Novo Volkswagen elétrico prolonga vida da Autoeuropa por mais oito anos

Fornecedores nacionais ambicionam maior participação na produção do Volkswagen ID.Every1, o pequeno citadino 100% elétrico que, em 2027, começará a sair da fábrica de Palmela

in Expresso, por Vítor Andrade, 28-08-2025


A Volkswagen Autoeuropa, em Palmela, está a entrar numa nova fase da sua vida com o arranque da produção do novo T-Roc híbrido, apresentado mundialmente esta semana, e com a preparação para a entrada do futuro modelo 100% elétrico ID.Every1 na linha de montagem, para estar no mercado em 2027.

A conjugação destes dois fatores deverá prolongar a vida da fábrica de Palmela pelo menos por mais oito anos a partir de 2026. A administração da empresa recusa-se a adiantar números, mas algumas fontes ligadas à fábrica e ao sector contactadas pelo Expresso mostram-se otimistas e indicam que aquele período de tempo até pode ser maior caso o novo elétrico se venha a revelar um sucesso, especialmente no mercado europeu.

Para já, numa primeira fase, não estão previstas novas contratações de pessoal, a juntar aos cerca de cinco mil empregados que agora laboram na Autoeuropa, mas haverá várias ações de formação e reconversão profissional para adaptação aos novos modos de produção.

Daqui a cinco anos a Autoeuropa poderá estar a negociar a produção de um novo modelo

O que a Comissão de Trabalhadores pretende é que sejam integrados nos quadros da empresa perto de 150 trabalhadores que ainda mantêm o vínculo de ‘temporários’.

Particularmente atenta ao que se está a passar na Autoeu­ropa está a Associa­ção de Fabricantes para a Indústria Automóvel (AFIA). O seu presidente, José Couto, adianta ao Expresso que, apesar de não ter havido nenhum contacto formal com a casa-mãe da Volkswagen, na Alemanha, a propósito da seleção de fornecedores de componentes para o novo carro elétrico ID.Every1, “é muito natural que alguns dos nossos associados já possam ter sido abordados, de forma direta ou indireta”.

O que a AFIA defende é que a qualquer momento possa aumentar a participação nacional na cadeia de fornecimento da fábrica de Palmela. “Estamos muito bem preparados para qualquer desafio. Exportamos muita da nossa produção e estamos mais do que habilitados a fornecer componentes para qualquer novo modelo automóvel, espe­cialmente se for produzido em Portugal”, explica José Couto.

O período de oito anos agora estimado para a nova fase da Autoeuropa “poderá ser facilmente dilatado”, pois tanto o T-Roc híbrido como o futuro ID.Every1 “poderão vir a revelar-se um sucesso”, adianta uma fonte próxima do processo. E sublinha ainda que “o VW T-Roc, que na versão atual já foi um campeão de vendas em toda a Europa, em especial na Alemanha, agora está ainda mais bonito e será mais eficiente, com melhores consumos e com mais potência disponível. Quanto ao ID.Every1, tem tudo para correr bem, porque é um dos citadinos elétricos mais baratos do mercado”.

Para já, não estão previstas novas contratações, a juntar aos atuais 5000 empregados

Este novo modelo disponibiliza uma autonomia de apenas 250 quilómetros, mas, para pequenas deslocações diárias, “é mais que suficiente e poderá sempre acolher baterias mais eficientes assim que elas se massifiquem no mercado”, acrescenta a mesma fonte.

Embora não queiram ser identificadas, esta e outra fonte ligada à Autoeuropa garantem que daqui a quatro ou cinco anos, quando os dois modelos estiverem em velocidade de cruzeiro, “já estará a ser negociada a produção de um novo modelo garantidamente elétrico, pois a fábrica ficará posicionada na linha da frente em todo o grupo Volkswagen para esta nova forma de mobilidade”.

De referir, porém, que nos anos que se seguem o modelo VW T-Roc continuará a disponibilizar motorizações a combustão interna, especialmente a gasolina, até porque as restrições europeias neste domínio apontam para o fim dos carros a combustão apenas em 2035 e são várias as vozes do sector que admitem que esse prazo poderá vir a ser revisto e alargado.

No meio de todo o otimismo que vai reinando na fábrica de Palmela há um fator que poderá vir a revelar-se algo desestabilizador. É que começa a circular cada vez com mais insistência o rumor de que o gigante Volkswagen poderá vir a alienar uma parte “significativa” do seu capital a uma empresa chinesa do sector.

Se isso acontecer, “a estratégia do grupo para a mobilidade elétrica poderá ser alterada”, alerta um especialista ligado à indústria automóvel contactado pelo Expresso. Se isso poderá incluir o abandono da operação em Portugal com a deslocalização da produção para a China “ainda é muito prematuro afirmar”, sublinha a mesma fonte. No entanto, reforça: “É preciso estar atento.”

Certo é que, quando no final do ano passado e início deste ano a Volkswagen divulgou a intenção de fechar três das suas unidades industriais em solo alemão, alguns dos maiores construtores automóveis chineses rapidamente se chegaram à frente para comprarem essas fábricas. E o Governo alemão nunca desmentiu o interesse chinês.

 

OS MODELOS QUE JÁ PASSARAM PELA AUTOEUROPA

  • Sharan – Foi a grande estrela da Autoeuropa. Um monovolume familiar que começou a ser produzido logo nos primeiros anos da fábrica, em conjunto com o Ford Galaxy e o Seat Alhambra. O Sharan foi um caso de longevidade nos modelos automóveis da marca germânica, tendo sido produzido durante 27 anos em Palmela, com mais de um milhão de unidades até outubro de 2022.
  • Scirocco – O Volkswagen Scirocco é um coupé desportivo compacto cuja primeira versão tinha a mesma base do VW Golf e acabaria por ter três gerações, a primeira lançada em 1974. Foi produzido na Autoeuropa entre 2008 e 2017. A sua produção em Palmela representou uma nova fase para a fábrica da Autoeuropa, que tinha tido um processo de modernização para o lançamento de novos produtos.
  • Eos – O Volkswagen Eos foi o modelo menos bem-sucedido do ponto de vista comercial de todos os que a Autoeuropa fabricou. Era um modelo conversível (ou ‘descapotável’), com teto retrátil, e foi produzido em Palmela entre 2006 e 2015. O fim da produção obrigou ao despedimento de mais de duas centenas de pessoas. Em nove anos saíram apenas 230 mil unidades da fábrica.
  • T-Roc – Este SUV compacto, cuja produção arrancou em 2017, foi uma espécie de tábua de salvação para a Autoeuropa, já sem o Eos e com o Scirocco a chegar ao fim. O T-Roc foi um sucesso comercial e em 2018 a Autoeuropa passou a trabalhar em laboração contínua pela primeira vez, usando a totalidade da sua capacidade instalada de 890 carros por dia. Esta semana o T-Roc acaba de conhecer a versão híbrida.

 

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Vendas de automóveis novos na União Europeia | julho 2025

New car registrations: -0.7% in July 2025 year-to-date; battery-electric 15.6% market share

in ACEA, 28-08-2025


In July 2025 year-to-date (YTD), new EU car registrations fell by 0.7% compared to the same period last year. Nonetheless, year-on-year (YOY) registrations for July increased by 7.4%.

The battery-electric car market share for July 2025 YTD stood at 15.6%, still far from where it needs to be at this point in the transition. Hybrid-electric models continue to grow, retaining their place as the most popular power type amongst buyers.

New EU car registrations by power source

Up until July 2025, battery-electric cars accounted for 15.6% of the EU market share, an increase from the low baseline of 12.5% in July 2024 YTD. Hybrid-electric car registrations continue to surge, capturing 34.7% of the market, remaining the preferred choice among EU consumers. Meanwhile, the combined market share of petrol and diesel cars fell to 37.7%, down from 47.9% over the same period in 2024.

Electric cars

In the first seven months of 2025,1,011,903 new battery-electric cars were registered, capturing 15.6% of the EU market share. Three of the four largest markets in the EU, accounting for over 60% of battery-electric car registrations saw gains: Germany (+38.4%), Belgium (+17.6%), and the Netherlands (+6.5%). This contrasted with France, which saw a decline of 4.3%, despite a positive 14.8% YOY gain in July 2025.

July 2025 YTD’sfigures also showed new EU hybrid-electric car registrations rising to 2,255,080 units, driven by growth in the four biggest markets: France (+30.5%), Spain (+30.2%), Germany (+10.7%), and Italy (+9.4%). Hybrid-electric models account for 34.7% of the total EU market.

Registrations of plug-in-hybrid electric cars in the same period reached 561,190 units. This was driven by increases in volume for key markets such as Spain (+94.5%) and Germany (+59.2%), but also Italy (+60.3%). As a result, plug-in-hybrid electric cars now represent 8.6% of EU car registrations, up from 6.9%.

The YOY variation in July 2025 showed a rise of 39.1% for battery-electric and 14.3% for hybrid-electric cars, while plug-in-hybrid electric recorded its fifth consecutive month of continuous strong growth with a 56.9% increase.

Petrol and diesel cars

By the end of June 2025, petrol car registrations had declined by 21.2%, with all major markets experiencing decreases. France experienced the steepest drop, with registrations plummeting by 33.7%, followed by Germany (-27.8%), Italy (-17.2%), and Spain (-13.4%).

With 1,585,357 new cars registered so far, the market share for petrol dropped to 28.4%, down from 35.4%. Similarly, the diesel car market declined by 28.1%, resulting in a 9.4% share for diesel vehicles in June 2025 YTD. Additionally, the June 2025 YOY variation showed a decline of 25.4% for petrol and 34.1% for diesel.

 

In July 2025 year-to-date (YTD), new EU car registrations fell by 0.7% compared to the same period last year. Nonetheless, year-on-year (YOY) registrations for July increased by 7.4%.

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Press release car registrations July 2025


Automotive industry urges EU to strengthen green transition strategy

Europe’s automotive suppliers and manufacturers have issued a joint call for the EU to recalibrate its green transition strategy. Ahead of the Strategic Dialogue meeting with Commission President Ursula von der Leyen on 12 September, they warn that without a more holistic policy framework, Europe risks undermining its industrial competitiveness.

In a joint letter signed by Matthias Zink, President of the European Association of Automotive Suppliers (CLEPA), and Ola Källenius, President of the European Automobile Manufacturers’ Association (ACEA), industry leaders stress the sector is ready to invest in and deliver the technologies needed for decarbonisation. However, Europe currently faces near-total dependency on Asia for the battery value chain, uneven charging infrastructure, high manufacturing costs—including electricity—and burdensome tariffs, such as the 15% duty on EU vehicle exports to the US.

The current EU framework lacks the flexibility and industrial perspective needed to make the transition viable. To accelerate adoption, the sector calls for:

  • Stronger demand-side incentives (purchase subsidies, tax cuts, lower charging costs).
  • Technology neutrality as a core regulatory principle, safeguarding all technologies that can contribute to decarbonisation (EVs, plug-in hybrids, range extenders, highly efficient internal-combustion-engine (ICE) vehicles, hydrogen and decarbonised fuels).
  • Fair treatment of plug-in hybrid vehicles (PHEVs) as tightening rules on the electric driving ‘utility factor’ could give a competitive advantage to non-EU manufacturers.
  • Consideration of emission cuts in manufacturing and supply chains.
  • Faster revision of truck and bus CO? rules.
  • Policies that boost supply chain resilience in batteries, semiconductors, and raw materials.
  • Europe’s competitiveness, production capacity and technological know-how must be safeguarded to prevent the transition from hollowing out the industrial base, jobs, and supply chain resilience.

Current 2030 and 2035 CO? targets are no longer feasible without policy changes. CLEPA and ACEA see the upcoming Strategic Dialogue on 12 September as the EU’s last chance to align climate goals with industrial realities.

 

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Monteiro Elastomers investe para reforçar a sua posição no setor automóvel

A Monteiro Elastomers, uma das empresas do centenário Grupo Monteiro Ribas, sediado no Porto, inaugurou recentemente uma nova unidade de produção equipada com prensas de injeção de última geração para fabrico de peças técnicas de borracha. Este investimento integra a estratégia de diversificação do portefólio de atividades do Grupo, reconhecendo o potencial de crescimento desta área, em especial no setor automóvel.

in Grupo Monteiro Ribas, 27-08-2025


A modernização dos equipamentos reforça o compromisso da empresa com a fiabilidade, consistência e qualidade dos seus produtos, permitindo aumentar a produtividade, por via da automatização de alguns processos, reduzir desperdícios e melhorar a eficiência energética do processo de vulcanização. Esta eficiência é complementada pelo uso de energia elétrica com cerca de 60% de origem renovável, parte da qual proveniente dos painéis fotovoltaicos instalados no complexo industrial no Porto, contribuindo para os objetivos de descarbonização. Por outro lado, as novas prensas asseguram condições de trabalho mais ergonómicas e seguras para os colaboradores.

Com esta aposta, a Monteiro Elastomers — certificada pela ISO 9001 e em processo de revalidação de certificação IATF 16949 — pretende reforçar a sua posição como fornecedor competitivo e de proximidade para a fileira nacional de componentes automóveis, contribuindo para o seu crescimento e sucesso, e ambiciona consolidar e expandir a sua presença nos mercados internacionais através do aumento das exportações.

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Tecnologia da Universidade de Aveiro ultrapassa limitações na soldadura a laser

Uma equipa de investigadores do Departamento de Engenharia Mecânica da Universidade de Aveiro (UA) desenvolveu uma tecnologia que permite a soldadura a laser entre materiais poliméricos celulares e não celulares, revelou esta quarta-feira fonte académica.

in Porto Canal / Agências, 27-’08-2025


Segundo uma nota de imprensa da Universidade de Aveiro, foi possível ultrapassar limitações técnicas que até agora impediam a união eficaz desses materiais.

“A invenção, cujo pedido de patente europeu se encontra em fase de concessão, representa um avanço significativo nos setores da indústria automóvel, aeronáutica e mobiliária, ao propor uma solução mais rápida, precisa e sustentável para a união de materiais dissimilares e com morfologias díspares”, salienta a nota.

De acordo com a explicação que é adiantada, para além de eliminar o uso de adesivos, o método “promove automação, precisão e sustentabilidade ambiental”.

“Ao permitir juntas de solda com apenas um milímetro de largura, a tecnologia abre novas possibilidades para componentes de pequenas dimensões ou com geometrias complexas, uma vez que oferece flexibilidade, celeridade, repetibilidade e qualidade no processo de ligação, comparativamente ao processo manual tradicional”, esclarece.

A equipa de investigação é constituída por António Manuel de Bastos Pereira, Fábio António Oliveira Fernandes e Cristiano Fernando Lopes Alves, do Centro de Tecnologia Mecânica e Automação (TEMA) da Universidade de Aveiro.

A investigação foi iniciada no âmbito de uma dissertação de mestrado, em 2021, e tem planeado para 2026 um protótipo demonstrador, resultante do trabalho realizado no âmbito do projeto exploratório LASEMORPH, financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT).

“Com a concessão desta patente europeia, a Universidade de Aveiro dá mais um passo na valorização do conhecimento científico e tecnológico, através da proteção dos seus resultados de investigação, com impacto direto na indústria e na sociedade”, salienta a nota de imprensa.


AFIA e CINFU lançam Formação Modular Certificada para reforçar competências na indústria automóvel

No âmbito da atividade e, reconhecendo a exigência de uma constante atualização de competências dos recursos humanos, a AFIA – Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel, acaba de celebrar um protocolo com o CINFU – Centro de Formação Profissional da Indústria da Fundição, para o lançamento conjunto de uma nova oferta formativa modular, desenhada especificamente para responder às necessidades de qualificação da indústria automóvel e de outros setores industriais.

Com o objetivo de reforçar as competências dos colaboradores e aumentar a competitividade das empresas, esta Formação Modular Certificada disponibiliza conteúdos programáticos desenvolvidos por técnicos especialistas do setor e incide sobre as áreas críticas da produção industrial, nomeadamente:

  • Gestão de Projetos
  • Gestão da Qualidade
  • Manutenção
  • Logística
  • Transformação Digital
  • Melhoria Contínua

A grande vantagem desta oferta formativa, para além dos conteúdos programáticos, é a sua flexibilidade, permitindo às empresas optar por módulos específicos de acordo com as suas prioridades de desenvolvimento, assegurando uma formação prática, aplicada e orientada para resultados.

“Num contexto industrial cada vez mais competitivo, a qualificação contínua dos colaboradores é um fator decisivo para a inovação e sustentabilidade das empresas. Com esta formação modular, queremos proporcionar às organizações uma ferramenta eficaz para potenciar o talento interno e preparar as equipas para os desafios do futuro”, refere José Couto, Presidente da AFIA. Além disso, esta é também “uma resposta alinhada com as preocupações da Comissão Europeia relativamente à formação profissional, reforçando o papel estratégico da qualificação como motor de crescimento e competitividade da indústria automóvel nacional”, acrescenta.

Para mais informações sobre estas ofertas consultar em www.afia.pt ou www.cinfu.pt.

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Veneporte distinguida pela Global Brands Magazine

A Veneporte acaba de ser reconhecida com o prémio “Excellence in Sustainable Automotive Solutions – Portugal – 2025” pela Global Brands Magazine

in Jornal das Oficinas, 22-08-2025


Este prémio distingue o compromisso contínuo da Veneporte com a inovação e sustentabilidade no setor automóvel, reconhecendo os esforços da empresa no desenvolvimento de soluções amigas do ambiente e na redução da pegada ecológica da sua atividade.

“É um reconhecimento do trabalho diário de toda a equipa Veneporte, e da nossa visão estratégica para um futuro mais sustentável e tecnologicamente avançado no setor automóvel”, afirmou Abílio Cardoso, CEO da empresa, sublinhando a importância da aposta contínua em tecnologia, eficiência energética e responsabilidade ambiental.

A distinção da Global Brands Magazine reforça o posicionamento da Veneporte como uma marca de referência internacional, capaz de responder aos desafios do setor com soluções inovadoras, seguras e alinhadas com as exigências ambientais e regulatórias atuais.

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Governo e VW assinam acordo para produção de automóvel totalmente elétrico

O Governo e a Volkswagen assinaram o acordo para a produção do novo automóvel elétrico ID.Every1, numa cerimónia realizada na fábrica do grupo em Palmela, que foi precedida por uma visita aos investimentos feitos na nova prensa de grandes dimensões e na nova nave de pintura da Autoeuropa.

in Governo da República Portuguesa, 19-08-2025


O acordo foi assinado, por parte do Governo, pelo Ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, na cerimónia presidida pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e com a presença do Secretário de Estado Adjunto e do Trabalho, Adriano Rafael Moreira, e de dirigentes da empresa.

Castro Almeida afirmou que este é um “momento histórico” para a Autoeuropa, para Palmela e para o país. “A decisão de produzir aqui o novo modelo 100% elétrico”, disse, “é uma afirmação estratégica de confiança no nosso país”.

“A Autoeuropa tem sido um pilar da economia nacional, tem contribuído para a criação de emprego qualificado, para a modernização tecnológica da nossa indústria e para a afirmação de Portugal como destino seguro e competitivo para investimento estrangeiro”, disse o Ministro.

A fábrica d da Autoeuropa vai também começar também a produzir o veículo híbrido T-ROC NF ainda antes da produção do novo ID.Every1. A Volkswagen Autoeuropa foi escolhida em março para produzir este novo veículo totalmente elétrico, concebido para o mercado da Europa.

Esta decisão é importante para o futuro da fábrica do dos seus mais de quatro mil trabalhadores, bem como do complexo de empresas que lhe prestam diversos serviços e lhe vendem diversos produtos.

O presidente-diretor-geral do grupo, Thomas Engel Gunther, afirmou a confiança da Volkswagen em Portugal, na visão estratégica do Governo português, com quem há uma forte parceria e ambiente atraente para o investimento, e no trabalho feito na fábrica.

A Autoeuropa refere que o ID.Every1, cuja produção deverá começar em meados de 2027, é alimentado por um motor elétrico de nova geração com 70 kW (95 cv), tem espaço para quatro pessoas, uma bagageira com 305 litros de capacidade e será o primeiro modelo de todo o grupo a integrar uma nova arquitetura de ‘software’ que lhe permite vir a ser equipado com novas funcionalidades ao longo de todo o seu ciclo de vida.


 

AFIA | Exportações Componentes Automóveis – 1.º semestre de 2025

  • As exportações de componentes para automóveis, em JUNHO, diminuíram 1,2% em termos homólogos. O que compara com uma ligeira descida de 0,1% do total das exportações nacionais de bens.
  • As exportações de componentes automóveis, em JUNHO, registaram uma variação homóloga negativa de 1,2%, tendo diminuído para os 1.000 milhões de euros.
  • No segundo trimestre de 2025, abril a junho, as vendas ao exterior decresceram, em termos homólogos, 3% para os 3.100 milhões de euros.
  • No acumulado até JUNHO as exportações de componentes automóveis atingiram os 6.258 milhões de euros. Uma diminuição de 1,9% face ao primeiro semestre de 2024.
  • As vendas para a Europa concentram 88,6% das exportações de componentes automóveis.
  • As exportações para a Europa, no primeiro semestre de 2025, diminuíram 1,7%, face ao mesmo período do ano transato. As vendas para África & Médio Oriente aumentaram +19,6%.
  • Espanha é o principal destino dos componentes fabricados em Portugal, com uma quota de 29,5%. Seguem-se a Alemanha com 21,5% e França com 8,7%.
  • Analisando o TOP10, as vendas aumentaram para Espanha (+2,8%), Roménia (+43,5%), Eslováquia (+1,0%), Marrocos (+34,8%) e Chéquia (+8,7%).
  • Por sua vez, as exportações diminuíram para a Alemanha (-9,0%), França (-2,1%), EUA (-14,4%), Reino Unido (-9,1%) e Itália (-24,8%).

 

 

 

 

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Mercedes alerta que setor automóvel pode entrar em colapso com regulamentação europeia

“Na Europa, as atuais rigorosas regulamentações ameaçam o colapso do mercado automóvel”, afirmou o presidente executivo do grupo Mercedes-Benz, Ola Källenius, em entrevista ao jornal alemão Handelsblatt.

in Jornal de Negócios / Lusa, 12-08-2025


A Mercedes-Benz avisou esta terça-feira que o setor automóvel pode entrar em colapso perante a rigorosa regulamentação europeia, que prevê o fim dos motores a combustão.

“Na Europa, as atuais rigorosas regulamentações ameaçam o colapso do mercado automóvel”, afirmou o presidente executivo do grupo Mercedes-Benz, Ola Källenius, em entrevista ao jornal alemão Handelsblatt.

Para Källenius, a China é um exemplo em termos de regulamentação, uma vez que não especifica um prazo para o fim dos motores a combustão, pedindo à Europa que tenha uma atitude mais aberta em relação aos avanços tecnológicos.

O presidente executivo da Mercedes Benz sublinhou ainda que se a Europa e a indústria automóvel desperdiçarem “a sua força económica”, vão perder a oportunidade de alcançarem os seus objetivos de descarbonização.

A União Europeia quer atingir a neutralidade carbónica até 2050.