O diesel vai acabar? Talvez, mas não já

A venda de carros elétricos continua a aumentar, mas, em Portugal, só representam 1,8% do total. O gasóleo ainda domina, com mais de metade do mercado, embora esteja a perder terreno

in Expresso, por Abílio Ferreira e Vítor Andrade, ilustração Helder Oliveira, 09-02-2019


A polémica em torno dos carros a gasóleo rebentou há quase duas semanas e levantou grande discussão, que ainda permanece. “Fica bem e, provavelmente, até é politicamente correto dizer-se que somos contra os carros a diesel, mas, no fim do dia, ainda nenhum governo apresentou uma estratégia credível para o sector dos transportes que incentive efetivamente a transição para a mobilidade elétrica.”

É assim que Hélder Pedro, secretário-geral da Associação Automóvel de Portugal (ACAP), sintetiza a questão levantada na sequência das declarações do ministro do Ambiente que apontavam para uma perda do valor comercial dos carros a gasóleo em apenas quatro anos.

Mesmo que houvesse uma política forte de incentivo à transição do diesel para os carros elétricos, “seguramente que, num segundo momento, perante uma perda de receita fiscal no diesel, a carga de impostos seria transferida para a mobilidade elétrica”, acrescenta o mesmo responsável. E, perante isso, “o consumidor não é tonto, sabe fazer contas e é racional no momento da escolha. Obviamente, optará sempre pela melhor relação qualidade/preço e que lhe garanta também as suas necessidades de mobilidade. Ou seja, em suma, o diesel só acaba no dia em que os consumidores assim o decidirem”, conclui o dirigente da ACAP.

Outra forma de fazer baixar a compra de carros a gasóleo, ou mesmo fazer com que essa alternativa deixe de existir, é a indústria, um dia, resolver deixar de os produzir. “Algo que, seguramente, não irá acontecer, pois o racional económico aponta exatamente no contrário”, diz ao Expresso um responsável da indústria que mais exporta em Portugal.

No seu mais recente comunicado de imprensa sobre o assunto, a Volkswagen, na Alemanha, sublinha que, em 2018, as ordens de encomenda para veículos equipados com a mais recente tecnologia diesel representaram 43% do total (contra 39% em 2017). E acrescenta ainda que a procura de veículos a diesel foi particularmente forte entre os clientes privados, onde a quota quase duplicou, de 15% em 2017, para 27% no ano passado.

O DEBATE ESTÁ ACESO MAS CONTINUA MUITO EMOCIONAL

Jürgen Stackmann, membro da direção de vendas da Volkswagen, nota que “na Alemanha, o debate sobre o diesel está emocionalmente aceso e, frequentemente, desvia-se dos factos. No entanto, dada a sua alta eficiência e desempenho, o motor a diesel vai continuar a ser uma tecnologia importante nos próximos anos, especialmente para aqueles que viajam longas distâncias ”.

Recorrendo a um conhecido cliché, Henrique Sánchez, presidente da Associação de Utilizadores de Veículos Elétricos (UVE), ironiza: “A Idade da Pedra não acabou por falta de pedras, portanto o facto de existirem reservas petrolíferas não quer dizer que as tenhamos que utilizar, continuando a agredir o ambiente e a prejudicar gravemente a saúde dos humanos.”

O mesmo responsável admite que os carros com motores de combustão continuarão a existir, “como os cavalos ainda existem”. No entanto, prossegue, “já ninguém utiliza um cavalo para se deslocar para o seu trabalho”.

“Estamos, evidentemente, a caminhar para o fim do diesel.” A sentença não pertence a um ambientalista feroz, mas a Carlos Ghosn, o ex-líder incontestado da aliança Renault-Nissan, um mês antes de ser detido num aeroporto de Tóquio. A Renault foi das marcas pioneiras a enveredar pelo elétrico e já anunciou que abandonará metade dos seus modelos a diesel, focando-se nos híbridos e elétricos.

A própria Volkswagen também já elegeu uma fábrica, em Zwickau, na Alemanha, onde pretende fabricar 330 mil elétricos por ano, tornando-a a maior da Europa para a mobilidade elétrica. A marca germânica investiu €1,2 mil milhões na fábrica de Zwickau apenas com esse propósito.

A generalidade dos construtores suspendeu as pesquisas para novas motorizações a diesel, para se concentrar na mobilidade elétrica. Doze marcas já decretaram a morte dos motores a diesel.

A Mercedes só despertou quando reparou que nos mercados nórdicos fora desalojada pela Tesla no segmento de luxo. A Volvo promete deixar de vender diesel até 2022 e até lá lançará três modelos elétricos. A VW marcou para 2026 o lançamento da sua última versão de motores de combustão — a produção poderá manter-se durante 20 anos.

VW NEO REVOLUCIONA OFERTA ELÉTRICA

O Volkswagen I.D. Neo (início de 2020) vai revolucionar a oferta, propondo mais potência e autonomia por €29 mil. Igualmente importante vai ser a chegada do novo ZOE, ainda este ano, por um valor substancialmente inferior ao atual.

Ou seja, a indústria está atenta à mudança de paradigma, sabe o que são as alterações climáticas e, segundo José Ramos, vice-presidente da ACAP, está a agir de acordo com os protocolos de Quioto e de Paris. Mas também é verdade, segundo o mesmo responsável, que cada marca tem o seu timing. “Umas são mais conservadoras que outras, mas todas sabem que quem manda nisto tudo é o consumidor. É para eles que a indústria produz e irá continuar a produzir.”

Na Alemanha, o país que acolhe alguns grandes construtores mundiais, o combate ao diesel está imparável. Apesar da retoma em 2018, as vendas de carros diesel caíram mais de 40% desde 2015 e a lista de cidades que proíbem parcial ou totalmente carros a gasóleo em certas zonas urbanas não para de crescer. Na lista de 17, encontram-se cidades como Berlim, Hamburgo, Colónia ou Munique. Há 80 centros urbanos que excedem os limites máximos de emissões de gases perigosos. Em Hamburgo, os níveis de óxido de nitrogénio ultrapassam habitualmente os limites fixados pela Comissão Europeia. No Reino Unido, o plano do governo é banir a venda de carros com combustíveis fósseis a partir de 2040. Mas autarcas de cidades como Londres, Liverpool, Manchester ou Newcastle querem que tal aconteça até 2030.

Não obstante a onda de hostilidade, “a verdade é que ainda não há qualquer lei ou norma que proíba os carros a diesel. Na verdade, atualmente poluem menos 30% que os movidos a gasolina e emitem menos 95% de partículas nocivas que há 10 anos”, sublinha Pedro Oliveira, presidente da BP Portugal.

Defende que aos políticos não compete proibir ou discriminar tecnologias, “cabe, isso sim, definir metas e penalizar quem não as cumpra”.

Até 2025, os principais fabricantes mundiais terão no mercado mais de 300 modelos com motorizações eletrificadas, entre híbridos e elétricos puros. A paisagem automóvel mundial está em mudança acelerada e já ninguém investe na pesquisa de novos motores a diesel. Mas quase todas as marcas o fizeram na última década e a Europa reequipou as suas refinarias para a produção de diesel. Só na Península Ibérica investiram-se perto de €10 mil milhões para reduzir as importações de gasóleo.

 


CENÁRIO

UM TERÇO DOS CARROS A DIESEL EM 2025

Um estudo recente da Roland Berger aponta, no cenário extremo de eletrificação de frotas, que o diesel equipará, em 2025, um terço dos carros ligeiros vendidos na Europa e que a sua produção será muito superior à dos elétricos. A consultora antecipa a seguinte composição das vendas em 2025 — carros 100% elétricos: -18%, no máximo; carros com motores de combustão: 80%, no mínimo (18% de carros convencionais a diesel, 33% a gasolina e 29% híbridos). Somando aos modelos convencionais as versões mild hybrid e full hybrid equipadas com motorização diesel, o diesel estará em um terço dos carros vendidos. Os céticos do movimento elétrico advertem que faltam estudos sérios sobre os efeitos ambientais da utilização dos elétricos, em especial no consumo de eletricidade (baseada em combustíveis fósseis), e o impacto das baterias, produzidas com elementos poluentes, a abater anualmente.


 

CUSTO COMPARADO ELÉTRICO VS DIESEL

 

 

 

 

 

 

 

 

“Quadro legal português dificulta adaptação a variações de encomendas”

TOMÁS MOREIRA, PRESIDENTE DA AFIA, AVISA PARA RISCOS PARA EXPORTAÇÕES DE COMPONENTES

in Vida Económica, por Aquiles Pinto, 08-02-2019


 

A indústria portuguesa de componentes automóveis bateu, pelo quinto ano consecutivo, o recorde de volume de negócios em 2018. As vendas globais terão atingido 11,3 mil milhões de euros (uma subida de 8% face a 2017), maioritariamente (83%) canalizadas para os mercados internacionais. A Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel (AFIA) avisa, porém, para riscos de uma inversão desse crescimento exportador. “Ao contrário do que acontece em outros países, o quadro legal português não permite às empresas, de uma forma suficientemente expedita, desburocratizada e sem custos extra, adaptarem a laboração às variações de curto prazo dos fluxos de encomendas, o que lhes causará problemas se o mercado começar a mostrar um comportamento irregular”, explica, em entrevista à “Vida Económica”, Tomás Moreira, presidente da AFIA.

Vida Económica – “Crescimento na Mudança” foi o tema que a AFIA escolheu para o 9º Encontro da Indústria Automóvel, realizado pela AFIA, em Ílhavo, a 23 de janeiro. Porquê?
Tomás Moreira – Com a indústria automóvel portuguesa a manter recordes de crescimento nos últimos anos em termos de exportações, investimento, criação de emprego e volume de negócios, a AFIA alerta para as pressões que o setor sente, fruto das profundas mudanças que está a enfrentar. O tema “Crescimento na Mudança” pretendeu debater e encontrar formas de manter um crescimento sustentado numa altura em que se verifica alguma estagnação do mercado, com incertezas quanto ao crescimento futuro. Neste encontro as entidades relacionadas com a área automóvel trocaram experiências e refletiram sobre os principais temas que envolvem o setor nos nossos dias.

VE – Pode-se afirmar que o setor mudou mais nas duas décadas já decorridas do século XXI do que no século anterior?
TM – A indústria automóvel é pioneira em inovações tecnológicas, sendo que muitas delas são, depois, também absorvidas e replicadas por outras indústrias. O setor investe fortemente em inovação técnica, o que promove uma evolução muito rápida, podendo, de facto, afirmar-se que o ritmo de mudança está a acelerar. E sem dúvida estão a acontecer mutações profundas nos veículos, na sua produção e na mobilidade em geral, designadamente para responder aos desafios da descarbonização, das motorizações alternativas, da condução autónoma, de novos conceitos de mobilidade, da indústria 4.0 e da digitalização da produção e dos veículos.

VE – O setor industrial automóvel português, e em particular o dos componentes, está a acompanhar a mudança?
TM – Os fabricantes de automóveis e os seus fornecedores investem continuamente em tecnologias inovadoras que ofereçam ao mercado automóveis mais seguros e mais automatizados, tendencialmente autónomos, e soluções mais amigas do ambiente. O setor está atento às evoluções e as empresas estão a tomar as decisões necessárias no sentido de se prepararem e adaptarem para as mudanças que se anunciam no médio e longo prazo. Neste momento já produzimos em Portugal componentes para os modelos de carros elétricos mais carismáticos como os BMW i3 e i8, Nissan LEAF ou Renault Zoe.

VE – Como foi 2018 para as empresas associadas da AFIA em termos qualitativos e quantitativos?
TM – A indústria portuguesa de componentes automóveis no ano 2018 bateu, e pelo quinto ano consecutivo, o recorde de volume de negócios. Estimamos que as vendas globais terão atingido 11,3 mil milhões de euros, uma subida de 8% face a 2017. As vendas para o mercado externo terão totalizado 9,4 mil milhões de euros (+6% face a 2017), enquanto as vendas para o mercado nacional terão aumentado 20%, para os 1,9 mil milhões de euros. Em termos de quota, as exportações representam 83% da atividade das empresas, sendo que o mercado nacional absorve os restantes 17%. O mercado nacional cresceu fortemente em 2018, fruto de novos veículos de grande cadência que iniciaram produção nas fábricas da Volkswagen Autoeuropa, em Palmela, e na PSA, em Mangualde, como se sabe. Em termos de volume de emprego, entre 2010 e 2018 foram criados 15 mil novos postos de trabalho. Assim, em 2018, a indústria de componentes automóveis empregava, diretamente, 55 mil pessoas. Em termos de importância na economia nacional, as empresas que integram a indústria de componentes automóveis representam na sua totalidade 5% do PIB, 8% do emprego da indústria transformadora e 16% das exportações nacionais de bens, contribuindo, assim fortemente, para o equilíbrio das contas externas do país. Para 2019 é esperado que o setor se mantenha estável no patamar dos 11 mil milhões de euros.

VE – A AFIA avisou, recentemente, que o crescimento das exportações do setor de componentes para a indústria automóvel pode abrandar fortemente no médio prazo. Quais os principais riscos?
TM – Os sinais do exterior causam alguma apreensão, nomeadamente o novo ciclo de medição do consumo e emissões, o chamado WLTP (“Worldwide Harmonised Light Vehicles Test Procedure”), as restrições/proibições em diversas metrópoles europeias da circulação de carros a diesel, os novos conceitos de mobilidade, tudo isto levará a uma previsível diminuição do volume de carros produzidos na Europa. Ao contrário do que acontece em outros países, o quadro legal português não permite às empresas, de uma forma suficientemente expedita, desburocratizada e sem custos extra, adaptarem a laboração às variações de curto prazo dos fluxos de encomendas, o que lhes causará problemas se o mercado começar a mostrar um comportamento irregular.

VE – Como se podem resolver?
TM – Exportando o grosso da sua produção para mercados totalmente abertos e globalizados e concorrendo livremente com todos os outros países num contexto de enorme competitividade de preços, todas as questões ligadas a custos se revestem de extrema relevância. Apesar de Portugal ter os custos salariais mais baixos da Europa Ocidental, não se pode ignorar que competimos diretamente contra países com custos de trabalho muito inferiores, nomeadamente Marrocos, na nossa zona geográfica direta. Uma inflação dos custos salariais superior à produtividade, assim como qualquer retrocesso na flexibilidade laboral, representariam um agravamento dos fatores de competitividade da economia portuguesa, que nos prejudicam no confronto com os países nossos concorrentes. Também o elevado custo da energia – dos maiores da Europa e incluímos aqui a eletricidade, o gás e os combustíveis líquidos – e a elevada fiscalidade que pesa sobre as empresas têm prejudicado a competitividade destas. As empresas enfrentam a necessidade de investir permanentemente para inovarem, para introduzirem novas tecnologias mais produtivas e para crescerem: o financiamento das empresas é, por isso, outro fator crítico. Todas as possíveis melhorias nestes constrangimentos iriam permitir à indústria de componentes automóveis crescer ainda mais sustentadamente.

 

 

 

 

 

Componentes Automóveis : uma indústria com a inovação no DNA

O ano de 2018 marcou um recorde para a indústria de componentes automóveis : gerou 11,3 milhões de euros e ocupou a imprensa ao garantir que 98% dos automóveis produzidos na Europa têm uma peça portuguesa.  Ora, falamos de um dos sectores mais representativos da economia nacional.

in COMPETE 2020, por Paula Ascenção, 07-02-2019


Falando em números, publicados pela AFIA , em 2018, 235 empresas representam 55 mil postos de trabalho ( 8% do total da indústria transformadora), tiveram um volume de negócios 11,3 milhões de euros (5% do Produto Interno Bruto) e representaram um montante de 9,4 milhões de euros de exportações.

A indústria automóvel nacional é constituída por empresas com um perfil altamente tecnológico, com padrões de grande exigência e rigor. Só com estes parâmetros conseguem ser reconhecidos e fazer a diferença. Uma diferença que se tem notado nos resultados uma vez que nos últimos anos são responsáveis por um crescimento de riqueza acima dos 8%.  Pensar no sector automóvel é pensar numa componente tecnológica e técnica elevadíssima, resultante obviamente de todo um trabalho de Investigação e Inovação (I&I) complexo e apurado que não pode ser dissociado de uma componente emocional e cognitiva relevante especialmente no que respeita a padrões de beleza, design, ergonomia e funcionalidade.

A consolidação do crescimento económico e da criação de emprego constituem os desafios mais relevantes da economia portuguesa e dependem, essencialmente, do reforço da competitividade e inovação das empresas nacionais.

O futuro das empresas dinâmicas depende da aposta na tecnologia, seja ao nível a conceção de ideias novas de serviços e produtos e da operacionalização de centros modernos rentáveis de produção, seja sobretudo ao nível da construção e participação ativa em redes internacionais de comercialização e transação de produtos e serviço. Inovar é fundamental permitindo que as empresas possam aceder a novos mercados, aumentem as suas receitas, realizem novas parcerias, adquiram novos conhecimentos e aumentem o valor das suas marcas.

A inovação tem a capacidade de agregar valor aos produtos de uma empresa, diferenciando-a, ainda que momentaneamente, no ambiente competitivo. Ela é ainda mais importante em mercados com alto nível de competição e cujos produtos são praticamente equivalentes. Aqueles que inovam neste contexto, seja de forma incremental ou radical, de produto, processo ou modelo de negócio, ficam em posição de vantagem em relação aos demais.

Uma indústria que vive da razão e da emoção para produzir o melhor em termos de performance, beleza e detalhe.

Esta semana mostramos-lhe 4 projetos desta sofisticada indústria com uma grande componente de I&I:

 

  • Product in Touch: a exploração da sensação táctil

E se antes do protótipo for possível testar o interior do automóvel ? O projeto propõe-se desenvolver um sistema virtual de haptics num ambiente imersivo de realidade virtual cujo cenário é o interior de um automóvel, onde o utilizador pode tocar e sentir os produtos compósitos sem que estes sejam reais. Este sistema vai  permitir à empresa validar com os utilizadores as suas preferências mesmo antes dos protótipos estarem fisicamente construídos. Para responder ao desafio foi constituído um consórcio do qual faz parte uma empresa, a Edilásio Carreira da Silva, situada na Marinha Grande, e duas entidades do sistema nacional de I&D, o International Iberian Nanotechnology Laboratory (INL), situado em Braga, e o Centro de Computação Gráfica (CCG), situado em Guimarães.

 

  •  TESCO produz de peças para uma inovadora geração de compressores AC elétricos

E de um projeto de I&D nasceu a necessidade de repensar a produção da TESCO. Este projeto consiste na capacitação da empresa  para a produção de uma peça de um produto inovador a nível internacional: um compressor de ar condicionado elétrico para aplicação em veículos com motores eléctricos e híbridos.Atualmente o mercado nacional não tem players que atuem neste sector com uma capacitação tecnológica tão avançada como a proposta neste projeto.

 

  • Novos componentes auto para dar resposta à nova geração de veículos – elétricos e híbridos

A SONAFI pretende, com este projeto, desenvolver novos componentes auto para dar resposta à nova geração de veículos – elétricos e híbridos – por via do aumento considerável do nível de automação, rapidez, eficiência energética e ambiental do seu processo produtivo. Pedro Cardoso, CEO da SONAFI e responsável do projeto, fala do momento crítico que o setor automóvel atravessa “nesta fase de total revolução tecnológica e reinvenção do automóvel” e o papel do COMPETE 2020 neste processo:

“O sector automóvel é, por natureza, um sector extremamente rigoroso, em termos de desenvolvimento, gestão e competitividade, que obriga a investimentos contínuos para suportar estas exigências.

Particularmente no momento em que se encontra o sector, nesta fase de total revolução tecnológica e reinvenção do automóvel, o apoio do “Compete 2020” tem permitido à Sonafi acompanhar os seus clientes no desenvolvimento e produção de novos componentes para sistemas inovadores como motores elétricos, sistemas de travagem regenerativos e sistemas de conversão de energia.

 

  • CONFINSEAT: Desenvolvimento de Pele Artificial com capacidade de Gestão de Calor

TMG Automotive, com o CENTI,  aposta no desenvolvimento de soluções inovadoras de pele artificial com capacidade de gestão de calor e conforto melhorado, com vista a dar resposta às tendências atuais crescentes no âmbito do conforto para o utilizador automóvel durante o tempo que está no interior do veículo.estão previstas duas linhas de I&D em: Revestimentos com capacidade de dissipação/condução e com capacidade de reflexão de calor de forma a melhorar a gestão do calor superficial na interface entre o utilizador e o estofo, evitando o sobreaquecimento, e a criação e canais estruturais para melhoria do conforto. Adicionalmente será também dada atenção à identificação de tratamentos antimicrobianos para o material desenvolvido e para as camadas complementares (têxteis) com vista à melhoria do desempenho global do material.

 

 

Diesel faces another blow as taxes rise in Europe

For decades governments within the European Union have taxed diesel at a lower rate than rival gasoline, but that advantage is eroding fast as they seek to clean up the environment, and the fallout from Volkswagen Group’s emissions-cheating scandal rumbles on more than three years after it happened.

in Automotive News Europe, by  Bill Lehane | Bloomberg, 07-02-2019


The shift illustrates a fundamental change in the treatment of a fuel that has long been favored across the continent.

“We expect diesel tax to continue to go up in Europe,” said Mark Williams, an analyst at energy consultancy Wood Mackenzie in London. “The bigger markets are going that way, where diesel tax is increasing at a faster rate than gasoline.”

Across the EU, diesel’s average tax discount compared with gasoline has eroded by about a third since 2015, to 12.5-euro cents a liter, according to Bloomberg calculations from European Commission data. At the pump, gasoline’s average price premium across the EU has shrunk to just 3 cents a liter, the lowest since 2008, separate figures show.

Within the past year, diesel taxes in countries including Belgium, France, Lithuania, Poland and Portugal have risen by more than the price change in gasoline taxes. In the UK, diesel and gasoline taxes as a share of the total cost of fuel are nearly equal, according to the EU.

Since the 1970s, gasoline has attracted higher taxes than diesel in Europe, according to Fuels Europe, which represents the continent’s oil refiners. Governments favored lower diesel taxes as a way to help European automakers compete against gasoline-vehicle imports, to support the commercial trucking industry and because of the greater fuel efficiency of diesel engines, according to Alain Mathuren, a spokesman for the group.

Diesel scandal

However, public perception has started to turn against diesel, amid rising concerns about the health and environmental effects of fuel emissions. In recent years, some local governments, notably in Germany, have discouraged the use of diesel vehicles to focus on improving air quality.

In addition, the 2015 emissions scandal — when it emerged that VW Group had been misleading regulators and buyers by using software to suppress emissions during tests — has muted demand for diesel vehicles.

“Dieselgate and the related urban air quality concerns have totally changed the picture,” said Mathuren. “The demonization of diesel is a reality that in our opinion is totally unjustified” for engines that comply with EU emissions limits, he said.

He noted that while diesel prices have risen within the last year, those for gasoline have declined amid a global glut of the latter fuel.

While the convergence of tax rates on gasoline and diesel is a possibility, consumers are pushing back on higher costs, according to Koen Wessels, an analyst at London-based Energy Aspects. “France is already trying to implement it — though not without resistance.”

Yellow Vests

In December, France dropped plans to introduce more fossil-fuel taxes after fuel taxes levied last year helped spark widespread protests by the so-called Yellow Vests. The measures were also criticized by industry group UFIP, which said fuel sales fell in France in 2018 as drivers crossed into neighboring countries to fill up their tanks and avoid paying the higher taxes.

Because the price of diesel at the pump is volatile and influenced by swings in the global oil market, a tax increase may not always translate to a higher pump price, according to Wessels.

“Governments are trending towards discouraging the use of diesel, and rising fuel duty will definitely play a part in this, but whether this will lead to a visible effect at the pump remains to be seen,” he said.

 

Product in Touch: a exploração da sensação táctil

Cofinanciado pelo COMPETE 2020, o projeto propõe-se desenvolver um sistema virtual de haptics num ambiente imersivo de realidade virtual cujo cenário é o interior de um automóvel, onde o utilizador pode tocar e sentir os produtos compósitos sem que estes sejam reais.
in COMPETE, por Cátia Silva Pinto, 06-02-2019

1. Sìntese
O projeto Product in Touch resulta da iniciativa da empresa líder deste consórcio (Edilásio Carreira da Silva) em conjunto com os demais copromotores (INL – International Iberian Nanotechnology Laboratory e o CCG – Centro de Computação Gráfica), que tendo reconhecido uma área de desenvolvimento procurada a nível mundial por várias entidades científicas e empresariais associada a tecnologia de haptics aplicada aos materiais, procurou identificar qual o potencial de aplicação das tecnologias haptics ao conjunto dos seus produtos, tendo surgido como setor de maior potencial de aplicação o automóvel.
O projeto propõe-se desenvolver um sistema virtual de haptics num ambiente imersivo de realidade virtual cujo cenário é o interior de um automóvel, onde o utilizador pode tocar e sentir os produtos compósitos sem que estes sejam reais.
A relevância do sistema virtual de haptics é tal que irá permitir à empresa validar com os utilizadores as suas preferências mesmo antes dos protótipos estarem fisicamente construídos. Trata-se de um sistema que irá revolucionar a forma como a indústria de compósitos desenvolve os seus protótipos, com benefícios muito superiores aqueles que foram preconizados pela introdução da impressão 3D neste setor.
2. Sobre o Projeto Product in Touch
2.1 Enquadramento
Os fabricantes automóveis e terceiros envolvidos no ciclo de desenvolvimento de produtos estâo cada vez mais interessados na exploração das sensações tácteis relacionadas com as preferências dos clientes face ao produto, no que respeita à percepção de segurança, funcionalidade e qualidade. De facto, os produtos estão cada vez mais associados aos estilos de vida dos utilizadores pelo que a sua usabilidade, relacionada sobretudo com a funcionalidade e comando de tarefas, tem sido integrada para melhorar a qualidade percebida e satisfação do utilizador. Foi demonstrado que a avaliação de um produto pelo cliente é guiada pelos cinco sentidos humanos, onde o toque é o principal sentido que reforça a tomada de decisões quanto à aquisição de um produto. Para além disso, foi provado por diversos estudos de psicofísica e neurociência que a sensação agradável transmitida pela percepção táctil afeta a avaliação dos utilizadores não só quanto à estética e ergonomia, mas também quanto à percepção de qualidade do produto.
2.2 Âmbito
O projeto Product in Touch visa o desenvolvimento de uma solução virtual de haptics que permite ao utilizador interagir virtualmente com os materiais (neste caso concreto plásticos e compósitos) recebendo feedback tactil sobre os materiais em que toca.
Para tal foi constituído um consórcio do qual faz parte uma empresa, a Edilásio Carreira da Silva, situada na Marinha Grande, e duas entidades do sistema nacional de I&D, o International Iberian Nanotechnology Laboratory (INL), situado em Braga, e o Centro de Computação Gráfica (CCG), situado em Guimarães.
No projeto o foco reside na exploração da sensação táctil para o design de componentes específicos integrados no interior de automóveis, onde se propõe alcançar os seguintes resultados:
• Um sensor tátil para extrair características táteis de componentes plásticos reais;
• Correlacionar a sensação táctil e características dos objetos para melhorar a verificação de qualidade do produto na moldagem de componentes plásticos e corresponder à satisfação do cliente;
• Um método avançado de prototipagem virtual baseado na estimulação multissensorial para integrar o feedback dos clientes na verificação da qualidade e preferência do produto, de forma virtual, antes de entrar na fase de moldagem por injeção de componentes plásticos.
2.3 Resultados Esperados
Em declarações ao COMPETE 2020, Gabriel Ribeiro, responsável técnico do projeto explicou que “a solução apresentada pelo Product in Touch procura obter uma padronização da sensação táctil em ambiente virtual para melhorar o design, qualidade e processo de fabrico na moldação por injeção de componentes plásticos usados no interior automóvel.
A Edilásio em conjunto com as duas entidades do consórcio pretende trazer para as ferramentas de moldação de polímeros, tecnologia que permita avaliar e quantificar as sensações que os seus produtos injetados possam transmitir como experiência a cada utilizador. Neste prisma, o cliente (utilizador dos produtos injetados) e o fabricante de moldes estarão em linha de pensamento em termos de execução e de evolução de produtos com características sensoriais na indústria automóvel.
Assim, a solução apresentada pelo Product in Touch procura obter uma padronização da sensação táctil em ambiente virtual para melhorar o design, qualidade e processo de fabrico na moldação por injeção de componentes plásticos usados no interior automóvel.
O programa COMPETE 2020 é um programa determinante na valorização e principalmente na execução deste tipo de projetos de vanguarda.”
3. Apoio do COMPETE 2020
Apoiado pelo COMPETE 2020 no âmbito do Sistema de Incentivos à I&DT, na vertente em co-promoção, o projeto “Product in Touch” envolveu um investimento elegível de 1,2 milhões de euros, correspondendo a um incentivo FEDER de 818 mil euros.
4. Links 
Edilásio Carreira da Silva
LABORATÓRIO IBÉRICO INTERNACIONAL DE NANOTECNOLOGIA (LIN)
CENTRO DE COMPUTAÇÃO GRÁFICA

 

CONFINSEAT: Desenvolvimento de Pele Artificial com capacidade de Gestão de Calor

TMG Automotive aposta, com o apoio do COMPETE 2020, no desenvolvimento de soluções inovadoras de pele artificial com capacidade de gestão de calor e conforto melhorado, com vista a dar resposta às tendências atuais crescentes no âmbito do conforto para o utilizador automóvel durante o tempo que está no interior do veículo.

in COMPETE 2020, por Cátia Pinto, 06-02-2019


 

1. Síntese
O CONFINSEAT visa o desenvolvimento de soluções inovadoras de pele artificial com capacidade de gestão de calor e conforto melhorado com vista a dar resposta às tendências atuais no âmbito do conforto para o utilizador automóvel durante o tempo que se encontra no interior do automóvel.
Para alcançar os objetivos propostos, estão previstas duas linhas de I&D em: Revestimentos com capacidade de dissipação/condução e com capacidade de reflexão de calor de forma a melhorar a gestão do calor superficial na interface entre o utilizador e o estofo, evitando o sobreaquecimento, e a criação e canais estruturais para melhoria do conforto. Adicionalmente será também dada atenção à identificação de tratamentos antimicrobianos para o material desenvolvido e para as camadas complementares (têxteis) com vista à melhoria do desempenho global do material. As linhas de I&D propostas serão implementadas no ciclo produtivo da empresa promotora líder, culminando em protótipos com as funcionalidades ambicionadas cumprindo os exigentes requisitos do setor e as especificações estabelecidas para esta tipologia de produtos.
No sentido de garantir o sucesso do projeto, foi criado um consórcio com complementaridade de valências constituído por 2 entidades:
  1. A empresa promotora líder – TMG Automotive, especializada na produção de plastificados para interior automóvel e detentora de um profundo conhecimento do processo e dos mercados onde estes produtos são comercializados.
  2. O CENTI, entidade do sistema I&I, será o principal dinamizador das tarefas de I&D, assegurando o know-how, as melhores e mais modernas tecnologias na área dos materiais e revestimentos funcionais, garantindo a transferência dos desenvolvimentos para ambiente industrial.
Com o projeto CONFINSEAT, a empresa pretende consolidar a sua abordagem tecnológica e economia sustentável, ao utilizar e desenvolver materiais e processos com baixo impacto ambiental.
2. Apoio do COMPETE 2020
Apoiado pelo COMPETE 2020 no âmbito do Sistema de Incentivos à I&DT, na vertente em co-promoção, o projeto CONFINSEAT envolveu um investimento elegível de 423 mil euros, correspondendo a um incentivo FEDER de 239 mil euros.
3. Links

Inovação de produto e processo e aumento da capacidade produtiva no fabrico de componentes para automóveis elétricos e híbridos

A SONAFI pretende, com este projeto, desenvolver novos componentes auto para dar resposta à nova geração de veículos – elétricos e híbridos – por via do aumento considerável do nível de automação, rapidez, eficiência energética e ambiental do seu processo produtivo.

in COMPETE 2020, por Miguel Freitas, 05-02-2019


 

Enquadramento

A SONAFI – Sociedade Nacional de Fundição Injetada, S.A. é uma sociedade constituída em 1951, altamente especializada na injeção e fabricação de componentes em alumínio, direcionada para o setor automóvel.

A SONAFI é considerada uma das empresas pioneiras na fundição injetada em Portugal, cumprindo com os requisitos altamente exigentes da indústria automóvel.

Os investimentos, realizados ao longo dos anos, destinaram-se à aquisição de equipamentos produtivos e software de gestão com o intuito de satisfazer necessidades de inovação tecnológica.

Atualmente, a capacidade transformadora da SONAFI é dirigida para a indústria automóvel, concebendo e fabricando peças (componentes) de geometria complexa que integram a motorização dos veículos.

A indústria automóvel é cada vez mais exigente no que respeita à qualidade total, eficiência produtiva, inovação tecnológica e eficiência ambiental, o que requer políticas de investimento em novas tecnologias do produto e em processos mais sofisticados para responder à evolução dos mercados internacionais.

As perspetivas futuras para a Indústria Automóvel baseiam-se na produção de novos veículos com motorizações eco eficientes, determinando a oferta de novos componentes com características específicas. Desta forma, implicará alterações significativas na oferta de componentes auto em termos de funcionalidade, resistência, leveza, durabilidade, proporcionando menor consumo de combustível.

Deste modo, a SONAFI tem necessidade de investir em novas tecnologias de fabrico e no desenvolvimento de novos produtos por serem decisivos para a competitividade e induzirem processos de otimização nos consumos.

O Projeto

A nova geração dos veículos elétricos e híbridos é um segmento de mercado emergente e que na próxima década substituirá incrementalmente o segmento de motores a combustão.

Neste contexto, a SONAFI pretende, com este projeto, seguir as tendências futuras da Indústria Automóvel, por via do reforço da sua competência tecnológica através de um grau superior de automação, eficiência e produtividade de forma a possibilitar o desenvolvimento de componentes de nova geração destinadas a veículos elétricos e híbridos.

Desta forma, implicará alterações significativas na oferta de componentes auto em termos de funcionalidade, resistência, leveza, durabilidade, assegurando fatores de competitividade ao nível da qualidade/ sustentabilidade ambiental.

A SONAFI propõe, assim, desenvolver a sua capacidade instalada por via da aquisição de equipamentos produtivos inovadores que representam o estado da arte em termos tecnológicos – permitirão incrementar as quantidades produzidas e o Valor Bruto de Produção (VBP).

A nova geração de veículos tem como requisitos a leveza, resistência e durabilidade dos componentes, contribuindo para atingir a meta «zero emissões» e garantir maior autonomia. A redução de peso é uma das formas mais eficazes de melhorar a eficiência energética de veículos. Assim, a crescente aplicação do alumínio – de forma transversal no setor Mobilidade -tem em vista a redução de consumos, a redução do peso e o aumento da eficiência ambiental.

A SONAFI pretende, com este projeto, através da aquisição de equipamento de tecnologia avançada, desenvolver os seguintes componentes para o setor automóvel:

– Componentes para sistemas de frenagem (travagem) regenerativos: Com os sistemas de frenagem convencionais, a energia gerada através do combustível perde-se. Um sistema de frenagem regenerativo recupera tanta energia quanto possível em forma de potência elétrica para o veículo;

– Componentes para conversores de energia: Esta componente converte a eletricidade da bateria em energia de acionamento mecânico. Com a recuperação da energia de frenagem, este conversor funciona exatamente de forma oposta: utiliza a energia de acionamento mecânico para gerar potência para a bateria;

– Componentes para inversores: O inversor com sistema eletrónico é a ligação entre a bateria e o conversor da bateria. Converte a tensão da corrente direta da bateria de alto rendimento em tensão alternada, que se utiliza para colocar a componente de conversão de energia em marcha;

– Peças estruturais multifuncionais: No fabrico da carroçaria de um automóvel deve-se aliar o mínimo impacto ambiental à máxima eficiência. Desta forma, é cada vez mais necessário utilizar o máximo de peças em alumínio nas carroçarias de todo o tipo de carros;

Para além destes componentes, a SONAFI desenvolverá para veículos elétricos e híbridos bombas de água, carcaças dos motores, suportes para transmissões e acionamentos elétricos, compressores, carcaças de transmissão, entre outros.

Pedro Cardoso, CEO da SONAFI e responsável do projeto, fala do momento crítico que o setor automóvel atravessa “nesta fase de total revolução tecnológica e reinvenção do automóvel” e o papel do COMPETE 2020 neste processo:

“O sector automóvel é, por natureza, um sector extremamente rigoroso, em termos de desenvolvimento, gestão e competitividade, que obriga a investimentos contínuos para suportar estas exigências.

Particularmente no momento em que se encontra o sector, nesta fase de total revolução tecnológica e reinvenção do automóvel, o apoio do “Compete 2020” tem permitido à Sonafi acompanhar os seus clientes no desenvolvimento e produção de novos componentes para sistemas inovadores como motores elétricos, sistemas de travagem regenerativos e sistemas de conversão de energia.

Com a aquisição destes equipamentos capazes de fazer face a novas exigências, como paredes mais finas, peças mais leves, geometrias mais complexas, requisitos de limpeza e precisão, a Sonafi tem conseguido manter um posicionamento diferenciador no mercado automóvel.”

Apoio do COMPETE 2020

O projeto promovido pela SONAFI conta com o apoio do COMPETE 2020 no âmbito do Sistema de Incentivos à Inovação, envolvendo um investimento elegível de cinco milhões de euros o que resultou num incentivo FEDER de cerca de 2,5 milhões de euros.

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AMT 2019 : Plus de 150 opérateurs de l’industrie automobile réunis à Tanger

Au menu, rencontres B to B, conférences et tables rondes thématiques

in Aujourd’hui Maroc, par Najat Faïssal, 05-02-2019


 

Le Maroc est bien lancé comme pays d’accueil pour les grands constructeurs et équipementiers automobiles internationaux et ayant comme objectif majeur d’atteindre un million de véhicules produits à l’horizon 2025.

C’est dans ce contexte que se tiendra le sixième Salon de l’Automotive Meetings Tangier-Med (AMT), dont les travaux se dérouleront du 6 au 8 février prochain sous le thème «Convergence anticipée vers les objectifs des écosystèmes 2014-2020». Initiée par l’Association marocaine pour l’industrie et la construction automobile (Amica) en partenariat avec le ministère de l’industrie, de l’investissement, du commerce et de l’économie numérique et l’Agence marocaine de développement des investissements et des exportations (Amdie), l’AMT 2019 prévoit de mettre en avant les énormes opportunités de développement qu’offre l’industrie automobile, qui «est le premier secteur exportateur du Maroc», a tenu à rappeler le président de l’Amica, Mohamed Lacham, lors d’une conférence de presse organisée, jeudi 24 janvier, pour la présentation des grandes lignes de l’AMT 2019.

Ce sixième Salon prévoit de réunir plus de 150 opérateurs majeurs de l’industrie automobile issus du Maroc, d’Espagne, de France, d’Italie, du Portugal, d’Allemagne, du Royaume-Uni, de la Roumanie, d’Afrique du Sud et d’Inde. «Ils se retrouveront durant trois jours pour initier de nouveaux flux d’affaires et de partenariat et saisir les opportunités industrielles et commerciales concrètes qui seront offertes, pour contribuer au développement de l’industrie automobile», selon les organisateurs.

La même source poursuit que l’AMT 2016 s’inscrit dans la lignée des cinq précédentes éditions. «L’AMT 2016 a connu un grand succès dont témoignent les résultats chiffrés», a affirmé le vice-président de l’Amica et président du comité d’organisation de l’AMT, Rachid Machou.

Cette sixième édition qui constituera l’occasion pour développer de futurs partenariats euro-méditerranéens- prévoit aussi une série d’activités à la hauteur des ambitions du Maroc, pays organisateur, de dépasser 200 milliards de dirhams de chiffres d’affaires dans l’industrie automobile, et ce dans les six années à venir. «Cette perspective est envisageable grâce au développement de la capacité de production des usines qui devra atteindre un million de véhicules d’ici 2025», tiennent à préciser les organisateurs. L’AMT 2019 sera également l’occasion de faire le point sur l’avancement des écosystèmes qui seront réalisés à deux années du terme du plan d’accélération industrielle (2014-2020). «Ainsi, plus de 30 usines Greenfield Equipementiers Rang1 sont en cours de construction. Elles assureront la convergence vers les objectifs des écosystèmes : création d’emplois, profondeur d’intégration locale, chiffre d’affaires à l’export, arrivée des métiers pionniers», poursuit la même source.

Il est à préciser que l’AMT 2019 connaîtra la participation des principaux acteurs de la filière automobile, notamment les constructeurs et équipementiers, les bureaux d’études et logisticiens ainsi que les représentants des administrations marocaines en relation avec la filière. Le choix de Tanger pour accueillir cet événement n’est pas le fruit du hasard. Il est dû au fait que «cette région qui abrite le complexe industriel Renault Tanger-Med, le Port Tanger-Med et un tissu industriel mature et dense avec aussi bien des équipementiers de renommée mondiale que des PME», a-t-on ajouté.

Soulignons que l’AMT 2019 prévoit, à l’instar des cinq précédentes éditions, des rencontres B to B, des conférences et des tables rondes thématiques animées par des experts du secteur.

 

 

Portugal já fabrica mais carros a gasolina do que a gasóleo

Mudança de preferência dos consumidores estrangeiros e novo modelo na Autoeuropa justificam inversão de tendência na produção automóvel, pela primeira vez desde 1995.

in Diário de Notícias, por Diogo Ferreira Nunes, 05-02-2019


Se no ano passado os consumidores ainda preferiram o gasóleo à gasolina, nas fábricas o cenário foi diferente: pela primeira vez desde 1995, Portugal produziu mais carros a gasolina do que a gasóleo, segundo os dados da ACAP – Associação Automóvel de Portugal pedidos pelo DN/Dinheiro Vivo. A mudança da preferência dos consumidores estrangeiros – que ficam com 97% dos carros fabricados em Portugal – e o sucesso do T-Roc, o novo modelo da Autoeuropa, explicam porquê.

Dos 294 470 automóveis, ligeiros e pesados, fabricados no ano passado em Portugal, nada menos de 148 293 (50,4%) saíram da linha de montagem com um motor a gasolina. Os restantes 145 969 (49,6%) tinham um motor a gasóleo. Houve ainda 104 veículos que foram registados como elétricos – neste caso, pertencem à fábrica da Mitsubishi Fuso em Portugal, que produziu uma série limitada de camiões totalmente elétricos para várias cidades.

“Como praticamente toda a produção automóvel vai parar ao estrangeiro, nota-se mais a mudança de preferência dos consumidores dos carros a gasóleo para os modelos a gasolina”, assinala Hélder Pedro, secretário-geral da ACAP. Em Portugal, as vendas de carros a gasóleo, ainda que em queda acelerada, ainda superam as dos automóveis a gasolina. “Os problemas de emissões geraram maior atenção para as questões ambientais”, acrescenta José Couto, do cluster automóvel Mobinov.

Esta transição é ainda mais sentida se apenas forem contabilizados os carros ligeiros, que são produzidos na Autoeuropa e, em parte, na fábrica da PSA (Peugeot-Citroën) em Mangualde.

 

Dos 234 151 automóveis ligeiros montados no ano passado, 63,3% (148 095) tinham um motor a gasolina, que ficou em vantagem pela primeira vez desde 2009. Mas não tinha uma percentagem tão esmagadora desde 1995.

A “mudança do modelo de produção na Autoeuropa, com a produção do utilitário desportivo T-Roc, justifica o crescimento dos motores a gasolina”, entende o secretário-geral da ACAP. José Couto lembra que a fábrica de Palmela “esteve vários dias com a produção parada por falta de peças para os motores a gasolina, cada vez mais procurados pelos consumidores”.

Alemanha, França, Itália, Reino Unido e Espanha são os cinco principais mercados de exportação de automóveis em Portugal. Concentram 69,4% das exportações de automóveis em Portugal.

Nos próximos anos, “a tendência de produção de mais carros a gasolina do que a gasóleo vai acelerar, não só em Portugal mas também na Europa”, entende a direção da AFIA – Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel.

O líder do cluster automóvel Mobinov recorda que cidades como Madrid, Paris e Roma “têm projetos para banir a circulação de automóveis a gasóleo nos próximos anos”. Em Estugarda, na Alemanha, um dos centros da indústria automóvel na Europa, os automóveis mais antigos a gasóleo já estão mesmo proibidos de entrar.

Ligação férrea Aveiro-Mangualde pode ser «eixo estratégico» para a indústria automóvel

Contemplada com um investimento superior a 600 milhões de euros no Programa Nacional de Investimentos 2030, a ligação ferroviária entre Aveiro e Mangualde promete agora deixar a dimensão das intenções e das promessas para passar, definitivamente, à materialização – José Maria Castro, director-geral do centro de produção de Mangualde do grupo PSA, abordou o tema e discorreu sobre a importância da conexão para a PSA.

in Revista Cargo, 05-02-2019


Aveiro-Mangualde: sairá desta vez da gaveta? «Falamos disto há quase 10 anos», afirmou José Maria Castro

Em entrevista concedida ao ‘Dinheiro Vivo’, José Maria Castro aprofundou o dossier, analisando os benefícios que a materialização da conexão férrea poderá aportar ao sector automóvel, e, especificamente, à operação logística da fábrica. Constantemente remetida para a gaveta, a ligação ‘ameaça’ agora concretizar-se – «Não temos a certeza de que este plano vai avançar. Falamos disto há quase 10 anos e não vemos que as coisas tenham avançado», disse.

«É um eixo estratégico para a indústria automóvel»

Apesar da renitência, o director-geral do centro de produção de Mangualde do grupo PSA não deixou de avaliar de crucial a materialização da conexão, considerada estratégica para criar uma solução mais produtiva a nível do transporte – «Estamos todos no transporte rodoviário, que é cada vez menos competitivo por causa das emissões de dióxido de carbono e dos preços do petróleo. É um eixo estratégico para a indústria automóvel», considerou.

Ao ‘Dinheiro Vivo’, José Maria Castro explicou que existe a capacidade e a possibilidade de «massificar os fluxos de transportes da Volkswagen» e do grupo PSA, uma vez que a «única maneira de rentabilizar este transporte» será recorrer a «comboios de 500 ou 600 metros» – para tal, «são necessários volumes muito grandes e estáveis». Na logística automóvel, reforçou, caso seja alvo de aposta, o transporte das peças poderá dar uma vantagem competitiva para o grupo.