Declarações do Presidente da AFIA ao Negócios sobre a escalada dos preços do gás e da eletricidade

Setores intensivos em energia enfrentam fechos iminentes e pedem mais apoio

Os setores de consumo intensivo de energia foram atingidos pela escalada dos preços do gás e da eletricidade, que nalguns casos subiram dez vezes. Associações setoriais estão apreensivas, avisam que há empresas que podem fechar e pedem mais apoios. Governo quer aumentar ajuda à indústria dependente do gás de 400 mil para 500 mil euros, noticiou terça-feira o Público.

in Negócios, por Maria João Babo, Rui Neves, Ana Petronilho, Hugo Neutel, 24-08-2022


METALURGIA ESTÁ A PAGAR OITO VEZES MAIS DE GÁS

As empresas metalúrgicas estão hoje a pagar oito vezes mais de gás do que pagavam. “As que aderiram às compras de grupo promovidas pela AIMMAP pagavam 20 euros o MW/hora e agora estão a pagar 160”, afirma Rafael Campos Pereira, vice-presidente executivo da associação, frisando que até maio as empresas ainda beneficiaram da iniciativa, mas “com estes aumentos brutais antevemos que no último trimestre tenham muitas dificuldades”. Até agora “conseguiram acomodar o aumento dos custos com matérias-primas, energia e salários nos preços de venda”, que subiram 20% a 30%, adianta, acrescentando que no mercado doméstico já se sente alguma retração. “Estamos inquietos com o que pode vir a acontecer”, diz.

 

FECHO IMINENTE DE 50 EMPRESAS DE CERÂMICA

O problema da vertiginosa subida do preço do gás natural coloca o setor cerâmico nacional à beira do colapso. “O aumento do preço foi de entre cinco e 10 vezes. Um caso concreto: nos últimos seis meses, uma empresa que tinha uma fatura mensal de 500 mil euros passou para 2,5 milhões de euros”, sinalizou o presidente da associação do setor (Apicer). E deixou o alerta: “Há situações muito difíceis. Em setembro, algumas podem fechar em definitivo. Estimamos que possam vir a parar umas 50 por razões ligadas ao aumento do preço do gás natural.” Em vez do “insuficiente” apoio estatal de 400 mil euros, José Luís Sequeira defende a atribuição de um subsídio que cubra 75% do aumento do preço.

 

INDÚSTRIA DE COMPONENTES AUTO VAI “FALAR COM O MINISTRO”

Com custos de energia que nalguns casos triplicaram, a indústria dos componentes para a indústria automóvel foi obrigada a “diminuir significativamente a margem”, lamenta o presidente da associação do setor, a AFIA. José Couto explica que os clientes “não aceitam reduções de preços”, o que obrigou os fornecedores a absorverem os custos acrescidos. “Esse foi o maior impacto”, afirma, acrescentando que as perspetivas não são otimistas: a seca agrava a produção energética, e por isso está “muito preocupado com o próximo ano”. O setor usa sobretudo eletricidade, e o apoio estatal é para as indústrias dependentes do gás, algo que José Couto defende que tem de ser alterado: “Teremos de olhar para os custos da eletricidade”, alerta.

 

SUBIDA VERTIGINOSA DO JETFUEL AMEAÇA RETOMA DA AVIAÇÃO

A aviação foi um dos setores que mais sofreram com aumentos vertiginosos no preço dos combustíveis. Para travar a forte subida desta despesa, as transportadoras aumentaram os preços das tarifas. Além disso, a aviação também sofreu restrições no tráfego aéreo. Com o encerramento do espaço aéreo ucraniano parou o tráfego de 3,3% do total de passageiros europeus e de 0,8% do tráfego mundial. A Rússia fechou o espaço aéreo a 40 países que também baniram as companhias russas. O país representa 5,2% do total do tráfego mundial, sendo utilizado por 24,2 milhões de passageiros. Sendo este um dos principais acessos à Ásia, as transportadoras foram forçadas a seguir novas rotas aumentando, entre uma e cinco horas, o tempo de voo entre a Europa e a Ásia.

 

COMBUSTÍVEIS IMPACTAM NA LOGÍSTICA DAS PAPELEIRAS

Para além da energia elétrica, o setor da pasta e do papel sente o impacto que o aumento do preço dos combustíveis tem tido “em todas as operações logísticas, quer a montante das indústrias (com impactos nos custos da madeira) quer a jusante (com impactos no escoamento dos produtos, nomeadamente para exportação)”, diz Francisco Gomes da Silva. De acordo com o diretor-geral da Celpa, as empresas têm procurado incorporar os acréscimos de custos através de ganhos de eficiência, mas também já subiram os preços de venda, ainda que Gomes da Silva faça notar que parte dos aumentos se deve à recuperação da procura, na sequência do fecho de unidades industriais, o que a guerra na Europa ainda veio acentuar.

 

 

 

Stellantis de Mangualde dirigida por lusodescendente Christian Teixeira a partir de outubro

Teixeira substitui José Luís Alonso Mosquera que assumirá funções em Espanha e reportará diretamente à direção do cluster de veículos comerciais ligeiros do fabricante.

in Dinheiro Vivo, por José Varela Rodrigues, 24-08-2022


Christian Teixeira vai assumir o cargo de diretor do centro de produção de Mangualde da Stellantis, foi esta quarta-feira anunciado pelo grupo automóvel liderado pelo português Carlos Tavares. Teixeira assume funções a 1 de outubro, substituindo José Luís Alonso Mosquera, que iniciará novas funções no grupo Stellantis, como diretor da fábrica de Saragoça, em Espanha.

“Christian Teixeira tem 48 anos, é francês e lusodescendente”, destaca o grupo automóvel em comunicado. O gestor é licenciado em engenharia pela Escola Nacional de Engenheiros da Universidade de Mulhouse, em França, estando nos quadros da companhia desde 2000 (ainda no tempo da antiga PSA).

Antes de assumir a liderança da unidade de Mangualde, Teixeira era o responsável pelo projeto industrial da Stellantis na unidade de Sochaux, em França, desde 2018. Antes, assumira “diferentes responsabilidades na área da indústria nas fábricas de mecânica e nas unidades de produção automóvel do grupo”.

A partir do dia 1 de outubro, Christian Teixeira passará a trabalhar em Mangualde e a reportar o trabalho desenvolvido diretamente a Juan Munoz Codina, responsável pelo Cluster LCV (veículos comerciais ligeiros), entidade onde está integrada a unidade de produção de Mangualde, juntamente com outras fábricas europeias.

A Stellantis é liderada pelo português Carlos Tavares, que em junho anunciou a produção do novo modelo Fiat (Fiat Doblò) na unidade de Mangualde. Formalmente criada em janeiro de 2021 após a fusão das operações da Fiat-Chrysler com o grupo PSA, a Stellantis apresenta-se como um dos maiores fabricantes automóveis do mundo.

Abarth, Alfa Romeo, Chrysler, Citroën, Dodge, DS Automobiles, Fiat, Jeep, Lancia, Maserati, Opel, Peugeot, Ram e Vauxhall são algumas das marcas controladas pela Stellantis.

 

Christian Teixeira, diretor do centro de produção de Mangualde da Stellantis
© Foto cedida

 

Ford delays Spanish investments, citing ‘revised outlook for Europe’

Ford delays Spanish investments but will remain committed to Valencia plant.

in Automotive News Europe / Reuters, 24-08-2022


Ford said it is delaying its production investments in Spain, citing a “revised outlook for Europe” but said it remained committed to its plant in Valencia.

The automaker will not ask for a share of Spain’s EU pandemic relief funds to invest in the roll out of EVs by June 2025, Ford said on Wednesday. It said it will work with the authorities to identify other potential public funding as it moves to an all-electric fleet of passenger vehicles in Europe by 2030.

In June, Ford said it will build its next-generation electric vehicles in Valencia.

Ford did not give further details on its revised outlook for Europe. It said earlier this week it will cut a total of 3,000 salaried and contract jobs, mostly in North America and India.

No jobs will be cut at its plant in Valencia for now, a Ford Spain spokesperson said, although the automaker has long said there will be some restructuring of its workforce as electric cars require fewer labor hours to assemble.

Both UGT union and Spain’s Industry Ministry played down the investment delay, noting that it does not affect Ford’s plan to produce EVs in Spain.

“The Spanish government maintains its commitment to support Ford in its current and future investments in Spain,” the Industry Ministry said in a statement.

Ford had applied in May for Spain’s EU pandemic relief funds and had been allocated 106 million euros in a first provisional allotment but withdrew its application on Tuesday ahead of a deadline for potential changes, the Ministry said.

The company picked the Valencia plant over its factory in Saarloius, Germany, for its latest EV investment.

Ford said in June it has no plans to replace production of the Focus compact car at Saarlouis in 2025.

Instead, the automaker said it will seek “alternative opportunities” for the Saarlouis factory, including selling it to another automaker.

Ford plans to launch seven full-electric vehicles in Europe including three new full-electric passenger cars and four new electric vans.

The first new EV will be a midsize crossover that will go into production at Ford’s factory in Cologne, Germany, this year. It will use Volkswagen Group’s MEB electric platform that underpins the VW ID4, among other VW Group models.

Ford will build an electric version of the Puma crossover in Craiova, Romania, along with Transit Courier and Tourneo Courier electric vans.

 

Ford will build its next-generation electric vehicles in Valencia.

 

 

DRT: Racionalidade nas decisões é fulcral para ganhar competitividade

A mudança é veloz, pautada pela batuta das tecnologias.

in Revista TECH-i9 (Edição 2022), por CEFAMOL


Mas são estas que permitem às empresas um controlo em tempo real dos processos produtivos. E esta informação permite algo fulcral para o sucesso das organizações: a racionalidade nas decisões. Valdemar Duarte, da DRT, considera que o ‘feeling’ que, no passado, orientava os responsáveis das empresas a definir o seu rumo deve ser, e muito rapidamente, substituído por tomadas de decisão baseadas em factos e dados reais. A digitalização é, na sua perspetiva, o grande aliado dos empresários e, por isso, é preciso avançar para ela sem receios, de forma a alcançar competitividade. “É preciso que os empresários estejam atentos: à mudança, por um lado, e ao que os pode ajudar, por outro”, afirma.

Para ilustrar a velocidade da mudança, recorda o tempo que mediou entre as revoluções industriais. “Da primeira à segunda (1760-1850) passou um século e o mesmo tempo levou a passagem da segunda para a terceira (1850-1945). No entanto, da terceira para a quarta (1950-2010) passaram cerca de 50 anos. E agora, estamos na quarta, mas já se começa a falar da quinta e nem duas décadas passaram”, enfatiza, acrescentando que “todos estes processos estão encadeados e não é preciso negar ou resistir: a mudança vai acontecer porque já está a acontecer”. No seu entender, é importante que as empresas percebam que o poder sobre os processos está, cada vez mais, nas ‘mãos’ dos meios digitais. “Com a indústria 4.0, vamos perdendo mais poder sobre os processos que são controlados pelos computadores e em tempo real. Passamos a ser os assistentes: o software dá-nos informações e só temos de interpretar e tomar decisões com base em dados”, sublinha, considerando que, por isto, é fundamental que “a mentalidade dos empresários mude”.

“O ‘feeling’ até pode estar lá, mas há uma maior confiança na decisão porque os dados são reais e fidedignos”, afirma, salientando que “esta visão real sobre o negócio faz toda a diferença numa empresa”. Como exemplo, refere que em épocas menos boas ou momentos de crise, há uma tendência para tomar decisões menos ponderadas porque afetadas pelo receio. “Mas é sobretudo nestes momentos que é preciso ter racionalidade nas decisões. E ter a noção da realidade, em tempo real, permite-nos perceber de imediato o que estamos a perder, o que vamos perder e o que vamos ganhar”.

Valdemar Duarte (DRT)

Para Valdemar Duarte, um outro aspeto que as empresas precisam de alterar é a forma como olham para o seu negócio. “É preciso termos a noção de que criamos um produto único, num curto espaço de tempo e com uma qualidade ímpar. Somos fornecedores de excelência e é assim que temos de nos conseguir afirmar”, sustenta, enfatizando que, por exemplo, “num molde grande, com cerca de 3.500 peças, cerca de 15%, ou seja, 525 peças são feitas por nós, produzidas de raiz no bloco de aço e com prazos de 16 semanas ou menos”. Por isso, defende, “temos de valorizar mais o nosso produto”.

Num tempo de grandes incertezas, marcado pela pandemia de Covid-19 e pela guerra na Ucrânia, Valdemar Duarte não tem dúvidas de que o fosso entre a velocidade de evolução das empresas vai crescer. “Há muitas empresas descapitalizadas devido à crise, o que torna difícil acompanhar o ritmo de inovação tecnológica”, considera, defendendo que o caminho poderá ser “encontrar um sistema simples, adaptado à indústria, com softwares comprovados e avançar com segurança”. Por vezes, diz, a solução que parece mais fácil acaba, de facto, por ser a melhor. “Temos de estar digitalizados para dar o próximo passo, para a próxima revolução, sob pena de perder capacidade produtiva”, adverte. E esta preparação é fundamental também para acolher as novas gerações que estão a entrar nas empresas. “São pessoas mais adaptadas aos meios tecnológicos e as empresas têm de saber adaptar-se para isso pois são elas o futuro da indústria”, salienta.

 

https://drt-group.com/

 

 

Grupo IBEROMOLDES: Monitorizar mercados para encontrar nichos e oportunidades

I&D e os Mercados: Novas abordagens para assegurar o sucesso dos negócios

in Revista TECH-i9 (Edição 2022), por CEFAMOL


De entre os produtores de moldes mundiais, Portugal foi o que teve de caminhar mais e chegar mais longe para assegurar o sucesso desta indústria. Sem mercado interno para os seus produtos, os fabricantes foram obrigados a desbravar mundo em busca de clientes e continuam a fazê-lo para garantir a rentabilidade da capacidade instalada. A pandemia alterou a dinâmica do acesso aos mercados, dando maior relevância à comunicação digital. A inovação tem sido uma ferramenta essencial ao serviço do sector, não apenas porque permite criar janelas de ligação aos clientes, mas também porque tem dotado os produtores de competências essenciais para conquistar novas áreas de negócio.

Numa conversa a várias vozes, o Grupo IBEROMOLDES dá conta da importância da aposta contínua e sustentada em projetos de inovação como forma de desenvolver novos saberes e competências, permitindo alavancar o posicionamento das empresas do Grupo nos mercados-alvo, concorrendo lado a lado com as melhores empresas globais, bem como estabelecendo parcerias com clientes globais e líderes de mercado. Esta estratégia e filosofia corporativa permitem preparar as empresas para abordagens diferenciadas aos mercados, bem como promovem o estabelecimento de novas e frutuosas parcerias que se desenvolvem em novas áreas de negócio.

Joaquim Menezes, António Pina, Gabriel Ribeiro, Pedro Pereira, Leonel Jesus e João Pais explicam que, apesar dos avanços tecnológicos e de tudo o que eles permitem, a abordagem aos mercados mantém uma premissa que é, na essência, bastante convencional: fazer a investigação e monitorização das oportunidades e dos nichos que se afigurem prioritários para a estratégia do Grupo. Segundo os presentes “os mercados evoluem todos os dias, mas as oportunidades nem sempre aparecem explicitas, há que as procurar. Por isso, é preciso estar alerta e em monitorização constante”.

Há mais de três décadas que as empresas do Grupo IBEROMOLDES participam em projetos de I&D, é uma cultura enraizada na empresa desde a sua génese. Formalmente, desde a década de 90, já participaram em cerca de 40 projetos em consórcios que abrangem empresas e outras instituições, nacionais e internacionais, sendo relevante a colaboração com centros tecnológicos e universidades.

No início, esses projetos estavam bastante focados nas tecnologias de produção e afins, como são o exemplo pioneiro das tecnologias de prototipagem e de informação. Mais recentemente o foco tem estado em desenvolver soluções para sectores e indústrias diferenciadas, como são os casos da aeronáutica, eletrónica, inteligência artificial e processos competitivos de industrialização.

“Utilizamos esta nossa ação em I&D, que é muito intensa, desenvolvendo no Grupo uma média de seis ou sete projetos ao ano”, frisando que para além dos projetos I&D em consórcio, que aproveitam programas de inovação, nacional e internacional, existe igualmente um número considerável de projetos I&D de âmbito interno e com aplicações muito específicas para a oferta da atividade própria do Grupo. “Há projetos formais e outros mais informais que decorrem nas empresas, no desenvolvimento de ideias e metodologias sugeridas pelas próprias pessoas das empresas. Com isto, incentivamos a inovação nas empresas”. Como exemplo de um projeto informal, referem que, no sector da aeronáutica, desenvolveram há dois anos, e na sequência de investigação que foram fazendo durante os últimos 12 anos, um protótipo de um avião elétrico. “O projeto surgiu na sequência destas capacidades desenvolvidas”, explicam.

Há toda uma cultura de inovação, que estrategicamente é desenvolvida e disseminada por toda a comunidade IBEROMOLDES através de várias iniciativas, sendo a mais conhecida e visível as Oficinas de INOVAÇÃO, que se realizam semestralmente, e onde todas as pessoas do Grupo participam. Estas têm como objetivo dar a conhecer o que o Grupo faz no domínio da inovação.

O principal mercado do Grupo, sendo também representativo da esmagadora maioria das empresas da indústria de moldes em Portugal, é a indústria automóvel. Mas isso não significa que deixe de procurar adquirir valências que lhes permitem melhorar a resposta noutras áreas industriais. Pelo contrário. “Desenvolvemos competências, estudamos novos processos de forma que, com isso, possamos alavancar a nossa resposta, não só ao principal mercado que é o automóvel, mas também em outros mercados nicho”, explicam.

A aposta em projetos permitiu ganhar aptidões e competências. Isso, por si só, não abre as portas dos mercados “… há que dar a conhecer e procurar oportunidades em áreas menos habituais”. As novas oportunidades não aparecem de um dia para o outro, são o resultado da ação promocional e comercial, em paralelo com o que a empresa faz e o valor acrescentado que realiza”, salientam, adiantando que a entrada num novo mercado demora anos, sendo um exercício de persistência e por vezes, alguma sorte”.

Lembram que uma nova encomenda tem por base a confiança que diariamente se constrói no trabalho e cooperação com os clientes. O Grupo tem mantido estável a carteira de clientes, a maioria dos quais, clientes de décadas com volumes de encomendas regulares. A título de curiosidade, referem que o cliente mais antigo com encomendas anuais regulares data de 1979.

Desde o seu início, em 1945, a empresa Aníbal H. Abrantes já forneceu moldes para mais de 120 países. “Isto significa que é necessário estabelecer uma confiança forte e duradoura, alicerçada em muito trabalho em conjunto”, sublinham, considerando que “os clientes de sempre, são o resultado de muita iteração, encomendas regulares e dedicação”. Por isso, em tempo de pandemia, e mesmo com a comunicação à distância, os clientes mantiveram-se e o fator confiança prevaleceu na continuidade dos negócios. Desde cedo, ainda na década de 70, pequenas inovações, nomeadamente ao nível da informação, proporcionaram a consolidação da confiança dos clientes, os ‘progress reports’ como elemento de comunicação regular sobre o desenvolvimento das encomendas foram uma das ferramentas mais importantes. “O cliente está longe, nem sempre nos visita e precisa desta atualização sistematizada.

Das várias abordagens aos mercados, o Grupo IBEROMOLDES já teve a experiência de criar empresas em vários países, de forma dar importância ao fator proximidade. O Grupo conta com um legado de constituição de 37 empresas, das quais 14 localizadas fora de Portugal, em países como a Tunísia, México, Brasil, Reino Unido, Escandinávia, Alemanha, India ou mesmo China. “Na altura, acreditávamos ser fundamental esta deslocalização, porque os clientes nos diziam, mas o sucesso desta aposta depende muito de encontrar as pessoas certas e, em alguns países, a cultura é tão diferente da nossa, que nem sempre resulta como esperamos”, consideram.

A cooperação entre empresas dentro do sector foi, e tem sido, um elemento de alavancagem na promoção internacional. Joaquim Menezes considera extremamente interessante esta característica da indústria portuguesa estar a ser claramente percecionada pela concorrência internacional, tornando-se num elemento distintivo da indústria de moldes nacional. Recorda que a indústria, sob a coordenação da CEFAMOL, teve essa abordagem de forma muito instrumental na sua promoção, que de certa forma foi inspiradora da criação e desenvolvimento do Cluster Engineering & Tooling. A indústria desenvolveu-se e hoje é muito mais que um conjunto de empresas de moldes. Os saberes, competências e capacidades decorrentes de uma atividade sofisticada e cooperante levou ao alargamento da oferta de soluções cada vez mais integradas, que as empresas têm sabido explorar através de negócios ao longo da sua cadeia de valor estendida – interna e externamente.

A marca coletiva ‘Engineering & Tooling from Portugal’, visa promover concertadamente esta oferta diversificada, considerando-se que tem tido um papel muito importante na consolidação da imagem do sector “…os nossos moldes são conhecidos e reconhecidos no mundo inteiro”, afirmam.

 

https://www.iberomoldes.pt/

 

 

 

 

Stellantis e Politécnico de Coimbra assinam contrato para produção de veículo elétrico

O contrato pretende criar “condições para iniciar a produção de um novo veículo comercial ligeiro elétrico, a bateria, até 2025”.

in ECO / Lusa, 23-08-2022


A Stellantis de Mangualde e o Instituto Politécnico de Coimbra assinam na quarta-feira um contrato para produção de um veículo comercial ligeiro elétrico a bateria, até 2025, num investimento de 60 milhões de euros, informou esta terça-feira a instituição.

Trata-se de um contrato de consórcio da agenda mobilizadora “GreenAuto: Green innovation for the Automotive Industry” do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). “O principal objetivo da assinatura do contrato consiste em transformar o setor automóvel nacional no âmbito da transição para veículos de baixas emissões, criando condições para iniciar a produção de um novo veículo comercial ligeiro elétrico, a bateria, até 2025“, explicou a diretora do Instituto de Investigação Aplicada do Politécnico de Coimbra, Marta Henriques, citada numa informação.

Segundo Marta Henriques, “o investimento elegível para o IPC [Instituto Politécnico de Coimbra] é de cerca de 610 mil euros”, tendo o projeto também o objetivo de “congregar os interesses e meios e concertar as atividades e capacidades complementares das partes”, com vista à execução de investimentos no contexto da agenda mobilizadora.

O consórcio desta agenda mobilizadora é liderado pela Stellantis (antiga PSA de Mangualde) e integra 38 entidades. O coordenador científico do projeto, por parte do IPC, é o professor Nuno Ferreira, do Instituto Superior de Engenharia. No início de julho, durante o aniversário dos 60 anos da fábrica de Mangualde, o presidente executivo do grupo automóvel Stellantis, Carlos Tavares, avançou que estava prevista a produção de um veículo elétrico.

“O que está ainda em aberto hoje é a data em que vai ser executado esse plano”, porque “ainda há muitas incógnitas acerca da velocidade a que as vendas e a procura dos veículos elétricos vão crescer”, explicou nesse dia. Inaugurado em 1962, o centro de produção de Mangualde – a fábrica de automóveis mais antiga do país – alcançou este ano o marco de um milhão e meio de veículos produzidos desde a sua fundação (com 22 modelos diferentes).

 

Behind the Scenes of the Assembly of Peugeot’s Electrified Models

PEUGEOT has lifted the lid on its growing team of technicians who are responsible for assembling and testing each and every battery that goes into its electric cars (100% electric or Plug-In hybrid) and vans. These experts represent Excellence, a key Brand value of PEUGEOT. They are specially trained before they join the European factories of the carmaker in Spain, Slovakia and France. Each battery is tested to ensure its reliability, performances and lifecycle.

in Stellantis, 23-08-2022


PEUGEOT’s electrification is accelerating in 2022 with the New 408 which will strengthen the Plug-In Hybrid car offer, also reinforced by the New 308 and the 100% electric LCVs. In 2022, more than 70% of the PEUGEOT range sold worldwide is electrified. In Europe, the Brand’s electrified models represent 1 passenger car out of 4 in H1/2022 (1 out of 6 in 2021).

By 2025, 100% of PEUGEOT model line-up will offer an electrified variant. This will require a substantial uplift in the number of batteries being produced. PEUGEOT estimates it will assemble up to 10,000 batteries a month for its car range by next year, and as many as 7,000 batteries a month for its advanced LCV range.

It takes roughly 60 minutes for the skilled technicians to assemble each 50kWh battery unit (pre-assembled cells and components). 90 minutes are necessary for the larger 75kWh units. The team subjects each battery to a series of critical tests. Therefore, each unit is guaranteed with an 8-year/160,000 kilometres warranty policy for 70% of its charge capacity.

The whole testing process takes 15 minutes and is mandatory to sign off the batteries for the assembly.

  • The first test simulates operation of the battery in a vehicle to validate reliability.
  • A performance test stimulates the battery at full rate.
  • The last test is a sealing test. The battery unit is pressurised by gas to check for leaks by monitoring pressure loss. A proper seal will prevent water or dirt from getting inside the battery cells and compromising its lifecycle or performance.

Skilled operators work in the dedicated battery assembly workshops of five plants of the Stellantis Group: Vigo & Saragossa (Spain), Trnava (Slovakia), Sochaux & Mulhouse (France) and soon Hordain (France). Both electric and conventional combustion engine vehicles are assembled on the same line.

The technicians who test and assemble the PEUGEOT vehicles’ batteries come from Stellantis’ factories. They are selected on the basis of their electrification skills and are given a month’s specialist training. As a consequence of the energy transition and of the increasing mix of electrified models, PEUGEOT and the wider Stellantis Group are increasing the number of technicians qualified to assemble and work on electrified vehicles.

Jérôme MICHERON, PEUGEOT product Director: ”The electrification of the PEUGEOT range is a success: LEV (Low Emission Vehicles) models represent 1 out of 4 Passenger Car sales in Europe in the first half of 2022. PEUGEOT provides a wide range of electrified vehicles with the full-electric e-208 and e-2008. The New 408, the New 308 (hatch and SW) as the 3008 and 508 (sedan and SW) come with plug-In hybrid engines. The LCV offer is complete with 100% electric versions, with e-PARTNER, e-EXPERT and e-BOXER.“

PEUGEOT is strengthening its electrified vehicle range in 2022. The New 408 will come with two Plug-In hybrid powertrains, 180hp and 225hp from its launch. The New 308 offers these powertrains on the hatch and SW versions as well. Both new cars are built from an EMP2 platform evolution, which allows the implementation of a 100% electric motorisation. The LCV range was completed at the end of 2021 by He-EXPERT, which combines both electric and Fuel Cell technologies.

 

A Eni faz uma descoberta significativa de gás na costa de Chipre

A Eni anuncia uma importante descoberta de gás no poço Cronos-1, perfurado no Bloco 6, a 160 quilómetros da costa de Chipre, em 2.287 metros de profundidade de água. O Bloco é operado pela Eni Chipre, com 50% de participação, e a parceira TotalEnergies, com outros 50%.

in Eni, 22-08-2022


Estimativas preliminares indicam cerca de 2,5 TCF (triliões de pés cúbicos) de gás no local, com potencial adicional significativo que será avaliado numa exploração posterior de outro poço na área.

O poço encontrou uma importante coluna de gás numa sequência de rochas de reservatório carbonático, com propriedades que variam de boas a excelentes. A intensa pesquisa de dados destacou um net pay (benefício real) global superior a 260 metros, com intervalos caracterizados por uma excelente permeabilidade. Estudos de engenharia já estão em andamento para um desenvolvimento acelerado da descoberta.

O Cronos-1 é o quarto poço de exploração perfurado pela Eni Chipre e o segundo no Bloco 6, depois da descoberta de gás no Calypso-1 em 2018.

A descoberta de gás no Cronos-1 pode desbloquear um potencial adicional na área e faz parte do esforço bem-sucedido da Eni de fornecer mais gás para a Europa.

Esta descoberta confirma a eficácia da estratégia de exploração da Eni, que visa a criação de valor através do profundo conhecimento das bacias geológicas e da aplicação de tecnologias geofísicas próprias.

A Eni está presente no Chipre desde 2013. A empresa opera os Blocos 2, 3, 6, 8, e 9, e detém participações nos Blocos 7 e 11, operados pela TotalEnergies.

 

https://www.sintetica.enilubes.com/

 

 

Renault, Stellantis French plants resuming normal work despite chips crunch

The semiconductor shortage still requires daily monitoring, although production is not impacted as badly as at the end of last year’s summer break.

in Automotive News Europe / Reuters, 22-08-2022


Production at Renault and Stellantis car plants in France will resume in a more normal manner than at the end of August last year, when chip shortages led to a series of production halts, spokespersons for both companies said.

A Renault spokeswoman said the automaker expects production to resume normally in September after the summer break.

A spokeswoman for Stellantis, which owns the Peugeot and Citroen French brands, said: “Our French production sites have resumed business well after the summer break.”

However, the semiconductor shortage still requires daily monitoring, the spokeswoman said.

In July, Stellantis CEO Carlos Tavares was cautious about the semiconductor shortage that has affected the auto industry, saying production will not hit pre-pandemic levels before the end of 2023.

 

Production of the Kangoo van at Renault’s plant in Maubeuge, France.

 

La automoción marroquí pisa el acelerador: ensamblar un millón de coches para 2025

Rabat quere unha alza do 30% de capacidade en menos de tres anos para prover a Europa | Busca sumar un terceiro fabricante e un investimento de 2.000 millóns pola “gigafactoría”

in Faro de Vigo, por Adrián Amoedo, 22-08-2022


Marruecos quiere pisar el acelerador. Y conociendo los precedentes, pocos en el sector de la automoción dudan de que lo hará. Rabat aspira a aumentar un 30% la capacidad instalada en el país para alcanzar una producción de un millón de vehículos en 2025, y así poder consolidarse como uno de los principales países que exportan vehículos a la Unión Europea. El ministro de Industria y Comercio, Ryad Mezzour, asegura que están en conversaciones con los dos fabricantes repartidos entre los polos de Tánger (Renault) y Kénitra (Stellantis) para aumentar las líneas productivas, así como con terceros para implantarse allí y dar el necesario salto hacia la electrificación. Para ello, será clave la gigafactoría de baterías anunciada en julio por el propio Mezzour, así como la llegada de nuevos modelos eléctricos. De hecho, Marruecos ya se fija un objetivo: el tercio de los vehículos fabricados en estos poco menos de dos años y medio “debería ser eléctrico o híbrido”.

El ministro marroquí realizó una extensa entrevista con el medio local especializado medias24, que repartió en cuatro entregas. Una de ellas está totalmente protagonizada por el sector de la automoción, que vivió un importante crecimiento en los últimos años, en especial tras la implantación de PSA (ahora Stellantis) en la localidad de Kénitra, donde empezó a producir en 2019.

Mezzour señaló que la tasa de integración del sector es de un 64% (el porcentaje de las partes del vehículo que se fábrica en el país), aunque el objetivo es llegar al 80% “en tres o cuatro años”. “La producción marroquí a finales de este año debería situarse entre los 420.000 y los 430.000 vehículos”, comenta el ministro, que recuerda que cuentan conuna capacidad para 700.000 unidades y que los modelos principales que salen de Marruecos están entre los más vendidos de Europa: el Peugeot 208 de Stellantis fue el segundo más vendido el año pasado, y el Dacia Sandero, del grupo Renault, el tercero.

Para llegar al millón de vehículos en 2025, una de las patas sobre las que trabaja Marruecos es en “atraer nuevos modelos”, lo que significa una guerra abierta en el caso de Stellantis, cuyo CEO Carlos Tavares apuesta por aumentar la competencia entre las plantas del propio grupo, poniendo en riesgo proyectos que podrían recalar en la planta de Kénitra en lugar de la de Vigo.

Por otro lado, cuenta con atraer a un tercer fabricante, una vieja aspiración sobre todo después de que siga sin concretarse el acuerdo anunciado con la china BYD hace años. Aunque Mezzour apunta que hay “exceso de capacidad” y que los esfuerzos se centran en la transformación hacia la movilidad eléctrica, de la que Rabat quiere formar parte.

  • 700.000 Capacidad actual (vehículos)
  • 9.572 Exportaciones (mill. euros)
  • Firmas: Renault y Stellantis
  • Empleo en el sector: 250.000
  • Tasa de integración: 64%

¿Cómo? El propio Mezzour avanzó en julio que negocian con cinco socios industriales para instalar en el país una gigafactoría de baterías, una negociación que en principio no se vería afectada por la reciente decisión del gigante CATL de instalarse en Hungría. Ahora el responsable de Industria, que cree que la instalación “es imprescindible”, avanza que la inversión prevista es de 2.000 millones de euros. “Señalé antes de fin de año como fecha límite para llegar a un acuerdo”, señala, ejerciendo así una mayor competencia para España y, en especial, Galicia para acoger una de estas factorías.

El auge de la automoción en Marruecos genera 116.000 empleos en solo cuatro años

El ministro, que adelanta que habrá ayudas públicas para esta gigafactoría, avisa que no conseguir la planta “sería la muerte programada” del sector de la automoción marroquí, aunque alberga “buenas expectativas” de lograr el objetivo.

 

 

Traballadores da planta de Stellantis en Kenitra en tras a súa inauguración en 2019
JAVIER OTAZU