Fábrica da Faurecia em Bragança: Uma das unidades portuguesas mais sofisticadas com tecnologia de indústria 4.0.

Um dos maiores fabricantes mundiais de equipamento automóvel apostou na criação de uma  segunda fábrica em Bragança, que representou um investimento de 41,5 milhões de euros e a criação de 400 novos postos de trabalho. Passados 2 anos é uma das unidades portuguesas mais sofisticadas com tecnologia de indústria 4.0.

in COMPETE 2020, 17-01-2019


 

Perguntamos à empresa qual a experiência de apostar no interior do país :

“A Faurecia tem vindo a reforçar a sua confiança em Portugal, onde conta atualmente com mais de 4000 trabalhadores distribuídos por seis fábricas espalhadas por todo o país. Nunca perdendo de vista a rentabilidade do negócio, o Grupo tem realizado diversos investimentos a nível internacional, sendo Portugal um dos países onde tem apostado. Em Bragança, foi feito um grande investimento, com o apoio de fundos europeus, na extensão da unidade industrial que aí operava desde 2001, criando mais 400 postos de trabalho. Esta é atualmente uma das unidades portuguesas mais sofisticadas com tecnologia de indústria 4.0, sendo que um dos fatores que conduziu à escolha da nossa unidade em Bragança para este investimento foi a qualidade e know-how dos seus colaboradores, que fazem também com que seja referência como “mother plant” no seio de todo o Grupo Faurecia. Bragança é uma região reconhecida como ponto de referência em termos de transporte de mercadorias a nível nacional e, sendo esta uma unidade que exporta mais de 90% da sua produção, continua a ser relevante o investimento. Temos muito orgulho em contribuir para a revitalização do panorama industrial e económico do interior do país .”

Fonte Oficial: Faurecia, janeiro de 2019

 

1. Síntese

A multinacional francesa Faurecia, um dos maiores fabricantes mundiais de equipamento automóvel, inaugurou a 15 de junho de 2016, uma segunda fábrica em Bragança que criou 400 postos de trabalho a juntar aos 850 existentes na primeira unidade e fornece várias marcas do sector na Europa, como a Jaguar Land Rover, Nissan e Renault.

O projeto submetido pela Faurecia ao COMPETE 2020 teve por objetivo o aumento da capacidade produtiva para o fabrico de novos e inovadores sistemas de escape, destinados a modelos automóveis específicos.

A Faurecia, como é tradicional no seu setor, não detém marca própria, produzindo sistemas de escape para serem integrados, enquanto componentes, em modelos de veículos automóveis. Neste contexto, a estratégia de diferenciação da empresa assenta nomeadamente

(i) na aposta em atividades de I&D para desenvolvimento de novos componentes, com superior qualidade técnica e ambiental, conseguindo assim conquistar e garantir a satisfação dos Fabricante Original do Equipamento,

(ii) no registo de patentes dos seus principais componentes e produtos,

(iii) na aposta no estabelecimento de relações duradouras e de confiança com os fornecedores de matérias-primas, as quais lhe permitam garantir a qualidade bem como as condições de preço e as entregas JIT (just in time), e

(iv) na garantia de uma elevada eco-sustentabilidade dos seus produtos, apostando crescentemente e de forma pioneira na oferta de soluções ambientalmente sustentáveis que simultaneamente garantam o cumprimento e superação das normas europeias em termos de emissões de CO2.

 

2. Apoio do COMPETE

> Sistema de Incentivos à Inovação

Apoiado pelo COMPETE 2020 no âmbito do Sistema de Incentivos à Inovação Empresarial, o projeto “Faurecia Escapes – Estratégia 2017” envolveu um investimento elegível de 41,5 milhões de euros e um incentivo FEDER de 14 milhões de euros.

 

3. Descrição do projeto “Faurecia Escapes – Estratégia 2017”

O projeto envolveu  a aquisição e implementação de um conjunto de tecnologias necessárias ao desenvolvimento e fabrico de três novos componentes a acoplar ao sistema de escape, em resultado da recente adjudicação de novos produtos/projetos.

Estes novos componentes caracterizam-se por aspetos inovadores e diferenciadores a nível internacional – designadamente, um incremento do controlo de emissões para a atmosfera – destinados a novos modelos de veículos automóveis, os quais serão destinados principalmente a mercados internacionais nos quais a empresa e o grupo já se encontram presentes (tais como o mercado francês, espanhol e inglês).

Cada novo sistema de escape implica uma nova conceção e desenho, na medida em que a sua configuração, funcionalidades técnicas e qualidade variam consoante os requisitos específicos do cliente, os quais são determinados em termos da gama do veículo, do seu motor e chassi, bem como do segmento de mercado para o qual o mesmo se destina. Desta forma, tendo em conta a redução do ciclo de vida dos veículos, como resultado da crescente pressão ao nível do trinómio mais produtos/mais inovação/menor “time to market”, as empresas do setor são impelidas a realizar investimentos em I&D e Inovação cada vez mais avultados e frequentes. Atento o contexto atual do setor da Empresa, afiguram-se como variáveis chave o fator custo e as questões ambientais, os quais são considerados “drivers” essenciais na capacidade de competição das empresas que integram este mercado.

 

4. Breve histórico da empresa

A Faurecia – Sistemas de Escape Portugal, Lda. foi constituída a 5 de Janeiro de 2001, com sede na Estrada do Aeroporto, freguesia de Santa Maria, concelho de Bragança, fazendo parte integrante do Grupo Faurecia.  O Grupo Faurecia (“Grupo”) nasceu em 1997, sendo especialista na produção de quatro grandes gamas de produtos para automóveis, a saber: assentos; sistemas de interior, sistemas de escape e sistemas de exterior.

Em Portugal, o Grupo Faurecia possui 7 fábricas, localizadas em Bragança, Nelas, Palmela, São João da Madeira e Vouzela, e ainda duas “joint-ventures”.

Atualmente, o Grupo Faurecia é um dos principais grupos mundiais no fornecimento de componentes para automóvel, possuindo uma quota de 25% do mercado global de sistemas de escape. A importância do Grupo está patenteada em indicadores como (i) a sua presença em 34 países, (ii) o facto de empregar atualmente cerca de 99,5 mil colaboradores, (iii) as suas 330 fábricas, (iv) as 505 patentes registadas em 2014, e (v) os seus 6.000 engenheiros e 30 centros de I&D.

Inserida no contexto do Grupo Faurecia, a Faurecia – Sistemas de Escape Portugal, Lda. dedica-se à produção de sistemas de escape, sendo a única empresa do Grupo em território nacional a desenvolver esta atividade, tendo apenas três concorrentes nacionais nesta área.

A empresa conseguiu alcançar resultados positivos a partir do ano de 2007, sendo atualmente a Empresa mais rentável do Grupo Faurecia em Portugal. Neste âmbito, o crescimento da Empresa tem sido sustentado nos seguintes fatores:

  • Crescentes níveis de desempenho da Empresa, quer ao nível da produtividade do trabalho, quer ao nível da excelência dos seus processos de fabrico, resultando em produtos com elevados parâmetros de qualidade;
  • Desenvolvimento de competências endógenas à Empresa, por via da participação ativa nos ciclos de investigação e desenvolvimento (“I&D”) associados ao desenvolvimento dos novos produtos e dos respetivos processos de fabrico;
  • Proximidade geográfica da Empresa com os “Original Equipment Manufacturers” (“OEM”) (localizados em Espanha e França).

Atentas as oportunidades identificadas no seu mercado, a Faurecia – Sistemas de Escape Portugal, Lda. especializou o portefólio de produtos nos componentes quentes do sistema de escape (coletores de escape, catalisadores simples, catalisadores com filtros de partículas e tubagens), os quais incorporam maior valor acrescentado para o cliente, atenta a sua componente técnica mais complexa.

 

 

Renault’s 2018 sales rise 3% on China, Africa, Russia and Brazil demand

Renault Group’s global sales rose 3.2 percent to a record 3.88 million vehicles last year, aided by results from a recent joint venture in China with Brilliance Jinbei, and growth in Africa, Russia and Brazil.

in Automotive News Europe, by Peter Sigal, 18-01-2019


 

Sales growth in 2019 will be “slight,” Renault said in a statement. on Friday. Growth will come from Russia, forecast to rise by 10 percent, and Brazil, expected to gain 3 percent, while European sales will be stable, Renault said.

“Volumes progressed across almost all our regions and we’re entering 2019 with expectations for a slight increase in sales,” Renault sales chief Olivier Murguet told reporters.

Murguet said that growth in Africa, Russia and Brazil “was able to offset almost all the economic and geopolitical headwinds outside Europe.” Sales fell in Turkey, Iran, China and India.

Murguet declined to comment on the leadership crisis engulfing Renault-Nissan following Ghosn’s arrest in Japan for alleged financial misconduct or any sales impact it may have.

Murguet also said Renault had no plans to stockpile vehicles in preparation for Britain’s exit from the European Union in March, in case London and Brussels fail to reach an exit deal. “Stockpiling is expensive and short-termist,” Murguet said, adding: “we’ll take an extremely pragmatic sales approach and adapt extremely rapidly.”

Dacia, Lada boost

Without including 166,000 vehicles sold from the Brilliance venture, group sales were down by 1.2 percent in 2018 compared with 2017, in a global auto market that grew by 0.2 percent.

Renault brand’s volume was down by 5.2 percent to 2.53 million cars and light-commercial vehicles. Car sales at Renault fell by 6.2 percent, while LCV sales rose by 0.3 percent.

Sales at budget brand Dacia and Russian brand Lada showed strong growth, with Dacia up by 7 percent to 700,798 vehicles, and Lada rising 19 percent in a recovering Russian market to 398,282 vehicles.

Renault’s sales mix shifted to 51 percent outside Europe, compared with 49 percent in 2017, with sales up 6.1 percent in global regions.

European sales were largely flat, growing by 0.5 percent, following a surge in 2016 and 2017 from an overhauled lineup. The introduction of the fifth-generation Clio, Renault’s best seller that will debut at the Geneva auto show in March, will help second-half volumes this year, the company said.

Sales in Russia, the group’s second largest market outside of France, grew by 11 percent, slightly behind the market, which grew by 13 percent in 2018. Lada sales were up by 16 percent, while Renault’s Russian sales dipped ahead of the introduction of the Arkana fastback crossover this year.

In the Africa-Middle East-India region, sales fell by 16 percent overall with India losing 27 percent after recent success with the Kwid small SUV faded. Renault said the introduction of a new model in the second half of this year would give sales a boost there. Sales in Iran were down sharply to 101,347 — from 162,000 in 2017 — as Renault said it would withdraw from the market there after U.S. sanctions were reimposed. Those declines were countered by growth in Morocco, South Africa and Egypt.

Latin American sales rose 12 percent, driven by an increase in Brazil of 29 percent. That growth was largely due to the introduction of the Kwid.

Sales in the Asia Pacific region, which includes China, rose by 68 percent, but that growth was due to the integration of sales of Jinbei and Huasong utility vehicles from the Brilliance joint venture. Overall sales in China were 216, 699. Renault has set a target of 550,000 sales by 2022. A small electric vehicle based on the Kwid is expected to debut this year, and Renault has invested in JM, China’s fifth-largest electric vehicle makers.

Reuters contributed to this report

 

 

Parque de Lanheses reforça ‘Plastic Valley’ do sector automóvel

Foi inaugurada ontem a 5.ª fase de expansão do parque empresarial de Lanheses, em Viana do Castelo. As quatro novas empresas do sector automóvel criaram 1.270 empregos, num investimento global de 87 milhões de euros.

in Correio do Minho, por Isabel Vilhena, 18-01-2019


 

A quinta fase do parque empresarial de Lanheses, em Viana do Castelo, inaugurada ontem “afirma Viana do Castelo como o ‘Plastic Valley’ do sector automóvel em Portugal”, disse ontem o presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, José Maria Costa, na inauguração da expansão de parque empresarial de Lanheses, orçada em cinco milhões de euros, que acolhe quatro novas empresas do sector automóvel que geraram 1.270 empregos, num investimento global de 87 milhões de euros.

Na cerimónia de inauguração que contou com a presença do ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, o autarca de Viana do Castelo apresentou ao governante “os resultados da boa saúde económica do concelho que colocam Viana do Castelo como o 16.º concelho mais exportador a nível nacional, sendo responsável por 1,5 % das exportações nacionais e contribuindo para um ‘superavit’ positivo de cerca de 300 milhões de euros”.

Resultados que José Maria Costa quer superar, garantindo que é objectivo do “município entrar no ‘top ten’ das exportações nacionais até 2020, ano em que o concelho deverá exportar mais de 1.000 milhões de euros, correspondendo 30% ao cluster eólico, 30% sector do papel e 40% ao sector automóvel.”

Na ocasião, o ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, mostrou-se “impressionado” com a “obra notável, não apenas pela qualidade das infraestruturas, como das unidades industriais que, a partir daquele parque empresarial, operam e servem o mundo inteiro.”

Pedro Siza Vieira salientou ainda que “Portugal atingiu o maior nível de investimento estrangeiro de sempre”, apontando vários factores que contribuem para a escolha de Portugal como um país “seguro” para investir. Dos vários factores apontados pelo governante, Pedro Siza Vieira elegeu como determinante a qualidade da mão-de-obra em Portugal. “A qualidade dos nossos recursos humanos é o principal factor que leva os investidores estrangeiros a apostar em Portugal.”

De referir que Viana do Castelo investiu, em 2017 e 2018, cerca de 9,1 milhões de euros em aquisição de terrenos e obras de infraestruturação de áreas empresariais para acolher novas empresas no concelho.
Constituído em 2001, o parque empresarial de Lanheses, o maior do concelho, acolhe, para além do ‘cluster’ das energias renováveis da Enercon, empresas dos mais diversos sectores de actividade, desde o automóvel, distribuição e transformação alimentar, metalomecânica ou transformação de vidro.

O ano passado, o parque viu melhorados acessos rodoviários entre o nó da autoestrada A27 e aquele parque empresarial, num investimento de cerca de 315 mil euros.

A obra, integrada no Programa de Valorização das Áreas Empresariais, tem como principais objectivos, reforçar a competitividade das empresas, potenciar a criação de emprego e aumentar as exportações.

Situado junto da A27 e do nó com a A3, o parque empresarial de Lanheses está ainda próximo do porto de mar de Viana do Castelo.

No concelho, existem ainda a Zona Industrial de Neiva e o Parque Empresarial da Praia Norte.

 

INESC TEC testa robot para indústria automóvel e aeroespacial com a Renault

Esta é a última demonstração de um projeto europeu que contou com um orçamento de 4,3 milhões de euros para desenvolver soluções robóticas.

in Sapo Tek, 17-01-2019


 

O robot chama-se ColRobot e vai ser apresentado e testado na próxima terça-feira, dia 22 de janeiro, no Porto, concluindo mais uma fase de desenvolvimento do projeto europeu em que o Instituto de Engenharia e Sistemas de Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC) esteve envolvido e que contou com vários parceiros, entre os quais a Renault, a Universidade de Coimbra  e o Fraunhofer-IFF da Alemanha, entre outros.

Segundo o INESC TEC, o ColRobot combina tecnologia de ponta desenvolvida na Europa com requisitos do utilizador para aplicar em processos de montagem, criando assim um sistema integrado de robótica de colaboração, onde um manipulador móvel age como uma “terceira mão”, entregando kits, ferramentas, peças ou segurando peças de trabalho enquanto o operador executa tarefas.

Germano Veiga, investigador do Centro de Robótica Industrial e Sistemas Inteligentes do INESC TEC, explica que “o ColRobot vai ter um grande impacto nestas indústrias pelas tecnologias inovadoras que utiliza, que foram desenvolvidas com foco no ambiente operacional nas principais indústrias europeias, por ter um sistema robótico colaborativo e seguro, por ajudar a melhorar a competitividade da produção europeia e por permitir uma produção flexível”.

O robot pode ser usado na indústria automóvel para montagem de peças de carrinhas, com a vantagem de eliminar ou reduzir a exposição a condições pouco ergonómicas e garantindo autonomia para executar operações de montagem. Será esta a demonstração feita em Portugal.
O desenvolvimento teve em vista também a indústria aeroespacial, onde os benefícios estão centrados no apoio à preparação de kits para operações de montagem de satélite, ao fornecimento de kits de montagem diretamente para as áreas de montagem de satélite e enquanto “mão extra” na ajuda ao operador para instalação de equipamentos por satélite.

O projeto foi financiado ao abrigo do programa de investigação e desenvolvimento da União Europeia Horizonte 2020 e contou com um financiamento de 4,3 milhões de euros.

Autoeuropa testa transporte de automóveis por via ferroviária

Um comboio experimental parte no sábado de Palmela para Santander, em Espanha.

in Público / Lusa, 17-01-2019


 

Um comboio experimental com 150 automóveis da Volkswagen parte no sábado da Autoeuropa, em Palmela, para o porto espanhol de Santander, num “teste” para avaliar a viabilidade deste serviço de transporte por via ferroviária, divulgou esta quinta-feira a Medway.

Em declarações à agência Lusa, o presidente do Conselho de Administração daquela empresa ferroviária – que garante a tracção do comboio – explicou que a composição integrará 15 vagões porta-automóveis de dois pisos (propriedade da Transfesa), cada um transportando dez carros Volkswagen, num total de 150 veículos.

“Estamos a fazer um primeiro comboio, a pedido da própria Autoeuropa e da Volkswagen, para transportar 150 automóveis até ao Porto de Santander. Trata-se de um teste, confesso que neste momento não temos nenhuma indicação da Autoeuropa se é para continuar. O que nos dizem é que querem fazer um teste e que gostariam de experimentar isto para dar alguma regularidade a este serviço, mas não temos nenhuma confirmação concreta”, afirmou Carlos Vasconcelos.

Contactada pela agência Lusa, fonte oficial da Autoeuropa confirmou apenas estar em curso “um teste para confirmar a viabilidade” do recurso à ferrovia para transporte, até ao Porto de Setúbal, dos veículos produzidos na fábrica de Palmela.

Segundo a empresa, em tempos, os automóveis fabricados na Autoeuropa eram transportados por via ferroviária para o Porto de Setúbal, mas actualmente esse transporte é feito por via rodoviária, sendo o objectivo deste “teste” avaliar a “viabilidade” de um regresso à utilização da ferrovia.

Recordando que actualmente “todos os carros da Autoeuropa saem pelo Porto de Setúbal”, a Medway admite que a Volkswagen queira “estudar uma alternativa” para situações de mau tempo ou de crise, como a recente greve dos estivadores daquele porto português, que durou várias semanas e causou sérios constrangimentos à empresa.

“Normalmente todos os operadores económicos gostam de ter sempre alternativas, embora para mim faça mais sentido os carros saírem pelo Porto de Setúbal, que está ali ao lado, a menos de 40 quilómetros”, sustentou o presidente da empresa ferroviária.

Ainda assim, admitiu, “mandar alguns carros por Santander, para alguns mercados específicos, pode fazer sentido”.

“Presumo que este comboio é um teste para ver como é que o serviço funciona e quanto tempo é que leva. Depois o que farão não faço a mínima ideia. Mas parece-me uma operação viável, na qual temos gosto em participar, e gostaríamos que viessem mais”, acrescentou.

Questionado pela agência Lusa relativamente ao retorno do apelidado ‘Comboio Autoeuropa’, um outro serviço de ligação ferroviária ao centro da Alemanha que a Medway anunciou que gostaria de reactivar, Carlos Vasconcelos disse estar ainda em avaliação o interesse do mercado e dos parceiros no projecto.

“Estamos a avaliar o mercado e os parceiros com que teremos de trabalhar para ver se há condições e interesse para montar o comboio. Antes do Verão não vamos ter notícias sobre isto. Gostava de avançar, mas não depende de nós”, afirmou.

O objectivo seria reactivar um comboio que traria do centro da Europa peças para a Autoeuropa e levaria, em sentido oposto, exportações portuguesas. Esta conexão ferroviária esteve em operação em 2012, na sequência de um acordo internacional que contou com a participação de Portugal, Espanha e Alemanha, mas cerca de um ano depois terminou por dificuldades criadas por França.

“Estamos a contar com os exportadores e os importadores portugueses para avaliar os volumes e os interesses para depois saber se há condições ou não para remontar este comboio”, concluiu o presidente da Medway.

 

 

CIP apresenta estudo sobre Automação e o Futuro Do Trabalho Em Portugal

A CIP – Confederação Empresarial de Portugal apresentou, em conferência, o estudo “Automação e o Futuro Do Trabalho Em Portugal”, elaborado em parceria com o McKinsey Global Institute e a Nova School of Business and Economics. O estudo debruça-se sobre o impacto da automação no futuro do trabalho e mede o potencial de automação da economia portuguesa até 2030.

in CIP, 17-01-2019


 

Aponta, também, os principais desafios que se colocam no processo de transição para o digital e os efeitos nas competências e salários dos trabalhadores. Neste estudo, foram analisadas 800 ocupações e 2.000 tarefas desempenhadas em diversos setores; foram identificadas 18 competências de base necessárias para o desempenho de qualquer posição e qual a capacidade de automação de cada uma delas.

A conferência de apresentação do estudo realizou-se a 17 de janeiro, no Museu da Electricidade, em Lisboa, e contou com o Alto Patrocínio de Sua Excelência o Presidente da República e foi patrocinada pela Apifarma – Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica, pela EDP – Energias de Portugal, pelo ISQ – Instituto de Soldadura e Qualidade e pela Delta Cafés. As boas vindas foram dadas por Pedro Duarte, Presidente do Conselho Estratégico da CIP para a Digitalização da Economia, seguindo-se a apresentação do estudo por Daniel Traça, Diretor e Professor Catedrático de Economia na Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa (Nova SBE), e por Duarte Begonha, Partner da Mckinsey & Company. Seguiu-se o painel “O Futuro Chegou”, que contou com as intervenções de Fernando Magalhães, Head da Linkedin Learning Iberia e LATAM, Alexandre Vaz, Managing Director da Mercedes-Benz.io, e Rui Vitória, Treinador de Futebol, que deixou o seu testemunho por vídeo. O encerramento ficou a cargo de António Saraiva, Presidente da CIP.

 

AFIA REÚNE SECTOR

Dia 23 de janeiro a AFIA reúne a indústria automóvel no Museu da Vista Alegre, em Ílhavo, para debater o “Crescimento na Mudança”. O Secretário de Estado da Economia, José Correia Neves, encerrará a sessão.

in AFIA, 16-01-2019


 

“Crescimento na Mudança” é o tema que a AFIA – Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel senta ao volante do 9º Encontro da Indústria Automóvel. O evento vai reunir os principais agentes do setor no Museu da Vista Alegre, em Ílhavo, já na próxima quarta-feira, dia 23 de janeiro.

Com a indústria automóvel a manter recordes de crescimento nos últimos anos, quer em termos de exportações, criação de emprego e volume de negócios, a AFIA alerta para a pressão que o setor sente e para os desafios que surgirão no futuro. O tema “Crescimento na Mudança” pretende assim debater e encontrar formas de manter um crescimento sustentado numa altura em que a mudança de comportamentos do mercado já se começa a fazer sentir e a causar algumas incertezas quanto ao futuro. Este, será o espaço onde todas as entidades relacionadas com a área automóvel poderão trocar experiências e refletir sobre os principais temas que envolvem o setor atualmente.

O Encontro tem abertura marcada para as 10h com as boas-vindas de Tomás Moreira, presidente da AFIA, que recebe assim, todos os participantes seguindo-se a intervenção de Luís Castro Henriques, presidente da AICEP.

Pedro Carvalho e Fernando Ferrinha da AFIA serão os responsáveis por uma primeira abordagem ao setor, com uma caracterização da Indústria Automóvel em Portugal.

Durante o dia estão previstos três painéis, sendo o primeiro dedicado aos Recursos Humanos, com intervenções de José Martins da Universidade de Aveiro, Ricardo Costa da SDO Consulting e Jorge Araújo da Teamwork, com moderação de Jorge Castro da AFIA.

Já da parte da tarde os trabalhos têm início com a apresentação por Rodrigo Custódio (Roland Berger) do estudo “Global Automotive Supplier Study 2018”. Este painel contará com moderação de Tomás Moreira, presidente da AFIA e participação de Jorge Rosa, da presidente da ACAP e José Couto presidente da MOBINOV.

O último painel do dia será dedicado aos Factores competitivos da Indústria Portuguesa com intervenções de Tiago Caiado Guerreiro da CIP e Isabel Furtado da TMG. A moderação deste painel ficará a cargo de Adolfo Silva da AFIA.

A encerrar este 9º Encontro da Indústria Automóvel estará o Secretário de Estado da Economia, José Correia Neves.

De referir que a AFIA congrega os fornecedores da indústria automóvel localizados em Portugal há mais de 50 anos e tem procurado, através de vários iniciativas nacionais e internacionais, fomentar o desenvolvimento e internacionalização do setor.

O Encontro da AFIA é patrocinado por: BANCO BPI; DS SMITH TECNICARTON; FUCHS; HAYS; APPLUS IDIADA e OPCO.

 


 

Para mais informações ver:

 

A Ficha de Inscrição deverá ser remetida para info@afia.pt até ao dia 17 de Janeiro de 2019.

 

 

 

 

VW, Ford eye low-cost Turkey, Poland production to boost profits in lucrative van market

Ford likely will build midsize vans for Volkswagen in Turkey while VW will produce smaller vans in Poland as the two automakers jointly develop commercial vans to tap into a lucrative market that is too small for each automaker to effectively compete in on their own.

in Automotive News Europe, by Nick Gibbs, 16-01-2019


 

VW Group CEO Herbert Diess said Ford’s factory in Turkey that builds the Transit vans is “an option” for VW’s Transporter midsize vans.

Such a move would mean VW transferring production of its T6 vans from Hanover, Germany, to Turkey and the next Transporter moving to a Ford platform using Ford engines.

VW is in discussions with labor representatives in Hanover about the change, Diess said on Tuesday, as Ford and VW announced details of their partnership.

Germany’s Handelblatt said VW likely will continue to build T6 passenger vans continue in Hanover while panel vans for businesses would transfer to Turkey.

VW needs to free up capacity in Hanover after announcing in November that it will build the I.D. Buzz retro-styled minibus at the factory, with production likely starting in 2022.

Ford and VW plan to launch vans in 2023 to replace the current Transit and the Transporter vans.

VW will build a new compact van to replace both the VW Caddy and the Transit Connect at VW’s plant in Poland, where the automaker produces the Crafter large van, Handelsblatt reported. The new van would use VW engines.

Ford will build a midsize pickup to replace the VW Amarok to sold alongside a new Ford Ranger starting in 2022.

The models will be sold in Europe, South America and Africa, the companies said. No production location was given. Ford currently builds the European Ranger in South Africa.

Volkswagen Commercial Vehicles CEO Thomas Sedran said that “clear decisions” on production locations have not yet been made. To be competitive “the more production we have in the low-cost countries the better, and of course Turkey and Poland are both very competitive,” Sedran said.

Diess said VW and Ford would see similar savings from the commercial vehicle partnership by helping spread the cost of future technology and also making savings on product development. “It’s mitigation against potential cost increases because of the new drivetrains we need for the electrification in this segment and also the CO2 penalties we are facing,” he said.

Rising demand

Unlike the slowing passenger-car market, demand for light commercial vehicles is on the rise. Global output will increase by 12 percent in the next five years, forecaster LMC Automotive says. The business commands higher profit margins. Ford has said profit margins on its European van range run at 13 percent.

Together VW and Ford built 1.2 million light commercial vehicles globally last year and, as their scale increases, they could become the industry’s highest-volume global collaboration in that market, the automakers said.

Ford’s head of global markets, Jim Farley, said on Tuesday he expected Ford to make a pretax profit gain of $500 million annually by 2024 once the joint vehicles were on sale.

With VW taking over production of compact vans, Ford’s factory in Valencia, Spain, would lose the Transit Connect, the only van Ford does not build for Europe in Turkey. The plant also makes the Mondeo, S-Max and Galaxy, three models thought to be under threat as Ford looks to cut unprofitable lines. Ford announced in 2017 an investment of 750 million euros for the plant to build the next-generation Kuga compact SUV. The current Kuga accounts for around half the output of the plant.

Ford is making big changes in Europe including cutting thousands of jobs as it works to reverse losses in the region generated by its passenger car range.

 

 

Bloomberg contributed to this report

 

Brexit: CIP congratula-se com apresentação de plano de contingência

Medidas apresentadas vão ao encontro das preocupações levantadas pelo estudo promovido pela CIP. Desenvolvimento e adaptação deve contar com a participação ativa das associações empresariais.

in CIP, 16-01-2019


 

A CIP – Confederação Empresarial de Portugal congratula-se com o anúncio, pelo Governo, das primeiras medidas de apoio às empresas portuguesas, para prevenir os efeitos de o Reino Unido deixar a União Europeia sem um acordo sobre o processo de transição e o quadro de relacionamento futuro.

Estas são algumas das medidas há muito requeridas e que vão ao encontro das preocupações levantadas pelo estudo promovido pela CIP, que o Governo decidiu, a bom tempo, adotar.

A CIP considera importante a disponibilização de uma “Linha Específica de apoio para as empresas”, assim como o “incentivo financeiro”, mas alerta para a necessidade de o processo de comprovação das necessidades de financiamento ser objetivo e rápido, devendo adotar as melhores práticas já em funcionamento noutros Estados-Membros.

É essencial, também, o reforço da política de internacionalização em relação às empresas que irão ser mais afetadas pelo Brexit, sublinhando-se o papel decisivo que a diplomacia económica deverá continuar a ter.

Nestes processos, deverão ser tidas em conta as realidades setoriais diferenciadas e respetivos tipos de ameaças e oportunidades identificados no estudo da CIP sobre o impacto do Brexit.

Relativamente às medidas de contingência, a CIP considera para a necessidade de “reforço de meios para controlos aduaneiros e postos de inspeção para controlos sanitários”, para além “das necessidades de recrutamento já identificadas sem esta contingência”, mas também, no que se refere ao Turismo, o reforço de meios para facilitar o controlo de chegadas a território nacional, tanto mais que já hoje assistimos a longas filas de espera no aeroporto de Lisboa.

É também necessário que se determine como objetivo a viabilização de pontos de informação e de apoio direto entre as alfândegas e as PME.

O estudo que a CIP apresentou, em outubro, conclui que os efeitos do Brexit para a economia e as empresas podem ser muito significativos, com a redução potencial das exportações globais para o Reino Unido entre cerca de 15% e 26%, e um impacto global entre 0,5% e 1% do PIB.

A CIP considera essencial o desenvolvimento dos Planos de Contingência e de Preparação, e respetivos ajustamentos e atualizações, e sublinha que é fundamental que possam contar com a participação ativa das associações empresariais, por forma a garantir uma maior eficácia.

 

 

Steel import restrictions now definitive, leaving EU auto manufacturers “extremely disappointed

The European Automobile Manufacturers’ Association (ACEA) is extremely disappointed by the decision of EU member states to support the European Commission’s proposal to adopt definitive measures that will continue to restrict imports of steel into the EU. These measures do not take into account the needs of downstream users of steel, such as the automotive sector.

in ACEA, 16-01-2019


 

Automobile manufacturers source almost all of their steel (approximately 94%) in the European Union. ACEA members are therefore most concerned about the impact that the extension of the safeguard measures, until at least July 2021, will have on access to European steel and the inflationary effect it will have on European market prices. The cost of automotive grades of steel has been consistently high for several years and delivery lead times have lengthened considerably. Meanwhile, through consolidation in the European steel industry, the pool of EU producers is getting smaller and the scarce capacity for automotive steel is getting ever tighter.

Today, the 28 member states have backed the Commission’s proposal to apply a 25% duty on imports above certain thresholds, based on average imports over the last three years. The Commission considers that part of its proposal is automotive-specific as it grants a separate quota to some steel products which are used substantially (but not exclusively) in the automotive sector.

However, the fact that other sectors will be competing for this quota will reduce its usefulness to automobile manufacturers. Ultimately this specific quota does not address the sector’s two key concerns: the inflationary effect that this safeguard will have on EU steel prices and the scarce capacity of EU producers to fulfil orders today.

The latest official data for 2018, provided by the United States Department of Commerce, reports a relatively small decrease of about -10% in imports of steel into the US. This is due mainly to the very high price of steel in the US which regularly exceeds world market prices by more than 30%. Therefore, there is only a limited possibility of trade diversion to the EU – certainly well below any level that could cause ‘serious injury’ to EU steel producers.

“These protective measures pose a real risk to the competitiveness of European auto manufacturers,” stated ACEA Secretary General Erik Jonnaert. “This also comes at a time when our industry already has to contend with major trade-related challenges: the threat of tariffs on imports of vehicles and parts to the US, the decline in the Chinese market, not to mention the prospect of a no-deal Brexit.”