Declarações do Presidente da AFIA ao Expresso sobre os desafios do novo Ministro da Economia

Economia Assegurar a recuperação com meios escassos

Desafios A perda da digitalização e a ausência dos fundos para dinamizar a economia e as empresas são algumas das limitações que o novo ministro terá de enfrentar. Mantém o Banco de Fomento, essencial para garantir linhas de crédito, e terá no turismo um dos seus trunfos

in Expresso, por Anabela Campos, Margarida Cardoso e Pedro Lima, 31-03-2021


Apesar de ter ganho a pasta do mar, António Costa Silva, o novo ministro da Economia, recebe um Ministério que tem vindo a esvaziar-se. Já tinha perdido a energia quando passou dos ministros Manuel Caldeira Cabral para Pedro Siza Vieira e agora perde a digitalização, que fica na tutela direta de António Costa mas é considerada um instrumento relevante na articulação da inovação (que se mantém na Economia) com as startups. Muita da inovação das empresas é digitalização, e sem ela os instrumentos criados ficam coxos. O novo ministro mantém a área do turismo — relevantíssima para a economia portuguesa — e o comércio e serviços. E se a tutela do mar lhe dá a possibilidade de trabalhar numa área que lhe é cara e sobre a qual tem experiência, vem sem as pescas e sem os portos, o que limita o seu raio de ação. O que poderá fazer Costa Silva para dinamizar um recurso que Portugal não tem sabido explorar nas últimas décadas é a questão que se coloca. “Sempre que se virou para o mar, o país prosperou”, chegou a dizer numa entrevista.

Pôr a economia a crescer de forma sustentável, resolvendo os nós que há anos dificultam o investimento e a criação de riqueza, não será tarefa fácil, a que acresce um novo desafio: a guerra na Ucrânia, com consequências já visíveis no aumento dos preços da energia e das matérias-primas. Mas se há alguém com a lição estudada sobre as vias potenciais para o crescimento da economia é António Costa Silva. Foi ao novo ministro que foi pedida a elaboração da Visão Estratégica para o Plano de Recuperação Económica de Portugal 2020-2030, que está na base do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). E ainda que não tenha ficado com a pasta dos fundos europeus — o PRR ficou com a ministra Mariana Vieira da Silva —, cabe-lhe, nessas funções, tentar puxar pela economia — e pelo sector da energia, no qual é especialista. Só que nesta fase é a situação de emergência e a coordenação dos apoios às empresas que terá de concentrar as suas atenções. Os pedidos vêm de várias áreas e são conhecidos — a CIP tem insistido no regresso do lay-off simplificado, algo que o Governo já recusou. Dificilmente se conseguirá chegar a todo o lado. Em julho de 2020, Costa Silva tinha já o diagnóstico feito, conforme disse ao Expresso: “Um mercado interno limitado; inúmeras empresas descapitalizadas e que se financiam através de dívida; um Estado com uma dívida pública elevada que funciona muitas vezes como uma ‘espada de Dâmocles’ inibidora do crescimento; uma estrutura produtiva ainda pouco diversificada e que não explora nem desenvolve a capacidade industrial do país; uma produtividade baixa; um nível de fiscalidade desadequado, que limita a capacidade operativa das empresas; um nível baixo de investimento.”

Vencer a resistência ao investimento em Portugal e na relação com as empresas será um dos seus objetivos. Ao jornal “Público”, em 2018, na qualidade de presidente da Partex, empresa de petróleos da Fundação Gulbenkian vendida em 2019, queixava-se da resistência à exploração de gás natural no país, declarando que “vivemos num país que tem uma fraquíssima inteligência estratégica, pensa pouco e está absorvido pelo curto prazo”. Lamentava o que dizia ser “uma espécie de clima de hostilidade em relação às empresas, mas são elas que criam riqueza”. Não tendo os fundos do PRR, uma das questões que se coloca é a de saber se mantém o Compete e com o que é que fica do Portugal 2030. São habi­tualmente competências da Economia e nada indica que deixem de ser. É aqui que estão os fundos que permitem criar as linhas de apoio e incentivos para as empresas, nomeadamente em matéria de inovação e de investimento. Costa Silva fica com o Banco de Fomento, a menina dos olhos de Siza Vieira. E tem um berbicacho para resolver: a privatização da Efacec, dossiê que se arrastou além do previsto, numa empresa onde tem havido um agravamento dos prejuízos e degradação das receitas, continua pendente. O Banco de Portugal questionou a legalidade das garantias dadas pelo Banco de Fomento ao financiamento da Efacec, e o problema ainda está por resolver. O novo ministro chega à Economia com secretários de Estado que não escolheu. João Neves, secretário de Estado da Economia, e Rita Marques, secretária de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, são herdados de Pedro Siza Vieira. Para a Secretaria de Estado do Mar, a escolha recaiu sobre José Maria da Costa, um engenheiro químico que presidiu à Câmara Municipal de Viana de Castelo entre 2009 e 2017.

DIGITALIZAR E QUALIFICAR, PEDEM EMPRESÁRIOS

Do lado de algumas associações empresariais, a tónica vai para a digitalização, competitividade, produtividade e qualificação. O presidente da AEP — Associação Empresarial de Portugal, Luís Miguel Ribeiro, diz que “o grande desafio do novo ministro é olhar para a indústria como o sector por excelência dos bens transacionáveis e o que mais contribui para elevar a capacidade exportadora”. “Importa inovar e elevar a competitividade, o grande problema do país nas duas últimas décadas.” Já Rafael Campos Pereira, vice-presidente da AIMMAP — Associação dos Industriais Metalúrgicos, Metalomecânicos e Afins de Portugal, defende que “é fundamental acelerar o processo de digitalização tendo em conta as necessidades de qualificação/requalificação dos portugueses”.

O presidente da ATP — Associação Têxtil e Vestuário de Portugal, Mário Jorge Machado, considera que o foco tem de ser colocado no “crescimento da produtividade, para invertermos a trajetória que nos está a levar para a cauda da Europa no que respeita ao PIB per capita”. E para a AFIA — Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel, “o fundamental é avançar com a modernização industrial”, mas a logística é outro ponto prioritário: “É fundamental evitar a insularidade de Portugal, que implica correr o risco de chegar aos mercados de destino de forma cada vez menos competitiva. Se estamos mais longe e mais caros, perdemos margem nas exportações”, diz José Couto.

DESAFIOS

  • Encontrar formas imediatas de apoio de emergência às empresas alternativas depois de o lay-off simplificado ter sido recusado pelo Governo
  • Criar medidas que ajudem a promover a produtividade das empresas (que se mantém baixa), lutar pela promoção de um nível de fiscalidade empresarial mais adequado e voltar a atrair os grandes investimentos privados para Portugal
  • Agilizar o Banco de Fomento e conseguir que seja uma forma eficaz de financiar as empresas
  • Ajudar a promover a produtividade e qualificação das empresas portuguesas
  • Desenvolver a economia do mar
  • Estabilizar a situação da Efacec

 

António Costa Silva, o estratego do PRR, tem como missão apoiar as empresas e atrair investimento

FOTO TIAGO MIRANDA

 

Indústria portuguesa de componentes para automóveis à procura de negócios em Turim

A AFIA – Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel, no âmbito do acordo de colaboração para a promoção internacional da indústria portuguesa de componentes para automóveis celebrado com a AEP – Associação Empresarial de Portugal, promoveu a participação nacional nos Vehicle & Transportation Technology Innovation Meetings.

in AFIA, 31-03-2021


Turim, centro da indústria automóvel italiana e berço da FIAT – agora Stellantis – acolheu no OGR – pólo de inovação de Turim, 30 e 31 de março, a 2ª edição dos Vehicle & Transportation Technology Innovation Meetings, convenção internacional de negócios dedicada à inovação na indústria da mobilidade, com o objetivo de promover as relações entre todos os atores da cadeia de fornecimento desta indústria, e que reuniu mais de 300 empresas, oriundas de 23 países.

O evento foi organizado pela ABE – Advanced Business Events, entidade especializada neste tipo de encontros a nível internacional, em colaboração com a ANFIA, associação italiana da indústria automóvel (entidade congénere da AFIA).

A AFIA/AEP apoiam 3 empresas neste processo de angariação de novos negócios:

Até ao final de 2022 a AFIA em colaboração com a AEP promoverá ainda, a participação colectiva portuguesa

A pandemia da COVID-19 e os conflitos geopolíticas, mostram que é essencial uma aproximação das cadeias de abastecimento, razão pela qual se optou pela intensificação da promoção da indústria portuguesa juntos dos seus parceiros europeus.

 

 

A participação da AFIA neste evento está enquadrada no SIAC Internacionalização “PT2WM – Portugal to World Mobility”, uma iniciativa em copromoção da MOBINOV, ACAP e AFIA no âmbito do Portugal 2020, com cofinanciamento da União Europeia através do FEDER – Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional.

O projeto PT2WM visa reforçar a cooperação entre as PME e outras entidades com vista a reforçar a presença internacional do sector automóvel pela captação de investimento para Portugal e pelo incremento da presença integrada ao nível internacional.

 

 

 

PEUGEOT and Silver Star Auto assembly production kicks off in Ghana

The Silver Star Auto assembly plant inaugurated on March 25th in Thema, Ghana, produces in SKD the PEUGEOT 3008 from now onwards and will produce sooner the all-new LCV 1-ton pickup PEUGEOT LANDTREK. Silver Star Auto is the exclusive commercial partner of PEUGEOT and Citroën Brands in Ghana, to import and distribute their models. This new industrial partnership between PEUGEOT and Silver Star Auto contributes to the internationalization of PEUGEOT and enhances its image and presence in Africa.

in Stellantis, 31-03-2022


The start of production of the PEUGEOT 3008, the globally acclaimed SUV, at the Silver Star Auto assembly plant, inaugurated on March 25th, marks a new milestone in the partnership of PEUGEOT with Silver Star Auto in Ghana. The all-new assembly plant homes in dedicated zones the production lines of PEUGEOT models. Its initial production capacity in SKD (Semi-Knock Down) amounts to 4,500 cars annually. The factory located in Tema (Accra area), Ghana is owned by Kalmoni Family.

After a commercial partnership that started in 2019, Silver Star Auto imports and distributes a diverse range of PEUGEOT models that respond to various mobility needs: the SUV 2008, 3008, 5008, the sedan 301 and 508 and the LCV Pick-Up (800 kg segment, assembled in Tunisia). Each model embodies the PEUGEOT values: Allure, Emotion and Excellence, which represent sharp design, intuitive driving pleasure and uncompromising quality.

With over 25 years of experience, Silver Star Auto has a strong heritage and presence in the Ghanaian automotive market with nationwide service outlets that meet the sales and after-sales needs of PEUGEOT clients.

Linda JACKSON, CEO of PEUGEOT: “We are thrilled with the evolution of our partnership with Silver Star Auto. The production of the PEUGEOT 3008, and soon of the LANDTREK Pickup, in their assembly plant will support employment and localization in Ghana. This partnership contributes to the internationalization of PEUGEOT, which is one of my priorities for the coming years”.

Samir CHERFAN, Chief Operating Officer, Stellantis Middle East and Africa, said: “We are delighted to announce a new milestone with Silver Star Auto as we enter in a new phase in our partnership that will contribute to the growth of the automotive industry in Ghana. We see tremendous potential and opportunity for our brands in the country, and are looking forward to serving customers with the most suitable mobility solutions”.

Mr. Asad NAZIR, CEO of Silver Star Auto, said: “We are proud to start assembling PEUGEOT vehicles in GHANA in our Silver Star Auto plant. The PEUGEOT brand has a very high quality offering, with vehicles that are efficient, affordable, and are built with enhanced safety features. We are committed at Silver Star Auto to deliver vehicles that meet the expectations of today’s knowledgeable, demanding and discerning customers.”

 

Toyota. Fábrica da Toyota em Onnaing (França) parada uma semana em abril

Toyota. Une semaine de fermeture en avril pour l’usine d’Onnaing

in L’argus Pro, 29-03-2022


Toyota a raboté de 150 000 unités son objectif de production mondiale en avril, sur fond de pénurie de semi-conducteurs et de résurgence du Covid-19 en Chine. L’usine française d’Onnaing, qui produit les Yaris et Yaris Cross, n’y échappe pas et sera à l’arrêt pendant une semaine en avril.

Au même titre que de nombreux autres constructeurs automobiles, le géant japonais Toyota voit ses plans de production perturbés par la pénurie de semi-conducteurs. Ce problème persistant s’ajoute à des soucis liés à la résurgence du Covid-19 en Chine, un tremblement de terre au Japon, mais aussi des problèmes logistiques dans une usine implantée en Russie.

En conséquence, le constructeur numéro un mondial a réduit drastiquement son objectif mondial de production pour le mois d’avril à 750 000 unités, contre 900 000 initialement prévu. Pour alléger la pression sur les fabricants de puces, le constructeur avait également annoncé début mars son intention de réduire sa production en avril, mai et juin, pour atteindre une production moyenne d’environ 800 000 unités par mois au cours du printemps.

L’usine Toyota d’Onnaing fermée du 11 au 15 avril

Dans ce contexte, l’usine Toyota d’Onnaing, située près de Valenciennes (Nord), n’est pas épargnée par les ruptures d’approvisionnement. Le site de production des Yaris et Yaris Cross doit donc s’arrêter le lundi 4 avril, ainsi qu’une semaine entière du 11 au 15 avril, faute de semi-conducteurs en nombre suffisant.

Lors de cette nouvelle période de suspension de production, La Voix du Nord rapporte que les salariés seront occupés à des « activités d’amélioration de performance ». Toutefois, le journal précise que l’usine devrait ensuite tourner à un rythme normal, sans interruption jusqu’au mois d’août. Sauf si une nouvelle rupture d’approvisionnement venait perturber les chaînes de montage.

 

L’usine Toyota d’Onnaing produit les Yaris et Yaris Cross.

 

CIP Comunicado de Imprensa | São necessárias medidas urgentes para travar o alastrar da crise

A situação do país contrasta com a imagem e perspetivas tranquilizadoras que são transmitidas pelo Governo, que subestima a gravidade do momento

 in CIP, 30-03-2022


Os recentes dados divulgados pelo Eurostat revelam que o PIB por habitante em Portugal, medido em paridade de poder de compra, caiu de 76% da me?dia europeia, em 2020, para 74%, em 2021. Em 2000 este valor era de 85%. Desde enta?o, os atuais 11 membros da Unia?o Europeia do antigo bloco de leste convergiram com a me?dia europeia. Portugal divergiu e foi ultrapassado por seis desses pai?ses. Em 2021, foi a vez da Polo?nia e Hungria. A Rome?nia, presentemente a um ponto percentual de Portugal, sera? provavelmente o pro?ximo.

A pandemia, com um impacto na economia portuguesa significativamente mais profundo, agravou a diverge?ncia de Portugal face a? me?dia europeia quase tanto quanto a crise de 2011/2014: cinco pontos percentuais, em dois anos, face a seis, em quatro anos.

As perspetivas de que o ni?vel de atividade econo?mica anterior a? crise fosse atingido, em Portugal, em meados deste ano esta?o agora comprometidas, dado o impacto econo?mico da guerra na Ucra?nia.

A escalada nos prec?os do ga?s natural (e, por arrasto, da eletricidade), dos combusti?veis, de mate?rias-primas industriais e agri?colas, a falta de fornecimentos, tomam proporc?o?es tais que inviabilizam a produc?a?o de muitas empresas. Algumas ja? suspenderam a atividade, outras reduzem-na severamente.

Esta situac?a?o contrasta com a imagem e as perspetivas tranquilizadoras que nos sa?o transmitidas pelo Governo, que subestima claramente a gravidade do momento que atravessamos.

Sa?o necessa?rias medidas decisivas e urgentes para travar o alastramento da crise e conter uma espiral inflacionista que a tornaria mais profunda e mais duradoura. Medidas que tardam, enquanto as ameac?as se va?o avolumando e transformando em realidade.

A margem de manobra orc?amental dada pela forte reduc?a?o do de?fice pu?blico alcanc?ada em 2021 deve ser utilizada para acorrer aos riscos que ensombram a economia portuguesa. Sobretudo quando observamos que tal reduc?a?o foi conseguida a? custa de um novo agravamento da carga fiscal sobre a economia para 35,6% do PIB, um ma?ximo histo?rico superior em 1,2 pontos percentuais ao valor registado em 2015, apo?s o final do Programa de Ajustamento.

A CIP apela ao Governo que agora tomou posse que salvaguarde o futuro das empresas e da economia portuguesa e acautele as condic?o?es para o seu regular funcionamento. E? o tecido econo?mico, a competitividade do pai?s e a estabilizac?a?o do mercado de trabalho que esta? em causa.

 

Mercedes cuts production again at flagship German plant on Ukraine parts shortages

Mercedes cuts production at Sindelfingen plant again on Ukraine parts shortages

in Automotive News Europe, by Nathan Eddy, 30-03-302022


Mercedes-Benz Group said its German plants are running even though the automaker has been forced to make some shift adjustments at its home plant in Sindelfingen plant due to supply chain disruption caused by Russia’s invasion of Ukraine.

Sindelfingen, which builds the automaker’s flagship sedans, the S-Class and EQS, along with the E-Class is continuing to operate despite parts shortages, a Mercedes spokesperson told Automotive News Europe in an emailed statement.

Mercedes declined to comment on which individual model lines had been affected.

Mercedes is in close contact with its suppliers “in order to work intensively together on solutions to secure our supply chains,” the statement said.

This also includes the relocation of production volumes to other locations of their suppliers.

“The situation is being reassessed on a daily basis,” the statement said. “The high flexibility of the plants will also be used to avoid downtime as much as possible.”

The automaker has so far weathered the supply bottlenecks for cable harnesses and other parts relatively smoothly.

Its German plants in Rastatt and Bremen are running largely without problems this week, according to a report in Automotive News Europe sister publication Automobilwoche.

Like its rivals BMW and Volkswagen, Mercedes mainly sources cable harnesses from suppliers in the Ukrainian plants including Leoni.

Leoni employs around 7,000 people in two production facilities in Ukraine, who are currently working under extremely difficult conditions.

The supplier is ramping up production of wire harnesses at its two plants in Ukraine — with workers operating under a nighttime curfew and the risk of rocket attacks.

Since the beginning of the war, only 40 percent of the usual production has been achieved, according to the report in Automobilwoche.

“We now expect to be able to use about 60 to 70 percent of our capacity from Ukraine again with the two-shift system,” Leoni CEO Aldo Kamper recently told the publication.
Capacities are also being shifted to other plants in Romania, Serbia or North Africa, he said.

 

Production of the Mercedes-AMG EQS 53 4MATIC+ in Sindelfingen.

 

AFIA participou no “Em Foco Marrocos: Setor Automóvel”

Pedro Ramalho foi um dos oradores deste seminário organizado pela AICEP em Leça da Palmeira (Matosinhos), 29 de março, dedicado às PME do setor automóvel que pretendam conhecer as características e oportunidades do mercado marroquino.

in AFIA, 29-03-2021


A sessão foi aberta por Joana Neves, delegada da AICEP em Rabat, seguiu-se a apresentação da Indústria Automóvel em Portugal por Pedro Ramalho, Diretor da AFIA.

A CEFAMOL apresentou o setor dos moldes em Portugal. Seguiram-se as apresentações de Marrocos, primeiro com Joana Neves a traçar o perfil do país e as oportunidades de negócios para as empresas portuguesas. Depois a AMICA, associação congénere da AFIA, apresentou o setor automóvel marroquino.

Atualmente Marrocos tem 3 fábricas de construção automóvel: Somaca / Renault (Casablanca), Renault (Tânger), Stellantis (Kénitra) e que no ano de 2021 produziram mais de 400 mil veículos. Acrescem ainda mais de 250 fornecedores internacionais instalados no país.

As apresentações podem ser descarregadas aqui:

 

A academia AICEP elaborou ainda um Manual sobre Marrocos, descarregue aqui.

 

 

European resin prices up as costs escalate

In March, European polymer markets were being deeply affected by the uncertainty and a sharp rise in energy costs caused by the war in Ukraine. At the beginning of the month, polymer producers called for price increases either in line with the rise in monomer costs, or just ahead of the cost increase.

in Plastics News, by David Platt | Sustainable Plastics, 29-03-2022


By the second week of the month, however, polymer producers returned to the market with even higher price targets due to escalating crude oil and energy costs. In polyolefins, producers submitted calls for hikes of up to 250 euros ($278) per metric ton for low density polyethylene, 300 euros ($333) per tonne for linear low density PE, and 330 euros ($367) per tonne for high density PE and polypropylene.

Styrenics producers raised their March price target from 125 euros ($139) per tonne to 350 euros ($389) per tonne to factor in higher energy costs.

Further large price increases are on the cards during the remainder of the month, at least for polyolefins and styrenics in Europe.

In February, polymer producers announced ambitious price hikes aimed not just at recovering cost increases but also improving profit margins. They were in for quite a surprise. Demand was simply not strong enough to support a significant price increase while material availability was more than sufficient.

LDPE and LLDPE prices actually fell by 40 euros ($44) per tonne, HDPE prices either rolled over or were slightly above a rollover, while polypropylene prices presented a mixed picture. PET prices continued to climb and PVC also maintained a firm upward price trajectory. Polystyrene prices fell slightly more than the reduction in styrene monomer costs.

Supply improves

Material availability for polyolefins, polystyrene and PET has improved over the last two months as several production plants have resumed operations after outages and imports have started to arrive in larger quantities. PVC supply, however, is likely to remains tight for a while yet.

Most producers were able to meet contractual obligations for standard material without delay, but others experienced a shortage of certain specialty grades.

In the second week of March, two major producer stopped all new March offers on European PE citing rising costs.

Some of the latest plant outages:

  • Vynova announced a partial turnaround for maintenance at its Belgium VCM plant March 10April 1.
  • Ineos shut down its PP plant in Belgium and its HDPE plant in France March 15 for planned maintenance
  • Sabic’s LLDPE/HDPE swing plant in Gelsenkirchen, Germany reportedly would be unable to produce its Supeer LLDPE (C6) metallocene grades in March and April
  • Inovyn shut down its VCM plant in Norway for one month starting March 1 for planned maintenance
  • Vinnolit shut down its PVC plant in Germany Feb. 24 for planned maintenance.

Demand mixed

Demand has picked up over the last two months after a slow start to the year, but the picture is mixed. Some converters are sitting on ample stocks or don’t have the funds to buy additional material. Others are ordering more material in view of an expectation of sharply rising prices.

April Outlook

For the rest of March and into April, the European polymer price outlook is extremely uncertain. On the one hand, while crude oil prices have risen significantly following the invasion of Ukraine by Russia, oil prices dropped significantly on March 10. It remains to be seen how crude oil prices will move during the rest of the month. It appears most likely, however, that April petrochemical feedstock cost settlements will increase once again. Polymer producers will target full recovery of material and energy cost increases, but will face strong buyer resistance.

Western European standard thermoplastic prices, €/tonne Note: March prices were obtained during the second week of the month *revised since last edition

 

LDPE, LLDPE

In February, LDPE and LLDPE producers failed in their attempts to pass through the  67.5 euros ($75.53) per tonne ethylene cost increase to converters and prices actually declined due to weak demand. This month, the ethylene contract price again increased sharply, up 95 euros ($105) per tonne. Sellers took a firm stance on their initial hike requests and LLDPE and LDPE prices for the most part just exceeded the rise in feedstock costs.

Demand was fairly tepid at the start of the year, then failed to recover as expected in February. In March, however, some buyers sought additional volumes to hedge against likely future price hikes. On the other hand, others were cautiously buying amid widespread uncertainties and slowdown in their end markets.

While LLDPE and LDPE availability improved slightly in February, supply has tightened once again this month as there were fewer imports arriving into Europe than expected.

HDPE

In February, producers attempts to pass through higher ethylene costs in full were unsuccessful due to low demand. Producers were settling for price rollovers for injection molding and blow molding while blown film prices declined 20 euros ($22) per tonne.

This month producers were successful in their attempts to raise prices in excess of the 95 euros ($105) per tonne increase in ethylene costs. March deals conducted early in the month were closing with price increases either matching the monomer hikes or with a premium of 5-10 euros ($5.6-11) per tonne.

Demand picked up slightly in March after a slow start to the year. Construction was the liveliest sector while automotive orders remained weak.

Supply has improved slightly with a larger volume of imports available to European buyers and higher production levels in Europe. However, the availability of certain specialty blow molding and film grades remained quite limited.

PP

In February, the propylene contract price increased 67 euros ($74) per tonne. Initially, sellers attempted to pass through the monomer cost increase in full, but buyers were unimpressed and strongly resisted such significant price hikes. PP producers were later forced to revise their price targets. Homopolymer film saw small gains while homopolymer injection and copolymer injection prices fell.

This month, PP producers not only passed through the entire 95 euros ($105) per tonne rise in propylene costs to buyers but also managed to factor in a premium of 20-30 euros ($22-33) per tonne.

Material availability has improved despite some plant outages, aided by a rise in imports from the U.S. and the Middle East. While specialty film grades are in short supply, most contracts for standard material were fulfilled.

PP demand is gradually recovering as the spring season approaches and buyers are concerned about further hefty price hikes ahead.

PS

A fall of 51 euros ($56) per tonne in styrene monomer (SM) costs in February contributed to a 60-65 euros ($66-74) tonne decline in PS prices. The larger reduction in PS prices over SM is largely attributable to an easing in energy costs.

In March, PS prices resumed an upward trend, mainly supported by an increase of 93 euros ($103) tonne in the styrene monomer reference cost. Regional styrenics suppliers tabled planned price increases ranging from 85-125 euros ($94-139) per tonne. Substantial price increases were implemented aided by the growing uncertainty in the market caused by the war in Ukraine.

There were no major production issues impairing European supply and two PS plants returned to production following outages. Demand has recovered slightly after a slow start to the year. Some converters are sitting on ample stocks while others sought to buy additional material with prices set to rise further.

PVC

In February, PVC prices resumed their upward trend as producers successfully passed through approximately half of the 67.5 euros ($75) per tonne ethylene cost rise onto PVC base prices. PVC compound prices increased by more than base PVC resin as a result of higher plasticizer, titanium dioxide and other additive costs. In early March, PVC base prices again matched the proportionate rise in ethylene costs.

While material availability has improved somewhat, supply remains tight despite some returning capacities. The spring maintenance season is however arriving, thus further limiting supply. There is insufficient imported material arriving from the US and Asia, while strikes halted production at four PVC sites in France during February.

PVC demand was livelier in February and March after a slow start to the year. Construction remains the key demand driver while pipes and automotive sales was more subdued.

PET

By mid-February, PET prices were mostly being settled on a rollover basis. As the month progressed, however, upward pressure on prices became more apparent and by end-February, bottle-grade PET prices had risen by 10-20 euros ($11-22) per tonne.

There was growing concern about the availability of PTA, upstream costs were rising sharply, imports were becoming more expensive and there was mounting pressure on buyers who had held back from purchasing earlier in the year, to refill their warehouses.

In March, PET prices increased sharply amid growing uncertainty. The February paraxylene contracts in Europe were agreed at a split settlement, indicating 90 euros ($99) per tonne hikes from January. The availability and cost of imported material is of growing concern for converters. Planned and unplanned plant outages are also threatening supply. Furthermore, the spring buying season for beverages bottle-making is just around the corner.

European petrochemical feedstock contract prices

January – March 2022  (€/tonne)

Jan

Feb

Mar

Change Feb/Mar

Ethylene

1,272.5

1,340

1,435

95

Propylene

1,288

1,355

1,450

95

Styrene

1,683

1,632

1,725

93

Benzene

1,069

984

1,004

20

Paraxylene

915

1,005

*1,005

 *March paraxylene contract price not settled at time of writing

Source: Sustainable Plastics

 

Porsche cuts output again on Ukraine-related parts shortages

Porsche cuts output again on Ukraine-related parts shortages including cable harnesses.

in Automotive News Europe, by Nathan Eddy, 29-03-302022 


Porsche is suffering production issues again from a shortage of parts, including cable harnesses, due to the war in Ukraine.

The automaker is being forced cut shifts at its factories in Zuffenhausen and Leipzig, Germany.

The factories are operating at reduced levels this week, a Porsche spokesperson told Automotive News Europe by email.

“In the coming days and weeks, we will continuously reassess the situation,” the spokesperson said.

Production of the Taycan full-electric sedan in Zuffenhausen and the Macan and Panamera SUVs in Leipzig will be affected as single shifts are cancelled. Production of the 911 and 718 sports cars in Zuffenhausen is running as planned.

Porsche has already temporarily halted Taycan output and production of the Macan on a number of days this month because of supply shortages.

Other automakers including Volkswagen Group, BMW, Mercedes-Benz and Ford, have been forced to cut output at European factories as the Ukraine war disrupts supply chains.

VW has delayed the market launch of its ID5 electric car by a month due to a lack of wire harnesses.

Suppliers such as wire harness maker Leoni, which operate plants in Ukraine, are unable to produce at full capacity.

Manufacturers are currently trying, in cooperation with suppliers, to transfer the production of wiring harnesses to other plants. However, setting up new lines takes a lot of time.

 

Macan production is pictured at Porsche’s Leipzig plant.