Socem projecta investimentos na área dos plásticos

Em meados de Janeiro deste ano, a Socem juntou ao grupo a empresa Plastimago. Uma aquisição feita antes da crise pandémica, que surgiu então como uma oportunidade para “alcançar um crescimento mais rápido no sector dos plásticos”, segundo o que estava definido no plano estratégico do grupo. “Além da recente aquisição da empresa de injecção na Marinha Grande”, o grupo vem investindo, desde Julho do ano passado, na empresa de Pombal, a Maxiplás. Já foram gastos 13 milhões de euros.

in Revista Moldes & Plásticos / Jornal de Leiria, por Lurdes Trindade, 01-10-2020


Luís Febra, CEO do Grupo Socem, explica que a Maxiplás, desde 2006, ano em que foi adquirida, tem feito um percurso de constante adaptação às necessidades do mercado, pelo que os seus investimentos são a resposta a essas exigências.

Tal como a maioria das empresas a operar no mercado automóvel, também o grupo vive, este ano, “um período ímpar na história industrial”. Contudo, é intenção de Luís Febra manter “o ritmo de investimento, com novos recrutamentos”, porque acredita no futuro e sobretudo acredita que o que está a fazer “está alinhado” com os seus clientes e as suas necessidades.

Desde há cerca de 10 anos que a Socem segue um plano estratégico de crescimento, na dimensão do produto final. “Um plano que temos vindo a concretizar, quer através de crescimento orgânico com investimentos na Maxiplás quer através de aquisição, como é o recente caso da Plastimago. Entendemos que o mercado exige dimensão crítica”.

Também na opinião de Luís Febra, a indústria da mobilidade, como um todo, “atravessa um período de enorme incerteza”. De um lado, existem as questões ambientais que aceleram a transição para as energias limpas, exigindo grandes quantidades de capital aos diversos players”. Do outro lado, “há novos desafios que se colocam através da mudança de comportamento dos novos consumidores”.

São factores que, segundo diz, “têm provocado quebras acentuadas nos pedidos dos nossos clientes e nos impelem a procurar novas opções, a inovar interna e externamente, envolvendo todos dentro da organização”.

Neste contexto de crise pandémica, rentabilizar os grandes investimentos e manter o quadro de pessoal é possível? “Sempre que iniciamos um novo processo de investimento, assumimos enormes riscos, o que aliás estará no ADN do empresário. Ser empresário é assumir riscos, nós assumimos riscos.”

No seu caso, houve uma ponderação e avaliação de vários cenários. “Hoje, tal como no passado, vivemos um ciclo de contracção económica, talvez o ciclo mais difícil de gerir na história da nossa democracia. E neste contexto todos devemos fazer parte da solução.”

Cabe, na sua opinião, “ao sector público assegurar equilíbrio social através de políticas de apoio social e de criação de riqueza, ao mesmo tempo que se deve incentivar o movimento de clusterização das economias regionais”. Aos agentes económicos, “cabe o papel de racionalizar os recursos disponíveis e investir na eficiência dos seus processos de negócio. Temos hoje enormes desafios, da mesma forma que temos enormes oportunidades. A digitalização, a Inteligência Artificial, a robótica, a democratização do conhecimento, as novas competências, são ferramentas ao dispor de todos”.

Luís Febra fala ainda de uma proximidade cada vez maior da academia, que “terá um papel fundamental no apoio à inovação e à introdução destas novas tecnologias”.

Aos empresários, o CEO da Socem permite-se aconselhar o reforço das parcerias. “Somos, em larga maioria, empresas muito pequenas, o redimensionamento e a complementaridade serão talvez os maiores desafios que enfrentaremos nos próximos anos”.

 

https://socem.pt/

 

extracto do artigo
“Empresas com reserva financeira resistem melhor à crise pandémica
Investimentos Os empresários da indústria de moldes atravessam uma das crises mais difíceis de gerir na história da democracia. Investiram em capacidade instalada, têm tecnologia de ponta e pessoas qualificadas, mas a crise pandémica baralhou-lhes as contas. Se não tiverem uma reserva financeira, será árdua a tarefa de gerir a diminuição de encomendas e manter todos os trabalhadores”


Pode efetuar o download da Revista Moldes & Plásticos, ficheiro pdf

AQUI

https://drive.google.com/file/d/1j9_6F1o0mTeSlv2XmumSnJOkZu3yyzez/view

 

CRMoulds antecipa pandemia, mas não foge à crise

Natural de Santo Tirso, emigrou para a Alemanha, onde esteve dos 15 aos 32 anos. Foi um período que serviu para interiorizar conceitos de estratégia, de planeamento e de exigência, que mais tarde introduziu na sua própria empresa de moldes, a CRMoulds.

in Revista Moldes & Plásticos / Jornal de Leiria, por Lurdes Trindade, 01-10-2020


Foi criada na Marinha Grande, por ser um concelho que “visitava com frequência devido ao ar puro do pinhal e à proximidade do mar”, revela Joaquim Rodrigues, CEO da CRMoulds, que emprega, só em Portugal, cerca de 40 pessoas. A empresa tem ainda um escritório em Hong Kong, uma empresa na África do Sul e um conjunto de parcerias estabelecidas em países como México, Brasil, Irão, Argélia e Alemanha.

Joaquim Rodrigues explica que conseguiu “antecipar-se à crise Covid-19”, através das várias viagens que fez ao estrangeiro, antes do Carnaval, percebendo, “através das movimentações dos aeroportos, que a crise estava para se instalar em todo o mundo e que as empresas exportadoras iriam ser das primeiras a sofrer”. E preparou-se para as convulsões. Contudo, não previu “o cancelamento das encomendas da Toyota, na África do Sul, pelo que não teve outra solução que não fosse o lay-off, que durou até ao dia 14 de Maio. “Mas não parei de trabalhar. Agarrei-me mais ao mercado europeu e israelista, começamos a batalhar, porque as responsabilidades continuaram e o cenário não se adivinhava fácil.”

A CRMoulds foi das primeiras empresas a pedir lay-off e a solicitar crédito no âmbito das medidas Covid-19, embora não tenha utilizado ainda essa verba. Aliás, recorreu ao crédito para se resguardar de qualquer eventualidade, uma vez que construiu a sua reserva financeira. “Mas não é fácil juntarmos dinheiro em Portugal. As empresas que não o conseguem apanham estas crises com maior intensidade e as suas dificuldades são acrescidas”, diz o empresário. “Uma empresa trabalha entre seis a sete meses só para pagar ao Estado, à banca ou a quem quer que seja, e os outros cinco meses trabalha para viver e fazer investimentos.”

A CRMoulds fez o seu grande último investimento em 2016. Em 2018, ano em que estava para dar início a mais um de grande monta, sobretudo em tecnologia, Joaquim Rodrigues recuou, devido à redução de encomendas da indústria automóvel. “Trabalhamos muito com o sector automóvel, e na segunda metade de 2018 começamos a notar, através dos pedidos de cotações, que estava uma crise para chegar”, explica. “Em 2019, o ano até começou bem, mas chegou o Verão e foi o caos total, não ao nível de trabalho, mas ao nível de cotações”, conta o CEO da CRMoulds.

Neste momento, a empresa da Marinha Grande tem investimentos a decorrer, no âmbito do apoio à internacionalização, além da instalação de um software de gestão de produção e gestão financeira. “Estamos a investir entre 300 a 400 mil euros, mas em breve precisamos de actualizar a tecnologia para não ficar obsoleta. Será mais um investimento de cerca de 1,5 milhões de euros, mas feito com prudência”, diz.

De resto, afirma o empresário, “temos de poupar todos os tostões”, pois o importante “é manter as pessoas na empresa e, claro, encontrar mais trabalho para alimentarmos a organização”.

Joaquim Rodrigues lembra que o trabalho de promoção da empresa feito no passado, assim como as visitas feitas antes da pandemia, estão agora a dar os seus frutos. “Havia alguns projectos no mercado, como o Volkswagen e o seu Pão-de-Forma, para o qual estamos a fazer todos os assentos, para ser lançado em 2022, representando um grande projecto para nós.”

Reconhecendo que irá ter uma redução entre 10% a 15%, a empresa da Marinha Grande tem também em mãos um grande projecto de Israel, desta vez para a Pepsi Co, para produção de máquinas de água com gás. “E temos outros clientes com quem estamos desde 2001, são fiéis e estão ao nosso lado, entregando-nos trabalho cegamente, pela confiança e pela nossa tecnologia.”

A empresa conseguiu “dar a volta e manter a equipa actual”. Joaquim Rodrigues explica que só não renovou o contrato a quatro pessoas, mas foi em Fevereiro e Março, o período mais difícil. “Hoje estamos com bastante trabalho e ainda a dar trabalho a fazer no exterior porque não conseguimos fazer na empresa”.

 

http://www.crmoulds.pt/

 

extracto do artigo
“Empresas com reserva financeira resistem melhor à crise pandémica
Investimentos Os empresários da indústria de moldes atravessam uma das crises mais difíceis de gerir na história da democracia. Investiram em capacidade instalada, têm tecnologia de ponta e pessoas qualificadas, mas a crise pandémica baralhou-lhes as contas. Se não tiverem uma reserva financeira, será árdua a tarefa de gerir a diminuição de encomendas e manter todos os trabalhadores”


Pode efetuar o download da Revista Moldes & Plásticos, ficheiro pdf

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Apoios à tesouraria, à promoção e à certificação entre as medidas mais urgentes

Caminhos possíveis O esforço que as empresas estão a fazer para resistir à quebra abrupta de encomendas deve ser acompanhado de medidas públicas, defendem os empresários ouvidos pelo JORNAL DE LEIRIA, que consideram essenciais apoios para o reforço de tesouraria, para a promoção, para certificação de novos produtos e qualificação dos recursos humanos

in Revista Moldes & Plásticos / Jornal de Leiria, por Maria Anabela Silva, 01-10-2020


Para Joaquim Menezes, presidente do Grupo Iberomoldes, os apoios à qualificação dos recursos humanos são bem-vindos, revelando que na Iber-Oleff o momento de “acalmia” de trabalho foi aproveitado, precisamente, para dar formação profissional aos colaboradores, através de uma parceria com o Instituto de Emprego e Formação Profissional.

Outra das áreas que, no entender de Joaquim Menezes, precisa de apoios, nomeadamente de organismos públicos e associações sectoriais, é a promoção.

“Estamos há seis meses no casulo, praticamente sem viajar e sem o contacto pessoal com os clientes, devidos aos constrangimentos impostos pela pandemia, onde se incluem o cancelamento de feiras e outros eventos de promoção. Precisamos de sair do casulo e de nos mostrar”, alega o administrador do Grupo Iberomoldes, frisando que, neste aspecto, as empresas de moldes francesas, alemãs e italianas têm vantagem, porque “os clientes são mais locais”. “Promoção, promoção e mais promoção é uma máxima que o sector precisa, como nunca, de aplicar. É importante não sermos esquecidos”, defende.

https://www.iberomoldes.pt/

 

extracto do artigo “Apoios à tesouraria, à promoção e à certificação entre as medidas mais urgentes”


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S de Socem, simples, seguro e sustentável

S-Prolife é o nome do projecto que a Socem desenvolveu no âmbito de uma candidatura ao Sistema de Incentivos à Inovação Produtiva no contexto da Covid-19 (Portugal 2020), no valor de um milhão de euros, que deu origem a uma gama alargada de produtos personalizáveis.

in Revista Moldes & Plásticos / Jornal de Leiria, por Elisabete Cruz com Raquel de Sousa Silva, 01-10-2020


Alguns destes equipamentos de protecção individual deverão ser lançados no mercado no final do ano.
“S de Socem, mas também de simples, seguro e sustentável”, explica Luís Febra, administrador do grupo sediado na Martingança, concelho de Alcobaça. O empresário adianta que inicialmente resistiu à ideia de “fazer mais do mesmo” em termos de EPI (equipamentos de protecção individual) contra a Covid-19, e que o grupo só avançou para o desenvolvimento de novos produtos (viseiras e máscaras) quando percebeu que podia ir mais além e criar artigos que “sobrevivessem à era Covid”.

Nesta perspectiva, e a pensar no mercado industrial, nomeadamente nos sectores da pedra e da agricultura, foi criada a viseira S-Visor, disponível em várias cores e compatível com outros equipamentos de protecção individual. “Pode ser montada em capacetes de construção civil, por exemplo”, explica Luís Febra. “Aliás, estamos também a desenvolver um novo capacete para incorporar a viseira”, adianta.

A viseira já está a ser testada por potenciais clientes, para ajustes. “Queremos vender aquilo que o mercado quer comprar, e não o contrário”, frisa o empresário. “Em ambientes com muita luz, por exemplo, percebeu-se que a viseira não pode ser totalmente transparente, tem de incorporar protecção solar”.

Também a máscara S-Breather, com três filtros diferentes, segue o mote da simplicidade, segurança e sustentabilidade. Será adequada a ambientes industriais, mas também a laboratórios. O filtro é fabricado na Marinha Grande sob orientação da Socem, que aguarda a sua certificação. Logo que este requisito esteja cumprido, a máscara será colocada no mercado.

“Os EPI à venda em Portugal são todos importados. A nossa ideia é substituir importações”, diz Luís Febra, que acredita que este pode ser um novo nicho de negócio para a Socem. “A lógica é de diversificação no seio do grupo, criando produtos próprios”. Estes artigos serão produzidos nas fábricas de plástico do grupo: Plastimago (Marinha Grande) e Maxiplás (Pombal).

 

extracto do artigo
“Empresas viram na Covid-19 uma oportunidade para lançar novos produtos no mercado
Pandemia O aparecimento do novo coronavírus no mundo criou sérias dificuldades a muitas empresas. Se algumas foram obrigadas a encerrar portas ou a entrar em lay off.”


Pode efetuar o download da Revista Moldes & Plásticos, ficheiro pdf

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https://drive.google.com/file/d/1j9_6F1o0mTeSlv2XmumSnJOkZu3yyzez/view