Exportações de componentes de automóveis atingem recorde de 2.945 ME até abril

As exportações de componentes de automóveis atingiram um valor recorde de 2.945 milhões de euros até abril, mais 4% face a igual período do ano passado, revelou hoje a Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel (AFIA).

in Diário de Notícias / Lusa, 14-06-2019


As vendas ao estrangeiro de componentes de automóveis produzidas em Portugal nos primeiros quatro meses deste ano (2.945 milhões de euros), representaram um aumento de 76% em relação a idêntico período de 2010, refere a AFIA em comunicado.

Por regiões, a União Europeia representou 91% das exportações nacionais de componentes no quadrimestre em análise, com 2.665 milhões de euros e um aumento de 3,6%, na comparação com igual período do ano anterior.

Já as exportações para o resto do mundo representaram 9% do total de componentes vendidas ao estrangeiro entre janeiro e abril deste ano, tendo-se registado um crescimento de 6,6% face a idêntico quadrimestre de 2018.

Entre janeiro e abril, 71% do total das exportações de componentes produzidas em Portugal teve como mercados a Espanha, Alemanha, França e o Reino Unido.

A Espanha lidera nos primeiros quatro meses deste ano o top das importações de componentes fabricadas em Portugal, com 790 milhões de euros e um crescimento de 12,2%, seguindo-se a Alemanha com 610 milhões de euros e um acréscimo de 3,2%.

Na terceira posição surge a França com 443 milhões de euros e uma subida de 2,9% até abril, que compara com idêntico período do ano passado e no quarto lugar aparece o Reino Unido com 249 milhões de euros, mas com uma quebra de 15,1%, tendência que queda que se observa desde 2017.

Os componentes de automóveis fabricados em Portugal representaram no primeiro quadrimestre deste ano 15% do total das exportações portuguesas de bens e serviços transacionáveis.

Até abril, Portugal vendeu ao estrangeiro 20.014 milhões de euros em bens e serviços transacionáveis, mais 4,4% face a igual período de 2018.

 

 

Eletrificação total “cortaria” 4400 empregos na indústria portuguesa

CENÁRIO É POUCO PROVÁVEL

in Vida Económica, 31-05-2019


Uma rápida evolução para um cenário de eletrificação a 100% do mercado automóvel europeu, algo que está distante, dado que em 2018 os veículos elétricos representaram 2% de quota das vendas na União Europeia, teria impacto no emprego da indústria portuguesa de componentes para o setor automóvel a rondar 8%, ou seja, 4400 postos de trabalho, avisa a Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel
(AFIA).

“A indústria portuguesa de componentes assegura emprego direto a mais de 55 mil pessoas. Segundo estimativa da AFIA, este cenário radical de 100% de veículos elétricos (não híbridos) levaria ao encerramento de empresas ou à diminuição de volume de produção que resultariam na eliminação de cerca de 4400 postos de trabalho”, indica a
associação, em comunicado.

A AFIA salienta que os agentes económicos e políticos devem procurar “vias para transformar a descarbonização dos transportes terrestres numa oportunidade para a indústria e para a sociedade em geral”.

“Combustão interna continuará dominante”

A União Europeia aprovou, há poucos meses, novas normas que limitam as emissões de CO2 para os novos veículos de passageiros. Redução de 15% de CO2 até 2025 e 37,5% em 2030, por comparação com os limites de emissões permitidas em 2021. Igualmente se impõe que, a partir de 2025, 15% dos novos ligeiros de passageiros
tenham emissões baixas ou nulas, pretendendo-se que após 2030 aquela quota suba para 35%.

Desde a AFIA indicam que, “independentemente dos incentivos dos diferentes governos europeus à aquisição dos veículos elétricos, no curto prazo, os veículos com motores de combustão interna (tradicionais ou híbridos) manter-se-ão dominantes”.

A associação industrial defende que a evolução do mercado dos veículos elétricos dependerá de vários fatores, tais como “o preço do petróleo, o custo da eletricidade, o preço das viaturas elétricas, a sua autonomia, a disponibilidade de meios (públicos e privados) para carregamento das baterias, a velocidade de carregamento, a aceitação pública deste tipo de mobilidade, a tipologia de veículos a serem colocados no mercado e as normas europeias sobre emissões de CO2”.

A resposta aos desafios que esta nova regulamentação traz terá de ser dada “pelos construtores de automóveis e respetiva cadeia de fornecedores, que terão que efetuar um considerável esforço de investimento” em novas tecnologias para tornar a mobilidade mais limpa. A indústria automóvel europeia investe anualmente mais de 50
mil milhões de euros em inovação, o que a torna, acrescenta a AFIA, “o principal investidor em Investigação e Desenvolvimento da União Europeia, com um peso relativo de 27% do total do investimento”.

Transporte rodoviário “responde” por 16% das emissões

A indústria automóvel (construtores e fornecedores, incluindo a cadeia de fornecedores portugueses) está, segundo a
associação, “comprometida com as metas de Paris” para mitigar os efeitos das alterações climáticas, pretendendo cumpri-las fazendo uso de todo o seu conhecimento e inovação.

A AFIA destaca, contudo, que é “um equívoco” assumir que o aquecimento global tem como principal causa os veículos automóveis, já que, globalmente, “o transporte rodoviário é apenas responsável por cerca de 16% das emissões de CO2”. Fornecimento de energia (44%), indústria e construção (18%), utilização de combustível para outros fins (18%), transporte não rodoviário (4%) contribuem mais.

“Todas as fontes de emissões de CO2, e não apenas os automóveis, deverão ser otimizadas para se conseguir reduzir o problema”, defende a associação.

 

 

AFIA | COMUNICADO DE IMPRENSA | Veículos elétricos e impactos na indústria portuguesa de componentes

Nove em cada dez carros vendidos na União Europeia ainda são equipados com motores de combustão interna, gasolina ou diesel, sendo que a curto prazo estes veículos manter-se-ão dominantes.

in AFIA, 21-05-2019


Segundo os dados da ACEA -Associação dos Construtores Europeus de Automóveis, venderam-se em 2018 na União Europeia 15 milhões de carros ligeiros de passageiros. Diferenciando segundo o tipo de combustível/energia, os carros a gasolina representaram 57% das vendas, os diesel 36%, os veículos híbridos 4%, os veículos elétricos 2% e os veículos movidos a combustíveis alternativos (GPL/NGV/E85) 1%. Ou seja, 9 em 10 carros vendidos na União Europeia em 2018 foram equipados com motores de combustão interna, gasolina ou diesel.

Independentemente dos incentivos dos diferentes governos europeus à aquisição dos veículos elétricos, no curto prazo os veículos com motores de combustão interna (tradicionais ou híbridos) manter-se-ão dominantes.

A evolução do mercado dos veículos elétricos dependerá significativamente de vários factores: o preço do petróleo, o custo da eletricidade, o preço das viaturas elétricas, a sua autonomia, a disponibilidade de meios (públicos e privados) para carregamento das baterias, a velocidade de carregamento, a aceitação pública deste tipo de mobilidade, a tipologia de veículos a serem colocados no mercado e as normas europeias sobre emissões de CO2 .

A União Europeia, recentemente, aprovou novas normas que limitam as emissões de CO2 para os novos veículos de passageiros. Redução de 15% de emissões de CO2 até 2025 e 37,5% em 2030, por comparação com os limites de emissões permitidas em 2021. Igualmente se impõe que a partir de 2025, 15% dos novos ligeiros de passageiros tenham emissões baixas ou nulas, pretendendo-se que após 2030 aquela quota suba para 35%.

A resposta aos desafios que esta nova regulamentação traz, terá que ser dada pelos construtores de automóveis e respectiva cadeia de fornecedores, que terão que efetuar um considerável esforço de investimento em novas tecnologias para tornar a mobilidade mais limpa. A indústria automóvel europeia investe anualmente mais de 50 mil milhões de euros em inovação, o que a torna o principal investidor em Investigação e Desenvolvimento da União Europeia, com um peso relativo de 27% do total do investimento.

A indústria automóvel: construtores e fornecedores, incluindo a cadeia de fornecedores portugueses, está comprometida com as metas de Paris para mitigar os efeitos das alterações climáticas, pretendendo cumpri-las fazendo uso de todo o seu conhecimento e inovação.

Será no entanto um equívoco assumir que o aquecimento global seja causado, principalmente, pelos veículos automóveis, já que globalmente o transporte rodoviário é apenas responsável por cerca de 16% das emissões de CO2 feitas pelo homem. Existem outros importantes contribuintes: fornecimento de energia (44%), indústria e construção (18%), utilização de combustível para outros fins (18%), transporte não rodoviário (4%).

Todas as fontes de emissões de CO2, e não apenas os automóveis, deverão ser optimizadas para se conseguir reduzir o problema.

Assumindo um cenário hipotético e pouco verosímil, conforme acima explicado, que todos os novos veículos passavam de imediato a utilizar exclusivamente motorização eléctrica, qual o impacto dessa mudança? A indústria portuguesa de componentes assegura emprego directo a mais de 55.000 pessoas. Segundo estimativa da AFIA, este cenário radical de 100% de veículos elétricos (não híbridos) levaria ao encerramento de empresas ou à diminuição de volume de produção que resultariam na eliminação de cerca de 4.400 postos de trabalho.

Este cenário é radical, com baixa probabilidade de concretização no curto e médio prazo, o que não quer dizer que deva haver abrandamento dos agentes económicos e políticos, com acrescida responsabilidade do Governo da República, no seguimento da evolução do mercado automóvel, procurando-se vias para transformar a descarbonização dos transportes terrestre numa oportunidade para a nossa indústria e para a sociedade em geral.

 

Versão pdf do comunicado de imprensa

 

 

AFIA em parceria com a AEP promove indústria portuguesa de componentes automóveis na GACS Expo

A AFIA – Associação de Fabricantes para a Industria Automóvel, no âmbito do acordo de colaboração para a promoção internacional da indústria portuguesa de componentes para automóveis celebrado com a AEP – Associação Empresarial de Portugal, promove pelo 3º ano consecutivo a participação nacional na Global Automotive Components and Suppliers Expo 2019, que decorrerá entre os dias 21 a 23 de Maio em Estugarda (Alemanha).

in AFIA, 16-05-2019


A GACS – Global Automotive Components and Suppliers é um certame anual sendo uma das principais feiras de negócios da Europa para a indústria de componentes automóveis, onde está representada toda a cadeia de valor da indústria automóvel.

A GACS decorre em paralelo com a Automotive Interiors Expo, a Autonomous Vehicle Technology Expo, a Engine Expo e a Automotive Testing Expo e que no total juntam cerca de 800 expositores oriundos de 38 países.

O stand colectivo promovido pela AFIA/AEP integra 9 empresas: A. HENRIQUES, EPEDAL, FABOR, FUNDÍNIO, INCOMPOL, OPTIMAL, SONAFI, TRIM NW e a WRK.

Adicionalmente participam mais 4 empresas associadas da AFIA com stands na Automotive Interiors Expo: ERT TÊXTIL, O2A AUTOADESIVOS, PTC GROUP e TMG AUTOMOTIVE.

Sendo que na Automotive Testing Expo expõe a DIVMAC (do grupo PINTO BRASIL).

De notar ainda a realização, também em simultâneo da Moulding Expo, feira internacional de moldes e ferramentas, com a presença de mais 4 empresas ligadas às AFIA: MOLDOESTE, PRIFER, SOCEM e a SETSA.

Até ao final de 2019 a AFIA em colaboração com a AEP promoverá, ainda, a participação colectiva portuguesa em mais 2 feiras:

  • 26 e 27 de Junho: Automotive & Manufacturing Meetings Madrid (Espanha);
  • 10 a 13 de Setembro: Salão Automóvel de Frankfurt (Alemanha).

A indústria de componentes automóveis muito tem contribuído para a consolidação da economia portuguesa. No primeiro trimestre de 2019 as exportações de componentes aumentaram 5% quando comparadas com o período homólogo de 2018. Estes números são bastante significativos, na medida em que no ano de 2018 as exportações de componentes automóveis atingiram o seu máximo histórico de 9,4 mil milhões de euros. A indústria de componentes automóveis é responsável por 16% das exportações portuguesas de bens transaccionáveis, ou seja, por cada 100 euros que Portugal vende ao exterior, 16 euros são componentes automóveis.

 

 

Exportações de componentes automóveis com aumento de 7%

De acordo com a AFIA o valor das exportações de componentes automóveis registou até fevereiro de 2019 um aumento de 7% em relação ao mesmo período do ano anterior

in AFIA, 10-04-2019


De acordo com os dados recolhidos pela AFIA – Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel – as vendas destes componentes para o exterior registaram um aumento de 6,6% em relação ao mesmo período do ano passado, atingindo os 1.472 milhões de euros.

No que diz respeito aos destinos das exportações dos referidos componentes automóveis é de destacar o aumento de 6,8% para a União Europeia. No que se refere às vendas para os países do resto do mundo registaram um aumento de 5%.

Podemos assim concluir que as vendas para o exterior, desde o início da década, praticamente duplicaram passando dos 797 milhões de euros no ano de 2010 para os 1.472 milhões de euros em 2018, ou seja, um aumento de 85%.

É ainda de referir que os componentes automóveis representam 15% do total das exportações de bens transacionáveis.

Os cálculos da AFIA têm por base as Estatísticas do Comércio Internacional de Bens divulgados no dia 9 de abril pelo INE – Instituto Nacional de Estatística.

 

Para mais informações clique aqui (ficheiro pdf).

 

 

 

 

 

Exportações de componentes automóveis aumentaram 7% em Janeiro

As exportações de componentes automóveis registaram em Janeiro um aumento de 7% face ao mesmo mês de 2018.

in AFIA, 12-03-2019


 

De acordo com os dados apurados pela AFIA – Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel,  em Janeiro as vendas de componentes automóveis ao exterior atingiram os 748 milhões de euros, o que corresponde a um aumento de 7,4% face ao verificado no mesmo mês do ano passado.

Importa também referir no que respeita aos destinos das exportações dos componentes automóveis o aumento de 8,1% para a União Europeia, sendo que as vendas para o resto do mundo mantiveram-se praticamente inalteradas, um acréscimo de 0,2%.

Desde o início da década as vendas ao exterior praticamente que duplicaram passaram dos 388 milhões de euros no ano de 2010 para os 748 milhões de euros em 2018, um acréscimo de 93%.

Note-se ainda que os componentes automóveis representam 15% das exportações de bens transaccionáveis.

Os cálculos da AFIA têm como base as Estatísticas do Comércio Internacional de Bens divulgados, 12 de Março, pelo INE – Instituto Nacional de Estatística.

 

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AFIA REÚNE SECTOR

Dia 23 de janeiro a AFIA reúne a indústria automóvel no Museu da Vista Alegre, em Ílhavo, para debater o “Crescimento na Mudança”. O Secretário de Estado da Economia, José Correia Neves, encerrará a sessão.

in AFIA, 16-01-2019


 

“Crescimento na Mudança” é o tema que a AFIA – Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel senta ao volante do 9º Encontro da Indústria Automóvel. O evento vai reunir os principais agentes do setor no Museu da Vista Alegre, em Ílhavo, já na próxima quarta-feira, dia 23 de janeiro.

Com a indústria automóvel a manter recordes de crescimento nos últimos anos, quer em termos de exportações, criação de emprego e volume de negócios, a AFIA alerta para a pressão que o setor sente e para os desafios que surgirão no futuro. O tema “Crescimento na Mudança” pretende assim debater e encontrar formas de manter um crescimento sustentado numa altura em que a mudança de comportamentos do mercado já se começa a fazer sentir e a causar algumas incertezas quanto ao futuro. Este, será o espaço onde todas as entidades relacionadas com a área automóvel poderão trocar experiências e refletir sobre os principais temas que envolvem o setor atualmente.

O Encontro tem abertura marcada para as 10h com as boas-vindas de Tomás Moreira, presidente da AFIA, que recebe assim, todos os participantes seguindo-se a intervenção de Luís Castro Henriques, presidente da AICEP.

Pedro Carvalho e Fernando Ferrinha da AFIA serão os responsáveis por uma primeira abordagem ao setor, com uma caracterização da Indústria Automóvel em Portugal.

Durante o dia estão previstos três painéis, sendo o primeiro dedicado aos Recursos Humanos, com intervenções de José Martins da Universidade de Aveiro, Ricardo Costa da SDO Consulting e Jorge Araújo da Teamwork, com moderação de Jorge Castro da AFIA.

Já da parte da tarde os trabalhos têm início com a apresentação por Rodrigo Custódio (Roland Berger) do estudo “Global Automotive Supplier Study 2018”. Este painel contará com moderação de Tomás Moreira, presidente da AFIA e participação de Jorge Rosa, da presidente da ACAP e José Couto presidente da MOBINOV.

O último painel do dia será dedicado aos Factores competitivos da Indústria Portuguesa com intervenções de Tiago Caiado Guerreiro da CIP e Isabel Furtado da TMG. A moderação deste painel ficará a cargo de Adolfo Silva da AFIA.

A encerrar este 9º Encontro da Indústria Automóvel estará o Secretário de Estado da Economia, José Correia Neves.

De referir que a AFIA congrega os fornecedores da indústria automóvel localizados em Portugal há mais de 50 anos e tem procurado, através de vários iniciativas nacionais e internacionais, fomentar o desenvolvimento e internacionalização do setor.

O Encontro da AFIA é patrocinado por: BANCO BPI; DS SMITH TECNICARTON; FUCHS; HAYS; APPLUS IDIADA e OPCO.

 


 

Para mais informações ver:

 

A Ficha de Inscrição deverá ser remetida para info@afia.pt até ao dia 17 de Janeiro de 2019.

 

 

 

 

AFIA COMUNICADO DE IMPRENSA | Forte crescimento das exportações de componentes será sustentável?

O sector de componentes para a indústria automóvel continua a demonstrar um sólido desempenho traduzido num aumento de 7% de exportações quando comparados os valores acumulados de Outubro de 2018 versus 2017.

in AFIA, 22-11-2018


 

Este é um sinal de vitalidade que reflete a tendência de anos anteriores de aumento de penetração dos componentes produzidos em Portugal, já que o mercado automóvel europeu, principal destino das exportações portuguesas, irá crescer perto de 2%.

Apesar desta vitalidade demonstrada pelo sector há motivos de preocupação.

Depois da crise de 2009, o sector de componentes tem vindo a crescer as suas vendas a um ritmo anual que tem variado entre os 5% e os 10%, com reflexo directo no crescimento das exportações do sector.

Do lado da procura, esta evolução muito positiva deveu-se a vários factores conjugados:

  • Retoma, moderada mas sustentada, da produção de automóveis na Europa
  • Espanha, principal cliente da indústria de componentes portuguesa, foi dos mercados com maior crescimento
  • A nossa indústria ganhou posições na Gra-Bretanha, aproveitando a revitalização da produção automóvel
  • Com excepção da América do Sul, Crescimento forte e sustentado da produção de automóveis no resto do mundo, que no total representam 8% do destino das nossas exportações
  • A partir de 2017, novos modelos lançados nas duas principais fábricas de automóveis portuguesas, com volumes de produção recorde.

Estes factores que levaram ao crescimento do nosso mercado terão nos próximos anos uma evolução previsivelmente menos positiva:

  • A produção de automóveis em Portugal e em Espanha estará a atingir um pico e a partir de 2019 dificilmente continuará a crescer, a não ser através da eventual instalação de um novo construtor automóvel, o que é apenas uma possibilidade longínqua.
  • O mercado europeu está a retrair-se, em 2018 produzir-se-ão na Europa menos carros do que em 2017
  • O Brexit poderá travar as nossas exportações para o Reino Unido, o quarto maior mercado das nossas exportações, e com forte probabilidade provocará alguma retração do mercado
  • O protecionismo comercial crescente por parte dos EUA irá reduzir as exportações europeias para esse destino e poderá ser copiado por outros países, levando a barreiras tarifárias que reduzirão o comércio internacional
  • As regulamentações de combate às emissões de: CO2, Dióxido de Nitrogénio (NO x) e partículas, estão a colocar exigências e desafios difíceis de superar
  • A pressão para electrificação traz desafios acrescidos para as motorizações tradicionais
  • As novas tendências da mobilidade irão trazer uma redução do número de carros em circulação.

Todos estes factores, quer cada um individualmente, quer no seu conjunto, estão a alterar significativamente a envolvente em que operam os fabricantes de componentes para a indústria automóvel. A AFIA e os agentes do sector estão a acompanhar esta evolução com atenção e apreensão.

 

 

 

Exportações de componentes automóveis voltam a aumentar

Mais um mês, mais um recorde absoluto: as exportações do setor cresceram até setembro 7% face ao período homólogo do ano passado, atingindo os 6,2 mil milhões de euros.


 

De janeiro a setembro deste ano, as vendas de componentes automóveis ao exterior, de acordo com os dados apurados pela Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel (AFIA), atingiram os 6,2 mil milhões de euros, o que representa um aumento de 7% face ao mesmo período de 2017.

A associação enfatiza que o volume de exportações atingido constitui um novo recorde em termos de exportações – que conseguiram atingir um crescimento de 64% ao longo desta década.

O crescimento representa, em termos de percentagem, um ligeiro abrandamento face aos 8% registados nas exportações acumuladas até agosto, o que pode ficar a dever-se ao aumento do total em referência. Os cálculos da AFIA têm como base as Estatísticas do Comércio Internacional de Bens divulgados a 9 de novembro, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

A União Europeia continua a ser o bloco económico para onde vai a grande maioria das exportações do setor: cerca de 90%, com uma taxa de crescimento que atingiu os 7,2% no acumulado até ao final do mês de setembro, um pouco abaixo da taxa de agosto. O resto do mundo responde por apenas 10% das compras, com uma taxa de crescimento da ordem dos 3,2%, idêntica à atingida no mês anterior.

O mercado espanhol – onde estão concentrados alguns dos clusters mais importantes da indústria automóvel – Vigo (onde a PSA tem sentido algumas dificuldades de crescimento) e na Catalunha – continua a ser aquele que maior produção industrial adquire a Portugal. Entre janeiro e setembro, Espanha absorveu mais 8,6% das exportações de componentes automóveis nacionais, com um volume de negócios que ascendeu a mais de 1,55 mil milhões de euros.

Logo a seguir surge o mercado alemão, que absorveu quase 1,3 mil milhões, e que continua a crescer acima do mercado espanhol: quase 12% no período em referência, o que demonstra que o cluster alemão continua a impor a sua força.

O mercado francês expandiu 2,9%, para os 886 milhões de euros – um crescimento que é bem menos pujante que o registado para os oito primeiros meses do ano, e que havia sido de 5,6%. As compras do Reino Unido continuam a registar sucessivas quedas face ao período homólogo do ano passado: a faturação de 627 milhões de euros representa uma queda de mais de 12%, o que terá a ver com as indefinições que continuam a existir em relação ao Brexit.

 

 

 

Exportações de componentes automóveis continuam a crescer

As exportações de componentes automóveis registaram nos primeiros nove meses de 2018 um aumento de 7% face a 2017

in AFIA, 12-11-2018


 

De acordo com os dados apurados pela AFIA – Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel, de Janeiro a Setembro as vendas de componentes automóveis ao exterior atingiram os 6,2 mil milhões de euros, o que corresponde a um aumento de 7% face ao verificado no período homólogo do ano anterior.

Importa também referir no que respeita aos destinos das exportações dos componentes automóveis o aumento de 7,2% para a União Europeia e 3,2% para o resto do mundo.

Note-se ainda que os componentes automóveis representam 14% das exportações totais portuguesas de bens transaccionáveis.

Os cálculos da AFIA têm como base as Estatísticas do Comércio Internacional de Bens divulgados,9 de Novembro, pelo INE – Instituto Nacional de Estatística.

 

Para mais informações clique aqui (ficheiro pdf).