Le Groupe PSA augmente la capacité de production de ses SUV en Europe

Le succès de l’offensive SUV des 5 marques conduit le Groupe à renforcer ses capacités de production en Europe pour répondre à la demande commerciale

Les conditions sont réunies pour assurer les meilleurs niveaux de performance et de qualité sur chacun des sites concernés

La mise en oeuvre de ces opérations permettra d’assurer un bon niveau d’activité pour chaque site dans les prochaines années

L’offensive produits, lancée dans le cadre de la Core Model Strategy du plan Push to Pass, a conduit au lancement récent de 11 modèles SUV, par les 5 marques Peugeot, Citroën, DS Automobiles, Opel et Vauxhall. Ces gammes représentent 250 000 immatriculations pour le Groupe en Europe au 1er trimestre 2018, la part de marché du Groupe sur ce segment progressant fortement et représentant 16,9% des ventes de SUV en Europe début 2018.
A fin mars, le Groupe s’inscrit ainsi parmi les leaders du segment et l’offensive se poursuit, avec le lancement du Citroën C5 Aircross en Europe au mois de septembre prochain.

Afin de soutenir ce développement rapide et régulier des ventes, tout en conservant l’agilité des dispositifs industriels, vecteur de performance, le Groupe a décidé d’accroitre ses capacités de production en Europe en utilisant toutes ses ressources et actifs disponibles :

– Le Citroën C5 Aircross démarre sa production à Rennes (France),  en parallèle du Peugeot 5008,
– En conséquence et à saturation des capacités du site de Rennes, le Peugeot 5008, sera également produit à Sochaux (France) et viendra progressivement compléter la production du Peugeot 3008 et de l’Opel Grandland X, à partir de mars 2019,
– Parallèlement, à saturation des capacités du site de Sochaux, l’Opel Grandland X, sera progressivement assemblé en Allemagne, à Eisenach, à partir de mi-2019.

Ces lancements industriels s’accompagnent d’investissements au bon niveau qui permettront à chaque site de produire dans d’excellentes conditions de performance, de volume d’activité et de qualité.

Ces affectations de production, rendues possible grâce aux plans de performance, se feront dans le respect des engagements de l’accord Nouvel Elan pour la Croissance signé en juillet 2016 par 5 organisations syndicales sur 6 et maintiendront la production en France au niveau du million de véhicules. Ce schéma industriel tient également compte des accords négociés avec les partenaires sociaux en Allemagne dans le cadre du plan de performance Opel / Vauxhall.

Yann Vincent, Directeur Industriel et Supply Chain déclare : « Ces affectations de véhicules démontrent que la performance économique est clé pour assurer un bon niveau d’activité industrielle dans la durée. Notre dispositif industriel agile et élargi grâce au rachat d’Opel, permet de satisfaire la demande croissante de nos clients en matière de SUV. »

Michael Lohscheller, CEO d’Opel – Vauxhall ajoute : « L’attribution de la production du Grandland X à Eisenach prouve la volonté du Groupe PSA d’investir en Allemagne et sa confiance dans Opel. Cette décision va servir notre ambition pour devenir rentable, électrique et global. »

Ce dispositif complète la stratégie de production multi-sites et mondiale des SUV du Groupe, favorisée par la modularité des plateformes :

• Peugeot 2008, production à Mulhouse (France), Porto Real (Brésil), Wuhan (Chine)
• Peugeot 3008 production à Sochaux (France), Chulai (Vietnam), Gurun (Malaisie) et Walvis Bay (Namibie)
• Peugeot 4008 production à Chengdu (Chine)
• Peugeot 5008, production à Rennes et Sochaux (France), à Chulai (Vietnam) et à Chengdu (Chine)
• C3 Aircross, production à Saragosse (Espagne)
• C4 Aircross, production à Wuhan (Chine)
• C5 Aircross, production à Rennes (France) et à Chengdu (Chine)
• DS 7 Crossback, production à Mulhouse (France) et à Shenzhen (Chine)
• Opel/Vauxhall Grandland X, production à Sochaux (France) puis Eisenach (Allemagne) et à Walvis Bay (Namibie)
• Opel/Vauxhall Crossland X, production à Saragosse (Espagne)
• Opel/Vauxhall Mokka X, production à Saragosse (Espagne), à Bupyeong (Corée)

Aujourd’hui le Groupe compte 17 centres de production véhicules en Europe, localisés dans 9 pays (voir carte)

 


 

 

NOVA LEGISLAÇÃO EUROPEIA PARA EMISSÕES DE CO2 DOS AUTOMÓVEIS

A Comissão Europeia, em Novembro de 2017, publicou uma proposta de legislação sobre as emissões de CO2 para os veículos ligeiros. Os fabricantes de componentes europeus são líderes mundiais em tecnologias para veículos ligeiros eficientes e de baixas emissões, sustentando a sua competitividade global e apoiando o emprego e a fabricação de automóveis na Europa. Com base no que foi alcançado nos últimos anos, devem definir-se metas realistas e realizáveis até 2030 e que ajudem a atingir os objetivos de combate às alterações climáticas acordados em Paris.

in Revista Fundição nº 284, Março 2018

Adão Ferreira
Secretário-Geral da AFIA – Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel
a.ferreira@afia.pt


 

A proposta legislativa de regulamento europeu que estabelece as normas de desempenho das emissões para os novos automóveis de passageiros e para os novos veículos comerciais ligeiros define limites de emissões mais rigorosos para 2021 (Ligeiros de passageiros – 95 g CO2/km e Comerciais ligeiros – 147 gCO2/km)

Sendo que, as emissões médias dos novos carros e comerciais ligeiros, deverão ser:

  • Em 2025, 15% mais baixas do que em 2021
  • Em 2030, 30% menos do que em 2021

Esta lei terá grande impacto na indústria europeia de componentes automóveis, pelo que, a CLEPA, Associação Europeia dos Fornecedores da Indústria Automóvel, emitiu uma tomada de posição.

A AFIA, enquanto membro da CLEPA, tem vindo a divulgar e defender a “via europeia” na redução das emissões de CO2, de modo a transformar a descarbonização dos transportes terrestres numa oportunidade para a indústria e para a sociedade em geral, ao invés de uma transição penosa com impacto questionável para o ambiente e para o emprego.

A indústria de componentes para automóveis oferece soluções para dar forma à mobilidade do futuro, inteligente e com baixas emissões de carbono. Em Portugal esta indústria de componentes assegura emprego direto a cerca de 50.000 pessoas.

Os fabricantes de componentes para automóveis estão comprometidos com as metas de Paris para mitigar os efeitos das alterações climáticas, e pretendem cumpri-las fazendo uso de todo o seu conhecimento e das suas próprias inovações. Nesse sentido, a CLEPA e as entidades que a constituem, emitiram recomendações importantes a propósito desta nova lei sobre emissões de dióxido de carbono:

  • Acima de tudo, a nova legislação sobre emissões de CO2 deve reger-se pela neutralidade tecnológica. Este deve ser um princípio central para promover inovação e competitividade pelas melhores tecnologias, procurando assim cumprir os objetivos previstos para 2030 e datas posteriores.
  • A segunda mensagem mais importante é a de que a UE deve suportar a sua indústria transformadora para cumprir as suas metas ambientais e sociais. Outras regiões do mundo deverão também fazer o mesmo. Não há qualquer razão para a Europa colocar a sua competitividade global em risco, sob o falso pressuposto de “ajudar a indústria”.

A nova legislação europeia para os automóveis deveria definir metas ambiciosas, mas realistas, promovendo todos os caminhos possíveis para uma mobilidade com baixas emissões de dióxido de carbono e guiando a transformação da mobilidade de forma decisiva, mas sensível:

  • A tecnologia demonstra que não existe uma solução “para todos os gostos”: os automóveis e os veículos servem diferentes propósitos de mobilidade e os consumidores devem poder escolher o nível de potência que melhor serve as suas necessidades.
  • Os veículos atuais e os do futuro serão movidos por uma combinação de tecnologias que procuram transferir energia para o movimento, incluindo soluções de sistemas de transmissão elétricos, recuperação de energia, dispositivos de aumento de potência, combustíveis sintéticos (e-fuels) e motores de combustão de alta eficiência. A legislação deveria estar aberta a todas as soluções tecnológicas, em vez de decretar a(s) alternativa(s) a utilizar.

A eletrificação representa, efetivamente, uma parte importante da estratégia europeia para a descarbonização. Deste modo, o seu impacto total deve ser devidamente avaliado e considerado pelo quadro legislativo, o que inclui as consequências para a indústria na Europa, o cabaz energético, a escolha do consumidor e as finanças públicas. Uma avaliação, a médio prazo, do processo de geração de energia, do desenvolvimento de infraestruturas, de penetração do mercado, entre outros elementos, deverá, então, ser incorporada na nova lei para medir o progresso da redução global das emissões de CO2 e para perceber se existirá necessidade de tornar o quadro legislativo mais abrangente

Do ponto de vista da indústria, a eletrificação é muito mais do que “apenas” o tipo de motor ou bateria. A eletrificação significa motorização, mas também recuperação de energia, sistemas de aumento de potência, gestão térmica e muito mais tecnologias. Componentes periféricos, eixos, sistemas de transmissão e outras partes móveis podem tornar-se mais eficientes recorrendo também a tecnologias de hibridização e de eletrificação. Ainda que aparente ser demasiado técnico, este acordo é relevante, já que uma definição demasiado redutora de veículos de “baixas emissões” – principalmente para as metas de venda obrigatórias – traria o risco de descartar tecnologias que, se incorporadas numa abordagem holística, poderiam significar uma redução significativa das emissões, num período de tempo mais reduzido, com custos mais baixos e com muito menos perturbações para a força de trabalho.

Novos tipos de fontes de energia estão a ser desenvolvidos e industrializados em laboratórios e empresas da UE. Entre eles incluem-se combustíveis alternativos avançados e células de nova geração para baterias, reduzindo significativamente o conteúdo de certas matérias-primas e contribuindo para alcançar um equilíbrio positivo do impacto total “do berço ao túmulo” sobre o ambiente.

A hibridização avançada apoia uma transição mais viável, quer ao nível indústria, quer da sociedade, para uma realidade com cada vez mais opções de motorizações alternativas, não comprometendo com isso as necessidades ambientais ou o cumprimento de metas.

Apesar disso, o motor de combustão interna continuará a ser a tecnologia predominante nos novos veículos comercializados para além de 2030, com utilização de combustíveis de nova geração, baixos em emissões em carbono, e com avanços importantes na eficiência dos motores. Os ganhos de eficiência resultarão das melhorias no sistema de propulsão convencional, assim como na combinação do motor de combustão interna com várias formas de eletrificação.

Reduções complementares de CO2 serão conseguidas por melhorias nos sistemas de aquecimento e de arrefecimento, na gestão térmica, na diminuição do peso, na aerodinâmica, nas eco-inovações e no uso de combustíveis alternativos.

Nenhuma solução tecnológica única permitirá alcançar os objetivos de redução de emissões pretendidos, mas sim uma combinação de soluções tecnológicas operará esse objetivo de forma mais rápida e eficiente. O maior desafio coloca-se na descarbonização das fontes de energia.

A indústria europeia é líder mundial em eficiência e ocupa o topo da lista de registos de patentes para tecnologias de eletrificação. A tecnologia oferece soluções eficientes, sofisticadas e acessíveis. Apenas uma abordagem aberta às tecnologias, que abrace os pontos fortes da indústria europeia, pode assegurar uma base financeira para os brutais investimentos iniciais necessários para a produção de motorizações alternativas, bem como para sustentar o futuro de milhões de postos de trabalho altamente qualificados no setor.

 

Para informação mais detalhada sobre a posição da CLEPA acerca da redução das emissões de CO2 consultar:

 


 

 

Optimal developing advanced composite components for CERN

At CERN, the European Organization for Nuclear Research, physicists and engineers are probing the fundamental structure of the universe.

in OPTIMAL, 24-05-2018


They use the world’s largest and most complex scientific instruments to study the basic constituents of matter – the fundamental particles.

OPTIMAL has won the tender for the “Supply of Glass Fibre Reinforced Epoxy Support Posts for the Superconducting Magnet”.

OPTIMAL will provide a turn-key solution, from preliminarily design till final volume production.


OPTIMAL website


Novo Centro de Investigação e Desenvolvimento da APTIV cria 150 empregos em Braga

Só em 2017 a multinacional empregou mais 310 pessoas
A Secretária de Estado da Indústria, Ana Teresa Lehmann, inaugurou esta quarta-feira o novo Centro de Investigação e Desenvolvimento da Aptiv, estrutura que vai criar 150 novos postos de trabalho em Braga até final de 2019 e permitir o crescimento da empresa, que ocupa já o 6º lugar no ranking das maiores exportadoras nacionais.

in APTIV, 24-05-2018


Para Ana Teresa Lehmann, “a Aptiv sabe estar sempre na vanguarda da inovação. Estamos a assistir à quarta revolução industrial, que se baseia na digitalização. Esta organização é um exemplo deste progresso e tem dado um contributo assinalável para o crescimento da indústria automóvel.”

O novo centro tecnológico vai possibilitar que a multinacional, para além de produzir, possa também criar e desenvolver de raiz soluções de mobilidade inovadoras para as grandes marcas da indústria automóvel de toda a Europa.

“Com este Centro, a Aptiv vai, a partir de Braga, passar a desenvolver tecnologia de ponta para os grandes fabricantes da indústria automóvel de toda a Europa, o que nos permitirá aumentar a nossa competitividade”, afirmou Rui Enes, presidente do conselho de administração da Aptiv Portugal.

A mesma fonte destacou ainda “a localização estratégica” da empresa que, “muito próxima de Universidades de excelência, vai permitir desenvolver parcerias e captar os melhores quadros, de modo a que a Aptiv possa levar a engenharia portuguesa às grandes marcas do setor automóvel”.

Presentes na iniciativa estiveram também o presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio; o presidente da InvestBraga, Carlos Oliveira; e o Pró-reitor da Universidade do Minho, Guilherme Pereira, que reconheceram o papel que a Aptiv tem na região e o impacto significativo que a abertura deste Centro trará para a economia nacional.

Para além de desenvolver produtos de alta tecnologia, a Aptiv pretende ainda, com a nova estrutura, desenvolver parcerias com instituições locais, nomeadamente Universidades e outros Institutos.

Já em 2017, a multinacional tinha contratado 310 pessoas, contabilizando atualmente cerca de mil colaboradores em Portugal.

Em atividade há mais de 50 anos, a Aptiv em Braga produz sistemas de navegação, sistemas áudio e multimédia móvel, ecrãs tácteis, controladores de bordo, entre outros dispositivos com reconhecidos níveis de qualidade e eficiência.

Só na unidade fabril de Braga, a Aptiv produz mais de 17 mil unidades por dia, num total de 4 mil peças por ano. No portfólio de clientes, a empresa conta com marcas como a Audi, Porsche, BMW, Ferrari, Volkswagen, Fiat, Volvo, entre outras.

 


 

Ford will add second model at Romania plant

Ford said it will add production of a second model at its plant in Craiova, Romania, alongside the EcoSport small SUV.

Ford will recruit 1,500 additional workers and spend 200 million euros to update the plant, the company said in a statement.

in Automotive News Europe, by Nick Gibbs, 23-05-2018


Ford did not say which model it will add at Craiova. One possibility is a full-electric SUV. Ford has said it will build an electric SUV in Mexico starting in 2020 with a 300-mile (483-km) range. The company could also decide to build the SUV in Europe for local markets.

The new investment in Craiova increases the pressure on the Romanian government to deliver infrastructure and logistics improvements. These are needed to maintain the plant’s competitiveness, Ford said. “Any delay would significantly constrain Ford’s and its suppliers’ efforts to move increased volumes of vehicles and components,” the company said.

Ford has taken steps recently to boost capacity use at the Craiova factory. It shifted production of the EcoSport small SUV to the plant from India last year when it also stopped building the slow-selling B-Max subcompact minivan in the Craiova factory. Ford also produces 1.0-liter gasoline engines at an engine plant at Craiova. Combined, the two plants currently employ 4,400 people.

“This new investment continues the transformation of our Craiova facility. The addition of this second vehicle is a testament to the operational flexibility of our plant,” Ford of Europe CEO Steven Armstrong said in the statement.

No date was given for the start of production of the new model, but local media reports quoted 2019 as a possible date.

 


 

Merkel convidada para presidir à inauguração de novo espaço da Bosch em Braga

A chanceler alemã, Angela Merkel, foi convidada para ir a Braga, no dia 30 de maio, para presidir à cerimónia de inauguração de uma nova unidade industrial da multinacional Bosch, que envolveu um investimento de 38 milhões de euros.

in Jornal de Notícias, por Luís Moreira, 22-05-2018


Fontes ligadas ao processo disseram ao JN que a deslocação da governante, que está a ser tratada pela empresa, em cooperação com o Gabinete do Primeiro-Ministro, será acompanhada por António Costa.

A Bosch já tinha anunciado que, em 2018, iniciaria nova expansão do complexo industrial bracarense com a construção de um novo edifício de produção e escritórios, com uma área de 21 mil metros quadrados. Em 2015, tinha assinado um contrato de incentivos financeiros com a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), que viabilizou um investimento de 38 milhões na expansão, modernização e otimização dos processos produtivos concretizado e na fábrica de Braga.

Na ocasião, os responsáveis da Bosch apresentaram os projetos “Cockpit do Futuro” e “Sistemas Informáticos de Gestão em Manutenção”, que estão a ser desenvolvidos em parceria com a Universidade do Minho.

Entre 2013 e 2018, a parceria para inovação e desenvolvimento entre a Bosch e a U. Minho significa um investimento de 73 milhões de euros e envolve mais de 550 profissionais a trabalhar exclusivamente em novas soluções de mobilidade.

A Bosch conta atualmente com 3300 colaboradores em Braga para um volume de vendas de 681 milhões de euros em 2016, valor que crescerá em 2017 e 2018.

 


 

 

Renault Cacia com benefícios em IRC e isenção de imposto selo por investimento em Aveiro

A empresa de produção automóvel Renault Cacia vai ter benefícios no Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Coletivas (IRC) e ficar isenta do imposto de selo, devido ao investimento de 47,9 milhões de euros na fábrica de Aveiro.

in Dinheiro Vivo / Lusa, 22-05-2018


De acordo com um diploma hoje publicado em Diário da República, o Conselho de Ministros aprovou um “contrato fiscal de investimento” entre o Estado, representado pela Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), e a Renault Cacia, atribuindo à empresa “um crédito a título de imposto sobre o rendimento das pessoas coletivas e uma isenção em sede de imposto do selo”.

A resolução, assinada pelo primeiro-ministro, António Costa, tem efeito desde a data da sua aprovação, isto é, desde 10 de maio.

No diploma, o primeiro ministro argumenta que “o investimento produtivo em Portugal, nos mais variados setores, nomeadamente na indústria transformadora, é essencial ao relançamento da economia”.

“Deste modo, considera-se que este projeto de investimento, pelo seu mérito, demonstra especial interesse para a economia nacional e reúne as condições necessárias para a concessão dos incentivos fiscais aos grandes projetos de investimento legalmente previstos”, sustenta.

Em causa está o aumento da capacidade da unidade fabril da Renault Cacia em Aveiro para a produção de uma nova caixa de velocidade e de novos componentes para caixas de velocidade.

O projeto visa a criação de 10 novos postos de trabalho qualificados, podendo ainda levar a mais de 1.250 de postos de trabalho indiretos.

Quanto ao valor do investimento da Renault Cacia, ascende a cerca de 47,9 milhões de euros.

Com este projeto, a empresa prevê atingir em 2026 um volume de vendas e prestação de serviços de cerca de 3,428 mil milhões de euros e um valor acrescentado bruto de 591,6 milhões de euros, isto tendo em conta valores acumulados desde janeiro de 2015.

 


 

 

O Mercado Automóvel

Na perspetiva de Filipe Villas-Boas, Administrador do SLM Group

in Revista Fundição nº 284, Março 2018


INTRODUÇÃO

Não se restringindo ao automóvel, a fundição injetada de ligas de alumínio tem, no entanto, nesta indústria o seu principal cliente (com taxas mundiais a rondar os 80%).

Cliente impositivo em termos de condições de venda, impiedoso em questões de prazos de entrega e flexibilidade nas constantes alterações das quantidades solicitadas, exigente nos aspectos tecnológicos, de desenvolvimento de produto, de standards de qualidade, de ambiente, de segurança, mas também de responsabilidade social.

Resumindo, neste setor só consegue manter-se quem se moderniza permanentemente, quem é competitivo, quem assume o compromisso de querer ir mais longe na satisfação do cliente e, cumulativamente, a exigência sobre a pegada ecológica a nível global.

O MERCADO AUTOMÓVEL

O mercado automóvel mundial apresenta números da ordem dos 93 milhões de unidades, em 2017, e, com perspetivas de crescimento sustentado, prevê, para 2024, atingir os 109 milhões de veículos. O crescimento será mais significativo na região Ásia Pacífico, prevendo-se que a China, com um crescimento previsto de 22%, venha a deter uma fatia de 30% da produção, enquanto na Europa se prevê um crescimento moderado, de cerca de 9%, representando 22% da produção de veículos ligeiros. África aparece como um mercado em expansão, com potencial de crescimento a médio prazo, em países como Marrocos (com quota de produção em crescimento significativo), Argélia ou África do Sul.

É hoje inquestionável para todos os intervenientes que a indústria automóvel enfrenta mudanças profundas. Como vectores dessas mudanças, enumeram-se três factores principais que determinam as tendências da indústria automóvel:

  • Fortes pressões para a redução das emissões de CO2 e de NOx;
  • Emergência de um paradigma de economia de partilha de recursos na área da mobilidade;
  • Emergência de novas tecnologias disponíveis.

As pressões políticas para que, nos maiores aglomerados populacionais, se restrinja as emissões de gases, originam escolhas por veículos menos poluentes, emergindo o carro híbrido ou o eléctrico como opções de mobilidade que já cativaram as massas, sem se preocuparem com a contribuição relativa dos automóveis para a poluição do planeta, comparada com outros sectores de actividade, significativamente mais poluentes do que o transporte individual. Também sem a preocupação de rastrear a energia que alimenta os automóveis eléctricos que pode ter sido obtida através de fontes não renováveis e, portanto, não limpas.

A interoperabilidade entre os vários meios de transporte e o conceito de pau per use apresentam-se como uma tendência crescente de economia de partilha em detrimento da propriedade, originando novos modelos de utilização dos veículos, com potenciais impactos futuros.

A emergência de novos materiais, novas tecnologias e novos processos de fabrico permitirão obter veículos mais leves, menos poluentes e com melhores características funcionais, para além de ganhos de eficiência nos processos.

OS DESAFIOS DO MERCADO AUTOMÓVEL

Assumindo, portanto, o rumo das mudanças no mercado automóvel global, destacam-se alguns dos desafios que impactarão o setor e, portanto os fornecedores de componentes a montante:

  • Motorização – o balanceamento das quotas de mercado entre o carro eléctrico, híbrido plug-in ou tradicional (que por sua vez está em forte alteração tendo em conta a pressão negativa sobre as motorizações a diesel), será a variável que mais impactará o negócio das fundições, tendo em conta a transformação que irá operar-se ao nível das peças actualmente fornecidas. No entanto, o novo paradigma do automóvel constitui também uma oportunidade para as fundições, com relevância para as de ligas leves, tendo em conta a multiplicidade de peças exigidas, sobretudo nos casos de dupla motorização, como os híbridos, bem como a absoluta necessidade de redução de peso, com substituição de peças produzidas em materiais de maior densidade com outros processos produtivos. O aparecimento de novas ligas de alumínio de primeira fusão, que permitem a obtenção de componentes fundidos com elevadas características mecânicas sem tratamento térmico, abre à fundição uma, cada vez maior, presença no automóvel do futuro.
  • Condução autónoma – a condução autónoma é já uma realidade que está a ser testada, esperando-se grandes impactos desta medida.

CONCLUSÃO

A sustentabilidade futura dos fornecedores da indústria automóvel, em particular os de fundição, passa pela assunção, entre outros, dos seguintes desafios:

  • Evolução na cadeia de valor;
  • Integração dos conceitos da Indústria 4.0;
  • Assumindo a melhoria contínua como um comportamento de todos na organização;
  • Exigência de novas competências, que iniciará uma luta pela atração e retenção de talento.

APTIV

Secretária de Estado da Indústria inaugura Centro de Investigação e Desenvolvimento da Aptiv

Em 6º lugar no ranking das maiores empresas exportadoras do país, a Aptiv vai contratar 150 engenheiros até 2019.

in APTIV, 22-05-2018


A Secretária de Estado da Indústria, Ana Teresa Lehmann, vai inaugurar, esta quarta feira, 23 de maio, o Centro de Investigação e Desenvolvimento da APTIV em Braga. A cerimónia decorrerá pelas 11h00, nas instalações da multinacional (R. Max Grundig, 4705-820 Braga).

O novo Centro de Investigação e Desenvolvimento vai envolver a contratação de 150 engenheiros, permitindo que esta unidade, para além de produzir, possa também criar e desenvolver soluções de mobilidade inovadoras para as grandes marcas da indústria automóvel de toda a Europa.

A Aptiv, que ocupa já o 6º lugar no ranking das maiores empresas exportadoras do país, pretende, assim, aumentar a competitividade e a produção da empresa, contribuindo para o reforço da economia regional e nacional.

A sessão de inauguração contará também com a presença do presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio, do presidente da InvestBraga, Carlos Oliveira, do Pro-Reitor da Universidade do Minho, Guilherme Pereira, entre outras personalidades.

Com o novo Centro de Investigação e Desenvolvimento, que será inaugurado no contexto da Semana de Economia da InvestBraga, a Aptiv pretende ainda desenvolver parcerias com instituições locais, nomeadamente Universidades e outros Institutos.


El aluminio en piezas estructurales de vehículos aumentará en un 40% en los próximos años

La reducción de gases contaminantes al ambiente es uno de los caballos de batalla del sector de automoción y la disminución del peso de los vehículos tiene mucho que ver con este propósito.

in AutoRevista, 21-05-2018


En este sentido, desde el Centro Tecnológico de Catalunya, Eurecat, se ha resaltado la importancia de la utilización de la técnica de fundición inyectada y del aluminio en las piezas estructurales de los vehículos, como por ejemplo el chasis. Según señala el jefe de Línea de Aleaciones Ligeras de la Unidad de Materiales Metálicos de Eurecat, Manel da Silva, en los próximos cinco años aumentará en un 40% en sustitución del acero.

Da Silva explica que explica que la fosa inyectada y las aleaciones de aluminio “se están usando en piezas cada vez más complejas y de mayores requerimientos mecánicos” y remarca que esta técnica de producción, en la que un material fundido se inyecta en un molde para que tome forma, “es más económica que la tecnología de estampación de acero usada hasta ahora”. El experto coincide en señalar que “existe una tendencia en el sector de la automoción para sustituir piezas que antes se hacían en acero por materiales más ligeros y de una sola pieza”, hecho que aumenta la competitividad del fabricante a la vez que abarata el precio para el consumidor.

El jefe de Línea de Aleaciones Ligeras de la Unidad de Materiales Metálicos de Eurecat también expone que, en la última década, han aumentado alrededor de un 8% anual el número de piezas de vehículos fabricadas con fosa inyectada y aluminio, técnica que actualmente se usa en piezas como la shock power, que une la suspensión con el chasis del vehículo.

En este sentido, la Unidad de Materiales Metálicos de Eurecat trabaja desde hace cuatro años en definir la metodología para optimizar el tratamiento térmico de las piezas estructurales en el sector de la automoción. El centro Tecnio es el único de Cataluña que trabaja con esta metodología, que actualmente ofrece a empresas del sector.

Fundición inyectada

En Cerdanyola del Vallès se ha celebrado en este mes de mayo una jornada profesional en la que expertos del sector han expuesto los últimos avances en el ámbito de la fundición inyectada. En el acto se presentaron casos de tecnología puntera por fundición inyectada asistida por vacío, nuevas aleaciones con mejores propiedades y más fáciles de conformar o tratamientos térmicos de los materiales metálicos que implementa Eurecat.