AFIA participou nas XVI Conferências de Valença

Dando Continuidade a uma iniciativa que visa a interacção com a comunidade socioeconómica, a Câmara Municipal de Valença e a Escola Superior de Ciências Empresariais promoveram, 10 de Maio, as XVI Conferências de Valença, subordinadas ao tema “Estratégias para o Desenvolvimento da Euro-região”.

in AFIA, 18-05-2018


Adolfo Silva, Director da AFIA, foi uma dos oradores convidados numa mesa redonda que debateu a “Economia: O (futuro) do sector automóvel e o desenvolvimento da Euro-região”.

Além de Adolfo Silva participaram:

  • Gonçalo Lobo Xavier – Assessor do Conselho de Administração da AIMMAP – Associação dos Industriais Metalúrgicos, Metalomecânicos e Afins de Portugal
  • José Enrique Ares Gómez – Professor Catedrático no Departamento de Fabricação da Universidade Vigo
  • Luís Ceia – Presidente da CEVAL – Confederação Empresarial do Alto Minho

 

O debate foi moderado por Joám José Santamaria Conde – Colégio de Economistas de Pontevedra.

 


 

Promoção da auto-estima da fundição: “Ficámo-nos ou vamos a isto?”

Fazer da fundição o paradigma da economia circular em Portugal e promover a auto-estima de quem investe e labora nesta indústria são duas das linhas orientadoras do plano estratégico do sector, que tem apenas 40 empresas e exporta 90% das vendas de mais de 600 milhões de euros.

in Jornal de Negócios, por Rui Neves, 17-05-2018


“Uma indústria com uma expressão económica não muito significativa, se se quiser afirmar, precisa de uma estratégia que é tão mais necessária quanto o número de empresas for diminuto e a diversidade entre elas, de especialização ou dimensão, grande. É o caso da fundição”, começou por afirmar o economista Alberto Castro, no Congresso Nacional de Fundição, que decorre esta quinta-feira, 17 de Maio, no edifício da Alfândega do Porto.

 

“Se quiser ser protagonista, a fundição tem de construir um desígnio comum”, defendeu Alberto Castro, director do Centro de Estudos de Gestão e Economia Aplicada da Universidade Católica e responsável pela equipa que elaborou o plano estratégico desta indústria.

 

Numa pequena análise SWOT, identificou, como fraquezas do sector, a sua “pequena dimensão” – com cerca de 40 empresas, na sua maioria PME -, “reduzida visibilidade e influência, fragilidade da imagem, multiplicidade de especializações e dificuldade em reter e captar trabalhadores”. Entre as ameaças, destaca-se a “intensificação da concorrência internacional.

 

No capítulo das forças, estamos perante um sector “angular”, com “algumas unidades de referência” e uma “estrutura financeira razoavelmente sólida”, reconhecido pela sua “tradição e resiliência, bem como com “capacidade de competir e exportar”.

 

Já a economia circular encabeça a lista de oportunidades do sector. “Fazer da fundição portuguesa o paradigma da economia circular em Portugal” é, aliás, a grande “ambição” do plano estratégico desta indústria.

 

“Promover a auto-estima de quem investe e labora no sector, dar visibilidade ao que de bem e bom já se faz e comunicar melhor e melhorar a imagem” desta actividade são três dos vectores a precisar de ser trabalhados.

 

“Bandeira única: Uma indústria exemplar”

 

Tendo como “bandeira única: Uma indústria exemplar”, a Associação Portuguesa de Fundição (APF), que encomendou o documento, deverá agora dar sequência a um plano de acção para concretizar a ambição traçada.

 

De acordo com as orientações apresentadas por Alberto Castro, o plano de acção deverá conter, entre outras, “iniciativas no plano da ‘inteligência económica e análise de conjuntura, comunicação e imagem, formação e recrutamento, condições de produção e trabalho”.

 

Ambição excessiva? “Há quem se tenha tornado na indústria mais sexy da Europa”, atirou Alberto Castro, numa alusão ao sector português do calçado.

 

“Houve várias estratégias ambiciosas que falharam. Mas nunca houve uma estratégia ‘modestinha’ que tenha produzido grandes resultados”, alertou.

 

E terminou a sua apresentação com um toque a reunir dos industriais portugueses da fundição: “Como se diz cá por cima: ficámo-nos ou vamos a isto?”

 

De acordo com a APF, a indústria portuguesa de fundição fechou 2017 com “uma facturação de 602 milhões de euros”, mais 21 milhões do que no ano anterior, com as exportações a valer perto de 90% do total, e “emprega mais de 6.200 mil trabalhadores”.

 

A indústria automóvel, com destaque para o mercado europeu, é o principal cliente do sector, representando quase 80% da facturação.

 


 

Europe on the Move: Commission completes its agenda for safe, clean and connected mobility

The Juncker Commission is undertaking the third and final set of actions to modernise Europe’s transport system.

in European Commission, 17-05-2018


In his State of the Union address of September 2017, President Juncker set out a goal for the EU and its industries to become a world leader in innovation, digitisation and decarbonisation. Building on the previous ‘Europe on the Move’ of May and November 2017, the Juncker Commission is today putting forward a third and final set of measures to make this a reality in the mobility sector. The objective is to allow all Europeans to benefit from safer traffic, less polluting vehicles and more advanced technological solutions, while supporting the competitiveness of the EU industry. To this end, today’s initiatives include an integrated policy for the future of road safety with measures for vehicles and infrastructure safety; the first ever CO2 standards for heavy-duty vehicles; a strategic Action Plan for the development and manufacturing of batteries in Europe and a forward-looking strategy on connected and automated mobility. With this third ‘Europe on the Move’, the Commission is completing its ambitious agenda for the modernisation of mobility.

Vice-President responsible for Energy Union, Maroš Šef?ovi? said: “Mobility is crossing a new technological frontier. With this final set of proposals under the Energy Union, we help our industry stay ahead of the curve. By producing key technological solutions at scale, including sustainable batteries, and deploying key infrastructure, we will also get closer to a triple zero: emissions, congestion and accidents.”

Commissioner for Climate Action and Energy, Miguel Arias Cañete said: “All sectors must contribute to meet our climate commitments under the Paris Agreement. That’s why, for the first time ever, we are proposing EU standards to increase fuel efficiency and reduce emissions from new heavy-duty vehicles. These standards represent an opportunity for European industry to consolidate its current leadership position on innovative technologies.”

Commissioner for Transport, Violeta Bulc said: “Over the past year, this Commission has put forward initiatives addressing the challenges of today and paving the way for the mobility of tomorrow. Today’s measures constitute a final and important push so that Europeans can benefit from safe, clean and smart transport. I am inviting the Member States and the Parliament to live up to our level of ambition.”

Commissioner for Internal Market, Industry, Entrepreneurship and SMEs, El?bieta Bie?kowska said: “90% of road accidents are due to human error. The new mandatory safety features we propose today will reduce the number of accidents and pave the way for a driverless future of connected and automated driving.”

With today’s initiatives, the Commission aims to ensure a smooth transition towards a mobility system which is safe, clean and connected & automated. Through these measures, the Commission is also shaping an environment allowing EU companies to manufacture the best, cleanest and most competitive products.

Safe mobility

While road fatalities have more than halved since 2001, 25,300 people still lost their lives on EU roads in 2017 and another 135,000 were seriously injured. The Commission is therefore taking measures with strong EU added-value to contribute to safe roads and to a Europe that protects. The Commission is proposing that new models of vehicles are equipped with advanced safety features, such as advanced emergency braking, lane-keeping assist system or pedestrian and cyclists’ detection systems for trucks (see full list here). In addition, the Commission is helping Member States to systematically identify dangerous road sections and to better target investment. These two measures could save up to 10,500 lives and avoid close to 60,000 injuries over 2020-2030, thereby contributing to the EU’s long-term goal of moving close to zero fatalities and serious injuries by 2050 (“Vision Zero”).

Clean Mobility

The Commission is completing its agenda for a low-emission mobility system by putting forward the first ever CO2 emissions standards for heavy-duty vehicles. In 2025, average CO2 emissions from new trucks will have to be 15% lower than in 2019. For 2030, an indicative reduction target of at least 30% compared to 2019 is proposed. These targets are consistent with the EU’s commitments under the Paris Agreement and will allow transport companies – mostly SMEs – to make significant savings thanks to lower fuel consumption (€25,000 over five years). To allow for further CO2 reductions, the Commission is making it easier to design more aerodynamic trucks and is improving labelling for tyres. In addition, the Commission is putting forward a comprehensive action plan for batteries that will help create a competitive and sustainable battery “ecosystem” in Europe.

Connected & Automated Mobility

Cars and other vehicles are increasingly equipped with driver assistance systems, and fully autonomous vehicles are just around the corner. Today, the Commission is proposing a strategy aiming to make Europe a world leader for fully automated and connected mobility systems. The strategy looks at a new level of cooperation between road users, which could potentially bring enormous benefits for the mobility system as a whole. Transport will be safer, cleaner, cheaper and more accessible to the elderly and to people with reduced mobility. In addition, the Commission is proposing to establish a fully digital environment for information exchange in freight transport. This will cut red tape and facilitate digital information flows for logistic operations.

Background

This third Mobility Package delivers on the new industrial policy strategy of September 2017 and completes the process initiated with the 2016 Low Emission Mobility Strategy and the previous Europe on the Move packages from May and November 2017. All these initiatives form a single set of consistent policies addressing the many interlinked facets of our mobility system. Today’s package consists of:

A Communication outlining a new road safety policy framework for 2020-2030. It is accompanied by two legislative initiatives on vehicle and pedestrian safety, and on infrastructure safety management;
A dedicated communication on Connected and Automated Mobility to make Europe a world leader for autonomous and safe mobility systems;
Legislative initiatives on CO2 standards for trucks, on their aerodynamic, on tyre labelling and on a common methodology for fuels price comparison. These are accompanied by a Strategic Action Plan for Batteries. Those measures reaffirm the EU’s objective of reducing greenhouse gas emissions from transport and meeting the Paris Agreement commitments.
Two legislative initiatives establishing a digital environment for information exchange in transport.
A legislative initiative to streamline permitting procedures for projects on the core trans-European transport network (TEN-T).
They are supported by a call for proposals under the Connecting Europe Facility with €450 million available to support projects in the Member States contributing to road safety, digitisation and multimodality. The call will be open until 24 October 2018. Under the CEF Telecom programme there will be an additional €4 million for Cybersecurity for Co-operative Connected and Automated Mobility.

Exportações de componentes automóveis aumentaram 6% no 1º trimestre de 2018

in AFIA, 16-05-2018


As exportações de componentes automóveis cresceram 6% até Março, face ao período homólogo de 2017, atingindo 2100 milhões de euros, segundo a AFIA – Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel com base nos dados do comércio internacional de bens divulgados pelo INE.

De acordo com os dados da AFIA, os destinos das exportações mantêm também a tendência habitual com Espanha e a Alemanha a surgirem como os principais destinos, seguidos de perto pela França e Inglaterra. Estes quatro países representam entre si 71% do total das exportações, sendo que as restantes 29% estão distribuídos por outros países europeus e outros de fora da Europa, como os Estados Unidos da América, Marrocos, Turquia, Coreia do Sul e a China.

Estes resultados refletem um crescimento sustentado, tal como vem sendo demonstrado ao longo do tempo pelo histórico do setor.

É notória e sintomática a dinâmica empresarial desta indústria, que é um dos maiores sectores exportadores e em muito tem contribuído para o crescimento da economia portuguesa.

 

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Bosch aumenta vendas em Portugal e destaca importância da fábrica de Braga

in Dinheiro Vivo, 04-05-2018


Com quatro localizações a operar em Portugal, a fábrica de Braga, responsável pelo fabrico de painéis de instrumentos para carros e motas de diversos fabricantes, teve uma faturação recorde no ano passado. A operação de Braga é a responsável pelo desenvolvimento das áreas de soluções de mobilidade, para diversas marcas, como o grupo PSA, BMW, Audi ou a Nissan. Em 2017, a fábrica de Braga contribuiu em 68% para o volume total de vendas da empresa em Portugal, com uma faturação de mil milhões de euros.

Em comparação com o ano anterior, a fábrica bracarense cresceu 49%. Esta operação foi fortemente impulsionada por soluções como o sistema eCall, que passou a ser obrigatório a partir de março de 2018. A ideia deste sistema é que, caso de acidente ou um problema com o condutor, seja feita automaticamente uma comunicação para os serviços de emergência.

Recrutamento de quadros qualificados continua a ser um desafio

Em 2017, o grupo Bosch investiu cerca de 84 milhões de euros em Portugal, especialmente para a expansão das fábricas de Aveiro, Braga e Ovar – mas a investigação e desenvolvimento não fica de fora desta equação. Do total de 84 milhões de euros, 25 milhões foram investidos em investigação e desenvolvimento, em Portugal. Em Aveiro, são desenvolvidas soluções tecnológicas no centro de desenvolvimento e investigação para soluções de água quente. Algumas dessas soluções, como uma plataforma que permite gerir o aquecimento da água ou da casa através de uma aplicação no desktop, já são utilizadas no mercado alemão, por exemplo.

Uma das faces do investimento de 84 milhões de euros feito pelo grupo passará pela fábrica da Bosch em Braga, que vai crescer em dimensão até ao final deste ano. Segundo Carlos Ribas, a ideia é expandir a fábrica nessa localização, ao acrescentar 21 mil metros quadrados de área coberta à estrutura.

Com o aumento da fábrica e com o grupo a dedicar cerca de 10% da sua faturação à inovação, muita dela feita em território nacional, há uma consequência clara: a necessidade de recrutamento de quadros qualificados, muito deles da área da engenharia. No ano passado, foram criados mais 450 postos de trabalho no grupo Bosch em Portugal, totalizando 4450 colaboradores em Portugal. Até ao final do ano, a marca ainda pretende contratar mais 300 pessoas.

“Vamos crescer tanto quanto o mercado nos permitir crescer”, explicou Carlos Ribas. “Temos mercado para centenas de engenheiros, o mercado é que não tem tantos engenheiros para nos dar”, acrescentou o responsável da Bosch, referindo os desafios de recrutamento de pessoal qualificado no mercado português.

“Temos várias atividades em curso para tentar atrair mais engenheiros”, acrescentou, durante a conversa com os jornalistas. “[Os concorrentes] descobriram que a educação em Portugal era tão boa quanto no resto da Europa… “. A estratégia da Bosch neste momento passa por recrutamento em mercados como a Venezuela, Índia ou Angola. “Mercados onde provavelmente ainda existem alguns recursos”, acrescenta Carlos Ribas.

Nas estratégias para manter os colaboradores que já têm, a operação portuguesa passa pelas estratégias habituais do mercado: permitir trabalho remoto, oferta de transportes, torneios de futebol, etc. “Mas aquilo que pode ajudar a cativar mais os colaboradores é dar-lhes um projeto que os cative”, assume.

A importância da “Internet de todas as Coisas”

No que toca à Internet das Coisas, a marca quer que “100% dos seus produtos possam estar ligados à Internet, em 2020?. Isto é um dos passos, mas a ideia é que também seja possível apostar na digitalização dos sistemas que já existem. “A Bosch quer ligar o mundo digital ao mundo real”, explicou Javier González, presidente da Bosch para Portugal e Espanha. “A Internet das Coisas não pode ser feita sozinha”, refere o responsável, explicando que a marca já conta com 28 parceiros, incluindo a assistente digital da Amazon, a Alexa. “Afinal, há crianças que antes de aprenderem a dizer mamã ou papá, já sabem dizer Alexa”, referiu.

Horas antes da apresentação de resultados da operação nacional, em visita com os jornalistas à fábrica de Braga, Carlos Ribas, representante da Bosch em Portugal, era claro na aposta da marca em IoT: “aqui e agora é a Internet de todas as Coisas, aquilo que não está ligado não vale”. O responsável acrescentava que a “Internet das Coisas acabou, agora quer-se é a Internet de todas as coisas”, numa realidade em que tudo está ligado à Internet, desde o frigorífico até aos carros. E, nesta questão, a Bosch defende que a condução autónoma também pode ter um toque português: “uma grande parte da condução autónoma do futuro vai ser feita em Portugal”, concluiu Carlos Ribas.

Nissan presenta el plan de transformación de la planta de Ávila

in Auto Revista, 09/05/2018


Nissan-Renault-Mitsubishi acaba de presentar el plan de transformación de la planta de Ávila, inaugurando una nueva etapa para la fábrica abulense, que consagra la conversión de la planta en la única especializada en la fabricación y distribución de piezas de recambio para Renault y Nissan en Europa a partir de abril de 2020. La fábrica, llegando a plena capacidad, contará con un volumen de producción de 80.000 piezas de recambios al mes para los diferentes modelos de las marcas Renault y Nissan en Europa.

El nuevo plan industrial convertirá la planta de Ávila, han comentado fuentes de la compañía, “en un símbolo de la Alianza en Europa y continuará el largo legado de esta ciudad en la fabricación automotriz, evitando así el cierre de la fábrica tras el cese de la producción del camión NT-400 en septiembre de 2019”.

Plan de transformación

De acuerdo con el plan de transformación acordado y la visión a largo plazo de la Alianza, la nueva era de la planta ya está en marcha gracias a dos proyectos. El primero es la aplicación de pintura para los modelos de la marca Dacia, mientras el segundo trata del ensamblaje de las puertas para un modelo de Renault. Tanto el uno como el otro representan los primeros pasos de cara a comenzar la actividad como único centro de fabricación y distribución de piezas de recambio para la Alianza en Europa.

En anticipación a la nueva actividad, se prevé el inicio de las obras de construcción de la nueva nave de estampación a principios de enero de 2019, y está previsto comenzar con la rampa de producción de estampación en el primer trimestre de 2020, antes de la apertura de la planta.

“Hace un año estábamos debatiendo el cierre de las operaciones industriales en Ávila. Hoy estamos presentando la próxima era del nuevo plan industrial de Ávila que creará un único centro de fabricación y distribución de piezas de recambio para la Alianza en Europa. Gracias al trabajo constante de nuestros equipos de Renault y Nissan, la voluntad de nuestros empleados y el fuerte apoyo de nuestros socios, esta planta tiene un futuro estable como parte de un polo industrial de la Alianza en Castilla y León con cuatro plantas y un equipo de más de 12.000 personas”, manifestó el vicepresidente ejecutivo mundial de Fabricación y Logística de Renault y vicepresidente ejecutivo de la Alianza para Europa, África, Eurasia, Latinoamérica, Oriente Próximo e India, José Vicente de los Mozos.

Governo aprova investimento de 57 milhões de euros para as fábricas da Renault e da PSA

in Jornal de Negócios, 09/05/2018


O Governo aprovou o investimento de 57 milhões de euros nas fábricas portuguesas da Renault e da PSA. A fábrica da Renault em Cacia vai receber a maior fatia: 47,9 milhões de euros. Este dinheiro destina-se à fabricação das novas caixas de velocidades que vão sair da fábrica da marca francesa no distrito de Aveiro: a TX26 e a TX30.

Este investimento que prevê a criação de 10 novos postos de trabalho foi aprovado em Abril pelo ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, e foi publicado em Diário da República esta quarta-feira, 9 de Maio.

Além deste investimento, o Governo também aprovou 9,2 milhões de euros para a fábrica da PSA em Mangualde que vão servir para criar 18 novos postos de trabalho entre 2018 e 2021.

Este dinheiro vai servir para “desenvolver soluções tecnológicas” a “fim de promover a eficiência e a flexibilidade dos processos produtivos”.  Deste modo, a fábrica da Peugeot Citröen em Portugal espera ter “incrementos de produtividade e de automotização, a nível operacional”.

Este projecto conhecido por Indtech 4.0 envolve, além da PSA, a Universidade do Porto, a da Beira Interior, a Motofil – Robotics, a Rari, a Nedadvance – Machine Vision, a Critical Manufacturing e a Active Space Technologies.

O Governo também aprovou 9,6 milhões de euros para a Vision Box, empresa portuguesa que desenvolve soluções tecnológicas de segurança e identificação para aeroportos, o que deverá permitir criar 219 postos de trabalho até 2020.

Este dinheiro vai servir para a Vision Box “alargar o seu mercado alvo, através da transposição dos seus produtos e serviços para o sector do turismo, fortemente transacionável e internacionalizável, dotando assim esse sector de uma tecnologia ainda pouco divulgada no seu âmbito”, segundo o despacho do Governo.

Continental Mabor com 878 milhões de euros de faturação em 2017

in Auto Monitor, 09/05/2018


A maior fábrica de componentes de Portugal, a Continental Mabor (empresa do Grupo Continental) realizou em meados de abril a sua Assembleia Geral para apresentação dos resultados relativos a 2017. A empresa registou um volume de negócios de 878,40 milhões de euros, o que representa um aumento de cerca de 6% em relação a 2016 (830,86 milhões).

 

Em simultâneo ao aumento do volume de negócios, a empresa viu o resultado líquido totalizar 211,57 milhões de euros, cerca de 6% inferior ao registado em 2016. O “cash flow” do exercício foi de 251,96 milhões de euros e o VAB (valor acrescentado bruto) atingiu 399,87 milhões de euros.

Do volume total de pneus vendidos cerca de 98% tiveram como destino a exportação, tendo sido enviados para 67 países, constituindo assim também um recorde.

“Estamos a reforçar a nossa aposta na produção de pneus de alta performance e em novos produtos como os pneus agrícolas. Em 2017, o impacto no nosso volume de negócios dos pneus agrícolas foi ainda ténue e contamos com um forte incremento em 2018. O ano de 2017 foi também um ano de aposta clara na integração e qualificação dos nossos colaboradores; com efeito recrutamos 168 novos colaboradores quer para a unidade de pneus agrícolas quer para a de pneus para viaturas de passageiros. O resultado líquido do exercício reflete o impacto significativo da subida dos preços das matérias-primas e das depreciações, consequência dos investimentos que temos feito nos últimos anos”, afirmou Pedro Carreira, Presidente do Conselho de Administração da Continental Mabor.