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Associação de Fornecedores contra estudo sobre emissões

A AFIA – Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel, a entidade portuguesa que congrega e representa, nacional e internacionalmente, os fornecedores de componentes para a indústria automóvel, afirma que o estudo da Federação Europeia de Transportes e Ambiente recentemente divulgado, sobre a manipulação dados do consumo de combustíveis dos automóveis pelos fabricantes, “não reflete a realidade atual”, pois a nova legislação WLTP (Procedimento de Teste Global Harmonizado para Veículos Ligeiros – Worldwide Harmonized Light Vehicle Test Procedure), que entrará em vigor a 1 de setembro de 2018 “corrigirá estas diferenças nos níveis dos consumos”.

in AutoFoco, 30-08-2018


Em comunicado a AFIA considera que o novo ciclo WLTP foi “desenvolvido usando dados de condições reais de condução recolhidos em todo o mundo” e para produzir “resultados mais próximos de uma experiência de condução real”. Tudo para “evitar a desconfiança que, entretanto, se gerou na indústria automóvel nesta matéria”, pode ler-se em comunicado daquela associação.

«É de realçar que os valores anunciados pelos construtores se referem sempre a medições em laboratório. Devido às condições otimizadas em que os carros são testados, os valores de consumos e emissões assim apurados serão sempre mais favoráveis do que os que resultam da condução em estrada, sujeitos a uma grande variabilidade de parâmetros. Este desvio afeta todos os veículos automóveis, independentemente da sua motorização”, defende a AFIA.

“Há que ter presente que este efeito é legítimo, fisicamente inevitável e aceite pelos técnicos, mas também é conhecido pelo condutor comum e por isso mesmo sempre foi tomado em linha de conta na fixação dos limites legais, a avaliar em laboratório”, recordam estes representantes dos fornecedores de componentes para a indústria automóvel.

A AFIA acrescenta que “não faria sentido agora uma atitude purista e hipócrita de penalizar os construtores pelo facto de as viaturas na condução em estrada registarem maiores consumos do que no laboratório” e que “nunca será demais relembrar que as diferenças detetadas se referem a casos passados e que os construtores garantem que os carros atualmente à venda no mercado cumprem as normas e limites legais”.

“Estes limites têm vindo a baixar, levando a que os automóveis hoje no mercado consumam incomparavelmente menos combustível do que há poucos anos, com a consequente redução das emissões”, conclui a referida associação.

 

 

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