AFIA faz balanço da resiliência da indústria de componentes automóvel

A resiliência da indústria de componentes automóvel portuguesa foi o destaque da 11ª edição da Automotive Industry Week, da AFIA, realizada entre 21 e 23 de novembro em Vila Nova de Gaia. Com mais de 200 representantes, o evento enfatizou inovações e tendências, sublinhando o papel crucial do setor na economia nacional.

in Jornal das Oficinas, 30-11-2023


Um marco importante deste evento foi a assinatura de um Memorando de Entendimento entre a AFIA e a KAICA – Korea Auto Industries Coop. Association (Associação Sul Coreana da Indústria Automóvel). Este acordo tem como objetivo o fortalecimento das relações comerciais e o desenvolvimento de uma cooperação mútua.

Na cerimónia protocolar, Young-hoon Kim, o representante coreano, destacou que Portugal “tornar-se-á uma importante base de produção de veículos elétricos no futuro” com as suas vastas reservas de lítio e empresas de componentes automóveis que exportam mais de 90% de seus produtos. Revelou-se confiante que esta cooperação entre as associações dos dois países “abrirá o caminho para desenvolvimento e fortalecimentos das relações comerciais entre os dois países”.

José Couto, Presidente da AFIA, afirmou que “as empresas portuguesas estão aptas para cooperar com as empresas sul coreanas para encontrar as melhores soluções que respondam aos desafios da mobilidade do futuro”.

O Ministro da Economia, António Costa Silva, em conjunto com o Presidente da AFIA abriu a sessão com as boas-vindas aos participantes no primeiro dia de trabalhos.

Perante uma plateia de empresas portuguesas e compradores estrangeiros, o Ministro da Economia garantiu que Portugal é um dos países mais seguros do mundo e um país estável para a atração de investimento estrangeiro que oferece um ecossistema de inovação altamente dinâmico.

Sobre a indústria de componentes automóvel, António Costa Silva reconheceu uma “grande resiliência e grande capacidade de inovação” com uma indústria capaz de fazer a diferença em Portugal, salientando a importância de antecipar as tendências e apostar na investigação e inovação, através da criação de patentes. Depois de em 2022 terem sido registadas 312 patentes, o ministro partilhou o seu sonho de ver ser registada uma patente por dia e destacou que “esta é uma das grandes indústrias que pode contribuir decisivamente para se chegar a esse valor no registo de patentes”.

Reunindo um conjunto alargado de convidados dos principais mercados da europa, dezoito empresas portuguesas apresentaram em formato de pitch os seus negócios, especificidades, caraterísticas técnicas diferenciadoras e tecnologia, demostrando as capacidades de engenharia e desenvolvimento para responder aos desafios da mobilidade do futuro, trocando experiências, discutindo estratégias e prioridades.

Na 4ª feira, dia 22 de novembro, os convidados estrangeiros presentes visitaram várias empresas do setor, nos distritos de Braga, Porto, Aveiro e Coimbra terminando o dia com um jantar de networking no Casino de Espinho.

A Conferência Internacional decorreu durante o último dia com uma plateia de 200 participantes, contando com intervenções de especialistas e conhecedores da indústria, juntamente com membros do governo, como o Secretário de Estado do Trabalho, Miguel Fontes e o Secretário de Estado da Internacionalização, Bernardo Ivo Cruz.

O dia começou com a apresentação do Estudo “Caracterização do Cluster da Indústria Automóvel em Portugal”, por parte da Deloitte.

Entre as principais conclusões do estudo revela-se que o cluster apresenta um volume de negócios superior a 20 mil milhões de euros, do qual 99% resulta de exportações. Desta forma, a exportação do setor corresponde a 23% do total de exportações de bens transacionáveis.

Para aqueles números impressivos muito contribuiu o sector de fabricação de componentes, globalmente representado pela AFIA. No ano de 2022, a indústria de componentes para automóveis só por si realizou vendas no valor de 13.200 milhões de euros, ou seja 5,5% do PIB nacional.

Foi também partilhado que a Indústria Automóvel em Portugal se assume como um setor vital para a economia portuguesa, tendo representado, em 2022, 3.922 milhões de euros, cerca de 16% do valor acrescentado bruto (VAB) total da indústria transformadora. A indústria de componentes automóveis é o principal contribuinte para a riqueza gerada em 2022 (cerca de 88,3%).

Foram ainda partilhadas as seis tendências da transformação da indústria: a eletrificação, as vendas e serviços digitais, a personalização e conectividade, a condução autónoma e mobilidade partilhada, a qualidade e fiabilidade e a sustentabilidade.

A indústria de componentes automóvel tem um papel crucial na geração de empregos, com níveis de remuneração acima da média e capacidade de atrair investimentos de maior valor acrescentado para impulsionar o desenvolvimento económico e social em Portugal.

O Secretário de Estado do Trabalho, Miguel Fontes felicitou a AFIA pela escolha do tema do encontro, uma vez que “convoca a todos para um sentido de urgência” na adaptação às tendências e desafios que o setor enfrenta.

Sobre os resultados do estudo, congratulou o cluster dos componentes automóveis pelo esforço que tem sido feito na qualificação e formação e por “dotar a indústria de um conjunto de profissionais que estejam alinhados em termos formativos, com essas necessidades imperiosas de se adaptarem os impactos da transição verde e da transição digital”. Destacou por último que o setor deve orgulhar-se das boas práticas, especialmente em relação à produtividade e remuneração dos seus trabalhadores.

Na intervenção de Thorsten Muschal, o Presidente da CLEPA (Associação Europeia de Fornecedores da Indústria Automóvel) realçou a relevância da indústria automóvel europeia, salientando a contribuição significativa dos fornecedores para a inovação e sustentabilidade, com o desenvolvimento de mais de 30 mil patentes. Por último, destacou a necessidade da indústria reconhecer as suas conquistas e de se posicionar como um interveniente forte a nível global.

Para fechar a manhã, o Secretário de Estado da Internacionalização, Bernardo Ivo Cruz, defendeu que este encontro foi uma demonstração da importância profunda deste setor em relação ao que aposta em investigação, em desenvolvimento de novos processos, em novos mercados e em novas soluções. Destacou ainda que estes investimentos no setor automóvel e nas suas várias componentes “são absolutamente centrais no desenvolvimento de uma economia moderna e de uma economia voltada para o futuro e para o dia de amanhã.”

Na sessão da tarde, o presidente da AICEP, Filipe Santos Costa, destacou a aposta de Portugal na formação e talento, referindo a importância da educação e recuperação do ensino técnico. Abordou ainda os desafios logísticos e de localização na indústria automóvel, mencionando os esforços da AICEP em encontrar as melhores localizações e destacou os investimentos estratégicos em transição energética e digital, com ênfase na eletrificação e produção de componentes automóveis. Por último, salientou a “relevância da indústria de componentes no panorama exportador, realçando o papel das grandes empresas”.

Seguiu-se Christian Teixeira, da Stellantis, que partilhou a experiência da Stellantis a investir em Portugal, em Mangualde desde 1960, tendo produzido mais de 1,5 milhões de veículos. Partilhou que atualmente, a fábrica tem 900 trabalhadores, produzindo 360 viaturas por dia e que, em 2022, a empresa representou 25% da produção automóvel em Portugal e que 30% dos componentes automóveis utilizados nos veículos produzidos na fábrica de Mangualde são fabricados no nosso país. Para finalizar, Christian Teixeira recomendou os investidores estrangeiros a investirem em Portugal.

Elisa Ferreira, Comissária europeia responsável pela Coesão e Reformas, realça o papel crucial da indústria automóvel na economia europeia, mencionando apoios como a política de coesão e investimentos em inovação. Destaca a importância da colaboração para superar desafios e impulsionar o setor, citando exemplos de projetos em Portugal apoiados pela Comissão Europeia. Salienta a relevância do investimento estrangeiro e a busca por benefícios duradouros, incentivando parcerias para fortalecer o futuro da indústria automóvel na Europa.

No encerramento da 11th Automotive Industry Week o Presidente da AFIA fez o balanço e apresentou as conclusões do evento.

José Couto destacou, orgulhoso, que “os valores melhoraram em todos os indicadores considerados desde o primeiro estudo, tendo sido possível verificar-se um aumento na faturação, que reflete um aumento nas exportações e um aumento significativo no valor acrescentado bruto, especialmente nos componentes automóveis”.

Tendo em conta que com os mesmos trabalhadores foi possível aumentar as vendas, a produção e o rendimento, o que comprova o aumento significativo da produtividade da indústria automóvel portuguesa. O presidente da AFIA defendeu ainda que “existe uma relação forte entre a produtividade e a distribuição de rendimento”, uma vez que ao aumentar a produtividade com os mesmos trabalhadores, aumentou-se o rendimento, criando-se e distribuindo riqueza.

Sobre as infraestruturas, José Couto sublinhou que é preciso investir nas infraestruturas e nos ecossistemas uma vez que as “fracas infraestruturas e a dificuldade logística são duas das razões para perdermos investidores estrangeiros”.

Para concluir estes três dias de partilhas, o presidente da Associação de Fabricantes da Indústria Automóvel refletiu que este encontro superou as expetativas e agradeceu a todos os presentes desejando que tenham tido a possibilidade de adquirir conhecimentos, fazer networking e construir possíveis parcerias ao longo do Encontro.

 

 

 

A Europneumaq procura constantemente as melhores tecnologias, por isso aumentou a sua oferta nos produtos de robótica e introduz os Robôs SCARA da Shibaura Machine no mercado nacional

A Shibaura Machine é reconhecida em todo o mundo, particularmente na indústria das máquinas-ferramentas.

in Europneumaq, 30-11-2023


Em abril de 2020, a até então Toshiba Machine adotou o nome original SHIBAURA Machine acentuando o facto de o ADN da empresa incorporar a tecnologia de fabricante de máquinas-ferramentas e de continuar a desenvolver-se contribuindo para a sociedade através do monozukuri – o impulso para a perfeição. O que também expressa o objetivo corporativo de nunca esquecer a sua origem e “continuar a evoluir em conjunto com os seus clientes” no futuro.

Europneumaq, o seu facilitador na compreensão das tecnologias industriais.

 

https://www.europneumaq.com/pt/

 

 

 

 

 

Indústria de componentes automóvel portuguesa celebra avanços e desvenda tendências

A resiliência da indústria de componentes automóvel portuguesa foi o destaque da 11ª edição da Automotive Industry Week, da AFIA, realizada entre 21 e 23 de novembro em Vila Nova de Gaia. Com mais de 200 representantes, o evento enfatizou inovações e tendências, sublinhando o papel crucial do setor na economia nacional.

in Intermetal, 30-11-2023


Um marco importante deste evento foi a assinatura de um Memorando de Entendimento entre a Associação de Fabricantes da Indústria Automóvel (AFIA) e a Korea Auto Industries Coop. Association (KAICA, ou Associação Sul Coreana da Indústria Automóvel, na tradução para português). Este acordo tem como objetivo o fortalecimento das relações comerciais e o desenvolvimento de uma cooperação mútua.

Na cerimónia protocolar, Young-hoon Kim, o representante coreano, destacou que Portugal “tornar-se-á uma importante base de produção de veículos elétricos no futuro” com as suas vastas reservas de lítio e empresas de componentes automóveis que exportam mais de 90% de seus produtos. Revelou-se confiante que esta cooperação entre as associações dos dois países “abrirá o caminho para desenvolvimento e fortalecimentos das relações comerciais entre os dois países”.

José Couto, presidente da AFIA, afirmou que “as empresas portuguesas estão aptas para cooperar com as empresas sul coreanas para encontrar as melhores soluções que respondam aos desafios da mobilidade do futuro”.

O ministro da Economia, António Costa Silva, em conjunto com o presidente da AFIA abriu a sessão com as boas-vindas aos participantes no primeiro dia de trabalhos.

Perante uma plateia de empresas portuguesas e compradores estrangeiros, o ministro da Economia garantiu que Portugal é um dos países mais seguros do mundo e um país estável para a atração de investimento estrangeiro que oferece um ecossistema de inovação altamente dinâmico.

Sobre a indústria de componentes automóvel, António Costa Silva reconheceu uma “grande resiliência e grande capacidade de inovação” com uma indústria capaz de fazer a diferença em Portugal, salientando a importância de antecipar as tendências e apostar na investigação e inovação, através da criação de patentes. Depois de em 2022 terem sido registadas 312 patentes, o ministro partilhou o seu sonho de ver ser registada uma patente por dia e destacou que “esta é uma das grandes indústrias que pode contribuir decisivamente para se chegar a esse valor no registo de patentes”.

Reunindo um conjunto alargado de convidados dos principais mercados da Europa, dezoito empresas portuguesas apresentaram em formato de pitch os seus negócios, especificidades, caraterísticas técnicas diferenciadoras e tecnologia, demonstrando as capacidades de engenharia e desenvolvimento para responder aos desafios da mobilidade do futuro, trocando experiências, discutindo estratégias e prioridades.

Na quarta-feira, dia 22 de novembro, os convidados estrangeiros presentes visitaram várias empresas do setor, nos distritos de Braga, Porto, Aveiro e Coimbra terminando o dia com um jantar de networking no Casino de Espinho.

A Conferência Internacional decorreu durante o último dia com uma plateia de 200 participantes, contando com intervenções de especialistas e conhecedores da indústria, juntamente com membros do governo, como o secretário de Estado do Trabalho, Miguel Fontes e o secretário de Estado da Internacionalização, Bernardo Ivo Cruz.

O dia começou com a apresentação do Estudo ‘Caracterização do Cluster da Indústria Automóvel em Portugal’, por parte da Deloitte.

Entre as principais conclusões do estudo revela-se que o cluster apresenta um volume de negócios superior a 20 mil milhões de euros, do qual 99% resulta de exportações. Desta forma, a exportação do setor corresponde a 23% do total de exportações de bens transacionáveis.

Para aqueles números impressionantes muito contribuiu o setor de fabricação de componentes, globalmente representado pela AFIA. No ano de 2022, a indústria de componentes para automóveis só por si realizou vendas no valor de 13.200 milhões de euros, ou seja 5,5% do PIB nacional.

Foi também partilhado que a indústria automóvel em Portugal se assume como um setor vital para a economia portuguesa, tendo representado, em 2022, 3.922 milhões de euros, cerca de 16% do valor acrescentado bruto (VAB) total da indústria transformadora. A indústria de componentes automóveis é o principal contribuinte para a riqueza gerada em 2022 (cerca de 88,3%).

Foram ainda partilhadas as seis tendências da transformação da indústria: a eletrificação, as vendas e serviços digitais, a personalização e conectividade, a condução autónoma e mobilidade partilhada, a qualidade e fiabilidade e a sustentabilidade.

A indústria de componentes automóvel tem um papel crucial na geração de empregos, com níveis de remuneração acima da média e capacidade de atrair investimentos de maior valor acrescentado para impulsionar o desenvolvimento económico e social em Portugal.

O secretário de Estado do Trabalho, Miguel Fontes felicitou a AFIA pela escolha do tema do encontro, uma vez que “convoca a todos para um sentido de urgência” na adaptação às tendências e desafios que o setor enfrenta.

Sobre os resultados do estudo, congratulou o cluster dos componentes automóveis pelo esforço que tem sido feito na qualificação e formação e por “dotar a indústria de um conjunto de profissionais que estejam alinhados em termos formativos, com essas necessidades imperiosas de se adaptarem os impactos da transição verde e da transição digital”. Destacou por último que o setor deve orgulhar-se das boas práticas, especialmente em relação à produtividade e remuneração dos seus trabalhadores.

Na intervenção de Thorsten Muschal, o presidente da Associação Europeia de Fornecedores da Indústria Automóvel (CLEPA) realçou a relevância da indústria automóvel europeia, salientando a contribuição significativa dos fornecedores para a inovação e sustentabilidade, com o desenvolvimento de mais de 30 mil patentes. Por último, destacou a necessidade de a indústria reconhecer as suas conquistas e de se posicionar como um interveniente forte a nível global.

Para fechar a manhã, o secretário de Estado da Internacionalização, Bernardo Ivo Cruz, defendeu que este encontro foi uma demonstração da importância profunda deste setor em relação ao que aposta em investigação, em desenvolvimento de novos processos, em novos mercados e em novas soluções. Destacou ainda que estes investimentos no setor automóvel e nas suas várias componentes “são absolutamente centrais no desenvolvimento de uma economia moderna e de uma economia voltada para o futuro e para o dia de amanhã.”

Na sessão da tarde, o presidente da AICEP, Filipe Santos Costa, destacou a aposta de Portugal na formação e talento, referindo a importância da educação e recuperação do ensino técnico. Abordou ainda os desafios logísticos e de localização na indústria automóvel, mencionando os esforços da AICEP em encontrar as melhores localizações e destacou os investimentos estratégicos em transição energética e digital, com ênfase na eletrificação e produção de componentes automóveis. Por último, salientou a “relevância da indústria de componentes no panorama exportador, realçando o papel das grandes empresas”.

Seguiu-se Christian Teixeira, da Stellantis, que partilhou a experiência da empresa a investir em Portugal, em Mangualde desde 1960, tendo produzido mais de 1,5 milhões de veículos. Partilhou que atualmente, a fábrica tem 900 trabalhadores, produzindo 360 viaturas por dia e que, em 2022, a Stellantis representou 25% da produção automóvel em Portugal e que 30% dos componentes automóveis utilizados nos veículos produzidos na fábrica de Mangualde são fabricados no nosso país. Para finalizar, Christian Teixeira recomendou os investidores estrangeiros a investirem em Portugal.

Elisa Ferreira, comissária europeia responsável pela Coesão e Reformas, realça o papel crucial da indústria automóvel na economia europeia, mencionando apoios como a política de coesão e investimentos em inovação. Destaca a importância da colaboração para superar desafios e impulsionar o setor, citando exemplos de projetos em Portugal apoiados pela Comissão Europeia. Salienta a relevância do investimento estrangeiro e a busca por benefícios duradouros, incentivando parcerias para fortalecer o futuro da indústria automóvel na Europa.

No encerramento da 11th Automotive Industry Week o presidente da AFIA fez o balanço e apresentou as conclusões do evento.

José Couto destacou, orgulhoso, que “os valores melhoraram em todos os indicadores considerados desde o primeiro estudo, tendo sido possível verificar-se um aumento na faturação, que reflete um aumento nas exportações e um aumento significativo no valor acrescentado bruto, especialmente nos componentes automóveis”.

Tendo em conta que com os mesmos trabalhadores foi possível aumentar as vendas, a produção e o rendimento, o que comprova o aumento significativo da produtividade da indústria automóvel portuguesa. O presidente da AFIA defendeu ainda que “existe uma relação forte entre a produtividade e a distribuição de rendimento”, uma vez que ao aumentar a produtividade com os mesmos trabalhadores, aumentou-se o rendimento, criando-se e distribuindo riqueza.

Sobre as infraestruturas, José Couto sublinhou que é preciso investir nas mesmas e nos ecossistemas, uma vez que as “fracas infraestruturas e a dificuldade logística são duas das razões para perdermos investidores estrangeiros”.

Para concluir estes três dias de partilhas, o presidente da AFIA refletiu que este encontro superou as expetativas e agradeceu a todos os presentes desejando que tenham tido a possibilidade de adquirir conhecimentos, fazer networking e construir possíveis parcerias ao longo do Encontro.

Young-hoon Kim, representante da KAICA, e José Couto, presidente da AFIA, assinaram um protocolo de cooperação entre as duas associações.

Bosch lança a sua campanha tecnológica de inverno

Sob o mote “Está mais que na hora para a inovação no seu negócio”, a divisão Aftermarket da Bosch lança, de 1 a 31 de dezembro de 2023, uma campanha especial direcionada às oficinas. A campanha inclui os seguintes produtos selecionados: sistemas de gestão de motores e gasolina, sistemas de travagem, escovas limpa para-brisas, diesel BX (Bosch eXchange), velas de ignição, material elétrico e sensores de automação e condução assistida.

in Bosch, 30-11-2023


Desta forma, e para que a oficina esteja sempre conectada e atualizada com as últimas novidades da moda, ao adquirir os referidos produtos, as oficinas têm a possibilidade de receber um smartwatch completo. Este smartwatch possui uma infinidade de funções, como a possibilidade de ler mensagens, atender chamadas, ouvir música, tirar fotografias de forma remota, medir a frequência cardíaca e os passos dados, monitorizar o sono, etc. Além disso, é compatível com os sistemas operacionais mais comuns: iOS e Android.

Para conhecer as condições desta promoção a oficina deverá contactar o seu distribuidor habitual.

Com esta promoção, a divisão Bosch Aftermarket quer relembrar a sua vasta experiência e conhecimento no setor, onde continua a ser pioneira e líder em todos os assuntos relacionados com tecnologia e inovação.

Inovar em segurança, fiabilidade e sustentabilidade
Pela sua presença marcante em equipamentos originais, a sua vasta experiência no desenvolvimento de sistemas e soluções, o extenso portfólio de produtos, os equipamentos inovadores, os sistemas de diagnóstico, pelos seus serviços e pela formação, a Bosch torna-se o parceiro ideal tanto para os distribuidores como para as oficinas.

Adicionalmente a tudo isto, devemos mencionar a força de uma marca, a Bosch, destaca-se por transmitir confiança e qualidade, bem como pelo seu grande reconhecimento no aftermarket.

Indústria de Componentes Automóvel Portuguesa Celebra Avanços e Desvenda Tendências na 11th Automotive Industry Week

A resiliência da indústria de componentes automóvel portuguesa foi o destaque da 11ª edição da Automotive Industry Week, da AFIA, realizada entre 21 e 23 de novembro em Vila Nova de Gaia. Com mais de 200 representantes, o evento enfatizou inovações e tendências, sublinhando o papel crucial do setor na economia nacional.

in AFIA, 30-11-2023


Decorreu de 21 a 23 de novembro, em Vila Nova de Gaia a 11ª edição da Automotive Industry Week, organizada pela AFIA – Associação de Fabricantes da Indústria Automóvel, que reuniu mais de 200 representantes da indústria.

Um marco importante deste evento foi a assinatura de um Memorando de Entendimento entre a AFIA e a KAICA – Korea Auto Industries Coop. Association (Associação Sul Coreana da Indústria Automóvel). Este acordo tem como objetivo o fortalecimento das relações comerciais e o desenvolvimento de uma cooperação mútua.

Na cerimónia protocolar, Young-hoon Kim, o representante coreano, destacou que Portugal “tornar-se-á uma importante base de produção de veículos elétricos no futuro” com as suas vastas reservas de lítio e empresas de componentes automóveis que exportam mais de 90% de seus produtos. Revelou-se confiante que esta cooperação entre as associações dos dois países “abrirá o caminho para desenvolvimento e fortalecimentos das relações comerciais entre os dois países”.

José Couto, Presidente da AFIA, afirmou que “as empresas portuguesas estão aptas para cooperar com as empresas sul coreanas para encontrar as melhores soluções que respondam aos desafios da mobilidade do futuro”.

O Ministro da Economia, António Costa Silva, em conjunto com o Presidente da AFIA abriu a sessão com as boas-vindas aos participantes no primeiro dia de trabalhos.

Perante uma plateia de empresas portuguesas e compradores estrangeiros, o Ministro da Economia garantiu que Portugal é um dos países mais seguros do mundo e um país estável para a atração de investimento estrangeiro que oferece um ecossistema de inovação altamente dinâmico.

Sobre a indústria de componentes automóvel, António Costa Silva reconheceu uma “grande resiliência e grande capacidade de inovação” com uma indústria capaz de fazer a diferença em Portugal, salientando a importância de antecipar as tendências e apostar na investigação e inovação, através da criação de patentes. Depois de em 2022 terem sido registadas 312 patentes, o ministro partilhou o seu sonho de ver ser registada uma patente por dia e destacou que “esta é uma das grandes indústrias que pode contribuir decisivamente para se chegar a esse valor no registo de patentes”.

Reunindo um conjunto alargado de convidados dos principais mercados da europa, dezoito empresas portuguesas apresentaram em formato de pitch os seus negócios, especificidades, caraterísticas técnicas diferenciadoras e tecnologia, demostrando as capacidades de engenharia e desenvolvimento para responder aos desafios da mobilidade do futuro, trocando experiências, discutindo estratégias e prioridades.

Na 4ª feira, dia 22 de novembro, os convidados estrangeiros presentes visitaram várias empresas do setor, nos distritos de Braga, Porto, Aveiro e Coimbra terminando o dia com um jantar de networking no Casino de Espinho.

A Conferência Internacional decorreu durante o último dia com uma plateia de 200 participantes, contando com intervenções de especialistas e conhecedores da indústria, juntamente com membros do governo, como o Secretário de Estado do Trabalho, Miguel Fontes e o Secretário de Estado da Internacionalização, Bernardo Ivo Cruz.

O dia começou com a apresentação do Estudo “Caracterização do Cluster da Indústria Automóvel em Portugal”, por parte da Deloitte.

Entre as principais conclusões do estudo revela-se que o cluster apresenta um volume de negócios superior a 20 mil milhões de euros, do qual 99% resulta de exportações. Desta forma, a exportação do setor corresponde a 23% do total de exportações de bens transacionáveis.

Para aqueles números impressivos muito contribuiu o sector de fabricação de componentes, globalmente representado pela AFIA. No ano de 2022, a indústria de componentes para automóveis só por si realizou vendas no valor de 13.200 milhões de euros, ou seja 5,5% do PIB nacional.

Foi também partilhado que a Indústria Automóvel em Portugal se assume como um setor vital para a economia portuguesa, tendo representado, em 2022, 3.922 milhões de euros, cerca de 16% do valor acrescentado bruto (VAB) total da indústria transformadora. A indústria de componentes automóveis é o principal contribuinte para a riqueza gerada em 2022 (cerca de 88,3%).

Foram ainda partilhadas as seis tendências da transformação da indústria: a eletrificação, as vendas e serviços digitais, a personalização e conectividade, a condução autónoma e mobilidade partilhada, a qualidade e fiabilidade e a sustentabilidade.

A indústria de componentes automóvel tem um papel crucial na geração de empregos, com níveis de remuneração acima da média e capacidade de atrair investimentos de maior valor acrescentado para impulsionar o desenvolvimento económico e social em Portugal.

O Secretário de Estado do Trabalho, Miguel Fontes felicitou a AFIA pela escolha do tema do encontro, uma vez que “convoca a todos para um sentido de urgência” na adaptação às tendências e desafios que o setor enfrenta.

Sobre os resultados do estudo, congratulou o cluster dos componentes automóveis pelo esforço que tem sido feito na qualificação e formação e por “dotar a indústria de um conjunto de profissionais que estejam alinhados em termos formativos, com essas necessidades imperiosas de se adaptarem os impactos da transição verde e da transição digital”. Destacou por último que o setor deve orgulhar-se das boas práticas, especialmente em relação à produtividade e remuneração dos seus trabalhadores.

Na intervenção de Thorsten Muschal, o Presidente da CLEPA (Associação Europeia de Fornecedores da Indústria Automóvel) realçou a relevância da indústria automóvel europeia, salientando a contribuição significativa dos fornecedores para a inovação e sustentabilidade, com o desenvolvimento de mais de 30 mil patentes. Por último, destacou a necessidade da indústria reconhecer as suas conquistas e de se posicionar como um interveniente forte a nível global.

Para fechar a manhã, o Secretário de Estado da Internacionalização, Bernardo Ivo Cruz, defendeu que este encontro foi uma demonstração da importância profunda deste setor em relação ao que aposta em investigação, em desenvolvimento de novos processos, em novos mercados e em novas soluções. Destacou ainda que estes investimentos no setor automóvel e nas suas várias componentes “são absolutamente centrais no desenvolvimento de uma economia moderna e de uma economia voltada para o futuro e para o dia de amanhã.”

Na sessão da tarde, o presidente da AICEP, Filipe Santos Costa, destacou a aposta de Portugal na formação e talento, referindo a importância da educação e recuperação do ensino técnico. Abordou ainda os desafios logísticos e de localização na indústria automóvel, mencionando os esforços da AICEP em encontrar as melhores localizações e destacou os investimentos estratégicos em transição energética e digital, com ênfase na eletrificação e produção de componentes automóveis. Por último, salientou a “relevância da indústria de componentes no panorama exportador, realçando o papel das grandes empresas”.

Seguiu-se Christian Teixeira, da Stellantis, que partilhou a experiência da Stellantis a investir em Portugal, em Mangualde desde 1960, tendo produzido mais de 1,5 milhões de veículos. Partilhou que atualmente, a fábrica tem 900 trabalhadores, produzindo 360 viaturas por dia e que, em 2022, a empresa representou 25% da produção automóvel em Portugal e que 30% dos componentes automóveis utilizados nos veículos produzidos na fábrica de Mangualde são fabricados no nosso país. Para finalizar, Christian Teixeira recomendou os investidores estrangeiros a investirem em Portugal.

Elisa Ferreira, Comissária europeia responsável pela Coesão e Reformas, realça o papel crucial da indústria automóvel na economia europeia, mencionando apoios como a política de coesão e investimentos em inovação. Destaca a importância da colaboração para superar desafios e impulsionar o setor, citando exemplos de projetos em Portugal apoiados pela Comissão Europeia. Salienta a relevância do investimento estrangeiro e a busca por benefícios duradouros, incentivando parcerias para fortalecer o futuro da indústria automóvel na Europa.

No encerramento da 11th Automotive Industry Week o Presidente da AFIA fez o balanço e apresentou as conclusões do evento.

José Couto destacou, orgulhoso, que “os valores melhoraram em todos os indicadores considerados desde o primeiro estudo, tendo sido possível verificar-se um aumento na faturação, que reflete um aumento nas exportações e um aumento significativo no valor acrescentado bruto, especialmente nos componentes automóveis”.

Tendo em conta que com os mesmos trabalhadores foi possível aumentar as vendas, a produção e o rendimento, o que comprova o aumento significativo da produtividade da indústria automóvel portuguesa. O presidente da AFIA defendeu ainda que “existe uma relação forte entre a produtividade e a distribuição de rendimento”, uma vez que ao aumentar a produtividade com os mesmos trabalhadores, aumentou-se o rendimento, criando-se e distribuindo riqueza.

Sobre as infraestruturas, José Couto sublinhou que é preciso investir nas infraestruturas e nos ecossistemas uma vez que as “fracas infraestruturas e a dificuldade logística são duas das razões para perdermos investidores estrangeiros”.

Para concluir estes três dias de partilhas, o presidente da Associação de Fabricantes da Indústria Automóvel refletiu que este encontro superou as expetativas e agradeceu a todos os presentes desejando que tenham tido a possibilidade de adquirir conhecimentos, fazer networking e construir possíveis parcerias ao longo do Encontro.

 

 

 

Aktrion Group presenta en Londres su proyecto de centro tecnológico para el Vehículo Eléctrico que desplegará en València

La empresa aprovecha el London EV Show para presentar la estrategia de ubicación de centros similares cerca de los polos de fabricación de componentes y vehículos eléctricos

in Aktrion Group, 30-11-2023


La multinacional Aktrion Group está aprovechando la celebración de London EV Show -del 28 al 30 de noviembre en Londres- para presentar su proyecto de desarrollo de centros tecnológicos para el vehículo eléctrico en España, partiendo de una primera ubicación en Almussafes (Valencia).

Este evento, del que se celebra la tercera edición, acoge a toda la cadena de valor del sector de la automoción eléctrica y la movilidad, así como a diversas entidades públicas tanto británicas como europeas.

Los responsables de poner en marcha este proyecto en España, encabezados por Vicent Noverjes, han presentado este modelo de espacios de trabajo en este foro para explicar su objetivo de ubicarse en torno, tanto a centros de producción de vehículos, como junto a centros de producción de componentes para el vehículo eléctrico.

De este modo se trata, como ya anunció Aktrion Group hace unas semanas, de espacios multifuncionales que ofrecerán un amplio abanico de servicios destinados a garantizar la calidad de todo tipo de vehículos, principalmente eléctricos.

Vicent Noverjes, director de la región Europa de Aktrion Group, ha explicado que “para nosotros es importante dar a conocer la estrategia que vamos a seguir de generar centros para la movilidad y que nuestros clientes, estén donde estén, conozcan que en España contarán con los servicios de calidad de Aktrion adaptados a las nuevas necesidades de los vehículos y los nuevos dispositivos de movilidad”.

“El motivo de presentar esta estrategia en London EV Show -continúa Noverjes- es precisamente el gran altavoz que supone este evento en el sector de la movilidad internacional y nos hemos propuesto que el sistema elegido en España para ofrecer nuestros servicios sea un ejemplo para el resto de los países en los que opera nuestra corporación”

Primer centro en Valencia

La primera de las ubicaciones elegidas por esta multinacional será Valencia donde ya cuenta con infraestructura. La apertura de este centro está prevista para el primer trimestre de 2024 y contará con 30 profesionales especializados tanto en automoción por combustión como en automoción híbrida y eléctrica.

Tras esta apertura, la multinacional abrirá centros similares en Barcelona y Madrid.

Esta instalación especializada en movilidad eléctrica y sostenible contará con un equipo multidisciplinar de ingenieros enfocado a las baterías de vehículos eléctricos, tanto automóviles, como cualquier otro sistema de movilidad individual o colectiva.

De este modo, ofrecerá servicios de análisis, diagnosis, reparación, mantenimiento y reacondicionamiento de baterías y sistemas de vehículos principalmente eléctricos e híbridos, pero también de combustión y a sus infraestructuras de carga.

Su finalidad es convertirse en aliado de todos los eslabones de la cadena de valor del sector de automoción y movilidad para asegurar la calidad de todo tipo de vehículos y de sus sistemas, y de este modo garantizar la sostenibilidad en todos los procesos.

En este momento, los técnicos de Aktrion Group en España ya colaboran con proveedores de baterías, de celdas de combustible, fabricantes y desarrolladores de infraestructuras.

Sobre Aktrion Group:

Aktrion Group es una multinacional de servicios de calidad para diversos sectores industriales -automoción, aeronáutica e industria- con su sede principal en Reino Unido. La compañía tiene una facturación aproximada de 40 millones de euros. El grupo pertenece a OCS, multinacional especializada en Facility Management con una facturación de 2.000 millones de euros y cerca de 130.000 empleos en todo el mundo.

Aktrion Group ofrece servicios de conocimiento, pruebas, inspección y certificación para que todos los productos de sus clientes cumplan con todos los requisitos de calidad y seguridad.

 

https://aktrion.com/

 

 

A inovação como motor do desenvolvimento: o contributo do projeto PAC

A indústria de componentes em Portugal tem sido confrontada com desafios que põem à prova a sua capacidade de adaptação. Esta atividade representa mais de 9% do emprego na indústria transformadora.

in Observador, 22-11-2023


A inovação na indústria automóvel esteve sempre na ordem do dia, num setor altamente competitivo, que investe verbas significativas para constantemente apresentar novos produtos, novos processos e novos sistemas. Sendo o tecido empresarial português, do sector de componentes, caracterizado por um grande número de PME, são facilmente reconhecidas as dificuldades no investimento em I&D+i. Uma das alavancas para o seu desenvolvimento, ao longo dos anos, foram mesmo os grandes grupos internacionais que, focados no seu negócio primário (core business), iniciaram um processo de subcontratação que acabou por levar às nossas empresas o conhecimento e a inovação dos novos produtos. Mas tal não é suficiente para garantir a autonomia estratégica das empresas que, muitas vezes, acabam dependentes dos seus clientes, com todas as dificuldades conhecidas.

Os centros de conhecimento, como as entidades do sistema científico-tecnológico, são por isso necessários para trazer às empresas os fundamentos teóricos que sustentam a investigação e o desenvolvimento necessários à criação de uma cultura de inovação nas empresas.

Aliás, numa altura em que se trabalha para descarbonizar os transportes, toda a indústria automóvel está sob grande pressão para levar ao mercado soluções que possam mitigar a sua pegada ecológica.

O aumento da população urbana e número de veículos tem um impacto muito significativo, quer nas emissões originadas pelos transportes quer pelo aumento dos custos da mobilidade. A elevada dependência do transporte particular e a baixa interoperabilidade entre modos de transporte levaram os legisladores a introduzirem regulamentação que leve a alteração de comportamentos. Os novos conceitos de mobilidade partilhada, conectada, autónoma e eletrificada, sendo um grande desafio para a indústria, é também uma grande oportunidade para a busca de novas soluções disruptivas capazes de criar novas oportunidades de negócio.

Toda a indústria foi chamada a pensar este novo desafio, recentrando os objetivos e canalizando verbas significativas para as atividades de I&D+i. E, mais uma vez, as pequenas e médias empresas foram confrontadas com este novo desafio da mobilidade, para a qual não tinham dimensão crítica.

O cluster automóvel Português – Mobinov, refletindo sobre estas temáticas e tendo em consideração a realidade empresarial, científica e tecnológica em Portugal, identificou oportunidades para desenvolver a indústria nacional tendo em consideração os desafios de um mercado em permanente mutação.

Esta reflexão culminou com a apresentação, em 2019, de uma candidatura ao programa Portugal 2020 de um projeto mobilizador, PAC – Portugal Auto Cluster for the Future, tendo como objetivo geral posicionar o cluster automóvel nacional nas cadeias de valor globais do carro do futuro. O projeto foi estruturado em 5 subprojectos (PPS): arquitetura de veículos do futuro, interiores do futuro, estruturas e exteriores do futuro, tecnologias de sensorização e conetividade e tecnologias de produção flexível e digital. A gestão, coordenação e disseminação foi garantida por um outro subprojecto, complementar, PPS6.

O projeto PAC, aprovado em 2020, agregou 9 empresas de múltiplas tecnologias e 12 entidades do sistema científico e tecnológico. Com um investimento elegível de 8 M€, foi desenvolvido em 36 meses e gerou 17 demonstradores, tendo sido construído um veículo elétrico que integrou todas as inovações desenvolvidas. Ao longo da vida do projeto trabalharam no seu desenvolvimento 231 pessoas de diversas áreas do conhecimento e foram realizados 30 mestrados e 3 doutoramentos.

O financiamento de projetos mobilizadores, com recurso a programas como o PT2030 e PRR, é, sem dúvida, uma forma de capacitar as empresas, com o apoio dos centros de conhecimento, para os desafios de uma indústria que se reinventa em permanência.

A indústria de componentes em Portugal, tem sido confrontada nos últimos anos com desafios que põem à prova, em permanência, a sua capacidade de adaptação. Mas as 350 empresas que constituem o setor são responsáveis por uma faturação anual de 13.000 Milhões de Euros, sendo que 85% se destina à exportação direta para os principais mercados da Europa. Esta atividade é garantida por um emprego qualificado de 62.000 trabalhadores, o que representa mais de 9% do emprego na indústria transformadora. Temos vindo também a assistir a um crescimento de vendas, sustentado pelo aumento da competitividade do sector. O investimento na modernização das tecnologias, na transformação digital da atividade e uma aposta na inovação de produtos e processos representa valores significativos que ultrapassam os 16% de todo o investimento realizado em Portugal, na indústria. Este esforço tem permitido um aumento das vendas, mesmo quando se verifica uma retração na indústria automóvel e é hoje responsável por 5,3% do PIB. Continuar a apoiar esta indústria na sua modernização, na formação permanente dos seus trabalhadores e nas atividades de I+D+i é o caminho certo para continuarmos a contar com a indústria de componentes no crescimento sustentado da economia portuguesa.

E é precisamente esta evolução e os desafios constantes que esta indústria enfrenta, que estamos a discutir esta semana no 11º Automotive Industry Week, realizada pela AFIA – Associação de Fabricantes da Indústria Automóvel. É importante que se perceba que o futuro na indústria automóvel é já passado sendo urgente a troca de experiências e estratégias entre os diferentes players, para que em conjunto se encontre formas de ajudar as nossas empresas a mostrar o seu valor.

 

 

 

Combustíveis neutros em carbono? A controvérsia chega à redução das emissões dos camiões

As novas regras para reduzir as emissões de CO2 para os novos veículos pesados, que incluem autocarros, camiões e reboques, estão atualmente em negociações no seio europeu. No entanto, a posição dos eurodeputados está a ser criticada pelos ambientalistas devido à inclusão de combustíveis neutros em carbono, abrindo o espectro além do hidrogénio e das energias renováveis.

in Revista Sustentável, 29-11-2023, por Rafael Correia


A posição do Parlamento Europeu 

Os eurodeputados querem o reforço das metas de redução das emissões de CO2 para camiões médios e pesados, incluindo veículos de serviço (como camiões de lixo, ou camiões-betoneira) e autocarros. As metas seriam de 45% para o período 2030-2034, 65% para 2035-2039 e 90% a partir de 2040.

Os eurodeputados estão de acordo com a proposta da Comissão Europeia de permitir o registo apenas de autocarros urbanos novos com emissões nulas a partir de 2030 e propõem uma isenção temporária (até 2035) para os autocarros urbanos alimentados a biometano, sob condições estritas.

A posição aprovada ainda define que a Comissão Europeia deverá desenvolver “uma metodologia” para o registo de camiões, autocarros e reboques que “funcionam exclusivamente com combustíveis neutros em carbono”.

A posição do Conselho da União Europeia
Já a posição do Conselho da UE alarga o âmbito de aplicação do regulamento de modo que quase todos os veículos pesados novos com emissões certificadas de CO? – incluindo camiões de menor dimensão, autocarros urbanos, autocarros de turismo e reboques – fiquem sujeitos a metas de redução das emissões.

No entender dos estados-membros, deve ser aplicável uma isenção das metas de redução das emissões de CO? estabelecidas no regulamento:

aos pequenos fabricantes;
aos veículos utilizados na exploração mineira, na silvicultura e na agricultura;
aos veículos destinados às forças armadas e aos bombeiros;
aos veículos destinados à proteção civil, à manutenção da ordem pública e à assistência médica;
e aos veículos de serviço, como os camiões de lixo.
Os estados-membros alteraram a definição de “veículo pesado com nível nulo de emissões”, reduzindo ainda mais o limiar proposto, que continua a abranger os veículos movidos a hidrogénio. Além disso, acrescentaram um subgrupo de veículos, de modo a incluir os camiões de conjunto extrapesado, a fim de melhor ter em conta as suas características, nomeadamente no que diz respeito à sua eficiência energética.

Relativamente às metas, são semelhantes às fixadas pela Comissão Europeia e apoiadas pelo Parlamento Europeu. Mas, com a adição de metas para os reboques e os semirreboques em 7,5%.

A alteração proposta introduz uma meta de 100% de autocarros urbanos com nível nulo de emissões até 2035 e fixa simultaneamente uma meta intermédia de 85% para esta categoria até 2030. O Conselho acordou em isentar os autocarros interurbanos desta meta.

A controvérsia à volta dos combustíveis neutros em carbono
Como anteriormente referido, o Parlamento Europeu menciona na sua posição “combustíveis neutros em carbono”, o que, apesar de o texto não ser explícito, está a ser encarado pelos ambientalistas como a inclusão desses veículos para atingir as metas.

A definição do Parlamento Europeu destes combustíveis inclui combustíveis sintéticos e biocombustíveis (quer baseados em colheitas alimentares quer baseados em resíduos).

A European Association of Automotive Suppliers (CLEPA), que conta entre os seus membros a Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel (AFIA), a BASF, a Mitsubishi Electric, considera que é “um sinal positivo para a diversidade tecnológica, dando mais escolhas aos operadores”:

Já a ONG Transport & Environment considera que os eurodeputados atiraram uma boia de salvação à indústria petrolífera e que vai permitir a que vários camiões a combustível sejam vendidos durante as próximas décadas, apelando que o loophole criado seja fechado durante as negociações do trílogo.

Resta esperar para saber como a questão vai ser agora abordada.

 

 

AICEP duplica apoios à promoção externa num total de 65 milhões de euros em 2024 Exportações

Exportações : Além das verbas do Compete 2030, a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal conta com um orçamento próprio de quatro milhões de euros para a realização de 150 ações em mais de 40 mercados.

in Dinheiro Vivo, 24-11-2023


Os apoios à internacionalização das empresas vão duplicar em 2024. Aprovados estão já projetos no valor de 29 milhões de euros, contabilizando já a quota-parte das empresas no investimento, mas está já a decorrer novo aviso, com candidaturas até 31 de janeiro, que prevê apoios de 18 milhões. Somando a comparticipação individual das empresas, serão mais 36 milhões de euros que servirão para apoiar a diversificação de mercados internacionais que, somados aos 29 milhões já aprovados, fazem subir para 65 milhões os apoios totais, no âmbito do Compete 2030, mais do dobro comparativamente aos 31 milhões aplicados este ano no mesmo fim. O aumento da base exportadora e a maior procura das empresas por apoios à internacionalização explicam este crescimento, diz a Agência para o Investimento e Comércio Externo (AICEP), com uma “maior aposta no apoio à promoção das exportações”.

Os dados foram ontem apresentados por Filipe Santos Costa, presidente da AICEP, na 11Automotive Industry Week, certame organizado pela Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel. Um espaço onde destacou a aposta nacional na transição energética e digital, mas também na educação e qualificação e na logística, que permitem que o país conte hoje com um ecossistema bem sucedido ao nível da mobilidade automóvel.

E mesmo as questões referentes à falta de mão-de-obra têm de ser vistas pelo lado positivo. “Temos que ficar felizes por sermos vítimas do nosso próprio sucesso”, diz este responsável, classificando o setor automóvel como o “motor do crescimento nacional”.

Em causa está, lembra, uma fileira com mais de 1300 empresas exportadoras, que fizeram chegar os seus produtos a 182 países em todo o mundo, contribuindo com 14 365 milhões de euros para as exportações nacionais em 2022, o que representou um crescimento homólogo de 14%. Este ano, nos dados acumulados até setembro, os 12 milhões de euros exportados pela indústria correspondem, sublinhou, a “um novo recorde”, que só não se repetirá no final do ano devido à paragem inesperada a que a Autoeuropa foi forçada, em setembro, por falta de um componente que lhe chega da Eslovénia e estava em falta. Uma paragem que, “felizmente, não foi tão gravosa como inicialmente se pensava”, defende Filipe Santos Costa, mas que serviu “para nos recordarmos da necessidade de proximidade e que não podemos estar apenas dependentes de importações extracomunitárias”, frisou.

Sobre os apoios à internacionalização das empresas, no âmbito dos projetos conjuntos, com as associações setoriais e não só, em que a AICEP é cofinanciadora, em média na ordem dos 50%, este responsável explicou que estão já aprovados, para 2024, projetos no valor de 29 milhões de euros, contabilizando já a quota parte das empresas no investimento.
A maior fatia corresponde a projetos das indústrias têxteis, vestuário e calçado (36,8%) e da madeira, cortiça e mobiliário (22,1%). As ações dos materiais de construção correspondem a 14,3% do investimento e o agroalimentar a 13,5%. A metalurgia e metalomecânica pesam 8,1% neste total.

Em termos geográficos, a Alemanha absorve 30,2% do investimento, seguindo-se Itália (17,5%), EUA (13,6%), França (12,9%), Reino Unido (5,4%) e Espanha (4,5%), entre outros.

Entretanto, foi já aberto novo aviso, no âmbito do Compete 2030, para a promoção externa com apoios de 18 milhões de euros, cujas candidaturas terão de ser apresentadas até 31 de janeiro. Somando a comparticipação das empresas, serão mais 36 milhões de euros que servirão para apoiar a diversificação de mercados internacionais, o que, somado aos 29 milhões de projetos já aprovados, totaliza 65 milhões de euros, mais do dobro do montante investido em 2023, que se ficou pelos 31 milhões de euros totais.

Há ainda a ter em conta o envelope próprio de quatro milhões de euros da AICEP, em 2024, com o qual vai realizar 150 ações em mais de 40 mercados, entre missões empresariais ao estrangeiro, campanhas setoriais e a organização de visitas de investidores a Portugal. França, EUA, China, Japão e Espanha são os cinco principais mercados a abordar. Em termos setoriais, destaque para os moldes, metalurgia e metalomecânica, agroindústria, fileira-casa e indústria da saúde, entre outros.

Sobre o trabalho da agência na captação de investimento estrangeiro, este responsável lembrou alguns dos mais recentes projetos anunciados para o setor, com reforços de investimentos já existentes, mas não só. Filipe Santos Costa acredita que Portugal tem “muitas competências” que podem atrair para o país a fabricação de veículos elétricos, designadamente através da possibilidade de ter toda a fileira do lítio no país, com “muitos investimentos nacionais e estrangeiros” previstos nesta área, seja ao nível da mineração, refinação, produção de baterias e até na reciclagem de lítio em fim de vida, explicou.

Falou ainda sobre a aposta na atração de investimento na área dos semicondutores, com o trabalho de identificação de potenciais alvos, mas também com o estudo de localizações, assumindo que “não é fácil” encontrar 30, 40 ou 50 hectares de solo industrial no país. Dificuldades que terão de ser ultrapassadas, porque o objetivo é mesmo trazer para Portugal a produção de semicondutores. Firmado foi já um memorando de entendimento com o grupo sul-coreano SK , o terceiro maior produtor mundial desta área, mas estão a ser abordados potenciais investidores no Japão, Alemanha, EUA e Taiwan.

Tesla Model Y has probably already won the Europe sales race

The premium midsize SUV finished the first 10 months at No. 1, and if recent trends prevail, its best sales months for the quarter are still to come.

in Automotive News Europe, by Douglas A. Bolduc, 23-11-2023


Sure, it’s a bit early, but it’s probably safe to crown the Tesla Model Y as Europe’s top-seller for 2023, despite there still being two months to go.

Why? Because even in a down month for the premium midsize SUV it maintained a commanding lead over its closest competitor, the Dacia Sandero, based on January-October sales, according to market researcher Dataforce.

If recent sales trends for Tesla prevail, Model Y sales will be even stronger during the final two months of the year. But we will get to that in a minute.

First, we need to explain what has happened since last week?

When we at Automotive News Europe reported the preliminary October and 10 month sales numbers last Friday, the Sandero had taken a small lead of 289 over the Model Y in the year-to-date face (184,088 to 183,799). That was based on Dataforce’s preliminary figures that represented 92 percent of sales in the European Union, the EFTA countries and the U.K.

But the remaining 8 percent that still needed to be counted included a key market for Tesla — Sweden — where the Model Y is the best-seller.

In Sweden the Model Y has accounted for 14,139 sales through October compared with 1,048 for the Sandero, according to Dataforce’s finalized 10-month numbers.

Sweden along with the other markets missing from the preliminary data added 28,718 sales to the Model Y’s 10-month total and 13,394 to the Sandero’s.

Therefore, not only did the Model Y erase the deficit seen in the preliminary numbers, it finished the 10 months with a 15,035 sale lead over the Sandero (212,517 to 197,482), according to Dataforce.

This happened despite the Model Y finishing in 20th place in the sales-by-model race in October.

Yes, that 15,035 sales lead over the Sandero is less than the 26,276 sales lead the Model Y had over the small hatchback after nine months, but it still seems to be an insurmountable advantage to overcome.

Here’s why.

Dataforce’s numbers whiz, Benjamin Kibies, analyzed Tesla’s European sales numbers for ANE and made an interesting discovery. Since 2018 the U.S. automaker has gotten 10 percent of its sales in the first month of a quarter, 23 percent in the second month and a whooping 67 percent in the final month. The chart below shows how Tesla has fared during the first 10 months of this year.

The Model Y has accounted for 73 percent of Tesla’s 291,404 total sales after 10 months.

The slow start to each quarter meant that in January the Model Y ranked No. 32 before winning the months of February and March. In April the SUV was No. 16 before rising to No. 1 in both May and June. In July it was No. 17 and then won the months of August and September.

This year the Model Y has been Europe’s top-seller six times; the Sandero was No. 1 in January, April and October, while the Volkswagen T-Roc was No. 1 in July.

The Model Y would be the first electric car to finish the year as Europe’s No. 1 seller. It would also be the first midsize car, the first premium car and the first non-European car in the modern era to do the same — barring any dramatic unexpected changes.

And given that the industry and the world have endured COVID-19, the start of two wars and a lengthy supply crisis all since 2020, let’s agree that there could be a factor that derails the Model Y from being No. 1. But at the moment, that seems unlikely.