Exportações de componentes automóveis aumenta pelo segundo mês consecutivo

Depois de 4 meses em queda as exportações registam agora uma subida pelo segundo mês consecutivo. No entanto, o ambiente de incerteza mantém-se para os próximos tempos

in AFIA, 09-10-2020


De acordo com a AFIA – Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel – o valor das exportações de componentes automóveis registou novo aumento durante o mês de agosto, registando uma subida de 3,1% face ao mesmo período de 2019. Esta subida acontece pelo segundo mês consecutivo, chegando agora aos 582 milhões de euros.

Já no que se refere ao acumulado até ao mês de agosto, as exportações de componentes automóveis ficaram-se pelos 5,1 mil milhões de euros, representando uma diminuição de -19,8% em relação ao período homólogo de 2019. Ou seja, entre janeiro e agosto de 2020 as vendas ao exterior registaram uma diminuição de 1,3 mil milhões de euros em relação a 2019.

Em termos de países destino das exportações de janeiro a agosto de 2020, e face ao mesmo período de 2019, Espanha continua na primeira posição com vendas de 1.514 milhões de euros (-9,9%), seguida da Alemanha com 1120 milhões de euros (-17,3%) e em 3º lugar surge a França com um registo de 606 milhões de euros (-34,1%). No que se refere às exportações para o Reino Unido totalizaram 352 milhões de euros (-36,1%). No total, estes 4 países concentram 70% das exportações portuguesas de componentes automóveis.

Apesar deste aumento pelo segundo mês consecutivo, os empresários continuam a manifestar a sua preocupação pelo impacto que esta situação de pandemia de Covid-19, está a ter em todo o mundo.

Os cálculos da AFIA têm como base as Estatísticas do Comércio Internacional de Bens divulgadas a 09 de outubro pelo INE – Instituto Nacional de Estatística.

 

Para mais informações consultar o ficheiro pdf.

 


 

Sobre a AFIA
A AFIA – Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel é a associação portuguesa que congrega e representa, nacional e internacionalmente, os fornecedores de componentes para a indústria automóvel.
Esta indústria agrega 240 empresas com sede ou laboração em Portugal, com um volume de emprego directo na ordem das 59.000 pessoas. Factura 12 mil milhões de Euros por ano, com uma quota de exportação superior a 80%.
Em termos de importância na economia nacional, representa 6% do PIB, 8% do emprego da indústria transformadora e 16% das exportações nacionais de bens transacionáveis.

 

A indústria automóvel ibérica reclama a sua posição como sector estratégico da economia, na XXXI Cimeira Ibérica

  • O sector automóvel em Portugal e Espanha destacou-se como um sector importante para o relançamento da economia, assim como um instrumento fundamental para a manutenção de emprego seguro e de qualidade.
  • As metas de descarbonização e digitalização são definidas como prioridades de médio prazo para o sector automóvel na transição para a nova mobilidade.
  • É necessário um compromisso e uma estratégia, de ambos os países, para fazer face à recuperação da produção e da procura, afetadas pela COVID-19.

in ACAP, AFIA, ANFAC, SERNAUTO, 08-10-2020


As principais Associações de Construtores de Automóveis e de Componentes em Espanha, ANFAC (Asociación Española de Fabricantes de Automóviles y Camiones) e SERNAUTO (Asociación Española de Proveedores de Automoción), e em Portugal, ACAP (Associação Automóvel de Portugal) e AFIA (Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel), aproveitaram a oportunidade da realização da XXXI Cimeira Ibérica, que irá decorrer na Guarda (Portugal) a 10 de outubro, para destacar o valor do setor automóvel como instrumento estratégico de Espanha e Portugal, no sentido de alcançar os objetivos de recuperação económica dos dois países. Solicitam, assim, um maior compromisso, por parte dos governos de ambos os países, para definir uma estratégia que garanta a viabilidade sustentável da indústria automóvel na sua transformação para uma mobilidade sustentável, livre de emissões.

Na declaração conjunta assinada pelos presidentes de cada uma das associações automóveis luso-espanholas destaca-se o momento crucial que o setor está a passar, com o processo de reindustrialização, para fazer face aos desafios da descarbonização e digitalização que surgem para fazer face à nova indústria da mobilidade. Tudo isto, no contexto do forte impacto económico e industrial da crise COVID-19 no sector, o qual veio estabelecer novos objetivos, a curto prazo, de recuperação da procura e da produção. Por conseguinte, as Associações consideram necessário o trabalho conjunto e o compromisso das administrações e governos, com os principais representantes do sector, para restabelecer os níveis pré-crise e liderar esta transformação, garantindo que o sector automóvel ibérico possa manter a sua relevância e liderança no futuro.

A indústria automóvel é um importante setor estratégico para a economia e o emprego na região ibérica, responsável por 11% do PIB espanhol e 6% do PIB português e representando 9% de emprego em relação à população ativa em Espanha e 12% em Portugal. Tendo em conta o próximo Plano Europeu de Recuperação, o sector automóvel necessita de uma dotação financeira significativa para garantir não só a recuperação aos níveis pré-crise, mas também um maior crescimento sustentável para reforçar o seu papel como motor para os outros sectores da nossa economia.

Por esta razão, as Associações do sector solicitam aos governos português e espanhol para criarem um quadro, mais estreito, de cooperação e colaboração face às políticas europeias relacionadas com o automóvel para, assim, impulsionar a competitividade da indústria. Além disso, solicitam que sejam tomadas ações bilaterais, para responder às necessidades do sector e promover uma estratégia com instrumentos específicos em matérias económicas, laborais, regulamentares e de investimento que deem um forte apoio à indústria automóvel, em linha com a sua importância para a economia ibérica e o seu papel de importante motor da recuperação económica.

Como salienta a declaração conjunta, o sector automóvel está imerso num processo de transformação para uma nova mobilidade que deve ser mais eficiente, sustentável e acessível. Por conseguinte, é necessário estabelecer as bases para a construção de uma estratégia e de um plano de ação que responda à transição para a mobilidade de emissões zero através de incentivos financeiros e não financeiros, renovação do parque circulante com a criação de um Plano de Incentivos ao Abate, desenvolvimento de uma poderosa infraestrutura de recarga, apoio ao desenvolvimento e implementação de condução autónoma e conectada, um roteiro coerente para o desenvolvimento de futuras normas de emissões de CO2 e um quadro regulamentar homogéneo para o transporte de bens entre os dois países. Isto, em consonância com os objetivos de transformação ambiental e digital da União Europeia, permitindo que a indústria automóvel em Espanha e Portugal se mantenha na vanguarda desta transformação.

José Vicente de los Mozos, Presidente da ANFAC, destacou que “estamos num momento crucial da história do automóvel. Perante os novos desafios, marcados pela pandemia, mas também pela nova mobilidade do futuro, temos de aproveitar a recuperação para impulsionar a indústria em Espanha e Portugal, aumentar a nossa competitividade. O polo ibérico deve ser posicionado como um destino atrativo para os investimentos industriais, mas só o conseguiremos com o compromisso de todos: governos, administrações, câmaras municipais, agentes sociais e sociedade. É por isso que pedimos, em conjunto enquanto sector, este trabalho conjunto para a competitividade e o futuro da indústria automóvel ibérica, tanto a nível bilateral como nas políticas europeias.”

María Helena Antolín, Presidente da SERNAUTO, sublinhou que “Espanha tem um ecossistema altamente inovador e competitivo, composto por mais de 1.000 fornecedores de automóveis e centros tecnológicos de classe mundial. A sua capacidade tecnológica permitiu-nos atrair todo o tipo de projetos. Entre todos, temos de garantir as melhores condições de trabalho, fiscal, energética e logística para continuar a atrair investimentos para o nosso país. Uma vez que a concorrência é global, posicionarmo-nos como líderes é uma necessidade imperativa para o mercado ibérico”.

José Ramos, Presidente da ACAP, afirmou que “é de importância crucial, para o nosso setor, que o governo português implemente um plano de incentivo ao abate de veículos antigos. O nosso parque circulante é um dos mais velhos da Europa, e este plano é muito importante para se alcançar a redução das emissões de CO2, contribuindo assim para a descarbonização da economia”

José Couto, Presidente da AFIA, destacou que “a indústria automóvel tem uma relevância importante tanto para as economias de Portugal como para Espanha, devido à sua capacidade de exportação, à criação de empregos qualificados, ao valor acrescentado e ao efeito catalisador noutros setores, nomeadamente enquanto motor da capacidade competitiva do ecossistema científico. Por isso, é fundamental estabelecer um quadro que garanta uma transformação cuidadosamente gerida para alcançar com sucesso a descarbonização e a digitalização da economia.”

 

Faltam apenas algumas semanas para salvar o sector automóvel da UE e do Reino Unido do desastre de perder 110 mil milhões de euros de um Brexit sem acordo

  • Os líderes automóveis da UE e do Reino Unido unem-se para apelar a um acordo urgente, que permita antes do fim do período de transição, dentro de apenas 15 semanas, um ambicioso acordo de comércio livre.
  • Novas estimativas mostram o impacto catastrófico das tarifas da OMC em caso de “não acordo”, pondo em risco a produção de cerca de 3 milhões de carros e carrinhas fabricados na UE e no Reino Unido durante os próximos cinco anos.
  • O “não acordo” significaria perdas comerciais combinadas entre a UE e o Reino Unido no valor de até 110 mil milhões de euros até 2025, além dos cerca de 100 mil milhões de euros de valor de produção perdida este ano por causa da crise do coronavírus.
  • Para evitar um segundo golpe económico ao sector que emprega 14,6 milhões de pessoas, a indústria apela aos negociadores para que garantam urgentemente um acordo que proporcione tarifas zero, regras de origem modernas e evite regulamentos diferentes nos dois lados do canal.

in AFIA, 14-09-2020


Com apenas 15 semanas para o término do período de transição do Brexit, os líderes da indústria automóvel europeia uniram hoje forças para apelar à UE e ao Reino Unido para que garantam um acordo de comércio livre (ACL) ambicioso sem mais demoras. Os negociadores de ambos os lados devem agora envidar todos os esforços para evitar o “não acordo” no final da transição, o que, segundo novas estimativas, custaria ao sector automóvel europeu cerca de 110 mil milhões de euros em perdas comerciais nos próximos cinco anos 1, colocando postos de trabalho em risco num sector que cria e mantém 14,6 milhões de empregos, o que representa um em cada 15 empregos da UE e do Reino Unido 2.

As principais organizações representativas dos fabricantes de veículos e de componentes automóveis na UE, a Associação Europeia de Fabricantes de Automóveis (ACEA) e a Associação Europeia de Fornecedores de Componentes para Automóveis (CLEPA), juntamente com 21 associações nacionais, incluindo a SMMT (Reino Unido), a VDA (Alemanha), o CCFA (França), a PFA (França) e a AFIA (Portugal), alertam hoje que a indústria pode enfrentar sérias repercussões. De facto, as economias e os empregos dos dois lados do canal correm o risco de um segundo golpe devastador sob a forma de não acordo, somados aos cerca de 100 mil milhões de euros de produção perdida até agora, este ano devido à crise do coronavírus 3.

Sem um acordo em vigor até 31 de dezembro, ambas as partes seriam obrigadas a manter relações comerciais sob as regras não preferenciais da Organização Mundial do Comércio (OMC), incluindo uma tarifa de 10% sobre os carros e até 22% para carrinhas e camiões 4. Tais tarifas – muito superiores às reduzidas margens da maioria dos fabricantes – teriam quase de certeza de ser repercutidas aos consumidores, tornando os veículos mais caros, reduzindo a escolha e afetando a procura. Além disso, os fabricantes de componentes para automóveis também serão atingidos pelas tarifas. Isso aumentará o preço de produção ou levará a mais importações de componentes de outros países não pertencentes à UE, que serão mais competitivos.

Antes da crise do coronavírus, a produção de veículos automóveis da UE e do Reino Unido rondava as 18,5 milhões de unidades por ano 5. Este ano já se perderam cerca de 3,6 milhões de unidades em todo o sector devido à pandemia 6. Novas estimativas indicam que, no caso dos carros e carrinhas, uma redução da procura resultante de uma tarifa de 10% da OMC poderia diminuir cerca de três milhões de unidades produzidas nas fábricas da UE e do Reino Unido nos próximos cinco anos, com perdas no valor de 52,8 mil milhões de euros para as fábricas do Reino Unido e 57,7 mil milhões de euros para as fábricas sediadas em toda a UE 7. Os fabricantes de componentes para automóveis também serão afetados por estas alterações.

Esta dupla perda de negócios prejudicaria seriamente as receitas de um sector que é um dos ativos mais valiosos da Europa, empregando milhões de pessoas e gerando prosperidade partilhada para todos, com um superavit comercial combinado de 74 mil milhões de euros com o resto do mundo em 2019. Em conjunto o setor automóvel da UE27 e do Reino Unido são responsáveis por 20% da produção mundial de veículos automóveis e investem cerca de 60,8 mil milhões de euros por ano em inovação, sendo o maior investidor europeu em I&D 8.

Alcançar um ambicioso Acordo de Comércio Livre UE-Reino Unido com disposições específicas para o sector automóvel é fundamental para o sucesso futuro da indústria automóvel europeia. Qualquer acordo deve incluir tarifas e quotas zero, regras de origem adequadas tanto para os veículos com motores de combustão interna como para os veículos alimentados por energias alternativas, bem como componentes e grupos propulsores (powertrains), e um quadro regulamentar para evitar divergências.

É fundamental que as empresas conheçam de antemão a informação detalhada sobre as condições comerciais acordadas a partir de 1 de Janeiro de 2021 para fazerem os preparativos finais. Isto, combinado com um apoio específico e um período de introdução gradual adequado que permita uma maior utilização de materiais estrangeiros durante um período de tempo limitado, assegurará que as empresas sejam capazes de lidar com o final do período de transição.

Eric-Mark Huitema, Director-Geral da ACEA, afirmou: “Os desafios para a indústria automóvel da UE são significativos – temos absolutamente de ter um acordo comercial ambicioso UE-Reino Unido em vigor até Janeiro. Caso contrário, o nosso sector – que está a sofrer os efeitos da crise da COVID – será duramente atingido por um duplo golpe”.

Sigrid de Vries, Secretário-Geral da CLEPA, afirmou: “Um Brexit sem acordo perturbaria a cadeia de abastecimento automóvel integrada e atingiria a indústria num momento crítico. O impacto será sentido muito para além das trocas comerciais bilaterais, traduzindo-se numa perda de empregos e de capacidade de investimento. O sector automóvel é o maior investidor privado em I&D da UE, com 60 mil milhões de euros investidos anualmente. Precisamos de um acordo que mantenha a competitividade global do sector”.

Mike Hawes, Chefe Executivo da SMMT, disse: “ Os números de hoje mostram o impacto devastador que se seguiria a um Brexit sem acordo. O choque de tarifas e outras barreiras comerciais agravaria os danos já causados por uma pandemia e recessão global, pondo em risco as empresas e empregos que sustenta. As nossas indústrias estão profundamente integradas, pelo que instamos todas as partes a reconhecerem as necessidades deste fornecedor vital de empregos e prosperidade económica, e a fazerem tudo o que estiver ao seu alcance para assegurar um ambicioso acordo de comércio livre agora, antes que seja tarde demais”.

Hildegard Müller, Presidente da VDA, afirmou: “A indústria automóvel precisa de condições estruturais estáveis e fiáveis. Seria uma grande desvantagem para ambas as partes se a retirada do Reino Unido terminasse com a aplicação de tarifas no comércio mútuo”. Isto comprometeria as cadeias de valor estreitamente ligadas e possivelmente torná-las-ia não rentáveis. Os nossos associados têm mais de 100 unidades de produção no Reino Unido. Esperamos que a UE e o Reino Unido continuem a sua estreita parceria com um acordo de comércio livre abrangente”.

Thierry COGNET, Presidente da CCFA, afirmou: “Uma situação de ‘não acordo’ a 1 de Janeiro de 2021 seria particularmente desafiante para os fabricantes. O que precisamos dos negociadores, num contexto económico já muito afetado pela crise da COVID, é de um acordo substancial que nos proteja de tarifas, quotas e divergências regulamentares”.

José Couto, Presidente da AFIA, disse: “a indústria automóvel necessita de um acordo que mantenha a competitividade e permita às empresas continuarem a relação comercial com os seus parceiros britânicos. O Reino Unido é o 4º principal cliente dos componentes automóveis fabricados em Portugal”.

As 23 Associações Automóveis signatárias são:

  • ACAROM – Romanian Association of Automobile Builders www.acarom.ro
  • ACEA – European Automobile Manufacturers Association www.acea.be
  • ACS – Automotive Cluster of Slovenia www.acs-giz.si/en
  • AFIA – Portuguese Manufacturers Association for the Automotive Industry www.afia.pt
  • AIA – Czech Automotive Industry Association www.autosap.cz
  • ANFIA – Italian Association of the Automobile Industry www.anfia.it
  • AUTIG – Danish Automotive Trade & Industry Federation www.autig.dk
  • BIL SWEDEN – Swedish Association of Automobile Manufacturers and Importers www.bilsweden.se
  • CCFA – Committee of French Automobile Manufacturers www.ccfa.fr
  • CLEPA – European Association of Automotive Suppliers www.clepa.eu
  • FEBIAC – Belgian Federation of Automobile and Motorcycle Industries www.febiac.be
  • FKG – Scandinavian Automotive Supplier Association www.fkg.se
  • FFOE – Austrian Association of the Automotive Industry www.fahrzeugindustrie.at
  • ILEA – Luxembourg Automotive Suppliers Association www.ilea.lu/
  • MGE – Hungarian Vehicle Importers Association www.mge.hu
  • PFA – French Association of the Automotive Industry www.pfa-auto.fr/
  • RAI – Dutch Association for Mobility Industry www.raivereniging.nl
  • SDCM – Polish Association of Automotive Parts Distributors and Producers www.sdcm.pl
  • SERNAUTO – Spanish Association of Automotive Suppliers www.sernauto.es
  • SIMI – Society of the Irish Motor Industry www.simi.ie/en
  • SMMT – Society of Motor Manufacturers and Traders  www.smmt.co.uk
  • VDA – German Association of the Automotive Industry www.vda.de
  • ZAP – Automotive Industry Association of the Slovak Republic  www.zapsr.sk

Notas aos editores

1: Estimativas da SMMT e incluem carros e veículos comerciais ligeiros (VCL). Com base na imposição de 10% de tarifa; 6,3% de aumento de preço; e 18,9% de queda na procura. Utiliza os dados da JATO relativos preços médios dos veículos automóveis.
2: ACEA pocket guide 2020 / 21
3: Cálculos SMMT & ACEA, IHS Markit LV Production Recovery Tracker (Julho 2020)
4: Tarifa Global do Reino Unido (10% para carros/carrinhas) & Tarifa Externa Comum da UE (10-22% dependendo da categoria e tonelagem)
5: ACEA pocket guide 2020 / 21 inclui carros, veículo comerciais ligeiros e pesados
6: ACEA pocket guide 2020 / 21 (apenas carros e VCL)
7: Estimativas da SMMT e incluem carros e veículos comerciais ligeiros (VCL). Com base na imposição de 10% de tarifa; 6,3% de aumento de preço; e 18,9% de queda na procura. Utiliza os dados da JATO relativos preços médios dos veículos automóveis.
8: ACEA pocket guide 2020 / 21

Sobre o sector da UE

  • 14,6 milhões de europeus trabalham no sector automóvel, o responsáveis por 6,7% de todos os empregos na UE.
  • A tributação dos veículos automóveis gera 440,4 mil milhões de euros para os governos nos principais mercados europeus
  • A indústria automóvel gera um superavit comercial de 74 mil milhões de euros para a UE.
  • volume de negócios gerado pela indústria automóvel representa mais de 7% do PIB da UE.
  • Investindo anualmente 60,9 mil milhões de euros em I&D, o sector automóvel é o maior contribuinte privado europeu para a inovação, representando 29% da despesa total da UE.
  • A UE é líder mundial em veículos autônomos, responsável por mais de 30% dos pedidos de patentes.

Sobre a AFIA

  • A AFIA – Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel é a associação portuguesa que congrega e representa, nacional e internacionalmente, os fornecedores de componentes para a indústria automóvel.
  • Esta indústria agrega 240 empresas com sede ou laboração em Portugal, com um volume de emprego directo na ordem das 59.000 pessoas. Factura 12 mil milhões de Euros por ano, com uma quota de exportação superior a 80%.
  • Em termos de importância na economia nacional, representa 6% do PIB, 8% do emprego da indústria transformadora e 16% das exportações nacionais de bens transacionáveis.

 

Exportações de componentes automóveis regista primeira subida em meses

Depois de registarem quedas durante os últimos quatro meses as exportações de componentes automóveis conseguiram no mês de julho uma subida de 1,4% em relação ao mesmo período de 2019

in AFIA, 09-09-2020


De acordo com a AFIA – Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel – o valor das exportações de componentes automóveis registou durante o mês de julho, e depois de 4 meses de quedas sucessivas, um aumento de 1,4% face ao mesmo período de 2019, chegando aos 792 milhões de euros.

Já no que se refere ao acumulado até ao mês de julho, as exportações de componentes automóveis situaram-se nos 4.546 milhões de euros, representando uma diminuição de -22% em relação ao período homólogo de 2019. Ou seja, entre janeiro e julho de 2020 as vendas ao exterior registaram uma diminuição de 1.285 milhões de euros em relação ao mesmo período de 2019.

Em termos de países destino das exportações de janeiro a julho de 2020, e face ao mesmo período de 2019, Espanha continua na primeira posição com vendas de 1.376 milhões de euros (-12,6%), seguida da Alemanha com 987 milhões de euros (-18%) e em 3º lugar surge a França com um registo de 548 milhões de euros (-36,6%). No que se refere às exportações para o Reino Unido totalizaram 302 milhões de euros (-38%). No total, estes 4 países concentram 71% das exportações portuguesas de componentes automóveis.

Nesta altura, espera-se que este aumento continue a verificar-se nos próximos meses, após um período de acentuadas quedas resultado da pandemia de Covid-19.

Os cálculos da AFIA têm como base as Estatísticas do Comércio Internacional de Bens divulgadas a 09 de setembro pelo INE – Instituto Nacional de Estatística.

 

Para mais informações consultar o ficheiro pdf

 


Sobre a AFIA

A AFIA – Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel é a associação portuguesa que congrega e representa, nacional e internacionalmente, os fornecedores de componentes para a indústria automóvel.
Esta indústria agrega 240 empresas com sede ou laboração em Portugal, com um volume de emprego directo na ordem das 59.000 pessoas. Factura 12 mil milhões de Euros por ano, com uma quota de exportação superior a 80%.
Em termos de importância na economia nacional, representa 6% do PIB, 8% do emprego da indústria transformadora e 16% das exportações nacionais de bens transacionáveis.

 

Exportações Componentes Automóveis

Exportações de componentes automóveis mantêm queda, apesar de menos acentuada

Apesar de manterem a queda pelo quarto mês consecutivo, as exportações de componentes automóveis em junho registaram uma queda menos acentuada, registaram uma descida de 8% relativamente ao mesmo período de 2019.

in AFIA, 07-08-2020 (atualizado 09-09-2020)


De acordo com a AFIA – Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel – o valor das exportações de componentes automóveis registou em junho uma queda de 8% face ao mesmo período de 2019.
É importante referir que as vendas, para o mês de junho, de componentes automóveis para o exterior mantiveram o movimento descendente pelo 4º mês consecutivo mostrando, no entanto, uma pequena melhoria em relação aos meses anteriores – março (-26%); abril (-76%); maio (-57%) e junho (-8%).

No que se refere à evolução mensal das exportações de componentes automóveis em junho diminuíram para os 705 milhões de euros.

Já no acumulado até junho de 2020 as exportações ficaram-se pelo 3.754 milhões de euros, o que representa uma diminuição de 26% relativamente ao período homólogo de 2019. Ou seja, no primeiro semestre de 2020 as vendas ao exterior diminuíram 1.296 milhões de euros, relativamente a 2019.

Em termos de países destino das exportações de janeiro a junho de 2020, e face ao mesmo período de 2019, Espanha mantém a primeira posição com vendas de 1.109 milhões de euros (-18,2%), seguida da Alemanha com 812 milhões de euros (-22,4%) e em 3º lugar surge a França com um registo de 494 milhões de euros (-38,4%). No que se refere às exportações para o Reino Unido totalizaram 260 milhões de euros (-38,6%). No total, estes 4 países concentram 70% das exportações portuguesas de componentes automóveis.

De referir que os valores registados e, apesar de apresentarem já pequenos sinais de melhoria, são ainda resultado da pandemia COVID-19 que levou ao abrandamento geral da atividade, encerramento temporário das fábricas de automóveis e consequente cancelamento de encomendas.

Os cálculos da AFIA têm como base as Estatísticas do Comércio Internacional de Bens divulgadas a 07 de agosto pelo INE – Instituto Nacional de Estatística.

Para mais informações consultar o ficheiro pdf.

 

informação atualizada a 9 de Setembro de 2019

 


 

Sobre a AFIA

A AFIA – Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel é a associação portuguesa que congrega e representa, nacional e internacionalmente, os fornecedores de componentes para a indústria automóvel.
Esta indústria agrega 240 empresas com sede ou laboração em Portugal, com um volume de emprego directo na ordem das 59.000 pessoas. Factura 12 mil milhões de Euros por ano, com uma quota de exportação superior a 80%.
Em termos de importância na economia nacional, representa 6% do PIB, 8% do emprego da indústria transformadora e 16% das exportações nacionais de bens transacionáveis.

 

 

AFIA solidária com os seus Associados

Tendo em conta a extensão do impacto da crise na atividade dos fabricantes de componentes para automóveis, a AFIA cancelou a emissão e consequente pagamento das Quotas aos Associados, relativas ao 2º Trimestre de 2020, Abril-Junho.

in AFIA, 16-07-2020


Esta decisão foi tomada pela Direção para mostrar tanto a solidariedade da Associação como o seu compromisso ao lado de todos os fabricantes de componentes para automóveis.

Numa carta dirigida aos Associados, José Couto, Presidente da AFIA, explica as razões desta decisão excecional:

As nossas empresas estão a ser postas à prova perante desafios que são incomensuráveis e com consequências difíceis de avaliar e antecipar.

O papel da AFIA é, e será, acompanhar os fabricantes de componentes para automóveis, representá-los, defendê-los e ajudá-los a antecipar e gerir todas estas dificuldades no dia-a-dia.

A AFIA tem-se preocupado em estabelecer conversações com as entidades nacionais com o objetivo de apresentar soluções de modo a mitigar os graves efeitos que a pandemia causada pela doença COVID-19 está a provocar na Indústria Automóvel.

É dentro deste quadro e deste espírito que o Conselho Diretor decidiu cancelar / suspender a emissão e consequente pagamento das Quotas aos Associados, relativas ao 2º Trimestre de 2020, Abril-Junho.

Este esforço financeiro muito importante, excecional e temporário parece-nos ser um investimento necessário, tendo em conta as dificuldades presentes e futuras que as empresas estão a atravessar.

Esta medida só é possível dado o rigoroso controlo orçamental que a AFIA tem realizado ao longo dos últimos anos.

Esta quebra de receitas nas Quotas da AFIA, 25%, não põe em causa de forma alguma todas as vantagens e serviços a que os nossos Associados continuarão a ter direito.

Sabemos de experiências anteriores que o Associativismo é essencial, e mais do que nunca crucial para a defesa dos interesses do sector e sairemos ainda mais unidos e reforçados no final desta crise!

 

 

Exportações de componentes automóveis mantêm quebra acentuada

De acordo com a AFIA o valor das exportações de componentes automóveis registou em maio de 2020 uma diminuição de 57% em relação ao mesmo mês do ano 2019

in AFIA, 10-07-2020


De acordo com a AFIA o valor das exportações de componentes automóveis registou em maio de 2020 uma diminuição de 57% em relação ao mesmo mês do ano 2019.

De acordo com os dados recolhidos pela AFIA – Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel – as vendas em maio de componentes automóveis para o exterior mantiveram o movimento descendente com uma queda de 57% em relação ao mesmo mês do ano passado.

Apesar desta ser uma queda menos acentuada do que a registada no mês de abril, os resultados negativos mantêm-se sendo este o 3º mês consecutivo de queda com março a registar uma diminuição de 26% e abril de 76%.

Desde 2009 que não se verificava um mês de maio com valores tão baixos com as exportações de componentes automóveis a registar uma queda de mais de metade para 388 milhões de euros.

Estes valores são ainda resultado da pandemia COVID-19 que levou ao abrandamento geral da atividade, encerramento temporário das fábricas de automóveis e consequente cancelamento de encomendas.

No acumulado até maio deste ano as exportações de componentes automóveis ficaram nos 3.049 milhões de euros, o que representa uma descida de 28,8% face ao período homólogo de 2019. Ou seja, as vendas ao exterior entre janeiro e maio caíram diminuíram 1.231 milhões de euros face a 2019.

Em termos de países destino das exportações, Espanha mantém a primeira posição com vendas de 861 milhões de euros (-24,4% face a janeiro-maio de 2019), seguida da Alemanha com 660 milhões de euros (-25,8%) e em 3º lugar surge a França com um registo de 377 milhões de euros (-41,0%). No que se refere às exportações para o Reino Unido totalizaram 226 milhões de euros (-36,6%). No total, estes 4 países concentram 70% das exportações portuguesas de componentes automóveis.

De referir que os cálculos da AFIA têm como base as Estatísticas do Comércio Internacional de Bens divulgadas a 10 de Julho pelo INE – Instituto Nacional de Estatística.

Para mais informações clicar aqui (ficheiro pdf)

 


 

Sobre a AFIA
A AFIA – Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel é a associação portuguesa que congrega e representa, nacional e internacionalmente, os fornecedores de componentes para a indústria automóvel.

Esta indústria agrega 240 empresas com sede ou laboração em Portugal, com um volume de emprego directo na ordem das 59.000 pessoas. Factura 12 mil milhões de Euros por ano, com uma quota de exportação superior a 80%.
Em termos de importância na economia nacional, representa 6% do PIB, 8% do emprego da indústria transformadora e 16% das exportações nacionais de bens transacionáveis.

 

Exportações de componentes automóveis com quebra histórica de 76% em abril

De acordo com a AFIA o valor das exportações de componentes automóveis registou em abril de 2020 uma diminuição de 76% em relação ao mesmo mês do ano transato

in AFIA, 08-06-2020


De acordo com os dados recolhidos pela AFIA – Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel – as vendas em abril de componentes automóveis para o exterior derraparam 76% em relação ao mesmo mês do ano passado. A maior quebra mensal alguma vez registada.

Salienta-se que já em março as exportações diminuíram 26%, o que interrompeu o arranque positivo de 2020. Altura em que se registaram acréscimos de 7% e 8%, janeiro e fevereiro, respetivamente.

Estes valores de abril refletem os efeitos da pandemia COVID-19, com o abrandamento geral da atividade, encerramento temporário das fábricas de automóveis e consequente cancelamento de encomendas.

No acumulado até abril as exportações caíram para os 2.700 milhões de euros, o que representa uma descida de 21% face ao primeiro quadrimestre de 2019. Ou seja, as vendas ao exterior caíram quase 720 milhões de euros entre janeiro de abril, face ao período homólogo de 2019.

Em termos de países destino das exportações, Espanha ocupa a primeira posição com vendas de 751 milhões de euros (-17,0% face a janeiro-abril de 2019), seguida da Alemanha com 555 milhões de euros (-20,7%) e em 3º lugar surge a França com um registo de 334 milhões de euros (-34,5%). No que se refere às exportações para o Reino Unido totalizaram 214 milhões de euros (-25,0%).

No total, estes 4 países concentram 70% das exportações portuguesas de componentes automóveis.

De referir que os cálculos da AFIA têm como base as Estatísticas do Comércio Internacional de Bens divulgadas a 9 de Junho pelo INE – Instituto Nacional de Estatística.

 

Para mais informações clicar aqui (ficheiro pdf)

 


 

Sobre a AFIA
A AFIA – Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel é a associação portuguesa que congrega e representa, nacional e internacionalmente, os fornecedores de componentes para a indústria automóvel.

Esta indústria agrega 240 empresas com sede ou laboração em Portugal, com um volume de emprego directo na ordem das 59.000 pessoas. Factura 12 mil milhões de Euros por ano, com uma quota de exportação superior a 80%.
Em termos de importância na economia nacional, representa 6% do PIB, 8% do emprego da indústria transformadora e 16% das exportações nacionais de bens transacionáveis.

 

 

Exportações de componentes automóveis com diminuição de 25,4% já com os primeiros efeitos do COVID-19

De acordo com a AFIA o valor das exportações de componentes automóveis registou em março de 2020 uma diminuição de 25,4% em relação ao mesmo mês do ano transato.

in AFIA, 08-05-2020


De acordo com os dados recolhidos pela AFIA – Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel – as vendas em março de componentes automóveis para o exterior ficaram-se pelos 664 milhões de euros, o que corresponde a uma queda de 25,4% em relação ao mesmo mês do ano passado. Desde maio de 2009 que não se registava uma queda tão acentuada nas exportações.

Estes valores já revelam os primeiros impactos do COVID-19, pois foi na segunda metade de março que as empresas começaram a sentir o abrandamento geral da atividade, com o encerramento temporário das fábricas de automóveis e consequente cancelamento de encomendas.

No acumulado até março as exportações caíram para os 2.500 milhões de euros, o que representa uma descida de 3,5% face ao primeiro trimestre de 2019.

Em termos de países destino das exportações, Espanha ocupa a primeira posição com vendas de 725 milhões de euros (+3,8% face a janeiro-março de 2019), seguida da Alemanha com 493 milhões de euros (-7,1%) e em 3º lugar surge a França com um registo de 325 milhões de euros (-14,5%). No que se refere às exportações para o Reino Unido totalizaram 210 milhões de euros (-9,8%).

No total, estes 4 países concentram 70% das exportações portuguesas de componentes automóveis.

Note-se ainda que os componentes automóveis neste período de janeiro a março, representam 17,1% das exportações de bens transacionáveis. Isto é, por cada 100 euros que Portugal exporte de bens, 17,10 euros referem-se a componentes automóveis.

De referir que os cálculos da AFIA têm como base as Estatísticas do Comércio Internacional de Bens divulgadas a 8 de Maio pelo INE – Instituto Nacional de Estatística.

 

Para mais informações clicar aqui (ficheiro pdf)

 


Sobre a AFIA

A AFIA – Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel é a associação portuguesa que congrega e representa, nacional e internacionalmente, os fornecedores de componentes para a indústria automóvel.

Esta indústria agrega 240 empresas com sede ou laboração em Portugal, com um volume de emprego directo na ordem das 59.000 pessoas. Factura 12 mil milhões de Euros por ano, com uma quota de exportação superior a 80%.

Em termos de importância na economia nacional, representa 6% do PIB, 8% do emprego da indústria transformadora e 16% das exportações nacionais de bens transacionáveis.

 

COVID-19 e indústria de componentes automóveis

Com o abrandamento da economia e redução da procura, as vendas de automóveis estão em queda acentuada. Os grandes cortes na produção de automóveis, na União Europeia as fábricas automóveis estão paradas, obrigam os fornecedores a considerar mudanças drásticas. Esta situação é um culminar de fortes pressões sobre as empresas em geral, e em particular para as portuguesas, caracterizada por redução de encomendas.

in AFIA, 24-03-2020


Como consequência, perspetiva-se a curto prazo um severo impacto na atividade económica e das exportações de um dos sectores que mais contribui para a economia nacional: 6% do PIB, 8% do emprego da indústria transformadora e 16% das exportações nacionais de bens transacionáveis.

As primeiras projeções da AFIA indicam quebras abruptas na atividade de 50% neste mês de março, mas em abril e maio a diminuição chegará aos 90%. Só a partir de novembro a indústria portuguesa de componentes para o automóvel começará a recuperar, sem, contudo chegar aos números de 2019. Para a totalidade do ano de 2020 é projetada uma descida de 30% no volume de negócios, o que se traduz, numa diminuição de 3,5 mil milhões de euros face aos valores registados no ano passado. Assim para o ano de 2020 o volume de negócios ficará nos 8,5 mil milhões de euros, sendo que no ano passado o setor vendeu 12 mil milhões de euros.

Face ao exposto, às necessidades específicas e à importância estratégica desta indústria, a AFIA solicita ao Governo que sejam tomadas medidas urgentes, flexíveis e eficazes que passam pela:

  • criação de uma linha de crédito específica para as empresas deste sector (o que não foi considerado, surpreendentemente, na apresentação de ontem efetuada pelo Governo, sobre as medidas económicas);
  • alteração do regime de lay-off, de modo a permitir o acesso imediato a este regime para as empresas que tenham tido uma quebra de faturação superior a 40% nos últimos trinta dias, mas medidos depois do final do período pedido para o lay-off e comparando com a média mensal dos últimos 2 meses anteriores a esse mesmo período, devendo, resultar claro deste regime a possibilidade de lay-off parcial e, ainda, pela alteração do regime de férias de modo a permitir, desde já, a sua marcação.
  • criação de medidas de proteção dos postos de trabalho.

Estas medidas, permitirão às empresas não só atenuar esta crise, mas também manter a sua competitividade, após este período, logo que se verifique a retoma gradual da economia.

As empresas estão disponíveis para dialogar com o Governo e encontrar modelos de desenvolvimento integrados, sob pena de redução drástica dos investimentos e encerramento de empresas ou unidades de produção, com consequências graves na economia e sociedade.

 


 

Sobre a AFIA

A AFIA – Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel é a associação portuguesa que congrega e representa, nacional e internacionalmente, os fornecedores de componentes para a indústria automóvel.

Esta indústria agrega 240 empresas com sede ou laboração em Portugal, com um volume de emprego directo na ordem das 59.000 pessoas. Factura 12 mil milhões de Euros por ano, com uma quota de exportação superior a 80%.

Em termos de importância na economia nacional, representa 6% do PIB, 8% do emprego da indústria transformadora e 16% das exportações nacionais de bens transacionáveis.