Bosch contrata mais 500 pessoas em Portugal nos próximos três anos

Multinacional alemã assina protocolos com as universidades do Porto e do Minho para cidades inteligentes e mobilidade.

in Dinheiro Vivo, 21-03-2019


Atualmente com cerca de 5800 pessoas em Portugal, a Bosch prepara-se para contratar pelo menos mais 500 trabalhadores nos próximos três anos para as unidades de Braga – dedicada à área da mobilidade – e de Ovar – dedicada aos sistemas de segurança. No total, serão investidos 52 milhões de euros, graças às parcerias com as universidades do Porto e do Minho.

A parceria com a universidade do Minho vale 35 milhões de euros e destina-se à unidade de Braga, que cria soluções para a área da mobilidade. Esta fábrica terá o projeto “Sensible Car”, que servirá para desenvolver tecnologias para que o carro possa detetar o ambiente em redor do veículo e tomar decisões com base na inteligência artificial e sensores. Para esta unidade serão contratadas 300 pessoas, adiantou Carlos Ribas, admistrador da Bosch Portugal, em entrevista publicada esta quinta-feira pelo Jornal de Negócios.

Com a universidade do Porto, o acordo vale 17 milhões de euros e está em causa o projeto “Safe Cities”, que permitirá desenvolver um ecossistema de IoT (Intenet das Coisas) para aumentar a segurança das cidades. Para esta unidade serão contratadas 200 pessoas.

A unidade de Braga poderá ainda receber mais dois projetos de investigação e desenvolvimento caso estes serão viabilizados pelo programa Portugal 2020. Se isso ocorrer, o investimento total poderá atingir cerca de 110 milhões de euros.

 

 

Ford dejará de fabricar en Valencia la Transit Connect para EEUU

La multinacional anuncia que fabricará este vehículo comercial en una planta de México a partir de 2021

in Faro de Vigo, por José Luis Zaragozá / José Luis García, 20-03-2019


Los nubarrones sobre la factoría valenciana de Ford se amontonan. La dirección de Ford Motor Company ha anunciado este miércoles que la furgoneta Ford Transit Connect que hasta ahora colocaba en Estados Unidos desde la planta de Almussafes se fabricarán desde una factoría de México, con lo que afectará a los planes de producción de la factoría valenciana. Este vehículo forma parte del paisaje urbano de Nueva York, donde la Connect es uno de los modelos oficiales de las empresas de taxis de la ciudad neoyorquina.

La planta valenciana fabrica esta furgoneta desde 2011, cuya producción arrancó paralelamente al Kuga, y conllevó una inversión de 582 millones de euros. Se produce en exclusiva para toda Europa. Ford España exporta ocho de cada diez unidades y la furgoneta que se comercializará en países de Asia o Estados Unidos.

En estos momentos, la furgoneta Transit Connect supone más de un 25% de los vehículos que se ensamblan en Almussafes. En concreto, el pasado 2018 fueron casi 110.000 unidades de las distintas líneas de furgoneta, un bocado importante de los 380.403 vehículos que se lanzaron desde València. El volumen de exportación del Transit Connect a dicho mercado oscila entre 35.000 y 40.000 unidades anuales y destacaron que la factoría valenciana continuará ensamblando este modelo para su comercialización en el mercado europeo.

 

 

Produção volta a bater novo recorde em fevereiro

Nos dois primeiros meses do ano saíram das fábricas portuguesas quase 63 mil veículos. Também as exportações de componentes estão em máximos.

in Sol, por Sónia Peres Pinto, 19-03-2019


A produção automóvel voltou a bater um novo recorde em fevereiro ao registar um crescimento de 33% face a igual período do ano passado, tendo sido produzidos quase 32 mil veículos. Os dados foram revelados pela Associação Automóvel de Portugal (ACAP), o que dá uma média de 1442 carros por dia.

Só nos dois primeiros meses do ano saíram das fábricas instaladas em Portugal quase 63 mil veículos, o que representa um aumento de 27,6% face ao período homólogo.

Por categoria, em fevereiro, foram produzidos em Portugal 26 mil veículos ligeiros de passageiros, mais 29,9% quando comparado com o mesmo mês do ano anterior. Por sua vez, foram fabricados 5343 novos veículos comerciais ligeiros, o que se traduz numa subida homóloga de 52,3%. Já os veículos pesados totalizaram, no período em análise, 509, o que reflete um aumento de 20,6%.

“A informação estatística relativa ao ano de 2019 confirma a importância que as exportações representam para o setor automóvel já que 97,3% dos veículos fabricados em Portugal têm como destino o mercado externo, o que, sublinhe-se, contribui de forma significativa para a balança comercial portuguesa”,diz a ACAP.

A Europa continua a ser o mercado líder nas exportações dos veículos fabricados em território nacional, representando 98,5% do total. O destaque vai para a Alemanha com 21,4% das exportações nacionais, seguindo-se a Itália (15,4%), França (13,5%) e Reino Unido (10,9%).

Já no ano passado, a produção automóvel em Portugal tinha atingido um novo máximo histórico ao produzir mais de 294 mil viaturas, superando o anterior recorde registado em 1998. Este número foi atingido à boleia do modelo T-Roc da Autoeuropa que, em 2018, duplicou a sua produção para quase 221 mil unidades.

Componentes também em máximos

Também as exportações portuguesas de componentes automóveis atingiram um valor recorde em janeiro. De acordo com a Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel (AFIA), as vendas fixaram-se em 748 milhões de euros, mais 7,4% face ao mesmo mês de 2018. Mas este valor corresponde a um aumento de 93% quando comparado com os 388 milhões de euros exportados pelo setor em 2010.

No que respeita aos destinos das exportações portuguesas dos componentes automóveis, a AFIA diz que a Europa é que tem maior peso ao absorver 91% das exportações portuguesas, o equivalente a 681 milhões de euros.

 

Exportações de componentes automóveis bateram recorde absoluto em janeiro

Quase 750 milhões de euros exportados num mês, fizeram de janeiro de 2019 o melhor mês de sempre das exportações de componentes do sector automóvel fabricados em Portugal.

in Jornal Económico, por João Palma Ferreira, 19-03-2019


 

As exportações portuguesas de componentes automóveis registaram um recorde absoluto em Janeiro, com 748 milhões de euros, mais 7,4% face ao mesmo mês de 2018, revela a AFIA – Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel. Este valor corresponde a um aumento de 93% quando comparado com os 388 milhões de euros exportados pelo sector em 2010.

De acordo com os dados da AFIA, em Janeiro de 2019 as vendas de componentes automóveis ao exterior atingiram cerca de 750 milhões de euros, representando 15% das exportações portuguesas de bens transacionáveis – que no seu conjunto também aumentaram 4,1% face a janeiro de 2018, ascendendo a 5000 milhões de euros.

No que respeita aos destinos das exportações portuguesas dos componentes automóveis, a AFIA refere que em janeiro registaram um aumento homólogo de 8,1% nas vendas realizadas para a União Europeia, que equivalem a 681 milhões de euros, numa região geográfica que absorve 91% das exportações portuguesas deste segmento, sendo que as vendas para o resto do mundo mantiveram-se praticamente inalteradas, com um acréscimo de apenas 0,2%, referente a 66 milhões de euros.

No total das exportações de janeiro, 71% estão concentradas em quatro destinos, sendo Espanha o principal comprador desta indústria portuguesa, com 194 milhões de euros, o que corresponde a um aumento de 12,8% face a igual mês de 2018, seguindo-se a Alemanha com 158 milhões de euros (mais 14,4%), França com 110 milhões de euros (mais 2,6%) e o Reuno Unido com 70 milhões de euros (a única queda entre os quatro primeiros, com menos 12,1%). Os dados da AFIA têm como base as Estatísticas do Comércio Internacional de Bens divulgadas a 12 de Março pelo Instituto Nacional de Estatística.

 

 

Bosch Braga. Digitalização na indústria traz revolução que afeta todos

Reportagem na fábrica da Bosch, em Braga, para conhecer o seu novo projeto de Indústria 4.0 com tecnologia RFID para digitalizar todos os processos.

in Dinheiro Vivo, por João Tomé, 18-03-2019


 

Chama-se RFID, tem mais de 40 anos e é uma tecnologia que permite identificar de forma automática objetos por radiofrequência – o exemplo mais atual é as passagens de carros pela Via Verde. Depois de muitos anos algo esquecido, o RFID (do inglês “Radio-Frequency Identification”), surge de novo como um método acessível e barato para digitalizar as operações. É essa tecnologia que a Bosch está a utilizar desde outubro passado na sua maior fábrica em Portugal, em Braga.

É lá que a empresa produz sistemas multimédia para automóveis e motos de mais de 100 marcas, da Land Rover à BMW. Também se produzem sensores vários e os chamados eCall das motas (chamadas de emergência). A fábrica também se orgulha de ter sido a primeira a produzir ecrãs curvos para os painéis de instrumentos na indústria automóvel e ter feito o primeiro cluster (painéis de instrumentos em formato ecrã) que a Rolls Royce usou nos seus carros.

A ‘magia’ acontece na antiga fábrica de autorádios da Blaupunkt. Numa zona industrial de Braga, saem dali os sistemas multimédia e painéis de instrumentos de veículos para o mundo inteiro. Foi ali que ficámos a conhecer como a Bosch quer usar o RFID para digitalizar todos os seus processos.

O projeto faz parte da segunda fase da parceria de inovação “Innovative Car – Human Machine Interface (IC-HMI)” da Bosch com a Universidade do Minho, que conta com o apoio financeiro da União Europeia e envolve 30 projetos de investigação científica, cerca de 400 colaboradores e um investimento global de 54 milhões de euros.

Voltando à fábrica, vive-se por ali um ambiente vibrante com muitos funcionários e uma azáfama constante. A empresa passou de 1500 pessoas em 2014 em Braga, para as quatro mil em 2018. Nem de propósito, a Bosch inaugura esta semana novos edifícios, já que a empresa está a crescer em Portugal com vários projetos tecnológicos e de desenvolvimento na área do interior dos veículos do futuro, com sistemas multimédia cada vez mais adaptados aos carros semiautónomos e autónomos. Além disso, também se explora por ali a comunicação em tempo real entre veículos, fundamental para a era de veículos-robô.

Para entrarmos no espaço fabril temos de colocar um fato especial, com botas especiais para evitar qualquer descarga de energia. O espaço principal da produção de sistemas multimédia está dividida em mais de uma centena de zonas para cada marca de automóveis de motos, por cima de cada área de produção está o símbolo da marca, como Audi, Volkswagen ou Rolls Royce. Há, depois, espaços de acesso remoto e exclusivo, onde não pudemos filmar já que o segredo, mesmo nos sistemas multimédia dos automóveis, é a alma do negócio.

Digitalizar, confiar, pagar menos

A nova era da digitalização da produção beneficia do RFID, mas também de outras aplicações associadas. Pedro Vaz Silva, responsável de inovação logística e indústria 4.0 da Bosch, explica-nos que o chamado track and trace, “a rastreabilidade das pessoas, desde o fornecedor à fábrica vai fazer toda a diferença para empresas e consumidores no futuro”.

A Bosch criou uma ferramenta precisamente para fazer isso, chamada iFloW, que segue a matéria prima desde a origem, passando pelo fornecedor até chegar à Bosch Braga. Essa ferramenta de integração que permite gerir stocks e necessidades venceu do PEL – Projeto de Excelência Logística 2016 e foi um dos 5 finalistas do ELA – European Logistic Award 2017.

No caso do RFID, Vaz Silva explica que, no fim de contas, “é uma forma fácil de digitalizar tudo o que diz respeito às fábricas e vai revolucionar a eficiência, aumentar a produtividade, evitar as perdas de stocks, tornar os preços mais baixos para o consumidor e dar-lhe uma maior confiança sobre aquilo que consome”. Porquê? “Porque vai ficar a saber com pormenor de onde veio aquilo que comprou”. Ou seja, o cliente final vai saber o percurso da matéria prima ao produto acabado e “isso traz uma maior fiabilidade”.

Pedro Vaz Silva lembra que “vivemos numa sociedade que quer cada vez mais personalização e adaptabilidade”, daí que o cliente “compre cada vez mais um serviço e a digitalização ajuda muito nisso”. O consumidor pode, muito bem, optar por um produto sobre o qual sabe mais, de onde veio e que tipo de segurança no processo produtivo teve. “Assim, podemos garantir uma maior qualidade e segurança do produto e o cliente tem acesso a essas garantias num processo mais transparente”, explica.

Como exemplo, Vaz Silva fala do exemplo da venda dos automóveis. O grupo Volkswagen já tem exemplos que permitem ao cliente, através de uma app e do uso de tecnologia de RFID, monitorizar o percurso e etapas de produção do seu carro e, inclusive, acompanhar a viagem que o carro faz até chegar à sua casa. “É o tracking do produto levado ao ponto que traz mais conhecimento e informação ao cliente”, avança o responsável de inovação.

Outro exemplo de utilidade desta rastreabilidade é quando, por exemplo, uma peça de um produto dá problemas. “Se o turbo ou um airbag de um carro (muitos têm vários fornecedores diferentes) der problemas, muitas vezes é difícil identificar que fornecedor é que fez o produto defeituoso, mas com esta digitalização de todas as peças, será mais simples perceber de fonte do problema”.

O Grupo Bosch diz ser um dos pioneiros a usar a tecnologia do RFID em Portugal – já se usa em algumas lojas e alguns aeroportos. “No mercado português ainda não há consultoria nesta área, o que é pena, por isso, estamos a trabalhar num projeto para capacitar os nossos fornecedores de peças com esta tecnologia”, explica Vaz Silva.

RFID, simplicidade ao estilo Via Verde

Para nos ajudar a perceber como tudo funciona, o responsável da implementação do RFID na fábrica, António Maio, acompanhou-nos pela fábrica para explicar o processo que é bem mais barato do que, por exemplo, o uso de Bluetooth. Agora são usadas etiquetas RFID em cada caixa, identificando de forma rápida o que está em cada uma delas com a ajuda de um leitor, ao estilo leitor de códigos de supermercado.

A partir daí, as caixas entram no sistema normal de transporte da fábrica mas, ao passaram por uns pórticos que funcionam como já se vê com os carros ao passarem na Via Verde, o sistema fica a saber em que zona é que elas estão, permitindo a tal rastreabilidade. As peças entram depois numa estrutura, a que chamam de supermercado, que abastece as linhas de montagem, num sistema que também permite saber quando há peças em falta de forma mais eficiente e em tempo real – a nossa reportagem-vídeo explica bem este processo que contribui para diminuir os erros de alocação de peças, sabem onde está o material e evitam os desvios de stock.

 

 

BMW abre centro tecnológico em Lisboa. Com engenharia portuguesa

O novo centro de excelência tecnológica conjunto da BMW e da Critical Software – o Critical TechWorks – é inaugurado esta quarta-feira, 13 de março, em Lisboa, pelo ministro Adjunto e da Economia, Pedro Siza Vieira. Este espaço partilhado, localizado na zona de Entrecampos, expande em Portugal o designado “ecossistema Critical” num novo escritório de sete andares.

in Jornal Económico, por João Palma Ferreira, 14-03-2019


Depois da unidade de engenharia especializada da Mercedes Benz, também a BMW e a Critical apostam no desenvolvimento de produtos de muito alta tecnologia, aumentando o cluster do sector automóvel em Portugal. Estes projetos destacam Lisboa no mapa europeu da inovação tecnológica na área das soluções de IT e do software de classe mundial.

A joint-venture Critical TechWorks foi lançada em 2018, integrando o Grupo BMW e a Critical Software, e já conta com 350 colaboradores especialistas em soluções de engenharia de software e mobilidade premium, e agora expande-se a partir da sua sede, na cidade do Porto. Segundo informações da joint-venture prestadas ao Jornal Económico, em 2019 esta unidade deverá crescer até ter 600 colaboradores, mas deverá aumentar até chegar ao milhar de colaboradores.

A Critical TechWorks vai partilhar os escritórios em Lisboa com a Critical Software. Em 2018 esta empresa internacional de sistemas e software duplicou o número de colaboradores para mais de 800, num ano em que atingiu um crescimento recorde – e celebrou 20 anos de atividade.

Agora ocupará dois andares do novo espaço em Entrecampos, juntando-se a outros escritórios em Portugal e na Europa, para continuar a servir os seus mercados internacionais. Rui Cordeiro, CEO da Critical TechWorks, comenta que “o software desempenha um papel cada vez mais importante no futuro da mobilidade e da indústria automóvel como um todo”. E ambições não faltam: “a Critical TechWorks quer ser uma referência em todo o mundo”, garante, explicando que esta unidade “desenvolve tecnologias de ponta onboard e offboard para o grupo BMW”.

O CEO da Critical Software, Gonçalo Quadros, adianta que “ao longo dos últimos 20 anos, a Critical Software tem vindo a dedicar-se a enfrentar alguns dos desafios tecnológicos mais exigentes. Agora em Lisboa a nossa equipa poderá continuar a desenvolver soluções inovadoras e disruptivas que ajudarão a definir indústrias em todo o mundo”.

Fundada em 2018, a Critical TechWorks desenvolve soluções de engenharia de software, exclusivamente para o BMW Group, em áreas diversas como condução autónoma, mobilidade, software de bordo, tecnologia para carros conectados, análise de dados, eletrificação, produção e logística. Com as suas marcas BMW, MINI, Rolls-Royce e BMW Motorrad o BMW Group é o construtor premium de automóveis e motos mais bem-sucedido do mundo, oferecendo também serviços financeiros e de mobilidade. Em termos globais, o BMW Group detém 30 fábricas em 14 países e uma rede global de vendas em mais de 140 países.

Em 2018, o BMW Group atingiu um volume global de vendas superior a 2,49 milhões de automóveis e mais de 165 mil motociclos. O resultado antes de impostos em 2017 foi de 10,65 mil milhões de euros, num total de 98,67 mil milhões de euros de volume de negócios. Em 31 de Dezembro de 2017 a empresa empregava, aproximadamente, 129.932 colaboradores.

 

 

Exportações de componentes automóveis aumentaram 7% em Janeiro

As exportações de componentes automóveis registaram em Janeiro um aumento de 7% face ao mesmo mês de 2018.

in AFIA, 12-03-2019


 

De acordo com os dados apurados pela AFIA – Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel,  em Janeiro as vendas de componentes automóveis ao exterior atingiram os 748 milhões de euros, o que corresponde a um aumento de 7,4% face ao verificado no mesmo mês do ano passado.

Importa também referir no que respeita aos destinos das exportações dos componentes automóveis o aumento de 8,1% para a União Europeia, sendo que as vendas para o resto do mundo mantiveram-se praticamente inalteradas, um acréscimo de 0,2%.

Desde o início da década as vendas ao exterior praticamente que duplicaram passaram dos 388 milhões de euros no ano de 2010 para os 748 milhões de euros em 2018, um acréscimo de 93%.

Note-se ainda que os componentes automóveis representam 15% das exportações de bens transaccionáveis.

Os cálculos da AFIA têm como base as Estatísticas do Comércio Internacional de Bens divulgados, 12 de Março, pelo INE – Instituto Nacional de Estatística.

 

Para mais informações clique aqui (ficheiro pdf).

 

 

IBEROGESTÃO | A indústria automóvel em Portugal 2020 – 2030

No seguimento do recente 9º Encontro da AFIA, e em resultado das constatações e perspetivas para o setor automóvel e indústria de componentes que todos os intervenientes expressaram, fomos recuperar um trabalho da Iberogestão, realizado em 2011 para o Inteli e AFIA e constatamos que não existem situações inesperadas em 2019.

in Iberogestão, 11-03-2019


 

Focando a nossa atenção na indústria de componentes, é chegada a ocasião de conferir e/ou rever Estratégias de produtos e processos e planear a continuidade do negócio!

Aqui poderá encontrar o trabalho de compilação e é com gosto que o partilhamos com as empresas de componentes automóvel.

Com os meus melhores cumprimentos
Alfredo Azevedo
Iberogestão, Lda

 

http://www.iberogestao.pt/index.php

 

 

 

Autoeuropa negoceia criação de um Clube de Fornecedores

A Aicep está a negociar com a Autoeuropa a constituição de um Clube de Fornecedores. Bosch foi a primeira multinacional a ter um Clube em Portugal. Embraer garante que ainda não desistiu.

in ECO, por Mónica Silvares, 08-03-2019


Bosch foi a multinacional que deu o tiro de partida do Clube de Fornecedores. Uma iniciativa que visa gerar novas parcerias com pequenas e médias empresas nacionais, abrindo caminho à criação de novos postos de trabalho. A Autoeuropa prepara-se para ser a próxima, apurou o ECO, passando à frente da Embraer.

“A Aicep está a negociar com a Autoeuropa a constituição de um Clube de Fornecedores”, confirmou ao ECO o secretário de Estado da Internacionalização, Eurico Brilhante Dias. “Está a fazer com a Autoeuropa o mesmo que fez com a Bosch”, acrescentou o responsável.

O Governo estava em negociações com quatro empresas. O ex-ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, em abril do ano passado, dava conta de que dessas quatro empresas, duas estavam numa fase mais avançada, embora o Executivo estivesse confiante de que chegaria a bom porto com todas elas.

Tudo parece estar perfilado para que a Autoeuropa seja a próxima empresa a concluir mais um Clube de Fornecedores, que pretende “promover a integração e participação de empresas portuguesas, sobretudo as PME, em cadeias de valor internacionais”, indo à boleia de empresas que já desempenham um papel relevante nessas mesmas cadeias, garantindo-lhes assim “melhores condições de acesso a mercados, tecnologias e competências”.

“Com centralidade em empresas ‘nucleares’, pretende-se ganhar escala em atividades que tenham procura internacional dinâmica, empreguem recursos humanos qualificados e permitam a Portugal posicionar-se nas respetivas cadeias de valor de modo a poder ascender gradualmente nas mesmas”, explica o Governo na nota de apresentação deste Clube de Fornecedores.

A Embraer — a quem o Governo tinha lançado o desafio de criar um Clube de Fornecedores, de modo a dinamizar o cluster aeronáutico — ainda está a estudar qual o melhor momento para apresentar a sua candidatura. “Queremos ajustar o momento da candidatura ao que queremos fazer”, explicou ao ECO fonte oficial da empresa aeronáutica, numa referência ao concurso aberto a 28 de agosto do ano passado, no âmbito do Portugal 2020. Um concurso que abre, numa segunda fase, as portas a apoios comunitários dirigidos às necessidades específicas das empresas fornecedoras do Clube.

“Creio que apresentaremos a candidatura pelo verão ou a seguir”, avançou ainda a mesma fonte oficial da Embraer, esclarecendo que a demora na apresentação da candidatura se prende “com questões de trabalho” da empresa. “Tem a ver com a nossa estratégia de fazer algumas compras e desenvolver alguns fornecedores, mas também como o primeiro semestre se vai desenvolver“, especificou o mesmo responsável.

O ECO sabe que a Embraer está mais limitada na sua gestão porque está dependente de pareceres obrigatórios da Autoridade da Concorrência e de um conjunto de reguladores (brasileiros, europeus, japoneses). Mas fonte oficial garante que o Clube de Fornecedores é uma iniciativa que querem continuar a acompanhar e estar envolvidos, recusando a ideia de que desistiram da iniciativa.

O Clube de Fornecedores é um dos pilares do Programa Interface. As empresas nucleares — a Bosch, a Autoeuropa, a Embraer e outras — têm de cumprir, cumulativamente, uma série de requisitos, como trabalhar em setores com “procuras dinâmicas e inseridas em cadeias internacionais”; ter um volume de negócios anual de 75 milhões de euros (aferido na média dos últimos três anos) e um volume de compras a fornecedores de componentes, materiais e matéria-prima não inferior a 30 milhões de euros; apresentar uma intensidade exportadora superior a 50%. Além disso, as regras exigem a apresentação de uma estratégia de desenvolvimento que dê particular importância à integração de fornecedores nacionais de componentes e matéria-prima e ainda de um programa de parceria com os fornecedores.

Depois de identificadas as empresas nucleares, um número representativo de empresas fornecedoras, assim como as entidades de interface que integram a rede, definidos os objetivos estratégicos e feita uma estimativa dos valores envolvidos, passa-se à fase seguinte. Ou seja, são abertos concursos no âmbito do Sistema de Incentivos do Portugal 2020 para apoiar investimentos a realizar nas empresas fornecedoras.

O primeiro Clube de Fornecedores da Bosch, por exemplo, prevê um investimento de cem milhões de euros até 2020 e a criação de 300 novos postos de trabalho.

 

 

ISABEL FURTADO | “Nem sempre o mais importante é o mais urgente, e o contrário também é válido”

Entrevista a Isabel Furtado, CEO da TMG Automotive

in Compete 2020, por Cátia Silva Pinto, 07-03-2019


A TMG Automotive é um grupo familiar que já vai na terceira geração. Estava destinada a ir trabalhar para lá?

Nunca se pode dizer se estamos ou não destinados a trabalhar na empresa da família. Há um conjunto de fatores que condicionam as escolhas, e meu caso, algures durante a minha formação académica fiz um trabalho sobre o Algodão e talvez tenha sido isso que me fez despertar para esta indústria, que obviamente já conhecia melhor que qualquer outra.

Quando entrei na TMG, comecei o meu percurso na Fiação, na área de Controlo de Processos.

Como é que tem corrido a Presidência na TMG Automotive?

Primeiro, eu não sou a presidente da TMG Automotive. Isso continua a cargo de meu Tio António Gonçalves.

Como CEO, posso referir que esta função tem sido preenchida de desafios, com períodos melhores e outros mais difíceis, mas, ao fim destes anos, o resultado tem sido positivo.

O que a deixa mais orgulhosa?

Claramente o crescimento sustentado e o reconhecimento nacional e internacional da Empresa, nas suas vertentes de desenvolvimento, inovação e qualidade como um parceiro incontornável na cadeia de fornecimento.

O que mais a surpreendeu?

O crescente nível de exigência diária da indústria, a capacidade de adaptação, a performance aliada à resiliência dos colaboradores para acompanhar a evolução rápida e profunda dos nossos Clientes.

Que projetos têm agora em cima da mesa?

Continuar a lutar pelo crescimento da Empresa e do Grupo aumentando o conteúdo e o reconhecimento internacional da capacidade da engenharia existente em Portugal a par de melhoria contínua do índice de satisfação e orgulho de todos que aqui trabalhamos.

A TMG Automotive tem projetos cofinanciados pelo COMPETE 2020. A sua experiência com os Fundos da União Europeia… fizeram a diferença?

Desde 1988 que os fundos europeus têm sido essenciais para a realização dos investimentos na TMG. Sem a sua existência muitos dos investimentos em activos tangíveis, activos intangíveis e despesas com formação profissional teriam sido muito difíceis de realizar, principalmente em alturas de menor crescimento económico. Foram determinantes para o nosso crescimento em inovação e por conseguinte, em valor. Realce-se que para se obter os Fundos da EU é necessário ter um bom conhecimento da legislação dos mesmos.

O primeiro projecto submetido ao COMPETE 2020 data de 2015. Os projectos do 2020 são – Flexivinil, Beathe2seat, Fibre in Surface, Hi Surface, Confinseat e Projecto BE, ( sendo que os três primeiros estão concluídos, os dois seguintes tiveram início em Junho 2017 e Junho 2018 respectivamente ). O Projecto BE ainda não está decidido.

Quer partilhar algum projeto com especial interesse para si?

Difícil escolher um projecto em especial, pois na sua génese, todos são importantes. Muito recentemente tivemos um grande projecto que se pode destacar de modo especial – o investimento numa segunda fábrica, Auto 2, que, em 18 meses, conseguimos pôr uma fabrica a laborar, com 25 000 m2 e um investimento de quase 50 M€.

Qual foi o momento mais emocionante no seu trajeto professional?

Sinceramente, penso ter sido o facto de gerir directamente uma Empresa que passou a fasquia de referência dos 100 M€.

E qual foi o obstáculo mais interessante de superar?

Fazê-lo em e de Portugal, país cada vez mais longe do mercado alvo da TMG AUTOMOTIVE, distante dos centros de decisão, e no que se considera um pais periférico.

Gerir o tempo? Qual o segredo?

Não entrar em pânico, discernir e definir prioridades. Nem sempre o mais importante é o mais urgente – e o contrário também é valido.


Breve nota biográfica

Isabel Maria Gonçalves Folhadela de Oliveira Mendes Furtado, natural e residente em Requião, V. N. Famalicão. Casada, 3 filhos.

Desde cedo estudou no Canadá e Inglaterra, onde se licenciou em Economia pela Universidade de Manchester.

Actualmente desempenha os seguintes cargos:

  • Administradora das várias empresas do Grupo TMG e Casa Agrícola de Compostela;
  • CEO de TMG Automotive;
  • Presidente da Direcção da COTEC Portugal,
  • Membro do Conselho de Administração e Direcção Executiva do CEIIA (Centro de Excelência da Indústria Automóvel);
  • Presidente do Conselho Superior das EF’s (Associação Portuguesa das Empresas Familiares);
  • Membro do Conselho Director da APGEI (Associação Portuguesa Gestão e Engenharia Industrial);
  • Membro da Direcção Executiva da ATP (Associação Têxtil Portuguesa);
  • Membro do Conselho de Curadores da Universidade do Minho.;
  • Foi distinguida em 2014, pelo Presidente da República, com o grau de Comendador da Ordem de Mérito Industrial.