Renault to double production at Dacia plant in Morocco

Renault will double production at its Casablanca plant to 160,000 cars annually by 2022, the state news agency MAP said.

in Automotive News Europe, by Ahmed Eljechtimi | Reuters, 26-10-2018


 

The production target was revealed by Renault CEO Carlos Ghosn at a meeting with King Mohammed VI in Marrakesh, the agency said.

Renault builds Logan and Sandero models at the plant.

The production increase at the SOMACA plant in Casablanca will help Renault to build 500,000 cars annually in Morocco, including 340,000 from its larger Tangier plant.

French rival automaker PSA Group said last month that it would start production next year at its site near the coastal city of Kenitra with a target of 200,000 vehicles annually by 2020.

The government has said that it plans to increase to 1 million the number of cars made in Morocco and to boost the automotive sector’s revenue to 200 million dirhams ($30 billion) annually by 2025.

It also wants to raise the local sourcing rate to 80 percent by 2020 from an estimated 50 percent.

The automotive sector was Morocco’s largest industrial exporting sector last year, with exports worth 70 billion dirhams.

Up to September 2018, the sector topped Morocco’s exports with a rise of 15 percent to 48.81 billion dirhams compared with the same period last year.

 

 

É necessária proactividade na captação de investimento

Entrevista a Tomás Moreira, presidente da AFIA – Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel

in Revista Industrial Forum Portugal #1, 26-10-2018


Como vê o actual crescimento da indústria automóvel, em Portugal e no mundo, e como perspectiva o futuro? Estaremos perante uma nova bolha prestes a rebentar ou o crescimento é sustentável?

De facto a indústria automóvel atravessa um bom momento bastante prolongado. Após a crise de 2008/2009, a produção automóvel mundial tem vindo a aumentar duma forma muito sustentada, passando de 62 milhões no ano 2009 para 97 milhões de veículos produzidos no ano passado.

Visto que ainda há muitos países populosos com taxas de motorização muito baixas, as projecções das consultoras especializadas indicam que a produção continuará a crescer, sendo expectável que atinja os 104 milhões no ano de 2020, se mantivermos um quadro de estabilidade mundial,

Considerando que vivemos numa economia globalizada mas com ameaças de proteccionismos e cenários de incerteza geoestratégica, com crescentes preocupações quanto à sustentabilidade de recursos do planeta, a indústria automóvel poderá a qualquer altura sofrer impacto externos que travem o seu normal crescimento.

 

Que importância, que peso real tem hoje a indústria automóvel na economia nacional – peso directo e indirecto?

A indústria automóvel em Portugal tem acompanhado a tendência de subida do mercado e tem crescido consistentemente, a taxas entre os 5 e os 10% ao ano.

A indústria de componentes só por si agrega umas 230 empresas com sede ou laboração em Portugal, com um volume de emprego directo na ordem das 51.000 pessoas. Em 2017 facturou 10,4 mil milhões de Euros, com uma quota de exportação de 85%, tendo a Espanha como principal mercado, seguida da Alemanha, França e Reino Unido.

Em termos de importância na economia nacional, em 2017 representou 5% do PIB, 7% do emprego da indústria transformadora e 16% das exportações nacionais de bens, contribuindo fortemente para o equilíbrio das contas externas do País.

É sabido que para além deste impacto directo, a indústria automóvel tem efeitos indirectos muito fortes, através duma extensa cadeia de subfornecedores e prestadores de serviços, sendo também uma importante fonte de atracção de investimento directo estrangeiro.

 

A indústria automóvel nacional considera que essa importância para o desenvolvimento do país é devidamente reconhecida e apoiada a nível interno?

As empresas da indústria de componentes para automóveis distribuem-se por diferentes códigos de actividade e produtos, tornando exaustivo e impraticável listar toda a panóplia de componentes fabricados em território nacional e dificultando a percepção da real representatividade do sector, cuja dimensão é habitualmente subestimada.

Ainda assim, fruto também dum intenso trabalho da AFIA, o Governo e os restantes organismos públicos já têm uma correcta noção do peso real desta indústria.

 

Qual o papel de uma indústria automóvel forte para o futuro do país?

A indústria de componentes merece ser apoiada devido às suas características estruturantes, potencial de crescimento e exportação, dinâmica de inovação, conceitos de qualidade total, excelência nas operações e exigência de recursos humanos qualificados, que conduz a programas de formação contínua e valorização profissional, com efeitos induzidos sobre toda a restante indústria nacional.

 

O que poderia ser feito para desenvolver ainda mais este sector vital do tecido empresarial português?

Exportando o grosso da sua produção para mercados totalmente abertos e globalizados e concorrendo livremente com todos os outros países num contexto de enorme competitividade de preços, todas as questões ligadas a custos se revestem de extrema relevância.

Apesar de Portugal ter os custos salariais mais baixos da Europa Ocidental, não se pode ignorar que competimos directamente contra países com custos de trabalho muito inferiores, nomeadamente Marrocos, na nossa zona geográfica directa. Uma excessiva inflação dos custos salariais, assim como qualquer retrocesso na flexibilidade laboral, representam um agravamento dos factores de competitividade da economia portuguesa, que nos prejudicam no confronto com os países nossos concorrentes.

O actual quadro legal português ainda não permite às empresas de uma forma suficientemente expedita, desburocratizada e sem custos extra adaptarem a laboração às variações de curto prazo do fluxo de encomendas, ao contrário do que acontece noutros países.

Também o elevado custo da energia – dos maiores da Europa (e incluímos aqui a electricidade, o gás e os combustíveis líquidos), e a elevada fiscalidade que pesa sobre as empresas têm prejudicado a competitividade das empresas.

Todas as possíveis melhorias nestes constrangimentos iriam permitir à indústria de componentes automóveis crescer ainda mais sustentadamente.

 

Qual seria o factor crítico para se conseguir trazer para Portugal outro grande construtor automóvel, outra Autoeuropa?

Podemos promover as nossas capacidades, incluindo a disponibilidade de engenheiros, incentivando e oferecendo condições vantajosas e atractivas para a instalações de centros técnicos, potenciadores de a prazo serem instaladas novas unidades industriais ou ampliadas as existentes.

Mas sobretudo é necessária proactividade na captação desse investimento. Portugal (entenda-se as entidades públicas apoiadas pelas associações sectoriais) deveria ter um plano de contacto sistemático com todos os construtores de automóveis e com os grandes fornecedores/integradores internacionais de componentes (os “Tier 1”) para captar os seus projectos e investimentos.

Muito recentemente a AICEP tem vindo a dedicar maior atenção a esta matéria, o que devemos louvar e cria expectativas de sucesso a médio/longo prazo.

No entanto não tenhamos dúvidas de que concorremos com outros países que lutam com igual (ou maior) empenhamento para captar estes investimentos, pelo que temos que criar para a nossa economia condições de competitividade que de facto sejam atraentes para novos investidores (e, já agora, para fixar os que já estão cá).

 

Que capacidade têm as indústrias nacionais – não as grandes multinacionais a operar em Portugal – para adicionarem mais valor no seu serviço, incluindo desenvolvimento de produto ou mesmo novas tecnologias?

São conhecidos os elevados graus de exigência e de competitividade desta indústria, que obriga as empresas a recorrer a processos tecnológicos sofisticados, a manter uma dinâmica de contínuo desenvolvimento e inovação de produtos/tecnologias/processos, a seguir conceitos de qualidade total e de excelência nas operações, requerendo recursos humanos altamente qualificados, só possível através de formação contínua e valorização profissional nas empresas.

O sector conta com uma elevada percentagem de investimento estrangeiro em Portugal mas também muitas empresas portuguesas se internacionalizaram, formando grupos multinacionais que actuam próximo dos seus clientes em quatro continentes.

 

Que subsectores da indústria automóvel em Portugal têm mais peso hoje e quais aqueles que têm mais potencial de crescimento?

Os subsectores com maior peso e que ainda têm margem de crescimento são a metalurgia/metalomecânica; eléctrico/electrónica; plásticos, borracha e outros compósitos; têxteis e outros revestimentos.

 

Como pode a AFIA criar sinergias à sua volta, de modo a levar a indústria nacional para novos mercados – por exemplo o Norte de África, o México ou outras zonas?

Temos vindo a acompanhar a evolução da indústria automóvel em Marrocos, a exemplo disso são as sete acções, entre missões e participações em feiras, que a AFIA realizou, desde o ano de 2008, a este país do Magreb.

A promoção da oferta nacional e a identificação de novas oportunidades assume maior relevo quanto mais se atenta no significativo desenvolvimento da indústria automóvel naquele país. Um crescimento acelerado do número de viaturas montadas que passou de 34 mil em 2008 para as 376 mil no ano de 2017. Alavancado no Plano de Aceleração Industrial 2014-2020, Marrocos chegará ao final da década com uma capacidade de produção anual de um milhão de veículos, graças aos planos de crescimento industrial da Renault (2 fábricas), da PSA – Peugeot Citroën e do recente anúncio da construção de uma fábrica do construtor chinês BYD.

Em 2017 e por ocasião da 13ª Cimeira Luso Marroquina, presidida pelos primeiros-ministros de ambos os países, a AFIA assinou um protocolo de colaboração com a sua congénere AMICA, associação marroquina da indústria e construção automóvel, que prevê estreitar as relações já existentes entre as duas associações e a cooperação técnica e comercial entre empresas.

 

Como está a indústria automóvel nacional a lidar com os desafios da e-mobilidade, novas fontes de energia e condução autónoma? E como vai fazê-lo no futuro?

Os fabricantes de automóveis e os seus fornecedores estão continuamente a investir em tecnologias inovadoras que ofereçam ao mercado automóveis mais seguros e mais automatizados, tendencialmente autónomos, e soluções mais amigas do ambiente.

O sector está atento às evoluções e as empresas estão a tomar as decisões necessárias no sentido de se prepararem e adaptarem para as mudanças que se anunciam no médio e longo prazo.

Neste momento já produzimos em Portugal componentes para os modelos de carros eléctricos mais carismáticos como o: BMW i3, BMW i8, Nissan Leaf ou Renault Zoë.

 

Que riscos enfrenta a indústria nacional face à mudança de paradigma em termos de mobilidade – por exemplo, a possibilidade de desaparecer a necessidade de componentes para motores de explosão interna?

Lê-se que os fabricantes de componentes automóveis tradicionais correm o risco de desaparecer do mercado. Esta ideia é errónea, já que a grande maioria dos componentes utilizados nos carros com combustão interna continuará a ser utilizada nos veículos eléctricos – pense-se em assentos, faróis, infotainment, painéis, pedais, portas, pneus, revestimentos interiores, tabliers incluindo airbags, vidros, volantes e tantos outros.

Acresce que os veículos com combustão interna não irão acabar. Os veículos actuais e os do futuro serão movidos por uma combinação de tecnologias que procuram transferir energia para o movimento, incluindo soluções de sistemas de transmissão eléctricos, recuperação de energia, dispositivos de aumento de potência, combustíveis sintéticos (e-fuels) e motores de combustão de alta eficiência.

A tecnologia diz-nos que não existe uma solução “para todos os gostos”: os automóveis e os veículos servem diferentes propósitos de mobilidade e os consumidores devem poder escolher o nível de potência que melhor serve as suas necessidades.

 

Que caminhos pode seguir a diversificação da indústria automóvel portuguesa?

Em termos de mercado a indústria, competindo a nível internacional, tem vindo a aumentar ao longo dos últimos anos o seu volume de negócios com as principais marcas de prestígio automóvel: Aston Martin, Bentley, Jaguar, Lamborghini, Maserati, McLaren, Porsche, e Rolls-Royce.

A melhoria da relação entre as referidas marcas e a indústria portuguesa demonstra a confiança entre as partes, alicerçada pela performance desta indústria.

Um número cada vez maior de empresas desenvolve internamente actividades de engenharia orientadas para a inovação e melhoria contínua dos seus produtos e processos.

O Sistema Científico e Tecnológico Nacional e muitas Start-ups trabalham continuamente na pesquisa de novos produtos, materiais, processos ou serviços que permitam diversificar a oferta nacional.

 

Como vê a actividade da AFIA em ligação com a MOBINOV, face a todos os pontos acima descritos – sinergias, complementaridade?

A AFIA e a ACAP – Associação Automóvel de Portugal foram as principais promotoras da criação da MOBINOV – Associação do Cluster Automóvel, constituída em Abril de 2016. A MOBINOV caracteriza-se como uma plataforma agregadora de conhecimento e competências no âmbito da indústria automóvel em Portugal.

A íntima cooperação, no âmbito da MOBINOV, com a ACAP, com os construtores de automóveis instalados em Portugal e com as principais entidades do Sistema Científico e Tecnológico Nacional permite perspectivar um importante salto qualitativo em termos de coordenação de esforços e promoção do sector.

 

Como caracteriza a relação entre fornecedores e construtores, num mercado dominado pelo poder dos grandes construtores, seja em termos de preços, seja em termos de requisitos?

A indústria automóvel é uma indústria altamente competitiva e concorrencial, onde ditam os requisitos da qualidade, cumprimento de prazos de entrega e preços.

Os construtores, pela sua dimensão e poder negocial, têm de facto em relação aos seus fornecedores uma posição de força que por vezes é sentida como excessiva.

Por isso mesmo é importante os fabricantes de componentes não terem as suas vendas demasiado dependentes dum único construtor. Nesse sentido é uma vantagem importante o facto de haver uma grande número de construtores de automóveis instalados na Península Ibérica que nos permitem essa diversificação.

 

Qual a influência e o potencial de actuação da AFIA junto das suas congéneres europeias – VDA, Sernauto, FIEV – no âmbito da CLEPA?

A CLEPA – European Association of Automotive Suppliers, com sede em Bruxelas, é a associação europeia dos fornecedores da indústria automóvel que defende os interesses do sector a nível europeu, sendo reconhecida como parceira natural de discussão por outras instituições europeias, pelas Nações Unidas e por outras associações parceiras.

A CLEPA reúne mais de 120 dos mais importantes fornecedores de componentes para automóveis, sistemas e módulos, bem como mais de vinte associações nacionais, entre as quais a AFIA.

Em Junho 2018, a AFIA foi eleita para o Conselho Director da CLEPA, o que vem dar uma força e visibilidade acrescida à AFIA e consequentemente à indústria portuguesa de componentes automóveis, sendo esta nomeação o reconhecimento da crescente importância internacional da indústria de componentes automóveis portuguesa.

Graças a estarmos juntos na CLEPA, temos relações próximas e frequentes com as nossas associações congéneres – VDA (D), Sernauto (E), FIEV (F) e outras.

 

Que tipos de apoios disponibiliza a AFIA aos fornecedores nacionais e aos seus associados? Pode avançar dados concretos da situação actual e falar dos planos que existem para apoios futuros?

Para potenciar o crescimento, promovemos o sector junto de mercados-alvo seleccionados, através de missões a países ou a clientes específicos, participações conjuntas em feiras, estabelecimento de contactos com potenciais novos clientes, acções conjuntas com instituições nacionais e estrangeiras para promoção do sector e divulgação das suas potencialidades e ainda divulgação de informação relevante para os exportadores.

No campo da competitividade, desenvolvemos acções para melhorar o desempenho dos fornecedores da indústria automóvel, estabelecendo encontros – genéricos ou temáticos – para troca de informação, intercâmbio de boas práticas e valorização mútua e para estreitamento de relações entre as entidades do sector.

Defendemos directa e indirectamente, junto das empresas e junto das autoridades nacionais, todas as questões com implicação na competitividade das empresas. Incluímos aqui temas como a produtividade, a flexibilidade laboral e a simplificação administrativa, a inovação de processo e métodos de trabalho – incluindo o que se vem designando por Indústria 4.0 – questões logísticas, a investigação, a inovação e a melhoria contínua nas empresas, mas também temas de natureza macroeconómica como os custos do trabalho e da energia, a fiscalidade e outros custos de contexto.

Representamos o sector na CIP, em cujo Conselho Geral estamos representados, transmitindo as nossas realidades e preocupações e contribuindo activamente para a elaboração das suas propostas. Por outro lado, levamos ao conhecimento dos nossos associados as inciativas e informações oriundas da CIP.

Finalmente, garantimos nos órgãos de comunicação em Portugal uma presença assídua, de forma a divulgar o sector e a transmitir notícias e informações sobre a sua evolução e necessidades.

 

Que balanço faz da evolução da indústria nos últimos 30 anos?

O fabrico de componentes para automóveis em Portugal iniciou-se nos anos 60 para fornecer as primeiras linhas de montagem de automóveis que, sujeitas a exigências de incorporação nacional, eram obrigadas a desenvolver os fabricantes portugueses para substituir importações. Não tinha vocação, dimensão, qualidade nem competitividade para exportar.

Nos anos 80 e 90, com os projectos Renault e Autoeuropa, nasceram em Portugal as primeiras fábricas de automóveis com dimensão europeia, atraindo investidores estrangeiros e permitindo aos fabricantes de componentes ganhar escala.

Coincidindo este período com a entrada na então Comunidade Económica Europeia, toda a indústria começou a procurar a exportação como uma oportunidade para crescer.

A indústria portuguesa de componentes confronta-se ainda hoje com um reduzido mercado nacional, menos de 200.000 veículos produzidos por ano em média (mesmo considerando as 300 mil unidades a serem produzidos durante este ano de 2018), o que compara com mais de 20.000.000 de veículos produzidos anualmente na Europa (representamos 1%).

A indústria de componentes alargou os seus mercados e tornou-se fortemente exportadora, dedicando hoje 85% da sua produção aos mercados externos.

A expansão internacional das empresas foi fundamental para o seu processo de crescimento e para o desenvolvimento do sector, que se tornou num cluster emblemático e competitivo. No ano de 2017 as exportações de componentes automóveis atingiram os 8,8 mil milhões de euros, um record absoluto.

Dados recentes sobre o desenrolar das exportações no corrente ano, com uma taxa de crescimento de 9%, confirmam a sustentabilidade da indústria de componentes em Portugal.

 


  

TOMÁS DE CARVALHO ARAÚJO MOREIRA

Tomás Moreira é Presidente da Direcção da AFIA – Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel desde 2013, instituição por onde já tinha passado duas vezes anteriormente.

É também dirigente no grupo alemão KIRCHHOFF Automotive desde 1993, exercendo funções de Desenvolvimento de Mercados tanto em Portugal como em Espanha, França e América do Sul.

Nascido em 1957 no Porto, onde reside, frequentou o Colégio Alemão do Porto até ao 12º ano, após o que se licenciou em engenharia electrotécnica na TUM – Universidade Técnica de Munique.

Iniciou a sua carreira profissional em 1980 no grupo de empresas Indústrias Molaflex, que na altura pertencia à sua família, tendo, ao longo da sua carreira profissional, ocupado cargos de administração e gerência em várias empresas industriais de diversa dimensão, tanto nacionais como estrangeiras.

Em representação da AFIA tem sido orador em Seminários e Congressos, é Vice-Presidente da Mobinov – Associação do Cluster Automóvel, integra o Board of Directors da CLEPA – European Association of Automotive Suppliers e junto da CIP – Confederação Empresarial de Portugal é membro do Conselho Geral e do Conselho da Indústria.

 

 

Indústria portuguesa de componentes automóveis mostra as suas mais recentes novidades na IZB

A AFIA – Associação de Fabricantes para a Industria Automóvel e a AEP – Associação Empresarial de Portugal, no âmbito do acordo de colaboração para a promoção internacional da indústria portuguesa de componentes para automóveis promoveram a participação nacional na IZB – International Suppliers Fair 2018, que teve lugar em Wolfsburg (Alemanha), entre os dias 16 e 18 de Outubro.

in AFIA, 19-10-2018


 

A IZB é um certame bienal e é a principal feira de negócios da Europa para a indústria fornecedora de componentes para automóveis, onde está representada toda a cadeia de valor da indústria automóvel. É uma iniciativa e organização da Wolfsburg AG e da Volkswagen AG e o tema desta edição de 2018 foi “Think Digital”.

Desde 2001, ano da sua inauguração, a IZB tem vindo a crescer tanto em número e qualidade de visitantes como de expositores. De 13.500 visitantes em 2001, chegou aos 50.000 em 2018 e de 128 expositores no início passou em 2018 para 860 expositores oriundos de 34 países.

No dia 16 de Outubro, Luís Castro Henriques, Presidente da AICEP, e Miguel Crespo, Delegado da AICEP na Alemanha, acompanhados por Tomás Moreira (Presidente da AFIA) visitaram as empresas portuguesas presentes no certame.

No stand colectivo da AEP / AFIA participaram 11 empresas: A.Henriques, Caetano Coatings, Couro Azul, CR Moulds, Edaetech, Epedal, Ferrão e Guerra, Fundínio, Grupo PR, Inapal Metal, TrimNW.

Adicionalmente participaram 3 empresas com stands individuais: Copefi, Pecol Automotive e a Idepa.

A AICEP Portugal Global também participou com um stand informativo.

A próxima edição realizar-se-á entre os dias 6 e 8 de Outubro de 2020, sendo que a AEP, a AFIA e a AICEP estão já a coordenar o pavilhão de Portugal. Estas entidades estão, em função da procura de participações para esta feira, a tentar alargar a área de exposição da representação Portuguesa para que mais empresas do sector possam participar.

 

Mais informações brevemente.

 

Legenda da esquerda para a direita: Tomás Moreira (Presidente AFIA), Luís Castro Henriques (Presidente AICEP), Adão Ferreira (Secretário-Geral AFIA), Miguel Crespo (Delegado AICEP na ALEMANHA)

 

 

 

Jaguar Land Rover launches Slovak plant amid Brexit jobs fears

Jaguar Land Rover expects to hit annual production of 100,000 cars at its factory in Slovakia by 2020.

in Automotive News Europe, by Tatiana Jancarikova | Reuters, 25-10-2018


 

he automaker officially launched its new 1.4 billion-euro ($1.6 billion) plant in Nitra, on Thursday after starting some production last month. The plant was built with an initial capacity of 150,000 vehicles.

The plant will initially serve as a production hub for the Land Rover Discovery SUV but could accommodate a second model as the UK company faces uncertainty over a lack of a deal on Britain’s impending exit from the European Union.

Factory boss Alexander Wortberg said no decision on a second model had been taken yet. “It is very essential for JLR globally that the solution reached between the EU and UK does not result in a hard Brexit,” he told reporters.

“We are starting with one model and one shift. We will start hiring for the second shift in November, that will be operational in the second half of next year. Annual capacity of 100,000 cars will be reached in 2020,” Wortberg said.

Jaguar Land Rover said its Slovakian investment was the latest step in the company’s global expansion strategy following the opening of its Chinese joint venture in 2014 and Brazilian plant in 2016, as well as the start of contract manufacturing in India in 2011 and in Austria in 2017.

Jaguar Land Rover CEO Ralf Speth warned in September that the wrong Brexit deal could cost tens of thousands of jobs. Speth said he had no idea whether his company’s UK plants would be able to operate if customs checks between the UK and EU disrupted their “just in time” schedules.

 

Indústria da fundição aprofunda economia circular e digitalização

O plano estratégico da industria da fundição é apresentado esta sexta-feira. A indústria quer tornar-se atrativa para os jovens através da digitalização

in Expresso, por Abílio Ferreira, 25-10-2018


 

Colocar a fundição portuguesa na vanguarda da economia circular e da ecoeficiência e tornar a indústria atrativa para os jovens através da digitalização são as balizas em que se move o Plano Estratégico 2019/21 que a Associação Portuguesa de Fundição (APF) apresenta esta sexta- feira no Porto, numa sessão com a presença do ministro do Ambiente e Transição Energética, João Pedro Matos Fernandes.

A reciclagem é vital para uma indústria que usa como matéria prima o metal em fim de vida. Mas, os industriais querem que “o paradigma da reciclagem” se aplique também aos resíduos da atividade fabril, prolongando o ciclo de vida do material.

Como? “Transferindo as escórias e areias para empresas cerâmicas, cimenteiras ou de pisos asfálticos e promovendo uma virtuosa simbiose industrial, que valoriza os resíduos”, responde Filipe Vilas Boas, presidente da APF e do Comité das Associações Europeias de Fundição (CAEF). O industrial, pai do treinador de futebol André Villas Boas, dirige a Schmidt Light Metal (SLM), uma empresa de fundição injetada que fornece a indústria automóvel.

EFICIÊNCIA ENERGÉTICA E DIGITALIZAÇÃO

No âmbito do plano estratégico, a primeira ação chega às empresas no no início de 2019. O projeto Ecometal 4.0, com um orçamento de 1,6 milhões de euros, está focado na eficiência energética dos processos produtivos e na transformação digital, reduzindo as sobras das operações fabris.

O preço elevado da energia é um fator adicional de pressão e estímulo ao investimento na ecoeficiência. Mas, reduzir o consumo ” resulta, acima de tudo, do compromisso da fileira de promover a descarbonização industrial”, refere Filipe Villas Boas.

A transformação digital é o trunfo da fundição para atrair os jovens e afastar-se da imagem colada à “ferrugem” que o setor carrega. Num ambiente de “pleno emprego os jovens são seletivos e cabe à indústria tornar-se atrativa, promover os seus méritos e qualidades”.

A fundição “tem tido a magia de reter talentos em toda a cadeia fabril e assegurar sólidas carreiras de futuro”, diz Filipe Villas Boas. A digitalização levará a fileira a um novo patamar, evoluindo para “um laboratório da indústria do futuro: pouco poluente, muito ecoeficiente e na vanguarda tecnológica”.

O Ecometal 4.0 promoverá novos métodos organizacionais, diagnósticos, auditorias, ensaios e certificações, centrados nas três vertentes do programa – economia circular, eficiência energética e digitalização. O desígnio é estar na linha de frente da Indústria 4.0, estimulando a criação de “fábricas inteligentes”.

A indústria de fundição portuguesa gera uma faturação anual de 600 milhões de euros e emprega 6.040 pessoas, distribuídas por 65 empresas. Exporta 90% da produção – o mercado alemão é o principal destino – e lida fundamentalmente com o setor automóvel. “Não há carro nenhum fabricado na Europa que não tenha peças fundidas em Portugal”, arrisca o presidente da APF.

 

 

Divisão de camiões e autocarros da Daimler abre “hub” tecnológico em Lisboa

A Daimler Trucks & Busses, divisão de camiões e autocarros da casa-mãe da Mercedes, abriu um novo “hub” tecnológico em Lisboa. Projecto irá empregar cerca de 30 pessoas na fase de arranque.

in Negócios, por Pedro Curvelo, 24-10-2018


 

A Daimler Trucks & Busses, divisão de camiões e autocarros da casa-mãe da Mercedes, abriu um novo “hub” tecnológico em Lisboa, anunciou esta quarta-feira, 24 de Outubro, a fabricante automóvel alemã em comunicado.

O Tech & Data Hub irá empregar “cerca de 30 pessoas” na fase de arranque, indica a empresa.

O “hub” de Lisboa situa-se na incubadora Second Home Lisboa, no Mercado da Ribeira, e centrará os seus serviços em áreas como a “adaptação às frotas electrónicas, futuro da logística ou integração de infra-estruturas (V2X)”, refere a Daimler.

A Daimler é a mais recente construtora automóvel a escolher Lisboa para um centro de desenvolvimento tecnológico. Este ano, também a BMW criou uma “joint-venture” com a Critical Software, com instalações em Lisboa e no Porto, e a Volkswagen anunciou um centro de desenvolvimento de software na capital portuguesa para o departamento de Tecnologia de Informação (TI) do Grupo Volkswagen e da MAN Truck & Bus. A Mercedes-Benz abriu em 2017 o Digital Delivery Hub também em Lisboa.

SafeBag e Schmidt Light Metal recebem prémios Exportação & Internacionalização

Os Prémios Exportação e Internacionalização, uma parceria entre o Negócios e o Novo Banco, distinguem as empresas com melhor performance exportadora e premeiam os casos de sucesso na internacionalização.

in AFIA, 23-10-2018


 

A Safebag – Indústria Componentes Segurança Automóvel (grupo ZF) recebeu o prémio Melhor Exportadora Com Capitais Estrangeiros (Multinacional).

 

A Schmidt Light Metal recebeu um Menção Honrosa na categoria Melhor Grande Empresa Exportadora Bens Transacionáveis

 

Estas distinções de Associados da AFIA confirmam uma vez mais a qualidade e inovação das empresas nacionais da indústria automóvel, reconhecendo a sua aposta no desenvolvimento sustentado quer das próprias organizações, quer dos seus colaboradores.

A AFIA assistiu a esta cerimónia que decorreu no Palácio da Bolsa, no Porto.

 

 

Ford will halt production in Spain for nine days due to low demand

Ford will stop car production at its plant in Spain for nine days during November due to a lower demand for its vehicles.

in Automotive News Europe, by Robert Hetz | Reuters, 23-10-2018


 

Engine production will also be halted for 13 days next month, a company spokesman said. Part of the Spanish production of Ford engines is sent to Canada for assembly of its Edge model.

The latest production shut down comes after a three-day halt in October.

Ford employs some 7,500 workers at the plant in Almussafes near Valencia.

The factory builds about 1,840 cars a day. The vehicles produced are the Mondeo midsize car, S-Max and Galaxy large minivans, Kuga SUV, Tourneo Connect van and Transit Connect van, according to Automotive News Europe’s Guide to European Assembly Plants.

 

 

Renault Valladolid inaugura una planta de inyección de aluminio para motores

Renault inauguró ayer, con la presencia del presidente del Gobierno, Pedro Sánchez, la más moderna planta de fabricación de componentes de inyección de aluminio del Grupo para los motores que produce en su complejo industrial en Valladolid.

in AutoRevista, 23-10-2018


 

La puesta en marcha de esta nave con cuatro prensas de alta presión de aluminioy diez torres térmicas, se enfoca a dotar de una mayor productividad y flexibilidad en la fabricación de motores para dar respuesta a la demanda tanto de motorizaciones diesel como de gasolina. El Grupo cuenta también con plantas de inyección de aluminio en Cléon (Francia), Pitesti (Rumanía) y Curitiba (Brasil).

Esta nueva instalación, englobada en un paquete de inversiones de 600 millones de euros en los últimos cuatro años, demuestra, en palabras del director general adjunto del Grupo Renault Thierry Bolloré, que “estamos cumpliendo lo que prometimos al anunciar el plan industrial vigente para Renault España”. A la instalación actual, en la que trabajan 130 personas, que se convertirán en 200 cuando la planta alcance su pleno rendimiento, se unirá en 2019 otra nueva nave, de la misma superficie (10.800 m2), que acogerá otras cuatro prensas de alta presión, con la consiguiente creación de nuevos puestos de trabajo. Desde Renault subrayaron su alto nivel de automatización y su carácter ecológico.

Tanto la nave recién inaugurada como la que arrancará el próximo años, son de titularidad de la Junta de Castilla y León, cuyo presidente Juan Vicente Herrera, señaló que han requerido una inversión pública de más de 21 millones de euros. El presidente autonómico remarcó la relevancia de un sector de automoción, que supone para nuestra comunidad el 25% del PIB industrial y anunció el impulso de parques de proveedores de automoción en Valladolid, Palencia y Ávila, donde están las tres implantaciones de la Alianza Renault Nissan Mitsubishi en Castilla y León.

En la inauguración, el presidente del Gobierno, que anunció la firma en las próximas semanas de un Acuerdo Estratégico de Automoción con todos los agentes del sector (subrayando la máxima importancia del diálogo social), estuvo acompañado por la ministra de Industria, Comercio y Turismo, así como con el director de Logística y Producción del Grupo Renault y presidente de Renault España, José Vicente de los Mozos, Dirigente del Año de AutoRevista Constructor 2018, a quien el presidente de Castilla y León agradeció su contribución al momento que vive la compañía en España.

 

 

Groupe PSA aumenta la flexibilidad de su planta de Zaragoza

La dirección de la factoría de Groupe PSA en Zaragoza comunicó, la semana que pasada, que la Dirección y la mayoría de la representación de los trabajadores de la planta de Zaragoza han acordado un modelo de trabajo para afrontar la producción en lo que resta de 2018 y para 2019.

in AutoRevista, 21-10-2018


 

Fuentes de la compañía explican que se trata de un plan que dota al turno de noche de flexibilidad para poder reaccionar ante los requerimientos del mercado en cada momento. Este programa permitiría a la planta de Zaragoza cumplir con el programa de producción previsto para 2019, ante “las buenas expectativas de demanda de sus modelos”: Opel Corsa, Crossland X, Mokka X y Citroën C3 Aircross.

Este modelo de trabajo permite a Zaragoza recuperar su turno de noche al completo a partir de enero de 2019 y por tanto que la factoría pueda trabajar a plena capacidad: más de 2.100 vehículos al día, fabricados en sus dos líneas y en tres turnos (mañana, tarde y noche). Un hecho que no se producía desde el año 2007, subrayan fuentes de la factoría. La apertura de un segundo equipo del turno de noche representa 250 nuevas contrataciones hasta final de 2018, que podrían incrementarse antes de final de año, y que son adicionales a los 400 contratos de relevo también realizados en este año.

La propuesta de poner en marcha un segundo equipo de noche flexible, que trabaje a partir de enero de 2019 de lunes a jueves en la línea del Opel Corsa y los viernes noche en la línea 1, que produce los Opel Crossland X, Opel Mokka X y Citroën C3 Aircross, fue presentada por la Dirección a finales de septiembre. La propuesta “ha sido muy bien recibida por los empleados del turno de noche y respaldada por los sindicatos UGT y CCOO que ostentan la representación mayoritaria en el Comité de Empresa de la planta de Zaragoza”, señalan desde Groupe PSA..

Así mismo se ha informado a la Representación de los Trabajadores de los proyectos de modernización de la planta de Zaragoza, de los trabajos para adaptar la factoría a la fabricación del nuevo Opel Corsa, incluida su versión eléctrica, del incremento de la capacidad de Opel Crossland X y Citroën C3 Aircross en la nave de Carrocerías y de la adjudicación en la nave de Prensas de piezas de estampación para otras plantas de Groupe PSA (12 troqueles y 24 piezas adicionales en 2020).

Antonio Cobo, director de la planta de Zaragoza, ha declarado que “esta fórmula flexible y responsable nos permite seguir generando empleo, adecuarnos a la demanda del mercado en cada momento y poder trabajar al 100% de nuestra capacidad en los tres turnos y en las dos líneas de producción”. “Todas estas buenas noticias, en términos de empleo y producción, son posibles gracias al éxito de nuestros productos y al trabajo conjunto de la Dirección y la Representación de los trabajadores”.