Global Light Vehicle Sales Update

The Global Light Vehicle (LV) selling rate for December was 91 mn units/year, a relatively positive result
given the continued backdrop of the coronavirus pandemic. In year-on-year (YoY) terms, the global
market rose 2.3% last month, supported by growth in both China and the US, and with stability returning
in South America and some European markets.

in LMC Automotive, 15-01-2021


For full-year 2020, the headline global figure now lies 14% below 2019’s result, at 77.7 mn units, in a
year dominated by the economic fallout from COVID-19 induced lockdowns.

 

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Produção automóvel em Portugal fecha ano de 2020 com queda de 23,6 por cento

Em Dezembro de 2020 foram produzidos, em Portugal, 13.368 veículos automóveis ligeiros e pesados, tendo-se verificado um decréscimo de 44,5 por cento em comparação com o mesmo mês do ano anterior.

in ACAP, 15-01-2021


Em termos acumulados, de Janeiro a Dezembro de 2020, registou-se um decréscimo de 23,6 por cento em comparação com o período homólogo, correspondendo a 264.236 unidades fabricadas em 2020.

A informação estatística relativa aos doze meses de 2020 confirma a importância que as exportações representam para o sector automóvel já que 97,9 por cento dos veículos fabricados em Portugal têm como destino o mercado externo, o que, sublinhe-se, contribui de forma significativa para a balança comercial portuguesa.

A Europa continuou a ser o mercado líder nas exportações dos veículos fabricados em território nacional – com 94,3 por cento – com a Alemanha (20,4%), França (16,2%), Itália (11,7%), Espanha (11,0%) e Reino Unido (7,6%) no topo do ranking.

Montagem de veículos automóveis pesados
Relativamente à montagem de veículos automóveis em Portugal, em Dezembro de 2020 foram montados 32 veículos pesados, tendo representado um decréscimo de 65,6 por cento face a igual mês do ano de 2019.

Em termos acumulados, nos doze meses de 2020, a montagem de veículos pesados apresentou uma queda de 78,5 por cento face igual período do ano anterior, representando 616 veículos montados em 2020.

Pelo quinto mês consecutivo apenas foram montados veículos pesados de passageiros.

De Janeiro a Dezembro de 2020 foram exportados 81,0 por cento dos veículos montados em Portugal, representando 499 unidades. Os Estados Unidos da América são o maior destino destas exportações uma vez que recebem 52,7 por cento das exportações.

 

COVID-19 – Conheça as Medidas de Apoio às Empresas e Emprego

Conheça as medidas do Governo para apoio ao emprego e às empresas

 in AFIA, atualizado 15-01-2020


Decreto-Lei n.º 6-C/2021 – Diário da República n.º 10/2021, 1º Suplemento, Série I de 2021-01-15

Prorroga o apoio extraordinário à retoma progressiva de atividade em empresas em situação de crise empresarial


Apoios ao Emprego e à Economia

(atualizado 14-01-2020)

Layoff Simplificado por encerramento da atividade

  • Entidade empregadora suporta apenas 19,8% do salário
  • Duração idêntica à do período de confinamento

Apoio à Retoma Progressiva por quebra de faturação da empresa

  • Possibilidade de redução do horário de trabalho até 100%
  • Redução contributiva de 50% para micro e PMEs

Apoio simplificado para Microempresas

  • Apoio no valor de 2 SMN (1.330€) por trabalhador

Medidas para Trabalhadores por conta de outrem, Trabalhadores independentes, Sócios gerentes, Trabalhadores em situação de desproteção social

  • Suspensão de execuções durante o primeiro trimestre
  • Suspensão dos processos de execução fiscal em curso ou que venham a ser instaurados pela AT e pela Segurança Social: de 1 de janeiro a 31 de março.
  • Impossibilidade de execução de penhoras neste período.
  • O pagamento dos planos prestacionais por dívidas à Segurança Social também é suspenso.

 

Consulte a apresentação do Ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital a 14 de Janeiro de 2021 sobre os Apoios ao Emprego e à Economia (pdf).

 


Decreto 3-A/2021 Regulamenta o estado de emergência decretado pelo Presidente da República

 


Contraordenação relativa ao teletrabalho obrigatório

Altera o regime contraordenacional no âmbito da situação de calamidade, contingência e alerta e agrava a contraordenação relativa ao teletrabalho obrigatório durante o estado de emergência


Medidas em vigor a partir das 00h00 de 15 de janeiro

 


Comunicado do Conselho de Ministros de 13 de janeiro de 2021

O Conselho de Ministros aprovou hoje o decreto que regulamenta a modificação e a prorrogação do estado de emergência decretado pelo Presidente da República, em todo o território nacional continental, no período entre as 00h00 do dia 15 de janeiro de 2021 e as 23h59 do dia 30 de janeiro.

Tendo por base a reavaliação da situação epidemiológica no país, o Governo determinou um conjunto de medidas extraordinárias que têm por objetivo limitar a propagação da pandemia e proteger a saúde pública, assegurando as cadeias de abastecimento de bens e serviços essenciais:

  • estabelece-se o dever geral de recolhimento domiciliário, exceto para um conjunto de deslocações autorizadas, designadamente: aquisição de bens e serviços essenciais, desempenho de atividades profissionais quando não haja lugar a teletrabalho, participação no âmbito da campanha eleitoral ou da eleição do Presidente da República, a frequência de estabelecimentos escolares, o cumprimento de partilha de responsabilidades parentais, a prática de atividade física e desportiva ao ar livre, a fruição de momentos ao ar livre e o passeio dos animais de companhia, os quais devem ser de curta duração e ocorrer na zona de residência;
  • prevê-se a obrigatoriedade de adoção do regime de teletrabalho, sempre que as funções em causa o permitam, sem necessidade de acordo das partes, não sendo obrigatório o teletrabalho para os trabalhadores de serviços essenciais;
  • aplica-se o regime excecional e temporário de exercício de direito de voto antecipado para os eleitores que estejam em confinamento obrigatório, nomeadamente os cidadãos residentes em estruturas residenciais para idosos e em outras respostas dedicadas a pessoas idosas;
  • determina-se o encerramento de um alargado conjunto de instalações e estabelecimentos, incluindo atividades culturais e de lazer, atividades desportivas (salvo a prática de desportos individuais ao ar livre e atividades de treino e competitivas) e termas;
  • ficam suspensas as atividades de comércio a retalho e de prestação de serviços em estabelecimentos abertos ao público, com exceção daquelas que disponibilizem bens ou prestem serviços de primeira necessidade ou outros considerados essenciais;
  • prevê-se que os estabelecimentos de restauração e similares funcionam exclusivamente para efeitos de atividade de confeção destinada a consumo fora do estabelecimento através de entrega ao domicílio ou take-away;
  • estabelece-se que os serviços públicos prestam o atendimento presencial por marcação, sendo mantida e reforçada a prestação dos serviços através dos meios digitais e dos centros de contacto;
  • permite-se o funcionamento de feiras e mercados, nos casos de venda de produtos alimentares;
  • está proibição a realização de celebrações e de outros eventos, à exceção de cerimónias religiosas e de eventos no âmbito da campanha eleitoral e da eleição do Presidente da República.

Continuar a ler o COMUNCIADO DE IMPRENSA

 


Decreto-Lei n.º 106-A/2020 – Diário da República n.º 252/2020, 3º Suplemento, Série I de 2020-12-30

Altera as medidas excecionais e temporárias relativas à pandemia da doença COVID-19

 


Novas medidas de apoio destinadas às empresas e ao emprego (atualizado 30-12-2020)

O Governo aprovou um conjunto de novas medidas destinadas às empresas e ao emprego no âmbito da pandemia da doença COVID-19

 


Governo cria portal sobre vacinação Covid-19 (atualizado 26-12-2020)

O Governo lançou este sábado uma nova página exclusivamente dedicada ao processo de vacinação contra a Covid-19, como já tinha sido anunciado previamente pelo coordenador da task-force responsável pela elaboração do Plano de vacinação contra a Covid-19, Francisco Ramos. Este espaço está a partir de agora disponível através de duas vias: site da DGS e site Estamos On (portal do Governo com as diferentes medidas de resposta à pandemia). Esta nova página pretende esclarecer os cidadãos quanto a todos os detalhes relativos ao processo de vacinação, que começa amanhã, domingo, dia 27 de dezembro.

 


Decreto-Lei n.º 103-A/2020 – Diário da República n.º 242/2020, 1º Suplemento, Série I de 2020-12-15
Altera o regime excecional e temporário de cumprimento de obrigações fiscais, no âmbito da pandemia da doença COVID-19


O Ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, Pedro Siza Vieira, apresentou o novo pacote de medidas de apoio ao emprego, empresas e economia(atualizado 10-12-2020)

 


Plano Vacinação COVID19 (atualizado 03-12-2020)

 


Decreto-Lei n.º 101-A/2020 – Diário da República n.º 232/2020, 2º Suplemento, Série I de 2020-11-27

Altera o apoio extraordinário à retoma progressiva de atividade em empresas em situação de crise empresarial e clarifica o regime excecional e temporário de faltas justificadas motivadas por assistência à família


Lei n.º 75/2020 – Diário da República n.º 232/2020, Série I de 2020-11-27

Processo extraordinário de viabilização de empresas


Controlar a pandemia – apresentação das medidas do Conselho de Ministros de 21 de novembro de 2020


Estratégia Portugal 2030 (atualizado 13-11-2020)

Foi publicada em Diário da República a Estratégia Portugal 2030 , que traça as linhas orientadoras para aplicação do próximo Quadro Financeiro Plurianual e dos novos instrumentos financeiros criados pela União Europeia para dar resposta à crise de Covid-19.

A Estratégia Portugal 2030 está estruturada em torno de quatro agendas temáticas centrais para o desenvolvimento da economia, da sociedade e do território de Portugal no horizonte de 2030:

  1. as pessoas primeiro: um melhor equilíbrio demográfico, maior inclusão, menos desigualdade;
  2. digitalização, inovação e qualificações como motores do desenvolvimento;
  3. transição climática e sustentabilidade dos recursos, e
  4. um país competitivo externamente e coeso internamente.

Leia o documento na íntegra

 


Fundos Europeus da Política de Coesão relativo a 2021-2027

O Conselho de Ministros aprovou a resolução que estabelece os princípios orientadores e a estrutura operacional do período de programação de fundos europeus da política de coesão relativo a 2021-2027.

Através da presente resolução estabiliza-se um conjunto de princípios orientadores do Acordo de Parceria 2021-2027, que permite prosseguir o desenvolvimento dos trabalhos de programação, com o foco nos desafios que se pretendem endereçar, beneficiando da experiência de aplicação do Portugal 2020 e explorando todas as possibilidades previstas nas propostas regulamentares europeias que garantam quer a coerência estratégica, quer a flexibilidade e eficiência operacionais necessárias à boa execução dos fundos europeus.

 


Conselho de Ministros,12 de Novembro

 


Apoio Extraordinário à Retoma Progressiva de Atividade – COVID 19

Atribuição, pelo IEFP, IP, de um apoio financeiro para frequência de um plano de formação destinado aos trabalhadores das entidades empregadoras de natureza privada e do setor social abrangidas pela Medida de apoio extraordinário à retoma progressiva de atividade em empresas em situação de crise empresarial, com redução temporária do período normal de trabalho (PNT) criada no âmbito do Programa de Estabilização Económica e Social e prevista no n.º 5, do artigo 4.º do Decreto-Lei n.º 46-A/2020, de 30 de julho, alterado pelo Decreto-Lei n.º 90/2020, de 19 de outubro, que vigorará até 31 de dezembro de 2020.

 


No Conselho de Ministros de 5 de novembro de 2020, foram aprovados vários diplomas, nomeadamente:

  • A resolução que estabelece um conjunto de medidas destinadas às empresas, no âmbito da pandemia da doença Covid-19.
    Este diploma visa o lançamento de novos instrumentos de apoio à situação de tesouraria das empresas, entre os quais se destacam:

    • Linha de crédito indústria exportadora
      • Empresas industriais com elevado volume de negócios proveniente de exportações de bens
      • Conversão de 20% do crédito concedido em subsídio a fundo perdido em caso de manutenção de postos de trabalho
      • Crédito determinado em função do n º de postos de trabalho.
      • Aceda aqui à apresentação das medidas
  • O decreto-lei que introduz regras excecionais e temporárias em matéria de sequencialidade das medidas que visam o apoio das empresas no contexto da retoma de atividade, tendo em vista, designadamente, a manutenção dos postos de trabalho.
    • Este diploma cria um regime excecional para acesso ao Apoio à Retoma Progressiva para aos empregadores que tenham requerido o incentivo extraordinário à normalização da atividade empresarial sem terem de devolver os montantes já recebidos. Por outro lado, estabelece-se também que o empregador que tenha recorrido à aplicação das medidas de redução ou suspensão previstas no Código do Trabalho, e que pretenda aceder ao apoio extraordinário à retoma progressiva de atividade, não fique sujeito ao prazo que limita o recurso a medidas de redução ou suspensão.
  • Ainda no âmbito das resposta à crise suscitada pela doença Covid-19, foi aprovada, após audição com os parceiros sociais com assento na Comissão Permanente de Concertação Social, a proposta de lei que procede à suspensão excecional do prazo de contagem de prazos associados à caducidade e sobrevigência dos instrumentos de regulamentação coletiva de trabalho, nos termos previstos no Código do Trabalho.
    • A presente proposta de lei, a submeter à Assembleia da República, visa suspender, de modo transitório e excecional, o prazo de sobrevigência da convenção coletiva de trabalho, prevenindo o surgimento de lacunas na cobertura da contratação coletiva, seja pelo esgotamento dos prazos de processos de denúncia já iniciados, seja pelo desencadeamento de novas denúncias.

Comunicado do Conselho de Ministros

 


Decreto-Lei n.º 94-A/2020 – Diário da República n.º 214/2020, 1º Suplemento, Série I de 2020-11-03

Altera as medidas excecionais e temporárias relativas à pandemia da doença COVID-19

 


Resolução do Conselho de Ministros n.º 92-A/2020 – Diário da República n.º 213/2020, 1º Suplemento, Série I de 2020-11-02


Novas medidas para combater a pandemia

  • Conheça as medidas aplicáveis a cada concelho no site EstamosOn

 


Apoio extraordinário à retoma progressiva (atualizado 28-10-2020)

A Segurança Social publicou  informação sobre o Apoio extraordinário à retoma progressiva

No âmbito da medida de Apoio Extraordinário à Retoma Progressiva de Atividade, a partir de 29 de outubro passará a ser possível as entidades empregadoras apresentarem o pedido de apoio para o próprio mês e para o mês anterior.

Assim, entre o dia 29 de outubro e o dia 31 de outubro, será possível às entidades empregadoras apresentarem o apoio para o mês de setembro de 2020.

Também será possível requerer o pedido de apoio para os novos intervalos de variação de quebra de faturação previstas no Decreto-Lei nº 46-A/2020, de 30 de julho, introduzidas pelo Decreto-Lei nº 90/2020, de 19 de outubro.

Caso já tenha requerido o mês de outubro e pretenda alterar a variação da quebra de faturação terá de anular o pedido introduzido e apresentar um novo.

O apoio, com redução temporária do período normal de trabalho, tem a duração de um mês civil, sendo prorrogável mensalmente até 31 de dezembro de 2020.

Fonte: http://www.seg-social.pt/noticias/-/asset_publisher/9N8j/content/apoio-extraordinario-a-retoma-progressiva-setembro

 


Governo aprova novas medidas para travar expansão da pandemia  (atualizado 22-10-2020)

O Governo aprovou uma resolução que determina «a proibição de circulação entre diferentes concelhos do território continental no período entre as 00h00 de 30 de outubro e as 23h59 de dia 3 de novembro e que define um conjunto de medidas especiais aplicáveis aos concelhos de Felgueiras, Lousada e Paços de Ferreira no âmbito da situação de calamidade decorrente da pandemia da doença Covid-19» a partir das 00h00 de 23 de outubro.


 

Mecanismo de apoio à Retoma Progressiva da Atividade (atualizado 21-10-2020)


Decreto-Lei n.º 90/2020 – Diário da República n.º 203/2020, Série I de 2020-10-19


Decreto-Lei n.º 87-A/2020 – Diário da República n.º 201/2020, 1º Suplemento, Série I de 2020-10-15


Plano de Recuperação e Resiliência – Recuperar Portugal 2021-2026 – Plano preliminar (atualizado 15-10-2020)

Pode ser consultada no Site do Governo, a versão preliminar do Plano de Recuperação e Resiliência – Recuperar Portugal 2021-2026, entregue pelo Primeiro-Ministro António Costa à Presidente da Comissão Europeia, no dia 15 de outubro.

 


Comunicado do Conselho de Ministros de 8 de outubro de 2020

O Conselho de Ministros aprovou hoje o decreto-lei que altera o apoio extraordinário relativo à retoma progressiva de atividade em empresas em situação de crise empresarial.
Introduzem-se agora alterações aos limites máximos a observar na redução do período normal de trabalho, às regras aplicáveis à determinação da compensação retributiva devida aos trabalhadores e ao regime de apoios concedidos pela segurança social, ao conceito de situação de crise empresarial considerado no âmbito da medida e, ainda, aos apoios complementares a conceder no âmbito do plano de formação complementar

Mais informações:


No dia 1 de Outubro  foi publicado em Diário da República do diploma que estabelece um regime excecional e transitório de reorganização do trabalho e de minimização de riscos de transmissão da infeção da doença COVID-19 no âmbito das relações laborais:

 


Apoio às Médias Empresas, Small Mid Caps e Mid Caps (atualizado 29-09-2020)

Criada no âmbito das medidas de caráter extraordinário para apoio ao emprego e à normalização da atividade empresarial, a Linha de Apoio à Economia COVID-19 permite às empresas portuguesas, mais afetadas pelas medidas adotadas para contenção da pandemia do novo coronavírus, financiarem em melhores condições de preço e de prazo, as suas necessidades de tesouraria.

A 30 de setembro de 2020, foi disponibilizada a nova linha específica de Apoio às Médias Empresas, Small Mid Caps e Mid Caps.

mais informações …


 

Apresentação do «Plano de Recuperação e Resiliência» (atualizado 29-09-2020)

 


Comunicado do Conselho de Ministros de 24 de setembro de 2020 (atualizado 24-09-2020)

Decreto-Lei que altera as medidas excecionais e temporárias relativas à pandemia da doença Covid-19, nomeadamente:
– As medidas excecionais de proteção dos créditos das famílias, empresas, instituições particulares de solidariedade social, e demais entidades da economia social, passam a vigorar até 30 de setembro de 2021;
– Define-se que a distribuição de lucros, sob qualquer forma, o reembolso de créditos aos sócios e a aquisição de ações ou quotas próprias, por parte das entidades beneficiárias, determina a cessação dos efeitos das medidas de apoio extraordinário à liquidez;
– As entidades beneficiárias que, no dia 1 de outubro de 2020, se encontrem abrangidas por alguma das medidas de apoio extraordinário à liquidez, beneficiam da prorrogação suplementar e automática dessas medidas pelo período de seis meses, compreendido entre 31 de março de 2021 e 30 de setembro de 2021.

Mais informações: https://www.portugal.gov.pt/pt/gc22/governo/comunicado-de-conselho-de-ministros?i=370


Abertura de período extraordinário de pedidos de apoio (atualizado 23-09-2020)

De 23 a 30 de setembro – Novos formulários na SSD
Estão disponíveis na Segurança Social Direta (SSD), entre os dias 23 e 30 de setembro, os formulários para realização de pedidos de apoio para períodos retroativos no âmbito do “Apoio extraordinário à redução da atividade económica” e da “Medida extraordinária de incentivo à atividade profissional” para Trabalhadores Independentes e para Membros de Órgãos Estatutários.

Este período excecional destina-se a possibilitar o acesso a estes apoios extraordinários aos trabalhadores independentes (TI) e/ou membros de órgãos estatutários (MOE) que, afetados na sua atividade económica pelos efeitos da pandemia COVID-19, nos períodos anteriores não conseguiram submeter os respetivos processos, ou não reuniam requisitos para a submissão das respetivas candidaturas.

mais informações: http://www.seg-social.pt/noticias/-/asset_publisher/9N8j/content/abertura-de-periodo-extraordinario-de-pedidos-de-apoio


Apoio extraordinário à retoma progressiva (atualizado 17-09-2020)

Entrega do pedido na Segurança Social Direta

O apoio extraordinário à retoma progressiva de atividade é destinado a empregadores privados ou do setor social em situação de crise empresarial por redução acentuada de faturação e reduções temporárias do período normal de trabalho (PNT) de todos ou alguns trabalhadores. Este apoio deve ser requerido na Segurança Social Direta através do menu Emprego, opção Layoff, selecionando o Regime – Apoio extraordinário à retoma progressiva de atividade das empresas com redução do período normal de trabalho.

O pedido deverá ser acompanhado da declaração do contabilista certificado (Mod. 3058-DGSS) atestando a situação de crise empresarial e de listagem nominativa dos trabalhadores a abranger, com indicação do respetivo número de segurança social, da retribuição normal ilíquida e da redução do período normal de trabalho a aplicar, em termos médios mensais, por trabalhador.

Deverá ser dado também o consentimento para a consulta da situação fiscal perante a Autoridade Tributária, bem como proceder ao registo do IBAN (menu Perfil, opção Conta Bancária), para onde será pago o apoio financeiro.

A apresentação do pedido de apoio pode ser feita em qualquer altura do mês, abrangendo todo o período desse mês Porém, durante o mês de setembro, o empregador pode entregar também o pedido do apoio referente ao mês de agosto.

O cálculo da redução do Período Normal de Trabalho é feito numa base mensal, devendo ser respeitados os limites legais horários diários e semanais.

Para mais informações:

http://www.seg-social.pt/apoio-extraordinario-a-retoma-progressiva-de-atividade

 


Incentivo Extraordinário à Normalização da Atividade Empresarial (atualizado 17-09-2020)

É um incentivo financeiro extraordinário, dirigido às entidades empregadoras, para apoiar a normalização da atividade empresarial, ou seja, depois de terminada a aplicação do chamado “layoff simplificado” ou do plano extraordinário de formação.

Para mais informações:

http://www.seg-social.pt/incentivo-extraordinario-a-normalizacao-da-atividade-empresarial

 


Visão Estratégica para o Plano de Recuperação Económica de Portugal 2020-2030 – sessão de análise – apresentações e vídeo (atualizado 15-09-2020)

No dia 15 de Setembro, decorreu em Lisboa a sessão de análise dos contributos do Debate Público da Visão Estratégica para o Plano de Recuperação Económica de Portugal 2020-2030, com presença do Primeiro-Ministro António Costa e do Professor António Costa Silva.


Despacho n.º 8844-B/2020 (atualizado 14-09-2020)

Determina que a AT deverá disponibilizar oficiosamente aos contribuintes a faculdade de pagamento em prestações, sem necessidade de prestação de garantia nos termos do Decreto-Lei n.º 492/88, de 30 de dezembro, de dívidas de imposto sobre o rendimento das pessoas singulares (IRS) e de imposto sobre o rendimento das pessoas coletivas (IRC) de valor igual ou inferior, respetivamente, a (euro) 5000 e (euro) 10 000, independentemente da apresentação do pedido


Comunicado do Conselho de Ministros de 10 de setembro de 2020

Controlar a Pandemia – apresentação do Primeiro-Ministro na conferência de imprensa do Conselho de Ministros de 10 de setembro de 2020

Resolução do Conselho de Ministros n.º 70-A/2020

Declara a situação de contingência, no âmbito da pandemia da doença COVID-19

 


Clarifica as medidas excecionais e temporárias no âmbito do Programa de Estabilização Económica e Social (atualizado 15-08-2020)

1 — Os trabalhadores cuja remuneração base em fevereiro de 2020 tenha sido igual ou inferior a duas vezes a RMMG e que, entre os meses de abril e junho, tenham estado abrangidos pelo menos 30 dias seguidos pelo apoio à manutenção do contrato de trabalho, previsto no Decreto -Lei n.º 10 -G/2020, de 26 de março, na sua redação atual, ou por redução temporária do período normal de trabalho ou suspensão do contrato de trabalho, nos termos dos artigos 298.º e seguintes do Código do Trabalho, aprovado pela Lei n.º 7/2009, de 12 de fevereiro, na sua redação atual, têm direito a um complemento de estabilização.

2 — O complemento de estabilização corresponde à diferença entre os valores da remuneração base declarados relativos ao mês de fevereiro de 2020 e aos 30 dias seguidos em que o trabalhador esteve abrangido por uma das duas medidas referidas no número anterior em que se tenha verificado a maior diferença, sem prejuízo do disposto no número seguinte.


Apoio extraordinário à retoma progressiva – Formulário já disponível na Segurança Social Direta (atualizado 10-08-2020)

Desde 6 de Agosto que está disponível na Segurança Social Direta o formulário eletrónico para as entidades empregadoras requererem o apoio extraordinário à retoma progressiva de atividade, destinado a empresas privadas ou do setor social em situação de crise empresarial por redução acentuada de faturação e reduções temporárias do período normal de trabalho (PNT) de todos ou alguns trabalhadores.

Apoio diferenciado depende da quebra de faturação

O apoio extraordinário destina-se a empresas com quebras na faturação igual ou superior a 40%, que procuram retomar a atividade e manter os postos de trabalho. A redução temporária do PNT, por trabalhador, e o apoio extraordinário correspondente têm os seguintes parâmetros:

  1. No caso de Empregador com quebra de faturação igual ou superior a 40 %, a redução do PNT, por Trabalhador, pode ser, no máximo:
    1. De 50 %, nos meses de agosto e setembro de 2020; e
    2. De 40 %, nos meses de outubro, novembro e dezembro de 2020;
  2. No caso de Empregador com quebra de faturação igual ou superior a 60 %, a redução do PNT, por Trabalhador, pode ser, no máximo:
    1. De 70 %, nos meses de agosto e setembro de 2020; e
    2. De 60 %, nos meses de outubro, novembro e dezembro de 2020.

Consulte o Manual Passo-a-Passo para registo dos pedidos na Segurança Social Direta que inclui o Apoio à Retoma Progressiva

Aceda à declaração do contabilista certificado – Mod. RC3058-DGSS

 


Mecanismo de apoio à Retoma Progressiva da Atividade  (atualizado 04-08-2020)

O Governo disponibilizou no seu portal uma página com Perguntas e Respostas sobre o Mecanismo de apoio à Retoma Progressiva da Atividade

 


Incentivo extraordinário à normalização da atividade (atualizado 04-08-2020)

O incentivo extraordinário à normalização da atividade pode ser requerido a partir de 4 de agosto.

Os empregadores que tenham beneficiado do regime de lay-off simplificado e que tenham condições para retomar a sua atividade, podem, a partir do dia 4 de agosto, apresentar o requerimento para acesso ao incentivo extraordinário à normalização da atividade empresarial, previsto no Decreto-Lei n.º 27-B/2020, de 19 de junho.

O requerimento para acesso ao incentivo encontra-se online, no portal iefponline, na área de gestão do empregador, estando já disponível no site do IEFP toda a informação sobre a medida.


Linha de Apoio à Economia COVID-19 – Micro e Pequenas Empresas (atualizado 06-08-2020)

Criada no âmbito das medidas de caráter extraordinário para apoio à normalização da atividade das empresas, com uma dotação de mil milhões de euros, a Linha de Apoio à Economia COVID-19 – Micro e Pequenas Empresas destina-se a apoiar a recuperação das micro e pequenas empresas afetadas pelos efeitos da pandemia do novo coronavírus.


Lei n.º 29/2020 – Diário da República n.º 148/2020, Série I de 2020-07-31

Medidas fiscais de apoio às micro, pequenas e médias empresas no quadro da resposta ao novo coronavírus SARS-CoV-2 e à doença COVID-19


Decreto-Lei n.º 46-A/2020 – Diário da República n.º 147/2020, 1º Suplemento, Série I de 2020-07-30

O presente decreto-lei cria o apoio extraordinário à retoma progressiva de atividade em empresas em situação de crise empresarial, com redução temporária do período normal de trabalho, no âmbito do Programa de Estabilização Económica e Social, tendo em vista a manutenção de postos de trabalho.


Apoio Extraordinário à Retoma Progressiva (atualizado 27-07-2020)

Mecanismo criado pelo Governo para apoiar a manutenção dos postos de trabalho nas empresas que tenham, pelo menos, uma quebra de faturação de 40%.

A Segurança Social comparticipa em 70% a comparticipação retributiva pela redução do período normal de trabalho dos trabalhadores. A redução do período normal de trabalho será variável em função da quebra de faturação e dos meses em causa.


Visão Estratégica para o Plano de Recuperação Económica de Portugal 2020-2030 (atualizado 21-07-2020)

A Visão Estratégica para o Plano de Recuperação Económica de Portugal 2020-2030, elaborada pelo Prof. António Costa Silva, constitui um documento enquadrador das opções e prioridades que deverão nortear a recuperação dos efeitos económicos adversos causados pela atual pandemia. É a partir desta visão estratégica que será desenhado o Plano de Recuperação, a apresentar à Comissão Europeia, com vista à utilização dos fundos europeus disponíveis.

O documento apresenta 10 eixos estratégicos em torno de (i) uma Rede de Infraestruturas Indispensáveis, (ii) a Qualificação da População, a Aceleração da Transição Digital, as Infraestruturas Digitais, a Ciência e Tecnologia, (iii) o Setor da Saúde e o Futuro, (iv) Estado Social, (v) a Reindustrialização do País, (vi) a Reconversão Industrial, (vii) a Transição Energética e Eletrificação da Economia, (viii) a Coesão do Território, Agricultura e Floresta, (ix) um Novo Paradigma para as Cidades e a Mobilidade e (x) Cultura, Serviços, Turismo e Comércio.

Consulte aqui o documento

 


Prazo para a entrega da IES prorrogado até 15 de setembro (atualizado 17-07-2020)

O governo prorrogou o prazo para a entrega pelas empresas da Informação Empresarial Simplificada (IES/DA) até 15 de setembro.

O prazo da submissão da IES/DA já tinha sido prolongado até 7 de agosto, mas um novo despacho do secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, António Mendonça Mendes, vem agora dar mais tempo, até 15 de setembro, para as empresas poderem cumprir esta obrigação declarativa, “sem quaisquer acréscimos ou penalidades”.

Entre os motivos deste novo prolongamento está a necessidade de assegurar a qualidade de reporte de dados, que servem de base à informação estatística nacional e que, considera o secretário de Estado, poderia ser comprometida devido às atuais circunstâncias excecionais impostas pela pandemia de covid-19.

Consulte aqui o Despacho do SEAAF


Segurança Social – Acordos de pagamento das contribuições diferidas (atualizado 15-07-2020)

Planos Prestacionais – pagamento de dois terços das contribuições diferidas [Decreto-Lei n.º 10-F/2020, de 26 de março, na sua redação atual]

Encontra-se disponível, durante o mês de julho, a funcionalidade que permite registar o pedido de plano prestacional de regularização dos montantes de contribuições diferidas.

Este plano prestacional permite:

  • às entidades empregadoras, que nos termos da lei possam beneficiar desta medida, proceder ao pagamento das restantes contribuições referentes aos meses de fevereiro a abril de 2020, ou março a maio de 2020, desde que reúnam as seguintes condições:
    • tenha existido pagamento, dentro do prazo, de um terço das contribuições e da totalidade das cotizações no mês em que eram devidas;
    • se beneficiou no período de março a maio, a totalidade das contribuições respeitantes a fevereiro de 2020 terá que estar paga dentro do prazo;
    • se o pagamento do primeiro mês tiver sido efetuado fora de prazo, os respetivos juros de mora têm que estar pagos.

pagamento será efetuado em prestações mensais e sucessivas, nos meses de julho a dezembro, sem juros de mora, vencendo-se a primeira prestação no final do mês de julho.

Para registar o pedido de Acordo, na Segurança Social Direta, aceda ao separador Conta-corrente> Pagamentos à Segurança Social> Planos Prestacionais> Registar plano prestacional.

De seguida, preencha os dados solicitados e confirme a simulação do plano pretendido.

Depois de proceder ao registo, receberá na sua caixa de mensagens da Segurança Social Direta a confirmação da autorização do plano prestacional.

Consulte aqui informação detalhada sobre Gestão de Acordos e Planos Prestacionais

 


 

Portaria n.º 170-A/2020 – Diário da República n.º 134/2020, 2º Suplemento, Série I, 13 de julho de 2020

Regulamenta o incentivo extraordinário à normalização da atividade empresarial, previsto no Decreto-Lei n.º 27-B/2020, de 19 de junho


Decreto-Lei n.º 27-B/2020, Diário da República n.º 118/2020, 2º Suplemento, Série I, 19 de junho de 2020

Prorroga o apoio extraordinário à manutenção dos contratos de trabalho em situação de crise empresarial e cria outras medidas de proteção ao emprego, no âmbito do Programa de Estabilização Económica e Social


Layoff – Formulário online na Segurança Social Direta (atualizado 18-06-2020)

As empresas que pretendam aderir à atual Medida Extraordinária de Apoio à Manutenção dos Contratos de Trabalho (layoff simplificado) ou ao layoff no âmbito do Código do Trabalho já dispõem de formulário online. Para submeter o pedido devem, através da Segurança Social Direta, escolher a opção Layoff do menu Emprego.

O formulário online agora disponibilizado aplica-se a novos pedidos ou a pedidos de prorrogação e substitui os formulários físicos Mod. RC 3056-DGSS e o Anexo, bem como Mod. RC 3057–DGSS e o Anexo.

 


Seguros de crédito – Facilidade de Curto Prazo OCDE 2020

A 5 de Junho o Ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital e o Secretário de Estado Adjunto e das Finanças assinaram um Despacho conjunto que aprova a “Facilidade de Curto Prazo OCDE 2020.

Entretanto já foram assinados os protocolos que operacionalizam esta medida com as 4 seguradoras: COSEC, Credito Y Caucion, COFACE, CESCE.

O montante garantido é de 750 milhões de euros.


Programa de Estabilização Económica e Social (atualizado 07-06-2020)

 


 

SITUAÇÃO DE CONTINGÊNCIA E ALERTA (atualizado 14-08-2020)

Resolução do Conselho de Ministros n.º 63-B/2020

  • Prorroga a declaração da situação de contingência e alerta, no âmbito da pandemia da doença COVID-19

 


Comissão de Normalização Contabilística (atualizado 01-06-2020)

A CNC emitiu as seguintes recomendações:

  • Recomendação 1 – Tratamento dos impactos da COVID-19 no relato financeiro das empresas e entidades em SNC (aprovada em 01 de abril de 2020)
  • Recomendação 2 – Tratamento dos impactos da COVID-19 no relato financeiro das empresas e entidades em SNC dos exercícios que encerram após 31 de dezembro de 2019 (aprovada em 06 de maio de 2020)
  • Recomendação 3 – Tratamento dos apoios governamentais no âmbito da pandemia da COVID-19 (atualizada em 01 de junho de 2020)

 


Plano de Desconfinamento – Conselho de Ministros de 29 de maio de 2020

 


Sistema de Incentivos ao Empreendedorismo e ao Emprego (SI2E)

Portaria n.º 122/2020 – D.R. n.º 100/2020, Série I de 2020-05-22  – Procede à terceira alteração ao Regulamento que criou o Sistema de Incentivos ao Empreendedorismo e ao Emprego (SI2E), aprovado pela Portaria n.º 105/2017, de 10 de março (adita um anexo que estabelece as regras excecionais e temporárias aplicáveis a operações apoiadas pelo SI2E, em resposta imediata ao impacto da crise de saúde pública no contexto do surto de COVID -19).


FAQ sobre Orientação Técnica n.º 1/2020 – Sistemas de Incentivos às Empresas

Foi disponibilizado no Portal do Portugal 2020, um documento com as novas FAQ/Perguntas Frequentes relativas à Orientação Técnica n.º 1/2020 – Medidas COVID-19 | Sistemas de Incentivos às Empresas.


 

Novo manual da DGS com medidas prevenção e controlo da Covid-19 (atualizado 19-05-2020)

A Direção-Geral da Saúde (DGS) lançou o primeiro volume de um manual com “Medidas Gerais de Prevenção e Controlo da COVID-19”, onde apresenta as caraterísticas gerais da doença e do vírus, bem como os gestos e procedimentos que devem ser adotados diariamente pela população.

No manual, os autores descrevem de uma forma sumária as principais características da doença, como sinais, sintomas e vias de transmissão, que “permitem perceber a importância e razão das medidas preventivas a adotar”.

Entre as medidas preventivas, o manual destaca o distanciamento entre pessoas, a utilização de equipamentos de proteção, a higiene pessoal, nomeadamente a lavagem das mãos e etiqueta respiratória, a higiene ambiental, como a limpeza e desinfeção, e a automonitorização de sintomas, com abstenção do trabalho caso surjam sintomas sugestivos de Covid-19.


Programa ADAPTAR – destinado às micro, pequenas e médias empresas (atualizado 25-05-2020)

Estabelece um sistema de incentivos à adaptação da atividade empresarial ao contexto da doença COVID -19, destinado a micro, pequenas e médias empresas (Programa ADAPTAR).

Este sistema visa minorar os custos acrescidos para o restabelecimento rápido das condições de funcionamento das empresas, sendo apoiados, nomeadamente, os custos de aquisição de equipamentos de proteção individual para trabalhadores e utentes, equipamentos de higienização, contratos de desinfeção e os custos com a reorganização dos locais de trabalho e alterações de layout dos estabelecimentos.


Despacho n.º 5503-B/2020 (atualizado 14-05-2020)

Concessão de uma garantia pessoal do Estado ao Fundo de Contragarantia Mútuo, no âmbito do apoio às empresas nacionais decorrentes da pandemia da doença COVID-19.


Pagamentos aos Beneficiários do SI Competitividade e Internacionalização (atualizado 14-05-2020)

De acordo com informação do Portugal 2020, foi recentemente publicada pela AD&C – Agência para o Desenvolvimento e Coesão, a Norma de Pagamentos dos Sistemas de Incentivos no âmbito do RECI – Regulamento Específico do domínio Competitividade e Internacionalização (Norma AD&C n.º12).


Requerimento de Apoios Excecionais – Nova data | Prazos para efetuar requerimento (atualizado 11-05-2020)

No âmbito dos apoios excecionais e extraordinários previstos no Decreto-Lei n.º 10-A/2020, de 13 de março, para trabalhadores por conta de outrem, trabalhadores independentes e membros de órgãos estatutários, informamos sobre os prazos de entrega dos próximos requerimentos.

Apoio Excecional à Família para Trabalhadores por conta de Outrem e Trabalhadores Independentes

O apoio financeiro deverá ser requerido nas seguintes datas:

  • relativo ao mês de abril – de 1 a 13 de maio;
  • relativo ao mês de maio – de 1 a 10 de junho;
  • relativo ao mês de junho – de 1 a 10 de julho.

Apoio Extraordinário à redução da atividade económica dos Trabalhadores Independentes e dos Membros de Órgãos Estatutários

O apoio financeiro deverá ser requerido através de formulário online disponível na Segurança Social Direta, nas seguintes datas:

  • relativo ao mês de abril – de 20 a 4 de maio;
  • relativo ao mês de maio – de 20 a 31 de maio;
  • relativo ao mês de junho – de 20 a 30 de junho.

Consulte o Despacho.


Segurança Social – Cálculo e pagamento (29 de Abril) (Segurança Social)

Informação relevante para o cálculo e pagamento da medida extraordinária de apoio à manutenção dos contratos de trabalho (layoff).

MAIS INFORMAÇÃO

 


Controlo de temperatura corporal (atualizado 01-05-2020)

Artigo 13.º-C – Decreto-Lei n.º 10-A/2020

1 – No atual contexto da doença COVID-19, e exclusivamente por motivos de proteção da saúde do próprio e de terceiros, podem ser realizadas medições de temperatura corporal a trabalhadores para efeitos de acesso e permanência no local de trabalho.
2 – O disposto no número anterior não prejudica o direito à proteção individual de dados, sendo expressamente proibido o registo da temperatura corporal associado à identidade da pessoa, salvo com expressa autorização da mesma.
3 – Caso haja medições de temperatura superiores à normal temperatura corporal, pode ser impedido o acesso dessa pessoa ao local de trabalho.

Consulte aqui o Decreto-Lei 10-A/2020 (versão consolidada)


 

Ofício-circulado n.º 20 223/2020, de 28/04 (Autoridade Tributária e Aduaneira)

COVID 19 – Medidas de apoio excecionais e temporárias. Decreto-Lei n.º 10-A/2020, de 13/03 e Decreto-Lei n.º 10-G/2020, de 26/03 – Perguntas frequentes (FAQ).

MAIS INFORMAÇÃO


Ofício-circulado n.º 30 220/2020, de 29/04 (Autoridade Tributária e Aduaneira)

IVA – Alínea a) do n.º 10 do artigo 15.º do Código. Extensão da isenção durante o período de emergência motivado pela pandemia do novo coronavírus – Covid-19.

MAIS INFORMAÇÃO


Flexibilização de Pagamentos – Guia de utilização do serviço


Autoridade Tributária e Aduaneira

Despacho 153/2020-XXII do SEAF de 24-04-2020: Cumprimento de obrigações fiscais (COVID 19).

 


Apoio à Manutenção de Contratos de Trabalho – Formação

Lay-Off Plano de Formação

 


Plano Extraordinário de Formação – Reforçar a qualificação dos trabalhadores

 


Incentivo Financeiro Extraordinário para Apoio à Normalização da Atividade da Empresa (período de candidatura ainda encerrado)

 


Apoio excecional à família para Trabalhadores por Conta de Outrem ? Entrega de Declaração de Remunerações


Linha de Crédito de Apoio à Atividade Económica Covid-19 acessível a todos os setores (atualizado 23-04-2020)

 


DIFERIMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES (atualizado 17-04-2020)

 


MORATÓRIAS DE CRÉDITOS

 


 

SISTEMAS DE INCENTIVOS ESPECÍFICOS NO COMBATE AO COVID-19


PORTUGAL 2020

 


 

Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE)

  • A Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), atendendo à continuação da emergência de saúde pública suscitada pela pandemia de COVID-19, e depois de, numa primeira fase, ter aprovado conjunto de medidas excecionais e urgentes, procede agora à prorrogação dos prazos inicialmente previstos.
  • A ERSE regulamenta ainda o fracionamento de pagamentos e estabelece novas medidas para o setor da energia.
  • Consulte o comunicado aqui

 


AMBIENTE

 


DIREÇÃO-GERAL DA SAÚDE (DGS)

Conheça as principais Orientações e Informações da DGS para as empresas:

 


COVID-19 | DIÁRIO DA REPÚBLICA – medidas destinadas aos cidadãos, às empresas e às entidades públicas e privadas


 

NÃO PARAMOS ESTAMOS ON

Site sobre todas as medidas excepcionais implementadas pelo Governo em resposta ao COVID-19:

https://covid19estamoson.gov.pt/

Página da CIP

http://cip.org.pt/covid-19-informacoes-as-empresas/

 

 

 

Utilcorte fecha o ano de 2020 com uma quebra de 16%

O ano de 2020 foi, pelos motivos óbvios, de quebra na produção e na faturação da Utilcorte.

in Utilcorte, 14-01-2021


Conforme referiu Pedro Miguel Silva, diretor da Utilcorte, “esperávamos para 2020 um ligeiro crescimento da produção, e no 1º trimestre fizemos um grande investimento numa nova linha automática de corte e acabamento de tubos com esse intuito. Mas no 2º trimestre tudo mudou, a produção praticamente parou, e dadas as circunstâncias do COVID-19 até a montagem dessa linha teve de ser por videochamada, entre os nossos engenheiros e o fornecedor na Holanda – algo nunca visto até à data! Felizmente os restantes meses deram para recuperar parte das perdas, acabamos por ganhar um novo cliente no último trimestre, e assim fechamos o ano com uma quebra inferior ao previsto inicialmente em Março.”

Alguns números sobre a produção de 2020:

  • Produziram-se cerca de 7,5 milhões de peças em Aço, Alumínio, Inox, Poliéster e Borracha, num total
    superior a 2.900Km de peças cortadas
  • Foram assembladas mais de 2 milhões de peças

Sobre 2021?

Pedro Miguel Silva considera que “tendo em conta as estimativas de produção dos nossos
clientes, e com o arranque de novos projetos que estavam previstos para 2020, será possível um crescimento
da produção, mas ainda abaixo do que foi 2019.”

 

http://www.utilcorte.pt/

 

 

 

La producción de vehículos crecerá en España un 24,4% en 2021, recuperando la cifra de 2019

Las plantas españolas ensamblarán 2.819.409 vehículos en 2021, según los cálculos de La Tribuna de Automoción, lo que supondrá un incremento del 24,4%, en comparación con los 2,26 millones con los que cerró 2020, que implicó un retroceso del 19,76%.

in La Tribuna de Automoción, por Pablo M. Ballesteros, Ignacio Anasagasti, 05-01-2021


Las plantas españolas de vehículos fabricarán 2.819.409 unidades en 2021, según los cálculos de La Tribuna de Automoción —si no se producen grandes sobresaltos por la pandemia de Covid-19—, lo que supondrá un incremento del 24,4%, en comparación con los 2,26 millones con los que cerró 2020, que implicó un retroceso del 19,76%.

De esta forma, según el dato que arroja la suma de previsiones oficiales, calendarios y cadencias de producción, en este ejercicio se recuperará un volumen similar al registrado en 2019, cuando se alcanzaron los 2,822 millones de vehículos (+0,1%). Una cifra que había supuesto el primer crecimiento en nuestro país desde 2016.

La principal planta impulsora del renacimiento de nuestra industria de la automoción será PSA Vigo, que podría alcanzar las 600.000 unidades en 2021 (+20,72%), frente a los 497.000 coches que salieron de sus líneas en el curso reciente. La gallega, además, fue la única factoría que incrementó su producción en 2020 (+22,3%).  Las 600.000 unidades supondrían un récord histórico, batiendo las 547.082 de 2007.

Todas las plantas, en números negros

Sin embargo, este año no solo va a crecer el Centro de Balaídos, al contrario, todas las factorías tienen previsto incrementar el número de vehículos fabricados, excepto Renault Palencia que pronostica un año estable.

Porcentualmente, la que más aumentará su actividad será PSA Madrid, que subirá un 185,71%, si logra hacer las 80.000 unidades que prevé para este curso, lo que implicaría prácticamente triplicar las 28.000 del anterior, gracias a la llegada del Citroën C4, que además tendrá versión eléctrica y que implicará el arranque de un segundo turno en los próximos meses.

En números totales, tras PSA Vigo la fábrica que más coches ensamblará en 2021 será Seat Martorell, con 482.500 (+37,91%), seguida de PSA Zaragoza 464.100 (+18,7%), aunque en todos los casos el volumen puede variar, en función de cómo se desarrolle un año que está plagado de incertidumbres por el impacto que va a tener el coronavirus y cómo va a ser la campaña de vacunación.

2020, en cifras de 2013

Una pandemia que lastró la producción en 2020 dejándola en solo 2.265.587 unidades (-19,76%), el peor dato registrado desde 2013 (2,167 millones), uno de los momentos más duros de la anterior crisis financiera.

Además, 2020 dejó el cierre de Nissan Barcelona, que se ejecutará finalmente en diciembre de 2021. Precisamente, este centro es en el que más cayó la fabricación (-70,32%), con 16.500 unidades, como consecuencia del confinamiento, las huelgas, y los problemas con la subcontrata Acciona, con los que perdió 480 efectivos de una tacada.

 

Archivo. Interior de la fábrica de VW Navarra. (Foto VW).

 

VENEPORTE | Ar livre de vírus no carro e nos transportes públicos

Uma empresa do setor automóvel de Águeda aliou-se à Universidade de Coimbra para desenvolver um purificador do ar em transportes públicos e viaturas pessoais. Objetivo: diminuir o risco de Covid-19.

in Observador, por Vanessa Rodrigues (texto), Rui Oliveira (fotografia), 30-01-2020


Para chegar de carro até à entrada principal da empresa de componentes automóveis Veneporte, em Vale Grande, no concelho de Águeda, a partir do IC2, é preciso entrar na EN 333, ao encontro da estrada municipal 606, procurando depois o número 412 da Rua Jesse Almeida. É um percurso por vias secundárias, onde persiste a paisagem de pequenos terrenos agrícolas – alguns alagados pelo dilúvio que o temporal do dia impõe –, armazéns e pinhais que teimam em mostrar as folhas pontiagudas, espicaçadas pelo vento.

Se espreitarmos da janela do escritório de Abílio Cardoso, administrador da empresa-fábrica aguedense de componentes do sistema de escape para automóveis, essa mesma paisagem bucólica repousa, nesta altura do ano, como um quadro de inverno. Predominam os tons de castanho-terroso, verde-musgo e céu-cinzento cobalto. Cardoso confessa que já não repara nela, por automatismo, denunciado as três décadas de história laboral por ali. Os campos estão divididos em parcelas de terra de forma rectangular, uns estão despidos, outros têm o que resta de uma tímida colheita de milho e que a chuva intensa trata de devolver à terra.

No dia 11 de dezembro, percebe-se que a natureza está a trabalhar, no exterior, algo parecido com aquilo que o consórcio da empresa de Cardoso, em parceria com a Universidade de Coimbra (UC), anda a tentar desenvolver, para o interior de transportes públicos e veículos particulares. Ou seja: um dispositivo que pretende purificar e renovar o ambiente, neste caso dentro dos veículos, para aumentar a qualidade do ar e diminuir a carga viral, seja por Covid-19 ou outro tipo de patógenos que possam provocar doenças.

Por causa do segredo industrial e devido à fase inicial em que se encontra o Clean Veneporte Solutions – Pure & Safety Air (CVS), que será desenvolvido na Veneporte, em Águeda, não houve ainda notícias sobre esta iniciativa no espaço público. Esta é a primeira

Chama-se Clean Veneporte Solutions – Pure & Safety Air (CVS) e será um dispositivo para colocar nas viaturas. A iniciativa, que nasceu primeiro com a designação de PureAir@Automotive, para efeitos de candidatura a fundos comunitários, foi aprovada para financiamento no final de setembro. Faz parte da seleção final de 199 projetos aprovados (a partir de 286 candidaturas submetidas) ao Aviso 15/SI/2020, lançado em maio pelo Compete2020 e dirigido a empresas e centros de investigação que levem a cabo “atividades de investigação, desenvolvimento e investimento em infraestruturas de ensaio e optimização no contexto Covid-19”. A Veneporte recebeu 389 mil euros para, em parceria com a Universidade de Coimbra, desenvolver um projeto cujos custos iniciais rondarão o meio milhão de euros de investimento total. Em três meses, o primeiro protótipo ficou pronto para testes.

O consórcio que une a investigação à indústria automóvel

Abílio Cardoso e Manuel Gameiro estão sentados a cerca de um metro e meio de distância, numa das laterais da grande mesa preta da sala de reuniões da Veneporte. Além de alinhados no mesmo projeto indústria-investigação, o empresário e o professor catedrático do Departamento de Engenharia Mecânica da Faculdade de Ciências e Tecnologia da UC escolheram, sem querer, os mesmos tons para a roupa do dia. Gameiro está vestido com um fato azul, costurado com cotoveleiras, usa uma camisa azul-claro, com uma gravata sedosa de cor índigo gravada com flores em azul-celeste. O blazer está abotoado. Cardoso veste uma camisa azul-bebé, sem gravata e tem o blazer desabotoado.

Dadas as restrições atuais, para diminuir o contágio por Covid-19, e tentar abreviar o tempo de contacto, a equipa preparou uma apresentação resumida sobre o CVS. Por esta altura, por causa do segredo industrial e devido à fase inicial em que se encontra o Clean Veneporte Solutions – Pure & Safety Air, não houve ainda notícias sobre esta iniciativa no espaço público. Os dois líderes de projeto vão intervindo e respondendo às questões, à medida que o assunto lhes diz respeito diretamente. O gerente de marketing, Pedro Bastos, sentado a meio da mesa e do lado oposto às lideranças, dirige o powerpoint, avançando ou recuando mediante os complementos informativos técnicos, comerciais ou científicos.

A ideia de criar um dispositivo para purificar o ar interior dos veículos de transportes públicos surge, segundo o empresário da Veneporte, da urgência em aliar duas variáveis da mesma equação: a estratégia de uma nova área de negócio e o contributo social para um problema de saúde pública. O CVS é, por isso, um “novo complemento da atividade da Veneporte”, empresa fundada em 1966 e que se especializou em sistemas de escape, catalisadores, filtros de partículas, sistema de controlo de emissões automóveis e outras componentes para a indústria. Depois, esclarece Cardoso, como a mobilidade coletiva é uma fonte de risco de contágio comprovada, era necessário “fazer algo para criar soluções”.

Em março, Manuel Gameiro publicou um artigo científico em que já defendia o uso de máscara no exterior e que devíamos evitar reuniões presenciais devido ao contágio em ambientes fechados. Orador frequente em conferências sobre qualidade do ar, é professor do Departamento de Engenharia Mecânica da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra

 

“Sentimos que a questão dos transportes públicos era uma preocupação diária dos cidadãos, mas era também um problema e uma preocupação das autoridades de saúde e do próprio poder político”, diz o empresário.

A Veneporte tinha já a tecnologia, e o “saber-fazer” de inovação na área. Só não tinham a experiência científica. Por isso, no final de abril de 2020, Cardoso contactou Gameiro para pensarem, junto com as equipas, “como seria possível resolver esse problema”.

Ao todo há 26 pessoas envolvidas no projeto. Da equipa de engenharia e administração da Veneporte a profissionais da Associação para o Desenvolvimento da Aerodinâmica Industrial (ADAI), instituição de investigação ligada ao Departamento de Engenharia Mecânica da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (UC), mais elementos do Departamento de Engenharia Electrotécnica e de Computadores da mesma instituição, a que se juntam profissionais da Faculdade de Medicina, com ênfase na microbiologia para avaliar parte dos resultados.

Pelo menos até junho de 2021 vão trabalhar em parceria, para não só encontrarem uma solução para purificar o ar para os transportes coletivos e individuais, como também para, a partir dos resultados obtidos, pensarem em possíveis soluções de purificação de ar para locais públicos. “Como centros de saúde, espaços comerciais, restaurantes ou bares”, exemplifica Cardoso, enfatizando que, para já, a prioridade são os veículos públicos.

O empresário de fala serena e passo acelerado

Abílio Cardoso fala com calma, como se escolhesse bem as palavras a utilizar, para melhor descrever o CVS e a nova área de negócio, enfatizando a estratégia cautelosa, para minimizar os riscos financeiros. Ele gosta de ter as contas em dia e manter uma gestão sustentada, para garantir a boa saúde financeira da empresa que administra.

Em 2019, a Veneporte foi finalista do Grande Prémio Internacional de Inovação Automóvel da Equip Auto, o salão internacional de pós-venda e serviços do sector automóvel, realizado anualmente em Paris. É a 48ª no ranking setorial. A moderação do discurso do administrador contrasta com o passo largo e apressado quando nos mostra a fábrica. São cinquenta mil metros quadrados (cerca de cinco campos de futebol) em 23 minutos que parecem cronometrados, entre barulhos estridentes e metálicos, que os tampões de ouvido obrigatórios fornecidos ensaiam amenizar.

Cardoso, que gere uma empresa com cerca de 180 funcionários, percorre com celeridade os vários corredores industriais. Há tubos metálicos empilhados, homens a soldar, faíscas da fricção no metal, mulheres com papéis administrativos nas mãos, carrinhos de um lado para o outro. Ele está na Veneporte desde 1991, onde começou no departamento financeiro. “Nessa altura a empresa estava numa situação deficitária, financeiramente muito difícil, muito desorganizada”, recorda.

Antes de ingressar na companhia que atualmente administra, numa ascensão com uma “transição gradual” para a parte comercial, o empresário de 53 anos tinha trabalhado numa holding em Coimbra que administrava várias empresas industriais. Essa sociedade financeira tinha um área de Finanças Corporativas. Foi nesse contexto que teve conhecimento do momento que a Veneporte atravessava. “Um grupo de empresários manifestaram interesse em investir na empresa.” Ele foi um deles. Ao longo dos anos trabalharam na recuperação da Veneporte até que, em 2013, ele ficou como único acionista.

Natural de Anadia, no concelho de Águeda e a viver em Coimbra, o empresário tem o retrato da família no escritório. É casado e pai de três filhos. Admite que fez “uma alteração radical” na parte comercial da empresa, que hoje exporta 90% da produção para a Europa, mas tem, também, negócios em África, sobretudo na região do Magreb, Israel e, “pontualmente”, na Rússia.

É nesta empresa com 180 funcionários que será produzido o CVS, um dispositivo que irá purificar e renovar o ambiente dentro dos veículos, para aumentar a qualidade do ar e diminuir a carga viral – seja Covid-19 ou outro tipo de patógenos que possam provocar doenças

Em março de 2020, depois de passar “por uma série de aeroportos vindo de uma viagem de negócios da América Latina”, percebeu que o momento que se avizinhava iria exigir medidas rigorosas para uma empresa do setor automóvel. “A 27 de março a empresa entrou de férias, seguiu-se o regime de lay off e, depois, aos poucos entrámos gradualmente ao trabalho.”

Cardoso não é “pessoa de sonhos mirabolantes”, admite. Diz que tem antes “uma ideia de que os sonhos se constroem no dia a dia, de forma sustentada.” Foi sempre realista. Aliás, destaca que “nunca pensou em ser futebolista”, ainda que admita que essa seja uma tentação para muitos jovens, independentemente da geração. Chegou a jogar futebol durante dois anos, dos 15 aos 17 anos, na Liga dos Amigos de Aguada de Cima, no escalão de juniores. Foi capitão de equipa e reconhece que se destacou desde cedo em funções de liderança.

Licenciado em Economia, “viveu intensamente a vida académica”, foi “tesoureiro na Queima das Fitas em 1989” e não foi “um aluno brilhante”. Mas, desde que começou a trabalhar, realça, mostrou-se “uma pessoa muito dedicada ao trabalho”. Trabalha de manhã cedo até “fora de horas”: até onze ou meia-noite, inclusive aos fins-de-semana”. Diz que tem pouco tempo livre, mas profetiza que “isso vai ter que mudar”, como quem garante desde já um desejo para 2021. Até porque, ao pensar melhor, o que mais gosta de fazer no tempo livre, além de descansar, é “estar com a família e acompanhar os três filhos e a esposa”, professora universitária.

Garante que é apaixonado pelo que faz e, apesar do contexto pandémico, diz que “a Veneporte conseguiu recuperar bem”. Está convicto que o CVS vai, também, garantir a diversificação do portfólio de negócio da empresa, com sucesso. Ao lado da fábrica vão construir uma área industrial só para desenvolver este projeto, pois será necessário, entre outras funções, instalar o dispositivo nos veículos. São uma empresa vertical, dominando todo o processo, e com capacidade de subcontratar outros serviços adjacentes. “Este processo nascerá numa interação e numa cooperação de diferentes capacidades instaladas na região. Ou seja, pretendemos dominar o produto, dominar a engenharia, dominar o processo, e neste contexto subcontratar algumas atividades, que ou não temos, ou eventualmente outros terão melhor capacidade [para desenvolver e implementar].”

O professor que antecipou o futuro e brinca com papagaios

Gameiro está habituado a falar em público. É orador assíduo em conferências sobre qualidade do ar e tem presença frequente na imprensa como especialista convidado nesta área (e em climatização). No dia em que fala ao Observador, vai ter de sair mais cedo da conversa para presidir ao júri da defesa de uma prova de mestrado.

Nasceu em Coimbra, mas a família é de Albergaria dos Doze, antiga freguesia do concelho de Pombal. A História do século XII dá nota que foi local de passagem e estalagem de viajantes que procuravam albergue. D. Mafalda, mulher de D. Afonso Henriques, terá então fundado uma albergaria para os acolher. Gameiro não tem tempo para nos falar desta história. Vive desde os 15 anos em Coimbra, onde estudou. Quis ser arquiteto, mas a Engenharia Mecânica acabaria por falar mais alto. “Sonhava vir a trabalhar em design de projeto de automóveis, porque pensava em trabalhar para a indústria automóvel”, recorda. A tese de Doutoramento foi sobre a aerodinâmica de autocarros. “Comparei duas formas diferentes de autocarro: questões de otimização da forma de autocarro, mas também os escoamentos no compartimento de passageiros, questões de conforto térmico, qualidade do ar, ruído, vibrações”, relembra. “Os fabricantes de veículos normalmente não externalizam este tipo de atividade. Normalmente estão sujeitas a segredo industrial.”

Depois disso teve um contrato com uma empresa do setor automóvel e com a universidade para aprofundar a investigação doutoral. O percurso profissional entre a academia e a consultoria seria traçado desde cedo: começou por ser contratado como bolseiro de investigação, depois como assistente estagiário. Atualmente, o professor catedrático investiga, sobretudo, as questões da qualidade ambiental interior, a eficiência energética e a sustentabilidade, testes de veículos, aerodinâmica e sistemas de medição. É investigador principal e coordenador de mais de trinta projetos de investigação, patrocinados por organizações internacionais, nacionais e privadas.

Além disso, é autor e co-autor de mais de trezentas publicações, nomeadamente livros, trabalhos científicos, capítulos, conferências e relatórios técnicos a nível nacional e internacional. A 31 de março publicou, inclusive, um artigo científico seminal em que antecipa muitas das medidas hoje já obrigatórias no contexto da Covid-19. Nesse texto, foi dos primeiros cientistas a indicar quer que “devemos usar máscara mesmo no exterior” e que devíamos evitar as reuniões presenciais, advertindo para o perigo de contágio em ambientes fechados.

Essa publicação terá influenciado muitas das medidas de segurança da Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (CERN), na Suíça. “Um aluno meu é responsável pelas medidas de higiene e segurança no trabalho no CERN e fez uma apresentação baseada nas recomendações desse artigo, influenciando a estratégia de gestão do espaço, em termos de qualidade do ar.”

Mas há outra atividade a que este cientista se dedicou durante algum tempo e cujas medições foram essenciais para a base de trabalho da CVS. Em 2019, sempre que viajava, analisava a qualidade do ambiente de todos os meios de transporte que utilizou: avião, comboio, autocarro, carro. Enquanto fala, retira do bolso um pequeno dispositivo e antecipa a pergunta que se impõe. “Isto mede a concentração de CO2 [dióxido de carbono], compostos orgânicos voláteis, temperatura, humidade, pressão atmosférica e o nível de iluminância, para avaliar a qualidade dos ambientes interiores”. Ao monitorizar tudo isso constatou um grave problema: “Nos meios de transporte, principalmente, nos rodoviários, as condições típicas não são aquilo a que podemos chamar uma boa qualidade do ar”.

“As vacinas vão criar outras expectativas aos utilizadores de transportes públicos, mas acreditamos que este produto possa ser uma mais-valia, criando maior conforto e tranquilidade”, diz Abílio Cardoso

 

Gameiro é também Embaixador nomeado pela Aliança para o Desenvolvimento Sustentável, para o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 7 das Nações Unidas sobre promoção de Energias Renováveis e Acessíveis. Nos tempos livres viaja para a casa de praia em Quiaios, na Figueira da Foz. De lá vê a Serra da Boa Viagem e um areal a perder de vista. “Adoro brincar na praia com uns papagaios que dão para fazer umas acrobacias que é uma coisa que tem a ver com aerodinâmica”, graceja, sem esconder o entusiasmo, ao mesmo tempo que deixa escapar o tom de quem avisa que esta atividade exige sabedoria.

As soluções para melhorar a qualidade do ar

O professor sabe tudo sobre qualidade de ar. Primeiro, no powerpoint, exemplifica com um estudo de caso da medição da qualidade do ar, a partir da análise da presença de dióxido de carbono, num dia de seminário das 9h às 19h, na Faculdade de Engenharia, em Coimbra. “A partir da concentração de CO2 que eu tenho em cada momento, tenho uma noção de qual é a qualidade do ar expectável naquele espaço”, explica o professor.

E, então, como se purifica o ar? “Há várias estratégias: de forma química, por radiação ou ionização.” Depois detalha. Por um lado, “removemos ou atenuamos as fontes de carga viral, que é o que fazemos quando usamos máscara”. Por outro, “fazemos exaustão localizada quando sabemos que temos uma fonte forte e conhecemos a localização”, que é o caso do exaustor na cozinha. Depois, “podemos fazer diluição com ar novo”, para tentar baixar a concentração de poluente. Por fim, “podemos fazer a filtragem ou purificação do ar, tentando tirar os elementos poluentes”. Neste momento, o que o consórcio constituído em maio de 2020 está a fazer é precisamente estudar “entre as várias estratégias possíveis”, para “escolher aquela que representará o melhor compromisso de eficiência e custo”, detalha Gameiro.

Abílio Cardoso completa o raciocínio do docente-investigador: “E dentro da lógica e oportunidade comercial”. Gameiro completa o raciocínio. “O dispositivo recolhe o ar, processa-o e fá-lo sair mais limpo, provocando uma corrente de recirculação. Esta corrente vai depender dos caudais e dos valores com que estivermos a trabalhar.”

Este foi um dos 199 projetos aprovados (a partir de 286 submetidos) a um dos concursos lançados em maio pelo Compete2020, dirigido a empresas e centros de investigação no contexto Covid-19. A Veneporte recebeu 389 mil euros de fundos comunitários para desenvolver o CVS em parceria com a Universidade de Coimbra

 

Neste momento estão a fazer os estudos de qual é o nível de penetração que conseguem que se tenha de dentro dos “habitáculos”, ou seja uma simulação dos espaços dos veículos, dependendo das respectivas dimensões. Em função desses resultados é que vão perceber quais devem ser as características do equipamento. Por agora, o protótipo teste não tem um design definido sequer. E a ideia é perceber, ainda, “quantos equipamentos serão necessários para ter um bom varrimento” em cada veículo, indica Cardoso.

Até final de janeiro terão resultados mais sólidos para apresentar, embora os cálculos já feitos e as suspeitas indiquem resultados promissores para a validação da prova de conceito. Gameiro adverte, no entanto, para um “pormenor” sobre a eficiência de 90% na primeira passagem de purificação do ar, com base na dose de exposição ao vírus. “Para isto ser benéfico não tem que, necessariamente, garantir, os 100% dos vírus que existem, porque se tiver uma capacidade importante de purificação já é um ganho significativo”.

Cardoso concorda e reflete sobre o possível impacto do CVS, defendendo que vai permitir diminuir o risco de contágio. “Temos consciência que a fase Covid, provavelmente com a entrada de vacinas, vai criar outro tipo de expectativas aos utilizadores de transportes públicos, mas acreditamos que este produto possa ser uma mais-valia não só na fronteira do transporte público, mas também na fronteira do transporte partilhado, criando maior conforto e tranquilidade”.

Este artigo faz parte de uma série sobre o trabalho levado a cabo pelo Parlamento Europeu e é uma parceria entre o Observador e esta instituição

 

https://www.veneporte.pt/pt/

 

Abílio Cardoso, administrador da Veneporte, em Águeda, onde será produzido o CVS, um dispositivo para purificar o ambiente dos automóveis e transportes públicos

 

 

Coronavirus crisis reduced car production by an estimated 20 percent in Slovakia

ZAP proposes to use Recovery Fund money to build new alternative fuel charging stations.

in The Slovak Spectator, 30-12-2020


Car production in Slovakia is expected to have plunged by some 20 percent this year. These are the first estimates of the Automotive Industry Association of the Slovak Republic (ZAP).

Last year, Volkswagen Slovakia, Kia Motors Slovakia, Groupe PSA Slovakia, and Jaguar Land Rover produced more than 1,100,000 vehicles. Behind this year’s decline are the coronavirus pandemic and the spring production stoppage by all carmakers in Slovakia.

“Carmakers, and along with them their suppliers, are currently in full swing,” said Ján Pribula, secretary general of ZAP, as cited by the SITA newswire. “We believe that this will remain so and none of the measures will influence us. However, production was stopped in March and April. This decline cannot be offset now, hence we expect a drop compared to the record-breaking year of 2019, of approximately 20 percent.”

ZAP considers overcoming of all the consequences of the coronavirus crisis to be a major challenge for the whole industry for 2021. The sector expects that problems caused by the crisis will recede in 2021, but on the other hand, it is concerned about the setting of the future cooperation between the EU and UK.

“Subsequently, it is necessary to create in Slovakia conditions for support and development of investments, increasing competitiveness and improving the business environment so that we secure sustainability for the automotive industry,” said Pribula.

ZAP considers political ambitions to reduce emissions and their constant and fundamental changes to be the greatest threats to the sector. It also perceives the Slovak education sector and sufficiency of qualified labour force as risk factors.

In addition, Pribula also drew attention to the problems arising from failure to manage the processes related to the recovery plan.

“European countries plan to use the funds, for example, for development of infrastructure for alternative fuels,” he said. “The European Commission supports such usage of money from the Recovery Fund and at the same time it plans to introduce mandatory quotas for member states to build charging points for alternative fuels. Slovakia is on the tail of Europe in the number of charging stations. If the quotas come into force and we do not use money from the Recovery Fund, we will have to cover the costs from the state budget.”

 

The autimotive industry is one of main pillars of the Slovak economy.
(Source: Courtesy of VW SK)

 

Exportações em modo de resistência

Há sectores que no terceiro trimestre já ficaram no verde face a 2019 e manifestam um otimismo com cautelas para o final do ano

Do lado da indústria, há sinais de otimismo para os últimos meses do ano, mesmo quando o valor acumulado em 2020 continua no vermelho. É o caso dos componentes automóveis, com um saldo homólogo negativo de 16,3% até setembro (€6,1 mil milhões), atenuado pelo balanço positivo (4,9%) do terceiro trimestre, “a refletir stocks para antecipar eventuais fechos de mercado na segunda a vaga da pandemia”, adianta Adão Ferreira, secretário-geral da AFIA — Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel. Sobre o quarto trimestre é cauteloso, admitindo uma paragem das empresas por um período mais longo do que o habitual no Natal.

in Expresso, por Margarida Cardoso e Sónia M. Lourenço, 04-12-2020


Há sectores que no terceiro trimestre já ficaram no verde face a 2019 e manifestam um otimismo com cautelas para o final do ano

Setembro foi o terceiro melhor mês de sempre para a metalurgia portuguesa no que toca a exportações e os suinicultores registaram o terceiro melhor terceiro trimestre da história do sector e esperam fechar o ano com um recorde de vendas ao exterior. Uma ambição partilhada pelos vitivinicultores.

Sim, estamos a falar de 2020, ano em que a pandemia de covid-19 devasta a economia portuguesa e mundial, mas em que a crise não está a travar as exportações de diversos sectores nacionais. Sobretudo no terceiro trimestre, quando foram uma das alavancas da forte recuperação da economia portuguesa. Os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) indicam que vários sectores ficaram já acima do mesmo período de 2019 (ver gráfico). Mais: uma ronda efetuada pelo Expresso junto dos sectores que já estão no verde mostra algum otimismo para o quarto trimestre. Cauteloso, até porque os confinamentos voltaram à Europa, mas, ainda assim, há algum otimismo. Quanto a 2021, incerteza é a palavra mais ouvida.

O sector vitivinícola é um dos maiores destaques. Até junho, as exportações caíram, mas a festa anual das vindimas parece ter dado gás ao sector que cresceu 6,9% no terceiro trimestre (€224,3 milhões) e entrou em outubro com um ganho acumulado de 2,43% (€589 milhões), a pensar num recorde na frente externa. Frederico Falcão, presidente da Viniportugal, espera, agora, ver as vendas dispararem 5% pelo mundo em 2021 e passarem a barreira dos mil milhões de euros em 2023.

A suinicultura também está em alta. Vítor Menino, presidente do Aligrupo – Agrupamento de Produtores de Suínos, antecipa um recorde de €190 milhões, o que significa engordar as exportações 40% face a 2019 com o contributo de mercados como Espanha e China. 2021 será ano de estabilização, “tudo dependendo da pandemia, dos surtos de Peste Suína Africana na China e do Brexit”, comenta, apesar de prever “crescimento a curto e médio prazo”.

A confiança é comum a toda a fileira agroalimentar. Deolinda Silva, diretora executiva da Portugal Foods, aponta setembro como o mês mais forte do ano e vinca que “apesar da disrupção de cadeias de abastecimento e protecionismo nalguns países, as empresas conseguiram manter e até abrir mercados, na Ásia e no Médio Oriente”. A expectativa para o quarto trimestre é “otimista” e para o conjunto do ano espera “um balanço positivo face a 2019”. Quanto a 2021, “ainda é uma incógnita, mas esperamos até exportar mais no arranque”, diz.

A crise mostrou que o sector agrícola “é indispensável”, vinca Luís Mira, secretário-geral da CAP — Confederação dos Agricultores de Portugal. Lembrando que quem está no canal da distribuição/retalho “está a vender mais”, não vê “nenhuma razão para as exportações terem um comportamento diferente na reta final do ano ou no arranque de 2021”. Ou seja, “devem manter-se acima de 2019”.

Os problemas podem surgir mais à frente, receia Gonçalo Santos Andrade, presidente da Portugal Fresh. A associação do sector das frutas, legumes e flores também contabiliza números positivos no exterior, com um salto de 7% até setembro (€1246 milhões), apontando para um valor semelhante no quarto trimestre. Mas, com 80% das exportações na União Europeia, “o poder de compra na Europa é o grande desafio para 2021”, comenta. Até agora esse poder de compra tem sido protegido por medidas como lay-off ou moratórias, mas “quando terminarem, o desemprego vai subir, haverá perda drástica de rendimentos e desafios na valorização dos nossos produtos”, alerta.

OTIMISMO CAUTELOSO

No lado da indústria, o maior salto (37,5%) foi protagonizado pela produção de armas e munições, mas olhando à dimensão dos números neste segmento, que vale 0,1% do total, mais do que uma tendência estará em causa um negócio.

A evolução favorável das exportações de bens, que, segundo os dados do INE, em setembro se aproximaram de 2019, prende-se com “as medidas de estímulo económico adotadas nas economias ditas desenvolvidas, que têm permitido sustentar a procura interna e o rendimento disponível das famílias”, diz Paula Carvalho, economista-chefe do BPI.

Para o quarto trimestre, antecipa uma evolução “mais favorável do que no eclodir da primeira vaga na Europa”, recordando que há novos estímulos de apoio no horizonte. Dito isto, não exclui “alguma retração trimestral, fruto do aumento das restrições ou mesmo por efeitos de condicionamento da oferta”. Quanto a 2021, admite “uma trajetória de recuperação moderada”, até níveis próximos de 2019 no final do ano.

Do lado da indústria, há sinais de otimismo para os últimos meses do ano, mesmo quando o valor acumulado em 2020 continua no vermelho. É o caso dos componentes automóveis, com um saldo homólogo negativo de 16,3% até setembro (€6,1 mil milhões), atenuado pelo balanço positivo (4,9%) do terceiro trimestre, “a refletir stocks para antecipar eventuais fechos de mercado na segunda a vaga da pandemia”, adianta Adão Ferreira, secretário-geral da AFIA — Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel. Sobre o quarto trimestre é cauteloso, admitindo uma paragem das empresas por um período mais longo do que o habitual no Natal.

Cautela partilhada por Hélder Pedro, secretário-geral da ACAP — Associação Automóvel de Portugal que viu as exportações do sector caírem no terceiro trimestre (-6% em número de veículos) e derraparem em outubro (-6,7%), com o confinamento em vários países a ameaçar “uma quebra maior no fim do ano”. Sinal negativo foi já dado pela Autoeuropa, ao anunciar a paragem de dezembro.

Quanto à metalurgia, campeã das exportações nacionais, teve em setembro o seu terceiro melhor mês de sempre, com uma subida homóloga de 2% (€1,7 mil milhões), e conseguiu um saldo positivo de 0,3% no terceiro trimestre, apesar do acumulado dos 9 meses ser de -17,4%. Para outubro e novembro, Rafael Campos Pereira, vice-presidente da associação sectorial AIMMAP, admite “saldo positivo”, mas trava o otimismo para dezembro, até pelas dificuldades logísticas na Europa devido às regras de confinamento impostas. E para 2021, a exemplo do colega da AFIA, vê ainda “tudo muito indefinido”.

Na fileira têxtil, o segmento dos têxteis-lar e outros artigos têxteis confecionados destaca-se pelo crescimento de 12,5% (€593 milhões). Porquê? Pelo impulso das compras para o lar no confinamento e no pós confinamento, e por englobar as máscaras, a par de outros items como artigos de campismo. Para o quarto trimestre, o tom continua positivo. “Não temos indicação de abrandamento de ciclo. As encomendas continuam a chegar”, sublinha Ribeiro Fontes, secretário-geral da Anit-lar.

As máscaras, bem como outros instrumentos e aparelhos médico-cirúrgicos, também ajudam a explicar a evolução no cluster da saúde, que nos primeiros nove meses do ano ganhou 11,2% (€1276 milhões). Mas, “a maior subida é dos produtos farmacêuticos de base (princípios ativos) e fabrico de preparações farmacêuticas (medicamentos)”, destaca Joaquim Cunha, diretor executivo do Health Cluster Portugal. No quarto trimestre, “a tendência é para manter. Dificilmente descemos dos dois dígitos este ano”, remata.

 

 

Novas medidas restritivas são incoerentes e prejudicam as empresas e o país

A CIP – Confederação Empresarial de Portugal alerta para a necessidade de as medidas tomadas pelo Governo, para combater a pandemia, terem obrigatoriamente de ser consistentes, ponderadas e devidamente fundamentadas, sob pena de provocarem danos profundos na economia e no país.

in CIP, 22-11-2020


Infelizmente, as decisões tomadas ontem, sábado, pelo Governo, não são consistentes, ponderadas e não estão sequer cientificamente fundamentadas. O Governo sabe que, em sede de concertação social, a CIP – bem como outras confederações de empregadores – foi claríssima nas reservas que levantou a este novo pacote de medidas limitadoras da mobilidade e, portanto, da atividade económica.

As medidas restritivas que atingem os próximos dois fins-de-semana, a que se junta a tolerância de ponto para alargar esses fins-de-semana até aos feriados de 1 e 8 de dezembro, traduzem-se num forte condicionalismo em relação a oito dias completos.

Esta situação é agravada pelo encerramento das escolas a 30 de novembro e a 7 de dezembro, o que implica um problema adicional para centenas de milhares de pais que terão de assegurar a necessária assistência aos filhos.

O anúncio do Governo é tanto mais grave quanto se recomenda e remete para as empresas a possibilidade de “suspenderem a laboração” nestes dias. Numa situação de quebra dramática dos rendimentos, o país não pode dar-se ao luxo de perder tantos dias de produção, não existindo qualquer base científica que justifique o encerramento generalizado das empresas.

Constatamos, a este respeito, a incoerência entre a supressão de mecanismos de adaptabilidade de horários de trabalho (como o banco de horas individual) e o atual pedido de concessão de tolerâncias.

Num momento tão difícil como o que vivemos, é fundamental que o Governo perceba que as empresas portuguesas têm compromissos a honrar — com trabalhadores e com clientes — e o cumprimento dessa responsabilidade é determinante para Portugal.

Se as empresas fecharem, uma parte vital do país fecha com elas.

Temos de evitar este cenário a todo o custo.

A CIP sublinha, assim, que poderiam e deveriam ter sido equacionadas outras soluções. A celebração das efemérides à segunda-feira, como é prática habitual em vários países da Europa, teria sido um caminho adequado, já que limitaria os dias de paragem.

As empresas portuguesas têm feito tudo o que está ao seu alcance para evitar que a quebra de atividade se reflita com toda a sua força destrutiva no emprego. Este esforço tem sido feito, não obstante o nível de apoios do Estado português continuar, além de muito demorado, também muito aquém daquele de que dispõem as suas congéneres europeias.

A ajuda do Governo às empresas não pode ser por episódios e fatiada. Tem de ser imediata, forte e bem pensada.

Apesar desta poderosa desvantagem competitiva — que prejudicará gravemente o nosso país —, as empresas têm adotado todas as medidas que garantem as melhores condições de segurança para os seus colaboradores, clientes e parceiros. Assim continuará a ser.

A CIP e as empresas portuguesas continuam totalmente empenhadas na luta nacional contra a covid-19. A CIP não deixará, por isso mesmo, de exigir políticas públicas bem calibradas, que salvaguardem a coesão social.

O envolvimento dos parceiros sociais na tomada de decisões é absolutamente fundamental, já que acrescenta às decisões o necessário conhecimento concreto dos problemas. Lamentavelmente, as decisões tomadas ontem pelo Governo carecem deste respaldo e fundamentação.

Uma crise sem precedentes exige medidas sem precedentes.

 

New lockdowns will mean 300,000 lost sales in Europe, analyst firm says

LMC Automotive said the effects of the latest wave of coronavirus cases will be felt into the first half of 2021. Optimistic results from vaccine trials could speed a recovery in 2021, the company said.”

in Automotive News Europe, by Peter Sigal, 21-11-2020


The second round of coronavirus lockdowns, which has closed showrooms in France and the UK, will come at a cost of about 300,000 new car sales in Europe, analyst firm LMC Automotive said.

The expected sales losses have led LMC to slightly revise downward its full-year Europe-wide sales forecast, to a decline of 22 percent from 2019. The company had earlier downgraded its western Europe forecast, just before new lockdown measures were put in place in late October and early this month.

“The second wave of lockdowns hampered recovery,” LMC analyst Jonathon Poskitt said Thursday in an online presentation, “and we have a decidedly tricky number of months to navigate before vaccines” arrive.

Recent reports of successful COVID-19 vaccine trials could help the European auto market recover next year, he said.

“Vaccines are certainly good news, but it will take time for them to gain critical mass, well into 2021,” Poskitt said.

The new lockdowns and second surge of coronavirus have also hurt consumer confidence, he said – leading LMC to take an additional 250,000 vehicles out of its 2021 first-half sales forecast.

“We’ve seen a strong V-shaped recovery but that has since ebbed away as regional and national lockdowns have taken a toll,” Poskitt said.

Overall, LMC expects global sales this year to be 77 million vehicles, a 14 percent drop from 2019. 2021 sales are expected to be 85 million vehicles, a 10 percent increase.

By region, LMC’s current 2020 light-vehicle demand forecast is as follows:

  • Europe: Sales of 16.2 million vehicles, a 22 percent decline from 2019. Next year, sales will increase by 15 percent to 18.7 million.
  • North America: Sales of 17 million vehicles, a 16 percent decline from 2019. Sales will increase by 9 percent to 18.5 million in 2021.
  • China: Sales of 24.1 million vehicles, a 6 percent decline from 2019. Sales in 2021 are expected to be 25.8 million, a 7 percent increase.

Another analyst, IHS Markit, said at the end of October that it expects global sales to drop 16 percent this year, to 75 million units from 90 million in 2019. Sales in 2021 are forecast at 82 million, a 9 percent increase.

IHS expects western Europe sales to fall by 24 percent in 2020 to 12.5 million units compared with 2019, but then increase by 12 percent next year to 14 million units.

 

Vehicles at the Skoda factory in Mlada Boleslav, Czech Republic, at the end of April. Inventories ballooned in Europe to an average 110 days earlier this year, LMC Automotive said.