Isabel Furtado – TMG | “Preparamo-nos para ser a ‘fábrica do futuro’”

TMG é uma das mais reconhecidas empresas nacionais da área têxtil, com mais de 80 anos de experiência no mercado. Ao longo de todo este tempo, a visão estratégica dos responsáveis da empresa resultou na aposta na inovação e no constante crescimento da empresa, abrindo sempre novas áreas de trabalho, como salienta Isabel Furtado, a CEO da TMG Automotive.

in Valor Magazine, 31-03-2021


Em 2021, a estratégia de crescimento e investimento contínuo em inovação continua a fazer parte do ADN da TMG?

Diria que mais do que nunca, é importante investir em Inovação e em diferenciação, de forma a incorporar conhecimento e a transformação do mesmo em bens, com valor comercial. A TMG acredita que só assim se pode desafiar mercados globais e crescer de forma sustentada. Neste sentido, é cada vez mais a estratégia da TMG não só acrescentar valor pela via orgânica, desenvolvendo internamente o que melhor sabemos fazer, mas também pela Inovação mais disruptiva, em colaboração com entidades e ecossistemas do meio académico e científico, que promovem valor pela diferenciação.

Quais as principais áreas em que o Grupo está envolvido gostaria de destacar nesta entrevista, tendo em consideração novos projetos e apostas de investimento nessas áreas?

Na TMG novos projetos ou investimentos são uma constante e não se limitam ao desenvolvimento de produtos, porque temos a clara noção que, como empresa transformadora que somos, os processos industriais e as infraestruturas são o nosso pilar. Na área da inovação de processos, a TMG tem vindo a preparar-se para ser a fábrica do futuro, investindo continuadamente em ferramentas tecnológicas numa estratégia de transformação digital. Transformação esta que promove a interligação e integração das várias operações, otimizando processos e garantindo à cadeia de valor conexão e transversalidade de soluções que incrementam sinergias e eficiências. Neste ano, concentrámos o esforço na crescente automação e desmaterialização de processos, na utilização de Inteligência Artificial com o objetivo de deteção das causas raiz de problemas, assim como no desenvolvimento de novos artigos, e nas Tecnologias de Simulação, que nos permitem prever o comportamento dos nossos materiais. Do ponto de vista energético, a TMG desde sempre apostou na produção de energia de fonte renovável. As duas mini-hídricas instaladas no Rio Ave a produzir energia há mais de 50 anos são prova disso mesmo. Mais recentemente, efetuámos um investimento em dois parques fotovoltaicos, com arranque previsto para o final do primeiro semestre de 2021.

A TMG é uma empresa onde a responsabilidade social e a sustentabilidade são muito trabalhadas. No que concerne à sustentabilidade, quais as principais ações levadas acabo para assegurar uma poupança dos recursos naturais, energéticos e de matéria-prima no decorrer do vosso trabalho?

A TMG é uma empresa familiar e assenta a sua existência nos pilares da ética, princípios e valores, com o respeito pelo meio ambiente e a comunidade, desde a sua fundação. Desde há mais de 20 anos com certificações nas áreas de Qualidade e Ambiente, temos procurado alinhar o nosso sucesso com o compromisso de produzir responsavelmente. Recentemente, e para formalizar o nosso comprometimento, tornámo-nos membros do Global Compact das Nações Unidas e subscrevemos os 10 princípios de Desenvolvimento Sustentável. A escolha de fornecedores incide sobre os que demonstram práticas sustentáveis nas suas organizações, e que se alinham com os princípios que defendemos. Internamente e de forma a determinar os impactos ambientais dos produtos, a TMG adotou a diretiva europeia da Avaliação de Ciclo de Vida como ferramenta vital para o desenvolvimento do produto, desde a sua conceção, escolha de matérias-primas, produção e fim de vida, incluindo o posterior desmantelamento, reutilização e reciclagem, tendo sempre como objetivo principal a redução de desperdícios e a circularidade dos produtos. Consciente da crise climática, a TMG Automotive aliou-se ao movimento global Business Ambition for 1.5 °C, contribuindo para o maior desafio do Acordo de Paris, e comprometeu-se a atingir a neutralidade carbónica até 2050. Para atingir este fim, os próximos anos serão de grande exigência e iremos trabalhar em diversas frentes, como fontes de carbono renovável, eficiência de recursos, energias renováveis e circularidade. Com o objetivo de acelerar a integração dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e contribuir mais amplamente para a Agenda 2030, a TMG Automotive aderiu, também, ao programa SDG Ambition da UN Global Compact.

Em 2020, a TMG adquiriu, em consórcio com a Carrington, uma empresa alemã – Melchior Textil GmbH. A presença no mercado alemão é de importância estratégica?

Completamente. Desde há muitos anos que temos clientes de referência no mercado alemão, o qual é crucial como plataforma comercial para toda a Europa central e pelos seus elevados padrões de exigência. A Melchior é um importante player de têxteis para vestuário de trabalho e a sua aquisição foi uma decisão estratégica, uma vez que veio verticalizar a nossa oferta industrial no mercado alemão.

Como avalia a importância do mercado alemão, no contexto europeu e mundial?

A Alemanha, como motor da economia europeia tem, por natureza própria, o seu estatuto de importância pré-definido nos dois contextos – europeu e mundial, e muito em particular, no negócio automóvel. A notoriedade da Engenharia Alemã e o valor da marca “made in Germany” é inquestionável. Para a TMG produzir para fabricantes de automóveis (OEMs) de origem alemã é um desafio constante, quer pela exigência do próprio mercado em termos de inovação e performance, quer pela nossa posição geograficamente periférica, distante dos centros de decisão. Para a TMG é um mercado crucial – é para a Alemanha que exportamos cerca de 1/3 da gama de produtos que fabricamos, e é na Alemanha onde temos a “casa mãe” dos nossos maiores clientes. Por isso, mais de 70 por cento das nossas exportações diretas ou indiretas são para as construtoras alemãs, mesmo que globalmente dispersas.

Enquanto empresária, como caracterizaria as relações comerciais entre os mercados português e alemão e a sua importância um para o outro?

As relações comerciais entre Portugal e Alemanha são muito abertas, mesmo considerando que ambos os países estão num mercado único e sob as regras desse mesmo mercado. É um facto que a importância não é percecionada de uma forma idêntica em cada uma das partes. Portugal, dado o seu tamanho, estrutura industrial e economia suportada pelas exportações, tem pela Alemanha uma perceção, aliás realista, de maior importância. No entanto, nos últimos anos, Portugal tem vindo a afirmar-se como um país inovador, tecnologicamente capaz, com excelente engenharia, e a prova disso é o investimento que muitos grupos económicos alemães, alguns nossos clientes, têm feito em Portugal.

Enquanto CEO da TMG Automotive, e tendo conseguido que a empresa se posicionasse no segundo lugar no setor de interiores de automóveis, tornou esta empresa numa das maiores exportadoras desta área. O futuro passa por expandir ainda mais esta área em particular, dedicada aos automóveis?

Antes de responder à questão sobre o futuro, deixe-me brevemente relembrar o passado, que há cinco décadas nos vem ensinando como a melhoria contínua assente nas lições aprendidas é importante. Faz este ano, exatamente, 50 anos que a TMG iniciou o seu percurso como fornecedor de interiores para a indústria automóvel europeia. O futuro passa agora por sustentar, em crescimento, o posicionamento no mercado europeu e ir de encontro às expectativas dos nossos clientes que, relativamente aos seus principais locais de produção globais, desde a Ásia, Américas e África, vêm demonstrando uma crescente tendência de limitar a cadeia de fornecimento a produções locais. Esta tendência tem sido um fator cada vez mais marcante na nossa estratégia. Neste entendimento, a TMG Automotive formalizou há alguns anos uma empresa comercial em Xangai, China e durante o ano de 2020 consolidámos a nossa entrada numa parceria industrial local, que estimamos estar completamente operacional em 2022. Este percurso e a aprendizagem que dele tiramos irá contribuir, certamente, para desenvolvermos com tanto ou mais sucesso a nossa aproximação ao mercado norte-americano, onde já temos uma parceria com mais de 15 anos.

 

www.tmg.pt

 

Isabel Furtado, CEO TMG

 

Welcome to GenSYS!

We are a Smart Manufacturing Planning and Control System design for Big and Complex manufacturing environments with high Product Diversity and Product Customization that “MAKE THINGS HAPPEN” in the Manufacturing Plant.

in GenSYS, 02-04-2021


So, we are helping factories to increase their performance!

We have already been adopted by some big companies with great results!

Our System is a rule based system – it means you don´t have to teach GenSYS everything about everything. Save your time and effort, create rules and conditions and let GenSYS do the rest.

The system proposed by GenSYS embodies a set of new Product Data Management, Planning, Control and Production Scheduling models that respond to the paradigm of Mass Customization and meet the industry 4.0 and Smart Manufacturing System requirements allowing organizations to cope with production environments of high product diversity with levels of efficiency identical to those of repetitive production.

Take a look at our latest Digital Event Summary! We have been talking about Smart Manufacturing Systems and how GenSYS is Making Smart Factories become REAL!

 

Visit us at our website and talk with our team.

www.gensys.pt

 

Lisboa vai ter o maior centro digital da Mercedes a nível mundial

Vão ser mais de 300 pessoas, de várias nacionalidades, recrutadas, literalmente, a alta velocidade.

in Expresso, por Vitor Andrade, 01-04-2021


Imagine que, em vez de uma entrevista formal de recrutamento para o seu novo emprego, à volta de uma mesa, de frente para o interlocutor, deparava consigo dentro de um carro desportivo a alta velocidade, num trajeto urbano cheio de curvas, conduzido por um piloto de corridas, enquanto, através de um auricular, lhe faziam a pergunta sacramental: “Porque é que o devo contratar?” Puxado ao limite do stresse e com a adrenalina nos píncaros, seguramente que a resposta nunca seria totalmente conclusiva, mas… era um começo.

Foi precisamente assim que, em 2017, se iniciaram as sessões de recrutamento para o hub digital da Mercedes em Portugal, no Beato, em Lisboa. A originalidade do expediente deu tanto nas vistas que não apenas foi um sucesso de audiências quando alguns vídeos foram colocados no YouTube como a casa-mãe da Mercedes, na Alemanha, apostou todas as fichas na sua mais recente opção fora de portas.

O hub digital em Lisboa arrancou de imediato com 125 pessoas, de várias nacionalidades, mas atualmente são mais de 200 a trabalhar na capital portuguesa. O sucesso deste departamento da Mercedes não ficou por aí e está já em curso mais uma ronda de recrutamento de talento que em breve deverá colocar no Beato mais de 300 pessoas.

Os perfis destes profissionais andam sobretudo à volta da programação e do design gráfico e os salários embora não revelados tendem a aproximar-se cada vez mais dos praticados nos outros dois centros digitais que a Mercedes tem em Berlim (80 pessoas) e em Estugarda (120 pessoas), na Alemanha.

“Na verdade, nós temos de pagar o que o mercado paga a nível internacional, caso contrário muitas pessoas não vêm para cá”, clarifica Alexandre Vaz, 44 anos, presidente executivo do hub digital da Mercedes em Portugal (batizado Mercedes-Benz.io).

Esta empresa tecnológica da Mercedes vai ser a primeira a instalar-se no Hub Criativo do Beato, cujas obras ainda decorrem, onde deverá ocupar perto de 2 mil metros quadrados.

“No entanto, tendo em conta a importância que assumiu o trabalho remoto, já estamos a repensar a forma como iremos ocupar fisicamente o espaço, que será muito mais um centro de encontro e de partilha do que propriamente um local de trabalho tradicional”, explica Alexandre Vaz. O gestor confirma, aliás, que atualmente não há ninguém instalado na sede da empresa.

Como se explica o sucesso disruptivo do hub da Mercedes em Lisboa? “Fundamentalmente por aqui haver uma grande concentração de talento, que continua disponível e, além disso, temos muitas escolas de engenharia”, explica o jovem gestor.

Talento foi algo que em 2014 não faltou a Alexandre Vaz quando lançou uma startup na área das soluções de marketing digital, apenas com 10 pessoas. Ao talento juntou algum arrojo e abordou o gigante automóvel Mercedes para lhe vender a sua pequena empresa.

Curiosamente, nessa mesma altura, a Mercedes estava a equacionar criar um terceiro hub digital fora da Alemanha. Com “um empurrão fantástico” do então secretário de Estado da Indústria, João Vasconcelos, que meteu a AICEP na equação, a multinacional germânica da indústria automóvel não comprou a empresa a Alexandre Vaz mas criou uma nova só para Lisboa, onde integrou a equipa do jovem gestor, colocando-o desde logo como presidente executivo, cargo que ocupa até hoje.

Em termos muito simples, para se perceber o que faz a empresa da Mercedes dirigida por Alexandre Vaz, basta referir que quando abrimos o site daquela prestigiada marca automóvel e começamos a navegar em busca de um modelo, que costumiza-mos à nossa medida, ou de outras soluções ajustáveis ao carro que pretendemos comprar, praticamente toda a plataforma digital em que navegamos é feita em Lisboa, para todos os mercados à escala global.

Alexandre Vaz, que conduz habitualmente um Mercedes, diz que o próximo passo da empresa que dirige pode vir a ser a entrada nas soluções digitais que constam no próprio painel de comandos dos carros do grupo.

Até lá vai continuar a dirigir o hub digital da Mercedes em regime de “holacracia”, como faz questão de sublinhar, em que o modelo de gestão assenta no princípio da autoridade distribuída no extremo oposto das organizações clássicas sempre com o chefe lá bem no topo da hierarquia.

 

 

Portugal quere colaborar co proxecto da fábrica de baterías para automoción que promove Vigo

Portugal segue con atención a iniciativa que o Consorcio Zona Franca xa trasladou ao Goberno para optar a unha fábrica de baterías eléctricas cos Fondos Next Generation.

in CRTVG, 02-04-2021


O Laboratorio Ibérico Internacional de Nanotecnoloxía, con sede en Braga, está interesado en participar neste proxecto, atraído polas cifras: un investimento de 152 millóns de euros para producir unas 300.000 baterías ao ano, e a creación e mil empregos directos e 8.000 indirectos. O instituto, con representantes dos gobernos español e portugués, quere colaborar buscando apoios, e dar un paso máis, creando un Clúster de Baterías na rexión transfronteiriza. Unha iniciativa que pode competir co proxecto público privado que vai impulsar a fábrica de baterías de Martorell.

VÍDEO

“Vemos posible máis dun proxecto na Península Ibérica”, indica David Regades, delegado do Consorcio da Zona Franca.

De Vigo saen o 25 por cento dos coches de España, e o futuro pasa polo vehículo eléctrico, así que a fábrica de baterías fortalecería o sector da automoción no noroeste.

“Hai que atraer novos investimentos, como a fábrica de baterías e mesmo de microchips”, comenta Enrique Mallón, secretario xeral da Asociación de Industrias do Metal.

O sector dá unha cifra: en España fabricaranse un millón e medio de coches eléctricos en 2030. Isto daría carga de traballo para dúas ou tres fábricas de baterías no país, e ahí é onde quere situarse Vigo.

 

VÍDEO

 

Grupo SOCEM | Otimização e Inovação – Indústria 4.0

Desde 1986 que o Grupo SOCEM, rede global de empresas do sector dos moldes e plásticos, vem investindo em tecnologias de ponta e em processos inovadores na produção, assente no lema “One Step Ahead” – estar sempre um passo à frente.

in Região de Leiria, Suplemento TICE 2021, 25-02-2021


O investimento na investigação e na inovação, começou desde logo, em 1989, sendo a SOCEM a primeira empresa da Península Ibérica a aplicar a engenharia inversa nos seus processos produtivos, com a introdução de um sistema de laser para digitalização de modelos e moldes.

Em 1998, a aquisição da primeira máquina de sinterização da Península Ibérica já antecipava os pensamentos mais vanguardistas de uma produção em série em fabrico aditivo.

A realidade aumentada passou também pelas “suas mãos”, em 2012. Era assim que se diferenciava para promover os seus produtos e serviços em feiras do sector.

Hoje, mais do que nunca, o conceito das Tecnologias de Informação, Comunicação e Eletrónica é uma realidade mais tangível, sendo já essencial para o desenvolvimento de um projecto de confiança e de transparência com os clientes.

Nos últimos cinco anos, todas as empresas produtivas do Grupo Socem fizeram grandes investimentos nas áreas de TICE.

Smart Manufacturing

Hoje, o Grupo SOCEM dispõe de tecnologia capaz de iniciar projetos com engenharia inversa ou tecnologias aditivas. Na área dos moldes, os equipamentos de topo adquiridos e automatização de processos garantem fiabililade da produção: CNC de seis eixos, robôs de alimentação das máquinas, células de produção robotizadas, braços de medição tridimensional, entre outros.

No total, conta com oito unidades industriais dedicadas aos moldes, incluindo uma unidade no Brasil e outra no México.

Na área dos plásticos, além da recente compra da empresa Plastimago, na Marinha Grande, está a ser terminado um investimento de 12M€ na Maxiplás, em Pombal, que pressupôs o aumento para o dobro da área de produção e ainda a construção de um novo armazém, moderno e robotizado, com AGV para movimentação da logística interna e armazenagem.

Atualmente, conta com células de produção robotizadas, espaços de produção fechados, sem intervenção humana, desde a saída da peça da máquina de injeção até ficar disponível para expedição.

O Grupo SOCEM é capaz de produzir vários tipos de peças, desde o sector doméstico, embalagem, eletrónico e automóvel, dispondo de 74 máquinas de injeção das 35T às 2300T.

Sistemas de informação

Foi desenvolvido internamente um software de gestão integral, adaptado às necessidades do sector – o SOPHIA, portal do conhecimento – inclui algumas novas tecnologias associadas à inteligência artificial como a utilização de algoritmos matemáticos para cálculos automáticos de orçamentação, planeamento e gestão de produção.

Todos os colaboradores se podem conectar para obter, colocar e agendar informações relacionadas com os projetos desenvolvidos e em desenvolvimento no Grupo SOCEM. Para além disso, também os clientes e fornecedores podem aceder à informação.

A equipa de Tecnologias de Informação inclui vários programadores e informáticos afetos ao desenvolvimento do SOPHIA, questões de segurança cibernética e processos inovadores na produção.

Consciência ambiental e comunicação

Empresas TICE são empresas ecologicamente mais sustentáveis e amigas do ambiente.

O investimento em softwares, a digitalização e a redução diária do papel, os investimentos em painéis fotovoltaicos são atitudes e práticas atuais no Grupo SOCEM. Recentemente, foi introduzido o fornecimento da energia verde sendo que, atualmente, toda a energia consumida no Grupo SOCEM em Portugal é 100% renovável.

“Ser sustentável é a certeza de que teremos um futuro correto e promissor”

Patrícia Fonseca, Técnica de Ambiente e Segurança do Grupo SOCEM.

Na SOCEM as pessoas fazem a diferença. Agarram desafios, gostam de inovar e de desenvolver o seu conhecimento. Nesse sentido, dispõem de vários meios de comunicação interna, como uma intranet e um jornal mensal digital, e em breve será lançado um novo Portal de Gestão de Pessoas.

Visão para o futuro

“Queremos dar o passo seguinte e alargar a digitalização ao chão de fábrica dos moldes, apostando assim na Indústria 4.0, de forma a obtermos ainda mais eficiência nos nossos processos produtivos. Esta prática é já recorrente há vários anos no sector dos plásticos, sempre com visão na melhoria contínua e otimização dos processos produtivos.”

Roger Costa, Diretor de Tecnologias de Informação do Grupo SOCEM.

 

  • 34 anos de experiência
  • +620 Colaboradores
  • 9 empresas
  • 5 localizações
    • Portugal: Martingança, Marinha Grande e Pombal | Brasil: Joinville | México: Puebla

https://socem.pt/

 

 

Veneporte: “2021 pode ser um ano histórico”

Com 54 anos de atividade, a Veneporte é uma referência nos sistemas de escape junto dos fabricantes automóveis e no aftermarket independente. Depois dos desafios que a pandemia trouxe em 2020, o CEO Abílio Cardoso acredita que este poderá ser um ano muito importante para a Veneporte

in Turbo Oficina, 01-04-2021


Presente em 30 países e com 90% da sua produção exportada para quatro continentes, a Veneporte é uma referência mundial nos sistemas de escape. Especialista na produção de componentes como catalisadores, filtros de partículas, sistemas SCR e silenciosos, a empresa com sede em Águeda trabalha com vários fabricantes automóveis, mas é o sector do aftermarket independente que tem maior peso na atividade.

Apostada na evolução contínua da sua oferta, através de uma forte aposta na inovação e na competência ao nível do desenvolvimento de produtos, a empresa acredita que a sua capacidade de responder à introdução de normas ambientais mais rigorosas vai beneficiá-la no futuro. Mesmo marcado pela pandemia, 2020 acabou por ser um ano positivo, mas o CEO da Veneporte, Abílio Cardoso, acredita que 2021 pode ser um ano histórico.

Como analisa o ano de 2020 para a Veneporte?

O ano de 2020 para a Veneporte foi muito positivo, não obstante o quadro de pandemia que naturalmente teve consequências não só ao nível da saúde pública, mas também ao nível de atividade da maior parte dos sectores.

Na Veneporte sentimos um maior impacto nos meses de março, abril e ainda no mês de maio. Não só pelo impacto comercial mas também como mecanismo de proteção, suspendemos na totalidade a nossa produção entre o final de março e o fim de abril. Retomámos depois a atividade produtiva, de uma forma organizada e gradual, até à plena atividade em inícios de julho.

Com mais de 90% da produção a ter como destino a exportação, isso teve muito impacto no negócio? Foram necessárias alterações de grande relevo na logística?

Teve especial impacto ente a segunda quinzena de março e o início de maio, mas depois retomou e com uma grande dinâmica. Houve naturalmente necessidade de tomar medidas no nosso departamento de logística mas, com grande dedicação e responsabilidade de todos, fomos bem-sucedidos.

Não obstante a paragem de produção, garantimos sempre os fornecimentos aos nossos clientes, mesmo na fase critica do confinamento, graças às medidas tomadas e a uma equipa de logística muito organizada e dedicada. Todo este esforço permitiu-nos terminar o ano de 2020, praticamente em linha com os números de 2019.

Que medidas foram implementadas para proteção dos trabalhadores e também os componentes que produzem?

No final de março, em concordância com todos os colaboradores, começámos por dar férias e de seguida entrámos num período de lay-off, com exceção de parte do departamento comercial e do departamento de logística.

Depois retomámos gradualmente a atividade, mas sempre com particular atenção para as medidas de proteção individual e de grupo como, por exemplo, a disponibilização de máscaras aos colaboradores, a higienização frequente dos espaços comuns, a medição de temperatura, o distanciamento e o teletrabalho, quando possível, para além dos testes que realizámos e continuamos a realizar com regularidade. Medidas, que aliás ainda estão em vigor na empresa à data de hoje.

Qual o investimento em medidas de proteção?

Não tenho os valores exatos do investimento, mas seguramente foram umas dezenas de milhares de euros. Mas consideramos que foi um investimento importante e necessário para os nossos colaboradores se sentirem mais seguros e tranquilos.

A pandemia serviu também para otimizar aspetos do negócio e fazer algumas mudanças?

Sim, é verdade. Para lá de reflexões importantes sobre alguns aspetos organizacionais, que seguramente nos levaram a analisar e implementar oportunidades de melhoria, preparámos o lançamento de novas gamas de produto, especialmente na parte quente do sistema, como nas referências Euro 6 (filtros de partículas, catalisadores e SCR`s).

Além disso, iniciámos um estudo de tratamento do ar interior em transportes públicos [Clean Veneporte Solutions – Pure & Safety Air] e apresentámos uma candidatura ao programa SI15/2020, em consórcio com a Universidade de Coimbra e a ADAI. Foi aprovada com pontuação máxima, estando neste momento a decorrer uma fase de testes a um equipamento que poderá eliminar a carga viral nos transportes públicos. A equipa responsável por este projeto irá também debruçar-se sobre as questões da qualidade do ar em ambiente de mobilidade partilhada ou individual.

Abílio Rodrigues é o líder da empresa portuguesa de componentes automóveis que é referência nos sistemas de escape em todo o mundo

A Veneporte acredita que 2021 vai ser um ano em grande, podendo mesmo ser histórico. A especialista em sistemas de escape, que trabalha com “diversas marcas e um conjunto alargado de modelos”, afirma que isso é o reconhecimento da qualidade dos seus produtos.

Para 2021 quais as novidades e que objetivos tem a Veneporte?

Para 2021, temos objetivos muito claros e importantes. Temos de chegar ao final do ano conseguindo recuperar o não crescimento previsto para 2020, e somar o que estava previsto para 2021.

Estamos muito otimistas e julgamos que conseguiremos fazer um ano que será verdadeiramente histórico para a empresa, naturalmente se o quadro da pandemia tiver uma evolução favorável.

Que área tem maior impacto na atividade da Veneporte? O trabalho direto com os fabricantes ou o fornecimento de componentes para o aftermarket?

Não obstante a relação estratégica com os clientes OEM e OES, é o mercado IAM (aftermarket independente) que tem maior importância na atividade da empresa.

O que é mais importante na relação direta com os fabricantes e como respondem ao desafio de garantir o cumprimento dos requisitos técnicos de cada marca?

Penso que são um conjunto de competências e a sua interação, como o desenvolvimento do produto, a capacidade de produção e as tecnologias instaladas, as capacidades logísticas e ainda o sistema organizacional e de qualidade. Naturalmente que as exigências são muitas, mas temos conseguido responder de uma forma clara ao que nos é solicitado. Todos os projetos OEM e OES em que estamos envolvidos são naturalmente uma enorme demostração de confiança e reconhecimento pelo trabalho por nós desenvolvido.

Há diferenças em relação ao trabalho com o aftermarket?

Os requisitos são bastante diferentes, embora cada vez mais exigentes, sendo que do ponto de vista logístico em alguns casos até se torna mais complexo.

Situada em Águeda, a Veneporte exporta 90% da sua produção, com destino a quatro continentes

A Veneporte gasta centenas de milhares de euros por ano em investigação, mas Abílio Cardoso acredita que a empresa vai colher os frutos desta aposta, conseguindo acompanhar a introdução de normas de emissões mais apertadas. E destaca o papel que a empresa tem tido no combate ao que considerada serem “verdadeiros atentados à saúde pública”

A investigação tem uma importância imensa na atividade da Veneporte. Qual o investimento feito anualmente nesta área?

Temos vindo a investir todos os anos algumas centenas de milhares de euros em investigação e desenvolvimentos de novos modelos.

A garantia de qualidade no fabrico é outra preocupação constante, suponho…

A qualidade dos nossos produtos foi, é, e sempre será uma das nossas grandes preocupações. Esta nossa atitude e responsabilidade tem sido recompensada com um crescente reconhecimento por parte dos nossos clientes e do mercado em geral. Somos hoje uma das empresas de referência do setor, e isto muito se deve à inovação e qualidade dos nossos produtos.

Quão exigentes são os métodos de verificação de produto que a Veneporte tem implementado em toda a sua cadeia de produção?

Somos particularmente exigentes nessa matéria, mas também no correto desenvolvimento dos nossos produtos, na sua homologação, etc…Aliás, somos há muitos anos fortes opositores aos graves crimes ambientais que continuam a ser praticados por outros players no mercado, como as práticas de remoção dos filtros de partículas dos veículos e a instalação de catalisadores que não respeitam os níveis de emissões definidos pelas diretivas.

A preocupação com o cumprimento das normas ambientais tem sido uma área de grande intervenção para a Veneporte…

Alertámos muitas vezes para estes problemas, mas infelizmente as autoridades não atuaram de forma responsável. Fica para a história o nosso contributo no combate às práticas ilegais que são verdadeiros crimes públicos e sérios atentados à saúde pública e ao ambiente. Um dia, talvez nos deem razão.

A crescente exigência das normas de emissões tem beneficiado a Veneporte, pelo reconhecimento do sector para a qualidade e eficácia dos seus componentes?

Não temos qualquer dúvida, mas isso deve-se ao facto da nossa capacidade de acompanhar essas exigências, provavelmente ao contrário de outros fabricantes.

Como analisa as mudanças nas normas ambientais? Elas são bem ponderadas, tendo em conta o investimento necessário para a investigação e produção?

Não tenho dúvidas que a ponderação existe, embora julgue que o esforço de redução de emissões deveria ser mundial e não apenas em algumas partes do mundo. Por exemplo, não me parece que faça sentido exigir à Europa um enorme esforço quando outras partes do mundo não se preocupam de forma séria com isso.

Por outro lado, é importante uma correta legislação, mas é fundamental que exista uma correta fiscalização no mercado de reposição para evitar más práticas que, infelizmente, são do conhecimento do setor e que, naturalmente ,a Veneporte está completamente contra elas.

A luta contra os componentes não-homologados e a concorrência de empresas que não cumprem requisitos de produção, segurança e ambientais é uma grande batalha?

Claramente o combate às más práticas será sempre uma bandeira da nossa empresa, esteja relacionadas com a venda de produtos não homologados ou com os problemas de emissões. Volto a afirmar que estamos a falar de verdadeiros atentados à saúde pública. Estas situações não deveriam ser desvalorizadas pelas autoridades que têm responsabilidade nesta matéria!!!!

Para cumprir as novas normas até 2030 bastará a otimização dos motores e sistema de escape atuais ou poderemos ver surgir novos componentes, como aconteceu com a introdução dos SCR’s?

Como sabemos, ao nível de emissões haverá cada vez mais limitações e as soluções técnicas irão ao encontro dessa necessidade. Haverá seguramente muita inovação nesta área.

Para uma empresa que fabrica componentes do sistema de escape, como encara a eletrificação? Pode no futuro a Veneporte alargar a área de atividade para outros componentes (até, quem sabe, para veículos elétricos)?

Naturalmente que estamos atentos a esta realidade. Procuraremos evoluir na nossa atividade com o objetivo de acompanhar os limites de emissões impostos para a combustão, mas não deixaremos de estar atentos a outras áreas de negócio, estratégia que, aliás, já estamos a desenvolver, embora gradualmente.

Para mais informações sobre a Veneporte, visite o site oficial da especialista mundial em sistemas de escape.

Entrevista publicada na Revista Turbo Oficina 86, edição de janeiro/fevereiro de 2021