Mercedes vuelve a recortar la producción de la planta de Vitoria

La empresa Mercedes Benz de Vitoria ha decidido reducir en otras 4.000 unidades su producción prevista para este año, con lo que fabricará 148.000 vehículos, además, modificará las vacaciones estivales y cancelará la contratación de estudiantes para la sustitución de trabajadores en verano.

in Expansion / EFE, 16-04-2019


La dirección de esta empresa, la mayor de Euskadi con 5.400 empleados, ha comunicado estas medidas que se enmarcan dentro de las acciones contempladas para ajustar de manera inmediata la capacidad productiva de la planta a las nuevas demandas de los mercados, donde la incertidumbre creada en torno al diésel han provocado un caída de la venta de vehículos.

La rebaja de producción conocida este martes es la segunda que se produce en lo que va de año, ya que el pasado enero la dirección acordó reducir en 2.000 unidades su producción para situarla en 152.000 y también anunció que la actividad de la planta se paralizaría tres días en febrero.

Además de la nueva reducción de producción, la dirección ha comunicado al Comité de Empresa un cambio de las fechas de disfrute colectivo de las vacaciones de verano que este año pasarán a ser de cuatro semanas consecutivas desde el 4 de agosto hasta el 1 de septiembre. Esta modificación afectará a la semana de vacaciones de disfrute individual, que completa las cuatro obligatorias dentro del periodo estival.

Al comunicarse este martes, y para respetar el preaviso de dos meses de antelación, la dirección ha decidido mantener los disfrutes individuales de vacaciones anteriores al 17 de junio ya acordados.

Como consecuencia directa de la “importante reducción en la demanda” y de la modificación de las vacaciones, Mercedes ha decidido asimismo cancelar la campaña “Holiday Workers” prevista para la contratación de estudiantes para la sustitución de trabajadores durante el verano.

Finalmente la dirección ha reconocido que las circunstancias del mercado y de la producción impiden tener “una visión a largo plazo”, por lo que en función de la evolución de las mismas informará puntualmente de los cambios que se puedan operar con los correspondientes tiempos de preaviso recogidos en el convenio colectivo.

El recorte en la producción y en el calendario en Mercedes se deben al descenso de las ventas de las furgonetas que se ensamblan en la capital alavesa por la inestabilidad y volatilidad de los mercados relacionados con la crisis del diésel. El 85% de los vehículos que se producen en la factoría de Vitoria son diésel.

 

 

A AFIA dá as boas-vindas ao novo Associado: SOPLAST

A Direcção da AFIA aprovou a adesão da SOPLAST – Moura, Moutinho & Morais, S.A.

in AFIA, 16-04-2019


Fundada em 1980, a SOPLAST conta com uma longa história iniciada com o fabrico de pequenos botões para a indústria têxtil evoluindo posteriormente para o desenvolvimento e produção de componentes técnicos obtidos pelo processo de moldação por injecção para as indústrias automóvel, eletrónica e construção.

Opera num mercado global, exportando mais de 70% da sua produção para a Europa, Ásia e Estados Unidos.

A Soplast tem sede em Valongo.

Para mais informações visite a página da SOPLAST em www.soplast.com

 

AICEP lança nova plataforma tecnológica Portugal Exporta

Plataforma recorre a Inteligência Artificial para apoiar as empresas a exportar mais

in AICEP, 15-04-2019


 

O lançamento do primeiro pilar da Transformação Digital da AICEP, a nova plataforma “Portugal Exporta”, que vai apoiar as empresas portuguesas a exportar mais, decorreu esta manhã, em Aveiro, com a presença do Ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva.

A nova plataforma tecnológica desenvolve novos produtos e serviços de maior valor acrescentado e completamente customizados, indo ao encontro das expectativas e necessidades específicas de cada empresa, tendo em conta o seu grau de maturidade para a internacionalização, setor de atividade e produtos.

Como?

Através do recurso a Inteligência Artificial, a plataforma disponibiliza ferramentas com múltiplas facilidades: matching entre empresas e mercados, importadores e parceiros, indicação de oportunidades de negócio, ações comerciais e de capacitação, desenho de planos de ação de internacionalização à medida, diagnósticos de maturidade da empresa, sugestão de notícias, eventos e outros conteúdos relevantes, alertas para os prazos dos incentivos disponíveis. Será uma solução digital personalizada e fácil de utilizar, em modo de self-service.

 

A partir da recolha de um grande volume de dados (ex: empresas exportadoras, setores, mercados, empresas importadoras), com recurso a tecnologias de Inteligência Artificial, incluindo Machine Learning, e também Big Data, a “máquina” vai entregar informação, serviços e oportunidades de negócio com elevado nível de relevância para as empresas.

 

Os especialistas da AICEP farão um aconselhamento mais dirigido a cada empresa, criando novos produtos de forma contínua, sempre atualizados e adaptados às necessidades e contexto económico e empresarial, nacional e internacional.

 

Esta solução tecnológica tem vindo a ser desenvolvida em co-criação com as empresas, de modo a garantir que responderá em pleno às suas necessidades. O primeiro setor em foco foi o Calçado e, no prazo de um ano, todos os setores da economia portuguesa estarão cobertos.

 

Objetivo: melhorar a qualidade do serviço prestado pela AICEP e trazer mais empresas para a internacionalização, contribuindo, assim, para o alargamento da base exportadora nacional.

 

“A Transformação Digital da AICEP foi pensada e trabalhada para e com as empresas. Acreditamos que a nova plataforma tecnológica é absolutamente state of the art e vai ter um impacto muito positivo na vida das empresas. Vai com certeza trazer resultados importantes ao nível do crescimento das exportações”, referiu o presidente da AICEP, Luís Castro Henriques.

 

Após o lançamento do Portugal Exporta, iremos lançar os restantes pilares da Transformação Digital da AICEP: um Portal dedicado ao Investimento, o Business Match Making, que ficou conhecido como o “Tinder” das Empresas, o Acelerador da Internacionalização Online (dedicado ao E-Commerce) e o Otimizador do Investimento, que sugere a localização recomendada para grandes projetos de investimento. Todas estas novas ferramentas decorrem de medidas Simplex, aprovadas pelo Governo.

 

https://www.portugalexporta.pt/

 

 

AICEP lança novo portal com recurso a inteligência artificial

Depois do portal Portugal Exporta, a agência portuguesa de apoio à exportação ainda pretende lançar mais uma série de ferramentas digitais.

in Dinheiro Vivo, por Marta Velho, 15-04-2019


A AICEP está pronta para dar o salto para o futuro. A Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal lança esta segunda-feira o portal Portugal Exporta, o primeiro pilar do processo de transformação digital do organismo, apresentado há cerca de ano e meio. “Com esta nova plataforma, damos um salto qualitativo nos produtos que apresentamos aos nossos clientes”, indicou Luís Castro Henriques, presidente da AICEP, numa reunião com jornalistas. “Portugal precisa de exportar mais e temos de trazer mais empresas para a agência”, justificou. Atualmente existem cerca de 44 mil empresas portuguesas a exportar, sendo que apenas 15 mil são clientes da AICEP. Um número que Luís Castro Henriques espera que aumente com este processo de transformação digital que a agência está a atravessar.

No novo portal Portugal Exporta, a AICEP apresenta dados aprofundados sobre exportações, mercados e setores, que serão customizados à necessidade de cada empresa registada, através do recurso a Inteligência Artificial. A plataforma foi construída tendo em conta as necessidades dos clientes e em estreita colaboração com as associações empresariais. Terá uma parte pública e outra que necessitará de registo sendo que essa, para já, só estará disponível ao setor do calçado. “Esperamos alargar a todos os setores até ao final do ano, mas temos de fazer setor a setor, para garantir que a primeira introdução de cada setor é o mais detalhada possível”, explicou Luís Castro Henriques. Os têxteis serão o setor seguinte a ser introduzido no portal.

O novo portal da AICEP Portugal Exporta

O novo portal da AICEP Portugal Exporta

Um milhão de euros da AICEP mais dois milhões do SAMA

Após o lançamento do Portugal Exporta, a AICEP continuará com o seu processo de digitalização, prevendo para julho a apresentação de um acelerador da internacionalização online, dirigido ao e-commerce. Depois em novembro será lançada uma ferramenta de Business Match Making, popularizado na agência como o Tinder das empresas. Em janeiro de 2020, prevê-se o lançamento de um portal dedicado ao investimento.

No total, o processo de transformação digital representa um investimento de três milhões de euros, sendo que um milhão saiu dos bolsos da AICEP e os restantes dois milhões foram financiados pelo SAMA, o sistema de apoios à modernização administrativa. “Todas as candidaturas que apresentámos foram aprovadas”, afirmou Luís Castro Henriques, que adiantou que o processo obrigou também a uma mudança nos perfis dos recursos humanos da agência.

O lançamento do Portugal Exporta está a ser feito em Aveiro, esta segunda-feira de manhã, num evento que conta com a presença do Ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva.

 

 

MCG mais próxima de clientes e parceiros com novo escritório na Alemanha

Entre outros mercados europeus de enorme importância, o território alemão é um mercado de referência para a MCG, no âmbito dos sectores em que a empresa insere as suas atividades e negócios.

in MCG mind for metal, 09-04-2019


 

Nesse sentido, desde 2018 que a MCG conta com uma representação na Alemanha, tendo como objetivo principal manter uma maior proximidade com clientes e parceiros que têm sede neste país do centro da Europa.

 

Esta delegação MCG tem ainda como propósito a prospeção e angariação de novos clientes, através de uma equipa de comerciais que apresentam a vantagem de terem o alemão como idioma nativo e que, a partir de Munique, trabalham também o mercado suíço e os de outros países próximos.

 

A presença local na Alemanha é determinante para a estratégia global da MCG.

 

 

MCG garante produção de pisos aquecidos para o Alstom Metropolis

A MCG transportation vai produzir 212 pisos aquecidos para instalação nas carruagens do metropolitano Alstom Metropolis adquiridas pela Réseau Express Métropolitain de Montreal, no Canadá.

in MCG mind for metal, 11-04-2019


O projeto consiste num pavimento com sistema de aquecimento integrado, desenvolvido inteiramente pela MCG de acordo com a experiência adquirida no desenvolvimento de outros pisos aquecidos produzidos para a “gigante” Alstom e para outros fabricantes de renome.

 

Com produção na fábrica da Alstom em Bangalore, na Índia, o Metropolis destinado à Réseau Express Métropolitain é um modelo de metropolitano autónomo e com design inspirado na ponte Samuel De Champlain, que liga as cidades de Montreal e Brossard. O conforto dos passageiros é a prioridade na conceção destas carruagens, com um forte contributo do sistema de aquecimento que a MCG integra nestes 212 pisos estruturais.

 

O design deste Metropolis é ainda complementado com portas grandes, janelas panorâmicas, isolamento acústico, sistemas antivibração e espaços interiores que facilitam a movimentação dos passageiros.

 

A um ritmo de crescimento acelerado, a MCG transportation é hoje um dos principais fornecedores de componentes e sistemas para interiores de comboios junto das maiores fabricantes do mundo nesta área de negócio. A Alstom é um destes grandes players mundiais, com vários projetos em produção na MCG:

 

A experiência da MCG transportation no desenvolvimento de pisos aquecidos:

 

 

Las exportaciones españolas de moldes y matrices se contrajeron en 2018

Las exportaciones de moldes y matrices han descendido durante 2018. No obstante, según la Federación Española de Asociaciones de Matriceros y Moldistas (FEAMM), “el descenso ha sido leve y los valores absolutos indican que se trata del segundo mejor año histórico, tan sólo superado por las excelentes cifras de 2017”.

in AutoRevista, 11-04-2019


En el pasado año, se vendieron al exterior más de 490 millones de euros en moldes y Matrices, “cantidad que mantiene las expectativas creadas el año pasado, en el que se consiguieron cifras récord, por lo que podemos decir que ha sido un muy buen año de la historia en exportaciones de moldes y matrices”, aseguran desde la asociación.

Alemania sigue siendo el principal comprador de matrices españolas con diferencia, según FEAMM. Ha seguido subiendo y ha llegado a 184M€, cantidad que triplica las compras realizadas2016. Este país concentra el 50% de las exportaciones españolas de matrices.

Por su parte, las exportaciones de moldes para inyección de plástico o caucho descendieron un 20% respecto a 2017. Al contrario que en las matrices, Alemania redujo casi un 50% sus compras de moldes. Consecuencia de ello, Francia recupera su liderazgo aun habiendo reducido ligeramente sus compras, si bien se mantuvo como el principal comprador de moldes para inyección. En este tipo de productos, FEAMM apunta que Marruecos mantiene su senda alcista y se sitúa en el segundo puesto, con importes similares a los de Francia, al igual que Portugal, que creció espectacularmente situándose en el tercer puesto.

En lo que se refiere a moldes para inyección o compresión de metales, Rumanía, Francia y Alemania siguieron siendo, por este orden, los principales países compradores de este tipo de producto fabricados en España. Si bien las cifras de Rumanía descendieron ligeramente, este país volvió a ser el principal comprador ante los leves crecimientos de Francia y Alemania. México conservó el cuarto lugar con un importante aumento del 53%. Portugal se mantuvo en la quinta posición con cierta estabilidad en sus importaciones, según FEAMM.

 

 

Alcanena/ExpoPele | Aposta no mercado externo exige reflexão no mundo dos curtumes

Dias 11 de 12 de abril decorre no Museu do Curtume, em Alcanena, a ExpoPele, este ano sob a égide do projeto PT Leather InDesign, uma iniciativa que nos últimos dois anos uniu o Cluster do Couro Português numa aposta no design do couro inovador. Num momento em que a indústria do calçado registou um estabilização e ligeira contração em 2018, depois de quase uma década de crescimento, o tempo parece ser de reflexão no mundo dos curtumes, onde a internacionalização, a certificação da autenticidade do couro e a economia circular dominam a agenda. Nesta discussão, a pegada ambiental não está esquecida.

in mediotejo.net, por Cláudia Gameiro, 10-04-2019


Alcanena recebe mais uma vez a ExpoPele, evento que quer confirmar a localidade como “Capital da Pele”, traduzindo a sua histórica ligação industrial ao setor. A história dos curtumes em Alcanena tem cerca de 200 anos, sendo o primeiro alvará régio para curtimenta na vila datado de 1786, à fábrica de João Rodrigues, refere a página do Centro Tecnológico das Indústrias de Couro (CTIC).

“O alvará permitia aos seus detentores a utilização das armas reais sobre os pórticos das fábricas, restando ainda dessa altura um brasão pertencente à fábrica de Manoel Francisco Galvea, que se encontra num edifício de uma empresa actualmente ligada ao sector de curtumes”, pode ler-se no documento.

As águas calcárias do maciço da Serra d’Aire e Candeeiros eram então essenciais à curtimenta de peles de animais em solas e cabedais, facto que hoje, com as novas tecnologias, já não é necessário. Esta tradição fez com que se concentrasse em Alcanena uma larga percentagem da indústria de curtumes nacional, mas também no Porto e Guimarães, que se mantêm como pólos de produção.

Atualmente, Alcanena tem na Couro Azul a empresa mais emblemática do setor neste concelho, trabalhando sobretudo na área das componentes de automóvel e produzindo para marcas como a Porche. Em 2018, aquando uma visita do Primeiro-Ministro, António Costa, às instalações da fábrica, foi anunciado um investimento de 10 milhões de euros no reforço da produção, com um olhar focado na internacionalização.

 

O Primeiro-Ministro António Costa conheceu em 2018 o kit de pele que é vendido à Porsche pela Couro Azul
Foto: mediotejo.net

Com 530 funcionários e um volume de negócios que ronda os 70 milhões de euros, a Couro Azul exporta 87% da sua produção para 25 países, sublinhando na ocasião Pedro Carvalho, presidente do conselho de administração, as condicionantes com que as empresas exportadoras se deparam, nomeadamente em termos logísticos e de licenciamento industrial.

Reconhecendo a existência de medidas de apoio à indústria, nomeadamente para a internacionalização e o refinanciamento, o empresário pediu “reformas de fundo” em áreas de interesse geral para a sociedade, “mas que condicionam o desenvolvimento empresarial”, como a Justiça, a burocracia, os custos de contexto e a escassez de trabalhadores, já não apenas de quadros intermédios, mas também de operadores não qualificados.

Em particular, lamentou que os empresários “não saibam quem os tutela em termos de licenciamento industrial” e que não sejam resolvidas questões de logística que afetam as empresas exportadoras.

É um pouco neste cenário que se vive a edição deste ano da ExpoPele, onde a internacionalização da indústria do couro mas também a certificação da sua autenticidade encontram-se entre os temas a ser abordados.

A título de exemplo, os dados disponibilizados pela APICCAPS – Associação Portuguesa dos Industriais de Calçado, Componentes, Artigos de Pele e seus Sucedâneos, mais focada na indústria do calçado, uma das maiores a nível nacional (95% de exportação para mais de 150 países, num volume de negócios de 1,96 mil milhões de euros em 2017), dão conta de que este mercado específico dentro do universo da pele que se encontra a viver um período de estabilização mas também de alguma contração em 2018, depois de oito anos de contínuo crescimento.

Os números do terceiro trimestre de 2018 dentro do setor do calçado referem que “a carteira de encomendas teve uma evolução desfavorável, em particular no mercado nacional, com reflexos ao nível da produção, utilização da capacidade e emprego. No entanto, parte significativa das empresas continua a sentir dificuldades relacionadas com a escassez de mão-de-obra, principalmente qualificada. Também os preços no mercado nacional deram sinais de uma evolução adversa. As condições climatéricas surgem entre as principais dificuldades enfrentadas pela indústria, que são lideradas pela insuficiência de encomendas”.

A maioria das empresas continua porém a considerar que os negócios se encontram estáveis.

Assim, a par dos tradicionais mercados de exportação como a França, a Alemanha, entre outros países europeus, evidencia-se um esforço por atingir países menos tradicionais, como a Coreia do Sul, a Rússia ou o Chile. A edição de fevereiro da revista da APPICCAPSfaz inclusive destaque ao aumento do poder de compra do mercado asiático, em particular a dinâmica económica do Japão.

No seio do debate que vai decorrer na ExpoPele, a pegada ambiental também não parece estar esquecida, com uma sessão dedicada à “Pegada de carbono do couro e dos produtos em couro” e outra com o tema “Economia circular e sustentabilidade”, ambas na quinta-feira, 11 de abril.

De recordar que em 2018 a CTIC anunciou o avançar de um projeto em Alcanena para uma unidade de reaproveitamento energético de alguns resíduos provenientes da indústria dos curtumes, tradicionalmente enterrados, as raspas verdes, dando assim os primeiros passos na resolução de alguns dos problemas ambientais crónicos da localidade.

A ExpoPele é uma iniciativa conjunta da Câmara Municipal de Alcanena, da APIC – Associação Portuguesa dos Industriais de Curtumes, do CTIC, da ACIS – Associação Empresarial de Torres Novas, Entroncamento, Alcanena e Golegã, que visa dar notoriedade à Indústria de Curtumes Portuguesa e a toda a fileira da Pele e do Couro, contribuindo para a divulgação das marcas “Alcanena Capital da Pele” e “Leather from Portugal” e do projeto PT Leather InDesign.

 

 

Pactos para a competitividade e internacionalização põem «todos a trabalhar em conjunto»

«A assinatura destes três pactos setoriais é da maior importância, porque estamos a falar de três setores que são centrais para a construção da nossa economia do futuro», disse o Primeiro-Ministro António Costa.

in Governo da República Portuguesa, 10-04-2019


 O Primeiro-Ministro discursava na assinatura dos Pactos Setoriais para a Competitividade e Internacionalização entre a área de Governo da Economia e os clusters do automóvel, de engenharia e ferramentas, e de tecnologias de produção, em Leiria, na qual esteve também o Ministro Adjunto e da Economia, Pedro Siza Vieira.

A função destes pactos é «assegurar que haja estabilidade, continuidade e alinhamento» e «todos a trabalhar em conjunto para um objetivo comum», para que 2017, 2018 e 2019 «não tenham sido a exceção à regra» da divergência entre a economia nacional e a da União Europeia, «mas tenham mesmo sido os primeiros três anos de uma nova década de convergência sustentada e continuada».

400 mil empregos e 16 mil milhões de exportação

Estes três clusters representam 400 mil empregos, quase 37 mil milhões de euros de volume de negócios e 16 mil milhões de exportações.

O Primeiro-Ministro referiu que «o setor automóvel é seguramente um excelente exemplo de como a partir do investimento direto estrangeiro de alguns grandes construtores foi possível desenvolver toda uma cadeia de atividade industrial na indústria das componentes, do desenvolvimento de software’, de desenvolvimento de serviços».

A fileira automóvel é responsável por mais de 75 mil postos de trabalho e 13 mil milhões de euros de volume de negócios, do qual 98% são exportações.

Referiu também que o setor das tecnologias de produção é «absolutamente central não só para a produtividade das empresas, mas também para a substituição de importações», porque a economia portuguesa precisa de «continuar a crescer por via das exportações na internacionalização».

O cluster das tecnologias de produção contabiliza 127 mil postos de trabalho, 11 mil milhões de euros de volume de negócios e 3 mil milhões de euros em exportações.

Referiu ainda a sua visita à fábrica nova das Faianças Bordalo Pinheiro, que é «um excelente exemplo de como é possível substituirmos as importações, porque a totalidade de toda a nova maquinaria instalada naquela fábrica, desde os fornos aos robots de pintura, a toda a linha de montagem, foi produzida em Portugal e no distrito de Leiria».

O setor de moldes, ferramentas especiais e plásticos conta mais de 100 mil postos de trabalho e 12 mil milhões de euros de volume de negócios, exportando mais de 90% da produção de moldes, para mais de 80 países.

António Costa sublinhou que «isso significa que este desenvolvimento e criação destas cadeias de valor internas são da maior importância para reforçarem e consolidarem o futuro da nossa economia e em particular o futuro da nossa indústria».

O Primeiro-Ministro afirmou também «que os empresários portugueses continuam a investir e a demonstrar confiança na sua capacidade de crescer, apesar de todo o quadro de incerteza» mundial.

Este quadro, que reduz as perspetivas de crescimento da economia mundial decorre de «vários fatores de incerteza à escala global, desde a ameaças de guerras comerciais, entre grandes blocos comerciais, ao risco do Reino Unido abandonar a União Europeia».

Pactos para a competitividade e internacionalização

No âmbito do Programa Interface, lançado em 2017, Governo reconheceu 20 clusters de competitividade de setores produtivos ou de serviços.

Estas plataformas agregadoras de conhecimento e competências assumem um papel central na política industrial e na economia portuguesa e têm contribuído de forma notável para o reforço da competitividade do País.

Os Pactos têm como objetivo mobilizar estes setores económicos e toda a sociedade para uma estratégia e missão comuns, associadas às dinâmicas de trabalho em rede, indutoras do desenvolvimento de iniciativas colaborativas.

Em 26 de março, em Lisboa, foram assinados Pactos Setoriais para a Competitividade e Internacionalização com os clusters do agroalimentar, da saúde e da arquitetura, engenharia e construção.

 

 

Exportações de componentes automóveis com aumento de 7%

De acordo com a AFIA o valor das exportações de componentes automóveis registou até fevereiro de 2019 um aumento de 7% em relação ao mesmo período do ano anterior

in AFIA, 10-04-2019


De acordo com os dados recolhidos pela AFIA – Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel – as vendas destes componentes para o exterior registaram um aumento de 6,6% em relação ao mesmo período do ano passado, atingindo os 1.472 milhões de euros.

No que diz respeito aos destinos das exportações dos referidos componentes automóveis é de destacar o aumento de 6,8% para a União Europeia. No que se refere às vendas para os países do resto do mundo registaram um aumento de 5%.

Podemos assim concluir que as vendas para o exterior, desde o início da década, praticamente duplicaram passando dos 797 milhões de euros no ano de 2010 para os 1.472 milhões de euros em 2018, ou seja, um aumento de 85%.

É ainda de referir que os componentes automóveis representam 15% do total das exportações de bens transacionáveis.

Os cálculos da AFIA têm por base as Estatísticas do Comércio Internacional de Bens divulgados no dia 9 de abril pelo INE – Instituto Nacional de Estatística.

 

Para mais informações clique aqui (ficheiro pdf).