CONFINSEAT: Desenvolvimento de Pele Artificial com capacidade de Gestão de Calor

TMG Automotive aposta, com o apoio do COMPETE 2020, no desenvolvimento de soluções inovadoras de pele artificial com capacidade de gestão de calor e conforto melhorado, com vista a dar resposta às tendências atuais crescentes no âmbito do conforto para o utilizador automóvel durante o tempo que está no interior do veículo.

in COMPETE 2020, por Cátia Pinto, 06-02-2019


 

1. Síntese
O CONFINSEAT visa o desenvolvimento de soluções inovadoras de pele artificial com capacidade de gestão de calor e conforto melhorado com vista a dar resposta às tendências atuais no âmbito do conforto para o utilizador automóvel durante o tempo que se encontra no interior do automóvel.
Para alcançar os objetivos propostos, estão previstas duas linhas de I&D em: Revestimentos com capacidade de dissipação/condução e com capacidade de reflexão de calor de forma a melhorar a gestão do calor superficial na interface entre o utilizador e o estofo, evitando o sobreaquecimento, e a criação e canais estruturais para melhoria do conforto. Adicionalmente será também dada atenção à identificação de tratamentos antimicrobianos para o material desenvolvido e para as camadas complementares (têxteis) com vista à melhoria do desempenho global do material. As linhas de I&D propostas serão implementadas no ciclo produtivo da empresa promotora líder, culminando em protótipos com as funcionalidades ambicionadas cumprindo os exigentes requisitos do setor e as especificações estabelecidas para esta tipologia de produtos.
No sentido de garantir o sucesso do projeto, foi criado um consórcio com complementaridade de valências constituído por 2 entidades:
  1. A empresa promotora líder – TMG Automotive, especializada na produção de plastificados para interior automóvel e detentora de um profundo conhecimento do processo e dos mercados onde estes produtos são comercializados.
  2. O CENTI, entidade do sistema I&I, será o principal dinamizador das tarefas de I&D, assegurando o know-how, as melhores e mais modernas tecnologias na área dos materiais e revestimentos funcionais, garantindo a transferência dos desenvolvimentos para ambiente industrial.
Com o projeto CONFINSEAT, a empresa pretende consolidar a sua abordagem tecnológica e economia sustentável, ao utilizar e desenvolver materiais e processos com baixo impacto ambiental.
2. Apoio do COMPETE 2020
Apoiado pelo COMPETE 2020 no âmbito do Sistema de Incentivos à I&DT, na vertente em co-promoção, o projeto CONFINSEAT envolveu um investimento elegível de 423 mil euros, correspondendo a um incentivo FEDER de 239 mil euros.
3. Links

Inovação de produto e processo e aumento da capacidade produtiva no fabrico de componentes para automóveis elétricos e híbridos

A SONAFI pretende, com este projeto, desenvolver novos componentes auto para dar resposta à nova geração de veículos – elétricos e híbridos – por via do aumento considerável do nível de automação, rapidez, eficiência energética e ambiental do seu processo produtivo.

in COMPETE 2020, por Miguel Freitas, 05-02-2019


 

Enquadramento

A SONAFI – Sociedade Nacional de Fundição Injetada, S.A. é uma sociedade constituída em 1951, altamente especializada na injeção e fabricação de componentes em alumínio, direcionada para o setor automóvel.

A SONAFI é considerada uma das empresas pioneiras na fundição injetada em Portugal, cumprindo com os requisitos altamente exigentes da indústria automóvel.

Os investimentos, realizados ao longo dos anos, destinaram-se à aquisição de equipamentos produtivos e software de gestão com o intuito de satisfazer necessidades de inovação tecnológica.

Atualmente, a capacidade transformadora da SONAFI é dirigida para a indústria automóvel, concebendo e fabricando peças (componentes) de geometria complexa que integram a motorização dos veículos.

A indústria automóvel é cada vez mais exigente no que respeita à qualidade total, eficiência produtiva, inovação tecnológica e eficiência ambiental, o que requer políticas de investimento em novas tecnologias do produto e em processos mais sofisticados para responder à evolução dos mercados internacionais.

As perspetivas futuras para a Indústria Automóvel baseiam-se na produção de novos veículos com motorizações eco eficientes, determinando a oferta de novos componentes com características específicas. Desta forma, implicará alterações significativas na oferta de componentes auto em termos de funcionalidade, resistência, leveza, durabilidade, proporcionando menor consumo de combustível.

Deste modo, a SONAFI tem necessidade de investir em novas tecnologias de fabrico e no desenvolvimento de novos produtos por serem decisivos para a competitividade e induzirem processos de otimização nos consumos.

O Projeto

A nova geração dos veículos elétricos e híbridos é um segmento de mercado emergente e que na próxima década substituirá incrementalmente o segmento de motores a combustão.

Neste contexto, a SONAFI pretende, com este projeto, seguir as tendências futuras da Indústria Automóvel, por via do reforço da sua competência tecnológica através de um grau superior de automação, eficiência e produtividade de forma a possibilitar o desenvolvimento de componentes de nova geração destinadas a veículos elétricos e híbridos.

Desta forma, implicará alterações significativas na oferta de componentes auto em termos de funcionalidade, resistência, leveza, durabilidade, assegurando fatores de competitividade ao nível da qualidade/ sustentabilidade ambiental.

A SONAFI propõe, assim, desenvolver a sua capacidade instalada por via da aquisição de equipamentos produtivos inovadores que representam o estado da arte em termos tecnológicos – permitirão incrementar as quantidades produzidas e o Valor Bruto de Produção (VBP).

A nova geração de veículos tem como requisitos a leveza, resistência e durabilidade dos componentes, contribuindo para atingir a meta «zero emissões» e garantir maior autonomia. A redução de peso é uma das formas mais eficazes de melhorar a eficiência energética de veículos. Assim, a crescente aplicação do alumínio – de forma transversal no setor Mobilidade -tem em vista a redução de consumos, a redução do peso e o aumento da eficiência ambiental.

A SONAFI pretende, com este projeto, através da aquisição de equipamento de tecnologia avançada, desenvolver os seguintes componentes para o setor automóvel:

– Componentes para sistemas de frenagem (travagem) regenerativos: Com os sistemas de frenagem convencionais, a energia gerada através do combustível perde-se. Um sistema de frenagem regenerativo recupera tanta energia quanto possível em forma de potência elétrica para o veículo;

– Componentes para conversores de energia: Esta componente converte a eletricidade da bateria em energia de acionamento mecânico. Com a recuperação da energia de frenagem, este conversor funciona exatamente de forma oposta: utiliza a energia de acionamento mecânico para gerar potência para a bateria;

– Componentes para inversores: O inversor com sistema eletrónico é a ligação entre a bateria e o conversor da bateria. Converte a tensão da corrente direta da bateria de alto rendimento em tensão alternada, que se utiliza para colocar a componente de conversão de energia em marcha;

– Peças estruturais multifuncionais: No fabrico da carroçaria de um automóvel deve-se aliar o mínimo impacto ambiental à máxima eficiência. Desta forma, é cada vez mais necessário utilizar o máximo de peças em alumínio nas carroçarias de todo o tipo de carros;

Para além destes componentes, a SONAFI desenvolverá para veículos elétricos e híbridos bombas de água, carcaças dos motores, suportes para transmissões e acionamentos elétricos, compressores, carcaças de transmissão, entre outros.

Pedro Cardoso, CEO da SONAFI e responsável do projeto, fala do momento crítico que o setor automóvel atravessa “nesta fase de total revolução tecnológica e reinvenção do automóvel” e o papel do COMPETE 2020 neste processo:

“O sector automóvel é, por natureza, um sector extremamente rigoroso, em termos de desenvolvimento, gestão e competitividade, que obriga a investimentos contínuos para suportar estas exigências.

Particularmente no momento em que se encontra o sector, nesta fase de total revolução tecnológica e reinvenção do automóvel, o apoio do “Compete 2020” tem permitido à Sonafi acompanhar os seus clientes no desenvolvimento e produção de novos componentes para sistemas inovadores como motores elétricos, sistemas de travagem regenerativos e sistemas de conversão de energia.

Com a aquisição destes equipamentos capazes de fazer face a novas exigências, como paredes mais finas, peças mais leves, geometrias mais complexas, requisitos de limpeza e precisão, a Sonafi tem conseguido manter um posicionamento diferenciador no mercado automóvel.”

Apoio do COMPETE 2020

O projeto promovido pela SONAFI conta com o apoio do COMPETE 2020 no âmbito do Sistema de Incentivos à Inovação, envolvendo um investimento elegível de cinco milhões de euros o que resultou num incentivo FEDER de cerca de 2,5 milhões de euros.

Links Relacionados

 

 

AMT 2019 : Plus de 150 opérateurs de l’industrie automobile réunis à Tanger

Au menu, rencontres B to B, conférences et tables rondes thématiques

in Aujourd’hui Maroc, par Najat Faïssal, 05-02-2019


 

Le Maroc est bien lancé comme pays d’accueil pour les grands constructeurs et équipementiers automobiles internationaux et ayant comme objectif majeur d’atteindre un million de véhicules produits à l’horizon 2025.

C’est dans ce contexte que se tiendra le sixième Salon de l’Automotive Meetings Tangier-Med (AMT), dont les travaux se dérouleront du 6 au 8 février prochain sous le thème «Convergence anticipée vers les objectifs des écosystèmes 2014-2020». Initiée par l’Association marocaine pour l’industrie et la construction automobile (Amica) en partenariat avec le ministère de l’industrie, de l’investissement, du commerce et de l’économie numérique et l’Agence marocaine de développement des investissements et des exportations (Amdie), l’AMT 2019 prévoit de mettre en avant les énormes opportunités de développement qu’offre l’industrie automobile, qui «est le premier secteur exportateur du Maroc», a tenu à rappeler le président de l’Amica, Mohamed Lacham, lors d’une conférence de presse organisée, jeudi 24 janvier, pour la présentation des grandes lignes de l’AMT 2019.

Ce sixième Salon prévoit de réunir plus de 150 opérateurs majeurs de l’industrie automobile issus du Maroc, d’Espagne, de France, d’Italie, du Portugal, d’Allemagne, du Royaume-Uni, de la Roumanie, d’Afrique du Sud et d’Inde. «Ils se retrouveront durant trois jours pour initier de nouveaux flux d’affaires et de partenariat et saisir les opportunités industrielles et commerciales concrètes qui seront offertes, pour contribuer au développement de l’industrie automobile», selon les organisateurs.

La même source poursuit que l’AMT 2016 s’inscrit dans la lignée des cinq précédentes éditions. «L’AMT 2016 a connu un grand succès dont témoignent les résultats chiffrés», a affirmé le vice-président de l’Amica et président du comité d’organisation de l’AMT, Rachid Machou.

Cette sixième édition qui constituera l’occasion pour développer de futurs partenariats euro-méditerranéens- prévoit aussi une série d’activités à la hauteur des ambitions du Maroc, pays organisateur, de dépasser 200 milliards de dirhams de chiffres d’affaires dans l’industrie automobile, et ce dans les six années à venir. «Cette perspective est envisageable grâce au développement de la capacité de production des usines qui devra atteindre un million de véhicules d’ici 2025», tiennent à préciser les organisateurs. L’AMT 2019 sera également l’occasion de faire le point sur l’avancement des écosystèmes qui seront réalisés à deux années du terme du plan d’accélération industrielle (2014-2020). «Ainsi, plus de 30 usines Greenfield Equipementiers Rang1 sont en cours de construction. Elles assureront la convergence vers les objectifs des écosystèmes : création d’emplois, profondeur d’intégration locale, chiffre d’affaires à l’export, arrivée des métiers pionniers», poursuit la même source.

Il est à préciser que l’AMT 2019 connaîtra la participation des principaux acteurs de la filière automobile, notamment les constructeurs et équipementiers, les bureaux d’études et logisticiens ainsi que les représentants des administrations marocaines en relation avec la filière. Le choix de Tanger pour accueillir cet événement n’est pas le fruit du hasard. Il est dû au fait que «cette région qui abrite le complexe industriel Renault Tanger-Med, le Port Tanger-Med et un tissu industriel mature et dense avec aussi bien des équipementiers de renommée mondiale que des PME», a-t-on ajouté.

Soulignons que l’AMT 2019 prévoit, à l’instar des cinq précédentes éditions, des rencontres B to B, des conférences et des tables rondes thématiques animées par des experts du secteur.

 

 

Portugal já fabrica mais carros a gasolina do que a gasóleo

Mudança de preferência dos consumidores estrangeiros e novo modelo na Autoeuropa justificam inversão de tendência na produção automóvel, pela primeira vez desde 1995.

in Diário de Notícias, por Diogo Ferreira Nunes, 05-02-2019


Se no ano passado os consumidores ainda preferiram o gasóleo à gasolina, nas fábricas o cenário foi diferente: pela primeira vez desde 1995, Portugal produziu mais carros a gasolina do que a gasóleo, segundo os dados da ACAP – Associação Automóvel de Portugal pedidos pelo DN/Dinheiro Vivo. A mudança da preferência dos consumidores estrangeiros – que ficam com 97% dos carros fabricados em Portugal – e o sucesso do T-Roc, o novo modelo da Autoeuropa, explicam porquê.

Dos 294 470 automóveis, ligeiros e pesados, fabricados no ano passado em Portugal, nada menos de 148 293 (50,4%) saíram da linha de montagem com um motor a gasolina. Os restantes 145 969 (49,6%) tinham um motor a gasóleo. Houve ainda 104 veículos que foram registados como elétricos – neste caso, pertencem à fábrica da Mitsubishi Fuso em Portugal, que produziu uma série limitada de camiões totalmente elétricos para várias cidades.

“Como praticamente toda a produção automóvel vai parar ao estrangeiro, nota-se mais a mudança de preferência dos consumidores dos carros a gasóleo para os modelos a gasolina”, assinala Hélder Pedro, secretário-geral da ACAP. Em Portugal, as vendas de carros a gasóleo, ainda que em queda acelerada, ainda superam as dos automóveis a gasolina. “Os problemas de emissões geraram maior atenção para as questões ambientais”, acrescenta José Couto, do cluster automóvel Mobinov.

Esta transição é ainda mais sentida se apenas forem contabilizados os carros ligeiros, que são produzidos na Autoeuropa e, em parte, na fábrica da PSA (Peugeot-Citroën) em Mangualde.

 

Dos 234 151 automóveis ligeiros montados no ano passado, 63,3% (148 095) tinham um motor a gasolina, que ficou em vantagem pela primeira vez desde 2009. Mas não tinha uma percentagem tão esmagadora desde 1995.

A “mudança do modelo de produção na Autoeuropa, com a produção do utilitário desportivo T-Roc, justifica o crescimento dos motores a gasolina”, entende o secretário-geral da ACAP. José Couto lembra que a fábrica de Palmela “esteve vários dias com a produção parada por falta de peças para os motores a gasolina, cada vez mais procurados pelos consumidores”.

Alemanha, França, Itália, Reino Unido e Espanha são os cinco principais mercados de exportação de automóveis em Portugal. Concentram 69,4% das exportações de automóveis em Portugal.

Nos próximos anos, “a tendência de produção de mais carros a gasolina do que a gasóleo vai acelerar, não só em Portugal mas também na Europa”, entende a direção da AFIA – Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel.

O líder do cluster automóvel Mobinov recorda que cidades como Madrid, Paris e Roma “têm projetos para banir a circulação de automóveis a gasóleo nos próximos anos”. Em Estugarda, na Alemanha, um dos centros da indústria automóvel na Europa, os automóveis mais antigos a gasóleo já estão mesmo proibidos de entrar.

Ligação férrea Aveiro-Mangualde pode ser «eixo estratégico» para a indústria automóvel

Contemplada com um investimento superior a 600 milhões de euros no Programa Nacional de Investimentos 2030, a ligação ferroviária entre Aveiro e Mangualde promete agora deixar a dimensão das intenções e das promessas para passar, definitivamente, à materialização – José Maria Castro, director-geral do centro de produção de Mangualde do grupo PSA, abordou o tema e discorreu sobre a importância da conexão para a PSA.

in Revista Cargo, 05-02-2019


Aveiro-Mangualde: sairá desta vez da gaveta? «Falamos disto há quase 10 anos», afirmou José Maria Castro

Em entrevista concedida ao ‘Dinheiro Vivo’, José Maria Castro aprofundou o dossier, analisando os benefícios que a materialização da conexão férrea poderá aportar ao sector automóvel, e, especificamente, à operação logística da fábrica. Constantemente remetida para a gaveta, a ligação ‘ameaça’ agora concretizar-se – «Não temos a certeza de que este plano vai avançar. Falamos disto há quase 10 anos e não vemos que as coisas tenham avançado», disse.

«É um eixo estratégico para a indústria automóvel»

Apesar da renitência, o director-geral do centro de produção de Mangualde do grupo PSA não deixou de avaliar de crucial a materialização da conexão, considerada estratégica para criar uma solução mais produtiva a nível do transporte – «Estamos todos no transporte rodoviário, que é cada vez menos competitivo por causa das emissões de dióxido de carbono e dos preços do petróleo. É um eixo estratégico para a indústria automóvel», considerou.

Ao ‘Dinheiro Vivo’, José Maria Castro explicou que existe a capacidade e a possibilidade de «massificar os fluxos de transportes da Volkswagen» e do grupo PSA, uma vez que a «única maneira de rentabilizar este transporte» será recorrer a «comboios de 500 ou 600 metros» – para tal, «são necessários volumes muito grandes e estáveis». Na logística automóvel, reforçou, caso seja alvo de aposta, o transporte das peças poderá dar uma vantagem competitiva para o grupo.

 

 

Dotar a TESCO tecnologicamente para a produção de peças para uma inovadora geração de compressores AC elétricos

Atualmente, a Tesco – Componentes para Automóveis, Lda é uma empresa especializada no fabrico de componentes automóveis à base de alumínio fundido.

in COMPETE 2020, por Miguel Freitas, 04-02-2019

O core de produtos atualmente produzidos pela Tesco é composto por peças componentes de motores e de compressores de ar condicionado na sua grande maioria destinados a veículos com motores de combustão interna, tendo sido recentemente acrescentada uma nova linha de focalização, peças componentes de intercoolers. O futuro passará, de acordo com as principais tendências da mobilidade sustentável, por desenvolver soluções ao nível dos componentes para automóveis elétricos e híbridos.

A Tesco exporta 97% da sua produção, sendo 69% destinada a França e 27% para o Reino Unido. Com um peso residual aparecem os mercados Japonês, Turco, da Polónia e EUA que totalizam 1,4% das vendas.

O Projeto

Este projeto consiste na capacitação da Tesco para a produção de uma peça de um produto inovador a nível internacional: um compressor de ar condicionado elétrico para aplicação em veículos com motores eléctricos e híbridos.

O investimento permitirá à Tesco garantir os padrões de qualidade, flexibilidade de produção e níveis de produtividade essenciais para a produção dos novos componentes inovadores. Pretende-se dotar a empresa dos meios necessários para promover o aumento da sua capacidade produtiva, capacitando-a também para a fabricação de um produto inovador, com forte valor acrescentado e destinado à penetração em novos segmentos de mercado.

O projeto permitirá à Tesco aumentar as vendas via mercados externos, melhorar os seus padrões de qualidade, assegurar maior flexibilidade, obter ganhos de produtividade assinaláveis, reduzir os desperdícios registados e resíduos produzidos e obter vantagens ao nível das condições de segurança no trabalho pela automatização de operações industriais.

O crescimento previsto está intimamente associado ao plano de investimentos, estimando-se, em resultado do projeto, a criação de um número considerável de postos de trabalho até 2021. A produção de compressores elétricos para aplicação a carros com motores eléctricos e híbridos, contribui terminantemente para o uso sustentável de recursos e de alternativas aos combustíveis fósseis, permitindo a redução da pegada de carbono associada à utilização destes veículos.

O projeto promove, necessariamente, efeitos ao longo de toda a cadeia de valor, nomeadamente nas empresas que se situam a montante e a jusante da empresa.

A montante destaca-se o aumento do volume da produção da empresa irá consequentemente provocar um aumento do negócio dos fornecedores da Tesco, tendo como consequência indireta mais postos de trabalho nos seus parceiros como forma de responder à alavancagem do negócio provocada pelas externalidades do investimento. A maior complexidade da realidade produtiva vai exigir igualmente significativos esforços de inovação por parte dos fornecedores e adaptação a uma realidade mais exigente e vanguardista.

A jusante, o lançamento de um componente inovador para um compressor AC específico para veículos com motores eléctricos e híbridos, com um elevado valor acrescentado, contribuirá definitivamente para aumentar o valor acrescentado dos produtos finais que os seus clientes disponibilizam ao mercado.

Os resultados do projeto tornam-se evidenciáveis, empiricamente, através do alargamento da gama de produtos de maior valor acrescentado presentes no portefólio que disponibiliza ao mercado, com recurso a uma produção global mais técnica e competitiva e que será uma referência a nível nacional, uma vez que atualmente o mercado nacional não tem players que atuem neste sector com uma capacitação tecnológica tão avançada como a proposta neste projeto.

O projeto vai implicar a criação, em termos líquidos, de 30 postos de trabalho, justificados pelo aumento do volume de negócios expectável, fruto do investimento previsto. Pretende-se que pelo menos 21 destes novos colaboradores possua habilitações iguais ou superiores ao nível VI, para poder dar resposta aos desafios que cada vez mais se impõem no desenvolvimento de produtos com maior valor acrescentado.

Em declarações ao COMPETE 2020, Tiago Azevedo, Financial Manager da TESCO, destaca a importância do apoio dos Fundos Comunitários na resposta da TESCO à “revolução do sector automóvel em curso”:

“O programa no qual nos inscrevemos, “Inovação Produtiva”, permitiu acelerar o investimento em novos equipamentos, que nos posiciona, desde já, na linha da frente da revolução do sector automóvel em curso. Sem o apoio do Compete2020, estaríamos provavelmente mais limitados na competitividade exigida na nova era da mobilidade eléctrica.”

O Apoio do COMPETE 2020

O projeto é promovido pela Tesco – Componentes para Automóveis, Lda. e a conta com o apoio do COMPETE 2020 no âmbito do Sistema de Incentivos à Inovação, envolvendo um investimento elegível de 3,5 milhões de euros o que resultou num incentivo FEDER de cerca de 1,4 milhões de euros.

Links Relacionados

 

 

 

 

AICEP assinou com a Hutchinson um contrato de financiamento de um projeto de investimento empresarial

A AICEP assinou com a Hutchinson um contrato de financiamento de um projeto de investimento empresarial com uma forte componente tecnológica.

in AICEP, 04-02-2019


 

A Hutchinson Borrachas de Portugal, situada em Campo Maior, integra a francesa Hutchinson e é especializada em juntas de precisão em borracha sintética para o setor automóvel.

O projeto foi reconhecido como de interesse estratégico para a economia nacional e para a região Alentejo.

Na cerimónia de assinatura estiveram presentes o Ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, o Secretário de Estado da Internacionalização, Eurico Brilhante Dias, e o Administrador da AICEP, João Dias.

 

 

 

ARTÍCULO DE FONDO: LEGISLACIÓN EUROPEA DE EMISIONES DE CO2

Durante 2018 se ha desarrollado el proceso legislativo para regular las emisiones de CO2 en la Unión Europea a partir de 2020, tanto para vehículos ligeros (automóviles y furgonetas) como de vehículos pesados.

in SERNAUTO, Autor: Mª Luisa Soria,

Directora de Relaciones Institucionales e Innovación de SERNAUTO, 04-02-2019


El punto de partida fueron las propuestas de la Comisión Europea del 8 de noviembre de 2017, incluida en el segundo paquete de movilidad, que establece los nuevos estándares de vehículos ligeros a partir de 2020 y la del 16 de mayo de 2018, encuadrada en el tercer paquete de movilidad, para introducir en la Unión Europea normas sobre emisiones de CO2 de vehículos pesados.

En el caso de los vehículos ligeros, la propuesta de la Comisión marcaba un objetivo en 2030 para los vehículos nuevos de un 30% menos que en 2021, tanto para automóviles como para furgonetas, y un objetivo intermedio de reducción del 15% en 2025. También establecía un objetivo de ventas (benchmark) de vehículos de cero y bajas emisiones y una serie aspectos para flexibilizar la consecución de los objetivos. El Parlamento Europeo defendió una posición más ambiciosa, incrementando el nivel de ambición de reducción de emisiones en 2030 al 40%, mientras que el Consejo Europeo adoptó un posicionamiento intermedio en su reunión del 9 de octubre.

Como resultado de las negociaciones trilaterales llevadas a cabo en los últimos meses de 2018, el 18 de diciembre se alcanzó un acuerdo final, que ya ha sido ratificado por los estados miembros. Dicho acuerdo establece un objetivo de reducción de emisiones de CO2 en 2030 del 37,5% para automóviles y del 31% para furgonetas, valores superiores a los planteados por la industria europea de proveedores de automoción, y del 15% en 2025 para todos los vehículos ligeros. También se ha definido un objetivo de ventas (benchmark) de vehículos de cero y bajas emisiones (ZLEV) del 15% en 2025; y del 30% para furgonetas y 35% para automóviles en 2030. En la definición de los ZLEV se han planteado unos parámetros de ponderación de PHEV (vehículos híbridos), y un coeficiente multiplicador a aplicar en estados miembros con cuota de vehículos de cero y bajas emisiones por debajo del 60% de la media europea, como es el caso de España.

Está pendiente de su aprobación final por el pleno del Parlamento Europeo y entrará en vigor cuando se publique en el Diario Oficial de la UE.

La tramitación del reglamento de vehículos pesados se encuentra actualmente en fase de negociación trilateral, después de haber sido aprobadas en las últimas semanas de 2018 tanto la posición del Parlamento Europeo como el planteamiento general del Consejo Europeo. En la negociación deberán acordarse los objetivos de reducción de emisiones en 2025 y 2030 con respecto a 2019, las condiciones del sistema de incentivos y la definición de vehículos de bajas emisiones.

Desde la publicación de la primera propuesta de la Comisión Europea en noviembre de 2017, SERNAUTO ha colaborado activamente con CLEPA (Asociación Europea de Proveedores de Automoción) en la defensa de la posición del sector y, a lo largo del año hemos mantenido reuniones y contactos periódicos con Miguel Arias Cañete, Comisario de Energía y Acción contra el Cambio Climático, y con eurodiputados españoles de los comités de Medioambiente, Industria y Transporte, así como con representantes de la Oficina Española del Cambio Climático, la Dirección General de Industria y PYME y los sindicatos, con el propósito de transmitirles las inquietudes del sector y nuestra posición de apoyo a los objetivos de descarbonización, pero con una perspectiva que tenga en cuenta tanto objetivos medioambientales como sociales y económicos.

Desde SERNAUTO siempre hemos defendido que la legislación ha de basarse en el principio de neutralidad tecnológica y apoyar las soluciones más eficientes y que la transición tecnológica e industrial del sector ha de llevarse a cabo de forma ordenada y ha de basarse en las fortalezas de las empresas, para poder mantener la competitividad y el empleo.

 

 

“Queremos liderar o carro elétrico a nível mundial”

Eurico Brilhante Dias – Secretário de Estado da Internacionalização

in Expresso, por Joana Nunes Mateus (textos) e António Pedro Ferreira (foto), 02-02-2019


O secretário de Estado da Internacionalização, Eurico Brilhante Dias, ambiciona bater novos recordes na captação de investimento direto estrangeiro (IDE), e transformar o desafio da reinvenção do sector automóvel numa oportunidade, posicionando Portugal como um país liderante no segmento emergente dos carros elé­tricos e híbridos.

A Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AI­CEP) bateu todos os recordes na captação e fixação de IDE em 2018. Que projetos destaca?

A AICEP, em nome do Estado, contratualizou incentivos financeiros e benefícios fiscais com meia centena de projetos para investirem €1150 milhões e criarem 4300 postos de trabalho. Foi o melhor ano de sempre em termos de contratualização. Mas também foi um ano muito bom para os projetos que não tiveram apoios para vir para Portugal. Dou-lhe os exemplos da Google ou dos centros de competências da Volkswagen para o digital e da BMW/Critical Software para o carro do futuro. No interior destaco o reforço do investimento tunisino na Coficab da Guarda ou francês na Faurecia de Bragança. E em Viseu, o terceiro turno da PSA de Mangualde.

Concorda com o Movimento pelo Interior quando defende o fim dos apoios a grandes investimentos no litoral?

O Governo já deu um sinal evidente ao interior ao alocar €1700 milhões da reprogramação do Portugal 2020 para incentivar o investimento. Mas é tão importante atrair, com o fixar e desenvolver o IDE que já está cá. Temos de continuar a ter instrumentos para que os investidores estrangeiros que já apostaram em Portugal continuem a investir e a aprofundar as suas raízes, criando barreiras à sua saída. Eu concorro com Espanha, França, Irlanda, países de Leste e outras opções no Magrebe pela atração de IDE e todos os meus concorrentes usam estes incentivos financeiros e fiscais de for ma muito agressiva.

Vai bater um novo recorde no IDE em 2019?

Desde que cheguei aqui, em julho de 2017, já contratualizei €1700 milhões, praticamente 1%do PIB em formação bruta de capital fixo de grandes projetos e empresas. Em dois anos do meu mandato , ou seja, até julho de 2019 , gostava de conseguir contratualizar €2200 milhões de investimentos. Obviamente isto é um trabalho coleti­vo que inclui a AICEP e a intervenção de vários membros do Governo, incluindo o primeiro-ministro.

Como correu a visita a Davos?

O ambiente foi muito positivo em relação a Portugal. Tivemos muitas reuniões com investidores e há um grande reconhecimento quanto à nossa qualidade de recursos humanos, estabilidade política e social, segurança e abertura e tolerância ao investimento e às pessoas. Mas ao mesmo tempo, estavam lá aqueles dois grandes elefantes na sala: o ‘Brexit’ e a tensão tarifária entre os EUA e a China…

… que vão desacelerar a economia e afetar os exportadores portugueses…

As empresas portuguesas têm ganho quota de mercado quase todos os anos pois temos crescido claramente acima daquilo que é a procura externa dirigida à economia portuguesa. Acredito que o nosso sector exportador é mais resiliente do que era há 10 ou 15 anos.

Não está, então, em risco a meta do Governo de chegar aos 50% do PIB antes de 2025?

Vamos fechar o ano de 2018 com as exportações·em cima dos 44% do PIB. E o Banco de Portugal diz ser expectável chegar aos 50% do PIB até 2021, o que para mim é uma agradável surpresa. Repare que para fazermos crescer as exportações até aos 50% do PIB até meados da próxima década, o Governo já está a colocar as exportações como o motor fundamental da economia e a crescerem 2% a 2,5% acima do produto. Ora a expectativa do Banco de Portugal é que o diferencial entre o crescimento das exportações e o crescimento do produto seja ainda mais acentuado do que aquele que nós estimámos.

Que sectores têm puxado pelas exportações além do turismo?

2018 foi o sétimo ano consecutivo de superavit na balança de bens e serviços. Os nossos défices das balanças energética e alimentar pareciam crónicos e a verdade é que as energias renováveis têm dado um contributo substantivo. Também houve uma progressão fantástica do sector agroali­mentar, desde vinho, azeite, vegetais , hortofrutícolas, ou na fileira florestal , com o sector da cortiça ou do papel.

Mas o sector que mais contribuiu para o aumento das exportações foi o automóvel…

… que sofreu um rombo com as greves nos portos. Que efeitos recessivos teve esta crise portuária?

Efeitos benéficos não teve. É evidente que teve um impacto negativo nas nossas exportações e não falo ape­nas da Autoeuropa. Foram fortemente afetadas muitas pequenas e médias empresas portuguesas que, no limite, tiveram de optar por portos espanhóis para fazerem sair as mercadorias . É um momento que eu gostava que não se repetisse, mas ninguém pode dizer isso taxativamente.

Teme a saída da Autoeuropa?

A Autoeuropa é um investidor antigo, que realizou um investimento muito significativo na plataforma onde está a fazer o T-Roc, e que sabe que são questões de conjuntura. Portugal não é o único país que tem greves. A Autoeuropa, tal como outros operadores no mundo inteiro , tem é o grande desafio que acompanhamos com cuidado: o desafio da transformação do sector automóvel.

É todo o cluster automóvel que o país já atraiu que terá de dar o salto. Isso preocupa-o?

Estamos a dar muita atenção a esta transformação para os carros híbridos e elétricos e temos dado esse sinal a nível internacional. Portugal está preparado para apoiar o próximo ciclo de investimentos do sector automóvel, em particular na adaptação das suas plataformas produtivas, de modo a posicionar-se como um país liderante, não apenas nas energias renováveis mas também no carro elétrico e nos híbridos. Já comunicámos isso a todas as grandes marcas automóveis. Queremos liderar o carro elétrico a nível mundial.

E tem condições para isso?

Portugal tem as componentes, os moldes, a metalomecânica, os compó­sitos… É todo um sector muito atrati­vo para o IDE porque temos competências e competitividade mundial.

Temos de preparar a fileira para este desafio que vai redesenhar as cadeira de valor  e  de  abastecimento  e  esse é um esforço que todos teremos de fazer em conjunto. As grandes empresas também vão poder usar Portugal como plataforma de investigação e desenvolvimento já que o próximo quadro comunitário vai ter incentivos ao seu I&D, o que nesta fase é decisivo.

O Fundo de Fundos para a Internacionalização sempre avança em 2019?

A primeira dotação já está no Orçamento do Estado para 2019 para começar este ano. É um novo instrumento que permitirá a Portugal atrair o investimento de grandes acumuladores de capital. Que remos angariar o investimento de fundos soberanos ou de grandes fundos de pensões com vista à criação de fundos regionais e sectoriais para a internacionalização das empresas portuguesas pelo mundo fora.

Ou seja, quer atrair investidores estrangeiros para investirem consigo em fundos especificamente desenhados para a internacionalização das construtoras portuguesas em África ou das empresas do agroalimentar na América Latina?

de fundos para apoiar o investimento direto português no estrangeiro nos mais diferentes·sectores, desde o agroalimentar ao automóvel, da construção às obras públicas, incluindo a participação de empresas portuguesas em concessões de linhas férreas, águas, resíduos; autoestradas ou abastecimentos elétricos.


 

INTERNACIONALIZAÇÃO

Fundo de fundos pode alavancar €1500 milhões

Eurico Brilhante Dias acredita que o Fundo de Fundos para a Internacionalização (FFI) pode vir a alavancar entre €1200 milhões a €1500 milhões junto de investidores internacionais para apoiar as estratégias de internacionalização, sobretudo em mercados de maior risco fora do mercado interno europeu e da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE). Isto significa multiplicar entre 12 a 15 vezes os €100 milhões que o Tesouro português apostou no FFI. A ideia é replicar a estratégia que franceses, italianos, gregos ou espanhóis já estão a usar para atrair o capital de fundos soberanos, de fundos de pensões, de bancos e de outros investidores privados. Entre os instrumentos de financiamento a disponibilizar às empresas contam-se o financiamento de médio
ou longo prazo a operações de investimento; a participação no capital de empresas; a prestação de garantias de boa execução, pagamento, contragarantias ou operações de resseguro; e o financiamento a médio ou longo prazo de operações de crédito ao importador ou exportador.

 

 

Encontro da AFIA – panorama, desafios e crescimento do setor

A AFIA – Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel organizou no passado dia 23 de janeiro, o 9º Encontro da Indústria Automóvel

in Revista Automotive, Edição nº 66, Janeiro 2019


O evento contou com mais de uma centena de convidados, e que permitiu um amplo debate sobre o desenvolvimento
e principais desafios com que se defronta a indústria automóvel, confirmando, uma vez mais, a força produtiva e exportadora deste setor.

No Museu da Vista Alegre (Ílhavo), estiveram representadas as maiores empresas portuguesas de componentes, empresas multinacionais estrangeiras, construtores de automóveis, associações / clusters, câmaras de comércio e indústria, centros tecnológicos, centros de formação, empresas de serviços e de consultoria, órgãos de comunicação social, entidades do sistema financeiro, entidade públicas e governamentais, bem como os parceiros e patrocinadores, como foram os casos da Fuchs e da Hays.

Tomás Moreira, presidente da AFIA, destacou aos presentes, o papel e o trabalho desenvolvido pela sua entidade,
que já conta com 50 anos de existência, ao longo dos quais, os pilares centrais das suas atividades continuam a ser a
promoção da competitividade dos fabricantes nacionais, as exportações e a internacionalização das empresas associadas. O tema central deste encontro foi o “Crescimento na Mudança”.

Segundo Tomás Moreira, “nos últimos dez anos, a indústria nacional de componentes para automóveis cresceu de uma forma sustentada, a uma taxa superior à dos seus mercados, aumentando assim as suas quotas e volumes de negócios. O nosso setor cresceu através de novos projetos, novos clientes e produtos com maior valor, bem como de novas empresas e mais investimentos.

No entanto, o mercado automóvel europeu continua a ser o maior destino das nossas exportações, dependência que
poderá trazer novos desafios ao setor, visto que poderá haver alguma retração no futuro, no continente europeu. Para além desta possibilidade, existem novos constrangimentos aos fabricantes nacionais de componentes automóvel, por via das novas regras de emissões, das motorizações alternativas, novos conceitos de mobilidade e uma maior conectividade.

Do ponto de vista produtivo – exemplificou – também estamos a entrar numa nova era, com o advento da indústria 4.0 e da robótica; da maior utilização da inteligência artificial; o uso de mais nanotecnologia e, principalmente, de uma nova organização do trabalho. Assim, em conclusão, a inovação e evolução tecnológica, a excelência operacional e o controlo de custos, são três dos grandes desafios para os quais o setor precisa dar uma resposta adequada”, destacou.

 

(crédito fotos AFIA/NOMORE/Hugo Monteiro)