CIP – Comunicado | O Aumento dos Preços da Energia Elétrica

A CIP – Confederação Empresarial de Portugal está a assistir com enorme preocupação à escalada do aumento dos preços da energia elétrica nos mercados grossistas europeus, designadamente no Mercado Ibérico da Eletricidade.

in CIP, 28-07-2021


No mês de maio, e em termos de média mensal, Itália e o MIBEL – Portugal + Espanha aparecem com os valores mais altos. Os países nórdicos, tendo mais hidroeletricidade (efeitos do degelo), apresentaram médias mais baixas. Em França, fez-se sentir o peso da energia nuclear, o que levou a menor recurso às centrais térmicas a carvão e a gás natural.

No MIBEL , e também em Itália, o vento falha muitas vezes em horas críticas do diagrama de carga, não produzindo as renováveis intermitentes o suficiente para equilibrar a produção com o consumo.

Esta situação leva à necessidade de utilização de centrais térmicas para fazer esse equilíbrio, funcionando então tais centrais como central marginal (a última a entrar para fechar o equilíbrio da oferta com a procura), ditando então o preço de fecho do mercado grossista. Esse preço é então influenciado, não só pelo aumento do preço do gás natural, mas também pela escalada do preço da tonelada de CO2 emitido, que passou, em pouco tempo, de 8€ para mais de 55€! Este incremento decorre, também, de movimentos especulativos nos mercados financeiros, sendo o CO2 cada vez mais uma commodity.

A ERSE tinha estimado para o ano 2021 um valor à volta de 50€/MWh, mas os preços spot no MIBEL já ultrapassaram os 90€/MWh.

Ora, acontece que a combinação entre um aumento sustentado do preço da energia (eletricidade e gás natural) e a, até agora,  total ausência de medidas de proteção semelhantes às adotadas noutros Estados-Membros da União Europeia penaliza fortemente a capacidade exportadora da indústria nacional, bem como a sua capacidade de produção para consumo interno, por falta de competitividade relativamente às importações e pode inviabilizar, a curto prazo, a permanência de várias instalações industriais em Portugal a par de um desinvestimento e diminuição da atividade em geral.

Recordamos que não foi o mercado a internalizar o custo da tonelada emitida de CO2 nos custos de produção das centrais térmicas, uma vez que tal resultou de decisões políticas, pelo que o poder político não se pode alhear da escalada do preço do CO2 e da sua componente especulativa atrás referida.

A preocupação em termos de competitividade empresarial não se está a verificar nos sectores económicos mais vulneráveis aos altos custos da energia (que excedem em muito os custos laborais), nomeadamente na indústria em geral e nos setores de bens transacionáveis, em particular. Pelo contrário, em muitos Estados-Membros da União Europeia, a indústria intensiva em energia, eminentemente exportadora, conta com mecanismos de proteção à sua competitividade, como por exemplo:

  • A redução de encargos para consumidores eletrointensivos que nalguns países chega a atingir 80% a 95%. Isto não se aplica em Portugal, onde as Tarifas de Acesso às Redes atingem níveis muito elevados (5 a 10 vezes superiores aos valores aplicados em França ou na Alemanha). Os Custos de Interesse Económico Geral (CIEG), cujo incremento se deve a decisões de política energética onerando todo o sistema elétrico nacional, são em larga medida um dos principais motivos para os elevados custos regulados.
  • A compensação dos custos indiretos das emissões de CO2. Uma parte importante das receitas dos leilões de certificados de emissões reverte para os consumidores de modo a poderem efetuar investimentos na descarbonização da economia. Em Portugal, apesar dos leilões de licenças de CO2 terem mobilizado em 2019 e 2020, respetivamente, 239 e 254 M€, nenhuma percentagem destas verbas reverteu para a indústria nacional. Por exemplo, a Alemanha transferiu para a indústria 546 e 878 M€, o que corresponde a 17,4 e 33% das receitas dos leilões de CO2, obtidas, respetivamente, em 2019 e 2020; e a França transferiu para a indústria 266 e 350 M€, o que corresponde a 37,4 e 48,1% das receitas dos leilões de CO2 obtidas, respetivamente, em 2019 e 2020.

Estas medidas de compensação estão implementadas desde há muito em diversos países, nomeadamente, França, Alemanha, Bélgica, Holanda, Espanha e Itália, com os quais Portugal concorre, e não se aplicam em Portugal. Acontece até que as receitas de CO2 estão a aumentar de forma significativa com a escalada dos preços do mesmo, devendo ser recicladas e revertidas, também, para o sistema elétrico em prol dos consumidores, com vista a minorar-se esta alta de preços.

Acresce outro fator extremamente preocupante, aliás insistentemente referido pela CIP ao Governo. A Comissão Europeia e o Governo querem acabar com a cláusula de interruptibilidade, que abrange significativas unidades industriais altamente intensivas em energia elétrica, cujo perfil de consumo complementado pela cláusula da interruptibilidade tem dado um contributo valioso para otimizar o perfil do diagrama de cargas no quadro da chamada gestão da procura. O Governo pretende fazê-lo, mais uma vez, mas não está a conseguir ter em atenção as medidas já implementadas nos outros Estados-Membros nesta matéria. Será mais um e muito gravoso fator de agravamento da falta de competitividade em relação às empresas dos nossos concorrentes europeus. Temos dificuldade em perceber, do ponto de vista técnico, esta tentativa de acabar com esta cláusula de interruptibilidade.

Com efeito, em situações de emergência numa rede elétrica com risco de apagão, há duas formas de gerir a emergência: através da gestão da oferta, reafetando produções e geração entre as partes críticas; pela gestão da procura, deslastrando cargas, o que começará obviamente por todos os consumidores sujeitos ao regime de interruptibilidade. Ora, num sistema elétrico europeu com uma componente crescente de renováveis intermitentes não despacháveis, ou seja, não controladas pelo Gestor da Rede, mas comandadas pela natureza, será fácil de perceber que em situação de crise os Gestores de Rede europeus terão mais dificuldade em implementarem medidas do lado da oferta devido ao crescente peso dessas energias não despacháveis, e mais necessitarão de recorrer à gestão da procura, deslastrando cargas.

Em suma, todas as situações elencadas são tanto mais preocupantes quanto nos outros Estados-Membros os respetivos Governos, beneficiando do beneplácito da Comissão Europeia, têm colocado em prática medidas de apoio extraordinário às suas indústrias para além das que foram acima elencadas, nomeadamente através de subsídios na ordem dos milhares de milhões de euros. A indústria portuguesa vê-se, assim confrontada, com uma tripla penalização:

  1. Não está a beneficiar de políticas de apoio supracitadas que há muito estão implementadas em outros países;
  2. Não está a beneficiar de medidas adicionais comparáveis com os outros países europeus no atual quadro de recessão económica decorrente da crise pandémica, que passam, nomeadamente, por apoios com reembolso total dos investimentos e por isenções fiscais transitórias;
  3. Terá ainda que contribuir nos próximos anos para a amortização da pesada dívida tarifária, que ainda ascende ao valor astronómico de 3.000 milhões de euros.

Impõe-se, portanto, a tomada de medidas em linha com as que estamos a propor, sem prejuízo da evidente necessidade de adaptação das regras atuais do mercado à nova configuração do sistema elétrico.

 

More than 250 all-electric eCanter delivered: Daimler Truck subsidiary FUSO pushes ahead with transformation in Q2

  • FUSO has now delivered more than 250 all-electric FUSO eCanter to customers in Europe, Japan, the United States and New Zealand.
  • Further FUSO eCanter customer deliveries in European markets such as Switzerland, the UK and the Netherlands.
    eCanter Market launch in Italy: handover of two vehicles to DB Schenker in Milan concludes large European order.
  • Further electrifying eCanter milestones in July: first delivery to customer in Shikoku region, Japan, as well as market launch in New Zealand.

in Daimler Truck, 28-07-2021


Daimler Truck continues to push the transformation to CO2-neutral transportation with further deliveries of the FUSO eCanter, its fully electric light-duty truck, in the second quarter of 2021. Overall FUSO has now delivered more than 250 eCanter since the beginning of small series production in 2017 to customers in Europe, Japan, the United States and New Zealand. More deliveries are set to follow successively.

The FUSO eCanter is Daimler Truck’s first all-electric light-duty truck in small-series production. As a 7.49-tonne vehicle with a range of over 100 km, a top speed of 80 km/h and an output of 129 kW, the FUSO eCanter has everything it needs for ecological and economic operation in urban centres. Its agility on top makes the eCanter the ideal vehicle for green inner-city distribution transport.

Customers deploy FUSO eCanter in various use cases across Europe

Following the market launch of the FUSO eCanter in Switzerland earlier this year, another Swiss logistics company, Rhyner Logistik, has integrated the FUSO eCanter into its fleet in June. The company uses the electric light-duty truck for inner-city short-range distribution in Zurich: “We need vehicles that reach their destination quickly and safely, especially in narrow urban streets,” explains Stefan Greub, CEO and Managing Director of Rhyner Logistik. “The eCanter even fits into underground car parks and its electric drive brings clear advantages in stop-and-go city traffic.” By adding the FUSO eCanter, Rhyner Logistik aims to push forward the electrification of its fleet.

In the UK, Warburtons recently grabbed another slice of the EV action with the locally-emission free FUSO eCanter. The UK’s largest bakery brand uses the light-duty truck already early in the morning, setting of at 4am each day from Warburtons’ Bolton bakery to deliver fresh bread to about 25 different customers, mainly in the central Manchester area.

“Our first impressions of the eCanter are certainly positive,” confirmed Steve Gray, Warburtons National Transport Manager. “Its range is more than adequate for our needs and it has been well received by our drivers. It’s smaller than a conventional 7.5-tonner and this compact footprint, coupled with an excellent turning circle that makes it highly manoeuvrable, is a definite advantage for city centre work.”

Proving its versatility, the FUSO eCanter is now even on duty as an electric beer truck in the Netherlands. In July, the famous Dutch brewery Heineken received a modified version of the eCanter with a special tank mounted on the back that can be filled with up to 3,000 litres of beer. The brewery uses the light-duty truck for the inner-city distribution of beer to local bars in Amsterdam.

During the second quarter, DB Schenker, largest electric fleet customer of FUSO, has taken further deliveries of the eCanter. This concludes a larger order over 36 vehicles in 11 European countries announced last October. In Italy, for example, two trucks have been added to the DB Schenker fleet in Milan, signifying yet another market entry for the eCanter in Europe.

Further electrifying Milestones in Japan and New Zealand

The success of the eCanter also continues in its home market in Japan, where two units of the FUSO eCanter were delivered to Shikoku Meitetsu Transportation in July. Here the light-duty trucks are in charge of general cargo transportation in Matsuyama City. Making e-Mobility history, they represent the first electric trucks in the Shikoku region.

Another milestone celebrated in July is the launch of the eCanter in yet another new market: New Zealand. Earlier this year, FUSO New Zealand was granted co-funding by the Ministry of Energy and Resources for operational trials of the eCanter. Five eCanter trucks have since been deployed in the Auckland area for an extended test period. Since July, Genesis Energy Limited, a leading power supplier in New Zealand, uses the country’s first eCanter in customer operations for deliveries in its fleet of around 110 trucks.

This means that the FUSO eCanter is now operated by customers in 16 different countries worldwide: Germany, France, Netherlands, UK, Portugal, Denmark, Ireland, Norway, Finland, Spain, Italy, Austria, Switzerland, USA, Japan and New Zealand.

 

Mercedes cuts production in Germany, Hungary on chip shortages

The automaker said it could not give a prognosis about when the supply shortage of certain semiconductor components will be cleared.

in Automotive News Europe, 28-07-2021


Daimler is reducing Mercedes-Benz production at three plants in Germany and temporarily halting output its factory in Hungary due to a shortage of semiconductors.

The automaker has introduced short-time working for employees at the Mercedes plants in Sindelfingen, Rastatt and Bremen in Germany.

In Rastatt, production will be reduced until the end of next week. In Sindelfingen and Bremen, output will be cut until the end of the week.

The Kecskemet factory will stop production for three weeks until mid-August.

Daimler said it could not give a prognosis about when the supply shortage of certain semiconductor components will be cleared.

“The situation is still volatile and we are permanently reevaluating what this means for Mercedes-Benz production,” a Daimler spokeswoman told Automotive News Europe.

In Sindelfingen, production has only been stopped in some areas and the automaker will continue to build as normal highly profitable large luxury cars. At Sindelfingen’s Factory 56 plant,  which builds the S-Class sedan, Mercedes-Maybach S-Class and the EQS full-electric sedan, production is not impacted.

“The Mercedes-EQ electric offensive remains a top priority,” the spokeswoman said.

 

CIP | Quase 40% das empresas identificam a legislação e o enquadramento regulamentar como principal obstáculo à Economia Circular

A legislação e o enquadramento regulamentar, a par das questões económicas e financeiras, são os dois principais obstáculos à implementação de processos de circularidade por parte das empresas portuguesas. Esta é uma das conclusões preliminares do inquérito realizado pela CIP – Confederação Empresarial de Portugal, junto de 194 empresas, em parceria com a EY Parthenon.

in CIP, 28-07-2021


O inquérito insere-se no projeto Economia Mais Circular, o maior e mais completo estudo alguma vez feito em Portugal sobre Economia Circular, desenvolvido em estreita colaboração com as empresas, ao longo de 12 meses. Além de fazer um levantamento do estado da arte da Economia Circular em Portugal – identificando as boas práticas já adotadas e os projetos em curso – o projeto E+C procura estimular a adoção de uma metodologia de medição da circularidade nas empresas portuguesas amplamente testada a nível internacional, através da ferramenta Circulytics, desenvolvida pela Fundação Ellen MacArthur.

Na resposta às barreiras mais restritivas à implementação de estratégias de circularidade, 37,1% das empresas respondentes identificou a legislação e o enquadramento regulamentar, nomeadamente devido a regulamentação complexa (80%) e processos de desclassificação de resíduos difíceis e demorados (61%). Também as questões económicas e financeiras foram identificadas como um dos principais obstáculos por 35,6% das empresas, desde logo devido à necessidade de investimento de longo prazo (64%) e de adoção de processos de gestão e planeamento mais dispendiosos devido à aplicação de práticas mais complexas (57%).

Destaque ainda para as questões técnicas, classificadas igualmente como tema muito restritivo por parte de 31,1% das empresas. As justificações mais apontadas pelas empresas foram a necessidade de adoção de tecnologias específicas (e.g. reciclagem) para a criação de produtos circulares e de sistemas de produção circulares, mantendo o nível de qualidade ou segurança dos produtos (70%) e a necessidade de maior know-how e conhecimento tecnológico (56%).

“Este inquérito, cujos resultados são ainda preliminares, tornam óbvia a necessidade de termos procedimentos mais simples e mais céleres para a utilização de matérias-primas secundárias, além de clarificação regulatória sobre os vários mecanismos de desclassificação de resíduos para subprodutos”, sublinha Sílvia Machado, Assessora Sénior da CIP para a área de Ambiente & Clima. E acrescenta: “Além disso, são essenciais incentivos para a utilização de matérias-primas secundárias pelos fabricantes (frequentemente mais onerosas do que as virgens), bem como para o consumidor, para que valha a pena investir num produto mais durável, eco concebido para poder ser reparado e/ou recondicionado e totalmente reciclado no fim de vida”.

Praticamente todas as empresas respondentes (97%) consideram ser uma vantagem competitiva as empresas terem uma abordagem de Economia Circular na forma como adquirem, produzem e vendem produtos. A grande maioria das empresas considera a escassez de recursos naturais muito crítica (41%) ou crítica (25,3%) para o funcionamento contínuo do negócio.

As estratégias de Economia Circular são encaradas como uma solução para mitigar a escassez de recursos naturais por mais de metade dos respondentes considerados. No entanto, apenas 19% integra quase sempre a Economia Circular na tomada de decisões estratégicas para reduzir os seus impactos ambientais.

Os resultados globais do inquérito serão divulgados em setembro.

 

Maroc | Renault amorce une nouvelle phase de son écosystème industriel

Dans l’optique d’une politique d’accélération industrielle, le constructeur automobile Renault, vient d’amorcer une nouvelle phase de son écosystème au Maroc, avec de nouveaux projets de véhicules qui incluront progressivement les technologies d’électrification de Renault Group.

in Industrie du Maroc, 28-07-2021


Renault Group Maroc et le Ministère de l’Industrie, du Commerce et de l’Economie Verte et Numérique ont signé ce 27 juillet, une convention pour renouveler les accords de consolidation de l’écosystème sur la période 2021-2030, en vue du développement de l’écosystème Renault.

Avec cette convention, le constructeur automobile s’engage à développer de nouveaux projets de véhicules qui incluront progressivement des technologies d’électrification de Renault Group. Ces projets contribueront à la montée en puissance et à la valorisation de la filière industrielle automobile. L’engagement de cette convention se reflètera également au niveau du chiffre d’affaires (CA), où Renault promet d’atteindre 2,5 milliards d’Euros de CA en sourcing local dès 2025, ainsi qu’une cible de 3 milliards d’Euros de CA et 80% d’intégration locale à terme.

Cet accord confirme le soutien indéfectible du Royaume et par cette nouvelle impulsion concrétise son engagement au développement de l’activité du Groupe dans le Royaume et de l’ensemble de la filière industrielle automobile marocaine.

Déroulée en présence du ministre de l’Industrie, du Commerce et de l’Economie Verte et Numérique, Moulay Hafid Elalamy et du directeur général de Renault Group, Luca De Meo, cette cérémonie a également permis de dévoiler la première Dacia Sandero fabriquée à la Somaca, dont la commercialisation au Maroc, est prévue dès septembre.

Malgré la crise sanitaire et celle des composants électroniques traversées par l’ensemble des acteurs économiques, Renault Group Maroc a confirmé son dernier engagement, signé le 8 avril 2016 avec le Royaume devant Sa Majesté le Roi Mohammed VI, à travers l’atteinte des 1,5 milliard d’euros de CA et 65% d’intégration locale en 2023.

 

Tanger Med Port Propels Morocco’s Booming Auto Sector

STMicroelectronics is set to inaugurate a new electric vehicles (EV) chip production at its facility in Bouskoura, Morocco. The plant will be dedicated to producing electronic chips for Tesla after STMicroelectronics won a contract with the American electric automaker. Initial production has already begun on the company’s existing lines.

in The Maritime Executive, 27-07-2021


The announcement makes Morocco the first African country to fully venture into the emerging market of electric vehicle export. Globally, there has been a biting shortage of microchips: the Covid-19 pandemic increased demand for personal electronics, outstripping supply. In addition, supply chain disruptions caused by the pandemic led many Asian based chip manufacturers to downsize operations. Thus, Morocco enters the chip market in hope of plugging an existing shortage.

With a rising logistics industry and Africa’s largest container port, Tanger Med, Morocco is steadily becoming a manufacturing hub for neighboring European industries. In a bid to shorten supply chains and bring manufacturing near to the end-market, many European industries seem to favor Morocco.

This is well visible in Morocco’s automotive sector. French economist Henri Louis Vedie estimates that Morocco has overtaken South Africa to become a continental leader in the automotive industry. Further, Vedie calculates that Morocco’s car production will reach 700,000 units annually by 2023.

The presence of Europe’s automotive giants – Groupe Renault and Groupe PSA (now Stellantis) – has successfully cemented Morocco’s position in global automotive exports. In fact, as of 2019, Morocco’s automotive industry sales accounted for 27.6 percent of the country’s exports. These companies have attracted another 200 international suppliers operating their own local manufacturing plants. For instance, the American firm Lear operates 11 production sites in Morocco specializing in car electrical and seating systems. In addition, the Chinese wheel manufacturer and aluminium supplier CITIC Dicastal has a $400 million plant in Kenitra, where it supplies the nearby Groupe PSA industry.

Morocco’s economic transformation is founded on its vibrant port complex. Tanger Med is located at the confluence of major global shipping routes, and it has one of Africa’s most competitive business models.

“Morocco stands out as a country that has seized the Covid-19 crisis as an opportunity to launch an ambitious program of transformative reforms,” observed a recent economic monitoring report by World Bank. Some of the programs include restructuring Morocco’s large network of state-owned enterprises such as the Tanger Med port complex under Tangier Mediterranean Special Agency (TMSA).

In order to optimize the operational efficiency of TMSA’s core businesses – the port and Free Trade Zones – the government established a subsidiary, Tanger Med Port Authority, dedicated solely to port operations. This distinction streamlines the role of the state-owned enterprise, and it is intended to level the playing field for investors, ultimately enabling more firms to enter the Moroccan market.

Morocco’s entry into EV chip production thrusts the country into a booming market for EV vehicles, as witnessed in Europe and the United States.

“STMicroelectronics agreement with Tesla seems to be just the leading edge of a wave of EV chip production in Morocco that could provide a pathway to EV manufacturing in the North African nation,” wrote Prof. Michael Tanchum in a recent article for Middle East Institute. “Through its new EV chip production line, Morocco will soon play a greater strategic role in securing Western Conductor supply chains. Given its proven track record as an automotive manufacturing hub, chip production could become the catalyst for the establishment of EV manufacturing in Morocco.”

A Eni adquire centrais fotovoltaicas em Espanha e em França, ao adquirir o Dhamma Energy Group

A Eni, através da Eni Gas e Luce, adquiriu o Dhamma Energy Group (“Dhamma”) aos parceiros fundadores relevantes. A empresa possui uma plataforma para o desenvolvimento de centrais fotovoltaicas em França e em Espanha.

in Eni, 26-07-2021


A carteira de ativos da Dhamma inclui um conjunto de projetos em várias fases de desenvolvimento para quase 3 GW em ambos os países e inclui fábricas já em operação ou em desenvolvimento avançado em França para cerca de 120 MW.

A transação inclui a integração, na Eni Gas e Luce, da equipa que contribuiu para o sucesso da Dhamma, fornecendo uma base para o desenvolvimento do portfólio de projetos renováveis da Eni Gas e Luce.

A operação faz parte do plano para a realização dos objetivos de expansão para a capacidade de produção de energia renovável e a sua integração nas atividades de retalho nos mercados francês e espanhol.

Claudio Descalzi, CEO da Eni, comentou: “Esta transação ajudará a aumentar a nossa capacidade de produção de energia renovável de acordo com a nossa estratégia de crescimento, continuando a expandir-se em Espanha e, especialmente, lançando a nossa presença no setor de energias renováveis em França, onde a Eni Gas e Luce já tem uma presença sólida e uma importante base de clientes. Para a Eni Gas e Luce, França e Espanha são mercados centrais em que a empresa irá aumentar cada vez mais o seu valor através da integração entre o retalho e as energias renováveis”.

Olivier Crambade e Philippe Esposito, Co-Fundadores da Dhamma, comentaram: “A venda à Eni Gas e Luce é uma evolução perfeita e natural para apoiar a ambição da Dhamma para o futuro. No atual contexto ambiental, social e político, com maior foco do que nunca na descarbonização e sustentabilidade, é reconfortante ver empresas líderes da indústria como a Eni abraçarem plenamente a transição energética. Com esta transação, temos o orgulho de contribuir para as ambições da Eni Gas e Luce em matéria de energias renováveis. O apoio da Eni Gas e Luce, juntamente com o forte histórico da Dhamma e a experiência significativa no desenvolvimento de projetos fotovoltaicos à escala industrial, permitirão, sem dúvida, acelerar ainda mais o crescimento em Espanha e em França”.

A conclusão da transação está sujeita à obtenção das autorizações habituais.

A Eni Gas e Luce está presente no mercado retalhista de electricidade, desde 2003, através da Eni Gas & Power France com 1,3 milhões de clientes, enquanto que em Espanha está presente através da Aldro Energía Y Soluciones S. L., uma empresa 100% filial da Eni que opera no mercado de venda de energia e gás para os clientes domésticos, bem como para as grandes, pequenas e médias empresas. Em fevereiro de 2021, a Eni assinou um acordo com a X-Elio para a aquisição de três projetos fotovoltaicos no sul da Espanha, com uma capacidade total de 140 MW.

https://www.sintetica.enilubes.com/

 

 

A Eni expande projetos renováveis em Espanha

A empresa assinou um acordo para a aquisição de projetos fotovoltaicos e eólicos numa capacidade total de 1,2 GW

in Eni, 26-07-2021


A Eni, através da Eni Gas e Luce, assinou um acordo com a Azora Capital para a aquisição de uma carteira de nove projetos de energia renovável em Espanha.

A operação envolve a aquisição de três parques eólicos em funcionamento e de um parque eólico em construção na zona centro/norte do país, num total de 230 MW, e cinco grandes projetos fotovoltaicos em desenvolvimento avançado para cerca de 1 GW. Para todas as fábricas em construção ou em desenvolvimento, a Eni e a Azora trabalharão em conjunto para garantir o início da produção até 2024. Além disso, a Eni e a Azora estão a trabalhar no sentido de um acordo estratégico mais amplo para aumentar ainda mais a plataforma de energias renováveis da Eni em Espanha.

O acordo faz parte do desenvolvimento estratégico da Eni no mercado espanhol e centra-se no desenvolvimento combinado da capacidade de produção de energia renovável e da base de clientes de retalho. Claudio Descalzi, CEO da Eni, comentou: “Esta operação permite-nos aumentar a nossa capacidade de produção de energia renovável, com efeitos imediatos, em conformidade com o nosso plano de objetivos, e ao mesmo tempo reforçar a nossa perspetiva de crescimento através de um conjunto de projetos fotovoltaicos num mercado estratégico como o espanhol, onde a Eni gas e luce está agora a trabalhar neste projeto com um forte parceiro espanhol como a Azora e a aumentar o seu fornecimento de energia renovável, com o objetivo de proporcionar ainda mais energia descarbonizada à sua base de clientes”.

Santiago Olivares, Sócio Sénior e Chefe de Equipa de Infraestruturas da Azora, comentou: “O investimento em energias renováveis está no núcleo das capacidades da Azora e é uma convicção fundamental para nós. Estamos orgulhosos por apoiar a Eni na sua expansão contínua no âmbito da energia renovável e estamos ansiosos para alavancar o nosso histórico de mais de 20 anos no setor das energias renováveis por apoiar uma empresa líder de energia global nesta importante jornada de crescimento.”

A Eni Gas e Luce está presente em Espanha através da Aldro Energía Y Soluciones S. L., uma empresa 100% filial da Eni que opera no mercado de venda de energia e gás para os clientes domésticos, bem como para as grandes, pequenas e médias empresas. Em fevereiro de 2021, a Eni assinou um acordo com a X-Elio para a aquisição de três projetos fotovoltaicos no sul da Espanha, com uma capacidade total de 140 MW.

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Câmara isenta BorgWarner para fábrica que vai criar 300 empregos em Viana

A Câmara de Viana do Castelo decidiu hoje isentar a BorgWarner do pagamento de IMT pela aquisição de um terreno onde está a construir uma nova fábrica de 25 milhões de euros, que criará mais 300 novos empregos.

in O Minho, 22-07-2021


A decisão, tomada por unanimidade, em reunião ordinária do executivo municipal, isenta a multinacional americana do pagamento do Imposto Municipal Sobre Transações Onerosas de Imóveis (IMT) pela aquisição,à empresa Enerconpor-Energias Renováveis de Portuga de uma parcela de terreno, com 78 mil metros quarados, no parque empresarial de Lanheses, pelo valor de 4,3 milhões de euros.

“A BorgWarner requereu ao município, como medida de apoio ao investimento, a isenção do IMT pela transmissão do direito de propriedade do terreno, estimado em 279.500 euros”, refere a proposta socialista hoje aprovada.

Na apresentação da proposta, o vereador do Planeamento e Gestão Urbanística, Reabilitação Urbana, Desenvolvimento Económico, Mobilidade, Coesão Territorial e Turismo, Luís Nobre, justificou o apoio “com a dimensão do investimento e pelo número de postos de trabalho que vão ser criados”.

O projeto da terceira fábrica da BorgWarner em Viana do Castelo foi apresentada em abril. A unidade, já em construção, vai começar a produzir motores elétricos para o setor automóvel em 2023.

Na altura, em conferência de imprensa realizada através de videoconferência, após a assinatura do contrato de investimento entre a câmara e a Borgwarner, o gerente em Portugal, Ricardo Moreira, adiantou que a nova unidade produtiva vai ocupar 17 mil metros quadrados de terreno no parque empresarial de Lanheses, onde o grupo já emprega 950 trabalhadores.

O responsável explicou que o novo investimento resulta da aposta na transição energética, estimando que em 2030 “45% do negócio da BorgWarner estará centrado na produção de motores elétricos”.

O responsável adiantou que “a nova fábrica será a terceira na Europa deste setor de negócio e irá produzir motores elétricos para clientes europeus do grupo”.

Atualmente, em Viana do Castelo a BorgWarner tem um volume de negócios de 170 milhões de euros, prevendo-se a duplicação deste valor, com o novo investimento”.

A multinacional instalou-se na capital do Alto Minho em 2014, num investimento de 25 milhões de euros e na altura estimava criar 500 postos de trabalho.

Em 2014, os incentivos concedidos pela Câmara de Viana do Castelo evitaram a saída da multinacional norte-americana BorgWarner, de Portugal, encontrando-se instalada no município vizinho de Valença.

Na altura, a multinacional beneficiou de um conjunto de isenções de taxas de infraestruturas, apoios à aquisição de terrenos e acompanhamento de processos de licenciamento, entre outras medidas.

A autarquia contratou ainda um gabinete especializado, por 40 mil euros, para conceder apoio técnico à multinacional na construção da nova fábrica.

O grupo é líder mundial de produtos em soluções de tecnologia limpa e eficiência para veículos de combustão, híbridos e elétricos. Com fábricas e instalações técnicas em 96 localizações em 24 países, a empresa emprega cerca de 50.000 pessoas.

Tem um volume de faturação anual de 10 milhões de dólares, sendo que “um terço do seu negócio está instalado na Europa”.

O Regime de Incentivos de Viana do Castelo “prevê reduções e isenções de taxas para investidores de empreendimentos turísticos e acolhimento empresarial, atividades económicas relacionadas com as fileiras da agricultura e floresta de base regional, regeneração urbana e modernização de espaços comerciais e espaços de restauração e bebidas”.

As medidas, “que visam assegurar aos investidores mecanismos e políticas impulsionadoras de desenvolvimento em atividades relacionadas com produtos endógenos, reabilitação e imobiliário, foram criadas em 2010”.

 

https://www.borgwarner.com/home

 

Seat aplica nuevos parones en Martorell

La fábrica comienza la semana con día de inactividad total que se alargará con afectaciones parciales en las jornadas siguientes

in Coche Global, por Toni Fuentes, 26-07-2021


La fábrica de Seat de Martorell ha empezado la última semana de julio con nuevas afectaciones debido a la escasez de microchips en el mercado mundial. La planta está completamente paralizada durante el lunes y sufrirá paros parciales en los siguientes días, hasta el viernes.

La dirección del fabricante automovilístico comunicó a los sindicatos y a la plantilla que quedan desconvocados todos los turnos de trabajo de las tres líneas de montaje de la factoría de Martorell durante este lunes día 26 de julio, lo que supone la pérdida de más de 2.000 coches que es la media diaria que tenía la planta.

Desde el martes y hasta el viernes, las líneas 1 y 2, en las que se fabrica los modelos Seat Ibiza y Arona y León y Cupra Formentor, respectivamente, han cancelado los turnos de noche, por lo que solo funcionarán con dos turnos.

En cambio, la línea 3, en la que se produce el modelo Audi A1 y que ha sido la más afectada hasta ahora por los parones, funcionará con normalidad el martes y el miércoles pero volverá a parar de forma total el jueves y el viernes.

Los pedidos de Seat suben

El cese de producción afecta a otras actividades relacionadas como prensas, chapistería y pintura, que sufren cancelaciones de turnos totales o parciales durante esos días. Seat sigue sosteniendo que tiene como prioridad garantizar el suministro de componentes en los que se integran los chips tan buscados en la industria de automoción mundial y recuerda que los niveles de pedidos ya han superado el volumen que se registraba en 2019, antes de la pandemia.

Desde el mes de junio, los efectos de la falta de semiconductores se está cebando en las fábricas de automóviles de España, que sufrieron un recorte de su actividad en relación con 2020. Además de Seat, numerosas plantas españolas aplican medidas de flexibilidad interna similares o días de inactividad de un ERTE, o incluso adelantan sus vacaciones. En esa situación se encuentran casi todas las plantas en mayor o menor medida.