Portugal reforça aposta nos semicondutores com dois projetos estratégicos e apoio de 6,4 M€

A Agência Nacional de Inovação (ANI) reforçou o posicionamento de Portugal no setor da microeletrónica, ao assegurar a operacionalização de dois projetos estratégicos liderados a nível nacional pelo Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia (INL) e pelo Instituto de Telecomunicações (IT), com um apoio de 6,4 milhões de euros.

in Agência Nacional de Inovação (ANI), 30-12-2025


Esta iniciativa é um passo decisivo na execução da Estratégia Nacional para os Semicondutores, consolidando a capacidade do país em responder aos mais exigentes desafios tecnológicos globais. O apoio de 6,4 milhões de euros visa assegurar o cofinanciamento nacional da participação portuguesa em projetos europeus aprovados no âmbito da Parceria Europeia Chips Joint Undertaking (CHIPS JU), instrumento central do European Chips Act.

Os projetos agora apoiados inserem-se no Pilar 1 – Iniciativa para os Circuitos Integrados para a Europa, com foco no desenvolvimento de linhas piloto, plataformas de design avançado, integração e packaging de chips, áreas críticas para o reforço da autonomia estratégica europeia e para a consolidação da posição de Portugal na cadeia de valor dos semicondutores.

“Este financiamento materializa o compromisso de Portugal com a Estratégia Nacional para os Semicondutores e com o European Chips Act, assegurando que o país participa ativamente em projetos europeus de elevada ambição tecnológica. Ao apoiar o Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia e o Instituto de Telecomunicações, estamos a reforçar capacidades científicas e infraestruturas críticas que posicionam Portugal como um parceiro relevante na cadeia de valor europeia dos semicondutores, com impacto direto na inovação, na competitividade e na autonomia estratégica da Europa”, afirma António Grilo, Presidente da Agência Nacional de Inovação.

O financiamento atribuído ao INL suporta a participação no projeto europeu relativo à Linha Piloto focado em packging avançado e integração heterogénea de componentes eletrónicos, reforçando as infraestruturas e competências nacionais em áreas críticas da microeletrónica.

“A APECS, linha piloto de encapsulamento avançado e integração heterogénea de componentes e sistemas eletrónicos, é uma iniciativa instituída pelo Chips Act da União Europeia, reunindo dez parceiros sob a liderança da Fraunhofer Society for the Advancement of Applied Research (FhG GmbH, Alemanha), entre os quais o INL. A APECS presta serviços e formação para apoiar as empresas a integrar e encapsular chiplets em novos sistemas eletrónicos, reforçando assim as capacidades europeias em encapsulamento avançado”, refere Clívia Sotomayor Torres, Diretora – Geral do INL.

A Diretora-Geral do INL precisa que “o projeto visa reduzir a dependência de cadeias de abastecimento globais e reforçar a soberania tecnológica”.

“No INL estão a ser investidos cerca de 19?milhões de euros, aproximadamente metade proveniente de fundos nacionais e metade de programas europeus, para expandir a capacidade em integração de chiplets e encapsulamento avançado, em consonância com a estratégia portuguesa para os semicondutores. Iniciativas complementares, como a POEMS, o centro de competências português para os semicondutores, são cruciais para conectar as empresas às linhas piloto e para reforçar o papel de Portugal no ecossistema europeu de semicondutores”, reforça Clívia Sotomayor Torres.

Já no caso do Instituto de Telecomunicações, o apoio nacional assegura a participação portuguesa no consórcio europeu da Linha Piloto dedicada ao desenvolvimento de circuitos fotónicos integrados avançados, com impacto direto na capacitação científica, tecnológica e industrial do país.

“O projeto PIXEurope reúne institutos de investigação de referência para implementar a primeira linha piloto completa e de acesso aberto, fundamental para reforçar a soberania tecnológica europeia na área dos circuitos óticos integrados, permitindo a fabricação em larga escala de circuitos óticos integrados para comunicações, sensores e computação avançada”, afirma José Carlos Pedro, Presidente do Instituto das Telecomunicações.

“O PIXEurope Português, apoiado pela CHIPS JU e pela ANI, posiciona o Instituto de Telecomunicações, a Zona Centro e Portugal nesta rede, promovendo o apoio a start-ups nacionais e europeias no domínio da prototipagem e testes de circuitos óticos integrados, contribuindo para a afirmação de Portugal nesta área-chave da tecnologia”, sublinha.

Com este investimento, a ANI reforça o seu papel no apoio à participação do ecossistema nacional de I&I no Programa Horizonte Europa, enquanto uma das entidades responsável pela operacionalização da Estratégia Nacional para os Semicondutores, promovendo a articulação entre financiamento europeu e nacional, o fortalecimento do ecossistema científico e tecnológico e a criação de condições para o crescimento sustentado de um setor considerado crítico para a competitividade da economia portuguesa e para a soberania tecnológica da Europa.

Mudança de era nos sistemas ADAS: Bosch redefine a segurança automóvel com uma nova geração de sistemas baseados em software

  • O veículo definido por software permitirá atualizar funções críticas de segurança durante toda a vida útil do automóvel.
  • Os sistemas ADAS poderiam evitar até 40% dos acidentes e 29% das mortes nas estradas.
  • A Bosch promove novas soluções como VMM, ADAS baseados em IA e serviços na cloud para acelerar a transição para veículos mais seguros e conectados.

in Bosch, 23-12-2025


A Bosch está a redefinir a segurança automóvel com uma nova geração de tecnologias baseadas em software. A empresa impulsiona a transição para o veículo definido por software (Software Defined Vehicle, SDV), um modelo que permitirá gerir de forma centralizada a maioria das funções do automóvel e atualizá las de forma contínua. Esta abordagem, aliada à crescente implementação de sistemas avançados de assistência à condução (ADAS), está a transformar a proteção dos ocupantes do veículo e a experiência de mobilidade.

A implementação obrigatória, a partir de junho de 2024, de vários sistemas ADAS em todos os veículos de nova matrícula na União Europeia acelerou esta mudança. Segundo os estudos recolhidos no âmbito do projeto VIDAS, desenvolvido pela Bosch e pela Fesvial, a generalização destas tecnologias poderia evitar até 40% dos acidentes de trânsito e 29% das mortes nas estradas. Este impacto será reforçado com a chegada do veículo definido por software (Software Defined Vehicle), um modelo em que a maioria das funções do automóvel é gerida eletronicamente e atualizada de forma contínua. A Bosch promove este avanço com novas soluções de software e serviços de conectividade seguros capazes de suportar esta evolução.

Arquitetura baseada em software para coordenar os sistemas de segurança

No SDV, o software atua como cérebro do automóvel, coordenando motor, transmissão, travões, suspensão, direção, infoentretenimento, conectividade e sistemas de segurança. A Bosch promove esta arquitetura através da integração de sensores, atuadores e unidades eletrónicas que comunicam entre si por redes internas de alta velocidade, permitindo uma gestão centralizada e mais eficiente do veículo.

Este modelo facilita a incorporação de novas funções sem intervenções físicas, graças a atualizações remotas que permitem melhorar sistemas existentes ou acrescentar novas capacidades. A Bosch desenvolve tecnologias como o Vehicle Motion Management (VMM), que coordena de forma inteligente os atuadores do veículo, o sistema de travagem, a direção, o chassis e a propulsão, para otimizar a estabilidade, a eficiência e a segurança.

O SDV vai também transformar a fabricação e o desenvolvimento do veículo. Ao centralizar as funções no software, a Bosch permite encurtar os tempos de desenvolvimento, reduzir custos e acelerar os ciclos de inovação. A empresa trabalha com fabricantes de todo o mundo para integrar plataformas abertas e serviços que facilitem a transição para modelos de desenvolvimento digital mais ágeis e escaláveis.

Bosch permite atualizações remotas que mantêm a segurança durante toda a vida útil do veículo

As atualizações OTA (Over-The-Air), habilitadas pelas soluções cloud da Bosch, permitem melhorar continuamente funções como a travagem automática de emergência, o sistema de manutenção de faixa, o reconhecimento de sinais ou os sistemas de proteção contra ciberataques. Desta forma, os veículos podem manter e até melhorar o seu nível de segurança sem necessidade de ir à oficina ou concessionário.

Os sensores inteligentes também beneficiam desta nova lógica. Por exemplo, o sensor SMP290 da Bosch, baseado em tecnologia MEMS e integrado com Bluetooth Low Energy, é o primeiro do seu segmento a combinar pressão, temperatura e aceleração num único chip com capacidade de atualização remota. Esta inovação simplifica a arquitetura do veículo, melhora a eficiência energética e reforça a segurança ativa através de uma monitorização precisa do estado dos pneus.

Cibersegurança: prioridade estratégica no desenvolvimento da Bosch

O aumento da conectividade tornou a cibersegurança um elemento essencial no design automóvel. A Bosch integra medidas avançadas de proteção desde a fase de desenvolvimento, como a deteção de intrusões, a gestão segura do software e a proteção das comunicações internas e externas. Estas soluções garantem a integridade do veículo e o correto funcionamento dos sistemas ADAS e das atualizações remotas.

Bosch lidera o crescimento na condução assistida e automatizada

O desenvolvimento do veículo definido por software faz parte da estratégia global da Bosch para impulsionar tecnologias de condução assistida e automatizada. A empresa prevê duplicar as suas vendas de software, sensores, computadores de bordo e componentes de rede até meados da próxima década, com um volume superior a 10.000 milhões de euros ligado a soluções baseadas em inteligência artificial. O mercado global de software automóvel poderá triplicar até superar os 200.000 milhões de euros em 2030.

A Bosch lidera esta transição com uma oferta integral que combina hardware inovador, inteligência artificial, plataformas de software e serviços conectados. A empresa está preparada para acompanhar fabricantes de todo o mundo nesta nova era, em que os veículos serão mais seguros, mais personalizados, mais eficientes e capazes de evoluir continuamente graças ao software.


Vendas de automóveis novos na União Europeia | novembro 2025

New car registrations: +1.4% in November 2025 year-to-date; battery-electric 16.9% market share

in ACEA, 23-12-2025


By November 2025 year-to-date (YTD), new EU car registrations increased by 1.4% compared to the same period last year. Despite the recent positive momentum, overall volumes remain well below pre-pandemic levels.

The battery-electric car market share reached 16.9% YTD, in line with projections for the year, yet a level that still leaves room for growth to stay on track with the transition. Hybrid-electric vehicles lead as the most popular power type choice among buyers, with plug-in hybrids continuing to gain momentum.

New EU car registrations by power source

Up until November 2025, battery-electric cars accounted for 16.9% of the EU market share, an increase from the low baseline of 13.4% in November 2024 YTD. Hybrid-electric car registrations captured 34.6% of the market, remaining the preferred choice among EU consumers. Meanwhile, the combined market share of petrol and diesel cars fell to 36.1%, down from 45.8% over the same period in 2024.

New EU car registrations by power source

Electric cars

During the first eleven months of 2025, 1,662,399 new battery-electric cars were registered, capturing 16.9% of the EU market share. The largest four markets in the EU, which together account for 62% of battery-electric car registrations, saw gains: Germany (+41.3%), Belgium (+10.2%), the Netherlands (+8.8%), and France (+9.1%).

January to November 2025 figures also showed new EU hybrid-electric car registrations rising to 3,408,907 units, driven by growth in the four biggest markets: Spain (+26%), France (+24.2%), Germany (+8.7%), and Italy (+7.9%). Hybrid-electric models account for 34.6% of the total EU market.

Registrations of plug-in-hybrid electric cars continue to grow, reaching 912,723 units during the same period. This was driven by increases in volume for key markets such as Spain (+113%), Italy (+80.6%), and Germany (+62.7%). As a result, plug-in-hybrid electric cars now represent 9.3% of EU car registrations, up from 7.1% last year.

The year-over-year (YOY) variation for November 2025 showed a surge of 44.1% for battery-electric and 4.2% for hybrid-electric cars, while plug-in-hybrid electric recorded a 38.4% increase.

Petrol and diesel cars

By the end of November 2025, petrol car registrations fell by 18.6%, with all major markets experiencing decreases. France experienced the steepest drop, with registrations plummeting by 32.1%, followed by Germany (-22.4%), Italy (-17.4%), and Spain (-14.6%).

With 2,665,739 new cars registered so far, the market share for petrol dropped to 27% from 33.7% the same period last year. Similarly, the diesel car market declined by 24.4%, resulting in a 9% share for November 2025 YTD. Additionally, the November 2025 YOY variation showed a 21.9% decline for petrol and 23.2% for diesel.

 

By November 2025 year-to-date (YTD), new EU car registrations increased by 1.4% compared to the same period last year. Despite the recent positive momentum, overall volumes remain well below pre-pandemic levels.

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Siete plantas de coches caen en 2025, que acabará con 2,28 millones (-4%), y se prevé una alza del 0,4% en 2026

La producción de coches caerá por segundo año consecutivo en 2025, después de que las plantas vayan a cerrar con un volumen de 2.282.417 unidades (-3,96%), según un informe elaborado por ‘La Tribuna de Automoción’. Un balance que mantiene a España como novena potencia global y que se experimenta con siete factorías en números rojos, una en el terreno de la estabilidad y cuatro con crecimientos. Para 2026, se espera una pequeña mejora de la actividad, con un +0,4% y 2,291 millones de vehículos.

in La Tribuna de Automoción, por Ignacio Anasagasti , Pablo M. Ballesteros, 19-12-2025


La producción de vehículos en España finalizará con 2.282.417 unidades en 2025, lo que representará un descenso del 3,96%, según un informe elaborado por La Tribuna de Automoción a partir de las previsiones de las compañías y cálculos realizados por este periódico. De este modo, diciembre mejorará el retroceso acumulado de noviembre de un 4,8% que trasladó Anfac, que proyectaba desde hace varios meses un saldo final por debajo de 2,3 millones y una contracción cercana al 5%.

Con el volumen estimado de 2,28 millones de cierre de ejercicio —España conservará la novena plaza mundial, por detrás de Brasil—, este último mes se terminará con un incremento del alrededor del 9,6% —segundo ascenso mensual seguido—, hasta los 152.636 coches, una cifra que se compara con un diciembre de 2024 (139.203), que retrocedió un 2%, después de un 2023 que había experimentado una fuerte caída del 18,9%, de acuerdo con las estadísticas de la asociación española de fabricantes.

El deterioro de la actividad en 2025 será el segundo consecutivo para la industria en España, ya que en 2024 se experimentó otro del 3%, con 2.376.504 vehículos. Detrás de esta inercia recesiva están, fundamentalmente, la atonía del mercado europeo —en el de turismos, se registra estabilidad con una alza del 1,4% en la UE hasta octubre y en el de comerciales e industriales, ajustes del 8,2% y 9,8% hasta septiembre, los últimos apuntes publicados por ACEA—, así como los procesos de adaptación a la electrificación que están en marcha.

El paso al eléctrico en las plantas de coches impacta notablemente en 2025

Estas transformaciones se están llevando a cabo en plantas como VW Navarra —montará en 2026 los Skoda Epiq y VW ID. Cross—, Stellantis Zaragoza —está actualizando sus instalaciones para implantar la plataforma STLA Small en 2027—, Seat Martorell —hará los Cuprá Raval y VW ID. Polo el año que viene— y Mercedes Vitoria —arrancará la producción con la arquitectura VAN.EA tras el primer trimestre del próximo curso—.

No obstante, también impacta notablemente el periodo valle que está pasando Ford Almussafes —solo ensambla el Kuga desde mediados de abril de 2024—, que no consigue ni siquiera llegar a las 100.000 siluetas.

Siete fábricas con números rojos, una estable y cuatro con crecimientos

Con este panorama, siete centros de producción españoles van a acabar 2025 con números rojos: Renault Palencia (-21,7%, con 122.450 coches), Stellantis Zaragoza (-19,5%, con 300.000), Iveco Valladolid (-18,1%, con 21.786), VW Navarra (-17,99%, con 225.200), Ford Almussafes (-17,98%, con 98.527), Iveco Madrid (-9,98%, con 20.548) y Mercedes Vitoria (-1,6%, con 118.380).

En un terreno de estabilidad, estaría el de Seat Martorell, que podría finalizar el ejercicio con más de 479.000 frente a las 479.696 de 2024. En el peor de los casos, registraría una caída muy mínima.

Del lado de los incrementos, hay cuatro, destacando, sobre todo, el de Stellantis Vigo, que conseguirá un nuevo récord histórico, con 555.266 unidades (+7,6%), superando al de 2007 (547.082). Con estos números, se posiciona por sexto curso consecutivo como la fábrica con mayor producción del país.

Los tres ascensos restantes corresponderían a Renault Valladolid (+29,3%, con 230.010 coches), Stellantis Madrid (+1,3%, con 93.750) y el de Ebro-Chery Barcelona (+2.906%, tras pasar de los 582 ensamblados en 2024, al haber empezado a operar en noviembre, a unas 17.500 en 2025).

Vuelta al crecimiento en 2026, con más de 2,29 millones

En relación a las previsiones de 2026 recogidas en el informe de La Tribuna de Automoción, se dibuja un horizonte con 2.291.605 vehículos, lo que representaría un incremento del 0,4%.

El fin de la evolución negativa se sustenta en el hecho de que ya ‘solo’ habrá cinco factorías con ajuste de volumen: Stellantis Madrid (-42,9%, con 53.500), Stellantis Zaragoza (-16,7%, con 250.000) —seguirá con adaptaciones de línea e iniciará a finales de año la fabricación del Leapmotor B10—, Ford Almussafes (-6,5%, con 92.100), Renault Palencia (-3,6%, con 118.000) e Iveco Madrid (-2,7%, con 20.000).

En contraposición, serían siete alzas: Ebro-Chery Barcelona (+180%, con 49.000), VW Navarra (+13,8%, con 256.347), Mercedes Vitoria (+11,6%, con 132.137), Renault Valladolid (+8,7%, con 250.000), Seat Martorell (+1,9%, con 488.000), Iveco Valladolid (+0,98%, con 22.000) y Stellantis Vigo (+0,95%, con 560.521).


Imeguisa Portugal | INTRALOGÍSTICA

Nem todos os problemas industriais se resolvem com mais máquinas.

in Imeguisa Portugal, 16-12-2025


A Imeguisa Portugal trabalha há mais de 30 anos no chão de fábrica, em contextos industriais exigentes, onde tempo, custo, qualidade e segurança não são conceitos teóricos, mas sim realidades diárias.

Desde a sua origem, desenvolve soluções de intralogística pensadas para funcionar na prática — em turnos reais, com pessoas reais e processos reais.

É a partir desta experiência acumulada que a Imeguisa partilhará a forma como pensa, desenha e implementa soluções de intralogística no terreno.

Esta é a base sobre a qual construímos o nosso percurso. E é também o ponto de partida para o que virá seguir.

Fique atento!

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Fornecedores portugueses reagem ao recuo europeu da meta de emissões

Com um peso de mais de 15% nas exportações nacionais, a alteração das metas de emissões europeia vão impactar a indústria de componentes.

in Razão Automóvel, por Mariana Teles,18-12-2025


O recuo da Comissão Europeia (CE) na meta de redução de 100% das emissões a partir de 2035, que vai permitir a continuação do motor de combustão, trouxe algum alívio ao setor automóvel europeu e à indústria de componentes portuguesa. Caso a meta se mantivesse, as exportações portuguesas e as empresas do setor, seriam “fortemente prejudicadas”.

Quem o diz é José Couto, presidente da AFIA – Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel. Em declarações ao ECO, o responsável sublinhou que a exigência original de produzir apenas veículos elétricos representaria uma “autopunição” para toda a indústria, assim como para a Europa.

“As empresas de componentes seriam fortemente prejudicadas e teriam de realizar investimentos fortíssimos para se adaptar às novas exigências”, afirmou. No ano passado, a indústria de componentes para automóveis representou 15,4% das exportações portuguesas de bens transacionáveis, o que equivaleu a 12,2 mil milhões de euros — um peso significativo na balança comercial.

Ontem, dia 16 de dezembro, a Comissão Europeia (CE) anunciou que as metas de redução de 100% das emissões de dióxido de carbono (CO?) em 2035 iam cair, passando para uma redução de 90% face aos níveis de 2021.

A decisão surge como resposta às dificuldades expressas pela indústria, que tem-se debatido com vendas de elétricos muito abaixo do esperado — quota de apenas 16,4% entre janeiro e outubro (fonte: ACEA), quando já devia rondar os 30% —, tornando o cumprimento das metas de emissões definidas pela UE inviável. Segundo Couto, esta redução vai incentivar a adoção de materiais com menor pegada ambiental e impulsionará investimentos em tecnologia e investigação e desenvolvimento.

O novo Pacote Automóvel europeu também inclui medidas de apoio à produção de baterias e incentivos para a adoção de veículos elétricos, e novas regras para frotas empresariais, além de fomentar a produção de componentes com menor impacto ambiental. Para o presidente, estas medidas ajudam a equilibrar a necessidade de inovação tecnológica com a realidade económica do setor e garantem que Portugal continua a integrar a cadeia de valor automóvel europeia.

No mês passado, Jorge Castro, vice-presidente da AFIA previu uma “ligeira desaceleração” na venda de componentes automóveis portugueses em 2025. De acordo com as projeções, o setor deverá fechar o ano com um volume de negócios de 14,2 mil milhões de euros, o que representa uma queda de 1,4% face a 2024. As exportações deverão abrandar, descendo de 12,2 mil milhões de euros no ano passado para 11,7 mil milhões este ano — uma redução de cerca de 4%.

Outras opiniões

Outros atores do setor partilham da mesma visão. Rodrigo Ferreira da Silva, presidente da Associação Nacional do Ramo Automóvel (ARAN), considera que a flexibilização da UE é uma “adaptação à realidade”, evitando metas inalcançáveis em prazos muito curtos.

A Associação Automóvel de Portugal (ACAP) salienta que a decisão europeia permite que os construtores cumpram as metas climáticas com mais segurança e flexibilidade, evitando penalizações financeiras severas.


 

Stellantis Zaragoza prepara la línea 2 para hacer 200.000 Leapmotor al año

Leapmotor va a fabricar cuatro modelos para el mercado europeo en Stellantis Zaragoza, según ha avanzado su director global de Calidad, Ding Yongfei. ‘La Tribuna de Automoción’ ha podido saber, de fuentes muy fiables, que la fábrica está recibiendo inversiones para hacer más de 200.000 coches al año de la marca china en la línea 2.

in La Tribuna de Automoción, por Pablo M. Ballesteros, 18-12-2025


La marca china del Grupo Stellantis, Leapmotor, está ejecutando las inversiones necesarias para fabricar unos 950 coches al día, con tres turnos en la línea 2 de la fábrica de Zaragoza. Esto se traduciría en unos 208.000 vehículos al año, con una jornada media de 220 días, por lo que, aplicando medidas de flexibilidad, se podría incrementar, según ha podido saber La Tribuna de Automoción de fuente fiables.

Esta información iría en línea con las declaraciones del director global de Calidad de Leapmotor, Ding Yongfei, quien, en un acto de un proveedor de la factoría aragonesa, avanzó que en la planta zaragozana, «en total, se van a hacer cuatro modelos» del fabricante asiático.

Los cuatro modelos de Leapmotor para Stellantis Zaragoza

El primero en llegar será el B10, que lo hará a finales de 2026, a pesar de que inicialmente estaba previsto para agosto, y del que en el primer año completo se harán alrededor de 40.000 unidades. Esta cifra «se va duplicar, según nuestra planificación» en el corto plazo, contando también el B05, aunque «dependerá del mercado europeo», matizó el directivo.

Al B10, el modelo que adelantó esta publicación en su edición web el pasado 15 de enero que se haría en Figueruelas, le seguirá el B05, previsiblemente en el tercer trimestre de 2027, según fuentes del sector, que se han mostrado sorprendidas con la capacidad de trabajo rápido del personal chino. Estos están planteando ya la producción del segundo modelo, con la compra de materiales en la nave de prensas, cuando todavía no está la fábrica ajustada al primer coche.

Tras ellos, llegarán los A10 y A05, aunque para estos vehículos no hay visibilidad de cuándo arribarán.
Esta información, no ha sido confirmada por Stellantis, que ha señalado que «anunciarán los planes de producción cuando hayan completado todos los pasos y sea el momento oportuno».

Fagor y Duoli, una joint venture para fabricar chasis para Stellantis Zaragoza

Estas declaraciones las hizo Yongfei el 16 de diciembre, durante la firma del acuerdo entre Fagor Ederlan y la china Duoli Tecnology para constituir Lieder Automotive. Esta joint venture tendrá una fábrica con 170 empleados locales en Borja (Zaragoza) en la que se producirán componentes estructurales del chasis de los vehículos que Leapmotor ensamblará en Stellantis Zaragoza. Ya desde agosto de 2026 empezará a suministrar chasis completos para el B10 y más adelante piezas de este órgano para el B05.

El directivo también destacó el papel estratégico que tiene Lieder Automotive en la expansión global de Leapmotor, poniendo en valor que Fagor y Duoli ya tenían una fábrica conjunta en Kunshan (China), donde hacen componentes de suspensión en aluminio.

El Opel Corsa, a la línea 1

Al emplear la 2 para Leapmotor, por su parte, el Opel Corsa se iría a la línea 1 y se hará conjuntamente con el Peugeot 208. A pesar de que desde el 6 de octubre la 1 está cerrada por obras, para adaptarla a la nueva plataforma STLA Small, esta abrirá en la primera semana de marzo —la planta estará parada unos siete días para trasladar la producción de la 2 a la 1—. Posteriormente, la que se pausará será la 2, para adaptarse a la arquitectura más ancha de la marca china.

A partir de la tercera semana de agosto, cuando reabra la planta tras las vacaciones de verano, el Peugeot 208, el Opel Corsa y el Lancia Ypsilon se quedarían ya en la línea 1, con una producción de algo menos de 60 coches a la hora, 290.000 al año. El modelo de la enseña italiana, del que se hacen alrededor de cinco unidades a la hora, se mantendrá en la plataforma CMP, al menos hasta 2030.

Asimismo, esta base sufrirá un profundo restyling para albergar la nueva generación de híbridos que, exteriormente, serán idénticos a las versiones eléctricas. Mientras que el 208 llegará el segundo trimestre de 2027, el Corsa, lo hará entre primer y el segundo trimestre de 2028, ambos con la novedosa plataforma STLA Small para sus versiones 100% cero emisiones.


Chama-se BEN, é português e elétrico. E já pode andar nas estradas europeias

Projeto desenvolvido no CEiiA recebeu a homologação da União Europeia, permitindo a passagem à fase de produção. Modelo que encaixa na iniciativa de “carros pequenos e acessíveis” poderá custar cerca de 8 mil euros.

in Jornal de Negócios, por Paulo Moutinho, 16-12-2025


O BEN já pode andar nas estradas europeias. O “e-car” português, desenvolvido no CEiiA, obteve o certificado de homologação da União Europeia após um longo e exigente processo realizado no IDIADA, podendo agora acelerar para a fase de produção, por enquanto limitada a 200 unidades por ano. Fabrico deste veículo de baixo custo poderá multiplicar-se até ao final da década.

“A primeira fase de desenvolvimento do BEN termina agora com o certificado de homologação [obtido no IDIADA, em Espanha] que permite a produção de uma primeira série de ‘e-cars’ na BEN Garagem do CEiiA, em Matosinhos”, refere o CEiiA em comunicado.

A fase seguinte “passa pela construção de lotes de edições limitadas do ‘e-car’, customizadas a várias aplicações previstas”, diz o centro de desenvolvimento, notando que “este período implica também uma evolução no produto e na unidade ‘pilot plant’ BEN com capacidade para produção de 200 unidades por ano”.

“Criámos o BEN como resposta da Europa a um novo modelo social inclusivo que passa por ‘e-cars’ mais acessíveis, pequenos e sustentáveis”, refere Helena Silva, administradora e CTO do CEiiA.

Resultado da Be.Neutral, uma Agenda Mobilizadora e Verde para a Inovação Empresarial do PRR, liderada pela Nos e que envolve 40 entidades, o BEN está “alinhado com a iniciativa ‘Carros Pequenos e Acessíveis’ lançada pela Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen com o objetivo de criar um carro do futuro europeu”, acrescenta a administradora.

A CEiiA prevê “iniciar a produção em larga escala em 2026 em vários sites de produção em Portugal e na Europa, estando em curso processos de negociação para que em 2030 se esteja a produzir de forma descentralizada 20.000 unidades por ano” deste veículo que terá “um preço a partir dos 8.000 euros”.

 


 

Autoeuropa vai parar 70 dias para adequar fábrica ao novo modelo

Autoeuropa apresentou à Comissão de Trabalhadores o calendário de produção de 2026 “que inclui paragens significativas”. Paragem deverá ser de 70 dias. Trabalhadores aceitaram recurso ao lay-off.

in ECO, por Mónica Silvares, 18-12-2025


A Autoeuropa vai ter de parar 70 dias, além das habituais paragens, para manutenções, reestruturação e eletrificação da fábrica de Palmela. Os trabalhadores já aceitaram que a empresa recorra ao lay-off.

A empresa apresentou à Comissão de Trabalhadores, há cerca de duas semanas, o calendário de produção de 2026 “que inclui paragens significativas”, lê-se no comunicado da Comissão de Trabalhadores de 9 de dezembro. Esta paragem deverá ser de 70 dias, ao que o ECO apurou, além dos dias normais de paragem que a fábrica tem todos os anos. Por exemplo, este ano, a Autoeuropa vai parar a partir de 19 de dezembro – embora ainda haja turnos a trabalhar no fim de semana – até 12 de janeiro no âmbito destas paragens técnicas normais.

Quando apresentou o calendário para o próximo ano, a administração sugeriu várias ferramentas legais que poderão ser utilizadas durante as paragens: encerramento e redução temporária de atividade, lay-off, AE17 ou AE15 (diferentes tipos de horários). Mas os trabalhadores defendem a manutenção do atual horário (AE19), “bem como o rendimento dos trabalhadores (salário base e subsídio de turno)”, à semelhança do que foi feito em anos anteriores, nomeadamente quando foi necessário fazer uma paragem relativa às obras da pintura em 2024.

Como as “propostas iniciais eram mais lesivas para os trabalhadores”, a Comissão de Trabalhadores aceitou o recurso ao lay-off sendo que a empresa se compromete a pagar uma fatia um pouco maior. As regras do lay-off determinam que a Segurança Social é chamada a pagar 46,6% da retribuição do trabalhador, que por sua vez perde 33% do salário. O remanescente (20%) é pago pela empresa. Mas, no pré-acordo ficou estabelecido a empresa assegura 28,4% do salário e subsídio de turno dos trabalhadores em lay-off sendo os restantes 25% compensados através de down days, que, na prática também são pagos pela Autoeuropa.

Esta foi a solução encontrada em 2024 quando a fábrica de Palmela no âmbito de uma reestruturação para produção de novos modelos e descarbonização da fábrica, mas a Autoeuropa respondia pelo pagamento de 33,4% do salário e subsídio de turno aos trabalhadores em lay-off. O “primeiro passo para que a Volkswagen Autoeuropa reduza em cerca de 85% as emissões de CO2, alinhando-se desta forma com a estratégia Zero Impact Factory do Grupo Volkswagen”, explicou a empresa o ano passado.

“A Comissão de Trabalhadores entende não haver qualquer justificação para reduzir turnos, equipas ou trabalhadores, especialmente num momento de investimento e crescimento da Volkswagen Autoeuropa. Todos os trabalhadores são essenciais para os próximos anos, e a experiência passada mostra que existem soluções para enfrentar períodos de menor produção”, lê-se no mesmo comunicado.

A Autoeuropa vai entrar numa nova fase com o arranque da produção do novo T-Roc híbrido. Para já a fábrica monta em exclusivo mundial este modelo com motor de combustão interna, mas passará a ter uma espécie de modelo de transição que culminará no futuro modelo 100% elétrico ID.Every1, que Portugal já assegurou e deverá estar no mercado em 2027. É uma viatura de quatro lugares, totalmente elétrica e com um preço de entrada de 20 mil euros.

Mas é necessário preparar a linha de montagem e as paragens vão servir para isso mesmo. Mas não só, a Autoeuropa vai construir uma nova unidade de pintura dos automóveis que produz, de modo a substituir o consumo de gás natural nos fornos de secagem por energia elétrica, uma característica que levou a Autoeuropa a abandonar o consórcio do PRR por violação das regras ambientais.

No âmbito deste plano de investimento em descarbonização, a Autoeuropa vai receber 30 milhões de euros em apoios comunitários para alavancar um investimento de 300 milhões.

Trabalhadores pedem aumentos de 15%

A Comissão de Trabalhadores ainda não chegou a acordo com a administração sobre os aumentos salariais no próximo ano. Em cima da mesa está um pedido de aumento salarial de 15% com um mínimo de 150 euros, a proposta aprovada pelos trabalhadores em plenário e que supera os 9%, com um mínimo de 140 euros, sugeridos pela CT.

Mas, para já, há um pré-acordo que durante o ano de 2026 não haverá despedimentos, os dias de não produção (down days) estão fixados a 16 de fevereiro, 30 de novembro e 7 de dezembro, além de ser considerado como turno de não produção, o turno da noite de segunda-feira a seguir à Páscoa. Por outo lado, já há acordo para a paragem habitual no final de dezembro de 2026, mas ainda não está fechado quantos dias serão em janeiro.

A empresa passará a “contribuir com um máximo de 4% do salário pensionável a todos os trabalhadores aderentes ao fundo de pensões”, de acordo com a contribuição do trabalhador. Ou seja, se o trabalhador contribuir com 1% a empresa equipa a contribuição, se o trabalhador contribuir com 2 a 3% a Autoeuropa contribuirá com 2%. Esta percentagem sobe para 3% caso o trabalhador desconte 4 a 7% para o fundo de pensões e para 4% se o desconto rondar os 8 a 10%.

Os saldos positivos de down days de anos anteriores poderão ser canalizados para o fundo de pensões, “nos mesmos moldes dos valores disponíveis na conta de tempo de compensação, já contemplada atualmente no regulamento do Fundo de Pensões” e os “down days do ano transato (pagos em janeiro) podem ser convertidos em contribuição para o fundo de pensões, com isenção de Segurança Social e sem retenção mensal de IRS, embora sejam incluídos na declaração anual”, lê-se no comunicado da Comissão de Trabalhadores.

A Comissão de Trabalhadores voltou a sugerir à administração a criação de um “plano demográfico” para apoiar a saída de trabalhadores com idade próxima da reforma (superior a 58 anos ou 40 anos de carreira contributiva). Mas a empresa ainda não aceitou ainda. Recorde-se que em 2022 houve um plano de rescisões.

Outro dos temas sobre os quais já existe pré-acordo são os seguros de saúde. “Será incluída uma cobertura adicional no âmbito das doenças graves, com implementação em julho de 2026, o plafond para partos será aumentado de 500 para 700 euros, com implementação em julho de 2026 e durante a vigência do acordo, não serão aumentadas as franquias, nem reduzidos os plafonds.

Os pontos sobre os quais já existe pré-acordo terão de ser ainda validados pelos trabalhadores em plenário. Só depois existe um verdadeiro acordo.


CIE Automotive adquiere el Grupo Aludec

La compañía integrada está especializada en la fabricación de piezas decorativas para automoción

in CIE Automotive, 17-12-2025


CIE Automotive ha anunciado hoy la adquisición del 100% del capital social de la sociedad Aludec, S.A. (en adelante, “Aludec”).

El valor de la transacción (enterprise value) asciende a 200 millones de euros, lo que equivale a aproximadamente 5 veces el EBITDA del año en curso.

El precio de la operación será abonado por parte de CIE Automotive en metálico en el cierre y se financiará a través de caja actualmente disponible.

Con cerca de 1.300 empleados y unas ventas esperadas en 2025 de aproximadamente 160 millones de euros, Aludec cuenta con 10 plantas productivas distribuidas en cuatro países, incluyendo España, Portugal, México y Estados Unidos. La compañía es un full service supplier de componentes decorativos para automoción, especializada en la fabricación de piezas de plástico y metal tanto para el interior como para el exterior del vehículo.

Según Jesús María Herrera, Consejero Delegado de CIE Automotive, “La integración de Aludec supone, en el contexto de nuestra estrategia de diversificación, la creación de una nueva división de componentes estéticos (branding). Una transacción que refuerza nuestro posicionamiento como proveedor de referencia para los clientes, al poder ofrecer esta nueva línea de productos decorativos globalmente.”

Y continúa: “Además de su excelente posicionamiento estratégico y comercial, Aludec tiene una excelente rentabilidad, una sólida posición financiera y, sobre todo, un nivel muy alto de generación de caja, en línea con el de CIE Automotive”.

Por parte de Aludec, S.A., su presidente, Vicente Villamarín, manifiesta “su satisfacción al integrar la compañía en un grupo de ámbito mundial, que sin duda asegura el crecimiento dentro del sector y permite continuar el legado de mi padre, fundador de la empresa en 1984.”

El cierre de la operación queda condicionado al cumplimiento de las condiciones habituales en este tipo de operaciones.

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