Merkel convidada para presidir à inauguração de novo espaço da Bosch em Braga

A chanceler alemã, Angela Merkel, foi convidada para ir a Braga, no dia 30 de maio, para presidir à cerimónia de inauguração de uma nova unidade industrial da multinacional Bosch, que envolveu um investimento de 38 milhões de euros.

in Jornal de Notícias, por Luís Moreira, 22-05-2018


Fontes ligadas ao processo disseram ao JN que a deslocação da governante, que está a ser tratada pela empresa, em cooperação com o Gabinete do Primeiro-Ministro, será acompanhada por António Costa.

A Bosch já tinha anunciado que, em 2018, iniciaria nova expansão do complexo industrial bracarense com a construção de um novo edifício de produção e escritórios, com uma área de 21 mil metros quadrados. Em 2015, tinha assinado um contrato de incentivos financeiros com a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), que viabilizou um investimento de 38 milhões na expansão, modernização e otimização dos processos produtivos concretizado e na fábrica de Braga.

Na ocasião, os responsáveis da Bosch apresentaram os projetos “Cockpit do Futuro” e “Sistemas Informáticos de Gestão em Manutenção”, que estão a ser desenvolvidos em parceria com a Universidade do Minho.

Entre 2013 e 2018, a parceria para inovação e desenvolvimento entre a Bosch e a U. Minho significa um investimento de 73 milhões de euros e envolve mais de 550 profissionais a trabalhar exclusivamente em novas soluções de mobilidade.

A Bosch conta atualmente com 3300 colaboradores em Braga para um volume de vendas de 681 milhões de euros em 2016, valor que crescerá em 2017 e 2018.

 


 

 

Renault Cacia com benefícios em IRC e isenção de imposto selo por investimento em Aveiro

A empresa de produção automóvel Renault Cacia vai ter benefícios no Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Coletivas (IRC) e ficar isenta do imposto de selo, devido ao investimento de 47,9 milhões de euros na fábrica de Aveiro.

in Dinheiro Vivo / Lusa, 22-05-2018


De acordo com um diploma hoje publicado em Diário da República, o Conselho de Ministros aprovou um “contrato fiscal de investimento” entre o Estado, representado pela Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), e a Renault Cacia, atribuindo à empresa “um crédito a título de imposto sobre o rendimento das pessoas coletivas e uma isenção em sede de imposto do selo”.

A resolução, assinada pelo primeiro-ministro, António Costa, tem efeito desde a data da sua aprovação, isto é, desde 10 de maio.

No diploma, o primeiro ministro argumenta que “o investimento produtivo em Portugal, nos mais variados setores, nomeadamente na indústria transformadora, é essencial ao relançamento da economia”.

“Deste modo, considera-se que este projeto de investimento, pelo seu mérito, demonstra especial interesse para a economia nacional e reúne as condições necessárias para a concessão dos incentivos fiscais aos grandes projetos de investimento legalmente previstos”, sustenta.

Em causa está o aumento da capacidade da unidade fabril da Renault Cacia em Aveiro para a produção de uma nova caixa de velocidade e de novos componentes para caixas de velocidade.

O projeto visa a criação de 10 novos postos de trabalho qualificados, podendo ainda levar a mais de 1.250 de postos de trabalho indiretos.

Quanto ao valor do investimento da Renault Cacia, ascende a cerca de 47,9 milhões de euros.

Com este projeto, a empresa prevê atingir em 2026 um volume de vendas e prestação de serviços de cerca de 3,428 mil milhões de euros e um valor acrescentado bruto de 591,6 milhões de euros, isto tendo em conta valores acumulados desde janeiro de 2015.

 


 

 

O Mercado Automóvel

Na perspetiva de Filipe Villas-Boas, Administrador do SLM Group

in Revista Fundição nº 284, Março 2018


INTRODUÇÃO

Não se restringindo ao automóvel, a fundição injetada de ligas de alumínio tem, no entanto, nesta indústria o seu principal cliente (com taxas mundiais a rondar os 80%).

Cliente impositivo em termos de condições de venda, impiedoso em questões de prazos de entrega e flexibilidade nas constantes alterações das quantidades solicitadas, exigente nos aspectos tecnológicos, de desenvolvimento de produto, de standards de qualidade, de ambiente, de segurança, mas também de responsabilidade social.

Resumindo, neste setor só consegue manter-se quem se moderniza permanentemente, quem é competitivo, quem assume o compromisso de querer ir mais longe na satisfação do cliente e, cumulativamente, a exigência sobre a pegada ecológica a nível global.

O MERCADO AUTOMÓVEL

O mercado automóvel mundial apresenta números da ordem dos 93 milhões de unidades, em 2017, e, com perspetivas de crescimento sustentado, prevê, para 2024, atingir os 109 milhões de veículos. O crescimento será mais significativo na região Ásia Pacífico, prevendo-se que a China, com um crescimento previsto de 22%, venha a deter uma fatia de 30% da produção, enquanto na Europa se prevê um crescimento moderado, de cerca de 9%, representando 22% da produção de veículos ligeiros. África aparece como um mercado em expansão, com potencial de crescimento a médio prazo, em países como Marrocos (com quota de produção em crescimento significativo), Argélia ou África do Sul.

É hoje inquestionável para todos os intervenientes que a indústria automóvel enfrenta mudanças profundas. Como vectores dessas mudanças, enumeram-se três factores principais que determinam as tendências da indústria automóvel:

  • Fortes pressões para a redução das emissões de CO2 e de NOx;
  • Emergência de um paradigma de economia de partilha de recursos na área da mobilidade;
  • Emergência de novas tecnologias disponíveis.

As pressões políticas para que, nos maiores aglomerados populacionais, se restrinja as emissões de gases, originam escolhas por veículos menos poluentes, emergindo o carro híbrido ou o eléctrico como opções de mobilidade que já cativaram as massas, sem se preocuparem com a contribuição relativa dos automóveis para a poluição do planeta, comparada com outros sectores de actividade, significativamente mais poluentes do que o transporte individual. Também sem a preocupação de rastrear a energia que alimenta os automóveis eléctricos que pode ter sido obtida através de fontes não renováveis e, portanto, não limpas.

A interoperabilidade entre os vários meios de transporte e o conceito de pau per use apresentam-se como uma tendência crescente de economia de partilha em detrimento da propriedade, originando novos modelos de utilização dos veículos, com potenciais impactos futuros.

A emergência de novos materiais, novas tecnologias e novos processos de fabrico permitirão obter veículos mais leves, menos poluentes e com melhores características funcionais, para além de ganhos de eficiência nos processos.

OS DESAFIOS DO MERCADO AUTOMÓVEL

Assumindo, portanto, o rumo das mudanças no mercado automóvel global, destacam-se alguns dos desafios que impactarão o setor e, portanto os fornecedores de componentes a montante:

  • Motorização – o balanceamento das quotas de mercado entre o carro eléctrico, híbrido plug-in ou tradicional (que por sua vez está em forte alteração tendo em conta a pressão negativa sobre as motorizações a diesel), será a variável que mais impactará o negócio das fundições, tendo em conta a transformação que irá operar-se ao nível das peças actualmente fornecidas. No entanto, o novo paradigma do automóvel constitui também uma oportunidade para as fundições, com relevância para as de ligas leves, tendo em conta a multiplicidade de peças exigidas, sobretudo nos casos de dupla motorização, como os híbridos, bem como a absoluta necessidade de redução de peso, com substituição de peças produzidas em materiais de maior densidade com outros processos produtivos. O aparecimento de novas ligas de alumínio de primeira fusão, que permitem a obtenção de componentes fundidos com elevadas características mecânicas sem tratamento térmico, abre à fundição uma, cada vez maior, presença no automóvel do futuro.
  • Condução autónoma – a condução autónoma é já uma realidade que está a ser testada, esperando-se grandes impactos desta medida.

CONCLUSÃO

A sustentabilidade futura dos fornecedores da indústria automóvel, em particular os de fundição, passa pela assunção, entre outros, dos seguintes desafios:

  • Evolução na cadeia de valor;
  • Integração dos conceitos da Indústria 4.0;
  • Assumindo a melhoria contínua como um comportamento de todos na organização;
  • Exigência de novas competências, que iniciará uma luta pela atração e retenção de talento.

APTIV

Secretária de Estado da Indústria inaugura Centro de Investigação e Desenvolvimento da Aptiv

Em 6º lugar no ranking das maiores empresas exportadoras do país, a Aptiv vai contratar 150 engenheiros até 2019.

in APTIV, 22-05-2018


A Secretária de Estado da Indústria, Ana Teresa Lehmann, vai inaugurar, esta quarta feira, 23 de maio, o Centro de Investigação e Desenvolvimento da APTIV em Braga. A cerimónia decorrerá pelas 11h00, nas instalações da multinacional (R. Max Grundig, 4705-820 Braga).

O novo Centro de Investigação e Desenvolvimento vai envolver a contratação de 150 engenheiros, permitindo que esta unidade, para além de produzir, possa também criar e desenvolver soluções de mobilidade inovadoras para as grandes marcas da indústria automóvel de toda a Europa.

A Aptiv, que ocupa já o 6º lugar no ranking das maiores empresas exportadoras do país, pretende, assim, aumentar a competitividade e a produção da empresa, contribuindo para o reforço da economia regional e nacional.

A sessão de inauguração contará também com a presença do presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio, do presidente da InvestBraga, Carlos Oliveira, do Pro-Reitor da Universidade do Minho, Guilherme Pereira, entre outras personalidades.

Com o novo Centro de Investigação e Desenvolvimento, que será inaugurado no contexto da Semana de Economia da InvestBraga, a Aptiv pretende ainda desenvolver parcerias com instituições locais, nomeadamente Universidades e outros Institutos.


El aluminio en piezas estructurales de vehículos aumentará en un 40% en los próximos años

La reducción de gases contaminantes al ambiente es uno de los caballos de batalla del sector de automoción y la disminución del peso de los vehículos tiene mucho que ver con este propósito.

in AutoRevista, 21-05-2018


En este sentido, desde el Centro Tecnológico de Catalunya, Eurecat, se ha resaltado la importancia de la utilización de la técnica de fundición inyectada y del aluminio en las piezas estructurales de los vehículos, como por ejemplo el chasis. Según señala el jefe de Línea de Aleaciones Ligeras de la Unidad de Materiales Metálicos de Eurecat, Manel da Silva, en los próximos cinco años aumentará en un 40% en sustitución del acero.

Da Silva explica que explica que la fosa inyectada y las aleaciones de aluminio “se están usando en piezas cada vez más complejas y de mayores requerimientos mecánicos” y remarca que esta técnica de producción, en la que un material fundido se inyecta en un molde para que tome forma, “es más económica que la tecnología de estampación de acero usada hasta ahora”. El experto coincide en señalar que “existe una tendencia en el sector de la automoción para sustituir piezas que antes se hacían en acero por materiales más ligeros y de una sola pieza”, hecho que aumenta la competitividad del fabricante a la vez que abarata el precio para el consumidor.

El jefe de Línea de Aleaciones Ligeras de la Unidad de Materiales Metálicos de Eurecat también expone que, en la última década, han aumentado alrededor de un 8% anual el número de piezas de vehículos fabricadas con fosa inyectada y aluminio, técnica que actualmente se usa en piezas como la shock power, que une la suspensión con el chasis del vehículo.

En este sentido, la Unidad de Materiales Metálicos de Eurecat trabaja desde hace cuatro años en definir la metodología para optimizar el tratamiento térmico de las piezas estructurales en el sector de la automoción. El centro Tecnio es el único de Cataluña que trabaja con esta metodología, que actualmente ofrece a empresas del sector.

Fundición inyectada

En Cerdanyola del Vallès se ha celebrado en este mes de mayo una jornada profesional en la que expertos del sector han expuesto los últimos avances en el ámbito de la fundición inyectada. En el acto se presentaron casos de tecnología puntera por fundición inyectada asistida por vacío, nuevas aleaciones con mejores propiedades y más fáciles de conformar o tratamientos térmicos de los materiales metálicos que implementa Eurecat.

 


 

 

15 anos de confiança na Injex

Aos 15 anos, a Injex revela sinais de grande vitalidade e visão de futuro. A empresa famalicense, produtora dos símbolos das principais marcas de automóveis, aproveitando o contexto do aniversário, refrescou o logótipo que agora inclui a mensagem “15 years of reliability”, sublinhando assim a sua capacidade para construir e manter parcerias de confiança.

in Famalicão Made In, 18-05-2018


Os números, sobretudo os que apresenta desde 2013, não só atestam o crescimento, como comprovam a sustentabilidade da empresa para o futuro. Com 35 colaboradores (mais 300% face a 2013), a Injex terminou 2017 com um volume de vendas de 1,3 milhões de euros (mais 265% relativamente a 2013) e tem em curso um investimento produtivo na ordem dos 1,5 milhões de euros. A capacidade produtiva instalada aumentou 100%.

Embora de pequena em dimensão, a Injex chega aos quatro cantos do mundo e está presente no quotidiano de milhões de pessoas, sendo o core business da empresa de Vilarinho das Cambas a injeção de peças técnicas e termo plásticos para a indústria automóvel.

Os seus produtos estão presente nas linhas de montagem dos grandes fabricantes do exigente cluster automóvel, como sejam a Porsche, a Range Rover, a Jaguar, a Audi, a VW, a Skoda, a Opel, a Peugeot, a Citroën, a Renault, a Volvo, a Alpine, a Alfa Romeo, a Vauxhall e a Chevrolet.

A Injex lidera também processos de inovação disruptiva, em colaboração com entidades do sistema científico nacional, tendo como objetivo colocar no mercado global novos produtos e processos.

 


 

AFIA participou nas XVI Conferências de Valença

Dando Continuidade a uma iniciativa que visa a interacção com a comunidade socioeconómica, a Câmara Municipal de Valença e a Escola Superior de Ciências Empresariais promoveram, 10 de Maio, as XVI Conferências de Valença, subordinadas ao tema “Estratégias para o Desenvolvimento da Euro-região”.

in AFIA, 18-05-2018


Adolfo Silva, Director da AFIA, foi uma dos oradores convidados numa mesa redonda que debateu a “Economia: O (futuro) do sector automóvel e o desenvolvimento da Euro-região”.

Além de Adolfo Silva participaram:

  • Gonçalo Lobo Xavier – Assessor do Conselho de Administração da AIMMAP – Associação dos Industriais Metalúrgicos, Metalomecânicos e Afins de Portugal
  • José Enrique Ares Gómez – Professor Catedrático no Departamento de Fabricação da Universidade Vigo
  • Luís Ceia – Presidente da CEVAL – Confederação Empresarial do Alto Minho

 

O debate foi moderado por Joám José Santamaria Conde – Colégio de Economistas de Pontevedra.

 


 

Promoção da auto-estima da fundição: “Ficámo-nos ou vamos a isto?”

Fazer da fundição o paradigma da economia circular em Portugal e promover a auto-estima de quem investe e labora nesta indústria são duas das linhas orientadoras do plano estratégico do sector, que tem apenas 40 empresas e exporta 90% das vendas de mais de 600 milhões de euros.

in Jornal de Negócios, por Rui Neves, 17-05-2018


“Uma indústria com uma expressão económica não muito significativa, se se quiser afirmar, precisa de uma estratégia que é tão mais necessária quanto o número de empresas for diminuto e a diversidade entre elas, de especialização ou dimensão, grande. É o caso da fundição”, começou por afirmar o economista Alberto Castro, no Congresso Nacional de Fundição, que decorre esta quinta-feira, 17 de Maio, no edifício da Alfândega do Porto.

 

“Se quiser ser protagonista, a fundição tem de construir um desígnio comum”, defendeu Alberto Castro, director do Centro de Estudos de Gestão e Economia Aplicada da Universidade Católica e responsável pela equipa que elaborou o plano estratégico desta indústria.

 

Numa pequena análise SWOT, identificou, como fraquezas do sector, a sua “pequena dimensão” – com cerca de 40 empresas, na sua maioria PME -, “reduzida visibilidade e influência, fragilidade da imagem, multiplicidade de especializações e dificuldade em reter e captar trabalhadores”. Entre as ameaças, destaca-se a “intensificação da concorrência internacional.

 

No capítulo das forças, estamos perante um sector “angular”, com “algumas unidades de referência” e uma “estrutura financeira razoavelmente sólida”, reconhecido pela sua “tradição e resiliência, bem como com “capacidade de competir e exportar”.

 

Já a economia circular encabeça a lista de oportunidades do sector. “Fazer da fundição portuguesa o paradigma da economia circular em Portugal” é, aliás, a grande “ambição” do plano estratégico desta indústria.

 

“Promover a auto-estima de quem investe e labora no sector, dar visibilidade ao que de bem e bom já se faz e comunicar melhor e melhorar a imagem” desta actividade são três dos vectores a precisar de ser trabalhados.

 

“Bandeira única: Uma indústria exemplar”

 

Tendo como “bandeira única: Uma indústria exemplar”, a Associação Portuguesa de Fundição (APF), que encomendou o documento, deverá agora dar sequência a um plano de acção para concretizar a ambição traçada.

 

De acordo com as orientações apresentadas por Alberto Castro, o plano de acção deverá conter, entre outras, “iniciativas no plano da ‘inteligência económica e análise de conjuntura, comunicação e imagem, formação e recrutamento, condições de produção e trabalho”.

 

Ambição excessiva? “Há quem se tenha tornado na indústria mais sexy da Europa”, atirou Alberto Castro, numa alusão ao sector português do calçado.

 

“Houve várias estratégias ambiciosas que falharam. Mas nunca houve uma estratégia ‘modestinha’ que tenha produzido grandes resultados”, alertou.

 

E terminou a sua apresentação com um toque a reunir dos industriais portugueses da fundição: “Como se diz cá por cima: ficámo-nos ou vamos a isto?”

 

De acordo com a APF, a indústria portuguesa de fundição fechou 2017 com “uma facturação de 602 milhões de euros”, mais 21 milhões do que no ano anterior, com as exportações a valer perto de 90% do total, e “emprega mais de 6.200 mil trabalhadores”.

 

A indústria automóvel, com destaque para o mercado europeu, é o principal cliente do sector, representando quase 80% da facturação.

 


 

CO2 targets for trucks are seriously challenging – Smart strategy for emission reduction is necessary

The European Commission has proposed today for the first time binding EU emission standards for trucks. The proposal contains a reduction of CO2 emissions from trucks by 15% in 2025 against a 2019 baseline and at least 30% in 2030. The parameter recognises payload and mileage and is expressed as the number of grams CO2 per tonne kilometre (g/tkm). A fine of 50€ per g/tkm will be imposed on manufacturers which miss the target. A bonus will be awarded for vehicles emitting 350g CO2/km or less.

 

in CLEPA, 17-05-2018


Sigrid de Vries, Secretary General of CLEPA comments: “The Commission has made a seriously challenging proposal today to help ensure that the transport sector fulfils its contributions towards the Paris agreement. Automotive suppliers actively support realistically ambitious targets and are key contributors to vehicle innovation in pursuit of safe, sustainable and smart mobility. However, the sector urges policy makers to maintain technology neutrality in the regulation and opt for a smart strategy in reducing CO2 emissions which reconciles European competitiveness and environmental protection.”

 

Highly ambitious CO? and fuel consumption reduction will only be possible with strong electrification of the fleet as well as additional policy measures, for example by strengthening the uptake of alternative fuels such as CNG (Compressed Natural Gas) and LNG (Liquified Natural Gas), paving the way for climate-neutral synthetic fuels, incentivising eco-innovations, improving infrastructure and rolling out intelligent traffic and transportation systems. Regulation should reward emission reductions, regardless of how these are achieved.

 

The automotive supply industry argues in favour of making the next steps towards a Well-to-Wheel approach and, in a further stage, Life-Cycle Assessment to take into account the carbon performance of fuels, energy source and vehicle manufacturing, address CO2 emissions beyond the tailpipe and reap the full benefits of technology neutrality. Furthermore, targets need to reflect the different transport tasks and the particularities of vehicle classes and powertrains. The industry also underlines the need to use robust data. CLEPA supports the VECTO tool, but the proposed reduction baseline of 2019 raises concerns as very little time will be left between the availability of the data and the application of the mid-term target. The inclusion of supercredits is seen as positive as it incentivises alternative powertrain technologies and adds flexibility towards meeting the targets.

 

Europe is a world leader in manufacturing efficient trucks with best-in-class technology. The regulatory framework should facilitate progress towards even higher efficiency, without prescribing specific technology.

 


 

Europe on the Move: Commission completes its agenda for safe, clean and connected mobility

The Juncker Commission is undertaking the third and final set of actions to modernise Europe’s transport system.

in European Commission, 17-05-2018


In his State of the Union address of September 2017, President Juncker set out a goal for the EU and its industries to become a world leader in innovation, digitisation and decarbonisation. Building on the previous ‘Europe on the Move’ of May and November 2017, the Juncker Commission is today putting forward a third and final set of measures to make this a reality in the mobility sector. The objective is to allow all Europeans to benefit from safer traffic, less polluting vehicles and more advanced technological solutions, while supporting the competitiveness of the EU industry. To this end, today’s initiatives include an integrated policy for the future of road safety with measures for vehicles and infrastructure safety; the first ever CO2 standards for heavy-duty vehicles; a strategic Action Plan for the development and manufacturing of batteries in Europe and a forward-looking strategy on connected and automated mobility. With this third ‘Europe on the Move’, the Commission is completing its ambitious agenda for the modernisation of mobility.

Vice-President responsible for Energy Union, Maroš Šef?ovi? said: “Mobility is crossing a new technological frontier. With this final set of proposals under the Energy Union, we help our industry stay ahead of the curve. By producing key technological solutions at scale, including sustainable batteries, and deploying key infrastructure, we will also get closer to a triple zero: emissions, congestion and accidents.”

Commissioner for Climate Action and Energy, Miguel Arias Cañete said: “All sectors must contribute to meet our climate commitments under the Paris Agreement. That’s why, for the first time ever, we are proposing EU standards to increase fuel efficiency and reduce emissions from new heavy-duty vehicles. These standards represent an opportunity for European industry to consolidate its current leadership position on innovative technologies.”

Commissioner for Transport, Violeta Bulc said: “Over the past year, this Commission has put forward initiatives addressing the challenges of today and paving the way for the mobility of tomorrow. Today’s measures constitute a final and important push so that Europeans can benefit from safe, clean and smart transport. I am inviting the Member States and the Parliament to live up to our level of ambition.”

Commissioner for Internal Market, Industry, Entrepreneurship and SMEs, El?bieta Bie?kowska said: “90% of road accidents are due to human error. The new mandatory safety features we propose today will reduce the number of accidents and pave the way for a driverless future of connected and automated driving.”

With today’s initiatives, the Commission aims to ensure a smooth transition towards a mobility system which is safe, clean and connected & automated. Through these measures, the Commission is also shaping an environment allowing EU companies to manufacture the best, cleanest and most competitive products.

Safe mobility

While road fatalities have more than halved since 2001, 25,300 people still lost their lives on EU roads in 2017 and another 135,000 were seriously injured. The Commission is therefore taking measures with strong EU added-value to contribute to safe roads and to a Europe that protects. The Commission is proposing that new models of vehicles are equipped with advanced safety features, such as advanced emergency braking, lane-keeping assist system or pedestrian and cyclists’ detection systems for trucks (see full list here). In addition, the Commission is helping Member States to systematically identify dangerous road sections and to better target investment. These two measures could save up to 10,500 lives and avoid close to 60,000 injuries over 2020-2030, thereby contributing to the EU’s long-term goal of moving close to zero fatalities and serious injuries by 2050 (“Vision Zero”).

Clean Mobility

The Commission is completing its agenda for a low-emission mobility system by putting forward the first ever CO2 emissions standards for heavy-duty vehicles. In 2025, average CO2 emissions from new trucks will have to be 15% lower than in 2019. For 2030, an indicative reduction target of at least 30% compared to 2019 is proposed. These targets are consistent with the EU’s commitments under the Paris Agreement and will allow transport companies – mostly SMEs – to make significant savings thanks to lower fuel consumption (€25,000 over five years). To allow for further CO2 reductions, the Commission is making it easier to design more aerodynamic trucks and is improving labelling for tyres. In addition, the Commission is putting forward a comprehensive action plan for batteries that will help create a competitive and sustainable battery “ecosystem” in Europe.

Connected & Automated Mobility

Cars and other vehicles are increasingly equipped with driver assistance systems, and fully autonomous vehicles are just around the corner. Today, the Commission is proposing a strategy aiming to make Europe a world leader for fully automated and connected mobility systems. The strategy looks at a new level of cooperation between road users, which could potentially bring enormous benefits for the mobility system as a whole. Transport will be safer, cleaner, cheaper and more accessible to the elderly and to people with reduced mobility. In addition, the Commission is proposing to establish a fully digital environment for information exchange in freight transport. This will cut red tape and facilitate digital information flows for logistic operations.

Background

This third Mobility Package delivers on the new industrial policy strategy of September 2017 and completes the process initiated with the 2016 Low Emission Mobility Strategy and the previous Europe on the Move packages from May and November 2017. All these initiatives form a single set of consistent policies addressing the many interlinked facets of our mobility system. Today’s package consists of:

A Communication outlining a new road safety policy framework for 2020-2030. It is accompanied by two legislative initiatives on vehicle and pedestrian safety, and on infrastructure safety management;
A dedicated communication on Connected and Automated Mobility to make Europe a world leader for autonomous and safe mobility systems;
Legislative initiatives on CO2 standards for trucks, on their aerodynamic, on tyre labelling and on a common methodology for fuels price comparison. These are accompanied by a Strategic Action Plan for Batteries. Those measures reaffirm the EU’s objective of reducing greenhouse gas emissions from transport and meeting the Paris Agreement commitments.
Two legislative initiatives establishing a digital environment for information exchange in transport.
A legislative initiative to streamline permitting procedures for projects on the core trans-European transport network (TEN-T).
They are supported by a call for proposals under the Connecting Europe Facility with €450 million available to support projects in the Member States contributing to road safety, digitisation and multimodality. The call will be open until 24 October 2018. Under the CEF Telecom programme there will be an additional €4 million for Cybersecurity for Co-operative Connected and Automated Mobility.