AFIA | Exportações de componentes automóveis em recuperação

Até ao momento, este é o melhor mês de julho de sempre, registando um aumento de 12,3% em relação ao mesmo período de 2021 e atingindo os 794 milhões de euros.

in AFIA, 09-09-2022


De acordo com os dados recolhidos pela AFIA – Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel, as exportações de componentes automóveis continuam a registar uma recuperação pelo terceiro mês consecutivo. Com um aumento de 12,3% face ao mesmo período de 2021, este é o melhor mês de julho de sempre, com as vendas ao exterior a atingir os 794 milhões de euros.

De Janeiro a Julho de 2022 foram exportados 5.535 milhões de euros em componentes automóveis, o que significa que no acumulado até julho, as vendas ao exterior estão praticamente ao mesmo nível de 2021.

No que se refere às exportações de componentes automóveis por país, Espanha continua na primeira posição com vendas de 1.550 milhões de euros (-3,9%), seguida pela Alemanha com 1.218 milhões de euros (+9,0%). Na terceira posição continua a França, com 558 milhões de euros (-16,0%), os Estados Unidos da América estão no quarto lugar com 344 milhões de euros (+30,5%) e, finalmente, na quinta posição surge o Reino Unido, com 238 milhões de euros (-10,9%). Este top 5 de países continua a representar 71% das exportações portuguesas de componentes automóveis.

O comportamento das exportações para a Alemanha, o segundo país cliente dos componentes fabricados em Portugal, continua a merecer destaque positivo devido ao aumento de 9,0% em relação aos primeiros sete meses de 2021. No entanto, é também de destacar os EUA, que continua a integrar a 4ª posição, e que registaram também um aumento de 30,5%.

De uma forma menos positiva, destacamos as exportações para Espanha, que apesar de manter a primeira posição como país cliente dos componentes automóveis fabricados em Portugal, registaram uma queda de 3,9%, face ao acumulado até julho de 2021. O mesmo acontece com as exportações para França, que também registaram uma diminuição de 16,0% face aos sete primeiros meses do ano passado. Neste ponto, é também de registar a queda contínua das exportações para o Reino Unido, entre janeiro e julho, com uma diminuição de 10,9%.

Os cálculos da AFIA têm como base as Estatísticas do Comércio Internacional de Bens divulgadas a 09 de setembro pelo INE – Instituto Nacional de Estatística.

 

Para mais informações consultar o ficheiro pdf neste link

 

 

AFIA | Exportações de componentes automóveis mantêm recuperação

Com uma subida, no mês de junho, de 14,5%, as exportações de componentes automóveis mantêm recuperação em relação ao mesmo período de 2021

in AFIA, 09-08-2022


Pelo segundo mês consecutivo, e de acordo com os dados divulgados pela AFIA – Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel, as exportações de componentes automóveis continuam a recuperar, com as vendas ao exterior a atingirem, no mês de junho, os 836 milhões de euros, o que significa uma subida de 14,5% face ao mesmo mês de 2021.

No segundo trimestre de 2022 as exportações tiveram um acréscimo 3,1% referente ao período de abril a junho de 2021, passando dos 2.255 milhões de euros no ano passado para os 2.325 milhões de euros.

Ainda assim e, apesar dos bons resultados deste segundo trimestre, as exportações de componentes automóveis no primeiro semestre registaram uma queda de 1,8% face ao acumulado até junho de 2021, atingindo os 4.720 milhões de euros.

Analisando as exportações de componentes automóveis por país, Espanha continua no topo deste top 5 com vendas de 1.330 milhões de euros (-5,2%), seguida pela Alemanha com 1.027 milhões de euros (+6,6%). Na terceira posição continua a França, com 484 milhões de euros (-17,2%), os Estados Unidos da América estão no quarto lugar com 283 milhões de euros (+33,8%) e, finalmente, na quinta posição surge o Reino Unido, com 207 milhões de euros (-13,5%). Este top 5 de países continua a representar 71% das exportações portuguesas de componentes automóveis.

Em termos gerais continuamos a destacar positivamente o comportamento das exportações para a Alemanha, que se mantém como segundo país cliente dos componentes fabricados em Portugal, com um aumento de 6,6% e os EUA, que continuam a posicionar-se como quarto mercado cliente, com as exportações a aumentarem 33,8% quando comparadas com os primeiros seis meses de 2021.

No que se refere aos pontos negativos, destacamos as exportações para Espanha, que mantendo a primeira posição como país cliente dos componentes automóveis fabricados em Portugal, registaram uma queda de 5,2%, face ao acumulado até junho de 2021, assim como as exportações para França, que também registaram uma diminuição de 17,2% face aos seis primeiros meses do ano passado. Neste ponto, é também de registar a queda contínua das exportações para o Reino Unido, com uma diminuição de 13,5%.

Para além destas situações, a Indústria automóvel continua a viver uma situação complicada e que surge de uma conjugação de vários fatores, entre os quais destacamos a situação geopolítica relacionada coma guerra na Ucrânia e a tensão entre os EUA e a China; os problemas nas cadeias de abastecimento, que continuam a afetar toda a indústria automóvel, a escassez de semicondutores e outras matérias-primas; a inflação dos custos das matérias-primas, energia e transporte e problemas derivados da COVID-19.

Todas estas questões têm afetado a indústria de componentes automóveis que acabam por ter de gerir toda a incerteza que se vive num contexto de dupla transição: digital e energética.

Os cálculos da AFIA têm como base as Estatísticas do Comércio Internacional de Bens divulgadas a 09 de agosto pelo INE – Instituto Nacional de Estatística.

 

Para mais informações consultar o ficheiro pdf neste link

 

 

AFIA | Exportações de componentes automóveis registam subida

Com uma subida de 11,4% no mês de maio, as exportações de componentes automóveis situaram-se nos 808 milhões de euros

in AFIA, 11-07-2022


De acordo com os dados divulgados pela AFIA – Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel, as exportações de componentes automóveis registaram no mês de maio, uma subida de 11,4%, face ao mesmo período de 2021, situando-se nos 808 milhões de euros.

Relativamente à evolução das exportações acumuladas de componentes automóveis, há aqui uma diminuição de 4,7% face ao mesmo período de 2021, que até maio atingiram os 3.884 milhões de euros.

Entretanto, e analisando as exportações de componentes automóveis por país, Espanha mantém-se líder deste top 5 com vendas de 1.094 milhões de euros (-9,4%), seguida pela Alemanha com 844 milhões de euros (+5,1%). Na terceira posição está a França, com 405 milhões de euros (-19,9%), os Estados Unidos da América estão no quarto lugar com 238 milhões de euros (+41,4%) e, finalmente, na quinta posição surge o Reino Unido, com 166 milhões de euros (-18,1%). Este top 5 de países continua a representar 71% das exportações portuguesas de componentes automóveis.

Dos resultados apresentados entre janeiro e maio, destaca-se positivamente os comportamentos das exportações para a Alemanha (2º país cliente dos componentes fabricados em Portugal), que registaram um aumento de 5,1%, e o facto dos Estados Unidos da América manterem a 4ª posição no top dos países clientes das exportações de componentes automóveis.

No que se refere aos pontos negativos, prendem-se com o facto das exportações para Espanha terem registado uma queda de 9,4% face ao acumulado até maio de 2021, assim como as de França, que diminuíram 19,9% e as do Reino Unido que também caíram entre janeiro e maio de 2022.

Para além destas situações, os problemas nas cadeias de abastecimento continuam a afetar toda a indústria automóvel, assim como o conflito entre a Ucrânia e a Rússia que, tudo junto, tem vindo a impedir o caminho da recuperação no setor.

Os cálculos da AFIA têm como base as Estatísticas do Comércio Internacional de Bens divulgadas a 11 de julho pelo INE – Instituto Nacional de Estatística.

 

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MOBINOV – AFIA – ACAP | «ESTUDO DA OIT NÃO REPRESENTA O SETOR»

Crescimento acima da média europeia, mais inovação, postos de trabalho estáveis e remunerações acima da média, foram alguns dos dados destacados

in MOBINOV / ACAP / AFIA, 23-06-2022


No seguimento do estudo apresentado pela OIT (Organização Internacional do Trabalho) a MOBINOV, Associação do Cluster Automóvel, a ACAP (Associação Automóvel de Portugal) e a AFIA (Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel) realizaram uma Conferência de Imprensa conjunta, terça-feira dia 21 de junho, na sede da ACAP, em Lisboa.

De acordo com Jorge Rosa, presidente da MOBINOV, que presidiu a esta conferência, é «importante reiterar o enorme respeito que temos pela OIT mas isso não nos pode impedir de mostrar o nosso desacordo» em relação ao conteúdo do relatório apresentado no passado dia 14 de junho, uma vez que «do nosso ponto de vista não apresenta o retrato real daquele que é um dos setores industriais mais relevantes para o país».

O cluster da indústria automóvel em Portugal é um setor vital para a economia portuguesa, tendo representado em 2019, cerca de 17% do valor acrescentado bruto (VAB) total da indústria transformadora. De acordo com José Couto, presidente da AFIA, «o seu impacto é crucial para a economia nacional e reflete-se também na criação de emprego, sendo responsável por mais de 90 mil postos de trabalho em 2019 e 28% das exportações de bens transacionáveis a nível nacional.»

No âmbito da Conferência de Imprensa realizada terça-feira, José Couto destaca ainda que a indústria nacional de componentes automóveis registou entre o ano de 2015 e 2019 um crescimento anual de 8%, bem acima da produção automóvel europeia que se ficou por um aumento de apenas 0,3%.

Atendendo aos efeitos da pandemia de COVID-19 a performance deste setor em 2020 ainda que com o decréscimo de 13,6% e uma recuperação de 4% em 2021 continuou a evidenciar a competitividade e resiliência desta indústria. É importante referir que a produção automóvel europeia apresentou uma queda de 22% em 2020 e um recuo de 3,5% no ano passado.

Também no que se refere ao número de empresas existentes, importa destacar que o setor automóvel nacional agrega mais de 1.100 empresas, 350 das quais correspondem à indústria de componentes automóveis.

Outro dado que mereceu atenção estava relacionado com os postos de trabalho, uma vez que o setor apresenta um volume de emprego direto na ordem das 90.000 pessoas, sendo que a indústria de componentes automóveis emprega 61.000 pessoas, faturando 10,7 mil milhões de euros (2021), com uma quota de exportação superior a 80%. É importante reter que a indústria automóvel cria empregos estáveis, qualificados e com remuneração de 13% acima da média verificada na indústria transformadora.

E, em termos de investimentos, entre 2015 e 2020, a indústria de componentes para automóveis investiu 4,3 mil milhões de euros, ou seja, 16,8% do total de investimento da mesma indústria transformadora.

Também por tudo isto importa reter que este é um cluster estratégico para a economia portuguesa e que um estudo desta dimensão e realizado por uma entidade como a OIT tem um impacto muito significativo em termos nacionais e internacionais no que se refere à imagem do setor.

Ainda na conferência de imprensa, e de acordo com Helder Pedro, secretário-geral da ACAP, «Portugal tem todas as condições para investir na eletrificação dos veículos, uma vez que tem toda a fileira para a produção de baterias». Aliás, segundo o representante da ACAP, o «problema não se coloca da parte da indústria mas sim, dos consumidores estarem preparados ou terem capacidade financeira para fazer esta mudança para os motores eletrificados». Também por isto, é importante que o Governo tenha aqui uma intervenção.

Os representantes da MOBINOV, ACAP e AFIA referem que o estudo apresentado pela OIT está focado, exclusivamente, no CAE 29 daí que, avaliar a indústria automóvel apenas baseada no código da atividade económica é muito redutor e não representativa do setor, deixando de fora uma parte muito significativa das empresas.

 


 

Sobre a MOBINOV

  • A MOBINOV caracteriza-se como uma plataforma agregadora de conhecimento e competência no âmbito da indústria do setor automóvel, para promover uma crescente valorização da competitividade e da internacionalização do sector. O principal objetivo desta é transformar Portugal numa referência na investigação, inovação, conceção, desenvolvimento, fabrico e testes de produtos e serviços da indústria do setor automóvel. A MOBINOV, fundada em 2016, resulta de uma iniciativa conjunta da ACAP e da AFIA.

Sobre a ACAP

  • A ACAP é uma Associação Empresarial Privada que representa, há mais de 100 anos, a nível nacional, a globalidade do Sector Automóvel. Pelo reconhecimento do mérito da ação desenvolvida, a ACAP foi agraciada como Membro Honorário da Ordem do Mérito Agrícola e Industrial na Classe de Mérito Industrial e foi-lhe ainda reconhecido “Estatuto de Entidade de Utilidade Pública”. Consciente da importância do desenvolvimento sustentável do Sector Automóvel, a ACAP constituiu a Valorpneu – Entidade Gestora do Sistema de Pneus Usados e a Valorcar – Sociedade de Gestão de Veículos em Fim de Vida. Com vista ao reforço da competitividade do Sector, a ACAP participou na criação do Cluster Automóvel -MOBINOV.

Sobre a AFIA

  • A AFIA – Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel é a associação portuguesa que congrega e representa, nacional e internacionalmente, os fornecedores de componentes para a indústria automóvel.
    A indústria de componentes para automóveis em Portugal agrega cerca de 350 empresas e emprega diretamente 61.000 pessoas. Fatura 10,7 mil milhões de Euros (ano 2021), com uma quota de exportação superior a 80%.
    Em termos de importância na economia nacional, representa 5,2% do PIB, 9,1% do emprego da indústria transformadora e 16,1% das exportações nacionais de bens transacionáveis.

 

AFIA CONTESTA NÚMEROS DA OIT

A indústria de componentes automóveis é um dos setores mais relevantes do país, criando empregos qualificados, estáveis e com remunerações acima da média

in AFIA, 15-06-2022


No seguimento do estudo apresentado a 14 de junho pela OIT (Organização Internacional do Trabalho), a AFIA – Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel sente-se no dever de contestar os números apresentados em relação à indústria automóvel, uma vez que não foram considerados os valores da indústria de componentes automóveis em Portugal, e que constitui um dos setores industriais mais relevantes para o país. Além disso, assim que a AFIA teve conhecimento da base de dados a trabalhar pela OIT forneceu também os Códigos da Atividade Económica (CAE) das empresas associadas, que não foram tidos em consideração.

Como representante nacional e internacional dos fornecedores de componentes para a indústria automóvel, a AFIA agrega 350 empresas, com um volume de emprego direto na ordem das 61.000 pessoas, faturando 10,7 mil milhões de euros (2021), com uma quota de exportação superior a 80%. É importante reter que a indústria de componentes automóveis cria empregos estáveis, qualificados e com remuneração acima da média, situação que claramente não foi abordada neste estudo, criando uma imagem do setor que não corresponde à realidade.

É também importante salientar que um estudo desta dimensão, e realizado por uma entidade como a OIT, tem um impacto muito significativo em termos nacionais e internacionais, passando a ser divulgado como uma referência global. Tendo a AFIA, inclusive, disponibilizado estudos sobre o cluster, onde se mostra uma indústria automóvel competitiva e de grande valor internacional, é inaceitável que sofra um ataque desta dimensão, criado por um erro de análise, mostrando uma imagem de um setor sem dimensão tecnológica e sem preparação para enfrentar os desafios que se aproximam.

O estudo apresentado pela OIT está focado, exclusivamente, no CAE 29 que se refere à “Fabricação de veículos automóveis, reboques, semi-reboques e componentes para veículos automóveis”, deixando de fora produtos ou componentes como sistemas de navegação, antenas, infontainment, pneus, cabos elétricos, sistemas de fechaduras, revestimentos têxteis (estofos e revestimentos interiores), peças técnicas em plásticos, peças técnicas em borracha, peças técnicas metálicas, entre outras.

Daí que, avaliar a indústria automóvel apenas com base no código da atividade económica, é muito redutor e não representativo do setor, deixando de fora uma parte muito significativa das empresas. Aliás, e pelo exposto acima, a indústria de componentes automóveis está claramente subavaliada nas estatísticas oficiais, Instituto Nacional de Estatística e Banco de Portugal.

É mesmo importante referir e destacar alguns pontos que mostram um setor bem diferente do apresentado no estudo da OIT. Assim, entre 2015 e 2022 a indústria transformadora criou 52.500 novos postos de trabalho, sendo que 27% dos novos empregos foram gerados pela indústria de componentes.

Em média, a indústria de componentes para automóveis remunera os seus trabalhadores 13% acima do verificado na indústria transformadora.

No que se refere à produtividade, o trabalho na indústria de componentes para automóveis é 28% superior à média da indústria transformadora.

E, em termos de investimentos, entre 2015 e 2020, a indústria de componentes para automóveis investiu 4,3 mil milhões de euros, ou seja, 16,8% do total de investimento da indústria transformadora.

Refira-se ainda que a performance em 2020 e 2021 continuou a evidenciar a força da Indústria Portuguesa de Componentes Automóveis. Esta performance, muito acima da taxa de crescimento da indústria automóvel europeia, demonstra um aumento de penetração e ganho de quota de mercado dos componentes portugueses. Tal desempenho só é possível pela resiliência, competência e fiabilidade continuadamente demonstradas pela indústria junto dos clientes internacionais. Note-se que 98% dos carros produzidos na Europa têm pelo menos um componente fabricado em Portugal.

Com a Indústria de Componentes Automóveis a revelar um desempenho, claramente, acima da produção automóvel na Europa, este é um setor em contínua expansão «sobretudo através do dinamismo das unidades instaladas, que consigo arrastam um conjunto alargado de subfornecedores, sendo ainda um setor que investiga, que realiza parcerias com inúmeras universidades de engenharia portuguesas e que apresenta elevadas taxas de formação dos seus ativos, com um inequívoco aumento dos conhecimentos e da sua realização profissional», refere José Couto, presidente da AFIA.

E, sendo a compilação e disseminação das informações setoriais e dados estatísticos, para uma melhor defesa dos interesses dos fornecedores da indústria automóvel, uma das atividades da AFIA, «mostramo-nos disponíveis para dialogar com o Governo, com a OIT e com os organismos públicos de forma a promover um conhecimento mais aprofundado desta importante indústria e o seu real contributo para a economia nacional, que deverá ser tido como estratégico e determinante no tecidos industrial português», acrescenta José Couto.

 


Sobre a AFIA

A AFIA – Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel é a associação portuguesa que congrega e representa, nacional e internacionalmente, os fornecedores de componentes para a indústria automóvel.
A indústria de componentes para automóveis em Portugal agrega cerca de 350 empresas e emprega diretamente 61.000 pessoas. Fatura 10,7 mil milhões de Euros (ano 2021), com uma quota de exportação superior a 80%.
Em termos de importância na economia nacional, representa 5,2% do PIB, 9,1% do emprego da indústria transformadora e 16,1% das exportações nacionais de bens transacionáveis.

 

 

Exportações de componentes automóveis mantêm resultados

Com as exportações de componentes automóveis a registar uma diminuição de 14,8%, o setor mantém-se expectante e a trabalhar para ultrapassar as dificuldades atuais

in AFIA, 09-06-2022


As exportações de componentes automóveis registaram, no mês de abril, uma diminuição de 14,8% face ao registado no mesmo mês de 2021, situando-se agora nos 681 milhões euros.

De acordo com os dados divulgados pela AFIA – Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel, e no que se refere às exportações acumuladas dos componentes automóveis, houve ainda uma diminuição de 8,2% nos primeiros quatro meses do ano, atingindo o valor de 3.077 milhões de euros, relativamente ao mesmo período do ano anterior.

Já no que se refere à análise das exportações de componentes automóveis por país, Espanha mantém a liderança da tabela de vendas com 882 milhões de euros (-11,9%). Na segunda posição, surge a Alemanha com 679 milhões de euros (+2,9%), seguindo-se a França com 317 milhões de euros (-25,1%). O quarto lugar continua a pertencer aos Estados Unidos da América com 176 milhões (+33,0%) e, por último, o Reino Unido com 133 milhões de euros (-21,5%). No total, o top 5 de países representa nesta altura 71% das exportações portuguesas de componentes automóveis.

Sendo certo que os problemas nas cadeias de abastecimento continuam a afetar toda a indústria automóvel, assim como o conflito entre a Ucrânia e a Rússia, o que tem vindo a impedir o caminho da recuperação no setor e, consequentemente, levado a contínuas paragens mais ou menos prolongadas em toda a cadeia de produção, este é um setor resiliente e que mantém a procura de soluções alternativas para ultrapassar estas questões.

Nesta altura há mesmo pontos favoráveis a destacar, como o comportamento das exportações para a Alemanha, que sendo o segundo país cliente dos componentes fabricados em Portugal, registou um aumento de 2,9%, relativamente aos primeiros quatro meses de 2021, tal como aconteceu com as exportações para os EUA, que registaram um aumento de 33,0%.

No entanto, e tendo em conta a importância estratégica desta indústria, é preciso que sejam tomadas medidas de apoio – à semelhança dos países concorrentes –, flexíveis e eficazes e que passem pela proteção dos postos de trabalho e capacidade de produção, de forma a permitir que as empresas mantenham a sua competitividade, após este período, logo que se verifique a retoma gradual da economia.

Os cálculos da AFIA têm como base as Estatísticas do Comércio Internacional de Bens divulgadas a 9 de junho pelo INE – Instituto Nacional de Estatística.

 

Para mais informações consultar o ficheiro pdf neste link (gráficos)

 

 

Exportações de componentes automóveis aguardam recuperação

Num setor que se tem mantido com uma força e uma resiliência de assinalar, destaca-se que no mês de março, as exportações de componentes automóveis registaram queda, atingindo os 757 milhões de euros.

in AFIA, 11-05-2022


De acordo com dados divulgados pela AFIA – Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel, a evolução mensal das exportações de componentes automóveis registou uma descida de 17,7% relativamente ao mesmo mês de 2021, situando-se agora nos 757 milhões de euros. No entanto, sendo este o pior resultado desde 2019, é de salientar que o ano de 2021 estava já em franca recuperação, com valores muito próximos de 2019.

No que se refere às exportações acumuladas de componentes automóveis no primeiro trimestre do ano tiveram uma diminuição de 6,2% em relação ao mesmo período de 2021, de -2,6% do que em 2020 e -7,4% do que em 2019.

Relativamente à análise das exportações de componentes automóveis por país, Espanha continua a manter-se no topo de vendas com 702 milhões de euros (-8,0%). Na segunda posição, surge a Alemanha com 524 milhões de euros (+3,6%), seguindo-se a França com um registo de 255 milhões de euros (-20,0%). O quarto lugar continua a pertencer aos Estados Unidos da América com 132 milhões (+35,6%) e, por último, o Reino Unido com 105 milhões de euros (-19,9%). No total, o top 5 de países continua a representar 72% das exportações portuguesas de componentes automóveis.

Apesar dos problemas nas cadeias de abastecimento que continuam a afetar toda a indústria automóvel e com o recente conflito entre a Ucrânia e a Rússia que veio interromper o caminho da recuperação no setor – com paragens mais ou menos prolongadas em toda a cadeia de produção –, há alguns pontos positivos a destacar. As exportações para a Alemanha, que sendo o segundo país cliente dos componentes fabricados em Portugal, aumentou 3,6% em relação ao primeiro trimestre de 2021 e é também de referir que os EUA, que continuam a ser o 4º mercado cliente das exportações dos componentes automóveis produzidos em Portugal, apresentou também um aumento de 35,6%.

É importante destacar que esta é uma indústria resiliente e forte e que as empresas continuam a trabalhar para ultrapassar as dificuldades e manterem-se competitivas.

No entanto, e tendo em conta a importância estratégica desta indústria, é preciso que sejam tomadas medidas de apoio – à semelhança dos países concorrentes –, flexíveis e eficazes e que passem pela proteção dos postos de trabalho e capacidade de produção, de forma a permitir que as empresas mantenham a sua competitividade, após este período, logo que se verifique a retoma gradual da economia.

Os cálculos da AFIA têm como base as Estatísticas do Comércio Internacional de Bens divulgadas a 10 de maio pelo INE – Instituto Nacional de Estatística.

 

Para mais informações consultar o ficheiro pdf neste link

 

 

 

 

AFIA Comunicado de Imprensa | Secretário de Estado da Economia Visita Fabricante para a Indústria Automóvel

COMUNICADO DE IMPRENSA

AFIA, 18 de abril de 2022 | Após chamada de atenção por parte da AFIA para a situação das empresas fabricantes para a indústria automóvel, o Secretário de Estado da Economia visita uma empresa para ver in loco a realidade atual da indústria.

João Correia Neves visitará dia 20 de abril às 15 horas, a MICROplásticos, empresa especializada na injeção de plásticos para a indústria automóvel, localizada na Figueira da Foz.

Com o abrandamento da economia e redução da procura, as vendas de automóveis estão em queda acentuada. Os grandes cortes na produção de automóveis, e o facto de na União Europeia as fábricas automóveis estarem paradas, obrigam os fornecedores a considerar mudanças drásticas. Esta situação é um culminar de fortes pressões sobre as empresas em geral, e em particular para as portuguesas, caracterizada por redução de encomendas. Porém, as empresas, não têm e não podem deixar de continuar a investir em tecnologia, para manterem a competitividade, como é o caso da MICROplásticos que tem reforçado o nível tecnológico numa lógica da i4.0 (Indústria 4.0).

A guerra na Ucrânia veio aumentar ainda mais a incerteza: Situação geopolítica / Guerra na Ucrânia; Disrupções nas cadeias de abastecimento; Escassez de semicondutores e outras matérias-primas; Inflação dos custos: matérias-primas, energia, transporte; COVID-19.
Enfim, as empresas têm que GERIR A INCERTEZA, tudo isto num contexto de dupla transição: digital e energética.

Como consequência, perspetiva-se a curto prazo um severo impacto na atividade económica e das exportações de um dos sectores que mais contribui para a economia nacional: 6% do PIB, 9% do emprego da indústria transformadora e 16% das exportações nacionais de bens transacionáveis.

As empresas fabricantes para a indústria automóvel ainda não conseguiram alcançar os níveis pré-Covid e o volume de negócios em 2021 ficou 10% abaixo ao alcançado no ano de 2019.

O recente inquérito da AFIA aos seus Associados indica que mais de 2/3 das empresas sofreram quedas acentuadas no mês de março, sendo que a tendência é para a situação agravar-se nos meses seguintes. Analisando a evolução mensal exportações portuguesas de componentes automóveis, excetuando o mês de janeiro de 2022, verifica-se que desde julho de 2021 que as exportações mensais estão sempre abaixo ao verificado no ano anterior.
A consultora S&P Global Mobility (antiga IHS Markit) em março reviu em baixa a projeção de produção mundial de veículos automóveis ligeiros para 2022 e 2023, em 2,6 milhões de unidades para ambos os anos, face à anterior previsão de janeiro. Para a Europa, em 2022 deixarão de ser produzidos 1,7 milhões de automóveis ligeiros face à previsão do mês janeiro.

A indústria automóvel na Europa Ocidental, ainda mal recuperou dos efeitos da Covid-19 e já está a sentir os graves efeitos conflito na Ucrânia. Em março as vendas de carros novos diminuíram 20% face ao mesmo mês de 2021, e comparando com março de 2019 a queda é ainda mais acentuada, -38%. Isto é, nos três primeiros meses deste ano venderam-se menos 1,3 milhões de automóveis face ao período homólogo de 2019.

Face ao exposto, às necessidades específicas e à importância estratégica desta indústria, a AFIA solicita ao Governo que sejam tomadas medidas urgentes, flexíveis e eficazes que passam:

  • pelo regresso imediato e urgente do regime de lay-off simplificado;
  • e pela criação de medidas de proteção dos postos de trabalho.

Estas medidas, permitirão às empresas não só atenuar esta crise, mas também manter a sua competitividade, após este período, logo que se verifique a retoma gradual da economia.

As empresas estão disponíveis para dialogar com o Governo e encontrar modelos de desenvolvimento integrados, sob pena de redução drástica dos investimentos e encerramento de empresas ou unidades de produção, com consequências graves na economia e sociedade.

 

João Correia Neves, no 9.º Encontro da Indústria Automóvel da AFIA, 23 de janeiro de 2019

 


Sobre a AFIA

A AFIA – Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel é a associação portuguesa que congrega e representa, nacional e internacionalmente, os fornecedores de componentes para a indústria automóvel.
A indústria de componentes para automóveis em Portugal agrega cerca de 350 empresas e emprega diretamente 62.000 pessoas. Fatura 10,7 mil milhões de Euros (ano 2021), com uma quota de exportação superior a 80%.
Em termos de importância na economia nacional, representa 5,2% do PIB, 9,1% do emprego da indústria transformadora e 16,1% das exportações nacionais de bens transacionáveis.

 

 

 

 

Exportações de componentes automóveis voltam a registar queda

As vendas ao exterior de componentes automóveis voltam a apresentar uma descida de 2,3%, atingindo os 817 milhões de euros face ao mesmo período de 2021

in AFIA, 08-04-2022


As exportações de componentes automóveis desceram para os 817 milhões de euros, o que significa um decréscimo de 2,3% relativamente ao mesmo mês de 2021, referem os dados da AFIA – Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel.

De acordo com a análise efetuada à evolução mensal das vendas ao exterior, e com a exceção do mês de janeiro de 2022, pode-se verificar que desde julho de 2021, as exportações mensais têm estado sempre abaixo do registado no ano anterior.

Já no que se refere às exportações acumuladas de componentes automóveis até fevereiro, estas atingiram os 1.638 milhões de euros, o que se reflete num ligeiro acréscimo de 0,3% relativamente ao mesmo período de 2021.

Relativamente ao top 5 de exportações de componentes automóveis por país, Espanha mantém-se no topo de vendas com 518 milhões de euros (+1,8%), seguida da Alemanha com 340 milhões de euros (+8,7%). Em terceiro lugar surge a França com um registo de 178 milhões de euros (-13,7%), em quarto lugar os Estados Unidos da América com 80 milhões (+40,1%) e, por último, mantém-se o Reino Unido com 64 milhões de euros (-22,5%). No total, estes 5 países representam 72% das exportações portuguesas de componentes automóveis.

Nesta altura, destaca-se, relativamente a 2021, o aumento de 1,8% das exportações para Espanha (principal cliente dos componentes automóveis fabricados em Portugal, com uma quota de 31,6%), assim como o aumento de 8,7%, das exportações para a Alemanha, e o facto dos EUA se manterem como o 4º mercado cliente das exportações de componentes automóveis produzidos em Portugal, com um aumento de 40,1%,

Por outro lado, é de referir que as exportações para França, 3º país cliente, diminuíram 13,7% em relação aos dois primeiros meses do ano anterior e das exportações para o Reino Unido terem mantido queda, entre janeiro e fevereiro, com 22,5%.

Além disso, é de referir ainda que os problemas nas cadeias de abastecimentos continuam a afetar toda a indústria automóvel com a falta de chips, componentes eletrónicos e outras matérias-primas. Esta situação tem ainda tendência a agravar-se com o recente conflito entre a Ucrânia e a Rússia.

Os cálculos da AFIA têm como base as Estatísticas do Comércio Internacional de Bens divulgadas a 08 de abril pelo INE – Instituto Nacional de Estatística.

 

Para mais informações consultar o ficheiro pdf neste link

 

 

AFIA – Comunicado de Imprensa | Exportações de componentes automóveis aumentam 3,1% em janeiro

Registando uma subida de 3,1% face ao mesmo mês de 2021, as exportações de componentes automóveis atingiram em janeiro os 820 milhões de euros

in AFIA, 11-03-2022


De acordo com os dados da AFIA – Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel, as exportações de componentes automóveis situaram-se, no mês de janeiro, nos 820 milhões de euros, registando assim uma subida de 3,1% face ao mesmo mês de 2021.

Ainda assim, e analisando as vendas ao exterior verifica-se que as exportações no mês de janeiro, apesar de se encontrarem acima do verificado no mês homólogo do ano passado, mantêm-se abaixo do nível desse mês em 2020 e 2019.

No que se refere ao top 5 de exportações de componentes automóveis por país, Espanha mantém-se no topo de vendas com 270 milhões de euros (+5,1%), seguida da Alemanha com 161 milhões de euros (+12,7%). Em terceiro lugar surge a França com um registo de 92 milhões de euros (-10,0%), em quarto lugar os Estados Unidos da América com 42 milhões (+54,4%) e, por último, o Reino Unido com 31 milhões de euros (-23,9%). No total, estes 5 países representam 73% das exportações portuguesas de componentes automóveis.

Dos resultados registados nesta altura destaca-se positivamente o comportamento das exportações para Espanha (principal cliente dos componentes automóveis fabricados em Portugal, com uma quota de 32,9%) com o aumento de 5,1%, a Alemanha que registou um aumento de 12,7% e os EUA que se mantêm o 4º mercado cliente com um aumento de 54,4%, relativamente ao mesmo período de 2021.

Por outro lado, e como pontos negativos é de salientar o facto das exportações para França terem diminuído 10% em relação ao mesmo mês do ano anterior e das exportações para o Reino Unido se manterem em queda, com 23,9%.
Além disso, é de referir ainda que os problemas nas cadeias de abastecimentos continuam a afetar toda a indústria automóvel com a falta de chips, componentes eletrónicos e outras matérias-primas. Esta situação tem ainda tendência a agravar-se com o recente conflito entre a Ucrânia e a Rússia.

Os cálculos da AFIA têm como base as Estatísticas do Comércio Internacional de Bens divulgadas a 11 de março pelo INE – Instituto Nacional de Estatística.

 

Para mais informações consultar o ficheiro pdf neste link

 

 


Sobre a AFIA

A AFIA – Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel é a associação portuguesa que congrega e representa, nacional e internacionalmente, os fornecedores de componentes para a indústria automóvel.
A indústria de componentes para automóveis em Portugal agrega cerca de 350 empresas e emprega diretamente 62.000 pessoas. Fatura 10,7 mil milhões de Euros (ano 2021), com uma quota de exportação superior a 80%.

Em termos de importância na economia nacional, representa 5,2% do PIB, 9,1% do emprego da indústria transformadora e 16,1% das exportações nacionais de bens transacionáveis.