Nova fábrica de componentes para automóveis instala-se em Viana e cria 50 empregos

O grupo francês Steep Plastique, especializado na produção de componentes plásticos para a indústria automóvel, está a instalar-se em Viana do Castelo e vai criar, numa primeira fase, 50 novos postos de trabalho, anunciou a adjudicatária da obra.

in Negócios / Lusa, 11-07-2018


A empresa de construção civil Garcia Garcia, que está a realizar a obra para a multinacional francesa, “com conclusão prevista para o final do mês”, referiu em comunicado que “no arranque, o projecto irá criar cerca de 50 postos de trabalho directos, podendo este número ascender a 200 numa fase de maior maturação do investimento em Portugal.

Com uma área superior a 14.350 metros quadrados, a nova unidade, no parque empresarial de Lanheses, “irá produzir peças injectadas de plástico para componentes da indústria automóvel, estando a sua produção destinada ao mercado internacional”.

A multinacional francesa “com presença em França, Eslováquia, Marrocos, Turquia e, agora, Portugal, trabalha directamente para mais de 20 marcas de automóveis”, especificou a construtora.

“Em Viana do Castelo está a crescer um verdadeiro ‘cluster’ de empresas do sector, que, no conjunto do país, valem 5,9% do Produto Interno Bruto (PIB), sustentou a construtora.

Esta é a quarta unidade para o sector automóvel que a construtora Garcia Garcia “concebe e constrói” no parque empresarial de Lanheses, depois “das fábricas da BorgWarner, Eurostyle e Bontaz, esta última a inaugurar, igualmente, este mês”.

A nova fábrica da Steep Plastique prevê “duas áreas funcionais, a nave industrial e o bloco administrativo”.

CLEPA on the vote on opinions on CO2 standards: Tough balancing act

The committee for Transport and Tourism in the European Parliament has voted yesterday to confirm the Commission’s proposed reduction targets for cars and vans, to call for more flexible rules on eco-innovations and to request the Commission to introduce Life-Cycle Analysis and Well-to-wheel data in emissions regulation. The committee for Industry, Research and Energy did not adopt a position after a vote which overall had produced contradictory results.

in CLEPA, 11-07-2018


CLEPA Secretary General Sigrid de Vries comments:

“Today’s vote reflects the tough balancing act policy makers are tasked with: Defining ambitious but realistic CO2-reduction targets while balancing environmental, consumer and economic interests at the same time. The European Commission has put a highly demanding proposal on the table, which will contribute to the Paris climate goals and to a transformation of the industry. Elaborating on this proposal is a complex task and today’s votes show that policy makers intend to take a detailed and critical look at the Commission’s proposal and the suggestions of stakeholders.

The proposed ambition level will drive the rapid transformation of the automotive landscape, both on the roads with a significant amount of electric and hybrid vehicles, as well as in the automotive industry where alternative propulsion technologies will become a major part of daily manufacturing. Together with digitalisation, decarbonisation constitutes the main transformational force in the sector.

The automotive suppliers support realistically ambitious reduction targets and stress the importance of a technology neutral approach to reduce emissions in the most efficient as well as least disruptive way. In that respect, CLEPA welcomes the support for eco-innovations reflected in the position of the committee for Transport and Tourism as well as for the inclusion of synthetic fuels in the scope of the legislation and a stronger recognition for hybrid technology in the so called ‘benchmark’.

Automotive suppliers are fully part of the transformation process manufacturing everything from electric drivetrain, to advanced combustion engine solutions to hydrogen and other alternative fuels-based technologies. Long-standing innovation and solution providers, they industrialise those technologies that help make transport safe, smart and sustainable. “

The opinion of the committee for Transport and Tourism will be taken into consideration by the leading committee for Environment, Public Health and Food Safety in the preparation of its vote in September and subsequently the vote in the Plenary of the European Parliament (EP), which is scheduled for October. Once EP and Council have decided on their respective positions, interinstitutional negotiations to adopt the regulation will start.

MCG mind for metal alcança certificação ambiental ISO 14001:2015

A MCG alcançou recentemente a certificação ambiental ISO 14001:2015, norma internacional que assegura o bom desempenho das organizações ao nível do seu Sistema de Gestão da Qualidade Ambiental (SGA).

in MCG min for metal, 10-07-2018


Confirmando a responsabilidade e a consciência ambiental que estão enraizadas na empresa, o alcançar desta certificação é resultado do forte investimento que a MCG tem efetuado na promoção do seu desempenho ambiental e na redução dos impactes da sua atividade, dando resposta não só à legislação ambiental em vigor nesta matéria como também às exigências de vários clientes e da comunidade local.

 

A conformidade com a ISO 14001:2015 é prova de um uso racional de energia e recursos. Prevê o alcançar de objetivos estratégicos através da incorporação de questões ambientais na gestão da empresa e do aumento do envolvimento transversal de toda a estrutura em torno da gestão ambiental.

 

Fica assim devidamente reforçado o compromisso contínuo na redução da probabilidade de riscos ambientais, tais como emissões, derrames e outros acidentes do género, bem como a redução de custos ao longo do tempo através da melhoria da eficiência de todos os processos inerentes à atividade da MCG mind for metal.

 

A certificação alcançada abrange as fábricas MCG e ainda os respetivos processos e áreas administrativas e de suporte.

 

Acompanhe a atividade da MCG mind for metal no  LinkedIn ou siga esta secção de notícias MCG para ficar a saber mais sobre todos os projetos desenvolvidos pela. Ou toque/clique na imagem abaixo para receber informação adicional.

CO2 car and van targets: industry reacts to European Parliament votes

The European Automobile Manufacturers’ Association (ACEA) takes note of the outcomes of today’s European Parliament votes on post-2020 CO2 targets for cars and vans in the TRAN and ITRE Committees, and will now make a further assessment of the details.

in ACEA, 10-07-2018


Generally speaking, Europe’s car manufacturers remain extremely concerned about the feasibility of the proposed CO2 targets and timings, which do not sufficiently consider the impacts on consumers and those working in the automotive sector. With this in mind, ACEA considers a 20% CO2 reduction by 2030 for cars to be achievable at a high, but manageable, cost.

“Looking ahead, we can only hope that Members of the European Parliament (MEPs) will be able to speak with a united and realistic voice ahead of the vote of the Environment Committee in September and the Plenary vote in October,” stated ACEA Secretary General Erik Jonnaert.

Stefan Sommer, nuevo responsable de Compras de Grupo Volkswagen

El Consejo de Administración de Volkswagen ha designado a Stefan Sommer como nuevo responsable de Compras del Comité Ejecutivo de la compañía con efecto a partir del 1 de enero de 2019, como fecha límite.

in AutoRevista, 10-07-2018


Sommer sucede en el puesto a Francisco Javier García Sanz, que dejó la compañía en abril a petición propia. Hasta finales de 2017, Sommer era el CEO de ZF Friedrichshafen.

El Stefan Sommer posee un doctorado en Ingeniería, con especialización en automatización. Empezó su carrera profesional en 1994 como ingeniero de desarrollo en ITT Automotive Group Europe, en Frankfurt. En 1997, se trasladó a Continental Automotive Systems, en Hannover, como director de Desarrollo de Electrónica y Sensores. Tras ocupar varias posiciones en el Grupo Continental, la última de ellas como vicepresidente senior del EBS Customer Center, fue nombrado miembro del Comité Ejecutivo de ZF Sachs, en Schweinfurt, donde se hizo cargo de la división de suspensiones. En 2010, se convirtió en miembro del Comité Ejecutivo de ZF Friedrichshafen con responsabilidad sobre la gestión de materiales. En enero de 2012, Sommer fue nombrado director general adjunto de ZF Friedrichshafen, y desde mayo de 2012 hasta enero de 2017, fue el CEO de ZF Friedrichshafen.

Stefan Sommer fue premiado en 2014 con el Premio Dirigente del Año del Grupo TecniPublicaciones, empresa editora de la publicación AutoRevista. El galardón reconoció al entonces presidente y consejero delegado de ZF Friedrichshafen por una gestión plasmada en innovaciones de alto valor añadido, alto nivel de rentabilidad e inteligente expansión de una compañía que ese mismo año se había visto reforzada con la adquisición de TRW.

Incentivos às empresas aprovados em overbooking há cinco meses

Incentivos comunitários ao investimento das empresas estão 13 pontos percentuais acima da dotação máxima prevista. Autoridades de gestão esperam pelo reforço de verbas com a programação.

in Eco economia online, por Mónica Silvares, 10-07-2018


sistema de incentivos às empresas está há cinco meses consecutivos a aprovar projetos em overbooking, estando já 113% acima da dotação global do apoios reservados no Portugal 2020 para as empresas.

De acordo com o último boletim mensal do sistema de incentivos, a 30 de junho foram aprovados 12.671 projetos que vão obter 4,49 mil milhões de euros de apoio comunitário, ou seja, um valor que supera os 3,98 mil milhões de euros destinados no Portugal 2020 a financiar as empresas através dos diversos programas operacionais.

Também ao nível do projetos contratados, ou seja, aqueles em que autoridades de gestão e promotor já assinaram contrato, já se trabalha numa lógica de overbooking, neste caso de 103%. Foi a 30 de abril que se atingiu a meta dos 100% da verba inicial.

Taxa de compromisso há cinco meses em overbooking

Fonte: Sistema de Incentivos

Esta prática não é estranha aos fundos comunitários, já que as autoridades de gestão tentam sempre compensar eventuais quebras que surgem nos projetos — seja por desistência, seja por revisão em baixa dos montantes inicialmente previstos investir. Mas, normalmente, é uma opção que se assume mais junto ao final do quadro comunitário em vigor. Neste caso, o overbooking reflete a expectativa que os responsáveis têm de reforço das verbas comunitárias destinadas a apoiar o investimento das empresas, no âmbito do exercício de reprogramação.

O secretário de Estado do Desenvolvimento e Coesão, Nelson Souza, já revelou ao Expresso que, no contexto da reprogramação do Portugal 2020, “a dotação dos fundos que apoiam o investimento empresarial será reforçada em 650 milhões de euros”. Ou seja, o sistema de incentivos ficará com uma dotação global de 4.633 milhões de euros.

O boletim mensal referente a 30 de junho revela ainda que já foram pagos 1.628 milhões de euros em incentivos às empresas, ou seja 41%, e que a taxa de execução (verbas pagas e certificadas por Bruxelas) ascende a 37%. De sublinhar que, no final do primeiro trimestre (últimos dados disponíveis), o Portugal 2020 tinha uma taxa de execução de 24%, sendo os domínios da competitividade e internacionalização e o do Capital Humano os que apresentaram evoluções mais significativas da taxa de execução face a dezembro — 218 milhões e 134 milhões de euros executados, respetivamente.

Taxa de execução do sistema de incentivos é de 37%

Governo quer voltar a aumentar carga fiscal sobre as empresas

Depois da carga fiscal ter atingido, em 2017, o valor mais alto de sempre, o Governo prepara-se para voltar a aumentar a receita fiscal cobrada às empresas.

in CIP, 10-07-2018


Em causa está o fim da atual dispensa de pagamento do Imposto Sobre Produtos Petrolíferos (ISP) para as empresas sujeitas ao regime do comércio europeu de licenças de emissão e, também, para as que estão sob a alçada do SGCIE – Sistema de Gestão dos Consumos Intensivos de Energia, e que têm os seus planos de redução de consumos de energia aprovados e sob monitorização.

Esta dispensa de pagamento do ISP, que abrange todas as empresas cujo consumo anual de energia excede 500 toneladas equivalentes de petróleo, é uma medida de apoio aos investimentos necessários que dão origem às poupanças de energia comprometidas, possibilitando assim o cumprimento das metas de eficiência energética a que o País se obrigou.

Esta intenção do Governo não tem paralelo noutros Estados-Membros da União Europeia e, no caso dos setores consumidores de energia, contraria mesmo o que está estabelecido na Diretiva europeia relativa à tributação energética.

A CIP – Confederação Empresarial de Portugal recebeu, até ao momento, informação de vários setores industriais onde são revelados impactos significativos.

A APIGCEE, Associação que agrega os grandes consumidores de energia elétrica, comunica um impacto anual de cerca de 20 milhões de euros entre os seus Associados.

A APQuímica informou-nos que, só no complexo de Estarreja, zona industrial com consumos energéticos otimizados e que já apresenta sinergias significativas no âmbito da Economia Circular, é esperado um impacto de dois milhões de euros.

A APICER – Associação Portuguesa das Indústrias de Cerâmica e de Cristalaria estima um impacto no setor superior a sete milhões de euros.

O impacto desta medida será também devastador para as cogerações que hoje consomem sobretudo gás natural e biomassa renovável, e que contribuem com a produção de cerca de 13% da eletricidade que o País consome.

Este impacto – estimado sobre o consumo de gás natural – é de cerca de 15 milhões de euros no seu conjunto e, mais do que duplica com o adicionamento ao ISP de €0,38/GJ.

Muitas destas cogerações veriam a sua viabilidade económica comprometida, e seria insólito que o País permitisse a paragem de instalações que, de acordo com os dados oficiais, apresentam mais de 75% de rendimento de transformação dos combustíveis em energia útil.

De resto, a substituição destes centros produtores de eletricidade teria de ser garantida por centrais termoelétricas, provavelmente também a gás natural, mas que não ultrapassam na prática 50% de rendimento e que, por via dos preços de mercado, passariam tal encargo para os consumidores.

Nestas condições, tal opção seria, em termos económicos, sociais e ambientais, deplorável.

Em conclusão, a CIP não tem dúvidas de que, caso o Governo avance com este aumento da carga fiscal sobre as empresas, a competitividade das empresas industriais produtoras de bens transacionáveis será reduzida, com reflexos imediatos na atividade, nos níveis de emprego e na capacidade exportadora, daí resultando que, provavelmente, nem sequer haja lugar a uma maior receita fiscal.

Tal eventualidade, resultante de medida unilateral não acompanhada pelos restantes Estados-Membros, designadamente Espanha, merece o total repúdio da CIP.

 

Bosch: segurança, precisão e comodidade são pontos chave na revolução do paradigma da mobilidade

Nascido em 2013, o consórcio Universidade – Indústria entre a UMinho e a Bosch já envolveu um investimento de 76 milhões de euros que deu origem a soluções revolucionárias para o carro do futuro. E tem rodas para continuar a andar.

in Sapo Tek, 06-07-2018


A segunda fase da parceria entre a Universidade do Minho e a Bosch terminou com a apresentação das várias soluções que fizeram parte da Innovative Car HMI, um programa que envolveu mais de 400 engenheiros e investigadores e cujos resultados alcançados “são um fator de motivação para a continuidade das atividades de investigação e desenvolvimento”.

No Innovative Car Experience, as muitas pessoas presentes puderam contactar de perto com aquela que para Rui Vieira de Castro, reitor da UMinho, é “uma experiência única no contexto português e, provavelmente, no contexto europeu”.

Entre os projetos rumo ao futuro da condução autónoma e que vieram “provar que as universidades podem ser parceiros ativos e dar contribuições decisivas” encontravam-se soluções como um sistema de estacionamento autónomo e de comunicação entre carros.

Antecipando o desafio que a condução autónoma irá trazer para a Interface Homem- Máquina (HMI) e assumindo o carro como o terceiro lugar onde as pessoas passam mais tempo (para além do lar e do local de trabalho) foi revelado como será o Cockpit do futuro, um espaço de interatividade e conectividade, dentro e fora do veículo, que vai permitir libertar o condutor para outras tarefas. Isto tudo com uma base de confiança plenamente estabelecida.

Mas, porque o fator humano estará sempre presente, com vicissitudes que lhe são características como o cansaço físico, o futuro também vai conseguir monitorizar se o condutor está em condições para conduzir ou se está demasiado sonolento ou distraído através de uma câmara de monitorização instalada, de forma imperceptível, no painel de instrumentos.

Os ocupantes também foram contemplados nas soluções desenvolvidas pelos parceiros UMinho-Bosch, com a extração da postura dos ocupantes a ser a base para o conhecimento dos seus movimentos e ações em contexto de condução assistida e autónoma.

Rui Martins, responsável pela Inovação e TUBconsulting dos Transportes Urbanos de Braga (TUB), falou ao SAPO TEK sobre tecnologia que está a ser aplicada nos autocarros 43 e 2 dos TUB e que permitem “ser não só reacionário, mas também proativo”.

Através de aplicações Cloud para carros inteligentes é possível recolher várias informações que permitem a “melhoria de rotas, horários e a otimização de linhas tendo como base dados fundamentados”, bem como reduzir custos e, consequentemente, gastos desnecessários.

Numa vertente iFactory foram desenvolvidas soluções como o sistema de milk-run autónomo que permite otimizar processos dentro das várias linhas de produção, assim como eRobots automatizados e inteligentes.

Para além de seguro e confiável, o carro do futuro deverá ser silencioso, pelo que a diminuição do ruído é uma condição essencial para que se possa chegar a essa realidade. Nesse sentido, a solução de cancelamento ativo do ruído diminui o barulho que vem do motor e das vibrações geradas no contato das rodas com a estrada.

Mas, tudo isto só é possível através de sensores e câmaras, componentes essenciais para a condução autónoma, uma vez que o veículo deve ser capaz de ler o que está ao seu redor e agir de forma preventiva.

Disso é exemplo o sensor de movimento e posicionamento de veículos, o qual melhora significativamente a precisão de localização do veículo através do uso de vários sistemas de navegação por satélite, incluindo GPS e Galileo, sensores inerciais e algoritmos de fusão.

Segundo Carlos Ribas, representante da Bosch em Portugal, “a Bosch e a UMinho não estão a fazer investigação e desenvolvimento para ficar na gaveta” já está em marcha a terceira fase da parceria entre as duas entidades.

Dividida em três vertentes, a fase que decorre entre 2018 e 2021, é orientada “em muito para a área dos sensores e da condução autónoma”, esclarece o também administrador técnico da Bosch em Braga.

O investimento de 108 milhões de euros prevê o desenvolvimento de projetos de elevada complexidade e que, para a Bosch, “consolidarão definitivamente Portugal como um país de referência na atração de investimento estrangeiro de qualidade”.

 

Bosch e UMinho apresentam candidaturas a 100 milhões para “revolucionar mobilidade”

A Bosch e Universidade do Minho (UMinho) submeteram candidaturas para um investimento acima dos 100 milhões de euros ao abrigo da nova fase de uma parceria que pretende “revolucionar o paradigma da mobilidade”, revelaram esta quinta-feira aquelas entidades.

in O Minho, 06-07-2018


O anúncio foi feito durante um evento no Forum Braga, “Innovative Car Experience”, que marcou a estreia em Portugal de tecnologias como a comunicação entre carros, tendo também servido para apresentar os resultados já alcançados por aquela parceria, que desde 2013 já envolveu um investimento de 76 milhões de euros.

“Os projetos em que estamos envolvidos mostram claramente que Portugal e, mais concretamente, a Bosch em Braga, está na linha da frente no domínio da mobilidade. Daqui estão a sair soluções tecnológicas avançadas para os veículos do futuro, em parte graças às sinergias estabelecidas com a Universidade do Minho”, afirmou no evento Carlos Ribas, representante da Bosch em Portugal e administrador técnico da empresa em Braga.

A segunda fase, que “termina agora”, da parceria ‘Innovative Car HMI’ (IC-HMI) entre a multinacional alemã e a academia minhota, envolveu mais de 400 engenheiros e investigadores e contou com um investimento de 54,7 milhões de euros entre 2015 e 2018.

As duas entidades desenvolveram “diversos projetos de investigação que procuraram soluções para uma mobilidade sem acidentes, emissões ou stress, e para uma maior eficiência nos processos de produção”, como o ‘cockpit’ do futuro, câmaras de monitorização do condutor e a nova geração de ‘Head Up Displays’, enumerou a Bosch em informação fornecida à imprensa durante o evento no Forum Braga.

Na vertente ‘Innovcar’, a parceria desenvolveu “sensores de posicionamento exato do veículo, sistemas de comunicação entre o veículo e o ambiente à sua volta, sistemas de eliminação de ruído, câmaras que permitem a monitorização do condutor e chassis fabricados em plástico”.

Por outro lado, a vertente iFactory desenvolveu “soluções que permitem otimizar processos dentro das várias linhas de produção, preparando-a para a produção de complexas novas tecnologias, sistemas de gestão de manutenção, novos conceitos para métodos de embalamento mais flexíveis e universais assim como ‘eRobots’ automatizados e inteligentes”.

No referido texto, a multinacional alemã salienta ainda que o programa IC-HMI “evidenciou que as interações envolvendo a universidade, a indústria e o Estado podem ser virtuosas, assegurando a inovação e promovendo o crescimento da economia e o desenvolvimento da sociedade sustentados no conhecimento”.

Segundo salientou o administrador comercial da Bosch em Braga, Lutz Welling, a empresa “está na vanguarda da tecnologia automóvel e a parceria de inovação com a Universidade do Minho é um fator importante nesta transformação”.

A Bosch aproveitou ainda o “Innovative Car Experience” para trazer a Portugal o novo ‘Home Zone park assist’, que permite o estacionamento autónomo de veículos, sendo que, com este sistema, o condutor pode sair do carro, ativar no ‘smartphone’ a função com um toque no ‘display’ e observar a manobra de estacionamento.

O veículo circula dentro do parque evitando obstáculos, procura um lugar livre e estaciona, otimizando o espaço necessário para o efeito. O condutor pode ainda usar o ‘Home Zone park assist’ para que o carro saia do parque de forma autónoma.

A Bosch está presente em Portugal desde 1911. Hoje, o Grupo Bosch é um dos maiores empregadores do país, com 4.450 colaboradores (em 31 de dezembro de 2017) que contribuíram para gerar 1,5 mil milhões de euros em vendas internas em 2017.

Lisboa recebe 10 camiões eléctricos made in Portugal

A fábrica da Mitsubishi do Tramagal está a fornecer 100 camiões totalmente eléctricos para testes em cinco cidades mundiais.

in Negócios, por Pedro Curvelo, 05-07-2018


Lisboa junta-se a outras cinco cidades – Amesterdão, Berlim, Londres, Nova Iorque e Tóquio – para a segunda fase de testes do Fuso eCanter, que deverá ter a duração de cerca de dois anos, explicou ao Negócios Francisco Geraldes, director-geral da Mitsubishi Bergé Portugal, distribuidora da marca no país. No total, foram 100 as unidades produzidas no Tramagal, em Abrantes, para serem testadas em todas as cidades que integram o projecto, com excepção de Tóquio.

As viaturas entregues esta sexta-feira à autarquia liderada por Fernando Medina serão utilizadas para a recolha de resíduos e objectos de grande volume e vêm equipadas com baterias que asseguram 100 quilómetros de autonomia. A comercialização do Fuso eCanter apenas deverá iniciar-se em finais de 2019 ou início de 2020, refere o responsável da marca.

Jorge Rosa, CEO da Mitsubishi Fuso Truck Europe, admite que poderão ser produzidas unidades adicionais ainda este ano devido ao elevado interesse de mais entidades em participar na fase de testes. Esta é uma possibilidade ainda em estudo, ressalva.

A Mitsubishi acredita que será pioneira na introdução de viaturas totalmente eléctricas no segmento de veículos de trabalho e, segundo Francisco Geraldes, “tem havido um grande interesse neste projecto”. Entre as vantagens da electrificação dos veículos para trabalho em centros urbanos, o responsável destaca “a redução da poluição e do ruído”, factores que considera “muito importantes” para a qualidade de vida nas cidades.

Sem avançar números, Francisco Geraldes, diz que o projecto implicou um “esforço grande de investimento” da Mitsubishi, principalmente no Japão, onde o modelo tem estado a ser desenvolvido, mas perfeitamente justificável face à “renovação do ciclo de produto”.

Até ao momento, os investimentos na fábrica foram diminutos, tendo sido feito um esforço “considerável” nos últimos  anos na formação de quadros e de alguns trabalhadores para a produção no novo veículo, diz Jorge Rosa.

Tal como já acontece com a produção actual da fábrica no Tramagal, a maioria das unidades fabricadas serão canalizadas para as exportações. Esta será a única unidade na Europa a fabricar o Fuso eCanter, tendo a seu cargo o abastecimento de todo o mercado europeu.

O CEO da empresa considera ser prematuro avançar com uma estimativa de produção para o arranque da comercialização do modelo, prevista para finais de 2019 ou início de 2020.