadas y mostró el compromiso de la Asociación para continuar impulsando estos y otros temas que promuevan la competitividad de esta industria estratégica para el país y seña de identidad de la Marca España.

 

En la imagen adjunta aparecen en la primera línea (de izda. a derecha): Ricardo Olalla (Bosch España), Oskar Goitia (Mondragón), Eduardo González (Continental), Galo Gutiérrez (Ministerio de Industria), Reyes Maroto (Ministerio de Industria), María Helena Antolin (SERNAUTO), Miguel López-Quesada (Gestamp), Mercedes Pujol (Ficosa) y María Luisa Soria (SERNAUTO). En la segunda línea (de izda. a derecha): Cristina San Martín (SERNAUTO), José Portilla (SERNAUTO), Benito Tesier (Brembo), Carlos Lorente (Clarios) y Jose Esmorís (CIE Automotive).

 

Meta de Bruxelas para CO2 é um “enorme” desafio para a indústria portuguesa

Cerca de 99% da produção assenta em motores com os dias contados e nenhuma fábrica nacional está no roteiro eléctrico

in Público, por Victor Ferreira, 19-07-2021


Portugal produziu2 64 mil veículos em 2020. Cerca de 99% desta produção estará proibida em 2035, à luz das novas regras de emissões de C02 propostas pela Comissão Europeia. Bruxelas exige emissões zero para os novos carros em 2035 para atingir a meta de redução de 55% nas emissões dos automóveis. O mesmo é dizer: o motor de combustão interna “morre” daqui a 14 anos.

Esse é o tempo de vida restante e os números da produção nacional de 2020 são enganadores. Portugal vale mais do que aqueles 264 mil, 97,9% dos quais foram exportados. A pandemia, já se sabe, levou 2020 a uma quebra de 23,6%. Em 2019, as fábricas tinham feito 345 mil unidades. Sem pandemia, sem falta de chips, estaria este ano com uma produção semelhante, quase toda assente em motores com os dias contados. A produção portuguesa é pequena à escala mundial. Já o desafio do sector nacional, que praticamente não produz veículos eléctricos, é “enorme”.

“Para não perderem esta corrida, enfrentando uma conjuntura de catástrofe que implica um estorço acrescido, as empresas terão de fazer investimentos para lá do que seria a evolução normal”, frisa Adão Ferreira, secretário-geral da associação que representa outras 360 empresas nacionais produtoras de componentes, com 61 mil trabalhadores.

“Não é possível antecipar o cenário daqui a 14 anos. Estamos optimistas com o futuro da fábrica de Cacia do Grupo Renault”, comenta Joana Cardoso, directora de comunicação e transformação do grupo francês, que emprega cerca de 1000 pessoas nesta fábrica no distrito de Aveiro, onde se especializou na fabricação de componentes auto e 70% da receita é produto de uma caixa de velocidades usada em carros com motor a gasolina ou diesel. Quando é que esta fábrica entra nos planos de electrificação? “Não revelamos os planos industriais do Grupo Renault.”

Fora da rota do investimento

Os OEM (Original Equipment Manufacturers) com presença em Portugal prometeram, nos últimos meses, um grande esforço financeiro de curto e médio prazo para entrarem no roteiro eléctrico. Volkswagen: 35 mil milhões de euros. Renault:10 mil milhões de euros. Stellantis (PSA-FCA): 30 mil milhões. Mas as fábricas portuguesas ficaram à margem. A grande aposta Renault é França. A Volkswagen (VW) escolheu Espanha para “pilar estratégico” no Sudoeste da Europa. “O investimento na transformação para a mobilidade eléctrica tem em Espanha um efeito de escala mais significativo com os recursos – fábricas e rede de fornecedores – já existentes. E isto mencionando apenas os critérios técnicos”, observa Miguel Sanches, líder da Autoeuropa.

O grupo VW é líder europeu incontestado. E partilha a liderança mundial com a Toyota nos últimos anos. O facto de ter escolhido Espanha, depois de ter dito que Portugal esteve no campo das hipóteses pelo menos para uma das seis fábricas de baterias VW na Europa, “pode significar um risco e uma oportunidade”, anota o director-geral da maior fábrica de carros do país.

Pode ser um risco, porque a capacidade produtiva da unidade de Palmela “equivale a 25% da capacidade instalada nas duas fábricas do grupo Volkswagen no Norte de Espanha”. Subentende-se que, em economias de escala, Espanha levará vantagem. Mas também pode ser uma oportunidade” pela inclusão possível numa estratégia ibérica beneficiando de sinergias regionais”, acrescenta.

Qual é então o futuro imediato da fábrica de Palmela? “A Volkswagen Autoeuropa não está para já incluída no roadmap de transformação para a mobilidade eléctrica do grupo Volkswagen”, sintetiza Miguel Sanches. “O segmento SUV vai continuar a ter um peso significativo no mercado a curto e médio prazo, pelo que a estratégia para Palmela passa pela produção do sucessor do T-Roc na variante híbrida”, adianta.

Resumindo: a Autoeuropa tem um modelo de sucesso (o SUV T-Roc), que vai ter uma versão híbrida. Mas mesmo este acabará em 2035, pelo menos na Europa, se as propostas da Comissão Europeia vingarem.

Claro que há sempre a possibilidade de o resto do mundo não seguir as pisadas da UE, como vinca um dos interlocutores do PÚBLICO sobre este assunto. Isso significa que as fábricas europeias como as portuguesas até poderão continuar a exportar carros a gasóleo ou gasolina. Além disso, o Parlamento Europeu pode reformular as propostas da Comissão. Não seria a primeira vez. “As restrições de que agora se fala, e relembramos que ainda não estão discutidas e aprovadas em sede de Parlamento Europeu, serão hipoteticamente para automóveis comercializados no espaço europeu e Cacia produz componentes para automóveis comercializados em todo o mundo”, frisa Joana Cardoso.

A reacção da indústria face às novidades pode ser descrita como contida. A Associação Europeia de Construtores de Automóveis (ACEA), que representa os 15 maiores fabricantes presentes na Europa, ditou a pauta: elogia a obrigação de cada país atingir metas na infra-estrutura de carregamento, mas critica que se “proíba uma tecnologia” (leia-se motores de combustão interna, híbridos recarregáveis ou não) em detrimento de uma solução única, a mobilidade100% eléctrica. A seu favor invoca os dados da Agência Europeia do Ambiente: com a tecnologia actual, os novos carros conseguiram uma descida adicional de 12% nas emissões de CO2, a maior em dez anos.

“Urge acelerar”

Mas há mais tensão no ar do que todas estas palavras fazem supor. No caso português, foi evidente o tom moderado, até porque há muita indefinição no horizonte e ainda faltam 14 anos. Mas a sensação de que o Governo português pouco tem feito é motivo de perplexidades e de alertas.

Temos tempo, mas cada vez menos tempo, urge acelerar”, pede Henrique Sánchez, que nada tem que ver com a indústria. Presidente da Associação de Utilizadores de Veículos Eléctricos, Sanchez partilha, no entanto, a opinião dominante nas fábricas: “O Governo deve, tem de, fazer mais, muito mais, do que está a ser feito actualmente.”

Diferentes empresários dizem que o empenho do Governo de Madrid é o exemplo a seguir. No dia em que executivo de Pedro Sánchez (PSOE) aprovou 4295 millhões do seu Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) para a mobilidade eléctrica (com quase 75% desse valor para a transformação industrial), a VW anunciou a fabrica de baterias para Espanha. Um outsider da indústria, como Henrique Sánchez, aponta a racionalidade desta escolha. “As opções dos construtores, como a Volkswagen, reflectem os locais, países ou regiões dentro de países, onde lhes são oferecidas condições mais benéficas”, comenta. “O gigantismo e a urgência das mudanças exigem uma intervenção dos Estados nas políticas públicas, nos incentivos, nos benefícios fiscais, no próprio exemplo. “

Segurar as exportações

Sete das dez maiores exportadoras são do sector automóvel, incluindo duas fabricantes: Volkswagen Autoeuropa (primeira da lista) e a PSA (quarta). Outras empresas do topo exportador produzem sistemas de exaustão para carros de combustão interna, como a Faurecia ou a Eberspächer. Há ainda a Bosch e a Continental, para as quais poderá ser menos problemático a mudança para a mobilidade eléctrica. Mas depois desta semana, há uma pergunta que fica no ar: e agora, como vai ser?

A indústria nacional divide-se, grosso modo, entre fabricantes (OEM)e fornecedores de componentes (com vários níveis de intervenção: Tier 1, Tier 2 eTier 3). Do lado dos que montam, são cinco fábricas: Autoeuropa (192 mil unidades em 2020), PSA (quase 65 mil), Mitsubishi Fuso Truck (6051), Toyota Caetano (1465) e Caetano Bus (61). Aqui trabalhavam 7515 pessoas em 2020.

Tudo somado, o sector português já não parece tão “liliputiano”- pelo menos no contexto da economia nacional. Se lhe juntarmos o retalho, as oficinas e tudo o resto, chega-se aos 152 mil postos de trabalho, vendas de 33 mil milhões, 15% das exportações e 21% da receita fiscal do Estado. Se é certo que é às empresas que cabe “acelerar” pela sua sobrevivência, garantindo que a indústria nacional conserve aquele peso económico, os empresários reclamam “estradas” em condições.

Dada a importância do sector, é essencial que o Governo mantenha as condições necessárias para a competitividade da nossa actividade (industrial e comercial), nomeadamente no apoio a investimentos”, diz a administração da PSA-Mangualde.

“O financiamento através de apoios públicos é fundamental, em linha como que ocorre em Espanha”, sublinha Miguel Sanches, da Autoeuropa. “E é igualmente necessária maior agilidade na decisão e execução, desburocratizando e centralizando processos de aprovação e licenciamento.”

“Estamos a falar de multinacionais. Tem de haver um clima propício ao investimento”, frisa, por seu lado, o secretário-geral da Associação Automóvel de Portugal (ACAP). “O PRR era a altura indicada para o Governo português apoiar o investimento nesta indústria, como fez o Governo de Pedro Sánchez”, insiste Hélder Pedro. A “falta de atenção” deixa a indústria apreensiva”, resume. Há a sensação de que, no Governo português, a economia não consegue ter a importância transversal dada ao ambiente e que isso justifica a constante revisão das metas, mas dificulta a “transformação estrutural que é preciso fazer “em toda a cadeia de valor do automóvel”. “O PRR foi, neste aspecto, uma oportunidade perdida”, lamenta.

 

 

Foto_Miguel Manso

 

CIP | “Chega de palavras: chegou o momento de concretizar o PRR”

Está formalmente dado o passo que permitirá a Portugal receber a primeira fatia do PRR. São 2,2 mil milhões de euros que têm de ser bem investidos. O que implica envolver, desde já, as empresas

in CIP 14-07-2021


O Conselho dos Assuntos Económicos e Financeiros adotou as primeiras decisões de execução relativas aos Planos de Recuperação e Resiliência, entre os quais o português. A decisão abre o caminho para que Portugal receba a primeira tranche de 2,2 mil milhões de euros, o que representa 13% do total atribuído a Portugal.

A Confederação Empresarial de Portugal — CIP defende, por isso, a necessidade de o Governo passar rapidamente do plano à concretização. Nos próximos nove anos, Portugal terá de executar, em média, mais de seis mil milhões de euros anuais de fundos europeus, incluindo o PRR, contra os três mil milhões que tem vindo a executar nos melhores anos. Uma grande ambição que apenas será realizável se contar com participação ativa das empresas.

São conhecidas as críticas que a CIP teve oportunidade de dirigir ao PRR. Portugal compara mal com diversos Estados-membros na prioridade concedida às empresas no desenho dos respetivos PRR. Por exemplo, no que respeita aos apoios à transição digital a Itália afeta à digitalização das empresas mais do dobro das verbas destinadas à digitalização da Administração pública (13,4 e 6 mil milhões de euros, respetivamente), contra pouco mais de metade em Portugal (650 milhões de euros e 1251 milhões de euros, respetivamente).

Ao contrário de outros países, como a Grécia, que decidiu baixar a taxa de imposto às empresas para, assim, impulsionar a retoma económica, Portugal tem mostrado grande resistência em acionar a política fiscal e encetar reformas nesta área, em complemento aos investimentos previstos no PRR.

A decisão tomada agora pelo Conselho dos Assuntos Económicos e Financeiros inaugura uma nova fase: Portugal vai passar do plano da discussão à fase da concretização.

Neste sentido, é preciso colocar imediatamente no terreno os há muito prometidos instrumentos de capitalização das empresas. É preciso executar com transparência, com processos de seleção abertos, com critérios de escolha adequados e conhecidos à partida. É preciso ajustar os procedimentos e o funcionamento das estruturas à realidade das empresas e às suas necessidades. É preciso associar os investimentos previstos às reformas que criem um ambiente de negócios mais favorável ao relançamento industrial e à competitividade das empresas.

“A destruição provocada pela pandemia e pelas medidas que ainda hoje restringem a liberdade de ação das empresas e das pessoas — diz António Saraiva, presidente da CIP — colocam Portugal numa situação de fragilidade económica e financeira extrema. Felizmente, após longos meses de espera, o PRR pode agora começar a ser executado no nosso país. No entanto, para que este investimento extraordinário tenha êxito e não seja mais uma ocasião desperdiçada, o que seria terrível para os portugueses, é fundamental que o Governo desça do pedestal e envolva realmente as empresas. A velha política não serve os tempos difíceis que vivemos. Executar bem e sem desperdício mais de seis mil milhões de euros por ano exige decisões ágeis e pede colaboração entre todos.”

 

Governo apresenta programas de recuperação económica e capitalização empresarial

O Ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, Pedro Siza Vieira, apresentou as medidas para a recuperação económica e capitalização empresarial, após uma «quebra económica sem precedentes» provocada pela pandemia.
in XXII Governo da República Portuguesa, 13-07-2021

Durante a sua intervenção na Porto Business School, no Porto, Pedro Siza Vieira começou por referir «as novas medidas para a recuperação transversais aos diversos sectores», previstas no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR): O aumento do capital do Banco Português do Fomento (BPF), em 250 milhões, e do Fundo de Capitalização, em 1 300 milhões.
O Ministro disse também, a propósito do BPF, que o mesmo «constitui a pedra angular para a transformação da economia portuguesa» e que «desempenhará um papel fulcral na implementação do PRR, através da execução de investimentos e do apoio a financiamento de projetos do setor privado nas dimensões verde, digital e resiliência».
Assim, sobre o aumento de capital do BPF (250 milhões), Pedro Siza Vieira disse que o mesmo visa o aumento da sua capacidade «para o pleno desenvolvimento do programa InvestEU», devendo incidir sobre «quatro janelas de investimento estratégico nacional e europeu, com mobilização esperada de cerca de 9 mil milhões de euros»: infraestruturas sustentáveis; investigação, inovação e digitalização; investimento social e competências; pequenas e médias empresas.
Relativamente ao Fundo de Capitalização e Resiliência (1 300 milhões), o Ministro afirmou que esta medida tem como missão «promover o continuado esforço de capitalização e o acesso a financiamento para empresas não financeiras, com particular ênfase no necessário reforço de solvência para o período de recuperação e relançamento da economia».
Programas Retomar e Reforçar
Pedro Siza Vieira referiu ainda, na sua intervenção, o programa Retomar – dirigido ao crédito em moratória – e o programa Reforçar, que constitui um «incentivo à capitalização de micro e pequenas empresas».
A propósito do programa Retomar, o Ministro disse que este tem como objetivos:
  • «libertar liquidez para a recuperação da atividade económica através do alívio das obrigações financeiras»;
  • «incentivo público à renegociação de termos do crédito em moratória bancária nos setores mais afetados pela crise pandémica»;
  • «garantia pública de até 25% sob créditos já existentes, assegurando novo período de carência e extensão de maturidade»; e
  • «comissão de garantia nos níveis mínimos autorizados pela Comissão Europeia».
Sobre o programa Reforçar, Pedro Siza Vieira referiu que o mesmo consiste em:
  • «promover a redução do endividamento das micro e pequenas empresas»;
  • «amortização de dívida com garantia pública contraída pelas micro e pequenas empresas, para fazer face à Covid-19»;
  • «subvenção pública que acompanha a capitalização realizada pelos sócios de empresas com maior quebra de faturação (superior a 40 %), dos setores mais afetados»;
  • subvenção «de um euro público por cada euro privado»; e
  • «atribuição de subvenção sob a forma de reembolso às prestações que primeiro se vencem».

 

PRR | Medidas para a recuperação económica e capitalização empresarial

 

VEJA OU REVEJA A APRESENTAÇÃO DAS MEDIDAS

El PERTE del coche eléctrico recibirá 4.295 millones públicos

Pedro Sánchez explica el proyecto al sector del automóvil, que aumentará su peso hasta el 15% del PIB en los próximos años

in Coche Global, por Ana Montenegro, 12-07-2021


El Gobierno ha presentado el Proyecto Estratégico para la Recuperación y Transformación Económica (PERTE) del sector de la automoción antes de su aprobación, tal como avanzó la ministra Reyes Maroto en Auto Mobility Trends. El esperado proyecto supondrá, según ha dicho Pedro Sánchez, una inversión pública “gigante” y “histórica” de 4.295 millones de euros, con un importante efecto multiplicador de 19.000 millones entre 2021 y 2023. El PERTE se enmarca en los proyectos financiados con 70.000 millones de los fondos europeos de reconstrucción económica Next Generation EU.

Esta iniciativa, que tiene como objetivo la transición hacia el vehículo eléctrico y conectado, contempla un conjunto de actuaciones que han sido presentadas hoy por el presidente del Gobierno, Pedro Sánchez, a quien han acompañado en el Palacio de La Moncloa las ministras de Transición Ecológica, Teresa Ribera, y de Industria, Reyes Maroto, así como representantes de diferentes patronales de la automoción y tecnológicas.

Salto para la automoción

Según Sánchez, entre las inversiones públicas y privadas se sumarán unos 24.000 millones de euros en los próximos años. Esto servirá para que la aportación de la industria de la automoción al PIB español “salte” al 15% en 2030, ha afirmado Sánchez, que ha asegurado que esto permitirá también una transformación del país, ya que tendrá un impacto territorial “formidable”, en una España que cuenta con 17 fábricas repartidas por diez comunidades autónomas y que impulsarán una gran de red de proveedores actualmente está formada por unas mil empresas”.

De acuerdo con los datos que ha aportado Sánchez, el PERTE del vehículo eléctrico y conectado, que aprobará el martes 13 de julio el Consejo de Ministros, va a activar un crecimiento transversal, que además va a mantener la competitividad y el empleo en la industria, al tiempo que va a permitir la formación de unos 150.000 personas en los próximos años.

2.975 millones para baterías y plantas

El presidente del Gobierno central también ha anunciado que se nombrará a una persona, consensuada entre el Ejecutivo y el sector, para que lidere e impulse el PERTE. También este martes se lanzará una convocatoria de plan de automoción sostenible con 40 millones de euros de presupuesto.

El PERTE del vehículo eléctrico y conectado permitirá la creación de 142.000 empleos y generará una contribución al PIB de entre el 1% y el 1,7 % entre 2021 y 2023. La creación de empleo estimada oscila en una horquilla de 68.125 en el escenario conservador a 141.214 en el más optimista, según el resumen publicado en la web de La Moncloa.

De los 4.295 millones, se destinán a una planta de baterias y a la adptación de las fábricas de automóviles un total de 2.975 millones. De esa partida tienen que salir los fondos para el proyecto que salga ganador entre los anunciados, incluidos el de Seat y el Grupo Volkswagen denominado F3 y en el que el Gobierno avanzó que sería socio impulsor.

Anfac pide celeridad

El presidente de Anfac, José Vicente de los Mozos, ha subrayado que esta iniciativa va a acelerar el despliegue del vehículo eléctrico y conectado, pero ha destacado la importancia de que “se haga realidad” con la mayor celeridad posible. La presidenta de la Asociación Española de Proveedores de Automoción (Sernauto), María Helena Antolín, ha puesto el foco en la necesidad de que las administraciones y el sector público trabajen juntos y coordinados para aprovechar los fondos europeos.

También el presidente de la Asociación Empresarial para el Desarrollo e Impulso de la Movilidad Eléctrica (Aedive), Adriano Mones, ha señalado la necesidad del compromiso del sector público para eliminar las barreras para el despliegue de los puntos de carga.

Faconauto considera el PERTE una “oportunidad real” para impulsar la competitividad del sector. Faconauto ha subrayado que este proyecto permitirá a España seguir siendo competitiva en el proceso de transformación ‘verde’ y digital que está experimentando la sociedad. De igual modo, la asociación ha indicado que el hecho de que la automoción haya protagonizado el primer Perte que se va a aprobar, pone de manifiesto la importancia que tiene sobre la economía y el empleo.

El presidente de Ganvam, Raúl Palacios, ha asegurado que para garantizar el éxito de la estrategia integral transformadora de la automoción es “imprescindible” incluir el apoyo a la distribución. “Sin los distribuidores y su conocimiento para llegar al conductor se corre el riesgo de que la oferta no tenga el alcance deseado”, ha señalado Palacios, que ha recordado que el sector alcanza una cifra de negocio anual de 91.700 millones de euros.

CCOO ha asegurado que el PERTE representa un oportunidad para recuperar la soberanía industrial y cambiar el modelo productivo. El sindicato defiende que el proyecto es una forma “muy acertada” de articular la llegada de los fondos europeos, ya que intenta atraer toda la cadena de valor, además de fomentar la cohesión social y territorial.

 

Pedro Sánchez presenta el PERTE a la automoción / EFE / JAVIER LIZÓN

 

El Perte del Vehículo Eléctrico y Conectado generará una inversión público-privada de 24.000 millones, de los que 4.295 vendrán del Estado

El primer proyecto estratégico, financiado con los fondos para la reconstrucción de la UE, contará con 3.160 millones de euros, a los que habrá que sumar los 1.100 de los planes Moves. Gracias a esta inversión, se generará un gasto privado de 19.714 millones. En total, se espera movilizar 24.009 millones de euros entre 2021 y 2023.

in La Tribuna de Automoción, por Pablo M. Ballesteros, Ignacio Anasagasti ,12-07-2021


El presidente del Gobierno, Pedro Sánchez, ha adelantado hoy que el Perte para el Desarrollo del Vehículo Eléctrico y Conectado generará una inversión público-privada, entre 2021 y 2023, de 24.009 millones de euros de los que 4.295 procederán de la Administración, gracias a los fondos NextGenerationEU.

Esta cifra de desembolso estatal hay que desglosarla en 3.160 millones de euros destinados al Impulso del proyecto transformador de la cadena de valor del VEC; 1.100 millones para el plan de incentivos para la compra de vehículos eléctricos, híbridos enchufables y de hidrógeno y la instalación de puntos de carga, ya recogidos en el Moves III y el Moves Singulares; 14 millones para el despliegue del 5G y 21 millones para planes de formación profesional del sector.

La aportación de 3.160 millones está muy cerca de la adelantada por La Tribuna de Automoción en su edición impresa de julio y en la digital y, se distribuirá de forma que 2.975 millones serán para la Línea de actuación integral para el desarrollo y la fabricación del VEC; 100 para el programa espacios de datos sectoriales; 45, destinados al Programa para integrar la inteligencia artificial en las cadenas de valor para transformar el tejido económico y 40 para el Plan Tecnológico de Automoción Sostenible, convocatoria que correrá a cargo del CDTI, ha aclarado hoy Sánchez.

Según cálculos del Gobierno, este capítulo implicará un nivel de gasto a nivel privado de 12.085 millones, de los que 11.900 corresponderá al primer apartado, mientras que los restantes supondrán exactamente la misma cuantía que la aportada por el Estado.

Los dos planes Moves —la tercera edición y singulares— desencadenarán un gasto empresarial y particular de 7.629 millones. A estas cifras hay que añadir los 21 millones que implicará por parte de las compañía el desarrollo del 5G, lo que elevarían la partida privada hasta los 19.714 millones de euros en los próximos tres ejercicios.

El PIB de la automoción se elevará al 15%

Durante la presentación del primer proyecto estratégico para la recuperación y transformación económica (Perte) del vehículo eléctrico y conectado, Sánchez ha destacado que el plan que aprobará mañana el Consejo de Ministros va a tener un «enorme efecto multiplicador», que permitirá dar un salto «estructural sin precedentes» en la historia de la movilidad española. Esto llevará a que el porcentaje del PIB que genera la automoción pasará del actual 10% al 15% en 2030, a la vez que se crearán 142.000 empleos nuevos.

El líder del Ejecutivo, que ha estado acompañado por la vicepresidenta tercera y responsable de Transición Ecológica y Reto Demográfico. Teresa Ribera, y la ministra de Industria, Comercio y Turismo, Reyes Maroto, el presidente de Extremadura, Guillermo Fernández Vara, así como los principales actores del sector en España, ha reconocido que es consciente del momento «muy delicado» por el que está pasando la automoción española, como consecuencia de la Covid-19.

A ello, se le suma que el sector se encuentra afrontando la mayor transformación de su trayectoria, que no se podría conseguir con «el funcionamiento espontáneo del mercado», por lo que defendió la colaboración público-privada. En ese punto, se dirigió a los conductores para señalar que la electromovilidad «estará al alcance de todos los ciudadanos y no solo para una minoría», ya que el lanzamiento del Perte marca un antes y un después en ese propósito.

 

Archivo. El presidente del Gobierno, Pedro Sánchez.

 

PRR | Agendas para a Inovação Empresarial

Componente 5 – Capitalização e Inovação Empresarial, integrada na Dimensão Resiliência, visa aumentar a competitividade e a resiliência da economia com base em I&D, inovação, diversificação e especialização da estrutura produtiva.

in IAPMEI, 07-07-2021


Desta componente fazem parte as Agendas Mobilizadoras para a Inovação Empresarial e as Agendas Verdes para a Inovação Empresarial, as quais diferem apenas nos domínios de intervenção dos projetos a promover, pelo que foram operacionalizadas através de um processo comum.

Contributos para os objetivos gerais do Plano

  • Promover a coesão económica, social e territorial da União
  • Reforçar a resiliência económica e social
  • Atenuar o impacto social e económico da crise

As agendas devem contribuir de forma efetiva para Portugal atingir os seguintes objetivos estratégicos até 2030:

  1. Contribuir para a alteração do perfil de especialização da economia portuguesa
  2. Aumentar as exportações de bens e serviços
  3. Incrementar o investimento em I&D, garantindo atingir 3% do PIB até 2030
  4. Reduzir as emissões de CO2 em 55% até 2030

Convite à Apresentação de Ideias para a constituição das Agendas Mobilizadoras ou Agendas Verdes para a Inovação Empresarial, assenta num processo aberto e competitivo de auscultação, suportado pelo envolvimento ativo dos vários potenciais atores, por forma a identificar as reais oportunidades de investimento e capacidades de execução em que poderão participar todas as entidades relevantes dos sistemas científico e tecnológico, empresarial e das agências públicas envolvidas.

Na sequência do processo de seleção serão realizados Convites para apresentação de candidaturas a financiamento, visando a celebração de contratos-programa com os consórcios que irão promover as iniciativas selecionadas.

Consulte o Convite à Apresentação de Ideias para a constituição das Agendas Mobilizadoras ou Agendas Verdes para a Inovação Empresarial

ÁREAS TEMÁTICAS DAS AGENDAS

As iniciativas a apoiar devem estar alinhadas com as prioridades estratégicas definidas na Estratégia Nacional de Investigação e Inovação para uma Especialização Inteligente (ENEI) e as propostas devem enquadrar-se, numa ou em várias das seguintes áreas e respetivas sub-áreas:

  • TECNOLOGIAS TRANSVERSAIS E SUAS APLICAÇÕES
    • Energia
    • Tecnologias de Informação e Comunicação
    • Matérias-primas e Materiais

 

  • INDÚSTRIAS E TECNOLOGIAS DE PRODUÇÃO
    • Tecnologias de Produção e Indústrias de produto
    • Tecnologias de Produção e Indústrias de processo

 

  • MOBILIDADE, ESPAÇO E LOGÍSTICA
    • Automóvel, Aeronáutica e Espaço
    • Transportes, Mobilidade e Logística

 

  • RECURSOS NATURAIS E AMBIENTE
    • Agro-alimentar
    • Floresta
    • Economia do Mar
    • Água e Ambiente

 

  • SAÚDE, BEM-ESTAR E TERRITÓRIO
    • Saúde
    • Turismo
    • Indústrias Culturais e Criativas (e Audiovisual)
    • Habitat

Os projetos podem inserir-se noutros domínios de atividade desde que demonstrada a sua natureza inovadora no quadro do atual padrão de especialização produtiva portuguesa.

ÁREA GEOGRÁFICA DE APLICAÇÃO

Os projetos devem ser desenvolvidos no território nacional, devendo as entidades integrantes dos consórcios ter um estabelecimento legalmente constituído em qualquer uma das regiões NUT II.

TIPOLOGIA DE PROJETOS 

  • Pactos de Inovação, devem respeitar as seguintes condições específicas:
  • Envolver um valor de investimento indicativo mínimo de 50 milhões de euros;
  • Ser desenvolvido por um Consórcio que integre, preferencialmente, um mínimo de 10 entidades, abrangendo obrigatoriamente a participação de empresas e de ENESII, incluindo, pelo menos, uma NPME.

Em casos excecionais e mediante fundamentação, poderá não ser exigida a participação de NPME.

  • Estar concluído e com resultados concretizados até 31.12.2025.
  • Projetos mobilizadores de agendas de inovação, devem respeitar as seguintes condições específicas:
  • Envolver um valor de investimento indicativo superior a 20 milhões de euros;
  • Ter uma duração máxima de 36 meses.

NATUREZA DOS INVESTIMENTOS A APOIAR

Tipologias de investimentos elegíveis

  • Projetos de investigação, desenvolvimento e inovação, centrados prioritariamente em TRL mais próximos do mercado, incluindo processos de transferência de tecnologia e de demonstração, com vista à sua introdução no mercado;
  • Projetos de investimento produtivo, que concretizem a produção de novos bens e serviços, com claro enfoque no apoio à produção tecnologicamente avançada por parte dos investidores empresariais;
  • Projetos de qualificação e internacionalização das organizações, incluindo apoio ao desenvolvimento de plataformas e bases de dados;
  • Projetos de capacitação de recursos humanos, incluindo programas de formação avançada;
  • Projetos de divulgação e promoção das iniciativas e dos produtos, processos ou serviços desenvolvidos no âmbito das agendas.

Apenas são admissíveis as propostas que garantam o cumprimento do princípio do Não Prejudicar Significativamente “Do No Significant Harm” (DNSH), não incluindo atividades que causem danos significativos a qualquer objetivo ambiental na aceção do Artigo 17.º do Regulamento (UE) 2020/852 do Parlamento Europeu e do Conselho (Regulamento da Taxonomia da UE), conforme lista de atividades excluídas constante no Anexo II do Aviso de candidatura.

LIMITES DOS APOIOS

Os apoios públicos assumem genericamente a forma de subvenções, nas condições a fixar em sede do contrato-programa a celebrar com as entidades promotoras dos projetos selecionados para apoio na Fase 2.

Os apoios respeitarão as regras da UE em matéria de auxílios de Estado, observando-se neste âmbito as regras e limites fixados no Regulamento Geral de Isenção por Categoria (Regulamento n.º 651/2014 da Comissão, de 16 de junho de 2014), que declara certas categorias de auxílio compatíveis com o mercado interno.

No caso de projetos com abordagens integradas, desde que não ultrapassem os limiares de notificação previstos no artigo 4.º do RGIC, podem assumir um mix de categorias de auxílios, pelo que o quadro de referência das taxas de financiamento das despesas elegíveis será o que decorrer do respetivo enquadramento no regime de Auxílios de Estado em vigor.

Taxas máximas de apoio por tipologia de auxílio (Anexo I do Aviso de Candidatura).

DURAÇÃO DOS PROJETOS E ELEGIBILIDADE DAS DESPESAS

  • Despesas elegíveis a partir da data de apresentação de proposta no âmbito do atual procedimento de Convite à Manifestação de Interesse
  • Os marcos e as metas definitivas devem ser cumpridos até à data-limite definida no contrato programa, devendo ter como referência máxima 31.12.2025.
  • A data-limite para a apresentação de despesas é 30.06.2026.

ESTRUTURA DAS PROPOSTAS A APRESENTAR

As propostas a apresentar deverão ser fundamentadas em Planos Estratégicos, contendo um diagnóstico e um prognóstico do processo de transformação estrutural que visam promover numa determinada macrorregião industrial e no País.
A estrutura dos Planos Estratégicos encontra-se definida no ponto 4 do Aviso de Candidatura.

ENTIDADES ELEGÍVEIS E ORGANIZAÇÃO DO CONSÓRCIO

  • Empresas, de qualquer dimensão ou forma jurídica;
  • Entidades não Empresariais do Sistema de I&I (ENESII);
  • Entidades gestoras dos Clusters de Competitividade;
  • Entidades da administração pública;
  • Associações empresariais ou outras associações relevantes para a área objeto do projeto.

Qualquer entidade elegível pode participar em mais do que um consórcio, devendo ser demonstrada a respetiva capacidade técnica e financeira.

Para informação sobre as regras específicas subjacentes à organização dos consórcios, consulte o ponto 5.2 do Aviso de Candidatura.

DOTAÇÃO INDICATIVA DO FUNDO A CONCEDER

A dotação afeta ao concurso das agendas, na componente de incentivo não reembolsável, é de 930 milhões de euros, corresponde à seguinte dotação indicativa por medida:

  • 558 milhões de euros, para as Agendas Mobilizadoras para a Inovação Empresarial;
  • 372 milhões de euros, para as Agendas Verdes para a Inovação Empresarial.

‘Recuperar Portugal’ é o novo site do PRR

‘Recuperar Portugal’ é o nome do novo site, recentemente lançado, com toda a informação sobre o PRR – Plano de Recuperação e Resiliência português.

in PRR Recuperar Portugal, 22-06-2021


Esta nova plataforma está dividida em 5 grandes Blocos Temáticos:

 

No âmbito das CANDIDATURAS foram já lançados dois Avisos de Concurso relativos a ‘Qualificações e Competências’ com candidaturas até 10 de setembro:

PROGRAMA IMPULSO JOVENS STEAM (AVISO N.º 01/PRR/2021)

Promoção e apoio a iniciativas orientadas exclusivamente para aumentar a graduação superior de jovens em áreas de ciências, tecnologias, engenharias, artes e matemática (STEAM – Science, Technology, Engineering, Arts and Mathmatics).

Data do Aviso: 21/06/2021

Submissão de Candidaturas de “Manifestação de Interesse” até 10/09/2021

PROGRAMA INCENTIVO ADULTOS (AVISO N.º 01/PRR/2021)

Apoio à conversão e atualização de competências de adultos ativos através de formações de curta duração no ensino superior, de nível inicial e de pós-graduação, assim como à formação ao longo da vida.

Data do Aviso: 21/06/2021

Submissão de Candidaturas de “Manifestação de Interesse” até 10/09/2021

Fique atento! Nos próximos dias serão lançados novos Avisos de Candidatura nesta página

Saiba tudo sobre o PRR português no site ‘Recuperar Portugal’.

 

https://recuperarportugal.gov.pt/

 

Assista ao VÍDEO de APRESENTAÇÃO.

 

PRR | IAPMEI presente para avançar com as empresas

O Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) que se encontra em apreciação por parte da Comissão Europeia, contempla um conjunto de iniciativas que contam com a intervenção do IAPMEI, enquanto intermediário ou executor direto.

in IAPMEI, 10-05-2021

As várias medidas previstas inserem-se em três principais domínios: resiliência, transição climática e transição digital.

Assim, no que toca à dimensão da resiliência estão previstas medidas como a criação de agendas para a reindustrialização e a Missão Interface, que visa a renovação da rede de suporte científico e tecnológico e orientação para o tecido produtivo, com um investimento global de 1 116 milhões de euros.

Já na área da transição climática, o PRR integra um conjunto de iniciativas lideradas pelo IAPMEI, com vista à descarbonização da indústria, através da promoção e do apoio financeiro à indústria nacional para uma atuação pluridimensional no plano ambiental, com um investimento previsto de 715 milhões de euros.

No que se refere à transição digital, para a qual está previsto um investimento de 650 milhões de euros, o IAPMEI irá a contribuir para reforçar a digitalização do tecido empresarial de modo a recuperar o seu atraso face ao processo de transição digital em curso e apoiar as empresas no reforço das competências digitais dos seus trabalhadores, na modernização dos seus modelos de negócio, bem como os seus processos de produção, incluindo a desmaterialização dos fluxos de trabalho, na criação de novos canais digitais de comercialização de produtos e serviços, na incorporação de tecnologias digitais disruptivas nas propostas de valor das empresas e no estimulo ao empreendedorismo de base digital.

O aproveitamento destas oportunidades por parte das empresas far-se-á através de investimentos em qualificação de recursos humanos e em incorporação de tecnologias digitais. Para tirar partido das oportunidades vertidas no PRR no que toca ao digital, as empresas deverão possuir uma estratégia clara de abordagem à sua transição digital, identificando as áreas onde precisam de apostar e investir com o apoio dos fundos europeus do PRR ou Portugal 2030.

Estas ações preveem a requalificação de 36 mil trabalhadores, o apoio a 30 mil PME, a constituição de 10 aceleradoras digitais e o acesso a formação teórica e consultoria vocacionadas para a Indústria 4.0, bem como a emissão de 3 mil vouchers destinados a startups.

LINKS

Resposta da CIP à consulta pública sobre o PRR

A CIP submeteu a sua resposta à consulta pública sobre o Plano de Recuperação e Resiliência. A CIP lamenta o processo, com prazos curtos e com base num mero documento de síntese, bem como o afastamento dos parceiros sociais durante os meses que decorreram para a preparação deste Plano.

in CIP, 03-03-2021


Na sua resposta, a CIP aborda as opções tomadas na distribuição das verbas, constatando que a sua alocação não reflete a prioridade que deve ser concedida às empresas no processo de recuperação da economia portuguesa. Quanto à gestão do PRR, a CIP defende que deve estar baseada em formas expeditas, eficientes e rápidas de aprovação e canalização para os beneficiários.

O documento procede, finalmente, à análise crítica das componentes mais diretamente relacionadas com as empresas e destaca as suas principais lacunas.

O contributo completo está disponível aqui.