Indústria portuguesa de componentes automóveis mostra as suas mais recentes novidades na GACS Expo

A AFIA – Associação de Fabricantes para a Industria Automóvel, no âmbito do acordo de colaboração para a promoção internacional da indústria portuguesa de componentes para automóveis celebrado com a AEP – Associação Empresarial de Portugal, promoveram pelo 3º ano consecutivo a participação nacional na Global Automotive Components and Suppliers Expo 2019, que decorreu entre os dias 21 a 23 de Maio em Estugarda (Alemanha).

in AFIA, 24-05-2019


A GACS – Global Automotive Components and Suppliers é um certame anual sendo uma das principais feiras de negócios da Europa para a indústria de componentes automóveis, onde está representada toda a cadeia de valor da indústria automóvel.

A GACS decorre em paralelo com a Automotive Interiors Expo, a Autonomous Vehicle Technology Expo, a Engine Expo e a Automotive Testing Expo e que no total juntam cerca de 800 expositores oriundos de 38 países.

No dia 22 de Maio, Pedro Carvalho, Membro do Conselho Director da AFIA, apresentou a participação portuguesa, através de uma visita ao pavilhão Portugal a João Correia Neves (Secretário de Estado da Economia), Jaime Andrez (Gestor do COMPETE 2020), Cristina Saragoça (Cônsul-Geral de Portugal em Estugarda) e Miguel Crespo (Delegado da AICEP na Alemanha).

No stand colectivo promovido pela AFIA/AEP participaram 9 empresas: A. HENRIQUES, EPEDAL, FABOR, FUNDÍNIO, INCOMPOL, OPTIMAL, SONAFI, TRIM NW e a WRK.

Adicionalmente participaramm mais 4 empresas associadas da AFIA com stands na Automotive Interiors Expo: ERT TÊXTIL, O2A AUTOADESIVOS, PTC GROUP e TMG AUTOMOTIVE.

Sendo que na Automotive Testing Expo esteve exposta a DIVMAC (do grupo PINTO BRASIL).

De notar ainda a realização, também em simultâneo da Moulding Expo, feira internacional de moldes e ferramentas, com a presença de mais 5 empresas ligadas às AFIA: MOLDOESTE, PRIFER, SOCEM e a SETSA (IBEROMOLDES) SIMOLDES AÇOS.

Até ao final de 2019 a AFIA em colaboração com a AEP promoverá, ainda, a participação colectiva portuguesa em mais 2 feiras:

  • 26 e 27 de Junho: Automotive & Manufacturing Meetings Madrid (Espanha);
  • 10 a 13 de Setembro: Salão Automóvel de Frankfurt (Alemanha).

A indústria de componentes automóveis muito tem contribuído para a consolidação da economia portuguesa. No primeiro trimestre de 2019 as exportações de componentes aumentaram 5% quando comparadas com o período homólogo de 2018. Estes números são bastante significativos, na medida em que no ano de 2018 as exportações de componentes automóveis atingiram o seu máximo histórico de 9,4 mil milhões de euros. A indústria de componentes automóveis é responsável por 16% das exportações portuguesas de bens transaccionáveis, ou seja, por cada 100 euros que Portugal vende ao exterior, 16 euros são componentes automóveis.

 

 

Más de 160 empresas participarán en Automotive Meetings Madrid

A día de hoy, un total de 166 empresas se han inscrito ya para participar en la I edición de Automotive Meetings Madrid, evento internacional dirigido a la cadena de suministro de automoción, que tendrá lugar los días 26 y 27 de junio en IFEMA-Feria de Madrid.

in SERNAUTO, 24-05-2019


Nuestro país acogerá por primera vez este evento consiste en encuentros de negocios B2B entre los diferentes operadores de la cadena de suministro a nivel internacional (Tier 1, Tier 2, Tier3, servicios vinculados a OEMs, nuevas tecnologías, logística, captación de talento…).

En esta 1ª edición, acudirán empresas procedentes de 17 países, lo que viene a confirmar el carácter internacional de esta cita.

Cuenta con el apoyo de algunos de los más importantes fabricantes de componentes como son Benteler, CIE Automotive, Ficosa, Gestamp, Grupo Antolin, Grupo Mondragón y Zanini, a los que se han unido otras muchas empresas tanto fabricantes de vehículos como proveedores de los distintos niveles de la cadena de suministro. Entre ellas, se encuentran: Continental Engineering Services, Fujikura Automotive Europe; GM Global Propulsion Systems-Torino; Gonvarri; Indra; Kate, LLC; Land Rover – Jaguar Spain; Magna Powertrain; Mann+Hummel Iberica; Muelles y Ballestas Hispano-Alemanas (MBHA); Siemens; SMP Automotive Technology Iberica; Sunsundegui y Yazaki.

El evento está organizado por ABE (Advanced Business Events), entidad especializada en este tipo de encuentros a nivel global, en colaboración con SERNAUTO, la Asociación Española de Proveedores de Automoción. Automotive Meetings se celebra ya con éxito en otros mercados como México, USA o Turquía y, ahora, la organización ha elegido España como base para la celebración de este evento en Europa.

Como indica el Director General de SERNAUTO, José Portilla, “estamos contentos de la acogida que está teniendo este evento en el que van a participar un gran número de empresas de prestigio internacional. Estoy seguro de que va a ser un magnífico encuentro de networking para potenciar las relaciones comerciales en la cadena de suministro y el posicionamiento internacional de los proveedores de automoción presentes en nuestro país”.

 

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Portugal à conquista de Estugarda, o epicentro da indústria automóvel na Europa

De 21 a 23 de maio, decorreu em Estugarda a 4ª edição da Global Automotive Components and Suppliers Expo. Estugarda é epicentro da industria automóvel – sede dos grupos Daimler e Porsche, e dista 200km de Munique (BMW) e Frankfurt (Opel).

in COMPETE 2020, por Paula Ascenção, 23-05-2019


A “Global Automotive Components and Suppliers Expo” reune uma amostra representativa do setor em novas tecnologias, produtos e novidades e Portugal apostou em força com a presença de 20 expositores. Empresas e entidades como a AEP, a AFIA, o CITEVE, mostraram o que de melhor se faz em Portugal.

A indústria automóvel nacional é constituída por empresas com um perfil altamente tecnológico, com padrões de grande exigência e rigor. Só com estes parâmetros conseguem ser reconhecidos e fazer a diferença. Uma diferença que se tem notado nos resultados uma vez que nos últimos anos são responsáveis por um crescimento de riqueza acima dos 8%. Pensar no sector automóvel é pensar numa componente tecnológica e técnica elevadíssima, resultante obviamente de todo um trabalho de Investigação e Inovação (I&I) complexo e apurado que não pode ser dissociado de uma componente emocional e cognitiva relevante especialmente no que respeita a padrões de beleza, design, ergonomia e funcionalidade. A consolidação do crescimento económico e da criação de emprego constituem os desafios mais relevantes da economia portuguesa e dependem, essencialmente, do reforço da competitividade e inovação das empresas nacionais.

O futuro das empresas dinâmicas depende da aposta na tecnologia, seja ao nível a conceção de ideias novas de serviços e produtos e da operacionalização de centros modernos rentáveis de produção, seja sobretudo ao nível da construção e participação ativa em redes internacionais de comercialização e transação de produtos e serviço. Inovar é fundamental permitindo que as empresas possam aceder a novos mercados, aumentem as suas receitas, realizem novas parcerias, adquiram novos conhecimentos e aumentem o valor das suas marcas.

A inovação tem a capacidade de agregar valor aos produtos de uma empresa, diferenciando-a, ainda que momentaneamente, no ambiente competitivo. Ela é ainda mais importante em mercados com alto nível de competição e cujos produtos são praticamente equivalentes. Aqueles que inovam neste contexto, seja de forma incremental ou radical, de produto, processo ou modelo de negócio, ficam em posição de vantagem em relação aos demais.

 

 

SIMOLDES PLÁSTICOS recebe Prémio Melhor Investimento da AICEP

A Simoldes Plásticos, Associada da AFIA, foi a grande vencedora do prémio AICEP na categoria do investimento. A empresa que pertence ao Grupo Simoldes dedica-se ao desenvolvimento e produção de componentes para o sector automóvel.

in AFIA, 17-05-2019


Com o objectivo de apresentar e debater os principais resultados alcançados a nível da Exportação e da Captação de Investimento, a AICEP – Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, realizou no dia 17 de Maio, na Nova School of Business and Economics  a primeira grande Conferência Exportações & Investimento.

Na qual a SIMOLDES PLÁSTICOS foi a grande vencedora na categoria Melhor Investimento. O projecto HighTechWrap dotou a Simoldes Plásticos de uma unidade de revestimentos de peças termoplásticas, com as tecnologias mais avançadas, diversificando a produção e aumentando a sua capacidade de produção.

A Gestamp Aveiro, também da indústria de componentes para automóveis, recebeu uma menção honrosa também na categoria Melhor Investimento.

Estas distinções vêm confirmar o dinamismo da indústria de componentes automóveis e o seu papel fulcral no bom estado actual da economia portuguesa. Esta indústria é constituída por 235 empresas, e que na sua totalidade em 2017, ano referência para estes prémios, investiram 800 milhões de euros, o equivalente a 17% do investimento de toda a indústria transformadora.

O que vem demonstrar mais uma vez que a indústria portuguesa de componentes automóveis está constantemente a investir e assim disponibilizar cada vez mais produtos de maior valor acrescentado.

 

 

 

AFIA visita Associados presentes na 360 Tech Industry

De 16 a 18 de Maio, a Exponor promove a primeira edição da 360 Tech Industry – Feira Internacional da Indústria 4.0, Robótica, Automação e Compósitos. Numa era marcada pela simbiose entre a tecnologia e engenharia, o evento convida todos os profissionais a conhecer os novos avanços da indústria, bem como as soluções que lhe permitem aumentar a rentabilização dos seus negócios.

in AFIA, 16-05-2019


A 360 Tech Industry assume-se como uma plataforma de negócio e networking entre startups e fábricas, unindo, ao longo de três dias, empresários, engenheiros, investigadores, directores de produção e projectistas.
Os Associados da AFIA vierem mostrar as suas valências neste domínio:

  • DS Smith Tecnicarton – empresa líder em soluções inovadoras para o sector das embalagens industriais. A sua actividade principal centra-se em soluções para o transporte e logística de produtos de grande volume e peso, assim como para produtos que requerem uma protecção total em toda a cadeia logística.

  • GenSYS (grupo PINTO BRASIL) – concebe e implementa soluções informáticas inovadoras para planeamento, controlo e programação da produção em ambientes de grande complexidade e diversidade.

  • PTC Academy é uma academia de formação técnica certificada pela DGERT, criada por profissionais do sector dos moldes e injecção de plásticos, a escola é totalmente dedicada à área da metalomecânica e afins.

 

Bosch Consulting Group, serviços de consultoria e execução de projectos no domínio da Engenharia de Produção e Logística.

 

 

Presidente da AFIA participou no seminário da CCI Luso-Francesa

Tomás Moreira foi um dos oradores do seminário “A indústria automóvel em Portugal: desafios e oportunidades”, organizado pela Câmara de Comércio e Indústria Luso-Francesa, em colaboração com a FIEV, associação francesa de fabricantes de componentes automóveis.

in AFIA, 15-05-2019


Este evento, realizado no dia 15 de Maio no Porto, foi dividido em 3 mesas redondas.

Crescimento e oportunidades do sector” com intervenções do Presidente da AFIA, Tomás Moreira, que traçou o panorama da indústria automóvel portuguesa. Philomène Dias da AICEP falou do contexto de atractividade de Portugal. Michel Domingues da Renault Cacia prestou o seu testemunho enquanto construtor francês presente em Portugal. Por último Ricardo Leão da INAPAL METAL apresentou os desafios de uma empresa portuguesa.

 

Seguiu-se o 2º painel subordinado ao tema: “Riscos e desafios do sector”:

  • A revolução tecnológica: Luis Nunes, Altranportugal,
  • O automóvel eléctrico: Pedro Domingues, Efacec Power Solutions
  • A indústria 4.0: Vitor Pereira, GFI Informatique Portugal
  • Formação e capital humano: Vitor Dias, CENFIM

 

O 3º painel debateu as “Parcerias e futuras implantações: o que saber?

  • Direito do trabalho e contexto jurídico: Rui Peixoto Duarte, Abreu & Associados
  • Taxas, Impostos e fiscalidade em geral: José Rebouta e Ludovic Loreau, MAZARS
  • Apoio à inovação e a pesquisa e desenvolvimento: Maria do Céu Carvalho, KPMG

 

O almoço foi animado por Pascale Lardin da FIEV que apresentou os desafios da indústria automóvel de amanhã.

 

Da parte da tarde realizaram-se reuniões bilaterais com potenciais compradores/parceiros industriais franceses e nas quais as empresas portuguesas apresentaram as suas capacidades e potencialidades.

 

 

Brexit. Componentes automóveis perdem 260 milhões no biénio 2018/19

A indústria portuguesa de componentes fornece no Reino Unido desportivos de luxo e marcas topo de gama. Fixou um recorde de 1088 milhões de euros em 2017, mas este ano ficará muito longe dessa meta

in Expresso, Abílio Ferreira, 01-04-2019


As exportações portuguesas de componentes automóveis para o Reino Unido correm o risco de perder pelo menos, 260 milhões de euros no biénio 2018/19, regredindo três anos. Face a 2017, o resultado de 2019 deverá refletir uma redução de 23%.

As vendas para o mercado britânico iniciaram o ano de 2019 em queda (menos 12%), mantendo a trajetória descendente que se verificara 2018 (menos 13%). Se o ano passado o negócio caiu 150 milhões, este ano as primeiras indicações apontam para uma redução da ordem dos 110 milhões.

A indústria de componentes fixou em 2017 um recorde no Reino Unido, superando a cifra mágica dos 1000 milhões de euros (1088 milhões). A evolução traduzia um crescimento sustentado que acelerou em 2015, ano em que o valor das exportações ficara nos 771 milhões.

Mas, se o desempenho de janeiro for replicado a longo de 2019, o mercado vai regredir para um valor que supera ligeiramente o registado em 2015.

O mercado representa 10% da receita do setor de componentes, ocupando o quarto lugar no ranking.

DESPORTIVOS E TOPO DE GAMA

A Indústria portuguesa “fornece a grande maioria das marcas fabricadas no Reino Unido, incluindo os desportivos de luxo, como Aston Martin ou McLaren e o segmento premium da Bentley, Jaguar ou Rolls-Royce”, diz ao Expresso a direção da Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel (AFIA). “Até os novos táxis londrinos, têm componentes fabricados em Portugal” acrescenta a associação.

O declínio das exportações portuguesas reflete a queda da produção no Reino Unido – 14% nos dois primeiros meses de 2019, quase o dobro da redução registado em 2018.

Evitando “abordagens especulativas” a partir das incertezas geradas pelo Brexit, a direção da AFIA, presidida por Tomás Moreira, reconhece que os factos e sinais já conhecidos são todos “desfavoráveis e preocupantes”, mesmo no cenário menos adverso.

As “barreiras alfandegárias levarão a um aumento de custos que a indústria não conseguirá transferir na íntegra para os clientes”. A margem e rentabilidade das empresas “será muito afetada”. A AFIA teme ainda os “constrangimentos logísticos”, no caso dos camiões foram obrigados a parar nos postos fronteiriços.

A AMEAÇA DO EFEITO CAMBIAL

Numa lógica menos imediatista, a direção de Tomás Moreira admite uma acentuada redução do volume de carros fabricados no Reino Unido e que a “esperada desvalorização da libra” colocará as peças portuguesas sob pressão e numa posição desfavorável face aos fabricantes britânicos.

O efeito cambial levará ao reforço “ do grau de incorporação de produção local”, adverte a AFIA.

Na audição parlamentar sobre o Brexit, o ministro da Economia Pedro Siza Vieira, apontou a fileira automóvel como uma das mais castigadas pelo efeito Brexit.

O ministro reconheceu que os fornecedores portugueses “lidam com margens mais apertadas do que os concorrentes” e enfrentarão no futuro “um ajustamento operacional”. A pauta aduaneira temporária negociada entre Bruxelas e Londres prevê o pagamento e uma taxa de 10%.

O mercado automóvel do Reino Unido é singular. A indústria exporta 80% da produção (1,6 milhões de unidades em 2018) e o comércio importa 85% dos carros vendidos (2,3 milhões).

 

 

 

 

CABLICONTROL adere à AFIA

A Direcção da AFIA dá as boas-vindas ao novo Associado: CABLICONTROL.

in AFIA, 29-03-2019


A CABLICONTROL – Cablagens Industriais, Unipessoal, Lda. fundada em 2003 possui um know-how de mais de 15 anos no desenvolvimento e fabrico de cablagens para o sector automóvel, electrodomésticos e energias renováveis. Tem uma estrutura flexível adaptável a projectos de pequena ou grande dimensão.

A CABLICONTROL tem sede no concelho de Espinho e encontra-se certificada pela norma ISO 9001.

Para mais informações visite a página da CABLICONTROL em:

 

www.cablicontrol.pt

 

 

 

 

 

 

Participação portuguesa nos Automotive Meetings Tangier-Med

Numa iniciativa conjunta da AFIA – Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel e da CEFAMOL – Associação Nacional da Indústria de Moldes, e que contou com o apoio da Delegação da AICEP em Marrocos, decorreu entre os dias 6 e 8 a participação portuguesa nos Automotive Meetings Tangier-Med, Marrocos.

in AFIA, 15-02-2019


Esta foi a sexta edição deste certame organizado pela AMICA (associação marroquina para a indústria e construção automóvel) evento focado em reuniões bilaterais entre as empresas participantes. No total estiverem representadas 150 empresas, entre construtores de automóveis, fabricantes de componentes, indústria de moldes e prestadores de serviços. Além de empresas marroquinas, participaram empresas de outros países tais como França, Espanha, Alemanha, Coreia do Sul e Japão.

A delegação portuguesa foi constituída por 8 empresas (Batista Moldes, CR Moldes, Gotec, KLC, MD Moldes, Moldit, Prifer e Toolpresse-TJ Moldes) que mostraram a sua capacidade para responder às necessidades do mercado automóvel marroquino. A promoção da oferta nacional e a identificação de novas oportunidades assume maior relevo quanto mais se atenta no significativo desenvolvimento da indústria automóvel naquele país. Um crescimento acelerado do número de viaturas montadas que passou de 40 mil em 2010 para mais de 400 mil carros produzidos no ano de 2018. Alavancado no plano de aceleração industrial 2014-2020, Marrocos pretende chegar até 2022 com uma capacidade de produção anual de um milhão de veículos, para tanto contribuindo os planos de crescimento industrial da Renault (2 fábricas), da PSA – Peugeot Citroën e do recente anúncio da construção de uma fábrica do construtor chinês BYD.

Marrocos já é um parceiro de negócio significativo para as empresas nacionais de fabricação de componentes que em 2018 para lá exportaram 71 milhões de euros, sendo por isso Marrocos o 16º destino das exportações de componentes portugueses.

Esta participação teve um saldo extremamente positivo pelos múltiplos contactos e visitas recebidas, sendo de salientar o encontro com o Ministro da Indústria de Marrocos, que afirmou a importância da indústria automóvel portuguesa para a consolidação da indústria automóvel daquele país do Magreb. Relembre-se que em Dezembro de 2017 a AFIA assinou um protocolo de colaboração com a AMICA que visa o reforço da cooperação técnica e comercial; e a coordenação de acções entre as duas entidades.

 


 

Da esquerda para a direita: Rui Cordovil (Delegado da AICEP Marrocos), Moulay Hafid El Alamy (Ministro da Indústria de Marrocos), Adão Ferreira (Secretário-Geral da AFIA) e Manuel Oliveira (Secretário-Geral da CEFAMOL).
Visita do Ministro da Indústria ao stand da AFIA / CEFAMOL

 

 

“Quadro legal português dificulta adaptação a variações de encomendas”

TOMÁS MOREIRA, PRESIDENTE DA AFIA, AVISA PARA RISCOS PARA EXPORTAÇÕES DE COMPONENTES

in Vida Económica, por Aquiles Pinto, 08-02-2019


 

A indústria portuguesa de componentes automóveis bateu, pelo quinto ano consecutivo, o recorde de volume de negócios em 2018. As vendas globais terão atingido 11,3 mil milhões de euros (uma subida de 8% face a 2017), maioritariamente (83%) canalizadas para os mercados internacionais. A Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel (AFIA) avisa, porém, para riscos de uma inversão desse crescimento exportador. “Ao contrário do que acontece em outros países, o quadro legal português não permite às empresas, de uma forma suficientemente expedita, desburocratizada e sem custos extra, adaptarem a laboração às variações de curto prazo dos fluxos de encomendas, o que lhes causará problemas se o mercado começar a mostrar um comportamento irregular”, explica, em entrevista à “Vida Económica”, Tomás Moreira, presidente da AFIA.

Vida Económica – “Crescimento na Mudança” foi o tema que a AFIA escolheu para o 9º Encontro da Indústria Automóvel, realizado pela AFIA, em Ílhavo, a 23 de janeiro. Porquê?
Tomás Moreira – Com a indústria automóvel portuguesa a manter recordes de crescimento nos últimos anos em termos de exportações, investimento, criação de emprego e volume de negócios, a AFIA alerta para as pressões que o setor sente, fruto das profundas mudanças que está a enfrentar. O tema “Crescimento na Mudança” pretendeu debater e encontrar formas de manter um crescimento sustentado numa altura em que se verifica alguma estagnação do mercado, com incertezas quanto ao crescimento futuro. Neste encontro as entidades relacionadas com a área automóvel trocaram experiências e refletiram sobre os principais temas que envolvem o setor nos nossos dias.

VE – Pode-se afirmar que o setor mudou mais nas duas décadas já decorridas do século XXI do que no século anterior?
TM – A indústria automóvel é pioneira em inovações tecnológicas, sendo que muitas delas são, depois, também absorvidas e replicadas por outras indústrias. O setor investe fortemente em inovação técnica, o que promove uma evolução muito rápida, podendo, de facto, afirmar-se que o ritmo de mudança está a acelerar. E sem dúvida estão a acontecer mutações profundas nos veículos, na sua produção e na mobilidade em geral, designadamente para responder aos desafios da descarbonização, das motorizações alternativas, da condução autónoma, de novos conceitos de mobilidade, da indústria 4.0 e da digitalização da produção e dos veículos.

VE – O setor industrial automóvel português, e em particular o dos componentes, está a acompanhar a mudança?
TM – Os fabricantes de automóveis e os seus fornecedores investem continuamente em tecnologias inovadoras que ofereçam ao mercado automóveis mais seguros e mais automatizados, tendencialmente autónomos, e soluções mais amigas do ambiente. O setor está atento às evoluções e as empresas estão a tomar as decisões necessárias no sentido de se prepararem e adaptarem para as mudanças que se anunciam no médio e longo prazo. Neste momento já produzimos em Portugal componentes para os modelos de carros elétricos mais carismáticos como os BMW i3 e i8, Nissan LEAF ou Renault Zoe.

VE – Como foi 2018 para as empresas associadas da AFIA em termos qualitativos e quantitativos?
TM – A indústria portuguesa de componentes automóveis no ano 2018 bateu, e pelo quinto ano consecutivo, o recorde de volume de negócios. Estimamos que as vendas globais terão atingido 11,3 mil milhões de euros, uma subida de 8% face a 2017. As vendas para o mercado externo terão totalizado 9,4 mil milhões de euros (+6% face a 2017), enquanto as vendas para o mercado nacional terão aumentado 20%, para os 1,9 mil milhões de euros. Em termos de quota, as exportações representam 83% da atividade das empresas, sendo que o mercado nacional absorve os restantes 17%. O mercado nacional cresceu fortemente em 2018, fruto de novos veículos de grande cadência que iniciaram produção nas fábricas da Volkswagen Autoeuropa, em Palmela, e na PSA, em Mangualde, como se sabe. Em termos de volume de emprego, entre 2010 e 2018 foram criados 15 mil novos postos de trabalho. Assim, em 2018, a indústria de componentes automóveis empregava, diretamente, 55 mil pessoas. Em termos de importância na economia nacional, as empresas que integram a indústria de componentes automóveis representam na sua totalidade 5% do PIB, 8% do emprego da indústria transformadora e 16% das exportações nacionais de bens, contribuindo, assim fortemente, para o equilíbrio das contas externas do país. Para 2019 é esperado que o setor se mantenha estável no patamar dos 11 mil milhões de euros.

VE – A AFIA avisou, recentemente, que o crescimento das exportações do setor de componentes para a indústria automóvel pode abrandar fortemente no médio prazo. Quais os principais riscos?
TM – Os sinais do exterior causam alguma apreensão, nomeadamente o novo ciclo de medição do consumo e emissões, o chamado WLTP (“Worldwide Harmonised Light Vehicles Test Procedure”), as restrições/proibições em diversas metrópoles europeias da circulação de carros a diesel, os novos conceitos de mobilidade, tudo isto levará a uma previsível diminuição do volume de carros produzidos na Europa. Ao contrário do que acontece em outros países, o quadro legal português não permite às empresas, de uma forma suficientemente expedita, desburocratizada e sem custos extra, adaptarem a laboração às variações de curto prazo dos fluxos de encomendas, o que lhes causará problemas se o mercado começar a mostrar um comportamento irregular.

VE – Como se podem resolver?
TM – Exportando o grosso da sua produção para mercados totalmente abertos e globalizados e concorrendo livremente com todos os outros países num contexto de enorme competitividade de preços, todas as questões ligadas a custos se revestem de extrema relevância. Apesar de Portugal ter os custos salariais mais baixos da Europa Ocidental, não se pode ignorar que competimos diretamente contra países com custos de trabalho muito inferiores, nomeadamente Marrocos, na nossa zona geográfica direta. Uma inflação dos custos salariais superior à produtividade, assim como qualquer retrocesso na flexibilidade laboral, representariam um agravamento dos fatores de competitividade da economia portuguesa, que nos prejudicam no confronto com os países nossos concorrentes. Também o elevado custo da energia – dos maiores da Europa e incluímos aqui a eletricidade, o gás e os combustíveis líquidos – e a elevada fiscalidade que pesa sobre as empresas têm prejudicado a competitividade destas. As empresas enfrentam a necessidade de investir permanentemente para inovarem, para introduzirem novas tecnologias mais produtivas e para crescerem: o financiamento das empresas é, por isso, outro fator crítico. Todas as possíveis melhorias nestes constrangimentos iriam permitir à indústria de componentes automóveis crescer ainda mais sustentadamente.