“Factory of the Future”. O projecto que formaliza 3ª fase da parceria Bosch/UMinho

“Factory of the Future” engloba mais de 20 projectos de inovação e desenvolvimento, entre a UMinho e a Bosch Car Multimédia, para os próximos três anos. Um investimento de 26,3 milhões de euros.

in Rádio Universitária do Minho, por Vanessa Batista, 06-01-2020


Está finalmente “desbloqueada” a terceira fase da parceria entre a Universidade do Minho e a Bosch Car Multimédia. Recorde-se que, esta segunda-feira, foi publicado um despacho em Diário da República que permite a assinatura do contrato entre as duas entidades. O despacho foi assinado pelo ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, Pedro Siza Vieira, e o secretário de Estado da Internacionalização, Eurico Brilhante Dias.

À RUM o responsável pela coordenação da parceria, o professor António Pontes, explicou que o projecto “Factory of the Future”, em português Fábrica do Futuro, decorre no âmbito da terceira fase do consórcio. Um projecto que terá a duração máxima de três anos e tem como missão o desenvolvimento de, aproximadamente, 20 projectos de investigação e desenvolvimento que representam um investimento na ordem dos 26,3 milhões de euros.

António Pontes adianta que a equipa terá de desenvolver “tecnologias e processos para adaptar à fábrica da Bosch”. Nomeadamente “um sistema de montagem mais automatizado para mudar linhas inteiras de produção. A ideia passa por conseguir montar e desmontar essas linhas, por vezes complexas, em apenas seis minutos”. Outra das missões passa pela “informatização de todo o processo nos novos sistemas de fabrico”.

O “Factory of the Future” arrancou em meados de Junho de 2018. O projecto deverá criar, na Bosch Car Multimédia, aproximadamente 31 novos quadros com qualificação superior ao nível VI. Já na academia minhota, segundo o responsável, podem ser contratados até 60 novos bolseiros de investigação.

Para António Pontes este novo programa vem, assim, demonstrar que o Minho é uma região inovadora. Para além disso o coordenador acredita que devido ao maior número de contratações mais pessoas vão escolher a região para habitar.

Recorde-se que  a parceria entre a Bosch e a UMinho nasceu em 2013. O “Factory of the Future” enquadra-se no regime contratual de investimento regulado pelo Decreto-Lei n.º 191/2014, de 31 de Dezembro, e nos termos previstos na alínea a) do n.º 1 do artigo 62.º do referido Regulamento Específico do Domínio da Competitividade e Internacionalização por se tratar de um projecto de grande dimensão cujo custo total elegível é igual ou superior a 10 milhões de euros e se revelar de especial interesse para a economia nacional pelo seu efeito estruturante para o desenvolvimento, diversificação e internacionalização da economia portuguesa, e ou sectores de actividade, regiões e áreas consideradas estratégicas.

https://rum.pt/news/factory-of-the-future-um-projecto-de-263-me-entre-a-boschuminho

 

 

Bosch reimagines the sun visor with Virtual Visor tech

Drivers sometimes block significant parts of their field of vision when using sun visors to try to keep bright light out of their eyes.

in Automotive News Europe, 06-01-2020


Supplier Robert Bosch’s new Virtual Visor technology, a transparent LCD panel and integrated camera visor to replace a traditional vehicle sun visor, shades only the areas of sunlight in the driver’s eyes.

The visor, released at CES, uses a single, transparent panel, a driver-monitoring camera and facial detection to track the driver’s eyes and block the sun accordingly. Artificial intelligence determines specific features on the driver’s face, such as the eyes, nose and mouth, and identifies where shadows from the sun are cast on the face.

“We discovered early in the development that users adjust their traditional sun visors to always cast a shadow on their own eyes,” Jason Zink, technical expert for Bosch in North America and a co-creator of the Virtual Visor, said in a statement.

Transparent pixels in the shape of hexagons on the screen allow for digital movement of the shaded areas of the visor to adjust to where the driver’s eyes go.

Also at CES, Bosch is showcasing a sensor to let cars “see” three-dimensional views of the road, a technology that works with the company’s existing camera and radar products.

Bosch, the world’s largest auto supplier, has made a number of announcements related to the company’s role in the future of mobility the last few years at CES.

Last year, the supplier introduced a new IoT marketing campaign, coined “Like a Bosch,” based on the success the supplier sees in new vehicle technologies. In 2018, the supplier expanded its crowd-sourced parking service and provided updates on its investment in mapping technology company Here.

 

 

Fabricantes de automóveis têm de cumprir limite de emissões de 95 g/km

Novas regras europeias impõem limite de 95 g/km aos modelos lançados em 2020. Fabricantes tentam adaptar-se para escapar a pesadas multas em 2021

in Dinheiro Vivo, por Jorge Flores / Motor 24, 04-01-2020


O objetivo é tornar o mundo automóvel mais verde. Mas, neste ano, o horizonte será cinzento para os fabricantes. No primeiro dia de 2020 entraram em vigor as apertadas restrições que limitam a 95 g/km as emissões de CO2 dos novos modelos lançados no mercado.

Uma norma europeia que está a obrigar as marcas a largar o seu histórico vício pela combustão interna e a render-se ao caminho da eletrificação, rumo à sustentabilidade. E o que levou, inclusivamente, vários construtores a adiar o lançamento de modelos elétricos para o próximo ano. As multas previstas, a aplicar em 2021, versarão sobre 2020. E a ameaça não é pequena. Estima-se em 30 mil milhões de euros, o valor das coimas para quem não consiga baixar as emissões para o mínimo legal.

Conseguirá a indústria automóvel adaptar-se a esta nova realidade? A resposta é simples: não terá outro remédio.

Terá, necessariamente, de investir em veículos 100% elétricos, dado que estes não emitem CO2. Para mais, em 2023, o cerco ambiental apertar-se-á ainda mais, passando o limite máximo permitido para os 50 g/km. Quem não o fizer terá de suportar coimas europeias volumosas.

Mudança de paradigma

Os grandes construtores europeus têm mantido um prudente silêncio sobre a mudança de paradigma do seu negócio, até agora assente em motores de combustão. Vozes dissonantes ouvem-se, sobretudo de quem já não está em funções, como Joan Miquel Malagelada, ex-diretor internacional de marcas como a Audi e a Seat, e, hoje, consultor e presidente do Automotive and Mobility Club da ESADE. “Nem as marcas nem os utilizadores gostam dos elétricos”, afirmou, durante um congresso sobre sustentabilidade, realizado recentemente em Madrid.

Segundo acrescentou, para serem “competitivos neste mercado, “os fabricantes teriam de deixar cair aquilo que é o principal património da indústria automóvel europeu durante décadas”. Ou seja, teriam de rever “toda a pesquisa e desenvolvimento, todo o seu know-how”. Tudo isso deixaria de ter valor. “Eles não querem assumir isso, mas fábricas de baterias estão na China. É aí que o potencial de eletricidade está concentrado”, explicou.

Joan Miquel Malagelada acredita que os utilizadores “não estão convencidos em relação à infraestrutura precária de recarga, aos altos preços e à pouca autonomia”, disse.

Mas vai mais longe na sua crítica. Quem está a promover o veículo elétrico “não são as marcas, mas sim as administrações”, acusou. “A maioria das marcas, cujos elétricos representam 10% do total das vendas, já estaria nos 95 g/km. As marcas querem é vender a sua tecnologia tradicional, onde investiram tantos anos.”

Parcerias estratégicas

O atual contexto – e legislação europeia – tem gerado parcerias estratégicas. É disso exemplo, a aliança assinada, dia 18 de dezembro, entre a Fiat Chrysler Automobiles (FCA) e o Groupe PSA. Uma fusão, no mínimo, histórica, liderada por um português, Carlos Tavares, e que gera aquele que será o quarto maior construtor mundial, em termos de volume, e o terceiro maior, em volume de negócios.

Ambos os grupos sublinharam que o objetivo será incrementar soluções para esta “nova era da mobilidade sustentável”. A união gerará “um volume de vendas anual de 8,7 milhões de veículos, com um volume de negócios de aproximadamente 170 mil milhões de euros, um resultado operacional corrente superior a 11 mil milhões de euros e uma margem de lucro operacional de 6,6%, considerando os resultados agregados de 2018”.

Mas não só. A FCA, carente de avanços tecnológicos e de propostas elétricas, encontrará no Groupe PSA a experiência que lhe falta neste campo, vincando uma posição mais sólida na Europa. Por sua vez, o grupo francês garantirá, por via do construtor italiano, uma maior robustez na América do Norte e América Latina.

 

Grupo Antolín se alía con Eyesight en sistemas inteligentes para el interior del vehículo

El sistema Driver Sense, de Eyesight, analiza los gestos faciales del conductor para determinar su grado de atención.// FOTO: Eyesight

in AutoRevista, 03-01-2020


Grupo Antolin ha llegado un acuerdo con la firma israelí Eyesight Technologies, proveedor de sistemas de visión mediante Inteligencia Artificial en el interior del automóvil, para ofrecer soluciones de monitorización del conductor y los pasajeros a los fabricantes de automóviles. El objetivo es ofrecer sistemas inteligentes integrados y de mayor valor añadido.

De esta alianza se espera encontrar soluciones que ofrecer a los fabricantes de automóviles, especialmente a aquellos que intensifiquen su apuesta por vehículos eléctricos, conectados y autónomos. Para ello, Eyesight Technologies ha desarrollado Driver Sense, un sistema de monitorización del conductor que analiza los ojos, los párpados, las pupilas, la posición de la cabeza y la mirada del conductor para determinar su grado de atención en la conducción y alertar de distracciones y de la somnolencia.

Por otro lado, el sistema Cabin Sense monitoriza el interior del automóvil y a los pasajeros permitiendo el desarrollo de soluciones de seguridad adaptativas y la personalización del interior. La tecnología de Eyesight Technologies también permite identificar al conductor y detectar acciones como fumar o el uso del cinturón de seguridad y del teléfono móvil.

Grupo Antolín adaptará estas innovaciones a su estrategia Smart Integrator, basada en el desarrollo de sistemas que ofrezcan nuevas funcionalidades y valor añadido gracias a la apuesta tecnológica. Uno de los pilares de dicha estrategia, según expresa la compañía, es la alianza con startups tecnológicas, como la recientemente alcanzada con Eyesight.

 

 

Los desafíos del sector Máquina Herramienta en 2020

La asociación europea de fabricantes de máquinas-herramienta, CECIMO, y sus homólogas nacionales cierran 2019 en un ambiente de incertidumbre industrial y comercial. La producción y el consumo parecen estancados, mientras que el comercio con los mercados extranjeros está amenazado por desafíos políticos. Sin embargo, fuentes de estas entidades aseguran que la industria europea de máquinas-herramienta tiene sólidos cimientos y los conocimientos tecnológicos para tener éxito en el futuro. Los factores ambientales y políticos que afectan al sector del automóvil también crean una mayor motivación para que los fabricantes mejoren la productividad y la sostenibilidad, lo que ofrecerá oportunidades significativas para la innovación en el sector.

in AutoRevista, 02-02-2020


Las estimaciones de 2019 muestran que la producción de máquinas-herramienta en Europa es de 27.100 millones de euros, una caída del 3% en comparación con 2018. Aunque esta disminución rompe la tendencia al alza iniciada en 2017, es un ajuste después de un año récord en el que el volumen de producción alcanzó los 28.000 millones de euros.

En términos de comercio, los fabricantes europeos continúan obteniendo buenos resultados en el extranjero. El volumen de exportación registrado para 2018 fue de 21.600 millones de euros, un aumento del 8,3% con respecto a los niveles de 2017. Los constructores europeos de MH siguen siendo muy competitivos en el extranjero y esa sólida posición continuará. Los cinco principales destinos de exportación de CECIMO son: China (26% de las exportaciones fuera de los países de la asociación europea), Estados Unidos (18,4%), Polonia (8,2%), Rusia (4,6%) y México (3,9%).

Las cifras internas de Cecimo sugieren que el consumo de máquinas-herramienta habrá disminuido un 2,9% en 2019 (de 16.500 millones de euros en 2018 a 16.000 millones este año). Sería la primera caída en el consumo después de seis años de crecimiento constante. Las previsiones de Oxford Economics muestran que el consumo de máquinas-herramienta entre las empresas europeas disminuirá aún más en 2020, pero recuperará el ritmo poco después, con tasas de crecimiento relativamente altas esperadas en 2021 (3,9%), 2022 (3,1%) y 2023 (2,6%) .

Los datos muestran que los constructores europeos de máquinas-herramienta todavía están a la vanguardia en producción, exportaciones y consumo.