CLEPA | The China probe is one thing, but Europe needs to reinforce innovation and continue its open approach to global trade

China, competitiveness, trade and clean transition dialogue. In her State of the Union speech earlier this month Ursula von der Leyen, the President of the European Commission put forth several topics, which could certainly be crucial for the European automotive industry. But this depends on concrete actions and delivery.

in CLEPA, by Benjamin Krieger, 29-09-2023


China and trade

The announcement of an anti-subsidy investigation into Chinese electric vehicles caught most of us by surprise and confirmed rumours already circulating in Brussels since the beginning of summer. The European Commission is right to be concerned about the competitiveness of EU’s industry and the challenge posed by Chinese manufacturers. However, the significant European investments and business activities in China should also carefully be considered, and not least those of automotive component suppliers.

A decision to impose additional tariffs on electric vehicles from China would almost certainly trigger a strong response from China that could do significant damage to our sector. Meanwhile, pressure to act is high, in light of European political decisions urging for rapid electrification, and the focus should be on strengthening the necessary conditions for such a fundamental transformation. Additional tariffs are unlikely to move us forward in this regard and will not help restore Europe’s competitiveness.

The establishment of an optimised and diversified raw material and battery supply chain, as well as the significant acceleration of charging infrastructure deployment, will be key. Furthermore, policymakers will need to take serious steps towards reducing the administrative burden, strengthening the single market and securing affordable and reliable energy for businesses

Electric vehicles may just be a first step, as other sectors have already been named as potential areas for investigation. This begs the question as to where this will all lead in the longer term, and whether we will manage to “de-risk” rather than “de-couple”, as von der Leyen said. International trade benefits all trade partners, but it needs to be based on rules and reciprocity, ideally, where trade defence instruments send a message that Europe is serious about its demand for a level playing field, but open for trade and investment because its policies reinforce the innovative capabilities of its industry. It remains in Europe’s interest to keep in place the enabling factors that have allowed international trade to significantly grow our economy over the past decades, with the requisite attention to human rights and increased sustainability.

Agenda for the next five years

After all, the competition from China puts a spotlight on Europe’s ability to put in place a framework that facilitates European companies’ ability to thrive on world markets. ‘Competitiveness’ featured prominently in the President’s speech, but whether this leads to improvements for the EU as a production location, with less bureaucratic burden on businesses, more trust in our ability to solve problems with technological progress in open competition and harnessing the best talents remains to be seen. Not all of this can be fixed on EU level, but important incentives can be put in place. Certainly, industry stands ready to contribute and discuss the central pillars of EU policy in the coming five years. It would be a worthwhile exercise to review current rules and measures and determine if more effective and efficient solutions are needed to achieve intended outcomes.

Election Year 2024

Before taking such steps, we will wrap up the current legislative agenda. Debates on important topics, such as Euro 7, CO2 standards for trucks, patents and new legislation for the end of life of vehicles are in full swing. We are eagerly awaiting a proposal for access to data from connected vehicles. Debates which are not concluded in spring next year will be put on hold during the campaign season and election in June. Come July we will know the balance of power in the new European Parliament, the President of the European Commission will have been elected or re-elected, and priorities and candidates for Commissioners will be discussed. If things go as last time, we will be back in full working mode towards the end of 2024, and then we may see more clearly the substance behind the announcements on China and if Europe is willing to act.

 

Benjamin Krieger

CLEPA Secretary General

 

 

Tarifas do gás natural aumentam 0,6% no mercado regulado a partir de 1 de outubro de 2023

As tarifas e preços de gás natural para o ano gás 2023-2024, aprovadas a 1 de junho deste ano pela ERSE – Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos, entram em vigor a partir de 1 de outubro de 2023 até 30 de setembro de 2024.

in ERSE, 29-09-2023


Os consumidores em mercado regulado irão observar, a partir de outubro, um acréscimo médio de 0,6% no preço de venda final, face aos preços em vigor em setembro deste ano.

 

Aceda ao comunicado

 

 

Fabricantes chineses de baterias investem em Marrocos para fornecer Europa

Fábrica instalada em Marrocos vai gerar material suficiente para um milhão de veículos elétricos por ano. O investimento ascende a dois mil milhões de dólares.

in Dinheiro Vivo / Lusa, 28-09-2023


As empresas chinesas estão a evitar investimentos na Europa e Estados Unidos, devido a tensões geopolíticas e esperas longas por licenças, alertou esta quinta-feira um dos maiores produtores mundiais de materiais para baterias, após anunciar um investimento bilionário em Marrocos.

A CNGR Advanced Material da China anunciou na semana passada que vai construir em Marrocos uma fábrica de materiais catódicos, utilizados em baterias de lítio para armazenamento de energia, visando abastecer os mercados de baterias da Europa e Estados Unidos, à medida que o país do norte de África beneficia das crescentes fricções comerciais entre a China e o Ocidente.

A fábrica, na qual a CNGR investirá em conjunto com a Al Mada, um conglomerado propriedade da família real marroquina, vai gerar material suficiente para um milhão de veículos elétricos por ano. O investimento ascende a 2 mil milhões de dólares.

Citado pelo jornal britânico Financial Times, Thorsten Lahrs, diretor executivo da CNGR Europe, disse que Marrocos está no “ponto ideal” para os produtores chineses que desejam fornecer os mercados europeu e norte-americano.

As fábricas podem ser construídas mais rapidamente em Marrocos do que nos mercados-alvo, que têm processos de licenciamento demorados, e fornecer no futuro outros mercados, caso a Europa ou os EUA introduzam novas políticas protecionistas, explicou.

“Ser chinês significa ser flexível”, disse Lahrs. “Leva muito mais tempo a pôr algo a funcionar na Europa”, descreveu.

No domingo, também a sul-coreana LG Chem e a chinesa Huayou Cobalt anunciaram que vão construir uma refinaria de lítio e uma fábrica de materiais catódicos no país.

Marrocos beneficia de um acordo de comércio livre com os EUA e as suas matérias-primas contam para as metas de abastecimento exigidas para que os veículos elétricos vendidos nos Estados Unidos recebam subsídios de até 7500 dólares, ao abrigo da Lei de Redução da Inflação.

O país, que também tem relações comerciais sólidas com a Europa, possui 70% das reservas mundiais de fosfato, uma matéria chave nas baterias mais baratas e de menor alcance, nas quais a China domina a produção global.

As empresas chinesas do setor dos veículos elétricos enfrentam crescentes dificuldades nos mercados europeu e norte-americano.

A presidente da Comissão Europeia criticou esta semana a concorrência de “atores estrangeiros fortemente subsidiados” na União Europeia (UE), numa alusão aos carros elétricos chineses vendidos mais baratos que os europeus, prometendo acabar com “práticas desleais”.

“Os mercados mundiais estão inundados por carros elétricos chineses baratos e o seu preço é mantido artificialmente baixo graças a enormes subsídios estatais”, descreveu Ursula von der Leyen.

Nos EUA, o Congresso está a examinar a proposta da Ford para licenciar tecnologia do maior produtor de baterias do mundo, a chinesa CATL, para uma fábrica no Michigan.

Fundada em 2014, a CNGR, cotada em Shenzhen, é o maior fornecedor mundial de cátodos à base de níquel com uma quota de mercado global de 23%. Entre os seus clientes constam a Tesla, CATL e LG Chem.

 

 

A Contract Signed for Jointly Building a New Energy Battery Material Base in the Pan-Atlantic Region by CNGR and Al Mada Group

Recently,CNGR and Al Mada,one of the largest private investment funds in Africa,signed a cooperation agreement in Casablanca,Morocco.The two sides will establish a joint venture in Morocco to jointly build an integrated industrial base integrating ternary precursors,lithium iron phosphate and waste battery recycling,so as to meet the fast-growing strong demand for new energy automobiles in Europe and the United States.

in CNGR, 19-09-2023


China-Morocco Cooperation to Build a New Energy Battery Material Base in the Pan-Atlantic Region

Based on the two sides’conviction of the importance of electrification in coping with the key challenge of global climate change and the highly consistent corporate vision and mission,CNGR and Al Mada started cooperation to jointly build an integrated new energy battery material base and produce zero-waste,low-carbon and recyclable new energy battery materials,so as to accelerate the transformation of the global energy structure towards sustainable and green energy.

According to the agreement,both parties will jointly build production lines for nickel-based materials,phosphorus-based materials and recycled battery materials with high standards.The project will commence in 2023 and is expected to be put into operation in batches in the fourth quarter of 2024.After completion,it can provide battery materials for more than 1 million electric automobiles every year.

It is reported that the industrial base is located in the Jorf Lasfar Park near the OCP Group Park in El Jadida,Morocco.Relying on geographical advantages such as ports and transportation,it provides export convenience for new energy battery materials produced by it.The strategic location and relatively complete industrial infrastructure of Jorf Lasfar will provide good conditions for the construction and production of the project,helping it take a favorable position in the fierce competition of global battery materials and build an advanced new energy battery material industry base in the world and pan-Atlantic region.

Strong Alliance to Build a Green,Circular and Complete New Energy Automobile Industry Chain

Based on Morocco’s good automobile industry foundation,in order to continuously maintain the dominant position in the global automobile industry,as the undertaker of the key new energy battery material project introduced by Morocco,the joint venture is negotiating for cooperation with OCP Group,a leader in the global phosphate and fertilizer markets,to provide battery-grade phosphate materials for the production of LFP cathodes for the project and other industrial elements for the operation of the new base.

As one of the important drivers of Morocco’s economy,Al Mada Group has put corporate responsibility at the core of its mission by developing projects with high value creation potential based on the”Positive Impact”concept and the long-term investment philosophy.Al Mada Group signed a contract with CNGR for cooperation this time,and the two sides will give full play to their respective advantages,help enhance Africa’s influence in the global new energy industry and make more positive impacts on tackling global climate change.

Based on the highly consistent concept and development goals,the joint venture will strive to ensure responsible and sustainable production,focus on green energy,make full use of Morocco’s advantageous resources,open up a new channel from resources access to battery material manufacturing,build a world-class battery material ecosystem,and help establish a complete new energy automobile industry chain of”battery raw materials-precursors-cathode materials-batteries-vehicles-battery recycling”.

The Belt and Road Initiative Facilitating Friendly Exchanges between the Two Countries

This year marks the 65th anniversary of China-Morocco diplomatic relations and the 10th anniversary of the Belt and Road Initiative.In 2017,Morocco and China signed a memorandum of understanding on jointly promoting the Belt and Road Initiative.In January 2022,Morocco signed a cooperation plan with China for jointly promoting the Belt and Road Initiative,becoming the first country in North Africa signing such a cooperation plan with China.

The joint venture project is an important measure taken by CNGR to actively promote the Belt and Road Initiative,which will further deepen China-Morocco economic and trade cooperation and friendly exchanges.It is also a tribute to the 65th anniversary of China-Morocco diplomatic relations and the 10th anniversary of the Belt and Road Initiative.

In Changsha,a node city of the Belt and Road Initiative in China,Guangxi Zhuang Autonomous Region,a key province along the Belt and Road,as well as Indonesia,the Republic of Korea and Morocco along the Belt and Road overseas,CNGR established industrial bases to deepen the joint promotion of the Belt and Road Initiative,continuously build a dual circulation pattern at home and abroad,accelerate the implementation of the”development globalization”strategy,better meet the fast-growing demand for new energy battery materials overseas,and serve the global market.

 

 

Já disponível Plano Anual de Avisos Portugal 2030

Foi hoje publicado o Plano Anual de Avisos do Portugal 2030, permitindo a cidadãos e empresas conhecer, a partir deste momento, quais os próximos avisos a lançar no Portugal 2030, com claras vantagens para o planeamento das atividades e investimentos dos que se pretendem candidatar a apoio dos fundos europeus.

in Portugal 2030, 28-09-2023


Trata-se de um importante instrumento de planeamento, muito mais robusto face ao passado, mais dinâmico e com uma apresentação mais amigável, que contribuirá para uma melhor informação e maior transparência e para potenciar o acesso de todos aos fundos europeus.

Neste primeiro plano, somam-se 412 avisos para apresentação de candidaturas a lançar pelas autoridades de gestão do Portugal 2030 e do Fundo para o Asilo, a Migração e a Integração (FAMI), mobilizando 6,2 mil milhões de euros de fundos europeus, distribuídos por vários objetivos de política e pelas várias regiões do país, nas áreas sociais, da economia, do ambiente, do mar e do território.

Aos avisos previstos no Plano, somam-se 54 avisos já abertos no Portugal 2030, com um montante de fundo de 1,3 mil M€ e 31 avisos abertos no âmbito do Mecanismo Extraordinário de Antecipação, com um montante associado de 1,3 mil M€. São, no total, mais de 8 mil M€ que darão um importante impulso à operacionalização e execução do Portugal 2030.

 

Consulte aqui:

PLANO ANUAL DE AVISOS PORTUGAL 2030

 

 

INDASA debate desafios e inovações da indústria de reparação automóvel

No passado dia 19 de Setembro, a INDASA esteve presente na IBIS Iberia, uma conferência que teve como principal objetivo abordar os desafios e inovações da indústria de reparação automóvel

in Jornal das Oficinas, 27-09-2023


Rafael Dias, Responsável pelo Mercado Ibérico, que conta com mais de 16 anos de experiência no setor industrial, fez parte do painel de discussão na sessão intitulada “Rentabilidade e Eficiência na Cadeia de Valor”.

A sua vasta experiência e conhecimento na melhoria da rentabilidade das oficinas através de processos estruturados, fizeram dele a pessoa certa para partilhar a nossa experiência e visão nesta sessão.

 

https://www.indasa-abrasives.com/global/pt

 

 

Relatório World Robotics 2023

World Robotics 2023 Report: Asia ahead of Europe and the Americas

in IFR – International Federation of Robotics, 26-09-2023


Growth in all regions and major markets

Frankfurt, Sep 26, 2023 — The new World Robotics report recorded 553,052 industrial robot installations in factories around the world – a growth rate of 5% in 2022, year-on-year. By region, 73% of all newly deployed robots were installed in Asia, 15% in Europe and 10% in the Americas.

“The world record of 500,000 units was exceeded for the second year in succession,” says Marina Bill, President of the International Federation of Robotics. “In 2023 the industrial robot market is expected to grow by 7% to more than 590,000 units worldwide.”

 

 

Asia, Europe and the Americas – overview

China is by far the world´s largest market. In 2022, annual installations of 290,258 units replaced the previous record of 2021 by growth of 5%. This latest gain is remarkable since it even tops the 2021 result that was a 57% jump compared to 2020. To serve this dynamic market, domestic and international robot suppliers have established production plants in China and continuously increased capacity. On average, annual robot installations have grown by 13% each year (2017-2022).

Robot installations in Japan were up by 9% to 50,413 units, exceeding the pre-pandemic level of 49,908 units in 2019. The peak level remains at 55,240 units in 2018. The country ranks second to China in size of market for industrial robots. Annual installations gained 2% on average per year (2017-2022). Japan is the world´s predominant robot manufacturing country with a market share of 46% of the global robot production.

The market in the Republic of Korea rose by 1% – installations reached 31,716 units in 2022. This was the second year of marginal growth, following four years of declining installation figures. The Republic of Korea remains the fourth largest robot market in the world, following the United States, Japan, and China.

 

Europe

The European Union remains the world´s second largest market (70,781 units; +5%) in 2022. Germany is one of the top five adopters worldwide with a market share of 36% within the EU. Germany´s installations went down by 1% to 25,636 units. Italy follows with a market share of 16% within the EU – installations grew by 8% to 11,475 units. The third largest EU market, France, recorded a regional market share of 10% and gained 13%, installing 7,380 units in 2022.

In the post-Brexit United Kingdom, industrial robot installations were up by 3% to 2,534 units in 2022. This is less than a tenth of Germany´s sales.

The Americas

In the Americas, installations were up 8% to 56,053 units in 2022, surpassing the 2018 peak level (55,212 units). The United States, the largest regional market, accounted for 71% of the installations in the Americas in 2022. Robot installations were up by 10% to 39,576 units. This was just shy of the peak level of 40,373 units achieved in 2018. The main growth driver was the automotive industry that displayed surging installations by +47% (14,472 units). The share of the automotive industry has now grown back to 37%, followed by the metal and machinery industry (3,900 units) and the electrical/electronics industry (3,732 units).

The two other major markets are Mexico – here installations grew by 13% (6,000 units) – and Canada, where demand dropped by 24% (3,223 units). This was the result of lower demand from the automotive industry – the strongest adopter.

Brazil is an important production site for motor vehicles and automotive parts: The International Organization of Motor Vehicle Manufacturers (OICA) reports an output of 2.4 million vehicles in 2022. This shows the huge potential for automation in the country. Annual installation counts grew rather slowly with cyclical ups and downs. In 2022, 1,858 robots were installed. This was 4% more than in the previous year.

Outlook

The year 2023 will be characterized by a slowdown of the global economic growth. Robot installations in 2023 are not expected to follow this pattern. There is no indication that the overall long-term growth trend will come to an end soon: rather the contrary will be the case. The mark of 600,000 units installed per year worldwide is expected to be reached in 2024.

 

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Indústria dos carros às voltas com desafio do imprevisto

A ocorrência de fenómenos imprevisíveis tem posto a descoberto vulnerabilidades na indústria automóvel, decorrentes da dependência de um circuito reduzido de fornecedores. Mas o setor, que tem resistido a vários choques, mostra vontade de inverter essa direção.

in Jornal de Negócios, por Diana do Mar, 26-09-2023


Cheias em pleno verão na Eslovénia fizeram parar ou pelo menos abrandar a produção de uma mão cheia de fábricas da Volkswagen (VW) na Europa, desde a Alemanha, a Portugal, até à República Checa, com a falta de uma única peça – essencial à construção de motores, incluindo do T-Roc produzido em Palmela – a mexer com a engrenagem de toda uma indústria. Embora habituada a “embates”, na autoestrada de desafios, que hoje chega ao próprio futuro produto automóvel no âmbito da transição energética, há um que ganha cada vez mais relevo nos tempos que grassam e que passa por minimizar ao máximo o impacto de eventos imprevisíveis, como os efeitos das mudanças climáticas, dizem fontes do setor ao Negócios.

“Todos os anos temos dois ou três eventos imprevisíveis, desde catástrofes naturais, como cheias ou incêndios em fábricas. Vamos ter sempre episódios deste tipo. Ninguém pode antecipar”, diz um porta-voz da VW, a partir de sede do grupo, em Wolfsburgo. Para o secretário-geral da da Associação Automóvel de Portugal (ACAP), Hélder Pedro, este fenómeno, que forçou no caso da Autoeuropa uma paragem da produção desde 11 de setembro, “veio demonstrar como as alterações climáticas, que levaram à impossibilidade de fornecimento de um componente, trazem vulnerabilidades à indústria porque, como outras, é muito globalizada”. No entanto, ressalva, “a indústria automóvel – a mais regulamentada de toda a UE – é muito resiliente e tem procurado sempre as soluções dentro do quadro em que é possível e é isso que também a torna tão competitiva”.

Um fornecedor? É comum

Com efeito, o caso da paragem de produção da VW colocou em evidência as consequências da dependência de um círculo reduzido de fornecedores ou até mesmo de apenas um, mas essa é uma realidade bastante comum. No caso da fábrica da Toyota Caetano Portugal, em Ovar, por exemplo, a produção do modelo Land Cruiser 70 (100% para exportação) depende em grande parte da Toyota Motor Corporation no Japão que fornece a maior ia dos componentes para a linha de produção. No entanto, ressalva a fabricante, “quando o volume de produção o justifica, é possível que determinados componentes sejam fornecidos a nível nacional ou europeu”. “Na produção automóvel as economias de escala são muito importantes, no entanto, a dependência de alguns fornecedores é comum na indústria – no caso da Toyota a elevada qualidade é essencial e por vezes determina que fique dependente de um único fornecedor”, reforça.

O porta-voz da VW subscreve, confirmando que isso “acontece em bastantes produtos” e junta-lhe a variável preço, já que o custo é menor se a compra se concentrar em menos fornecedores, mas deixa claro, contudo, que “há uma tendência de seguir noutra direção”, ou seja, no sentido de diversificar as fontes de fornecimento. Na Mitsubishi Fuso Truck Europe, segundo o diretor de operações, Rui Correia, “boa parte dos componentes são fornecidos por mais do que um fornecedor”, porque “a redução de riscos na cadeia de abastecimentos é uma preocupação”, estando, aliás, em curso “um projeto de aumento dos níveis de localização”. “Claro que nos casos em que a localização implica investimentos maiores, como o motor, a fonte de abastecimento é única e estamos mais expostos ao risco de ruturas”, admite, sublinhando que “na indústria automóvel é muito difícil falar de ‘risco zero’ devido à complexidade e especificidade dos componentes, requerendo investimentos muito elevados”.

Se problema for estratégico, o caso muda de figura

A indústria automóvel viveu o momento mais disruptivo de sempre na sequência da pandemia, a que se seguiu uma “tempestade perfeita”, marcada por problemas nos transportes e na logística com impacto na cadeia de abastecimento, e uma crise de “chips”. Para o porta-voz da VW, apesar de também terem sido fenómenos imprevisíveis, há que separar as águas. “Existe uma diferença muito grande entre um evento inesperado, como o atual, e um problema de foro estratégico. Se for esse o caso, temos de mudar de estratégia, que foi o que fizemos com os semicondutores”, assinala. Foi, aliás, também por esse caminho que enveredou a Stellantis, que tem em Mangualde a segunda maior fábrica de produção de automóveis do país – em julho, anunciou ter garantido o fornecimento de vários semicondutores críticos até 2030, por via de acordos. No que toca ao resto, a política de gestão tem sido caso a caso: “Gerimos a atividade diariamente, fábrica a fábrica, adaptando a nossa atividade industrial às tendências do mercado automóvel, tendo em consideração as diferentes situações que enfrentamos – fornecimento de peças, confinamento, etc.”, refere fonte oficial.

Custo das matérias-primas e riscos inflacionistas

No plano dos desafios, a Toyota Caetano considera que “talvez o mais relevante” a nível produtivo seja o custo das matérias-primas, como o aço ou alumínio, dado que “tem impacto direto no custo de produção e a escassez de mão de obra especializada”. Como resolver? Com uma cadeia mais curta, responde. No entanto, ressalva, “num mundo de globalização nem sempre é possível”. “Quanto mais fortes e inovadores os fornecedores nacionais mais fácil é escolhê-los, logo, qualquer medida que aumente a competitividade dos fornecedores da indústria automóvel nacional e europeia é bem-vinda”, assinala fonte oficial da empresa.

Também a Mitsubishi Fuso defende que “os principais desafios são, obviamente, todos os que estão relacionados com a cadeia de abastecimentos”, apontando que, uma vez ultrapassada a “fase mais crítica da pandemia”, surge “agora a questão dos riscos inflacionistas”.

 

Todos os anos temos dois ou três eventos imprevisíveis. Vamos ter sempre. Ninguém pode antecipar.
GRUPO VOLKSWAGEN
Porta-voz

 

A elevada qualidade é essencial e por vezes determina que fique dependente de um único fornecedor.
TOYOTA CAETANO PORTUGAL
Fonte oficial

 

 

CLEPA | Member states reject stricter vehicle pollutant standards

  • In the next decade, an estimated 100 million conventionally powered vehicles will be sold in the EU
  • The Commission’s proposal could be effectively implemented with a few prudent safeguards
  • Regressing to Euro 6 will neither support stricter air quality limits nor stimulate innovation in the EU

in CLEPA, 26-09-2023


The Member states’ governments within the Council adopted yesterday the general approach for Euro 7. This forms the foundation for forthcoming negotiations with the European Parliament regarding the next phase of regulations on vehicle pollutant emissions.

Member states are lending their support to test conditions and limit values for cars, vans, and trucks that overall align more closely with the existing Euro 6/VI standards rather than the Commission’s proposed revisions, providing little, if any, contribution to improved air quality. The Council did not retain the new refuelling emissions requirements nor the reduced evaporative limits proposed by the Commission but did preserve the inclusion of limit values for tires and brakes.

Benjamin Krieger, the Secretary General of CLEPA, the association representing the European automotive supply industry, remarks, “Automotive suppliers support the advancement of Euro 7, with realistic testing conditions and limits. The Commission’s proposal could be effectively implemented with a few prudent safeguards. The required technology is available and economically viable. Regressing to Euro 6, as proposed by the Council, is not needed to maintain affordable mobility and will neither support implementing stricter air quality limits nor stimulate innovation in the EU. In the next decade, an estimated 100 million conventionally powered vehicles will be sold in the EU. This decision now determines whether the EU will have a role in shaping technology standards or leaves this prerogative to the United States and China.”

Bernard Lycke, Director General of CECRA representing cars, vans and truck dealers agents and repairers at European level, encourages the co-legislators to continue working on robust Euro 7 standards and their adoption before the upcoming EU elections in June 2024.

“This is crucial to enable a quick implementation of the new Euro 7 legislation. Indeed, millions of vehicles with internal combustion engines will continue to be sold, maintained and repaired in the next years and these should contribute to air quality improvements.”

A decision regarding the European Parliament’s position is anticipated on 12 October. Following the adoption of positions by both institutions, the Parliament and the Council, negotiations in the trilogue phase will commence.

 

 

Lançamento da Estratégia ESG para PME exportadoras (VÍDEO)

1. Governo lança Estratégia para auxiliar as Pequenas e Médias Empresas (PME) exportadoras a não ficarem fora dos mercados externos;

2. Regras internacionais terão de ser cumpridas de forma faseada entre 2025 e 2027;

3. Conferência internacional reúne em Lisboa vários peritos nacionais e internacionais em boas práticas ESG.

in Governo da República Portuguesa / AICEP Portugal Global, 25-09-2023


Na próxima segunda-feira, em que se celebra o Dia Nacional da Sustentabilidade, o Governo vai lançar a Estratégia Nacional ESG para PME Exportadoras. No decurso de uma Conferência Internacional, em Lisboa, será apresentada e debatida a necessária transição dos modelos de negócio tradicionais para um novo modelo que atenda a preocupações ambientais, sociais e de boa governação – ESG, Environment, Social & Governance, na sigla inglesa.

Trata-se de regras internacionais que as empresas terão de cumprir até 2027 (e em alguns casos já em 2025) para não ficarem excluídas dos mercados externos e da cadeia de valor de grandes clientes internacionais, bem como para facilitar o acesso ao sistema financeiro.

A conferência será, assim, o primeiro momento de implementação da Estratégia, que estabelece ainda um percurso de formação, avaliação, adaptação e divulgação das credenciais ambientais, sociais e de boa governança para as pequenas e médias empresas ativas em mercados externos.

Estas empresas, pela sua dimensão exportadora, estão expostas às tendências do comércio internacional e serão, no imediato, as mais impactadas pelas novas regras, designadamente de relato de informação não financeira. O objetivo é que, daqui a pouco mais de três anos, a totalidade das empresas portuguesas consiga responder às exigências ESG e que todas possam contribuir para reforçar o papel de Portugal na implementação da Agenda 2030.

O Governo desenvolve esta Estratégia para prestar auxílio, através da AICEP – em parceria com o IAPMEI, o Turismo de Portugal, outras áreas governativas e parceiros da sociedade civil – na implementação das novas regras e, desta forma, contribuir para que as PME exportadoras continuem nos mercados externos, fazendo de Portugal uma referência mundial na adoção de boas práticas ESG.

Com mais de 700 empresas inscritas, para participar presencial ou remotamente, a “Conferência Internacional | Estratégia ESG para PME Exportadoras”, que decorre segunda-feira durante todo o dia na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, contará com um painel alargado de oradores nacionais e internacionais, abordando temáticas como:

  • o quadro geral ESG e os recentes desenvolvimentos na Europa e no mundo com implicações para as empresas;
  • a importância de se integrar práticas ESG e a correlação positiva com o bom desempenho global das empresas;
  • o enquadramento legal e o acesso a financiamento;
  • as ferramentas já disponíveis para ajudar as empresas neste processo de transição.

 

SESSÃO DA MANHÃ

SESSÃO DA TARDE