Portugal lidera digitalização na Mehler

Com uma nova imagem corporativa, a Mehler tem vindo a apostar fortemente em Portugal. Na unidade produtiva de Vila Nova de Famalicão, onde trabalham cerca de 300 pessoas, a empresa investiu 5 milhões de euros nos últimos três anos para a trazer para a indústria 4.0, num modelo que irá replicar nas restantes fábricas.

in Jornal Têxtil, 24-07-2019


O foco do investimento esteve na indústria 4.0 e na digitalização e permitiu simplificar o layout interno da unidade produtiva portuguesa, uma das nove fábricas da Mehler, que constitui a unidade de negócio Engineered Products do Grupo KAP. «Do ponto de vista da digitalização, a que está mais avançada é a empresa portuguesa», afirma Alberto Tavares, CEO da Mehler. «Neste momento já reunimos em todas as máquinas – temos cerca de 100 teares em Portugal – informação de velocidade, de produção, paragens, causas de paragens… Essa informação é extraída automaticamente da máquina e vai para o nosso sistema de gestão. Ou seja, não há ninguém a introduzir dados nem ordens de produção. Já é tudo automatizado», explica ao Portugal Têxtil, acrescentando que «agora vamos replicar às outras unidades industriais do grupo».

Outra área que faz parte das valências da Mehler em território luso é a investigação e desenvolvimento de novos produtos, com o departamento responsável dividido entre Portugal e Alemanha. «Na Alemanha temos uma grande proximidade à indústria química, que é um dos grandes impulsionadores de muitas mudanças. Novos materiais, novas fibras, novas estruturas. E em Portugal também temos uma equipa forte, que está muito ligada ao CeNTI, ao CEiiA, ao Citeve e à Universidade do Minho também, com quem fazemos grandes desenvolvimentos», enumera Alberto Tavares.

Inovação em foco

Entre as áreas em destaque, o CEO da Mehler refere, entre outras, a mobilidade, que, de resto, «é o que tem maior peso no nosso volume de negócios», que em 2018 rondou os 170 milhões de euros. «Estamos a trabalhar em novos projetos para a mobilidade elétrica mas ainda não são produtos no mercado, são projetos de desenvolvimento», sublinha. Em parceria com o CEiiA e a Universidade do Minho, a Mehler está a trabalhar «em produtos para baixar o peso da bateria dos automóveis. Ainda não são produtos finais, são produtos que estão em estudo e desenvolvimento. Mas, claramente, a redução do peso dos carros elétricos é uma área em que estamos focados neste momento», clarifica.

Uma outra área que esteve em destaque na última edição da Techtextilfoi a indústria farmacêutica, onde a Mehler mostrou um produto usado no processo de produção das borrachas de silicone dos frascos de insulina. «As borrachas de silicone têm de ter uma característica: quando se tira a seringa, tem que voltar a fechar, para o líquido não evaporar nem sair. O nosso tecido serve para dar uma determinada característica ao silicone, que depois faz com que ele feche quando tira a seringa. Portanto, não está incorporado o tecido no silicone mas é autorizado no processo de fabrico do silicone», esclarece o CEO.

A oferta da empresa em Frankfurt incluiu ainda os tecidos para corrimões de escadas rolantes, para o sector mineiro, para sistemas de filtragem e mangueiras e correias de distribuição para o motor de automóveis, mas tem vindo a alargar-se. «Outro sector onde temos feito uma aposta é o da defesa/aeroespacial, muito focado nos EUA, onde temos tecidos para sistemas de vigilância aérea, aquilo que se chamam os zeppelins. Também fazemos tecidos para os coletes à prova de bala», destaca.

Exportação a 100%

Em Portugal, contudo, são os produtos para a indústria mineira que têm mais peso, juntamente com os artigos para as correias de distribuição dos motores, o que faz com que a exportação seja total. «Não vendemos nem um euro em Portugal, porque os nossos produtos são para aplicações para as quais não existem processos industriais em Portugal», revela Alberto Tavares.

Apesar do abrandamento sentido na Europa, que levou a uma estabilização dos negócios da Mehler, a unidade lusa continuou a crescer em 2018, atingindo um volume de negócios de 41 milhões de euros. «Em Portugal crescemos as vendas em 12%», indica Alberto Tavares, adiantando que o aumento esteve relacionado com «uma recuperação do sector mineiro».

Quanto às perspetivas da Mehler para 2019, a instabilidade deverá fazer-se sentir. «O mercado, em termos de números, está similar ao ano passado, neste momento. Tem havido uma quebra de vendas relacionadas com o sector automóvel, mas o comportamento é diferente de região para região. Os EUA continuam a crescer, mas temos tido quebras de venda na Europa e na China», desvenda o CEO da Mehler, que aponta uma «redução do crescimento da economia chinesa, com uma redução do consumo de automóveis» como um dos fatores.

Como tal, «2019 vai ser um ano com alguma incerteza e ainda com alguma instabilidade», acredita. «Temos medidas mais protecionistas, temos o Brexit que é uma história que nunca mais termina e isso cria instabilidade no comportamento das próprias pessoas e dos investidores», considera Alberto Tavares, estimando que «o nosso volume de negócios em 2019 seja similar a 2018».

No que concerne ao longo prazo, as apostas na inovação são para manter e reforçar. «Entendemos que, se não o fizermos, em 10 ou 20 anos podemos estar fora negócio, porque a velocidade com que as coisas mudam hoje em dia na sociedade é muito mais rápida. Temos que estar atentos às tendências. Portanto, a longo prazo, a única coisa que temos a certeza é que temos de continuar a apostar neste processo de inovação e desenvolvimento de novos produtos e procurar novos segmentos de mercado para não estarmos tão dependentes do sector da mobilidade ou da construção. Daí estarmos a apostar mais forte na indústria aeroespacial e na indústria da defesa. E há uma aposta também em tudo o que são aplicações que requerem resistência ao fogo e à temperatura, que achamos que é uma tendência bastante grande. A terceira área é a indústria da mobilidade elétrica – é aí que estamos a focar a nossa aposta para médio e longo prazo», conclui Alberto Tavares.

 

 

Mangualde deixa Reino Unido por causa do Brexit e ressuscita Opel Combo

A fábrica de Mangualde do grupo Peugeot-Citroën (PSA) vai começar a produzir três modelos a partir de outubro. O Opel Combo irá juntar-se na linha de montagem aos modelos comerciais Citroën Berlingo e Peugeot Partner, substituindo a produção de carros com volante à direita que vão deixar de ser exportados para o Reino Unido por causa do brexit.

in Dinheiro Vivo, por Diogo Ferreira Nunes, 19-07-2019


“A partir de outubro, vamos deixar de fabricar carros com volante do lado direito, que são exportados, sobretudo para o Reino Unido, para nos protegermos do brexit e dos seus impactos políticos e económicos”, explica a PSA Mangualde em declarações ao Dinheiro Vivo. “Assim, é mais fácil adaptar a produção ao Opel Combo”, sem necessidade de novos investimentos ou reforço das equipas.

O primeiro Combo made in Mangualde saiu da linha de montagem na terça-feira, mais de 12 anos depois do último carro produzido pela Opel em Portugal. Para já, é um veículo em pré-série “para verificar se o processo está preparado ao nível dos sistemas informáticos, meios, peças e formação”.

Na primeira semana de setembro, irá decorrer a segunda fase de pré-séries, em que serão montadas 12 unidades. O ritmo de produção irá aumentar até ao início da montagem em série, agendado para outubro. Nessa altura, este modelo da Opel irá representar 12% da produção da fábrica de Mangualde, entre 10 500 e 12 000 veículos ainda neste ano. Serão produzidas as variantes comercial e de passageiros.

Portugal, Espanha, França e Itália serão os quatro principais mercados do Opel Combo, que será produzido em conjunto com a unidade de Vigo, tal como já acontece com a Citroën Berlingo e a Peugeot Partner.

A PSA Mangualde assinala ainda que “este novo produto vai possibilitar uma maior estabilidade e flexibilidade dos volumes de produção, para responder a um mercado automóvel volátil e cada vez mais exigente”.

Nos primeiros seis meses de 2019, a fábrica de Mangualde produziu 38 mil automóveis, mais 15,1% do que no mesmo período do ano passado (33 mil unidades). Desde abril de 2018, a fábrica do grupo liderado por Carlos Tavares labora com três turnos diários de trabalho. Este ano, prevê bater o recorde de produção, ao produzir entre 70 mil e 80 mil automóveis.

O último Combo feito em Portugal tinha sido fabricado em dezembro de 2006, quando foi encerrada a fábrica da Opel em Portugal na Azambuja – na altura, a marca pertencia ao grupo General Motors.

Arranque no meio de greve

O início da produção do Opel Combo ocorre num momento em que os trabalhadores da fábrica de Mangualde estão a fazer greve ao trabalho aos sábados até ao final do ano. Os operários exigem negociar com a administração um novo regime de banco de horas. A administração já ameaçou fechar a unidade do distrito de Viseu se não houver um regime de trabalho flexível.

Desde 13 de julho e até ao final deste mês, os operários estarão seis dias consecutivos, na linha de montagem, com turnos diários de até 10 horas. Em troca, a PSA Mangualde diz que vai pagar um prémio extraordinário de 17 euros por cada sábado de trabalho a mais. Este cenário vai repetir-se em agosto: apesar de a fábrica parar três semanas, será necessário trabalhar nos sábados e domingos, na semana antes e depois da pausa de Verão. Por esses quatro dias a mais, a PSA Mangualde compromete-se a pagar um prémio extraordinário de 50 euros.

 

 

Exportações de componentes automóveis aumentam 5%

As exportações de componentes automóveis atingiram um valor de 3700 milhões de euros para o período de Janeiro a Maio. Comparativamente com período homólogo do ano transacto, este valor representa um crescimento de 5%.

in AFIA, 19-07-2019


Este vigoroso crescimento do valor das exportações está muito acima do crescimento global do mercado, e em particular do mercado europeu para o qual é esperada uma estagnação para o ano de 2019. Isto quer dizer que a indústria portuguesa de componentes para a indústria automóvel continua a conquistar quota de mercado, crescendo a taxa bem acima da taxa de crescimento do mercado automóvel.

As exportações de componente são dirigidas maioritariamente para o mercado europeu, Espanha e Alemanha são os destinos prioritários, logo seguidos de França e Inglaterra. Estes quatros países absorvem 71% do total das exportações de componentes, os restantes 29% vão para destinos diversos, como: restante países europeus, Estados Unidos da América, Marrocos, China e México.

Os componentes de automóveis fabricados em Portugal representaram nos cinco primeiros meses deste ano 15% do total das exportações portuguesas de bens e serviços transaccionáveis.

Os cálculos da AFIA têm por base as Estatísticas do Comércio Internacional de Bens divulgados pelo INE – Instituto Nacional de Estatística.

 

Para mais informações clique aqui (ficheiro pdf).

 

 

 

 

 

 

Além da Autoeuropa, PSA também vai ter Clube de Fornecedores

Compete está a analisar o conjunto de entidades que vão integrar a lista de fornecedores da Autoeuropa e, agora, da PSA de Mangualde. Tem até ao fim do mês para se pronunciar. Clubes avançam depois.

in ECO, 17-07-2019


Foi a 23 de fevereiro de 2017 que a Bosch Portugal, a Universidade do Minho, cinco instituições de interface e 36 PME criaram oficialmente o Clube de Fornecedores. Passados mais de dois anos, e muita expectativa, há mais dois Clubes que estão prestes a ser formados. A Autoeuropa, mas agora também a PSA de Mangualde, são as empresas âncora que deverão incorporar mais PME nacionais como suas fornecedoras.

As listas de candidatos a fornecedores dos respetivos clubes foi entregue no Compete em março deste ano e a decisão de quem reúne os requisitos para obter apoios comunitários será tomada até ao final de julho. “As listas de ambas as empresas entrou em sistema em março e temos um acordo com a Aicep para que haja uma decisão até final de julho”, confirmou ao ECO fonte oficial do programa operacional para as empresas do Portugal 2020. Só depois deste passo será possível formalizar os dois novos Clubes de Fornecedores.

No âmbito do atual quadro comunitário de apoio foi aberto um concurso, em agosto de 2018, para escolher as empresas nucleares e em torno das quais será criada a rede de fornecedores. O passo seguinte será o de lançar concursos dedicados à capacitação das empresas que integram essa rede. Até agora só foi criado o Clube de Fornecedores com a Bosch. No caso da multinacional alemã, estava previsto que investisse 100 milhões de euros e criasse 300 postos de trabalho, para além de conduzir a um acréscimo de 80 milhões de euros de compras da Bosch a PME nacionais.
Os senhores que se seguem são a Autoeuropa, tal como o ECO já tinha avançado, e a PSA, agora a braços com com uma greve que vai paralisar a fábrica aos sábados.

Cada empresa nuclear apresentou a sua proposta de PME que quer ter como fornecedoras. Agora cabe ao Compete avaliar se reúnem as condições para poderem receber incentivos comunitários. Isto porque a figura escolhida para conceder esses apoios é a de um convite — dirigido especificamente a essas empresas — e não de um concurso aberto a todas as PME.

Fazer parte desta lista não garante que as PME se tornam automaticamente fornecedoras das empresas nucleares. No caso da Autoeuropa, por exemplo, é preciso que seja aberto um concurso para o fornecimento de uma determinada peça. Entre os fornecedores certificados, aquele que apresentar a melhor proposta, em termos de preço e qualidade, ganha o contrato. No entanto, a avaliação desses dois critérios é feita na Alemanha, no departamento de controlo e qualidade. A partir do momento em que uma empresa é escolhida recebe o rótulo ‘fornecedor Volkswagen’ e pode trabalhar para qualquer fábrica do grupo.

Para criar esta bolsa de fornecedores do clube foi feito um trabalho prévio de identificação, iniciado ainda quando Pedro Marques era ministro do Planeamento e Infraestruturas. O ECO sabe que, no caso específico da Autoeuropa, muitos dos nomes propostos já são fornecedores da fábrica de Palmela, mas a ideia é permitir que se qualifiquem ainda mais através do acesso que vão ter a fundos do Portugal 2020, aumentando o seu potencial. O objetivo final é incorporar o máximo de produção nacional que permita reduzir os custos logísticos, tendo em conta a distância da Autoeuropa face à casa mãe.

A criação de Clubes de Fornecedores visa “aumentar o valor acrescentado nacional e arranjar novas condições de fixação do investimento direto estrangeiro”, sublinhou ao ECO o secretário de Estado da Internacionalização. “Fizemos com a Bosch. A Autoeuropa será seguramente a seguir”, afirmou Eurico Brilhante Dias.

Um processo atribulado
Quando foi criado o primeiro clube de fornecedores, com a Bosch, o objetivo era avançar com quatro projetos-piloto. Três meses depois, o ECO avançava que o Executivo estava a lançar uma operação de charme à Embraer para que fosse a empresa alavancar o clube seguinte. Mas embora não tenha desistido, tal como garantiu fonte oficial da empresa ao ECO — a proposta de joint-venture entre a Embraer e Boeing complicou o processo.

“O Clube de fornecedores da Embraer não avançou, entre outras coisas, porque quando estava para avançar surgiu a questão da joint- venture“, explicou o secretário de Estado da Internacionalização. “A joint-venture da Boeing com a Embraer é uma decisão que hoje está votada pela assembleia-geral da Embraer. Mas que não está fechada. Falta, no essencial, a posição dos reguladores: americano, mas também europeu. Até termos a decisão do regulador europeu é necessário sermos cautelosos”, sublinhou Eurico Brilhante Dias.

Em abril de 2018, o então ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral disse que o Executivo estava em negociações com quatro empresas, sendo que duas estavam numa fase mais avançada, embora não estivesse confiante que chegaria a bom porto com todas elas. A Autoeuropa era uma dessa empresas, mas “levou mais de um ano a aceitar o convite” que lhe foi dirigido pelo Governo português, disse ao ECO uma fonte próxima do processo. Fonte oficial da Autoeuropa garante ao ECO que “o processo foi entregue no tempo devido” e que apenas aguarda “os próximos passos”.

Questionado pelo ECO sobre o que falta para que o processo seja concluído, Brilhante Dias explicou que “na Autoeuropa a disponibilidade é total e a manifestação de interesse também”. “Falta-nos que esta procura chega às empresas portuguesas para acionamos o mecanismo dos incentivos”, concluiu.

Neste processo também houve um encontro de fornecedores com a Renault, em maio de 2018, para “potenciar e aprofundar o relacionamento da Renault Cacia e das restantes fábricas mecânicas do Pólo Ibérico do Grupo Renault com a rede de fornecedores nacionais”, segundo explicou fonte oficial da Aicep. O objetivo foi “explorar eventuais parcerias e oportunidades na área de plásticos e borrachas”, mas não foi constituído nenhum Clube de Fornecedores.

 

Maxiplás investe 13 milhões para expandir em Pombal

A Maxiplás, empresa de componentes para automóveis que serve clientes como a Bosch, a Mercedes-benz, a Porsche e a Scania, vai investir 13 milhões de euros nas respetivas instalações, com o objetivo de se renovar e crescer.

in Negócios, por Ana Batalha Oliveira, 16-07-2019


A empresa Maxiplás vai investir 13 milhões na expansão da respetiva atividade em Pombal, distrito de Leiria, lê-se no site da Câmara Municipal de Pombal.

As obras de expansão da empresa arrancaram no início de julho e espera-se que estejam concluídas até maio de 2020, de acordo com o comunicado pelo administrador do grupo SOCEM, Luís Febra, à data do lançamento da primeira pedra, no passado dia 9 de julho.

O plano passa por ampliar as instalações para o dobro da dimensão atual, pela construção de um armazém que quer incluir práticas mais modernas de logística e, finalmente, pela renovação da tecnologia de produção.

A Maxiplás é especializada no processamento de termoplásticos de engenharia, focada na indústria automóvel e eletrónica e microeletrónica, e está inserida no grupo SOCEM. Os principais clientes são a Bosch, a Mercedes-benz, a Porsche e a Scania.

Atualmente, a Maxiplás emprega 100 pessoas e apresenta um volume de negócios de cerca 12 milhões de euros, sendo que prevê duplicar o seu valor até 2025.

 

 

Navarra consigue la adjudicación del tercer modelo, el VW CUV

El responsable de producción de la marca VW, Andreas Tostmann, ha anunciado hoy la llegada del CUV a Landaben, después del acuerdo alcanzado por sindicatos y dirección el 3 de julio.

in La Tribuna de Automoción por Pablo M. Ballesteros , 15-07-2019


La fábrica de VW Navarra ha conseguido la adjudicación del CUV, que se convertirá en el tercer modelo que fabrique Landaben, después de que en enero de 2019 comenzará a ensamblar el SUV T-Cross, según ha informado en una nota de prensa la marca alemana.

La llegada del CUV a Navarra, que supondrá mantener el empleo en el entorno de las 5.000 personas, según fuentes del sector, se producirá en el segundo semestre de 2021, previsiblemente en septiembre-octubre.

Además, supondrá realizar una inversión en la fábrica de chapistería 1 para poder fabricar el CUV con el Polo, antes solo se hacía el utilitario, mientras que la nave 2 seguirá compartida por el T-Cross y el Polo.

El anuncio hecho por el responsable de Producción y Logística de la marca VW, Andreas Tostmann a la ejecutiva de la planta y a la parte social, llega después de que el Comité de Empresa y la dirección alcanzaran un acuerdo con una serie de medidas de flexibilidad.

Éstas permitirán cumplir con el programa productivo de este ejercicio, cifrado en 320.227 coches, e incrementar en 30 unidades la fabricación diaria.

 

 

 

SESÉ ENVIA COMPONENTES À SEAT ATRAVÉS DE DRONES

A Seat, em conjunto com o grupo Sesé, apresentou um serviço de drones, que faz a ligação desde o centro logístico do operador espanhol, em Abrera, à fábrica da Seat, em Martorell.

in Supply Chain Magazine, 15-07-2019


Volantes e airbags são os produtos transportados pelos drones. Até então, a deslocação era realizada através de um camião, que percorria os dois quilómetros que separaram as instalações, em hora e meia. Por sua vez, os drones percorrem a mesma distância num período muito mais reduzido, nomeadamente, 15 minutos.

Christian Vollmer, Vice-Presidente de produção e logística da Seat, afirma que “o fornecimento através de drones revolucionará a logística, já que, por exemplo, no caso da Seat, reduzirá o tempo de entrega em 80%. Com essa inovação, impulsionaremos a indústria 4.0 e seremos mais eficientes, ágeis e competitivos e, também, muito mais sustentáveis”.

Considera, ainda, que o voo “é o primeiro passo para transformar a cadeia de abastecimento na indústria automóvel”.

A primeira fábrica espanhola a receber produtos através de drones é a da Seat, em Martorell, Barcelona.

 

 

Estatuto de país produtor automóvel é “trunfo” para AICEP

Portugal como país produtor automóvel é mais um “argumento” para a captação de investimento. A AICEP garante que já usa o aumento do volume de produção como argumento na promoção.

in Negócios, por Pedro Curvelo, 12-07-2019


A Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) garante ao Negócios que o volume de produção automóvel já é usado como argumento para “vender” Portugal no exterior. “O aumento do volume de veículos produzidos é enfatizado na abordagem comercial da AICEP como demonstração da capacidade do país em desenvolver estes projetos”, refere ao Negócios Luís Castro Henriques, presidente da AICEP.

“Em todas as nossas apresentações do setor automóvel, apresentamos não só a produção em Portugal, como também na região europeia O objetivo é demonstrar que estamos integrados numa zona de forte produção automóvel, sendo PortugaI um importante foco. Além disso, o aumento de produção da Autoeuropa, acordado em 2014, é sempre destacado, uma vez que coloca Portugal noutro patamar”, sublinha.

Para o secretário-geral da ACAP, Hélder Pedro, “sem dúvida” que a entrada de Portugal no “clube” de países produtores automóveis proporciona “argumentos muito fortes para a AICEP captar investimento direto estrangeiro, inclusive ao nível das fabricantes automóveis”.

“O investimento no sector automóvel contratado pela AICEP, entre 2014 e 2018, tem tido um crescimento sustentado, alcançando o montante de 1,5 mil milhões de euros, dos quais 83 milhões são projectos de I&DT (investigação e desenvolvimento tecnológico)”, assinala, destacando que “com estes projetos houve a criação de cerca de quatro mil novos postos de trabalho e a manutenção de mais de 25 mil”, salienta o presidente da AICEP.

O setor automóvel apresenta uma balança comercial externa positiva desde 2011 e, no período pós-crise, as exportações cresceram 92,5% até 2018. Aliás, estes números demonstram que o setor automóvel foi um dos principais motores da economia portuguesa, tanto a nível das exportações como do investimento” argumenta Luís Castro Henriques.

As exportações de veículos aumentaram mais de 30% desde 2011, para os 3.445 milhões de euros no ano passado, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE).

Também Adão Ferreira, secretário-geral da AFIA – Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel, refere que as exportações cresceram 81 % na fileira de componentes desde 2010.

“Cada vez mais, empresas da indústria de componentes para automóveis instaladas em Portugal investem em projetos ele expansão e em novas localizações no país, com contributos fundamentais para as exportações, o emprego e a inovação”, assinala, por seu turno, o presidente da AICEP.

E, “paralelamente, diversas empresas têm vindo a reforçar as suas unidades de produção, o que tem impactos significativos no crescimento das redes de fornecedores em Portugal. Estas são fundamentais para aproximar as empresas e assegurar um maior valor acrescentado nacional”, acrescenta o mesmo responsável.

A aposta em centros tecnológicos automóveis

“Uma tendência crescente que temos vindo a acompanhar é a vinda de Centros de Serviços, de Desenvolvimento de Software, de Competências e Tecnológicos para Portugal, cada vez mais especializados e com maior valor acrescentado”, diz Castro Henriques. ”A aposta de empresas como a Volkswagen, BMW e Mercedes-Benz, que escolheram recentemente Portugal para desenvolver os seus Centros Tecnológicos, é disso um excelente exemplo”.

Quanto aos veículos elétricos, Luís Castro Henriques afirma que “a AICEP tem desenvolvido várias diligências que abrangem diferentes níveis do setor, desde baterias a veículos, também olhando para o potencial de I&D. Temos desenvolvido diversas missões no estrangeiro, nomeadamente à China”.

 

 

Portugal com terceira maior subida na produção

O aumento de 67,7% na produção automóvel em Portugal no ano passado coloca o país como 29.º maior produtor mundial. Este ano deverá passar a ser classificado como um “país produtor automóvel”, ao superar a barreira das 300 mil viaturas fabricadas.

in Negócios, por Pedro Curvelo, 12-07-2019


A indústria automóvel portuguesa atingiu um máximo histórico de produção no ano passado e o volume registado colocou Portugal à beira de entrar para o “clube” de países produtores de automóveis, uma classificação atribuída a partir de 300 mil unidades produzidas.

O aumento de 67,7% no número de veículos fabricados, que somaram 294.366 unidades, foi o terceiro maior a nível mundial, segundo os dados da Organização Internacional de Construtores Automóveis (OICA).

Portugal apenas foi superado pelo Egito, com uma subida de 95%, e pela Áustria, com um crescimento de 69,7%. No entanto, ambos os países têm volumes de produção inferiores aos de Portugal, com 71.600 e 164.900 veículos fabricados em 2018, respetivamente.

O “salto” de quase 113 mil veículos produzidos nas fábricas portuguesas permitiu ao país ascender à 29.ª posição entre os maiores produtores automóveis, três lugares acima face a 2017.

O que significa ser um país produtor automóvel?

Mas, afinal qual é a importância de Portugal ser um país produtor automóvel? “Muita”, garante Hélder Pedro, secretário-geral da Associação Automóvel de Portugal (ACAP).

“Em primeiro lugar, o país torna-se um produtor automóvel de pleno direito, ganhando peso nos fóruns internacionais do setor e sendo visto como um ‘player’, refere ao Negócios.

“E para o país é de uma enorme importância como fator extra para atrair investimento estrangeiro, para a instalação de ‘hubs’ tecnológicos dos grandes fabricantes, como já assistimos com a Volkswagen, Daimler e BMW, esta em parceria com a Critical Software”, acrescenta. “O setor automóvel tem um peso muito significativo na economia nacional e, sobretudo, nas exportações”, diz ainda.

Adicionalmente, o dirigente da ACAP destaca que, ao alcançar um patamar de produção de 300 mi veículos, gera-se um “ambiente favorável à criação de sinergias em todo o ‘cluster’ automóvel”.

Já Adão Ferreira, secretário-geral da Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel (AFIA), indica que “apesar do forte aumento no ano passado, a produção portuguesa é um décimo da de Espanha”. O responsável considera, ainda assim, que o crescimento da produção é “positivo”, até porque gera novas oportunidades para as empresas nacionais de componentes.

Entre janeiro e abril deste ano, as exportações de componentes cresceram 4%, “com um dinamismo superior ao das vendas totais”, atingindo os 2,9 mil milhões de euros, indica Adão Ferreira.

O presidente da AFIA, José Couto sublinha por seu lado que “o efeito de arrasto do aumento da produção em Portugal não é muito elevado paras as fabricantes de componentes, uma vez que os mercados internacionais absorvem a grande maioria das vendas da fileira”.

Admite, ainda assim, que “gostaríamos de ter uma maior incorporação de componentes produzidos em Portugal nos veículos que são fabricados no país”. “Não estamos satisfeitos com os níveis atuais e consideramos que há margem para aumentar essa incorporação”, frisa José Couto.

Marca dos 300 mil será batida este ano

Este ano a fasquia das 300 mil viaturas produzidas será “seguramente” superada em Portugal, refere o secretário-geral da ACAP.

Nos primeiros cinco meses do ano – os dados de junho serão divulgados na próxima semana -assistiu-se a uma subida homóloga de 22,8%, para 155.384 veículos.

Na segunda metade do ano o crescimento homólogo deverá diminuir, uma vez que a Autoeuropa aumentou o número de turnos no segundo semestre do ano passado.

Hélder Pedro refere que a tendência deverá ser de “consolidar os volumes de produção acima dos 300 mil”, admitindo que as taxas de crescimento serão bastante menores, “uma vez que a Autoeuropa, que tem grande peso na produção total, está próxima da capacidade máxima”.

Sem a entrada de outro fabricante “dificilmente poderá haver uma subida muito acentuada”, conclui.

 


 

A FAVOR I CONTRA

As oportunidades e os desafios no horizonte

 

O setor tem a forte concorrência dos países de leste e de Marrocos para captar investimento. O elevado nível de qualificação técnica é apontado como uma vantagem portuguesa.

 

A FAVOR

QUALIFICAÇÃO

Portugal tem uma “escola” de técnicos muito qualificados no setor automóvel, defende o secretário-geral da ACAP, Hélder Pedro.

“CLUSTER” AUTOMÓVEL CONSOLIDADO

Apesar de não ter muitas unidades de montagem de veículos, Portugal conta com uma importante rede de empresas de componentes para a indústria automóvel e que têm sabido adaptar-se, diz a AFIA.

“HUBS” TECNOLÓGICOS

A tendência recente de instalação de centros de desenvolvimento tecnológico de fabricantes automóveis, como a BMW, Volkswagen e Daimler Mercedes-Benz é um fator de atração.

 

CONTRA

PERIFERIA FACE À EUROPA

Portugal enfrenta uma forte concorrência dos países do leste europeu para a atração de investimento e instalação de novas unidades. A situação geográfica desses mercados, no centro da Europa, é um obstáculo para Portugal.

ELETRIFICAÇÃO

A tendência do setor automóvel de aposta em veículos eletrificados é um desafio para as fábricas em Portugal, que teriam de ser reconvertidas, e para toda a fileira. A AFIA indica que as empresas de componentes portuguesas estão “vigilantes” e já produzem para carros eléctricos ou híbridos da Tesla, BMW, Nissan e Renault, por exemplo.

 

 

Volkswagen picks Turkey for new factory

Volkswagen Group will build a multi-brand plant in Turkey.

in Automotive News Europe, by Burkhard Riering | Automobilwoche, 12-07-2019


VW’s supervisory board on Thursday picked a site for the factory near Izmir, Turkey, over a location in Bulgaria.

The plant will build cars for VW, Skoda and Seat. It will ease capacity constraints at Skoda’s factories in the Czech Republic.

The state of Qatar, which has a 17 percent stake in VW, pushed for the factory to be built in Turkey at the board meeting.

Previous reports have said the factory will open in 2022/2023 with an annual capacity of up to 350,000 units. Production will include the Skoda Karoq and Seat Ateca compact SUVs, reports said.

Skoda CEO Bernhard Maier said in March that the brand could have sold 100,000 more cars last year if the capacity to build them had been available.