MOBINOV – AFIA – ACAP | «ESTUDO DA OIT NÃO REPRESENTA O SETOR»

Crescimento acima da média europeia, mais inovação, postos de trabalho estáveis e remunerações acima da média, foram alguns dos dados destacados

in MOBINOV / ACAP / AFIA, 23-06-2022


No seguimento do estudo apresentado pela OIT (Organização Internacional do Trabalho) a MOBINOV, Associação do Cluster Automóvel, a ACAP (Associação Automóvel de Portugal) e a AFIA (Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel) realizaram uma Conferência de Imprensa conjunta, terça-feira dia 21 de junho, na sede da ACAP, em Lisboa.

De acordo com Jorge Rosa, presidente da MOBINOV, que presidiu a esta conferência, é «importante reiterar o enorme respeito que temos pela OIT mas isso não nos pode impedir de mostrar o nosso desacordo» em relação ao conteúdo do relatório apresentado no passado dia 14 de junho, uma vez que «do nosso ponto de vista não apresenta o retrato real daquele que é um dos setores industriais mais relevantes para o país».

O cluster da indústria automóvel em Portugal é um setor vital para a economia portuguesa, tendo representado em 2019, cerca de 17% do valor acrescentado bruto (VAB) total da indústria transformadora. De acordo com José Couto, presidente da AFIA, «o seu impacto é crucial para a economia nacional e reflete-se também na criação de emprego, sendo responsável por mais de 90 mil postos de trabalho em 2019 e 28% das exportações de bens transacionáveis a nível nacional.»

No âmbito da Conferência de Imprensa realizada terça-feira, José Couto destaca ainda que a indústria nacional de componentes automóveis registou entre o ano de 2015 e 2019 um crescimento anual de 8%, bem acima da produção automóvel europeia que se ficou por um aumento de apenas 0,3%.

Atendendo aos efeitos da pandemia de COVID-19 a performance deste setor em 2020 ainda que com o decréscimo de 13,6% e uma recuperação de 4% em 2021 continuou a evidenciar a competitividade e resiliência desta indústria. É importante referir que a produção automóvel europeia apresentou uma queda de 22% em 2020 e um recuo de 3,5% no ano passado.

Também no que se refere ao número de empresas existentes, importa destacar que o setor automóvel nacional agrega mais de 1.100 empresas, 350 das quais correspondem à indústria de componentes automóveis.

Outro dado que mereceu atenção estava relacionado com os postos de trabalho, uma vez que o setor apresenta um volume de emprego direto na ordem das 90.000 pessoas, sendo que a indústria de componentes automóveis emprega 61.000 pessoas, faturando 10,7 mil milhões de euros (2021), com uma quota de exportação superior a 80%. É importante reter que a indústria automóvel cria empregos estáveis, qualificados e com remuneração de 13% acima da média verificada na indústria transformadora.

E, em termos de investimentos, entre 2015 e 2020, a indústria de componentes para automóveis investiu 4,3 mil milhões de euros, ou seja, 16,8% do total de investimento da mesma indústria transformadora.

Também por tudo isto importa reter que este é um cluster estratégico para a economia portuguesa e que um estudo desta dimensão e realizado por uma entidade como a OIT tem um impacto muito significativo em termos nacionais e internacionais no que se refere à imagem do setor.

Ainda na conferência de imprensa, e de acordo com Helder Pedro, secretário-geral da ACAP, «Portugal tem todas as condições para investir na eletrificação dos veículos, uma vez que tem toda a fileira para a produção de baterias». Aliás, segundo o representante da ACAP, o «problema não se coloca da parte da indústria mas sim, dos consumidores estarem preparados ou terem capacidade financeira para fazer esta mudança para os motores eletrificados». Também por isto, é importante que o Governo tenha aqui uma intervenção.

Os representantes da MOBINOV, ACAP e AFIA referem que o estudo apresentado pela OIT está focado, exclusivamente, no CAE 29 daí que, avaliar a indústria automóvel apenas baseada no código da atividade económica é muito redutor e não representativa do setor, deixando de fora uma parte muito significativa das empresas.

 


 

Sobre a MOBINOV

  • A MOBINOV caracteriza-se como uma plataforma agregadora de conhecimento e competência no âmbito da indústria do setor automóvel, para promover uma crescente valorização da competitividade e da internacionalização do sector. O principal objetivo desta é transformar Portugal numa referência na investigação, inovação, conceção, desenvolvimento, fabrico e testes de produtos e serviços da indústria do setor automóvel. A MOBINOV, fundada em 2016, resulta de uma iniciativa conjunta da ACAP e da AFIA.

Sobre a ACAP

  • A ACAP é uma Associação Empresarial Privada que representa, há mais de 100 anos, a nível nacional, a globalidade do Sector Automóvel. Pelo reconhecimento do mérito da ação desenvolvida, a ACAP foi agraciada como Membro Honorário da Ordem do Mérito Agrícola e Industrial na Classe de Mérito Industrial e foi-lhe ainda reconhecido “Estatuto de Entidade de Utilidade Pública”. Consciente da importância do desenvolvimento sustentável do Sector Automóvel, a ACAP constituiu a Valorpneu – Entidade Gestora do Sistema de Pneus Usados e a Valorcar – Sociedade de Gestão de Veículos em Fim de Vida. Com vista ao reforço da competitividade do Sector, a ACAP participou na criação do Cluster Automóvel -MOBINOV.

Sobre a AFIA

  • A AFIA – Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel é a associação portuguesa que congrega e representa, nacional e internacionalmente, os fornecedores de componentes para a indústria automóvel.
    A indústria de componentes para automóveis em Portugal agrega cerca de 350 empresas e emprega diretamente 61.000 pessoas. Fatura 10,7 mil milhões de Euros (ano 2021), com uma quota de exportação superior a 80%.
    Em termos de importância na economia nacional, representa 5,2% do PIB, 9,1% do emprego da indústria transformadora e 16,1% das exportações nacionais de bens transacionáveis.

 

AFIA CONTESTA NÚMEROS DA OIT

A indústria de componentes automóveis é um dos setores mais relevantes do país, criando empregos qualificados, estáveis e com remunerações acima da média

in AFIA, 15-06-2022


No seguimento do estudo apresentado ontem pela OIT (Organização Internacional do Trabalho), a AFIA – Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel sente-se no dever de contestar os números apresentados em relação à indústria automóvel, uma vez que não foram considerados os valores da indústria de componentes automóveis em Portugal, e que constitui um dos setores industriais mais relevantes para o país. Além disso, assim que a AFIA teve conhecimento da base de dados a trabalhar pela OIT forneceu também os Códigos da Atividade Económica (CAE) das empresas associadas, que não foram tidos em consideração.

Como representante nacional e internacional dos fornecedores de componentes para a indústria automóvel, a AFIA agrega 350 empresas, com um volume de emprego direto na ordem das 61.000 pessoas, faturando 10,7 mil milhões de euros (2021), com uma quota de exportação superior a 80%. É importante reter que a indústria de componentes automóveis cria empregos estáveis, qualificados e com remuneração acima da média, situação que claramente não foi abordada neste estudo, criando uma imagem do setor que não corresponde à realidade.

É também importante salientar que um estudo desta dimensão, e realizado por uma entidade como a OIT, tem um impacto muito significativo em termos nacionais e internacionais, passando a ser divulgado como uma referência global. Tendo a AFIA, inclusive, disponibilizado estudos sobre o cluster, onde se mostra uma indústria automóvel competitiva e de grande valor internacional, é inaceitável que sofra um ataque desta dimensão, criado por um erro de análise, mostrando uma imagem de um setor sem dimensão tecnológica e sem preparação para enfrentar os desafios que se aproximam.

O estudo apresentado pela OIT está focado, exclusivamente, no CAE 29 que se refere à “Fabricação de veículos automóveis, reboques, semi-reboques e componentes para veículos automóveis”, deixando de fora produtos ou componentes como sistemas de navegação, antenas, infontainment, pneus, cabos elétricos, sistemas de fechaduras, revestimentos têxteis (estofos e revestimentos interiores), peças técnicas em plásticos, peças técnicas em borracha, peças técnicas metálicas, entre outras.

Daí que, avaliar a indústria automóvel apenas com base no código da atividade económica, é muito redutor e não representativo do setor, deixando de fora uma parte muito significativa das empresas. Aliás, e pelo exposto acima, a indústria de componentes automóveis está claramente subavaliada nas estatísticas oficiais, Instituto Nacional de Estatística e Banco de Portugal.

É mesmo importante referir e destacar alguns pontos que mostram um setor bem diferente do apresentado no estudo da OIT. Assim, entre 2015 e 2022 a indústria transformadora criou 52.500 novos postos de trabalho, sendo que 27% dos novos empregos foram gerados pela indústria de componentes.

Em média, a indústria de componentes para automóveis remunera os seus trabalhadores 13% acima do verificado na indústria transformadora.

No que se refere à produtividade, o trabalho na indústria de componentes para automóveis é 28% superior à média da indústria transformadora.

E, em termos de investimentos, entre 2015 e 2020, a indústria de componentes para automóveis investiu 4,3 mil milhões de euros, ou seja, 16,8% do total de investimento da indústria transformadora.

Refira-se ainda que a performance em 2020 e 2021 continuou a evidenciar a força da Indústria Portuguesa de Componentes Automóveis. Esta performance, muito acima da taxa de crescimento da indústria automóvel europeia, demonstra um aumento de penetração e ganho de quota de mercado dos componentes portugueses. Tal desempenho só é possível pela resiliência, competência e fiabilidade continuadamente demonstradas pela indústria junto dos clientes internacionais. Note-se que 98% dos carros produzidos na Europa têm pelo menos um componente fabricado em Portugal.

Com a Indústria de Componentes Automóveis a revelar um desempenho, claramente, acima da produção automóvel na Europa, este é um setor em contínua expansão «sobretudo através do dinamismo das unidades instaladas, que consigo arrastam um conjunto alargado de subfornecedores, sendo ainda um setor que investiga, que realiza parcerias com inúmeras universidades de engenharia portuguesas e que apresenta elevadas taxas de formação dos seus ativos, com um inequívoco aumento dos conhecimentos e da sua realização profissional», refere José Couto, presidente da AFIA.

E, sendo a compilação e disseminação das informações setoriais e dados estatísticos, para uma melhor defesa dos interesses dos fornecedores da indústria automóvel, uma das atividades da AFIA, «mostramo-nos disponíveis para dialogar com o Governo, com a OIT e com os organismos públicos de forma a promover um conhecimento mais aprofundado desta importante indústria e o seu real contributo para a economia nacional, que deverá ser tido como estratégico e determinante no tecidos industrial português», acrescenta José Couto.

 


Sobre a AFIA

A AFIA – Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel é a associação portuguesa que congrega e representa, nacional e internacionalmente, os fornecedores de componentes para a indústria automóvel.
A indústria de componentes para automóveis em Portugal agrega cerca de 350 empresas e emprega diretamente 61.000 pessoas. Fatura 10,7 mil milhões de Euros (ano 2021), com uma quota de exportação superior a 80%.
Em termos de importância na economia nacional, representa 5,2% do PIB, 9,1% do emprego da indústria transformadora e 16,1% das exportações nacionais de bens transacionáveis.

 

 

Exportações de componentes automóveis mantêm resultados

Com as exportações de componentes automóveis a registar uma diminuição de 14,8%, o setor mantém-se expectante e a trabalhar para ultrapassar as dificuldades atuais

in AFIA, 09-06-2022


As exportações de componentes automóveis registaram, no mês de abril, uma diminuição de 14,8% face ao registado no mesmo mês de 2021, situando-se agora nos 681 milhões euros.

De acordo com os dados divulgados pela AFIA – Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel, e no que se refere às exportações acumuladas dos componentes automóveis, houve ainda uma diminuição de 8,2% nos primeiros quatro meses do ano, atingindo o valor de 3.077 milhões de euros, relativamente ao mesmo período do ano anterior.

Já no que se refere à análise das exportações de componentes automóveis por país, Espanha mantém a liderança da tabela de vendas com 882 milhões de euros (-11,9%). Na segunda posição, surge a Alemanha com 679 milhões de euros (+2,9%), seguindo-se a França com 317 milhões de euros (-25,1%). O quarto lugar continua a pertencer aos Estados Unidos da América com 176 milhões (+33,0%) e, por último, o Reino Unido com 133 milhões de euros (-21,5%). No total, o top 5 de países representa nesta altura 71% das exportações portuguesas de componentes automóveis.

Sendo certo que os problemas nas cadeias de abastecimento continuam a afetar toda a indústria automóvel, assim como o conflito entre a Ucrânia e a Rússia, o que tem vindo a impedir o caminho da recuperação no setor e, consequentemente, levado a contínuas paragens mais ou menos prolongadas em toda a cadeia de produção, este é um setor resiliente e que mantém a procura de soluções alternativas para ultrapassar estas questões.

Nesta altura há mesmo pontos favoráveis a destacar, como o comportamento das exportações para a Alemanha, que sendo o segundo país cliente dos componentes fabricados em Portugal, registou um aumento de 2,9%, relativamente aos primeiros quatro meses de 2021, tal como aconteceu com as exportações para os EUA, que registaram um aumento de 33,0%.

No entanto, e tendo em conta a importância estratégica desta indústria, é preciso que sejam tomadas medidas de apoio – à semelhança dos países concorrentes –, flexíveis e eficazes e que passem pela proteção dos postos de trabalho e capacidade de produção, de forma a permitir que as empresas mantenham a sua competitividade, após este período, logo que se verifique a retoma gradual da economia.

Os cálculos da AFIA têm como base as Estatísticas do Comércio Internacional de Bens divulgadas a 9 de junho pelo INE – Instituto Nacional de Estatística.

 

Para mais informações consultar o ficheiro pdf neste link (gráficos)

 

 

Exportações de componentes automóveis aguardam recuperação

Num setor que se tem mantido com uma força e uma resiliência de assinalar, destaca-se que no mês de março, as exportações de componentes automóveis registaram queda, atingindo os 757 milhões de euros.

in AFIA, 11-05-2022


De acordo com dados divulgados pela AFIA – Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel, a evolução mensal das exportações de componentes automóveis registou uma descida de 17,7% relativamente ao mesmo mês de 2021, situando-se agora nos 757 milhões de euros. No entanto, sendo este o pior resultado desde 2019, é de salientar que o ano de 2021 estava já em franca recuperação, com valores muito próximos de 2019.

No que se refere às exportações acumuladas de componentes automóveis no primeiro trimestre do ano tiveram uma diminuição de 6,2% em relação ao mesmo período de 2021, de -2,6% do que em 2020 e -7,4% do que em 2019.

Relativamente à análise das exportações de componentes automóveis por país, Espanha continua a manter-se no topo de vendas com 702 milhões de euros (-8,0%). Na segunda posição, surge a Alemanha com 524 milhões de euros (+3,6%), seguindo-se a França com um registo de 255 milhões de euros (-20,0%). O quarto lugar continua a pertencer aos Estados Unidos da América com 132 milhões (+35,6%) e, por último, o Reino Unido com 105 milhões de euros (-19,9%). No total, o top 5 de países continua a representar 72% das exportações portuguesas de componentes automóveis.

Apesar dos problemas nas cadeias de abastecimento que continuam a afetar toda a indústria automóvel e com o recente conflito entre a Ucrânia e a Rússia que veio interromper o caminho da recuperação no setor – com paragens mais ou menos prolongadas em toda a cadeia de produção –, há alguns pontos positivos a destacar. As exportações para a Alemanha, que sendo o segundo país cliente dos componentes fabricados em Portugal, aumentou 3,6% em relação ao primeiro trimestre de 2021 e é também de referir que os EUA, que continuam a ser o 4º mercado cliente das exportações dos componentes automóveis produzidos em Portugal, apresentou também um aumento de 35,6%.

É importante destacar que esta é uma indústria resiliente e forte e que as empresas continuam a trabalhar para ultrapassar as dificuldades e manterem-se competitivas.

No entanto, e tendo em conta a importância estratégica desta indústria, é preciso que sejam tomadas medidas de apoio – à semelhança dos países concorrentes –, flexíveis e eficazes e que passem pela proteção dos postos de trabalho e capacidade de produção, de forma a permitir que as empresas mantenham a sua competitividade, após este período, logo que se verifique a retoma gradual da economia.

Os cálculos da AFIA têm como base as Estatísticas do Comércio Internacional de Bens divulgadas a 10 de maio pelo INE – Instituto Nacional de Estatística.

 

Para mais informações consultar o ficheiro pdf neste link

 

 

 

 

AFIA Comunicado de Imprensa | Secretário de Estado da Economia Visita Fabricante para a Indústria Automóvel

COMUNICADO DE IMPRENSA

AFIA, 18 de abril de 2022 | Após chamada de atenção por parte da AFIA para a situação das empresas fabricantes para a indústria automóvel, o Secretário de Estado da Economia visita uma empresa para ver in loco a realidade atual da indústria.

João Correia Neves visitará dia 20 de abril às 15 horas, a MICROplásticos, empresa especializada na injeção de plásticos para a indústria automóvel, localizada na Figueira da Foz.

Com o abrandamento da economia e redução da procura, as vendas de automóveis estão em queda acentuada. Os grandes cortes na produção de automóveis, e o facto de na União Europeia as fábricas automóveis estarem paradas, obrigam os fornecedores a considerar mudanças drásticas. Esta situação é um culminar de fortes pressões sobre as empresas em geral, e em particular para as portuguesas, caracterizada por redução de encomendas. Porém, as empresas, não têm e não podem deixar de continuar a investir em tecnologia, para manterem a competitividade, como é o caso da MICROplásticos que tem reforçado o nível tecnológico numa lógica da i4.0 (Indústria 4.0).

A guerra na Ucrânia veio aumentar ainda mais a incerteza: Situação geopolítica / Guerra na Ucrânia; Disrupções nas cadeias de abastecimento; Escassez de semicondutores e outras matérias-primas; Inflação dos custos: matérias-primas, energia, transporte; COVID-19.
Enfim, as empresas têm que GERIR A INCERTEZA, tudo isto num contexto de dupla transição: digital e energética.

Como consequência, perspetiva-se a curto prazo um severo impacto na atividade económica e das exportações de um dos sectores que mais contribui para a economia nacional: 6% do PIB, 9% do emprego da indústria transformadora e 16% das exportações nacionais de bens transacionáveis.

As empresas fabricantes para a indústria automóvel ainda não conseguiram alcançar os níveis pré-Covid e o volume de negócios em 2021 ficou 10% abaixo ao alcançado no ano de 2019.

O recente inquérito da AFIA aos seus Associados indica que mais de 2/3 das empresas sofreram quedas acentuadas no mês de março, sendo que a tendência é para a situação agravar-se nos meses seguintes. Analisando a evolução mensal exportações portuguesas de componentes automóveis, excetuando o mês de janeiro de 2022, verifica-se que desde julho de 2021 que as exportações mensais estão sempre abaixo ao verificado no ano anterior.
A consultora S&P Global Mobility (antiga IHS Markit) em março reviu em baixa a projeção de produção mundial de veículos automóveis ligeiros para 2022 e 2023, em 2,6 milhões de unidades para ambos os anos, face à anterior previsão de janeiro. Para a Europa, em 2022 deixarão de ser produzidos 1,7 milhões de automóveis ligeiros face à previsão do mês janeiro.

A indústria automóvel na Europa Ocidental, ainda mal recuperou dos efeitos da Covid-19 e já está a sentir os graves efeitos conflito na Ucrânia. Em março as vendas de carros novos diminuíram 20% face ao mesmo mês de 2021, e comparando com março de 2019 a queda é ainda mais acentuada, -38%. Isto é, nos três primeiros meses deste ano venderam-se menos 1,3 milhões de automóveis face ao período homólogo de 2019.

Face ao exposto, às necessidades específicas e à importância estratégica desta indústria, a AFIA solicita ao Governo que sejam tomadas medidas urgentes, flexíveis e eficazes que passam:

  • pelo regresso imediato e urgente do regime de lay-off simplificado;
  • e pela criação de medidas de proteção dos postos de trabalho.

Estas medidas, permitirão às empresas não só atenuar esta crise, mas também manter a sua competitividade, após este período, logo que se verifique a retoma gradual da economia.

As empresas estão disponíveis para dialogar com o Governo e encontrar modelos de desenvolvimento integrados, sob pena de redução drástica dos investimentos e encerramento de empresas ou unidades de produção, com consequências graves na economia e sociedade.

 

João Correia Neves, no 9.º Encontro da Indústria Automóvel da AFIA, 23 de janeiro de 2019

 


Sobre a AFIA

A AFIA – Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel é a associação portuguesa que congrega e representa, nacional e internacionalmente, os fornecedores de componentes para a indústria automóvel.
A indústria de componentes para automóveis em Portugal agrega cerca de 350 empresas e emprega diretamente 62.000 pessoas. Fatura 10,7 mil milhões de Euros (ano 2021), com uma quota de exportação superior a 80%.
Em termos de importância na economia nacional, representa 5,2% do PIB, 9,1% do emprego da indústria transformadora e 16,1% das exportações nacionais de bens transacionáveis.

 

 

 

 

Exportações de componentes automóveis voltam a registar queda

As vendas ao exterior de componentes automóveis voltam a apresentar uma descida de 2,3%, atingindo os 817 milhões de euros face ao mesmo período de 2021

in AFIA, 08-04-2022


As exportações de componentes automóveis desceram para os 817 milhões de euros, o que significa um decréscimo de 2,3% relativamente ao mesmo mês de 2021, referem os dados da AFIA – Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel.

De acordo com a análise efetuada à evolução mensal das vendas ao exterior, e com a exceção do mês de janeiro de 2022, pode-se verificar que desde julho de 2021, as exportações mensais têm estado sempre abaixo do registado no ano anterior.

Já no que se refere às exportações acumuladas de componentes automóveis até fevereiro, estas atingiram os 1.638 milhões de euros, o que se reflete num ligeiro acréscimo de 0,3% relativamente ao mesmo período de 2021.

Relativamente ao top 5 de exportações de componentes automóveis por país, Espanha mantém-se no topo de vendas com 518 milhões de euros (+1,8%), seguida da Alemanha com 340 milhões de euros (+8,7%). Em terceiro lugar surge a França com um registo de 178 milhões de euros (-13,7%), em quarto lugar os Estados Unidos da América com 80 milhões (+40,1%) e, por último, mantém-se o Reino Unido com 64 milhões de euros (-22,5%). No total, estes 5 países representam 72% das exportações portuguesas de componentes automóveis.

Nesta altura, destaca-se, relativamente a 2021, o aumento de 1,8% das exportações para Espanha (principal cliente dos componentes automóveis fabricados em Portugal, com uma quota de 31,6%), assim como o aumento de 8,7%, das exportações para a Alemanha, e o facto dos EUA se manterem como o 4º mercado cliente das exportações de componentes automóveis produzidos em Portugal, com um aumento de 40,1%,

Por outro lado, é de referir que as exportações para França, 3º país cliente, diminuíram 13,7% em relação aos dois primeiros meses do ano anterior e das exportações para o Reino Unido terem mantido queda, entre janeiro e fevereiro, com 22,5%.

Além disso, é de referir ainda que os problemas nas cadeias de abastecimentos continuam a afetar toda a indústria automóvel com a falta de chips, componentes eletrónicos e outras matérias-primas. Esta situação tem ainda tendência a agravar-se com o recente conflito entre a Ucrânia e a Rússia.

Os cálculos da AFIA têm como base as Estatísticas do Comércio Internacional de Bens divulgadas a 08 de abril pelo INE – Instituto Nacional de Estatística.

 

Para mais informações consultar o ficheiro pdf neste link

 

 

AFIA – Comunicado de Imprensa | Exportações de componentes automóveis aumentam 3,1% em janeiro

Registando uma subida de 3,1% face ao mesmo mês de 2021, as exportações de componentes automóveis atingiram em janeiro os 820 milhões de euros

in AFIA, 11-03-2022


De acordo com os dados da AFIA – Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel, as exportações de componentes automóveis situaram-se, no mês de janeiro, nos 820 milhões de euros, registando assim uma subida de 3,1% face ao mesmo mês de 2021.

Ainda assim, e analisando as vendas ao exterior verifica-se que as exportações no mês de janeiro, apesar de se encontrarem acima do verificado no mês homólogo do ano passado, mantêm-se abaixo do nível desse mês em 2020 e 2019.

No que se refere ao top 5 de exportações de componentes automóveis por país, Espanha mantém-se no topo de vendas com 270 milhões de euros (+5,1%), seguida da Alemanha com 161 milhões de euros (+12,7%). Em terceiro lugar surge a França com um registo de 92 milhões de euros (-10,0%), em quarto lugar os Estados Unidos da América com 42 milhões (+54,4%) e, por último, o Reino Unido com 31 milhões de euros (-23,9%). No total, estes 5 países representam 73% das exportações portuguesas de componentes automóveis.

Dos resultados registados nesta altura destaca-se positivamente o comportamento das exportações para Espanha (principal cliente dos componentes automóveis fabricados em Portugal, com uma quota de 32,9%) com o aumento de 5,1%, a Alemanha que registou um aumento de 12,7% e os EUA que se mantêm o 4º mercado cliente com um aumento de 54,4%, relativamente ao mesmo período de 2021.

Por outro lado, e como pontos negativos é de salientar o facto das exportações para França terem diminuído 10% em relação ao mesmo mês do ano anterior e das exportações para o Reino Unido se manterem em queda, com 23,9%.
Além disso, é de referir ainda que os problemas nas cadeias de abastecimentos continuam a afetar toda a indústria automóvel com a falta de chips, componentes eletrónicos e outras matérias-primas. Esta situação tem ainda tendência a agravar-se com o recente conflito entre a Ucrânia e a Rússia.

Os cálculos da AFIA têm como base as Estatísticas do Comércio Internacional de Bens divulgadas a 11 de março pelo INE – Instituto Nacional de Estatística.

 

Para mais informações consultar o ficheiro pdf neste link

 

 


Sobre a AFIA

A AFIA – Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel é a associação portuguesa que congrega e representa, nacional e internacionalmente, os fornecedores de componentes para a indústria automóvel.
A indústria de componentes para automóveis em Portugal agrega cerca de 350 empresas e emprega diretamente 62.000 pessoas. Fatura 10,7 mil milhões de Euros (ano 2021), com uma quota de exportação superior a 80%.

Em termos de importância na economia nacional, representa 5,2% do PIB, 9,1% do emprego da indústria transformadora e 16,1% das exportações nacionais de bens transacionáveis.

 

A AFIA realizou em Aveiro sessão de apresentação do Fundo de Capitalização e Resiliência

A AFIA – Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel – reuniu no dia 15 de Fevereiro no auditório do Parque de Exposições de Aveiro mais de 60 representantes de empresas da indústria automóvel, para uma sessão de apresentação do Fundo de Capitalização e Resiliência.

in AFIA, 16-02-2022


A indústria de fabrico de componentes para automóveis tem vindo a crescer e a assegurar a sua sustentabilidade de uma forma positiva devido às suas competências técnicas e de inovação, à boa qualificação e capacidade de adaptação da mão-de-obra e à cooperação entre empresas, universidades e centros de investigação e desenvolvimento.

A Indústria Portuguesa de Componentes Automóveis tem revelado um desempenho acima da produção automóvel na Europa.

Entre 2015-2019 cresceu a uma taxa de +8,0% ao ano, o que compara com um crescimento médio anual de apenas +0,3% da produção automóvel na Europa.

Todavia esta trajetória de crescimento foi interrompida com o eclodir da crise provocada pela pandemia COVID-19.
Conforme referiu José Couto, Presidente da AFIA, na sessão de abertura, a AFIA desde então tem solicitado ao Governo para a necessidade de serem tomadas medidas de apoio às empresas através do reforço dos capitais próprios, sem aumentar os passivos das empresas, de modo a que continuem a investir para manterem a sua competitividade. As empresas investem continuamente em tecnologias inovadoras para obter automóveis mais seguros, tendencialmente autónomos, e soluções mais amigas do ambiente.

Pelo que a AFIA se congratula pelo lançamento, pelo Banco Português de Fomento, dos dois primeiros Programas de Investimento do Fundo de Capitalização e Resiliência.

Para esta sessão de apresentação foram convidados Tiago Simões Almeida, Administrador Executivo do Banco Português de Fomento; e Luís Alves, Direção Empresas Desenvolvimento de Negócio do Banco BPI.

Os novos instrumentos financeiros – Programa de Recapitalização Estratégica e Programa Consolidar – têm como objetivo apoiar a solvabilidade e resiliência financeira de empresas nacionais estratégicas e o investimento produtivo, em crescimento e consolidação empresarial. com uma dotação global de 650 milhões de euros.

Apesar da dimensão dos desafios, as empresas demonstram a confiança e a resiliência necessárias para os enfrentar, aproveitando as oportunidades para continuar a fazer crescer sustentadamente o sector.

Num trabalho constante de defesa e divulgação do setor a nível nacional e internacional, a AFIA acredita que estes encontros entre as empresas são fundamentais para que de uma forma organizada e sintonizada se consiga tornar o setor dos componentes automóveis mais competitivo e apelativo.

Neste sentido durante este ano de 2022 serão realizadas novas iniciativas e encontros de trabalho, garantindo uma grande proximidade às empresas e uma atuação mais eficaz na defesa dos seus interesses e necessidades.

ACEDA ÀS APRESENTAÇÕES:

 

AFIA | COMUNICADO DE IMPRENSA | Exportações de componentes automóveis mantêm queda em relação a 2019

De acordo com a AFIA, apesar das exportações crescerem em 2021 face a 2020, ainda não conseguiram recuperar os níveis registados no período pré-pandemia

in AFIA, 09-02-2022


 De acordo com os dados da AFIA – Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel, as exportações de componentes automóveis situaram-se no mês de dezembro, nos 607 milhões de euros. Um valor que, segundo a AFIA, regista uma diminuição de 10,2% relativamente ao mesmo mês de 2020, e 4,9% em relação a 2019.

Entretanto, e ao analisar as vendas ao exterior no decorrer do ano, verificamos que apenas nos meses de fevereiro e março é que as exportações se situaram acima do nível verificado em 2019. Aliás, quando comparados os anos de 2021 com 2020, conclui-se que no 2º semestre de 2021 as exportações registaram sempre uma diminuição face a 2020.

No que se refere ao ano de 2021 as exportações de componentes automóveis atingiram os 8.957 milhões de euros, o que reflete um acréscimo de 3,7% face ao ano de 2020. No entanto, comparando com 2019 as vendas ao exterior estão 8,3% abaixo no nível registado na pré-pandemia Covid 19.

Já no que diz respeito aos países de destino das exportações de janeiro a dezembro de 2021, e relativamente à mesma data de 2019, Espanha mantém-se no topo de vendas com 2.592 milhões de euros (-0,7%), seguida da Alemanha com 1.845 milhões de euros (-10,7%), em terceiro lugar surge a França com um registo de 1039 milhões de euros (-24,0%), em quarto lugar os Estados Unidos da América com 476 milhões (+24,5%) e, por último, o Reino Unido com 419 milhões de euros (-51,3%). No total, estes 5 países representam 71% das exportações portuguesas de componentes automóveis.

Para além do aumento de casos relacionados com a pandemia de Covid-19 e o Brexit, são também os problemas nas cadeias de abastecimento que continuam a afetar toda a indústria automóvel. A falta de chips, componentes eletrónicos e também à escassez de outras matérias-primas têm levado a graves problemas nesta indústria e levando as construtoras automóveis a interromperem temporariamente a laboração.

Os cálculos da AFIA têm como base as Estatísticas do Comércio Internacional de Bens divulgadas a 9 de fevereiro pelo INE – Instituto Nacional de Estatística.

 

Para mais informações consultar o ficheiro pdf neste link

 

 

AFIA | COMUNICADO DE IMPRENSA | Exportações de componentes automóveis acentuam queda

De acordo com a AFIA as exportações de componentes automóveis voltam a registar uma queda em novembro, situando-se nos 812 milhões de euros. Uma diminuição de 13,6% quando comparada com o mesmo período do ano anterior.

in AFIA, 10-01-2022


As exportações de componentes automóveis ficaram-se, em novembro, pelo 812 milhões de euros, o que reflete uma diminuição de 13,6% face ao mesmo mês de 2020. Já em relação ao ano de 2019, estas exportações caíram 9,2%, referem os dados recolhidos pela AFIA – Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel.

Desta forma, e analisando as vendas ao exterior nos primeiros onze meses do ano, verifica-se que apenas nos meses de fevereiro e março é que as exportações se mantiveram acima do nível verificado em 2019. Comparando 2021 com 2020, percebe-se que no segundo semestre de 2021 as exportações diminuíram sempre face ao ano anterior.

No que se refere ao acumulado até novembro de 2021, as exportações de componentes automóveis atingiram os 8.427 milhões de euros, o que representa uma diminuição de 7,9% relativamente ao mesmo período do ano de 2019.

Em relação aos países de destino das exportações de janeiro a novembro de 2021, e relativamente à mesma data de 2019, Espanha continua no topo com vendas de 2.438 milhões de euros (+0,2%), seguida da Alemanha com 1.729 milhões de euros (-11,1%), em terceiro lugar surge a França com um registo de 982 milhões de euros (-23,5%), em quarto lugar os Estados Unidos da América com 435 milhões (+22,4%) e, por último, o Reino Unido com 400 milhões de euros (-49,8%). No total, estes 5 países representam 71% das exportações portuguesas de componentes automóveis.

Os problemas nas cadeias de abastecimento continuam a afetar toda a indústria automóvel que, devido à falta de chips, componentes eletrónicos e também à escassez de outras matérias-primas têm levado a graves problemas nesta indústria com as construtoras automóveis a interromperem temporariamente a laboração.

O aumento de casos relacionados com a pandemia de Covid-19 e o Brexit são outras das causas apontadas para estes tempos difíceis. Refira-se que as exportações para o Reino Unido caíram 49,9%, passando este do quarto principal cliente para quinto.

Ainda assim, é importante continuar a salientar o comportamento das exportações para Espanha (principal cliente dos componentes automóveis fabricados em Portugal, com uma quota de 28,9%), que se encontram acima do nível da pré-pandemia Covid-19, registando um aumento de 0,1% face a janeiro-novembro de 2019.

De referir ainda que os Estados Unidos da América continuam a ser o quarto mercado cliente das exportações dos componentes automóveis produzidos em Portugal, com as exportações a atingirem os 435 milhões de euros, registando a uma quota de 5% das exportações totais.

Os cálculos da AFIA têm como base as Estatísticas do Comércio Internacional de Bens divulgadas a 10 de janeiro pelo INE – Instituto Nacional de Estatística.

 

Para mais informações consultar o ficheiro pdf neste link.