AFIA participou no seminário da CCI Luso-Francesa

Pedro Ramalho foi um dos oradores do seminário “A indústria automóvel em Portugal: oportunidades e parcerias para as empresas francesas”, organizado pela Câmara de Comércio e Indústria Luso-Francesa.

in AFIA, 23-09-2019


Pedro Ramalho, Diretor da AFIA, traçou o “Panorama da Indústria Automóvel Portuguesa” juntamente com Helder Pedro, Secretário-Geral da ACAP.

No painel seguinte, Philomène Dia,s Diretora da Direção de Angariação da AICEP falou do contexto de atratividade de Portugal.

Seguiram-se várias intervenções, entre as quais a de Christophe Clément, Diretor Geral da Renault Cacia prestou o seu testemunho enquanto construtor francês presente em Portugal e de Pierre Lauvin, Director Business Development da Coindu apresentou as oportunidades nas parceiras industriais França-Portugal.

Da parte da tarde realizaram-se reuniões bilaterais com potenciais compradores/parceiros industriais franceses e nas quais as empresas portuguesas apresentaram as suas capacidades e potencialidades.

 

Exportações de componentes automóveis regista primeira subida em meses

Depois de registarem quedas durante os últimos quatro meses as exportações de componentes automóveis conseguiram no mês de julho uma subida de 1,4% em relação ao mesmo período de 2019

in AFIA, 09-09-2020


De acordo com a AFIA – Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel – o valor das exportações de componentes automóveis registou durante o mês de julho, e depois de 4 meses de quedas sucessivas, um aumento de 1,4% face ao mesmo período de 2019, chegando aos 792 milhões de euros.

Já no que se refere ao acumulado até ao mês de julho, as exportações de componentes automóveis situaram-se nos 4.546 milhões de euros, representando uma diminuição de -22% em relação ao período homólogo de 2019. Ou seja, entre janeiro e julho de 2020 as vendas ao exterior registaram uma diminuição de 1.285 milhões de euros em relação ao mesmo período de 2019.

Em termos de países destino das exportações de janeiro a julho de 2020, e face ao mesmo período de 2019, Espanha continua na primeira posição com vendas de 1.376 milhões de euros (-12,6%), seguida da Alemanha com 987 milhões de euros (-18%) e em 3º lugar surge a França com um registo de 548 milhões de euros (-36,6%). No que se refere às exportações para o Reino Unido totalizaram 302 milhões de euros (-38%). No total, estes 4 países concentram 71% das exportações portuguesas de componentes automóveis.

Nesta altura, espera-se que este aumento continue a verificar-se nos próximos meses, após um período de acentuadas quedas resultado da pandemia de Covid-19.

Os cálculos da AFIA têm como base as Estatísticas do Comércio Internacional de Bens divulgadas a 09 de setembro pelo INE – Instituto Nacional de Estatística.

 

Para mais informações consultar o ficheiro pdf

 


Sobre a AFIA

A AFIA – Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel é a associação portuguesa que congrega e representa, nacional e internacionalmente, os fornecedores de componentes para a indústria automóvel.
Esta indústria agrega 240 empresas com sede ou laboração em Portugal, com um volume de emprego directo na ordem das 59.000 pessoas. Factura 12 mil milhões de Euros por ano, com uma quota de exportação superior a 80%.
Em termos de importância na economia nacional, representa 6% do PIB, 8% do emprego da indústria transformadora e 16% das exportações nacionais de bens transacionáveis.

 

Indústria automóvel negoceia soluções contra “retoma ilusória” com o Governo

Sector com 75 mil trabalhadores começa esta semana a negociar com o executivo. Sindicatos apanhados de surpresa. Nas fábricas que concentram a maioria dos 75 mil trabalhadores do sector a retoma é “ilusória”.

in Público, in Victor Ferreira, 21-07-2020


A Autoeuropa, em Palmela, fechou ontem para férias, numa altura em que ainda não tinha retomado toda a produção pré-pandemia. A empresa disse aos trabalhadores para voltarem no dia 17 de Agosto e prometeu retomar os quatro turnos do fim-de-semana, que continuavam suspensos, no dia 24 de Agosto. Apesar da retoma débil no sector dos carros, por agora ninguém fala em mais layoff na fábrica da Volkswagen em Portugal.

Em Mangualde, cenário é semelhante na fábrica do grupo PSA. Fecho para férias só em Agosto e até lá trabalha-se a todo o vapor — nesta unidade já se recuperou os níveis de produção que existiam antes da pandemia e do layoff simplificado.

Mas Palmela e Mangualde são duas excepções. O resto da indústria automóvel, sobretudo nas fábricas que concentram a maioria dos 75 mil trabalhadores do sector e que produzem componentes, diz que a retoma é “ilusória”. São 59 mil empregos, dos quais 12 mil podem desaparecer, entre o que resta de 2020 e o próximo ano, como já tinha alertado o presidente da associação das fábricas de componentes, José Couto. Por isso mesmo, a notícia adiantada pelo Expresso no sábado, de que poderá haver layoff simplificado por mais tempo, rasgou uma nova via para as negociações com o Governo que, segundo apurou o PÚBLICO, começam esta semana.

Representantes da indústria, do Ministério do Trabalho e do Ministério da Economia, já estiveram reunidos, na última quinta-feira, em Lisboa.

“Aquilo que transmitimos ao Governo é que estamos muito preocupados com esta retoma ilusória, este arranque ilusório da indústria, porque a segunda metade do ano pode vir a ser ainda pior”, resume ao PÚBLICO o presidente do cluster automóvel de Portugal, Jorge Rosa, que é também o CEO da fábrica de camiões Mitsubishi Fuso, no Tramagal (Abrantes), detida pela Daimler.

As três partes chegaram então a acordo de que devem olhar com mais cuidado para outras soluções. E de que retomariam o tema a partir desta semana em reuniões de trabalho. Porém, nessa altura ainda não se sabia que o Governo admite, afinal, prolongar o layoff simplificado, que deveria terminar no fim de Julho.

Sindicatos surpreendidos

Ao Expresso o ministro da Economia explicou que esse cenário seria equacionado, para “empresas com quebras significativas de facturação”, mas deixou em aberto tudo o resto: quanto tempo mais, qual o nível de quebra necessário, para quando a decisão. O PÚBLICO contactou o gabinete de Siza Vieira, com essas perguntas, mas o ministro não esteve disponível.

Para os sindicatos, o anúncio do fim-de-semana foi uma surpresa, diz Sérgio Monte, secretário-geral adjunto da UGT. “É uma solução que desconhecemos”, sublinha este representante. “Na última reunião da Concertação Social, a senhora ministra do Trabalho disse que o layoff simplificado só continuaria disponível para empresas que continuam fechadas por imposição legal”, afirma.

Do lado do patronato, todo defendiam o layoff simplificado até ao final do ano. A Confederação Empresarial de Portugal, que aglutina sectores importantes, já o tinha dito, tal como a Confederação do Turismo, que se reuniu com António Costa e Siza Vieira no dia 9 e que, na semana passada, insistiu que a medida “mais urgente” de qualquer plano de retoma é o “prolongamento do layoff simplificado até Dezembro, abrangendo a totalidade dos ramos turísticos”.

Para os empresários, o problema reside numa retoma fraca, o que ameaça a eficácia do mecanismo de apoio à retoma do emprego, concebido pelo Governo como sucedâneo do layoff simplificado. Com esta solução, as empresas teriam apoio em função da quebra do negócio, mas sem poderem suspender contratos de trabalho. O problema, dizem, é que a quebra ainda é total, em sectores como o dos eventos, ou fica aquém das contas mais optimistas, como no sector automóvel.

Por isso, é de esperar que a porta aberta pelo número dois do Governo para a manutenção do layoff simplificado seja aproveitada nas negociações. Na Europa, de resto, vive-se o mesmo receio de haver despedimentos em massa quando terminar o layoff de emergência. Porém, países como Alemanha optaram logo por prazos mais longos (até ao fim do ano), tal como a França (até ao Outono). E Espanha e Reino Unido já prolongaram ou discutem agora o prolongamento deste mecanismo.

Para a UGT, é o caminho errado e que “continuará a penalizar os trabalhadores”. Sublinhando que as empresas em crise “podem recorrer ao layoff normal”, Sérgio Monte diz perceber “que os patrões gostem do simplificado”. “O simples impõe maior intervenção dos sindicatos e, como vimos, o simplificado permitiu muitos abusos e atropelos à lei.”

 

Autoeuropa retomará o trabalho a 17 de Agosto, prevendo o regresso a todos os turnos.
Foto: Miguel Manso

 

 

AFIA solidária com os seus Associados

Tendo em conta a extensão do impacto da crise na atividade dos fabricantes de componentes para automóveis, a AFIA cancelou a emissão e consequente pagamento das Quotas aos Associados, relativas ao 2º Trimestre de 2020, Abril-Junho.

in AFIA, 16-07-2020


Esta decisão foi tomada pela Direção para mostrar tanto a solidariedade da Associação como o seu compromisso ao lado de todos os fabricantes de componentes para automóveis.

Numa carta dirigida aos Associados, José Couto, Presidente da AFIA, explica as razões desta decisão excecional:

As nossas empresas estão a ser postas à prova perante desafios que são incomensuráveis e com consequências difíceis de avaliar e antecipar.

O papel da AFIA é, e será, acompanhar os fabricantes de componentes para automóveis, representá-los, defendê-los e ajudá-los a antecipar e gerir todas estas dificuldades no dia-a-dia.

A AFIA tem-se preocupado em estabelecer conversações com as entidades nacionais com o objetivo de apresentar soluções de modo a mitigar os graves efeitos que a pandemia causada pela doença COVID-19 está a provocar na Indústria Automóvel.

É dentro deste quadro e deste espírito que o Conselho Diretor decidiu cancelar / suspender a emissão e consequente pagamento das Quotas aos Associados, relativas ao 2º Trimestre de 2020, Abril-Junho.

Este esforço financeiro muito importante, excecional e temporário parece-nos ser um investimento necessário, tendo em conta as dificuldades presentes e futuras que as empresas estão a atravessar.

Esta medida só é possível dado o rigoroso controlo orçamental que a AFIA tem realizado ao longo dos últimos anos.

Esta quebra de receitas nas Quotas da AFIA, 25%, não põe em causa de forma alguma todas as vantagens e serviços a que os nossos Associados continuarão a ter direito.

Sabemos de experiências anteriores que o Associativismo é essencial, e mais do que nunca crucial para a defesa dos interesses do sector e sairemos ainda mais unidos e reforçados no final desta crise!

 

 

A AFIA VISITOU A PTC ACADEMY

Hoje tivemos o prazer de receber nas instalações da PTC Academy Adão Ferreira, Secretário-Geral da associação AFIA.

in PTC Academy, 03-03-2020


Sendo a Indústria o principal foco de formação da PTC Academy, através das soluções de Formação à Medida para Empresas, esta visita da AFIA visa estreitar parcerias e oportunidades de negócio entre associados, dando a conhecer a nossa oferta formativa nas áreas da Metalomecânica, Injeção de Plásticos, Qualidade e Gestão.

Obrigada Adão e AFIA pela vossa presença!

 

https://www.ptcacademy.pt/

 

 

AFIA participou em Missão Empresarial à Índia

A Missão Empresarial organizada pela AICEP ocorreu por ocasião da visita do Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa à Índia, 13 a 15 de Fevereiro.

in AFIA, 21-02-2020


A agenda da Missão, que foi dividida por Nova Deli e Mumbai, incluiu uma Sessão de Negócios Índia – Portugal, um Sessão de Network Índia – Portugal, um Pequeno-almoço de trabalho com Empresários Indianos e um Fórum Económico Multissectorial.

A comitiva portuguesa integrou empresas e associações, representando vários sectores de actividade Construção e Infra-estruturas; Ambiente e Automóvel.

A indústria automóvel portuguesa foi representada por Adão Ferreira e Fernando Machado, secretários-gerais da AFIA e MOBINOV, respectivamente.

A participação da AFIA e da MOBINOV inseriu-se numa dupla vertente por um lado promover a atractividade e as vantagens de Portugal como destino para desenvolvimento de projectos de investimento na indústria automóvel; e por outro lado divulgar as vantagens competitivas e as competências instaladas em Portugal neste domínio, em termos de oferta de produtos/serviços/soluções.

A AFIA e a sua congénere indiana ACMA estão a estudar formas de cooperação e que passam pela prospecção de oportunidades de negócio e estabelecimento de parcerias.

 

AFIA promove debate sobre os Preços de Transferência

Com efeitos a partir de 1 de Outubro passado, o regime fiscal português dos preços de transferência sofre alterações importantes decorrentes da entrada em vigor da Lei 119/2019, requerendo dos sujeitos passivos abrangidos um maior conhecimento técnico e, nalguns  casos, um maior esforço de documentação.

 in AFIA, 07-02-2020


 Foram igualmente introduzidas significativas alterações aos Códigos do IRC, IRS, Imposto do Selo, IVA e IMI, bem como nas normas do contencioso tributário, para as quais as empresas deverão estar alerta.

Assim a AFIA, numa parceria com a Deloitte Portugal, realizou, no dia 5 de Fevereiro no anfiteatro da AEP, Leça da Palmeira, uma Conferência “Novidades Fiscais: Lei 119/2019”.

O programa que decorreu durante a tarde, iniciou-se com uma caracterização da indústria portuguesa de componentes automóveis por Jorge Castro, Vice-Presidente da AFIA. Seguindo-se uma explicação das implicações práticas das alterações introduzidas no regime dos preços de transferência por Clara Diethmer, Associate Partner da Deloitte. Por fim, André Vasconcelos, Associate Partner da Deloitte, demonstrou as implicações das alterações introduzidas pela Lei nos diversos impostos (Códigos do IRC, IRS, Imposto do Selo, IVA e IMI).

Houve ainda um período de debate onde os cerca de 30 participantes puderem ver esclarecidas as suas dúvidas sobre esta temática.

Num trabalho constante de defesa e divulgação do sector a nível nacional e internacional, a AFIA acredita que estes encontros entre as empresas são fundamentais para que de uma forma organizada e sintonizada se consiga tornar o sector dos componentes automóveis mais competitivo e apelativo.

Estes encontros garantem ainda uma grande proximidade da AFIA às empresas e uma actuação mais eficaz na defesa dos seus interesses e necessidades.

 

 

Presidente da AFIA apresenta os componentes automóveis portugueses à indústria química espanhola

No dia 20 de Janeiro o Conselho Económico da FEIQUE – Federação Empresarial da Indústria Química Espanhola realizou em Madrid uma reunião subordinada ao tema “A economia e a indústria química em Portugal e sectores relacionados”..

in AFIA, 24-01-2020


A reunião começou com o discurso de António Saraiva, Presidente da CIP, que efectuou o retrato d ”A economia portuguesa e suas perspectivas” e René Van Sloten, Director Executivo de Política Industrial do CEFIC – Conselho Europeu da Indústria Química, delineou os desafios da indústria química europeia na sua caminhada até 2050.

A sessão continuou com a descrição da indústria química portuguesa por João Fugas da BONDALTI, seguindo-se então José Couto, Presidente da AFIA, que apresentou o estado-da-arte da indústria portuguesa de componentes para automóveis e suas perspectivas.

Por fim, António Manzoni da AECOPS expôs o sector da construção em Portugal.

Da parte de Portugal também participaram a APQuímica e a APIP.

Constituído por 3.300 empresas, o sector químico espanhol é responsável por mais de 13% do PIB industrial, no ano de 2018 atingiu um volume de negócios na ordem dos 66 mil milhões de euros e emprega directamente quase 197.000 pessoas.

 

 

Misión de la industria de automoción portuguesa en Marruecos

AFIA acompañó a CR Molds, PTC Group, Socem y Rangel en la misión a Marruecos. // FOTO: AFIA

in AutoRevista, 08-01-2020


La agencia portuguesa de promoción exterior e inversiones AICEP organizó una misión comercial a Marruecos, los días 11 y 12 de diciembre en Casablanca, con el objetivo de profundizar en las relaciones comerciales bilaterales. Esta misión consistió en un foro de negocios y misiones de negocios sectoriales en las áreas de automoción y moldes, materiales de construcción, TIC y educación superior. AFIA, asociación de fabricantes de componentes y CEFAMOLentidad que aglutina a los moldistas, a través de sus secretarios generales, acompañaron a las empresas en la misión.

La delegación portuguesa en las áreas de moldes y automoción estaba compuesta por 4 empresas: CR Molds, PTC Group, Socem y Rangel. Todas ellas mostraron su capacidad para responder a las necesidades del mercado de automoción marroquí. La promoción de la oferta nacional y la identificación de nuevas oportunidades se vuelven más importantes a medida que se presta más atención al desarrollo significativo de la industria del automóvil en el país norteafricano. Se observa un crecimiento acelerado en la cantidad de automóviles ensamblados, que ha multiplicado por diez sus cifras en ocho años: de 40.000 en 2010 a más de 400.000 automóviles producidos en 2018.

Aprovechado en el plan de aceleración industrial 2014-2020, Marruecos apunta a alcanzar el año 2022 con una capacidad de producción anual de un millón de vehículos, como consecuencia de los planes de crecimiento industrial de Renault (dos fábricas en Tánger y Casablanca) y Grupo PSA (una en Kenitra).

Marruecos ya es un importante socio comercial para empresas de la industria de automoción portuguesa que, en 2018, exportó allí 85 millones de euros, convirtiendo a Marruecos en el decimoctavo destino de sus exportaciones.

 

 

Presidente da AFIA participou nas comemorações do 15º aniversário da CCILM

José Couto a convite da CCILM – Câmara de Comércio e Indústria Luso-Mexicana participou, 8 de Janeiro, no almoço comemorativo do 15º aniversário desta câmara de comércio e indústria.

in AFIA, 08-01-2020


A cerimónia foi presidida pelo Ministro da Economia e da Transição Digital, Pedro Siza Vieira. O evento contou ainda com a presença de representantes do Corpo Diplomático, de Entidades do Estado, de Associações Sectoriais e Empresários de vários sectores.

No ano de 2018 a indústria portuguesa de componentes automóveis exportou para o México cerca de 56 milhões de euros, o que posiciona o México como o 20º país cliente dos componentes automóveis.

Acresce ainda o facto que dentro da sua estratégia de internacionalização vários Associados da AFIA têm já unidades fabris em solo mexicano.

 

* Foto da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Mexicana